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	<title>Dom Rogério Augusto das Neves, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Dom Rogério Augusto das Neves, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Fraternidade e conversão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Rogério Augusto das Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 03:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Leão XIV]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Pio de Pietrelcina]]></category>
		<category><![CDATA[Povo de Deus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Beneficência e caridade não são necessariamente a mesma coisa. São Paulo falou sobre isso quando escreveu aos Coríntios: <em>Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!</em> (1Cor 13,3).”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/fraternidade-e-conversao/">Fraternidade e conversão</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">“<em>O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo,</em><br><em>que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Francesco Forgione (1887-1968) foi um frade capuchinho e sacerdote católico italiano, nascido na comuna de Pietrelcina e falecido em San Giovanni Rotondo é(comuna italiana da região da Puglia). Foi canonizado em 2002 pelo Papa São João Paulo II com o título de São Pio de Pietrelcina.">Padre Pio de Pietrelcina</span> (1887-1968)</p>



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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Beneficência e caridade não são necessariamente a mesma coisa. São Paulo falou sobre isso quando escreveu aos Coríntios: “<em>Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/13/3" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">1Cor 13,3</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O bem realizado só se torna caridade, quando é realizado por quem seja capaz de buscar a conversão e a bondade. Desse modo, a própria pessoa assume as características do amor que pratica, conforme ensina o mesmo Paulo: “<em>A caridade é paciente, é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1co/13/4-7" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">1Cor 13,4-7</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que não faz sentido pensar que o bem possa ser realizado por quem só alimenta o ódio. E também é inconcebível que se fale de fraternidade sem que se assuma a atitude fraterna que caracteriza quem quer construí-la. “<em>A fraternidade nasce de um dado profundamente humano. Somos capazes de relação e, se quisermos, sabemos construir ligames autênticos entre nós. Sem relações, que nos sustentam e que nos enriquecem desde o início da nossa vida, não poderemos sobreviver, crescer e aprender. (…) Se somos inclinados sobre nós mesmos, corremos o risco de adoecermos de solidão, e também de um narcisismo que só se preocupa com os outros por interesse. O outro se reduz então a alguém do qual se recebe, sem que nunca estejamos dispostos a dar, a doar&#8211;nos. Sabemos bem que também hoje a fraternidade não nasce sozinha, não é imediata. Muitos conflitos, tantas guerras espalhadas pelo mundo, tensões sociais e sentimentos de ódio parecem demonstrar o contrário. Todavia, a fraternidade não é só um belo sonho impossível, não é um desejo de poucos iludidos. Mas, para superar as sombras que a ameaçam, é necessário ir às fontes, e sobretudo encontrar luz e força no único que nos liberta do veneno da inimizade</em>” (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Robert Francis Prevost, atualmente o 267º Papa da História. Nasceu em território estadunidense (1955, Chicago, Illinois), é cidadão naturalizado peruano. É bacharel em Matemática, e aos 27 anos foi enviado por seus superiores a Roma para estudar Direito Canônico.">Leão XIV</span>, <a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/audiences/2025/documents/20251112-udienza-generale.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Audiência Geral, 12.11.2025</a>). “<em>Porque Ele é a nossa paz, Ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizada que os separava</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/ef/2/14" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Ef 2,14</a>). É, portanto, de nossa conversão a Cristo que nasce a verdadeira fraternidade e, sem essa conversão, não é possível falar de Cristo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, Ele ensinou: “<em>Quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/6/2-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mt 6,2-4</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, falando em conversão, não podemos pensar que se trate de uma coisa íntima, que diga respeito só a nós mesmos, tal como ensina São Tiago: “<em>De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: ‘Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos’, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/14-17" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Tg 2, 14-17</a>).