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	<title>Francisca Irina, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Francisca Irina, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>A abolição do macho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisca Irina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Apr 2023 03:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“As feministas defendem a abolição do macho do alto de um pedestal seguro e firme, construído com o suor e sangue dos machos que carregaram até hoje o dever de proteger as mulheres. Daí elas pretendem forçar uma sociedade despojada das virtudes masculinas. Querem, por exemplo, que se abandone o espírito de competição e se coloque no lugar o espírito de cooperação.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Victor-Marie Hugo (1802 - 1885): poeta, dramaturgo e estadista francês.">Victor Hugo</span> (1802 &#8211; 1885)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Macho &#8211; um termo que tem ganhado contornos pejorativos nos últimos tempos. Deixou de significar simplesmente &#8220;indivíduo do sexo masculino&#8221; e transformou-se numa palavra-gatilho capaz de evocar nos ouvintes sentimentos de opressão, autoritarismo, repressão e violência.</p>



<p>Quando queremos adjectivar um homem agressivo, controlador, estúpido, usamos a expressão &#8220;macho&#8221; sem pudor. Esta subversão da palavra veio a par do movimento de &#8220;libertação&#8221; da mulher, para o qual era necessário um vilão. O vilão aparente acabou por ser o homem genérico, a própria masculinidade, tendo ela sido despida de todas as virtudes que até há pouco a definiam. Curioso é também constatar que a palavra “virtude” tem raiz no latim “vir”, que significa “homem, varão”.</p>



<p>Neste processo de subversão do conceito, as virtudes da masculinidade foram substituídas pelas suas contrapartes destrutivas. O homem deixou, então, de ser visto como o protetor da mulher e da família para ser visto como o controlador, o possessivo; deixou de ser visto como líder para ser visto como autoritário; não mais lhe permitimos assertividade e coragem, pois nos nossos padrões actuais isso é violência e machismo.</p>



<p>As feministas defendem a abolição do macho do alto de um pedestal seguro e firme, construído com o suor e sangue dos machos que carregaram até hoje o dever de proteger as mulheres. Daí elas pretendem forçar uma sociedade despojada das virtudes masculinas. Querem, por exemplo, que se abandone o espírito de competição e se coloque no lugar o espírito de cooperação. Eu pergunto, mas por que temos de escolher um erradicando o outro? Será mais justo que cada um exerça a sua função, e não podemos esquecer que a palavra “competição” tem a mesma raiz que “competência”. Se não há o discernimento da competência numa sociedade onde tudo está distribuído e todos são em alguma medida dependentes uns dos outros, a qualidade dos bens e serviços declinará, e grande desgraça pode advir de algo que parece tão inócuo.</p>



<p>Mas a incoerência não termina por aqui. Ao mesmo tempo que procuram abolir o macho tradicional, constroem edifícios teóricos bamboleantes para subverter o sistema de justiça que pune os machos verdadeiramente perigosos, como o sistema prisional. Os intelectuais da mesma linha do feminismo &#8211; a marxista &#8211; não se têm cansado de produzir texto atrás de texto procurando defender o argumento de que os presos, os criminosos, são oprimidos pelo sistema que, por sua vez, serve para proteger esses mesmos intelectuais de cachecol que, muito provavelmente, não poderiam transcrever tranquilamente as suas ideias absurdas sem a protecção e o conforto que esse mesmo sistema lhes proporciona.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/noticias/colunistas-tribuna/francisca-irina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francisca Irina</a>.<br>Publicado originalmente pelo portal <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna Diária</a>, em 30 de março de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa: “<em>Defend Thy Honor</em>” (1945), por Fernando Cueto Armosolo (1892 &#8211; 1972).</p>



<br>
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		<title>Aborte-se a missão!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisca Irina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Mar 2023 01:34:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Catolicismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Reprodutivos]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Sexual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Este termo 'aborto' vem do latim, formado por AB-, prefixo que denota privação, mais ORIRI, 'nascer, ter origem'. Significa então 'privação de nascer'. Esta é a realidade que os defensores do aborto querem ignorar.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Primeiro o aborto é autorizado, depois recomendado, por fim imposto obrigatoriamente. É sempre assim. Cada novo &#8216;direito&#8217; contém em si o germe de uma imposição totalitária. Quando vão entender isso?</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Reparo como o catolicismo tem vindo a alterar-se na forma como é vivido pelos próprios leigos. Não é incomum hoje vermos auto-proclamados católicos defendendo coisas como o aborto. Não duvido que o façam com boa intenção, porém mergulhados numa ignorância que não abona a favor de ninguém.</p>



