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	<title>G. K. Chesterton, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 26 Jan 2026 02:27:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>G. K. Chesterton, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>O homem na caverna (excerto)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 03:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Por mais fundo que cavemos, por mais longe que voltemos no tempo, não encontramos uma raça meio humana ou meio racional. Encontramos animais — e encontramos o homem. Encontramos feras — e encontramos o ser que se curva diante de um deus, ou que zomba de um deus, ou que inventa um deus; mas, em qualquer caso, um ser que conhece a ideia de Deus.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>No ensino básico, me ensinaram que um sapo transformando-se num príncipe era um conto de fadas.</em><br><em>Na universidade, me ensinaram que um sapo transformando-se num príncipe era um fato!</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ron Carlson é um romancista, contista e professor americano. Nasceu em 1947 na cidade Logan (Utah, EUA).">Ron Carlson</span></p>



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<br>



<p class="has-drop-cap">O homem não vai ver uma caverna porque pensa que ela explicará o homem. Ele vai ver uma caverna porque pensa que ela explicará a caverna. Contudo, para os modernos, é a caverna que explica o homem. E há, de fato, algo de “homem das cavernas” em toda essa negação e explicação moderna. Estão sempre cavando e minando a dignidade e a virtude humanas. Tudo que é nobre eles escavam como se fosse apenas uma caverna; tudo que é heroico eles negam como mito; tudo que é puro rejeitam como sonho. E tentam o tempo todo provar que o homem é apenas um animal: um pouco mais peludo ou menos peludo, mas, de qualquer modo, um bruto.</p>



<p>Mas esse bruto se comportou de modo muito diferente de todos os outros. Não apenas fez coisas: fez aquilo que chamamos arte. Não apenas desenhou um animal; desenhou um espírito. Mesmo em seus desenhos infantis já existe um abismo, um fosso, entre ele e as feras. Pois as feras não pintam animais; não pintam nem a si mesmas.</p>



<p>Este é o primeiro fato fundamental diante de todas as tentativas modernas de considerar o homem como mera evolução dos animais. O homem não é apenas diferente das feras: ele é o único ser que tem consciência de ser diferente. Não é apenas criador; é crítico. Não apenas existe; sabe que existe. E esse simples fato vai muito mais fundo do que qualquer conversa trivial sobre o uso de ferramentas.</p>



<p>Por mais fundo que cavemos, por mais longe que voltemos no tempo, não encontramos uma raça meio humana ou meio racional. Encontramos animais — e encontramos o homem. Encontramos feras — e encontramos o ser que se curva diante de um deus, ou que zomba de um deus, ou que inventa um deus; mas, em qualquer caso, um ser que conhece a ideia de Deus. O homem da caverna pode ter adorado um monstro; pode ter temido um demônio; mas já lidava com algo que nenhum animal jamais concebeu. Pois as feras não adoram; e no momento em que encontramos adoração, encontramos o homem.</p>



<p>Há algo que o homem possui desde o começo e que nenhum animal jamais adquiriu — o senso de que existe algo acima dele. Esse senso é a escada pela qual o homem subiu. E, se procuramos aquilo que marca a primeira elevação do homem, o primeiro passo humano, a primeira centelha da alma, devemos buscar o momento em que ele levantou os olhos para o céu.</p>



<p>Dizer que esse olhar para o alto foi uma ilusão é admitir que o homem começou com loucura. Dizer que esse senso do divino foi uma doença é dizer que a humanidade começou doente. Mas a verdade é exatamente o contrário. A humanidade começou com o primeiro gesto da mente que se elevou acima do material. E esse gesto continua sendo a marca da humanidade até hoje. O homem sempre foi mais do que matéria. Sempre foi mais do que pó. Sempre foi mais do que um bruto. E esse fato é a primeira e maior evidência do divino.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto do primeiro capítulo, <em>O homem em cavernas</em>, da obra <em><a href="https://amzn.to/4840TzN" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Homem Eterno</a></em><br>(<em><a href="https://amzn.to/4pfQXtS" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Everlasting Man</a></em>, 1925), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip="Keith" data-tooltip-position="top">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 &#8211; 1936).<br><br>Obra em domínio público. Tradução da Editoria Cultura de Fato.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Pintura parietal da Caverna de Lascaux (Montignac, Dordogne, França). Painéis atribuídos ao Magdaleniano (~17.000 a. C.). Descoberta em 12 de setembro de 1940 por Marcel Ravidat, Jacques Marsal, Georges Agnel e Simon Coencas. (Fonte: Centre des Monuments Nationaux / Ministère da Cultura da França).</p>



<br>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gmbb1d252" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmbb1d252 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g82c59a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g82c59a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/06/MetamorfoseNarciso.jpg" alt="Obra: &quot;Metamorfose de Narciso&quot; (1937), de Salvador Dalí (1904 - 1989)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/">G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</a></em></p>
</div></div>



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<div id="section-g-1wt7nly" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-1wt7nly gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/GKChesterton.jpg" alt="Obra: &quot;G. K. Chesterton&quot;, por Amber Knorr." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/">Cem frases de G. K. Chesterton</a></em></p>
</div></div>



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<div id="section-g-zwjbzl1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-zwjbzl1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cinderella_GastonLaTouche.jpg" alt="Obra: &quot;Cinderella&quot;, por Gaston La Touche (1854 - 1913)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Contos de fadas</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em></a></p>
</div></div>



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<div id="section-g1e10db" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e10db gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm0a46ca" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0a46ca gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0a46ca" class="section-gm0a46ca gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd9f896" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd9f896 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd9f896" class="section-gmd9f896 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g670be7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g670be7 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a></p>
</div></div>



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<div id="section-gc2c8d6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc2c8d6 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf99a89" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf99a89 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf99a89" class="section-gmf99a89 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g374d93" class="wp-block-gutentor-e6 section-g374d93 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a></p>
</div></div>



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<div id="section-gc5b263" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc5b263 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm8462a6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm8462a6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm8462a6" class="section-gm8462a6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gbb9c14" class="wp-block-gutentor-e6 section-gbb9c14 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmbb3ad6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbb3ad6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbb3ad6" class="section-gmbb3ad6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g43d059" class="wp-block-gutentor-e6 section-g43d059 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm31ff7f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm31ff7f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm31ff7f" class="section-gm31ff7f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc0271f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc0271f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-g-7z187pk" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7z187pk gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7z187pk" class="section-g-7z187pk gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-wkezfdi" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-wkezfdi gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="#main"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Lascaux_Painting.jpg" alt="Pintura parietal da Caverna de Lascaux (Montignac, Dordogne, França). Painéis atribuídos ao Magdaleniano (~17.000 a.C.). Descoberta em 12 set. 1940 por Marcel Ravidat, Jacques Marsal, Georges Agnel e Simon Coencas. (Fonte: Centre des Monuments Nationaux / Ministère da Cultura da França)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>O homem na caverna (excerto)</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 00:47:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Shaw]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Saleeby]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Lord Milner]]></category>
		<category><![CDATA[Quinino]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=25050</guid>

					<description><![CDATA[<p>“A partir do momento em que atribuímos a uma nação a unidade e a simplicidade de um animal, começamos a pensar de forma selvagem. Não é porque todo homem é bípede que cinquenta homens formarão uma centopeia.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/">G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Trecho do tópico “O Erro Médico”, do primeiro capítulo da obra “O que há de errado com o mundo”, de </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert"><em>G</em></span><em>. </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith"><em>K</em></span><em>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top"><em>Chesterton</em></span><em>.<br>Baseado no original “What’s Wrong with the World”, em domínio público e disponibilizada pelo <a href="https://www.gutenberg.org/ebooks/1717" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Project Gutenberg</a></em>.</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Um livro de investigação sociológica moderna tem uma estrutura rigidamente definida. Começa, habitualmente, com uma análise, com estatísticas, com tabelas de população, com a constatação da diminuição da criminalidade entre os congregacionalistas e o aumento da histeria entre os policiais, com toda sorte de fatos apurados. Termina com um capítulo que costuma intitular-se “a solução”. Se “a solução” nunca chega a ser encontrada, isso se deve quase exclusivamente a esse método científico, cuidadoso e sólido, pois esse esquema médico de pergunta e resposta é uma tolice — a primeira grande tolice da sociologia. Sempre força a determinar a doença antes de encontrar a cura, quando a própria definição e dignidade do homem exige, na verdade, que, em questões sociais, encontremos a cura antes da doença.</p>



