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	<title>Carlos I. S. Azambuja, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Carlos I. S. Azambuja, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>O pensamento de Gramsci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos I. S. Azambuja]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 04:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Diz </em><span data-tooltip="Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) foi autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural." data-tooltip-position="bottom"><em>Goethe</em></span><em>, quando a gente não sabe o que fazer, uma palavra é como uma tábua para o náufrago.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947-2022), <em><a href="https://amzn.to/3QRajcF" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Jardim das Aflições</a></em> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Sebastiano Francesco Gramsci (1891-1937) militante marxista italiano, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Passou anos no cárcere, onde escreveu os ''Cadernos do Cárcere'' os quais descrevem suas ideias sobre hegemonia cultural e poder.">Antonio Gramsci</span>, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, foi o primeiro teórico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Marxismo é uma doutrina filosófica, política e econômica criada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX, baseada no materialismo histórico-dialético. Analisa a sociedade através da luta de classes e crítica do capitalismo, propondo a superação deste por um sistema socialista/comunista.">marxista</span> a compreender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Os bolcheviques eram a ala radical do Partido Operário Social-Democrata Russo, liderada por Vladimir Lenin, que defendia a revolução socialista imediata e a ditadura do proletariado.">bolcheviques russos</span>. Nesse sentido, ofereceu um novo “<em>Que Fazer</em>” ao Ocidente desenvolvido. Aquilo que ele chamou de&nbsp;<em>“sociedade civil</em>” — rede de instituições educativas, religiosas e culturais que disseminam modos de pensar — era, na Rússia, incapaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário, uma vez que o Estado <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Czarista refere-se ao regime político, partidários ou características da Rússia antes da Revolução de 1917, caracterizado pelo absolutismo monárquico onde o Czar (imperador) detinha poder total.">czarista</span> fundamentava-se na ignorância, na apatia e na repressão, e não no consentimento voluntário dos súditos. Na ausência de uma articulação complexa da <em>“sociedade civil</em>” em condições de absorver a insatisfação, a única defesa da velha ordem era constituída pelo aparelho do Estado, que Gramsci denomina de&nbsp;<em><em>“</em>sociedade política</em>”. O conjunto difuso da <em><em>“</em>sociedade civil</em>”, que propaga a ideologia da classe dominante, não existia na Rússia.</p>



<p>Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.</p>



<p>Dessa forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica.</p>



<p><strong>Segundo a linguagem colorida de Gramsci, o proletariado precisa transformar-se em força cultural e política dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o Partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.</strong></p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “<em>sociedade civil</em>” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “<em>revolução do espírito”,</em>&nbsp;toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.</p>



<p>O comunismo de Gramsci é a “<em>versão ocidental</em>” do comunismo, e ao proclamar o diálogo e aceitar o debate, próprios dos sistemas verdadeiramente democráticos, trabalha sobre todas as formas de expressão cultural, atuando sob a cobertura do pluralismo, com a contribuição de todos aqueles que por compartilhar a ideologia marxista, por&nbsp;<em>snobismo</em>, por conveniência ou por negligência, se somam voluntária ou involuntariamente a essa nova expressão do “<em>frentismo</em>”, chamando “<em>fascistas</em>” ou “<em>retrógados</em>” aqueles que se opõem a essa forma de pensar e atuar.</p>



<p>Nessa confusão de idéias, chega-se a substituir a contradição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere-se à filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel">hegeliana</span> de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“<em>burguês – proletário</em>”</span> (tese e antítese) pela de “<em>fascista – anti-fascista</em>”. O inimigo não é patrão e sim o fascista. Assim surge o mito do fascismo, que nada tem a ver com o fascismo histórico, sem dúvida questionável.</p>



<p>Quem quer que defenda os valores tradicionais da cultural ocidental é tachado de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>fascista</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> e considerado genericamente como&nbsp;<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span>um mal</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. O grande erro dos comunistas, segundo Gramsci, foi o de crer que o Estado se reduz a um simples aparato político. Na verdade, o Estado atua não apenas com a ajuda do seu aparato político, como também por meio de uma ideologia que descansa em valores admitidos que a maioria dos membros da sociedade têm como supostos. A referida ideologia engloba a cultura, as idéias, as tradições e até o sentido comum. Em todos esses campos atua um poder no qual também se apóia o Estado: o poder cultural.</p>



<p>A necessidade de uma reforma intelectual e moral para lograr uma mudança de mentalidade nas sociedades ocidentais que foram constituídas por convicções, critérios, normas, crenças, pautas, segundo a concepção cristã da vida, é de suma importância para o triunfo da revolução mundial.</p>



<p>Porém, nesse propósito de formação de uma nova consciência proletária, o gramscismo encontra um obstáculo: a religião. De acordo com os estudos de Gramsci, a Igreja Católica, encarada como inimiga irreconciliável do comunismo, utiliza elementos fundamentais e comuns na sociedade, chegando a toda população, tanto urbana como rural. O catolicismo, segundo Gramsci, é uma doutrina geral simplificada a fim de ser entendida por todos. Analisando esse fato, Gramsci chegou à conclusão que uma das chaves da sobrevivência do catolicismo ao longo dos séculos foi o fato de que em seu seio conviveram harmonicamente humildes e elites, sentenciando que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>a Igreja romana sempre foi a mais tenaz em impedir que oficialmente se formem duas religiões: a dos intelectuais e a das almas simples</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</p>



