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	<title>Barry Brownstein, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Barry Brownstein, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Orwell expôs a covardia de jornalistas e intelectuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Barry Brownstein]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 03:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Big Pharma]]></category>
		<category><![CDATA[Censura]]></category>
		<category><![CDATA[Friedrich A. Hayek]]></category>
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		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Stálin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Orwell não se surpreendeu com 'o servilismo com que a maior parte da intelectualidade inglesa engoliu e repetiu a propaganda russa', embora não sofresse 'pressão direta para falsificar suas opiniões'.<br />O poder da <em>Big Pharma</em> já era um problema há quase oitenta anos. Orwell observou: 'Notoriamente, certos tópicos não podem ser discutidos  (...)'.“</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/orwell-expos-a-covardia-de-jornalistas-e-intelectuais/">Orwell expôs a covardia de jornalistas e intelectuais</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Não me julguem mal. Já pratiquei o jornalismo — confesso —,</em><br><em>mas foi só porque tinha filhos pequenos para sustentar.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2023)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">G<span data-tooltip-position="right" data-tooltip="George Orwell (1903 – 1950) é pseudônimo do escritor inglês Eric Arthur Blair (1903 - 1950).">eorge Orwell</span> tinha pouca esperança de que as mentiras dos totalitários fossem expostas por uma imprensa livre. Seu ensaio “<a href="https://www.orwellfoundation.com/the-orwell-foundation/orwell/essays-and-other-works/the-freedom-of-the-press/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A Liberdade de Imprensa</a>” foi concebido como prefácio de&nbsp;<em><a href="https://www.amazon.com.br/revolu%C3%A7%C3%A3o-dos-bichos-George-Orwell/dp/6555521856" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A revolução dos bichos</a></em>, mas não foi publicado até 1972. Orwell revelou que o Ministério da Informação do Reino Unido (MOI) (criado durante a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span>) aconselhou a editora de Orwell a não publicar&nbsp;<em>A revolução dos bichos</em>, pois seria ofensivo para os “russos soviéticos”.</p>



<p>A tese de Orwell era a de que os jornalistas, e não o governo, são os maiores censores:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>O principal perigo para a liberdade de pensamento e expressão neste momento não é a interferência direta do MOI ou de qualquer órgão oficial. Se editores e editoras se esforçam para manter certos temas fora de catálogo, não é porque têm medo de serem processados, mas porque têm medo da opinião pública. Neste país, a covardia intelectual é o pior inimigo que um escritor ou jornalista tem que enfrentar.</p>
</blockquote>



<p>Os jornalistas covardes de hoje suprimiram notícias sobre o laptop de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Robert Hunter Biden é advogado e lobista americano, segundo filho do 46.º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.">Hunter Biden</span>, a eficiência das máscaras e <em>lockdowns</em>, a segurança das vacinas, revelações de que as vacinas não impediam a transmissão, perguntas sobre a política dos EUA na Ucrânia e desafios à ortodoxia do aquecimento global.</p>



<p>Embora o governo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Joseph Robinette ''Joe'' Biden Jr.: 46.º presidente dos Estados Unidos e 47.º vice-presidente entre 2009 a 2017 (pelo governo de Barack Obama). Filiado ao Partido Democrata.">Biden</span> tenha torcido os braços das empresas de mídia social para censurar pessoas comuns, não precisou censurar jornalistas. Orwell escreveu: “Ideias impopulares podem ser silenciadas, e fatos inconvenientes mantidos às escuras, sem a necessidade de qualquer proibição oficial.” Ele explicou:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>A qualquer momento há uma ortodoxia, um corpo de ideias que se supõe que todas as pessoas de bem aceitarão sem questionar. Não é exatamente proibido dizer isso, aquilo ou outro aquilo, mas é ‘inapropriado’ dizê-lo… Quem desafia a ortodoxia vigente se vê silenciado com surpreendente eficácia. Uma opinião genuinamente fora de moda quase nunca é levada em consideração, seja na imprensa popular, seja nos periódicos intelectuais.</p>
</blockquote>