<p>Essa é uma das cinquenta falácias surgidas da compulsão moderna por metáforas biológicas ou corporais. É conveniente falar do “Organismo Social”, assim como é conveniente falar do “Leão Britânico”. Mas a Grã‑Bretanha não é mais um organismo do que um leão. A partir do momento em que atribuímos a uma nação a unidade e a simplicidade de um animal, começamos a pensar de forma selvagem. Não é porque todo homem é bípede que cinquenta homens formarão uma centopeia. Isso leva à aberração de sempre falar em “nações jovens” e “nações moribundas”, como se uma nação tivesse um prazo físico de vida. Assim, diriam que a Espanha entrou numa senilidade terminal — poderiam igualmente dizer que a Espanha está perdendo todos os dentes. Ou diriam que o Canadá não tardará a produzir uma literatura — o que seria como dizer que não tardará a crescer-lhe um bigode.</p>



<p>As nações são feitas de pessoas: a primeira geração pode ser fraca e a décima milésima, vigorosa. Empregam-se falácias semelhantes para justificar o crescimento de impérios como se fossem aumento de sabedoria ou graça — como se a expansão de um Estado fosse, em si, um sinal de saúde. Nem se dão ao trabalho de perguntar se o império está crescendo em altura juvenil ou em gordura senil.</p>



<p>Mas, de todas as falácias derivadas dessa fantasia médica, a pior é a que temos diante de nós: o hábito de descrever longamente uma doença social e, só depois, propor um remédio social. Em casos de colapso físico, começamos pela doença por uma razão clara: pode haver dúvida sobre como o corpo adoeceu, mas não há dúvida sobre o que é revigorá-lo. Nenhum médico sugere produzir um novo tipo de homem com nova disposição de membros. Um hospital pode mandar alguém para casa com uma perna a menos — mas nunca com uma a mais. A medicina se contenta com o corpo humano normal e apenas procura restaurá-lo.</p>



<p>A ciência social, ao contrário, não se contenta com a alma humana normal, e vive oferecendo todo tipo de alma ornamental. O reformador diz: “Estou cansado de ser puritano; quero ser pagão” ou “Além desta sombria provação do individualismo vejo o resplendente paraíso do coletivismo.” Mas nas doenças do corpo não existe esse tipo de idealismo divergente. O paciente pode ou não querer <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Quinino é uma substância extraída da casca da árvore quina, usada há séculos como medicamento, especialmente para tratar malária e baixar febre. No tempo de Chesterton, o quinino era um dos tratamentos médicos mais comuns e amargos.">quinino</span>, mas sem dúvida quer saúde. Ninguém diz: “estou cansado desta dor de cabeça, quero experimentar uma dor de dente”, ou “a única solução para esta gripe russa é um pouco de sarampo alemão”. No corpo, o ideal é fixo.</p>



<p>Nos problemas públicos, contudo, o impasse é outro: alguns anseiam por curas que outros considerariam as piores doenças. O <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hilaire Belloc (1870–1953), um dos maiores intelectuais católicos de língua inglesa do século XX — e amigo pessoal e colaborador frequente de G.K. Chesterton.">Sr. Belloc</span> dizia que não abriria mão da ideia de propriedade assim como não abriria mão dos próprios dentes. Já <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Bernard Shaw (1856 – 1950) foi dramaturgo e romancista irlandês.">Bernard Shaw</span> via a propriedade como uma dor de dente. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Alfred Milner, 1.º Visconde Milner (1854–1925) foi um influente político e administrador do Império Britânico, especialmente durante o fim do século XIX e início do XX.">Lord Milner</span> quis sinceramente nos dar a eficiência alemã, e muitos a aceitariam como se fosse uma febre passageira. O <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Caleb Williams Saleeby (1878–1940) foi médico, escritor e defensor entusiástico da eugenia no início do século XX.">Dr. Saleeby</span> quer a eugenia; eu, pessoalmente, prefiro o reumatismo.</p>



<p>Esse é o fato dominante e espantoso do debate social moderno: a disputa não está apenas nas dificuldades, mas nos fins. Concordamos quanto ao mal; quanto ao bem, arrancaríamos os olhos uns aos outros. Todos reconhecem que uma aristocracia indolente é má — mas isso não implica que uma aristocracia ativa seja boa. Todos se indignam com um clero irreligioso — mas alguns se indignariam ainda mais com um clero verdadeiramente devoto. Todos ficam aflitos se o exército é fraco — inclusive os que ficariam horrorizados se ele fosse forte.</p>



<p>O caso social é exatamente o oposto do caso médico. Os médicos discordam sobre o que é a doença, mas concordam sobre o que é a saúde. Nós, ao contrário, concordamos que há algo errado com o mundo — mas metade de nós jamais aceitaria como “certo” o que a outra metade chama de saúde florescente. Os abusos públicos são tão evidentes que parecem gerar uma unanimidade entre pessoas generosas. Mas esquecemos que, embora concordemos sobre os abusos, podemos discordar violentamente sobre os usos.</p>



<p>O Sr. Cadbury e eu provavelmente concordaríamos quanto aos pubs perniciosos. Mas seria diante do pub decente que nossa briga começaria. Eis por que afirmo a inutilidade do método sociológico comum, que se contenta em dissecar a miséria ou catalogar a prostituição. Todos repudiamos a miséria abjeta, mas nem todos valorizamos a pobreza digna. Todos condenamos a prostituição, mas nem todos defendemos a pureza.</p>



<p>A única maneira de falar sobre o mal social é começar pelo ideal social. Todos temos consciência da loucura nacional — mas o que é a sanidade nacional?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">A obra de G. K. Chesterton, <em><a href="https://amzn.to/43XcS16" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">What’s Wrong with the World</a></em>, foi publicada em 1910.<br><br>Em março de 2013, a Editora Ecclesiae lançou uma edição em português<br>da obra intitulada <em><a href="https://amzn.to/44hymEY" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O que há de errado com o mundo</a></em>.<br><br></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Metamorfose de Narciso</em>” (1937), de Salvador Dalí (1904 &#8211; 1989).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h2>