<p>Este termo “aborto” vem do latim, formado por AB-, prefixo que denota privação, mais ORIRI, “nascer, ter origem”. Significa então “privação de nascer”. Esta é a realidade que os defensores do aborto querem ignorar.</p>



<p>Na comunicação social, na literatura feminista e no entretenimento têm vindo a associar essa palavra a conceitos como “direitos reprodutivos”. Ora, se esse termo é adequado, eu duvido, pois como é que matar um bebê no ventre respeita os direitos de alguém reproduzir ou não? “Não reproduzir” é NÃO REPRODUZIR. Não é reproduzir e eliminar o fruto da reprodução, fingindo que nunca foi reproduzido. É a coisa mais fácil de não fazer, só que isso significaria colocar um freio na Revolução Sexual.</p>



<p>Outra associação que se faz é com o conceito de “saúde pública”. Em 2022, o aborto foi a principal causa de morte, pelo 4º ano consecutivo, com 44 milhões de bebés mortos. Seria bom lembrar que, para muita gente iludida no século XX, a matança de judeus e pessoas contrárias ao regime nacional-socialista foi também justificada como uma questão de saúde pública com <strong>ampla participação da comunidade médica</strong>.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/margaret-sanger-doente-sexual-e-icone-do-feminismo/"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="523" height="306" class="wp-image-15173" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/LesDemoisellesDAvignon_Picasso_Peq.jpg" alt="Obra &quot;Les Demoiselles d'Avignon&quot; (1907), por Pablo Ruiz Picasso (1881 - 1973);"></a>Associa-se também aos direitos das mulheres e ao seu direito de propriedade sobre o próprio corpo. Isto, ao mesmo tempo que se viola o direito das mulheres não nascidas e, numa manobra malabarista, se cria a ideia de que o corpo do bebê morto no ventre era propriedade da mãe. Quão similar é esta ideia àquela que vigorava nos tempos da escravidão, em que um senhor tinha todo o poder e direito sobre a vida do seu escravo, que era considerado sua propriedade?</p>



<p>A vida humana começa na concepção, e esta ideia não é discutível, pois além de ser o óbvio dos óbvios, ela é também consagrada pela ciência da embriologia.</p>



<p>Assim sendo, a única forma de intencionalmente privar alguém de nascer é matando-o, pois ele já está vivo! (mais uma vez, o óbvio dos óbvios). Pergunto aos católicos: por que é tão difícil entender um mandamento tão simples como “não matarás”? Os mandamentos foram elaborados, não para oprimir, mas para proteger a vida e dignidade humanas, essa é a sua real função. Eles nos protegem na dimensão material, como possíveis vítimas, mas também na dimensão espiritual, como possíveis perpetradores.</p>



<p>Não são os movimentos contemporâneos de &#8220;justiça social&#8221; que têm a patente de exclusividade sobre a defesa dos direitos humanos. Esse legado já o trazemos há milhares de anos. O que esses movimentos fazem hoje é perverter esses direitos para fins de dominação ideológica.</p>



<p>E por fim, qual será a dimensão do dano psicológico e espiritual que sobrevem à mulher que aborta? Talvez não tenhamos capacidade para fazer esse julgamento, pois só Deus conhece a vida interior de cada indivíduo, e só com esse conhecimento se pode ajuizar correctamente. No entanto, como colectividade, é urgente mudarmos a forma como tratamos este problema, começando por repor o verdadeiro significado das palavras que usamos.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/noticias/colunistas-tribuna/francisca-irina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francisca Irina</a>.<br>Pulicado originalmente pelo portal <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna Diária</a>, em  19 de março de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em><a href="https://www.imagekind.com/Amazing-Grace_art?IMID=9cb0a1fb-0289-4b74-8313-e376f33266b6" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Amazing Grace</a></em>”, por <a href="https://www.imagekind.com/MemberProfile.aspx?MID=E0F88C3C-8EB6-4766-A848-05C66F9505B8" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bill Stephens</a>.</p>