<p>Concluiu qu e é a Igreja Católica que inspira a formação desse sentido comum cristão e, por conseguinte, era preciso erradicá-lo mediante uma ação não violenta já que essa via seria repelida pelas sociedades ocidentais, onde influi e gravita o consenso e a vontade das maiorias. Gramsci afirmou que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>os elementos principais do sentido comum são ministrados pelas religiões e, por isso, a relação entre o sentido comum e a religião é muito mais íntima do que a relação entre o sentido comum e os sistemas filosóficos dos intelectuais</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. “<em>Então</em>&nbsp;— prossegue Gramsci —&nbsp;<em>todo o movimento cultural que tenda a substituir o sentido comum e as velhas concepções do mundo deve repetir incansavelmente os próprios argumentos, variando suas ‘formas’”.</em></p>



<p>Dessa forma, as novas concepções se difundem utilizando sofismas, dando novas interpretações a fatos históricos e chegando a parafrasear o Evangelho em alguns casos, mostrando distintos “<em>ensinamentos</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> de determinadas passagens bíblicas, tal como a expulsão dos mercadores do Templo de Deus, utilizando-os como argumentos para justificar a violência e fortalecer a imagem do “<em>Cristo guerrilheiro</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>, criada pelos&nbsp;<em>“cristãos revolucionários<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</em></p>



<p>Essas concepções, porém, não deverão ser apresentadas em formas puras, uma vez que o povo não as aceita na medida que provoquem uma mudança traumática. Para isso, devem ser apresentadas como combinações, explorando “<em>a crise intelectual e a perda da fé na concepção que se deseja mudar<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Por isso, diz Gramsci, não se deve enfrentar frontalmente a Igreja Católica, e sim criar os enfrentamentos em seu seio. Enfrentamentos que não sejam apresentados como provocados por causas exógenas e sim endógenas.</p>



<p>Acrescente-se que o marxismo de Gramsci se apresenta como uma interpretação “<em>filosófica</em>” distinta do marxismo conhecido. Não há filosofia e práxis; existe uma igualdade entre pensamento e ação ao ponto em que tudo é considerado ação. Em conseqüência, a “<em>filosofia da práxis<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> deve ser elaborada partindo de uma equivalência entre filosofia e política, e deverá ser construída como ciência da história, posto que filosofia e história são indissociáveis. Diz Gramsci que “<em>a filosofia da práxis supera as precedentes, por isso é original, especialmente porque abre uma via completamente nova, ou seja, renova totalmente o modo de conceber a filosofia mesma<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Quanto ao papel dos intelectuais, ele deixa claro que a tarefa de agente da mudança na nova concepção de mundo não pode ser desenvolvida pelos intelectuais burgueses, considerados “<em>o elo mais débil do bloco burguês<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>. Devem surgir “<em>novos<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> intelectuais da massa do povo. Dessa forma, a tarefa a ser desenvolvida por essa “<em>nova<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> elite será a de formar uma vontade coletiva e lograr a reforma moral e intelectual, agregando que uma reforma cultural que eleve os extratos submersos da sociedade não pode ocorrer sem uma prévia reforma econômica e uma mudança na sua posição social. Por isso, afirmou que&nbsp;<em>“uma reforma intelectual e moral tem que ser vinculada forçosamente a um programa de reforma econômica<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em><a href="https://web.archive.org/web/20160614015532/http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250"></a></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/carlosazambuja/">Carlos I. S. Azambuja</a><a href="https://culturadefato.com.br/author/ricardohashimoto/"></a>.<br>Publicado originalmente em 27 de abril de 2005, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Os embaixadores</em>” (1533), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hans Holbein (1497-1543), o Jovem, foi um pintor suíço, um dos mestres do retrato no Renascimento, além de desenhista de xilogravuras, vidrarias e peças de joalharia.">Hans Holbein</span> (1497-1543), o Jovem.<br><br>A imagem foi escolhida por sua densidade simbólica e pela forma como representa a complexa relação entre poder, conhecimento e construção da realidade. A obra reúne, de maneira aparentemente harmoniosa, elementos científicos, religiosos e políticos, sugerindo uma ordem racional e estável. No entanto, essa estabilidade é apenas aparente.<br><br>O detalhe mais emblemático da pintura — o crânio distorcido em primeiro plano [<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Embaixadores#/media/Ficheiro:Hans_Holbein_the_Younger_-_The_Ambassadors_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">consultar imagem integralmente</a>], visível apenas a partir de um ângulo específico — revela que a compreensão da realidade depende da perspectiva adotada. Esse recurso visual dialoga diretamente com a ideia de que valores, crenças e interpretações são moldados por mediações culturais e intelectuais.<br><br>Assim, a escolha da obra busca ilustrar, de forma sutil, o tema central do texto: a disputa no campo das ideias, onde a transformação social não se dá apenas por confrontos diretos, mas pela lenta e contínua reconfiguração dos modos de ver, pensar e interpretar o mundo.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?,</a></em><br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entenda-o-marxismo-em-um-minuto/"><em>Entenda o marxismo em um minuto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/henryhazlitt/">Henry Hazlitt</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/instituicoes-nao-se-derrubam-se-reformam/">Instituições não se derrubam, se reformam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/reflexoes-sobre-a-execucao-de-luis-xvi/">Reflexões sobre a execução de Luís XVI</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/liberte-egalite-fraternite-o-carvalho/"><em>Liberté, Egalité, Fraternité, o Carvalho…</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/edgarcia/">Ed Garcia</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/DisneylandWoke.jpg" alt="Disneyland Woke, Tearing Down the Past (2022). Desenho por Edwin Loftus." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><em>Wokismo nova face da revolução anticristã</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joseureta/">José A. Ureta</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SigningOfTheConstitution.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Scene at the Signing of the Constitution of the United States&quot;, criada por Howard Chandler Christy (1872 - 1952) em 1940." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><em>As contradições inerentes ao Estado</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/murrayrothbard/">Murray N. Rothbard</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MendingTheNation_Jon-McNaughton.jpg" alt="Obra: &quot;Mending the nation&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><em>A essência do conservadorismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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