<br>



<section id="gmbb1d252" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmbb1d252 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g82c59a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g82c59a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/GKChesterton.jpg" alt="Obra: &quot;G. K. Chesterton&quot;, por Amber Knorr." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/">Cem frases de G. K. Chesterton</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-w5sxisi" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-w5sxisi gutentor-carousel-item"><div id="section-g-w5sxisi" class="section-g-w5sxisi gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-zwjbzl1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-zwjbzl1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cinderella_GastonLaTouche.jpg" alt="Obra: &quot;Cinderella&quot;, por Gaston La Touche (1854 - 1913)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Contos de fadas</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z4ac1jt" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z4ac1jt gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z4ac1jt" class="section-g-z4ac1jt gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kky3eib" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kky3eib gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm700b54" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm700b54 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm700b54" class="section-gm700b54 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1e10db" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e10db gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm541a30" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm541a30 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm541a30" class="section-gm541a30 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gc3d2b6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc3d2b6 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em>,<br>por<a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/"> G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm0a46ca" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0a46ca gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0a46ca" class="section-gm0a46ca gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gd559d1" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd559d1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheLaughingPhilosopherGKChesterton_GalbraithOLeary.jpg" alt="Obra: &quot;The Laughing Philosopher, G. K. Chesterton&quot;, por Galbraith O'Leary." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm49e6ce" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm49e6ce gutentor-carousel-item"><div id="section-gm49e6ce" class="section-gm49e6ce gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1e6906" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e6906 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Taxi-Jaune.jpg" alt="Obra: &quot;Taxi-Jaune&quot; (2019), por Gilles Clairin." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/rodrigogurgel/">Rodrigo Gurgel</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmb32173" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb32173 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb32173" class="section-gmb32173 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g22840a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g22840a gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Chesterton_TimothyJones.jpg" alt="Obra: &quot;Astonished at the World&quot;, de Timothy Jones." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd9f896" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd9f896 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd9f896" class="section-gmd9f896 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g670be7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g670be7 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm7a0dfc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7a0dfc gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7a0dfc" class="section-gm7a0dfc gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc2c8d6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc2c8d6 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf99a89" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf99a89 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf99a89" class="section-gmf99a89 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g374d93" class="wp-block-gutentor-e6 section-g374d93 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd1c4a5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd1c4a5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd1c4a5" class="section-gmd1c4a5 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc5b263" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc5b263 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm8462a6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm8462a6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm8462a6" class="section-gm8462a6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gbb9c14" class="wp-block-gutentor-e6 section-gbb9c14 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmbb3ad6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbb3ad6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbb3ad6" class="section-gmbb3ad6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g43d059" class="wp-block-gutentor-e6 section-g43d059 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm31ff7f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm31ff7f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm31ff7f" class="section-gm31ff7f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc0271f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc0271f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/">G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Contos de fadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2025 06:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[W. B. Yeats]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Os contos de fadas são por natureza não apenas morais no sentido de serem inocentes, mas morais no sentido de serem didáticos, morais no sentido de moralizarem.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/">Contos de fadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O grande poeta existe para mostrar ao homem pequeno o quanto ele é grande.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) é mais conhecido como G. K. Chesterton foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 &#8211; 1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Algumas pessoas solenes e superficiais (pois quase todas as pessoas superficiais demais são solenes) afirmaram que os contos de fadas são imorais; basearam-se em algumas circunstâncias acidentais ou em incidentes lamentáveis na guerra entre gigantes e crianças, em alguns dos casos tendo as últimas se satisfeito com criar embustes ou até mesmo com pregar peças. A objeção, contudo, não apenas é falsa, mas o exato oposto dos fatos. Os contos de fadas são por natureza não apenas morais no sentido de serem inocentes, mas morais no sentido de serem didáticos, morais no sentido de moralizarem. Que falem da liberdade na terra encantada, mas o fato é que, segundo as melhores estatísticas oficiais, a liberdade é bem pouca e preciosa na terra encantada. O Sr. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William">W</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Butler">B</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William Butler Yeats (1865 — 1939), foi poeta, dramaturgo e místico irlandês. Atuou ativamente no Renascimento Literário Irlandês e foi co-fundador do Abbey Theatre.">Yeats</span> e outras almas modernas sensíveis, notando que a vida moderna é uma escravidão tão abominável como nunca antes oprimira a humanidade (estão de todo certos nisso), descreveram especialmente a terra do faz-de-conta como um lugar de completo conforto e abandono — um lugar onde a alma pode seguir por onde quiser, ao seu bel prazer, como o vento. A ciência denuncia a ideia de um Deus caprichoso; mas a escola do Sr. Yeats sugere que naquele mundo toda pessoa é um deus caprichoso. O próprio Sr. Yeats disse um sem-número de vezes, naquele estilo literário magnífico e triste que faz dele o primeiro entre todos os poetas atualmente a escrever em língua inglesa (não direi entre todos os poetas ingleses, pois os irlandeses estão bem familiarizados com a prática da investida física), ele, eu ia dizendo, invocou um semnúmero de vezes a imagem da liberdade terrível das fadas, as quais tipificam a anarquia derradeira da arte —</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Lá onde ninguém se torna velho, cansado ou sábio,<br>Lá onde ninguém se torna velho, devoto ou sério.</em></p>
</blockquote>



<p>Mas, no fim das contas (é algo chocante de se dizer), tenho minhas dúvidas de se o Sr. Yeats realmente conhece a verdadeira filosofia das fadas. Ele não é um homem simples o suficiente; ele não é estúpido o suficiente. Todavia, digo, embora não devesse, que em boa e sensata estupidez eu bato o Sr. Yeats de lavada. As fadas simpatizam comigo mais do que com o Sr. Yeats; elas tendem a me admitir mais que a ele entre si. E tenho minhas dúvidas sobre se essa impressão de espíritos livres e selvagens na crista de ondas ou montes é realmente o espírito simples e central do folclore. Creio que os poetas se enganaram: porque a terra encantada é um mundo mais brilhante e mais variado que o nosso, eles o imaginaram menos moral; na verdade é mais brilhante e mais variado porque é mais moral. Suponha que um homem possa ter nascido em uma prisão moderna. É impossível, claro, pois nada de humano pode acontecer em uma prisão moderna, embora o pudesse às vezes em um calabouço antigo. Uma prisão moderna é sempre inumana, mesmo quando não é inumana. Mas suponha que um homem tivesse nascido em uma prisão moderna e tenha crescido acostumado ao silêncio mortal e à indiferença repugnante; e suponha que ele seja subitamente libertado em meio à vida e algazarra da Fleet Street. Ele pensaria, como é óbvio, que os literatos na Fleet Street são uma raça livre e feliz; ainda assim quão triste, quão ironicamente é esse o oposto da verdade! E de igual modo esses escravos estafados da Fleet Street, ao terem um vislumbre da terra encantada, pensam que as fadas são completamente livres. Mas fadas são como jornalistas sob esse e muitos outros aspectos. Fadas e jornalistas têm uma alegria aparente e uma beleza enganadora. Fadas e jornalistas parecem ser amáveis e não ter lei; ambos parecem requintados demais para descer à feiura dos deveres do dia a dia. Mas isso é uma ilusão criada pela presença repentina deles. Jornalistas vivem submetidos à lei; e assim também a terra encantada.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/41fcdqy" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="340" height="513" class="wp-image-24125" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/ContosDeFadasEOutrosContos_GKChesterton.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Contos de Fadas e Outros Ensaios Literários&quot;, de G. K. Chesterton."></a>Se se realmente ler os contos de fadas, observar-se-á que uma ideia os atravessa de ponta a ponta — a ideia de que a paz e a felicidade só podem existir dadas determinadas condições. Essa ideia, que é o âmago da ética, é o âmago dos contos infantis. Toda a felicidade da terra encantada pende de um fio, de um único fio. Cinderela pode? ter um vestido costurado em teares sobrenaturais e que brilhe com uma luminosidade celeste; mas ela deve estar de volta quando o relógio der meia-noite. O rei pode convidar fadas para o batismo, mas ou ele convida todas as fadas ou consequências temíveis se seguirão. A esposa de Barba Azul pode abrir todas as portas, menos uma. Uma promessa é quebrada por conta de um gato, e tudo dá errado. Uma promessa é quebrada por conta de um gnomo amarelo, e tudo dá errado. Uma garota pode ser a noiva do próprio Deus do Amor desde que nunca tente vê-lo; ela o vê, e ele se esvai. A uma garota é dada uma caixa com a condição de que nunca a abra; ela a abre, e todos os males deste mundo se prcipitam afora à sua frente. Um homem e uma mulher são postos em um jardim sob a condição de que não comam um determinado fruto; eles o comem, e perdem o seu gozo de todos os frutos da terra.</p>