</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domrogerioaugustodasneves/">Dom Rogério Augusto das Neves</a> (Bispo Auxiliar de São Paulo, SP).<br>Artigo extraído do suplemento do folheto litúrgico <em><a href="https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-16-4a-FEIRA-DE-CINZAS.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Povo de Deus</a></em>, de 18 de fevereiro de 2026 (quarta-feira de cinzas).<br>Para acessar folhetos litúrgicos de outras datas, acesse o <em>website </em>da <a href="http://arquisp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Arquidiocese de São Paulo</a> ou <a href="https://arquisp.org.br/folheto-povo-de-deus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clique aqui</a>.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>As Respigadoras</em>” (1857), de Jean-François Millet (1814-1875).<br><br><strong>Sobre a pintura:</strong> retrata três camponesas em primeiro plano, inclinadas para recolher os restos da colheita de trigo. Seus olhares não se dirigem ao espectador, e seus rostos permanecem sombreados, quase anônimos. Ao fundo, o senhorio supervisiona os trabalhadores à distância, o que sugere que as mulheres em primeiro plano ocupam posição tão baixa na hierarquia social que sequer exigem vigilância direta. A solidariedade silenciosa e a dignidade partilhada no trabalho evocam uma fraternidade social discreta, nascida da própria condição comum.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais textos originalmente publicados no Povo de Deus:</h2>



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<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/como-nao-ser-surpreendidos-por-aquilo-que-estavamos-esperando/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/CincoDelasEramPrudentes_WalterRane.jpg" alt="Obra: &quot;Cinco delas eram prudentes&quot;, por Walter Rane."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/como-nao-ser-surpreendidos-por-aquilo-que-estavamos-esperando/">Como não ser surpreendidos por aquilo que estávamos esperando?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domrogerioaugustodasneves/">Dom Rogério Augusto das Neves</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/foi-morar-em-nazare/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MariaJoseJesus.jpg" alt="José, Maria e Jesus"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/foi-morar-em-nazare/">Foi morar em Nazaré</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domdevairaraujofonseca/">Dom Devair Araújo da Fonseca</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vai-e-faz-a-mesma-coisa/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/BomSamaritano_Langetti.jpg" alt="Obra: &quot;O bom samaritano&quot; (entre 1660 e 1665), por Giovan Battista Langetti (1625 – 1676)."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vai-e-faz-a-mesma-coisa/">“Vai e faz a mesma coisa”</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/padrecarlosalbertodoutel/">Padre Carlos Alberto Doutel</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-umah1vs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-umah1vs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-um-sinodo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Clerigos.jpg" alt="Clérigos (representando um sínodo)"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-um-sinodo/">O que é um sínodo?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domdevairaraujofonseca/">Dom Devair Araújo da Fonseca</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-fevereiro-de-2025/#Top3">Panfleto Povo de Deus</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/editoriaculturadefato/">Editoria Cultura de Fato</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="#main"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/02/AsRespigadoras.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;As Respigadoras&quot; (1857), de Jean-François Millet (1814-1875)."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><a href="#main">Retornar ao topo</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>Como não ser surpreendidos por aquilo que estávamos esperando?</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/como-nao-ser-surpreendidos-por-aquilo-que-estavamos-esperando/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Rogério Augusto das Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Nov 2023 04:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Povo de Deus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O tempo está constantemente passando. Nós envelhecemos sem perceber. Quando nos damos conta, a idade nos surpreende. Um filho cresce e a gente nem nota. (...) Tudo isso acontece, aparentemente à nossa revelia, exatamente porque acontece aos poucos, de forma gradual.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Para uma melhor compreensão do artigo, ouça na voz de Décio Neves,<br>o Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (capítulo 25, versículos entre 1 e 13):</em></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://culturadefato.com.br//downloads/cristianismo/2023/Mateus%2025_01-13.mp3"></audio></figure>