<br>
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		<title>Quem é você? A casca ou a essência?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisca Irina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Mar 2023 17:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ágora]]></category>
		<category><![CDATA[Ideias têm consequências]]></category>
		<category><![CDATA[Narciso]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O conceito de representatividade no século XXI foi usurpado pelos movimentos identitários. Resumidamente, eles procuram unir pessoas em torno de uma característica periférica, como a cor da pele, a conduta sexual, o género, etc., ao invés de uni-las pelo carácter, pelas virtudes ou por valores.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Todo aquele que me declarar diante das pessoas, também eu o declararei diante de meu Pai que está nos céus.</em>”<br>Mateus <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Capítulo 10">10</span>:<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Versículo 32">32</span></p>



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<br>



<p class="has-drop-cap">O conceito de representatividade no século XXI foi usurpado pelos movimentos identitários. Resumidamente, eles procuram unir pessoas em torno de uma característica periférica, como a cor da pele, a conduta sexual, o género, etc., ao invés de uni-las pelo carácter, pelas virtudes ou por valores. E é essa característica periférica que eles pretendem ver representada na esfera política e cultural.</p>



<p>Desse modo, a característica escolhida é elevada a traço identitário, fazendo com que a pessoa desloque a consciência de si do centro para a periferia. Ela deixa, então, de estar centrada na própria alma — sua substância eterna — e passa a apostar a sua identidade em algo tão supérfluo como a cor da pele. Quando vier a morte e a decomposição física, perguntar-se-á para onde foi a cor?</p>



<p>Não se nega que é preciso representatividade dos interesses das variadas classes de pessoas na política e na cultura; a questão é: quais interesses? É aqui que nos é exigido um discernimento mais apurado. Por exemplo, que haja alguém que represente as necessidades de inclusão de pessoas com deficiências é muito importante, mas não exige que o representante tenha uma deficiência; já não é tão importante que um representante seja negro ou homossexual simplesmente para que o representado se sinta bem consigo mesmo ao ver-se espelhado nele.</p>



<p>A pessoa considera a sua subjectividade tão importante (mas é apenas o seu ego que é enorme) que pensa que tem o direito de ter a sua imagem plasmada no altar da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ágora: termo grego que significa a reunião de qualquer natureza, geralmente empregada por Homero como uma reunião geral de pessoas. A ágora parece ter sido uma parte essencial da constituição dos primeiros estados gregos.">ágora</span>. Essa é a armadilha de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Narciso é um personagem da mitologia grega, filho do deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope. Ele representa um forte símbolo da vaidade.">Narciso</span>, o corolário do amor próprio.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Richard Malcolm Weaver, Jr (1910 - 1963), conhecido principalmente como um historiador intelectual, filósofo político e um conservador de meados do século 20, é uma autoridade em retórica moderna.">Richard M. Weaver</span>, na sua obra “<a href="https://www.erealizacoes.com.br/produto/as-ideias-tem-consequencias" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Ideias têm consequências</a>”, mostra o movimento de degeneração que o Ocidente vem fazendo. Um dos acontecimentos centrais foi a alteração da concepção da vida que o homem tinha, desde uma visão metafísica para uma materialista, desde o universal para o particular, do centro para a periferia, enfim, da caridade para o egoísmo.</p>



<p>Realmente o egoísmo foi entronizado e a exigência de representatividade, no contexto dos movimentos identitários, não é mais do que o egoísmo elevado à categoria de direito político.</p>



<p>Vale notar uma outra dimensão do problema: este egoísmo tem algo de trágico, pois ele revela o vazio espiritual que permeia a nossa era. Por isso se busca desenfreadamente a aceitação do mundo, enquanto se ignora a representatividade mais elevada que deveríamos buscar, que é esta:</p>