<p>Essa grande ideia, pois, é a espinha dorsal de todo o folclore — a ideia de que toda a felicidade pende de uma pequena proibição; de que toda a alegria positiva depende de uma negativa. Bom, é óbvio que existem muitas ideias filosóficas e religiosas aparentadas ou simbolizadas por isso; mas não é delas que quero tratar aqui. É inegavelmente óbvio que toda a ética deve ser ensinada de acordo com a harmonia da terra encantada; a de que, se alguém faz algo proibido, põe em risco tudo aquilo de que dispõe. Se um homem quebra a sua promessa para com a esposa, ele deve ser lembrado de que, mesmo se ela for um gato, o caso da fada-gato mostra que tal conduta é pouco prudente. Um arrombador prestes a abrir o cofre de alguém poderia ser jocosamente lembrado de que ele está na situação perigosa da bela Pandora: ele está prestes a erguer a tampa proibida e a libertar males desconhecidos. O garoto comendo a maçã alheia do pé de maçã alheio poderia ser lembrado de que chegou a um momento místico de sua vida, quando uma maçã pode lhe roubar todas as outras. Essa é a profunda moralidade dos contos de fadas; o fato de que, longe de serem livres de leis, vão à raiz de toda lei. Em vez de encontrar (tal o comum dos livros de ética) o fundamento racionalista de cada Mandamento, elas encontram o grande fundamento místico de todos os Mandamentos. Estamos nessa terra encantada em meio ao sofrimento; não nos cabe lutar com as condições sob as quais gozamos essa ampla visão do mundo. As proibições são de fato extraordinárias, mas igualmente o são as concessões. A ideia de propriedade, a ideia de que haja maçãs alheias, é uma ideia esquisita; mas do mesmo modo a ideia de que existam maçãs é uma ideia esquisita. É estranho e misterioso que não se possa, em segurança, beber dez garrafas de champanhe; mas do mesmo modo, se você reparar, o próprio champanhe é estranho e misterioso. Se eu fosse tomar da bebida das fadas, não seria mais que justo que devesse tomar de acordo com as regras das fadas. Podemos não ver a conexão lógica direta entre três bonitas colheres de prata e um grande e feio policial; mas quem, em contos de fadas, já pôde alguma vez ver a conexão lógica direta entre três ursos e um gigante ou entre uma rosa e uma besta vociferante? Não apenas podem esses contos de fadas serem apreciados por serem morais, mas a moralidade pode ser apreciada porque nos põe em uma terra encantada, em um mundo ao mesmo tempo de maravilha e de guerra.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto da obra: “<a href="https://amzn.to/41fcdqy" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Contos de fadas e outros ensaios literários</a>”, escrita por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a> (1874 – 1936).<br>Publicada pela Livraria Resistência Cultural Editora, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number" data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8566418033.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da Editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Cinderella</em>”, de Gaston La Touche (1854– 1913).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm057615" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm057615 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm057615" class="section-gm057615 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm1f6884" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6884 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6884" class="section-gm1f6884 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gced1ad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gced1ad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gme8a29d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme8a29d gutentor-carousel-item"><div id="section-gme8a29d" class="section-gme8a29d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheLaughingPhilosopherGKChesterton_GalbraithOLeary.jpg" alt="Obra: &quot;The Laughing Philosopher, G. K. Chesterton&quot;, por Galbraith O'Leary." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gma44c98" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma44c98 gutentor-carousel-item"><div id="section-gma44c98" class="section-gma44c98 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2334b2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2334b2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a></p>
</div></div>



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<div id="section-gfa306f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gfa306f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmb6672e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb6672e gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb6672e" class="section-gmb6672e gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmfd738b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfd738b gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfd738b" class="section-gmfd738b gutentor-col-wrap">
<div id="section-g3f77e8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g3f77e8 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>Paradoxos do cristianismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 03:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Ortodoxia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=19133</guid>

					<description><![CDATA[<p>“A vida não é um ilogismo; todavia, é uma cilada para os lógicos. Parece simplesmente um pouco mais matemática e regular do que é; sua exatidão é óbvia, mas sua inexatidão está escondida; sua loucura está à espreita.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O caminho dos paradoxos é o caminho da verdade.</em>”<br><span data-tooltip-position="bottom" data-tooltip="Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde (1854 - 1900) foi um influente escritor, poeta e dramaturgo irlandês.">Oscar Wilde</span> (1854 &#8211; 1900)</p>



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<br>



<p class="has-drop-cap">O verdadeiro problema com este nosso mundo não é que se trata de um mundo sem razão, nem tampouco de um mundo razoável. O tipo mais comum de problema é que se trata de um mundo quase razoável, mas não totalmente. A vida não é um ilogismo; todavia, é uma cilada para os lógicos. Parece simplesmente um pouco mais matemática e regular do que é; sua exatidão é óbvia, mas sua inexatidão está escondida; sua loucura está à espreita. Vou dar um exemplo grosseiro do que quero dizer.</p>



<p>Suponhamos que alguma criatura matemática proveniente da lua examinasse o corpo humano; ela imediatamente veria que o fato essencial nesse caso é que o corpo é duplicado. Um homem contém dois homens: um à direita que se parece exatamente com outro à esquerda. Depois de notar que há um braço do lado direito e outro do lado esquerdo, uma perna à direita e outra à esquerda, ela poderia ir adiante e ainda encontrar de cada lado o mesmo número de dedos nas mãos, o mesmo número de dedos nos pés, olhos geminados, orelhas geminadas, narinas geminadas e até lobos do cérebro geminados. No mínimo ela tomaria o fato como lei; e depois, quando encontrasse um coração de um lado, ela deduziria a presença de outro coração do outro lado. E exatamente nesse momento, no ponto em que se sentisse mais segura de estar certa, ela estaria errada.</p>



<p>É esse silencioso desvio milimétrico da precisão que constitui o elemento misterioso presente em tudo. Parece uma espécie de traição secreta do universo. Uma maçã ou uma laranja é redonda o suficiente para ser chamada de redonda, e, no entanto, no fim das contas, não é redonda. A própria Terra tem a forma de uma laranja para induzir algum simples astrônomo a chamá-la de globo. Em inglês dizemos “uma lâmina de grama” em alusão à lâmina de uma espada, porque ambas têm uma extremidade pontuda; mas não é bem assim.</p>



<p>Em todas as coisas, em toda parte, existe o elemento do misterioso e do incalculável. Ele foge aos racionalistas, mas só escapa no último momento. Da grande curvatura da Terra alguém poderia facilmente inferir que cada centímetro dela apresentasse a mesma curva. Pareceria racional que, assim como um ser humano tem um cérebro de ambos os lados, ele devesse ter um coração dos dois lados. Todavia, os cientistas ainda estão organizando expedições para descobrir o Polo Norte, porque eles gostam tanto de paisagens planas. Os cientistas estão organizando expedições para descobrir o coração do ser humano; e quando tentam descobri-lo, geralmente procuram do lado errado.</p>



<p>Ora, a verdadeira percepção ou inspiração é mais bem testada quando se observa se ela detecta essas malformações ou surpresas ocultas. Se o nosso matemático da lua visse dois braços e duas orelhas, ele poderia deduzir as duas omoplatas e as duas metades do cérebro. Mas se ele adivinhasse que o coração do homem estava no lugar certo, então eu deveria chamá-lo de algo mais que um matemático.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/3tlacpq" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img decoding="async" width="196" height="422" class="wp-image-19158" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Ortodoxia.jpg" alt="Ortodoxia"></a>Ora, essa é exatamente a reivindicação que venho fazendo para o cristianismo. Não simplesmente que ele deduz verdades lógicas, mas que quando de repente se torna ilógico, ele encontrou, por assim dizer, uma verdade ilógica. Ele não apenas acerta em relação às coisas, mas também erra (se assim se pode dizer) exatamente onde as coisas saem erradas. Seu plano se adapta às irregularidades ocultas e espera o inesperado. É simples no que se refere à verdade sutil. Admite que o homem tem duas mãos, mas não admite (embora todos os modernistas lamentem o fato) a dedução óbvia de que tenha dois corações.</p>