<p>No parágrafo seguinte, Orwell pintou um retrato do nosso tempo. Como você leu, substitua vacinas, cirurgia de redesignação de gênero para adolescentes, energia verde, etc., por “Rússia soviética”:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Neste momento, o que é exigido pela ortodoxia dominante é uma admiração acrítica da Rússia soviética. Todo mundo sabe disso, quase todo mundo age com base nisso. Qualquer crítica séria ao regime soviético, qualquer divulgação de fatos que o governo soviético prefere manter escondidos, é quase impublicável. E essa conspiração nacional para bajular nosso aliado ocorre, curiosamente, em um contexto de genuína tolerância intelectual. Porque, embora não seja permitido você criticar o governo soviético, pelo menos você é razoavelmente livre para criticar o nosso.</p>
</blockquote>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/as-mesmas-pessoas-sombrias-controlam-a-big-pharma-e-a-midia/"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="470" height="272" class="wp-image-9835" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/GrandeDitador_Chaplin_Peq.jpg" alt="Cena do filme &quot;O grande ditador&quot;. de Charles Chaplin."></a>Orwell não se surpreendeu com “o servilismo com que a maior parte da intelectualidade inglesa engoliu e repetiu a propaganda russa”, embora não sofresse “pressão direta para falsificar suas opiniões”.</p>



<p>O poder da <em><a href="https://culturadefato.com.br/as-mesmas-pessoas-sombrias-controlam-a-big-pharma-e-a-midia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Big Pharma</a></em> já era um problema há quase oitenta anos. Orwell observou: “Notoriamente, certos tópicos não podem ser discutidos por causa de ‘interesses instalados’. O caso mais conhecido é o da patente de medicamentos.”</p>



<p>Infelizmente, apesar de soar o alarme, Orwell acrescenta um qualificativo ao seu apoio à liberdade de expressão:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Se a liberdade intelectual, que sem dúvida tem sido uma das marcas distintivas da civilização ocidental, significa alguma coisa, significa que cada um terá o direito de dizer e publicar o que acredita ser a verdade, desde que não prejudique o resto da comunidade de alguma forma completamente inconfundível.</p>
</blockquote>



<p>Hoje, é claro, o <a href="https://support.google.com/youtube/answer/13813322?hl=en">dano ao qualificador da comunidade </a>é usado pelo Google e outros para censurar diferenças legítimas de opinião.</p>



<p>Assim como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Friedrich A. Hayek (1899 - 1992) foi um membro fundador do Mises Institute. Ele dividiu seu Prêmio Nobel de Economia, em 1974, com seu rival ideológico Gunnar Myrdal.">Hayek</span> advertiu em <em><a href="https://rothbardbrasil.com/o-caminho-da-servidao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">O Caminho da Servidão</a>,</em> Orwell advertiu: “É apenas, ou pelo menos é principalmente, a intelligentsia literária e científica, as mesmas pessoas que deveriam ser as guardiãs da liberdade, que estão começando a desprezá-la, tanto na teoria quanto na prática”.</p>



<p>Hoje, os autoritários afirmam que estão defendendo a democracia, mas o fazem por meios iliberais. Orwell observou essas táticas e relatou “uma tendência generalizada de argumentar que só se pode defender a democracia por métodos totalitários. Se alguém ama a democracia, o argumento diz, é preciso esmagar seus inimigos, não importa o meio.”</p>



<p>Os inimigos a serem esmagados incluíam “aqueles que ‘objetivamente’ a colocam em perigo espalhando doutrinas equivocadas”. Os censores de hoje também usam esse argumento da desinformação.</p>