<p>“Todo aquele que me declarar diante das pessoas, também eu o declararei diante de meu Pai que está nos céus.” Mateus 10:32.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/noticias/colunistas-tribuna/francisca-irina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francisca Irina</a>.<br>Pulicado originalmente pelo portal <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna Diária</a>, em  01 de março de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Alter-Ego</em>” (2012), por Silvia Rea.</p>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/quem-e-voce-a-casca-ou-a-essencia/">Quem é você? A casca ou a essência?</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Qual liberdade?</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/qual-liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisca Irina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Mar 2023 03:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A liberdade nominal, que é a que o liberalismo advoga, é erigida sobre mentiras e omissões sobre a própria natureza das coisas. Segundo essa ideologia, todos temos o direito de fazer o que queremos, com o vago e nebuloso limite de não interferir na liberdade do outro (mas qual dos dois define o limite, o um ou o outro?).”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="João">Jo</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Capítulo 8">8</span>:<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Versículo 32">32</span></p>



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<br>



<p class="has-drop-cap">Ouço muitos ilustrados defenderem com unhas e dentes o direito à liberdade. É bonito, sonante e apelativo, mas… qual liberdade?</p>



<p>Duas colunas se erguem na nossa frente, lado a lado. Uma propõe a liberdade nominal, a outra, a liberdade ideal. A primeira, à esquerda, é feita de isopor. Quem olhar de longe dirá que é de pedra, no entanto a verá colapsar no segundo em que se tentar sustentar nela. A segunda, à direita, pedra maciça, forte, eterna.</p>



<p>A liberdade nominal, que é a que o liberalismo advoga, é erigida sobre mentiras e omissões sobre a própria natureza das coisas. Segundo essa ideologia, todos temos o direito de fazer o que queremos, com o vago e nebuloso limite de não interferir na liberdade do outro (mas qual dos dois define o limite, o um ou o outro?). Ela não se preocupa com a natureza dual da vontade humana que, ora quer deleitar-se no efémero, ora busca o mais elevado; fazer essa distinção iria contra a própria lógica do liberalismo, pois forçaria a admissão de uma hierarquia de valores e de uma ordem moral que se radica em algo que não é livre, mas determinado à partida. Por aqui se vê que para esta visão se torna muito difícil definir princípios elementares. Mas a verdade mais simples é que a ideologia não sobrevive ao teste da realidade.</p>



<p>Tomemos o seguinte como exemplo: um filho que, na sua “liberdade”, escolhe caminhar para a constante satisfação de seus desejos impulsivos, procurando sempre a gratificação mais básica e imediata, não tardará caindo no abismo do álcool, das drogas, do sexo desregulado, do egoísmo e da autodestruição. Um filho assim, que, aparentemente, está apenas a exercer a sua “liberdade” individual, pode levar à tragédia a sua família inteira. E como julgaremos esse filho? Ele continua livre? Ou escravizado pela sua vontade inferior? Como julgaremos essa família? Se o amavam, por que ninguém procurou impedi-lo? Dirão eles “apenas respeitamos o seu direito à liberdade”? Se assim foi, a liberdade elevou-se além da sua justa posição na hierarquia de valores; ela suplantou o Amor e o Bem, aos quais ela deveria estar subordinada. Assim, no seu limite, o liberalismo é a racionalização da negligência humana. Poderíamos mesmo dizer que é o contrário de caridade.</p>