<p>Meu único propósito neste capítulo é mostrar isso; mostrar que quando sentimos a existência de algo estranho na teologia cristã, geralmente vamos descobrir que existe algo estranho na verdade.</p>



<p>Eu aludi a uma frase absurda que afirmava que não se pode crer neste ou naquele credo em nossa época. É claro que se pode acreditar em qualquer coisa em qualquer época. Mas, embora pareça estranho, há de fato um sentido em que um credo, quando digno de alguma crença, pode ser abraçado mais firmemente numa sociedade complexa do que numa simples. Se um homem julgar que o cristianismo é verdadeiro em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Birmingham é uma cidade grande na região de West Midlands, na Inglaterra, com vários pontos de referência da era da Revolução Industrial.">Birmingham</span>, ele realmente tem razões mais claras para ter fé do que se o tivesse julgado verdadeiro em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A Mércia foi um dos sete reinos que compunham a Heptarquia anglo-saxônica, no que é hoje a Inglaterra. Localizava-se na região das Midlands, com centro no vale do rio Trent e de seus tributários. A Mércia fazia fronteira com a Nortúmbria, Powys, os reinos de Gales, Saxônia Ocidental, Sussex, Essex e a Ânglia Oriental.">Mércia</span>. Pois quanto mais complicada parecer a coincidência, tanto menos ela pode ser uma coincidência. Se caíssem flocos de neve na forma, digamos, do <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Condado escovês. A expressão ''Coração de Midlothian'' refere-se a seu brasão.">coração de Midlothian</span>, poderia ser um acidente. Mas se caíssem flocos de neve com a forma exata do <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="O labirinto Hampton Court é um pequeno labirinto situado no jardim Wilderness que fica dentro do Palácio de Hampton.">labirinto de Hampton Court</span>, acho que se poderia chamar isso de milagre.</p>



<p>É exatamente esse tipo de milagre que passei a perceber na filosofia do cristianismo. A complicação do nosso mundo moderno prova a verdade do credo mais perfeitamente do que qualquer um dos simples problemas das épocas de fé. Foi em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bairro em Londres, Inglaterra.">Notting Hill</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bairro em Londres, Inglaterra.">Battersea</span> que comecei a ver que o cristianismo era verdadeiro. É por isso que a fé tem aquela elaboração de doutrinas e detalhes que tanto incomoda os que admiram o cristianismo sem acreditar nele. Quando alguém abraça uma crença, essa pessoa se sente orgulhosa de sua complexidade, como os cientistas se sentem orgulhosos da complexidade da ciência. O fato mostra como ela é rica em descobertas.</p>



<p>Se a crença simplesmente está certa, é um elogio dizer que ela é elaborada. Uma vareta poderia encaixar-se perfeitamente num buraco, ou uma pedra num vão, por mero acaso. Mas uma chave e uma fechadura são ambas complexas. E se uma chave se encaixa numa fechadura, você sabe que se trata da chave certa.</p>



<p>Mas essa complicada exatidão da coisa dificulta grandemente o que me proponho fazer agora: descrever esse acúmulo de verdade. Fica muito difícil para um homem defender alguma coisa da qual ele está inteiramente convencido. É comparativamente fácil quando se está convencido em parte. Ele está convencido apenas em parte porque descobriu esta ou aquela prova da coisa, e consegue explicá-la. Mas ninguém se sente realmente convencido acerca de uma teoria filosófica quando apenas descobre alguma coisa para prová-la.</p>



<p>A pessoa fica realmente convencida quando descobre que tudo prova aquela teoria. E quanto mais numerosas forem as razões apontando para essa convicção, tanto mais confusa ela ficará se de repente for solicitada a resumilas. Assim, se alguém perguntasse a um homem de inteligência comum, de supetão: “Por que você prefere a civilização à selvageria?”, ele olharia desesperado ao redor contemplando um objeto depois do outro, e só saberia responder vagamente: “Bem, existe esta estante de livros… e o carvão na caixa de carvão… e pianos… e a polícia”. Toda a argumentação em defesa da civilização consiste no fato de que a argumentação em sua defesa é complexa. A civilização fez tantas coisas. Mas essa mesma multiplicidade de provas que deveria tornar a resposta irrefutável torna-a impossível.</p>



<p>Portanto, toda convicção completa está envolvida numa espécie de desamparo. A crença é tão enorme que se exige muito tempo para colocá-la em ação. Essa hesitação, muito estranhamente, surge sobretudo de uma indiferença acerca do ponto onde se deveria começar. Todas as estradas conduzem a Roma; e isso é uma razão que explica por que muitos nunca chegam lá. No caso desta defesa da convicção cristã confesso que eu tanto poderia começar a discussão com uma coisa quanto com outra; poderia começar com um nabo ou um táxi. Mas, se eu tiver de ter o mínimo de cuidado para esclarecer o que quero dizer, será mais sensato, na minha opinião, continuar os argumentos gerais do último capítulo, que tinha como objetivo insistir na primeira dessas coincidências, ou melhor, ratificações místicas.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Extraído da obra: “<a href="https://amzn.to/3tlacpq" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Ortodoxia</a>”, escrita por  <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a> (1874 – 1936).<br>Publicada pela editora <a href="https://www.mundocristao.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mundo Cristão</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number" data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8543302751.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Human heart</em>”, por Denisa Laura.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h2>



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<section id="gma17ffe8" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gma17ffe8 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em><br></a>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm44e75b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm44e75b gutentor-carousel-item"><div id="section-gm44e75b" class="section-gm44e75b gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm2b84d3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm2b84d3 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm2b84d3" class="section-gm2b84d3 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a><br>Por Rodrigo Gurgel</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a><br>Por Fabio Blanco</p>
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<div id="col-gmde6d97" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmde6d97 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmde6d97" class="section-gmde6d97 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g0eed78" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0eed78 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g604cf3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g604cf3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g1fefd4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1fefd4 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>O espírito de Natal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 17:08:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[C. S. Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Dickens]]></category>
		<category><![CDATA[Cristão]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O período natalino é doméstico; e por esta razão a maioria das pessoas se preparam para ele apertando-se em ônibus, esperando em filas, correndo pelos metrôs, comprimindo-se em casas de chá, e imaginando quando ou se vão chegar em casa algum dia. Não sei se alguns não desaparecem para sempre.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Quando amadurecemos, a lista de desejos para o Natal fica mais curta,</em><br><em>e o que realmente desejamos, não é possível comprar.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Clive">C</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Staples">S</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="C. S. Lewis (1898 - 1963): escritor e apologista cristão irlandês.">Lewis</span> (1898 – 1963)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Aventurei-me muito imprudentemente a escrever sobre o Espírito de Natal; e o assunto apresenta uma dificuldade preliminar sobre a qual devo ser franco. É curioso ver atualmente as pessoas falarem sobre “o espírito” de uma coisa. Há, por exemplo, um tipo particular de pedante que está sempre nos dando lição de moral a respeito os espírito do verdadeiro cristianismo. Tanto quanto posso compreender, ele diz o exato oposto do que ele pretende. Ele explica que devemos usar os nomes “cristão”, “cristianismo”, etc., para algo que possui o espírito que especialmente não é cristão; algo que é um tipo de combinação de otimismo infundado de um ateu americano com pacifismo de um hindu moderado. Da mesma forma, lemos muito sobre o Espírito de Natal no moderno jornalismo e mercantilismo; mas isto é um oposto do mesmo tipo. Longe de preservar a essência sem a aparência, preserva-se a aparência onde não pode haver a essência. É algo similar a tomar duas substâncias materiais, como o pinheiro e as bolas de natal, e espalhá-los por todos os enormes e frios hotéis cosmopolitas ou em torno de colunas dóricas de clubes impessoais repletos de cansados, cínicos e velhos cavalheiros; ou em qualquer outro lugar onde o real espírito de Natal tem a menor chance de estar. Mas há também outro modo em que a complexidade comercial moderna devora o coração de uma coisa, enquanto preserva sua casca pintada. E este é o sistema assaz elaborado de dependência da compra e venda, e, assim, do barulho e confusão; e da real desatenção com as novas coisas que poderiam ser feitas ao modo dos antigos Natais.</p>