<p>Pior, explica Orwell, os intelectuais justificaram os expurgos de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953), revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stálin</span> alegando que as “opiniões heréticas das vítimas (…) ‘objetivamente’ prejudicaram o regime e, portanto, era perfeitamente correto não apenas massacrá-las, mas descredibilizá-las com falsas acusações”.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/aldous-huxley-ou-george-orwell/"><img decoding="async" class="wp-image-17953" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/09/AldousHuxley_GeorgeOrwell_Peq.jpg" alt="AldousHuxley e George Orwell"></a>Este não é um ensaio para considerar o cancelamento de&nbsp;<a href="https://thetexan.news/federal/dallas-cardiologist-peter-mccullough-s-medical-certifications-threatened-by-american-board-of-internal-medicine/article_318346e8-a361-5d54-bd8d-f71ad01c91d4.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">profissionais de saúde</a>,&nbsp;<a href="https://www.glamour.com/story/a-complete-breakdown-of-the-jk-rowling-transgender-comments-controversy" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">autores&nbsp;</a>e&nbsp;<a href="https://www.thefire.org/news/ilya-shapiro-resigns-georgetown-following-reinstatement-after-122-day-investigation-tweets" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">acadêmicos</a>. Mas se você acredita que os intelectuais se opõem a “falsas acusações” a serviço de sua boa causa, Orwell diria que&nbsp;<em>você</em>&nbsp;<em>está errado.</em></p>



<p>Orwell observou que o grande entusiasmo pela Rússia stalinista era “apenas um sintoma do enfraquecimento geral da tradição liberal ocidental”. Ele advertiu: “Se você encorajar métodos totalitários, pode chegar o momento em que eles serão usados contra você em vez de por você”.</p>



<p>Qualquer adoção tribal de uma “ortodoxia” é problemática. Orwell observou: “O inimigo é a mente gramofônica, concorde-se ou não com o disco que está sendo tocado no momento”.</p>



<p>A civilização ocidental pode sobreviver ao iliberalismo observado por Orwell? Orwell tinha suas dúvidas:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>A liberdade intelectual é uma tradição profundamente enraizada sem a qual nossa cultura ocidental característica sem dúvida não poderia existir. Dessa tradição, muitos de nossos intelectuais estão visivelmente se afastando. Eles aceitaram o princípio de que um livro deve ser publicado ou suprimido, elogiado ou condenado, não por seus méritos, mas de acordo com a conveniência política. E outros que não têm essa visão concordam com ela por pura covardia.</p>
</blockquote>



<p>Orwell escreveu: “Se liberdade significa alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir”. Hoje, jornalistas e intelectuais nos dizem que a liberdade de expressão não é essencial; em vez de ser uma condição pela qual a civilização progride, a liberdade de expressão é uma <a href="https://www.npr.org/2020/10/20/925755387/unfettered-free-speech-is-a-threat-to-democracy-journalist-says" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">ameaça à “democracia”</a>. Com tais crenças, adverte Orwell, estamos criando <a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/02/01/em-discurso-na-eleicao-da-camara-lira-diz-que-liberdade-de-expressao-nao-pode-significar-ameaca-a-democracia.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">nossa própria</a> distopia.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.aier.org/people/barry-brownstein/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Barry Brownstein</a>.<br><br>Publicado em 18 de setembro de 2023 no <em>website</em> do <a href="https://rothbardbrasil.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Rothbard Brasil</a>.<br>Para acessar o artigo original, escrito em inglês, <a href="https://www.aier.org/article/orwell-exposed-the-cowardice-of-journalists-and-intellectuals/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.<a href="https://loja.uiclap.com/titulo/ua21381/"></a></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Jornalismo</em>”, por Claudia Hammer.</p>