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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">A demora dos acontecimentos nos induz a pensar que eles não terão um desfecho, que a porta não vai se fechar. O estender-se do tempo nos faz pensar que ele é eternidade. Mas, nesse mundo, isso nunca será verdade. O tempo está constantemente passando. Nós envelhecemos sem perceber. Quando nos damos conta, a idade nos surpreende. Um filho cresce e a gente nem nota. Estranhamos que esteja pela nossa cintura e depois perdemos a marcação, até que ele se casa e vai embora. E nos surpreendemos porque achávamos que ele era apenas um bebê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso acontece, aparentemente à nossa revelia, exatamente porque acontece aos poucos, de forma gradual. Isto é, porque não envelhecemos de uma hora para outra, mas estamos envelhecendo o tempo todo. Como isso acontece devagar, a gente não percebe. Porque não vamos ficar prestando a atenção numa coisa que demora tanto, e que devagar, não percebemos. A demora passada pode fazer parecer que haverá demora futura também, que sempre faltará muito tempo para o desfecho. Mas o tempo futuro pode ser muito mais reduzido que o tempo do passado. O ritmo das coisas não segue o nosso ritmo nem expectativa. Assim, não podemos querer apoderar-nos do tempo. Então, o segredo é vivermos o presente, mas sem esquecer do que vai chegar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os momentos definitivos, que não sabemos quando chegam, devemos estar preparados. Não podemos viver de forma neurótica, pensando apenas no fim; mas, de maneira realista, devemos viver o momento e aproveitar as possibilidades sem, contudo, esquecer que existe um fim. Dormir não significa distração! Desde que estejamos preparados para a hora de acordar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Previdência e imprevidência são as qualidades descritas na parábola que Jesus contou sobre dez jovens que deveriam esperar o noivo chegar. Curiosamente, tanto as previdentes quanto as imprevidentes sentiram que o Senhor estava demorando e todas adormeceram. Mas, na hora de acordar, as previdentes puderam retomar o seu encontro imediatamente. As imprevidentes, precisaram deixar o encontro de lado, para preparar aquilo que não tinham preparado ainda. E, como a própria palavra diz, preparar-se significa agir previamente e não posteriormente. Todos poderiam dormir tranquilas se estivessem todas preparadas. Como algumas não tinham óleo suficiente, essas não deveriam ter dormido. Quem está preparado pode se dar ao luxo de dormir tranquilo. Quem não está não deveria dormir. Pelo menos, não sem garantir que tenha providenciado o óleo necessário para a espera e para a demora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conta-se que São João Bosco perguntou certa vez a três meninos que estavam brincando, no pátio do colégio, sobre o que fariam se descobrissem que iriam morrer dali a meia hora. Um disse que pararia imediatamente com a brincadeira e correria para a capela, para rezar. Outro disse que deixaria de brincar para procurar um padre e se confessar. O terceiro, por sua vez, disse que continuaria brincando normalmente… Seria uma boa pergunta a fazer-nos a nós mesmos: O que faríamos se soubéssemos que a nossa hora chegou? Além disso, é bom lembrar das palavras das jovens prudentes às jovens imprudentes que pediam para que dividissem o óleo. Existem coisas na vida que uma pessoa não pode fazer no lugar da outra. Há momentos em que cada um deve estar preparado por si mesmo. Também vale lembrar o que diz o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jorge Mario Bergoglio: nascido em Buenos Aires, em 1936, é o atual Chefe de Estado do Vaticano e 266º Papa da Igreja Católica.">Papa Francisco</span>: “O tempo pertence a Deus, mas o momento pertence a nós”.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domrogerioaugustodasneves/">Dom Rogério Augusto das Neves</a> (Bispo Auxiliar de São Paulo).<br>Excerto do suplemento do folheto litúrgico: “<em><a href="https://arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-47a-62-32o-domingo-do-tempo-comum.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Povo de Deus</a>”</em>, de 12 de novembro de 2023.<br>Para acessar folhetos litúrgicos de outras datas, acesse o <em>website </em>da <a href="http://arquisp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Arquidiocese de São Paulo</a>, <a href="http://arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a>.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Cinco eram prudentes</em>”, por Walter Rane.</p>



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