<p>Normalmente, se tudo fosse normal nos dias de hoje, seria um truísmo dizer que o Natal foi um festival familiar. Mas é agora possível (como tive a sorte ou má sorte de descobrir) ganhar a reputação de paradoxal por simplesmente afirmar que truísmos são verdadeiros. Neste caso, claro, a razão, a única razoável razão, foi religiosa. Tinha a ver com uma família feliz porque era consagrada à Sagrada Família. Mas é perfeitamente verdade que muitos homens viram o fato sem especialmente sentirem a razão. Quando dizemos que a raiz foi religiosa, não queremos dizer que Sam Weller estava concentrado em valores teológicos quando disse a Fat Boy para “por um pouco de Natal” em algum objeto, provavelmente comestível. Não queremos dizer que Fat Boy teve um êxtase de contemplação mística, como um monge ao ter uma visão. Não queremos dizer que Bob Cratchit defendia o ponche ao dizer que estava apenas observando o vinho quando este era amarelo; ou que Tiny Tim citou Timothy. Apenas queremos dizer que eles, incluindo o autor, teriam confessado humilde e entusiasticamente que havia alguém muito anterior ao Sr. Scrooge, que poderia ser considerado o Fundador da Festa. Mas, de qualquer forma, qualquer que seja a razão, todos teriam concordado sobre o resultado. A festa do Sr. Wardle centrava-se na família do Sr. Wardle; e, ainda assim, porque as românticas sombras do Sr. Winkle e do Sr. Snodgrass ameaçavam a dividi-la para a formação de outras famílias.<a href="#Nota01" id="ContemRefNota01"><sup><strong>1</strong></sup></a></p>



<p>O período natalino é doméstico; e por esta razão a maioria das pessoas se preparam para ele apertando-se em ônibus, esperando em filas, correndo pelos metrôs, comprimindo-se em casas de chá, e imaginando quando ou se vão chegar em casa algum dia. Não sei se alguns não desaparecem para sempre na seção de brinquedos ou simplesmente se deitam e morrem nas casas de chá; mas pelas suas aparências, isto é muito possível. Exatamente antes do grande festival do lar, toda a população parece ter se tornado desabrigada. É o supremo triunfo da civilização industrial que, nas enormes cidades que parecem ter casas em excesso, há uma desesperada falta de moradia. Muito tempo atrás, grande número de nossos pobres se tornaram nômades. Nós até confessamos o fato; pois falamos deles como árabes das ruas. Mas essa instituição doméstica, na sua presente fase irônica, foi além de tal anormalidade normal. A festa da família transformou tanto o rico quanto o pobre em vagabundos. Eles estão tão espalhados no confuso labirinto de nosso tráfego e de nosso comércio, que não podem, algumas vezes, sequer chegar a uma casa de chá; seria indelicado, claro, mencionar uma taverna. Eles têm dificuldade em se aglomerar em seus hotéis, quanto mais em se separar e chegar a suas casas. Tenho em mente o contrário da irreverência quando digo que o único ponto de semelhança entre eles e a família natalina arquetípica é que não há espaço para eles na estalagem.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/natal-2014/"><img decoding="async" width="659" height="381" class="wp-image-19014" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/NascimentoDeJesus_TamMedio.jpg" alt="Nascimentos de Jesus"></a>Ora, o Natal é feito de um belo e intencional paradoxo; que o nascimento do desabrigado deve ser comemorado em todos os lares. Mas o outro tipo de paradoxo não é intencional e não é certamente belo. É mal o suficiente para que não possamos desnudar a tragédia da pobreza. É suficiente mal que o nascimento do desabrigado, celebrado no lar e no altar, deva às vezes coincidir com a morte de desabrigados em asilos e favelas. Mas não precisamos regozijar neste desassossego universal que atinge ricos e pobres igualmente; e me parece que nesta questão precisamos de uma reforma do moderno Natal.</p>



<p>Não emitirei outro brilho de paradoxo ao observar que o Natal ocorre no inverno.<a href="#Nota02" id="ContemRefNota02"><sup><strong>2</strong></sup></a> Isto é, ele não é somente a festa dedicada à domesticidade, mas é colocada deliberadamente sob condições em que é muito mais desconfortável correr por aí do que ficar em casa. Mas sob as complicadas condições das modernas convenções e conveniências, surge este mais prático e mais desagradável tipo de paradoxo. As pessoas têm de correr para lá e para cá por umas poucas semanas, mesmo que seja para ficarem em casa por umas poucas horas. A velha e saudável idéia de tais festivais de inverno era esta: que as pessoas estando fechadas e sitiadas pelo clima se voltavam para seus próprios recursos; ou, em outras palavras, tinham a oportunidade de mostrar se havia algo em seu interior. Não é seguro que a reputação de nossos mais modernos e elegantes caça-prazeres sobreviveria ao teste. Algumas terríveis revelações seriam feitas de algumas figuras favoritas da sociedade, se elas fossem isoladas do poder da máquina e do dinheiro. Elas estão muito acostumadas a ter tudo nas mãos; e mesmo quando vão aos mais recentes bailes dançantes americanos, parece que só os músicos negros dançam. De qualquer forma, para a média da saudável humanidade acredito que este isolamento de todas estas conexões mecânicas seria um alento e um despertar. No presente, elas são sempre acusadas de meramente se divertirem; mas elas não estão fazendo algo tão nobre ou compatível à sua dignidade humana. Elas, em sua maioria, já não podem se divertir; estão acostumadas demais de que outros as divirtam.</p>



<p>O Natal deve ser criativo. Dizem-nos, mesmo os que o prezam mais, que ele é principalmente precioso para preservar antigos costumes e antiquados jogos. Ele é realmente valioso para ambos estes admiráveis propósitos. Mas no sentido a que estou me referindo, pode ser novamente possível torcer a verdade. Não é que o Natal real deva criar coisas antigas, mas coisas novas. Ele poderia, por exemplo, criar novos jogos, se as pessoas fossem realmente levadas a inventar seus próprios jogos. A maioria dos antigos jogos começava com o uso de ferramentas comuns ou peças do mobiliário. Assim, as próprias regras do tênis se baseiam na estrutura do antigo pátio de estalagem. Assim, acredita-se, as estacas do cricket foram originalmente somente as três pernas do tamborete de tirador de leite. Ora, poderíamos inventar novas coisas desse tipo, se lembrássemos quem é a mãe da invenção. Quão prazeroso seria começar um jogo em que marcássemos ponto por acertar o porta-guarda-chuva ou o carrinho porta-refeição, ou mesmo o hospedeiro ou a hospedeira; claro, com um projétil de material leve e macio. As crianças que têm sorte suficiente de ficarem sozinhas no berço inventam não somente jogos completos, mas dramas e histórias de vida completos; elas inventam línguas secretas; conduzem laboriosamente revistas de família. Este é o tipo de espírito criativo que queremos no mundo moderno; queremos tanto no sentido de desejar quanto no sentido de sentir a falta. Se o Natal pudesse se tornar mais doméstico, creio que haveria um vasto aumento do real espírito de Natal; do espírito da Criança. Mas entregando-nos a este sonho, devemos, uma vez mais, inverter a convenção corrente em uma espécie de paradoxo. É verdade, em certo sentido, que o Natal é o tempo em que as portas devam ser abertas. Mas eu mandaria fechar as portas no Natal, ou pelo menos um pouco antes do Natal; e então o mundo veria do que somos capazes.</p>