<br>
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		<title>Um método atemporal para resistir à tirania</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Barry Brownstein]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 03:05:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aldous Huxley]]></category>
		<category><![CDATA[Aldous Leonard Huxley]]></category>
		<category><![CDATA[Étienne de La Boétie]]></category>
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		<category><![CDATA[Vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Se eu fosse resumir a estimulante mensagem do século XVI da monografia de Étienne de La Boétie, O Discurso da Servidão Voluntária, eu diria que, não somos vítimas do mundo que vemos. Invertemos causa e efeito. A tirania não está acontecendo conosco, está acontecendo por nossa causa.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Muitos odeiam a tirania apenas para que possam estabelecer a sua.</em>”<br>Platão (427 ou 428 a. C. &#8211; 348 a. C.)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Se eu fosse resumir a estimulante mensagem do século XVI da monografia de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Étienne de La Boétie (1530 - 1663), filósofo francês, teve grande parte dos seus escritos divulgada postumamente a partir dos manuscritos deixados ao amigo Michel de Montaigne.">Étienne de La Boétie</span>,&nbsp;<em><a href="https://rothbardbrasil.com/o-discurso-da-servidao-voluntaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">O Discurso da Servidão Voluntária</a></em>, eu diria que não somos vítimas do mundo que vemos. Invertemos causa e efeito. A tirania não está acontecendo conosco, está acontecendo por nossa causa.</p>



<p>Estamos nos enganando sobre nosso papel em permitir nossa opressão? Como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Murray Newton Rothbard (1926 - 1995): economista norte-americano da Escola Austríaca, historiador, e filósofo político.">Murray Rothbard</span> colocou em sua brilhante&nbsp;<a href="https://rothbardbrasil.com/o-discurso-da-servidao-voluntaria-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">introdução</a>&nbsp;ao&nbsp;<em>Discurso&nbsp;</em>de La Boétie, “[T]oda tirania deve necessariamente basear-se numa aceitação popular geral”.</p>



<p>Pior ainda, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aldous Leonard Huxley (1894 - 1963): Escritor inglês.">Aldous Huxley</span> estava certo ao dizer que as pessoas abraçariam com alegria sua opressão? Como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Neil Postman (1931 - 2003) foi educador, teórico de mídia e crítico cultural estadunidense.">Neil Postman</span> escreveu em <em><a href="https://amzn.to/3rbS1Gu" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Amusing Ourselves to Death</a></em>, “[N]a visão de Huxley, nenhum <em>Big Brother</em> é obrigado a privar as pessoas de sua autonomia, maturidade e história. Segundo ele, as pessoas passarão a amar sua opressão, a adorar as tecnologias que destroem sua capacidade de pensar”.</p>



<p>Huxley escreveu: “[A] maior parte da população não é muito inteligente, teme responsabilidades e não deseja nada melhor do que ouvir o que deve fazer”.</p>



<p>Se você não mora em São Francisco ou em outra cidade distópica, caminhe pela cidade e observe como as pessoas são naturalmente cooperativas e pacíficas. Você pode se perguntar, como La Boétie fez,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>como pode ser que tantos homens, tantos burgos, tantas cidades, tantas nações suportam às vezes um tirano só, que tem apenas o poderio que eles lhe dão, que não tem o poder de prejudicá-los senão enquanto têm vontade de suportá-lo, que não poderia fazer-lhes mal algum senão quando preferem tolerá-lo a contradizê-lo.</p>
</blockquote>



<p>“Tolerá-lo em vez de contradizê-lo” sempre foi uma tendência humana e algo com o qual estamos muito familiarizados.</p>



<p><em>O Discurso </em>de La Boétie foi influenciado pelo ensaio do filósofo grego <span data-tooltip="Plutarco ou Lúcio Méstrio Plutarco (46 d. C. - 102 d. C.):  filósofo platônico." data-tooltip-position="top">Plutarco</span> “On Compliancy”. <a href="https://classics.cornell.edu/mike-fontaine" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Michael Fontaine</a>, professor de clássicos da <a href="https://www.cornell.edu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Cornell</a>, está trabalhando em uma nova tradução de “On Compliancy”. Em uma série de palestras,&nbsp;<a href="https://ecornell.cornell.edu/keynotes/view/K032123/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">uma delas pública</a>, Fontaine explica que Plutarco explorou a<em>&nbsp;disopia&nbsp;</em>(não confundir com <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Enquanto a distopia seria a narrativa de um mundo caótico, a utopia seria a narrativa de um mundo perfeito; a diferença entre uma utopia e uma distopia é o ponto narrativo.">distopia</span>). A disopia é tanto uma “sensação emocional de ser pressionado e intimidado” quanto um “ato de ceder a um pedido impróprio ou inapropriado”. Podemos dizer que todos nós experimentamos disopia quando alguém nos pede para fazer algo irracional e, contra nosso melhor julgamento, fazemos de qualquer maneira.</p>