<p>A liberdade ideal é justa, e é uma conquista. Só somos progressiva e verdadeiramente livres à medida em que vamos conhecendo a nossa natureza e o ideal para o qual devemos caminhar. Atrás de nós devem estar os vícios, à frente às virtudes. Mas apesar desta abstração, é importante entender que a questão não é assim tão simples. Criar sistemas não nos livrará da obrigação de buscar a sabedoria para responder adequadamente a cada situação. Esta é uma luta árdua e pejada de tentações. Muitas vezes iremos justificar as nossas quedas com discursos apelativos e racionalizações vazias. Teremos de nos confrontar amiúde com a dúvida e a insegurança. Não é muito mais fácil dizer “faz o que queres”? Foi por conhecer profundamente esta nossa condição que o Mestre nos ensinou a dizer: “livrai-nos do mal”!</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/noticias/colunistas-tribuna/francisca-irina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francisca Irina</a>.<br>Pulicado originalmente pelo portal <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna Diária</a>, em  23 de fevereiro de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Birds of freedom</em>”, por Rita Salazar Dickerson.</p>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>A obscenidade, a mídia e o aviltamento da humanidade</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-obscenidade-a-midia-e-o-aviltamento-da-humanidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisca Irina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Feb 2023 17:39:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relativismo Cultural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O homem comum contemporâneo tem contacto com a desgraça, a tragédia e o despudor a um nível que o enlouquece. (...) Ele é forçado a produzir uma dessensibilização que pode tocar a neurose, cuja consequência, não raro, vem a ser a total descrença no Bem, ou então, a crença de que o Bem será construído por meio de aparelhos burocráticos, ou até da força.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O Brasil inventou a categoria do OBVIOSCENO: aquilo que, justamente por ser óbvio, é proibido como obsceno.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



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<p class="has-drop-cap">A origem da palavra obsceno não é certa, mas algumas fontes apontam o seu significado para algo como “aquilo que está fora de cena”. Vamos mais longe e digamos que obsceno é aquilo que deve estar fora de cena, que não deve ser exibido.</p>



<p>A palavra dever implica necessariamente uma ordem moral, e é aqui que a nossa conversa se torna custosa. O culto que existe hoje ao relativismo opera como um agente entrópico no percurso da comunidade humana, causando bloqueios e fracturas em qualquer tentativa de discussão sobre temas elementares.</p>



<p>A primeira questão que surge na mente contemporânea é “mas quem tem o direito ou o privilégio de decidir o que deve ser exibido ou não?” Daqui se partiria facilmente para argumentos sobre liberdade de expressão, hegemonia, opressão, censura, patriarcado, capitalismo, fascismo, e por aí fora, sem que se chegasse a ter uma verdadeira e salutar dialéctica.</p>



<p>Mas antes de cairmos em abstrações extremadas, olhemos para a realidade: esta é a primeira vez na história em que qualquer pessoa pode assistir a obscenidades (pela ficção ou pela mídia), desde a violência física a estímulos de devassidão, durante TODOS os dias da sua vida.</p>



<p>Pensemos no seguinte: nem um guerreiro medieval via sangue, tripas, enfim, cenários grotescos, durante TODOS os dias da sua vida. Mas o mais simples Zé Manel que vive lá no meio do nada, tendo acesso aos meios de comunicação social, pode, se quiser, alimentar-se de tragédia, desgraça e despudor, transformando isso até em vício. Não é preciso muito, basta assistir o telejornal e alguns seriados várias vezes na semana. Nos meios urbanos o risco de entrar nesse círculo vicioso é incomensuravelmente maior.</p>



<p>O homem comum contemporâneo tem contacto com a desgraça, a tragédia e o despudor a um nível que o enlouquece. Psicologicamente ele é forçado a produzir uma dessensibilização que pode tocar a neurose, cuja consequência, não raro, vem a ser a total descrença no Bem, ou então, a crença de que o Bem será construído por meio de aparelhos burocráticos, ou até da força. Em qualquer dos casos, ele já perdeu a noção do que é, objectivamente, o Bem.</p>



<p>Não se trata agora de censurar ou esconder a parte grotesca da realidade, mas sim de entender de que modo a exposição persistente a ela avilta o ser humano e, por consequência, a humanidade inteira. Este vício de imediatez, que nasce da preferência pela emoção em detrimento do intelecto, produz uma ilusão de realidade. A vida, na sua universalidade, não é como diz o conjunto dos conteúdos mediáticos. E sem uma visão metafísica coerente e assente na realidade, a pessoa desfragmenta-se perante a falta de sentido.</p>



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<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/noticias/colunistas-tribuna/francisca-irina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Francisca Irina</a>.<br>Pulicado originalmente pelo portal <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna Diária</a>, em  15 de fevereiro de 2023.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Anguish</em>” (1950), por David Alfaro Siqueiros (1896 &#8211; 1974).</p>



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<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-obscenidade-a-midia-e-o-aviltamento-da-humanidade/">A obscenidade, a mídia e o aviltamento da humanidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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