<p>Não posso deixar de lembrar, com um certo sorriso, que numa página anterior e mais controversa deste livro eu mencionei uma senhora que estremeceu com a ideias das coisas perpetradas por mim e pelos de minha religião por trás das portas. Mas minha memória está suavizada pela distância e pelo assunto presente, e sinto o oposto de uma controvérsia. Espero que aquela senhora, e todo o seu modo de pensar, tenha também a sabedoria de fechar suas portas; e, assim, que ela descubra que somente quando todas as portas estão fechadas é que a melhor coisa será encontrada lá dentro. Se eles forem puritanos, que professam uma religião baseada apenas na Bíblica, que eles sejam, uma vez, uma Família da Bíblia. Se eles forem pagãos, que não aceitam nada exceto a festa de inverno, que eles sejam, pelo menos, uma família em festa. A discordância ou desconforto de que os modernos críticos reclamam, não são devidos a que o fogo místico ainda queima, mas que ele já esfriou. É porque os frios fragmentos de uma coisa antigamente viva são desajeitadamente agrupados. Brinquedos de Natal estão dançando sem harmonia perante tios graves e pagãos que prefeririam estar jogando golfe. Mas isto não altera o fato de que eles poderiam se tornar mais brilhantes e mais inteligentes se soubessem como brincar com os brinquedos; e eles são muito aborrecidos com o golfe. Seu tédio é apenas o último produto mortal do processo mecânico dos esportes organizados e profissionais, naquele rígido mundo de rotina fora de casa. Quando eram crianças, por trás das portas da casa, é provável que quase nenhum deles tivesse sonhos acordados e dramas não escritos que pertencessem a eles como <em><a href="https://amzn.to/3vea8h1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hamlet</a></em> pertenceu a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Shakespeare (1564 - 1616) foi poeta, dramaturgo e ator inglês.">Shakespeare</span> ou <em><a href="https://amzn.to/3tr8KXR" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pickwick</a></em> a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles John Huffam Dickens (1812 - 1870), romancistas inglês da era vitoriana.">Dickens</span>. Quão mais excitante seria se <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Considere tio Henry como a personificação genérica de pessoas comuns, que perderam a capacidade de sonhar e imaginar coisas extraordinárias.">Tio Henry</span>, ao invés de descrever em detalhes todas as tacadas com que ele se livrou do banco de areia, dissesse francamente que ele estivera numa viagem ao fim do mundo e capturara a Grande Serpente do Mar. Quão mais intelectualmente verdadeira seria a conversa de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Considere tio William como a personificação genérica de pessoas comuns, que perderam a capacidade de sonhar e imaginar coisas extraordinárias.">Tio William</span> se, ao invés de nos dizer de quanto ele reduziu seu handcap, ele pudesse ainda dizer com convicção que ele era o Rei das Ilhas Canguru, ou o Chefe dos Pele-Vermelhas. Essas coisas, saídas desde dentro, eram quase todas puro espírito humano; e não é normal que a inspiração delas deva ser tão completamente esmagada por coisas desde fora. Que não se suponha por um momento que eu também esteja dentre os tiranos da terra, que imporia meus próprios gostos, ou obrigaria todas as crianças a jogar meus próprios jogos. Não desrespeito o jogo de golfe; é um jogo admirável. Eu já o joguei; ou melhor, eu já brinquei com ele, o que é geralmente considerado o exato oposto de jogar. Deixemos evidentemente que os praticantes do golfe joguem golfe e mesmo os organizadores o organizem, se sua única concepção de um órgão é algo como um realejo.<a href="#Nota03" id="ContemRefNota03"><strong><sup>3</sup></strong></a> Deixem-nos jogar golfe dia após dia; deixem-nos jogar golfe por trezentos e sessenta e quatro dias, e noites também, com bolas banhadas em tinta luminosa, a fim de serem vistas no escuro. Mas que exista uma noite que as coisas brilhem desde dentro: e um dia que os homens procurem por tudo que está enterrado em si mesmos, e descubram – no lugar onde ele está realmente escondido, por trás de portões trancados e janelas cerradas, por trás de portas três vezes trancadas e aferrolhadas – o espírito de liberdade.</p>



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<p class="has-text-align-right">Por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) é mais conhecido como G. K. Chesterton, foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 – 1936).<br>Tradução de Antonio Emilio Angueth de Araújo.<br>Excerto da obra <em><a href="https://www.amazon.com/Thing-G-K-Chesterton/dp/B0000EELJF">The Thing</a></em>, publicada em 1929.<br><br>Publicado originalmente em 21 de dezembro de 2012, no <em><a href="https://www.sociedadechestertonbrasil.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a> </em>da <a href="https://www.sociedadechestertonbrasil.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Chesterton Brasil</a>.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>Sam Weller, Fat Boy, Wardle, Winkle e Snodgrass são personagens de Dickens nos <em><a href="https://amzn.to/48rJ4sS" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pickwicky Papers</a></em> e Bob Cratchit, Tiny Tim e o Sr. Scrooge em <a href="https://amzn.to/47rH5UJ" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Christmas </em>Carol</a>. (N. do T.). <a href="#ContemRefNota01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li><span id="Nota02"></span>No hemisfério norte. (N. do T.). <a href="#ContemRefNota02"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li><span id="Nota03"></span>Barrel-organ em inglês. (N. do T.). <a href="#ContemRefNota03"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Christmas Window in Chicago</em>” (1945), por Don Freeman (1908 &#8211; 1978).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em><br></a>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-gced1ad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gced1ad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheLaughingPhilosopherGKChesterton_GalbraithOLeary.jpg" alt="Obra: &quot;The Laughing Philosopher, G. K. Chesterton&quot;, por Galbraith O'Leary." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm839a70" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm839a70 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm839a70" class="section-gm839a70 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gf2cc87" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf2cc87 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Taxi-Jaune.jpg" alt="Obra: &quot;Taxi-Jaune&quot; (2019), por Gilles Clairin." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a><br>Por Rodrigo Gurgel</p>
</div></div>



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<div id="section-g0afb56" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0afb56 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Chesterton_TimothyJones.jpg" alt="Obra: &quot;Astonished at the World&quot;, de Timothy Jones." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a><br>Por Fabio Blanco</p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gma44c98" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma44c98 gutentor-carousel-item"><div id="section-gma44c98" class="section-gma44c98 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2334b2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2334b2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gma73e3a" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma73e3a gutentor-carousel-item"><div id="section-gma73e3a" class="section-gma73e3a gutentor-col-wrap">
<div id="section-gfa306f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gfa306f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gmb6672e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb6672e gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb6672e" class="section-gmb6672e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g87f5d2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g87f5d2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g935342" class="wp-block-gutentor-e6 section-g935342 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
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<div id="section-g3f77e8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g3f77e8 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
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</div></div></section>