<p>Plutarco não estava necessariamente escrevendo sobre interações coercitivas onde a força é aplicada; ele estava focado em situações em que “está em seu poder dizer não”. Talvez você tenha participado de uma reunião no local de trabalho em que alguém propôs que os não vacinados fossem demitidos. Você aplaudiu? Você deu seu consentimento sem dizer nada em oposição? Você argumentou contra os decretos de vacina para estudantes cujos&nbsp;<a href="https://www.wsj.com/articles/university-vaccine-mandates-violate-medical-ethics-11623689220" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">riscos da vacina provavelmente excediam quaisquer benefícios</a>? Você apoiou os direitos dos outros de tomar suas próprias decisões médicas?</p>



<p>La Boétie observou corretamente que somos “traidores” de nós mesmos ao cooperar em nossa opressão:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Aquele que vos domina tanto só tem dois olhos, só tem duas mãos, só tem um corpo, e não tem outra coisa que o que tem o menor homem do grande e infinito número de vossas cidades, senão a vantagem que lhe dais para destruir-vos. De onde tirou tantos olhos com os quais vos espia, se não os colocais a serviço dele? Como tem tantas mãos para golpear-vos, se não as toma de vós?</p>
</blockquote>



<p>La Boétie implorou: “Decida não mais servir e sereis livres”. Ele continuou: “Não pretendo que o empurreis ou sacudais, somente não mais o sustentai, e o vereis como um grande colosso, de quem subtraiu-se a base, desmanchar-se com seu próprio peso e rebentar-se.</p>



<p>La Boétie reconheceu que há poucos no núcleo do poder, mas que o núcleo emprega centenas que empregam milhares que hoje empregam milhões “para que tenham na mão sua avareza e crueldade e que as exerçam no momento oportuno”.</p>



<p>Hoje, o governo tem seus tentáculos em todos os lugares e&nbsp;<a href="https://www.businessinsider.com/percentage-workforce-employed-by-government-every-us-state-2019-1?op=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">emprega uma porcentagem significativa&nbsp;</a>da população. Como podemos retirar o consentimento? Se não pagarmos impostos, podemos acabar no tribunal, mesmo que&nbsp;<a href="https://veja.abril.com.br/mundo/filho-de-joe-biden-deve-se-declarar-culpado-de-sonegar-impostos" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">sejamos o filho do presidente</a>.</p>



<p>À primeira vista, a análise de La Boétie pode parecer não oferecer nenhum caminho prático para derrubar os tiranos de hoje. No entanto, olhe novamente.</p>



<p>Onde precisamos retirar nosso consentimento é dos apologistas do Estado. Rothbard&nbsp;<a href="https://rothbardbrasil.com/a-filosofia-politica-de-etienne-de-la-boetie/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">explicou</a>,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>La Boétie destaca o ponto de que este consentimento é projetado, em grande medida pela propaganda bombardeada pelos governantes e seus apologistas intelectuais sobre o povo. Os instrumentos — de pão e circo, de mistificação ideológica — que os governantes de hoje usam para seduzir as massas e conquistar seu consentimento, permanecem os mesmos dos tempos de La Boétie. A única diferença é o enorme aumento do uso de intelectuais especialistas a serviço dos governantes. Mas neste caso, a principal tarefa dos oponentes das tiranias modernas é educacional: fazer o povo acordar para este processo, desmistificar e dessantificar o aparato estatal.</p>
</blockquote>



<p class="img-direita"><a href="https://loja.uiclap.com/titulo/ua21381/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" width="404" height="450" class="wp-image-16517" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ODirscursoDaServidaoVoluntaria.jpg" alt="Capa do livro: &quot;O Discurso da Servidão Voluntária&quot;, por Étienne de La Boétie."></a>Hoje pode não ser fácil retirar o consentimento do governo. Ainda assim, podemos retirar o consentimento dos cortesãos contemporâneos do governo – acadêmicos, jornalistas, especialistas, comentaristas, influenciadores e administradores que, como escreveu Rothbard, “enganam as massas para obter seu consentimento”.</p>



<p>Esses “apologistas” tratam você principalmente de forma desrespeitosa; eles se dizem oráculos e dizem que você não tem capacidade de entender seus dogmas. Eles apelam para sua experiência e autoridade, mas oferecem poucas evidências. Eles anseiam por dinheiro e poder não conquistados servindo os consumidores, mas dominando os consumidores. Os princípios que permitem que a humanidade floresça não significam nada para eles. O antídoto é ignorá-los ou abrir a cortina para expor sua retórica vazia. Desligue a televisão e passe as noites de verão com seus entes queridos ou com&nbsp;<a href="https://rothbardbrasil.com/livros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">um bom livro</a>&nbsp;que fortaleça sua coragem moral.</p>



<p>Fontaine, traduzindo Plutarco, nos pede para superar nossa disopia, percebendo nossa tendência de “agradar as pessoas” e recuperando o poder de dizer não.</p>



<p>La Boétie ofereceu um caminho para encontrar nossa coragem moral. Os tiranos, observou ele, nunca são amados nem amam. A amizade genuína, observou ele, “nunca se entrega senão entre pessoas de bem e só se deixa apanhar por mútua estima; se mantém não tanto através de benefícios como através de uma vida boa; o que torna um amigo seguro do outro é o conhecimento que tem de sua integridade”.</p>



<p>Nem tiranos nem apologistas agem com integridade. Desenvolver o caráter respeitando a autonomia dos outros é um caminho para a liberdade. Plutarco argumentou, e La Boétie teria concordado, “ceder agrava os problemas em vez de resolvê-los”. Não haverá solução do<em>&nbsp;Mágico de Oz</em>. Não podemos simplesmente bater continência três vezes e voltar à “terra dos livres”. A simples leitura de La Boétie não liberta ninguém. Como&nbsp;<a href="https://www.poetryfoundation.org/poems/43673/london-56d222777e969" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">escreveu o poeta William Blake</a>, nossas algemas são forjadas pela mente. Com uma mudança de mentalidade, nos tornamos insensíveis à nossa disopia. À medida que mais de nós retiramos o consentimento, um futuro distópico pode ser evitado.</p>



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<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.aier.org/people/barry-brownstein/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Barry  Brownstein</a>.<br><br>Publicado em 26 de junho de 2023 no <em>website</em> do <a href="https://rothbardbrasil.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Instituto Rothbard Brasil</a>.<br>Para acessar  o artigo original, escrito em inglês, <a href="https://www.aier.org/article/a-timeless-method-for-resisting-tyranny/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.<a href="https://loja.uiclap.com/titulo/ua21381/"></a></p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Lenin’s speech</em>”, por Nikolai Gorshkov (1923 &#8211; 2009).</p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



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<p>Confira, neste áudio, alguns comentários do filósofo Olavo de Carvalho (1947 – 2022) sobre como tornar-se mais corajoso:</p>



<p><audio src="https://culturadefato.com.br/downloads/politica_e_economia/2022/SobreBrasilia.mp3"></audio></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://culturadefato.com.br/downloads/filosofia_e_historia/2023/ComoSerCorajoso_OlavoDeCarvalho.mp3"></audio></figure>



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