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		<title>Uma defesa das histórias de detetive</title>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 04:26:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Líquen]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Stevenson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Para se captar a verdadeira razão psicológica da popularidade das histórias de detetive, precisamos nos livrar do mero palavrório. Não é verdade, por exemplo, que a multidão prefira a má à boa literatura, aprovando as histórias de detetives porque são ruins. A mera ausência de sutileza artística não torna um livro popular.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Somente a curiosidade não envelhece conosco e fica sempre criança.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Emanuel Wertheimer (1846 - 1916), filósofo húngaro">Emanuel Wertheimer</span> (1846 &#8211; 1916)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Para se captar a verdadeira razão psicológica da popularidade das histórias de detetive, precisamos nos livrar do mero palavrório. Não é verdade, por exemplo, que a multidão prefira a má à boa literatura, aprovando as histórias de detetives porque são ruins. A mera ausência de sutileza artística não torna um livro popular. <em><a href="https://amzn.to/3RkC4Hv" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Guia Ferroviário</a></em> de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bradshaw's foi uma série de horários ferroviários e guias de viagem publicados por W. J. Adams e mais tarde Henry Blacklock, ambos de Londres. Eles são nomeados em homenagem ao fundador George Bradshaw.">Bradshaw</span> tem alguns lampejos de humor psicológico, mas nem por isso é lido às gargalhadas em tardes de inverno. Se as histórias de detetive causam mais rebuliço que os guias ferroviários, na certa é por serem artisticamente mais refinadas.</p>



<p>Muitos bons livros, afortunadamente, têm sido populares; e muitos livros ruins, ainda mais afortunadamente, têm sido impopulares. Decerto uma boa história de detetive acabará sendo mais popular que uma ruim. O problema neste caso é que muitas pessoas nem se dão conta da existência das boas histórias de detetive; para elas, é o mesmo que falar de um diabo do bem. Escrever um conto sobre um assalto é, a seus olhos, um modo espiritual de cometê-lo. Isso é natural no que toca às pessoas de nervos frágeis; deve-se dizer, porém, que várias histórias de detetive narram crimes tão espetaculares quanto as peças de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Shakespeare (1564 - 1616) foi poeta, dramaturgo e ator inglês.">Shakespeare</span>.</p>



<p>Entre uma boa história de detetive e uma má, porém, há tantas diferenças — ou até mais — quanto as há entre um bom e um mau épico. Não apenas o conto de detetive é uma forma de arte perfeitamente legítima, mas também ele apresenta certas vantagens reais e bem definidas enquanto causa de bem-estar público.</p>



<p>O primeiro valor fundamental dessas histórias está nisto: ela é a mais antiga e até agora única forma de literatura popular na qual se expressa algo da poesia da vida moderna. Os homens viveram entre montanhas robustas e florestas imemoriais por eras antes de se darem conta do caráter poético dessas coisas; pode-se com algum acerto prever que alguns dos nossos descendentes verão nas chaminés dignidade tão grande quanto nos picos das montanhas, e terão os postes de luz por tão antigos e naturais quanto as árvores. Por retratar a cidade como algo inóspito e visível, as histórias de detetive têm a mesma dignidade que a <em><a href="https://amzn.to/41h8KpE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ilíada</a></em> possuía. Ninguém deixará de notar que naquelas histórias o herói ou investigador atravessa Londres com algo da liberdade de um príncipe em um conto de fadas, e que no curso dessa jornada incerta o ônibus que passa ganha as cores primitivas de um navio das fadas. As lâmpadas da cidade começam a cintilar como incontáveis olhos de duendes, uma vez que são guardiões de um segredo, mesmo que indecoroso, que é conhecido do escritor mas não do leitor. Cada volta da estrada é como um dedo que aponta para ele; cada horizonte fantástico recortado contra as chaminés parece louca e debochadamente assinalar a resolução do mistério.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><img loading="lazy" decoding="async" width="619" height="354" class="wp-image-7889" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/TheGardenMonet_Peq.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)."></a>Captar a poesia de Londres não é pouco. Uma cidade é, para ser preciso, mais poética do que o campo – pois a Natureza é um caos de forças inconscientes, ao passo que a cidade é um caos de forças conscientes. A coroa da flor ou o padrão desenhado pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Líquens são associações mutualísticas entre fungos e algas.">líquen</span> podem ou não ser símbolos significativos. Não há, entretanto, pedra na rua e tijolo na parede que não sejam símbolos deliberados – o recado de um homem, tanto quanto um telegrama ou um cartão postal. A mais apertada das ruas possui, em cada dobra e cada distorção intencionais, a alma do homem que a construiu, e que pode há muito estar na cova. Cada tijolo representa um hieróglifo tão humano como os esculpidos em Babilônia</p>



<p>Tudo que tenda a dar relevância – mesmo que sob a guisa fantástica de um <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX e início do século XX. Sua primeira aparição foi em 1887 na revista Beeton's Christmas Annual na história Um Estudo em Vermelho.">Sherlock Holmes</span> — ao encanto das miudezas da civilização, e a enfatizar o imperscrutável caráter humano de telhas e cascalhos, é algo positivo. É coisa boa que o homem médio contraia o hábito de olhar com a imaginação para dez homens na rua, mesmo que seja com o intuito de pescar se o décimo primeiro será um notório ladrão. Podemos ter o sonho de que se possa desvelar outro e maior romance londrino, em que as almas dos homens vivem aventuras mais estranhas que os corpos, e sonhar ser mais árduo e emocionante caçar as virtudes dos homens que seus crimes. Mas, uma vez que os grandes autores (com a admirável exceção de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Robert Louis Stevenson (1850 - 1894) foi novelista, poeta e escritor de roteiros de viagem britânico, nascido na Escócia.">Stevenson</span>) recusam-se a discorrer a respeito dessa situação arrebatadora — quando os olhos da grande cidade, como os de um gato, começam a flamejar no escuro —, temos de nos voltar à literatura popular, a qual, em meio ao burburinho da pedanteria e do preciosismo, nega-se a considerar o presente como prosaico e o comum como lugar-comum. A arte popular, em todas as épocas, interessou-se nas maneiras contemporâneas e nos seus costumes; vestia as gentes em torno da Crucifixão com vestes do povo florentino ou de burgueses de Flandres. No último século, os atores costumavam encenar <em><a href="https://amzn.to/3uL8D9F" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hamlet</a></em> com perucas polvilhadas e babados.</p>



<p>A distância a que estamos agora de ter a mesma convicção na poesia da vida e dos costumes nossos pode ser medida facilmente por quem tente imaginar a seguinte cena: <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Alfredo, o Grande (848 - 899) foi Rei de Wessex, de 871 a 899, e Rei dos Anglo-Saxões de 886 a 899. Alfredo defendeu o seu reino contra os viquingues, e à época de sua morte, era o governante dominante na Inglaterra. Ele é um dos dois reis ingleses a quem foi concedido o epíteto ''O Grande'', sendo o outro ''Canuto, O Grande''.">Alfredo, o Grande</span>, usando calças curtas de turista ao deixar queimar os bolos, ou uma performance de <em>Hamlet</em> em que o príncipe aparece de sobretudo e com uma fita crepe no chapéu. No entanto, este impulso de olhar para trás, de imitar a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A Mulher de Ló é uma personagem bíblica do Antigo Testamento que ficou conhecida na Bíblia por ter sido transformada em uma estátua de sal.">esposa de Ló</span>, não poderia durar para sempre. Uma literatura rude e popular, que versasse sobre o caráter das cidades modernas, teria de por força surgir. E surgiu na forma das populares histórias de detetive, rústicas e arejadas como as <a href="https://amzn.to/3TessR3"><em>Baladas de Robin Wood</em></a>.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) é mais conhecido como G. K. Chesterton, foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 – 1936).<br>Excerto da obra: <em><a href="https://amzn.to/48cSOXE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Defendant</a></em>. Tradução de Mário Lucas Carbonera.<br>Publicado originalmente no <em><a href="https://www.sociedadechestertonbrasil.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> da <a href="https://www.sociedadechestertonbrasil.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Chesterton Brasil</a>, em 3 de maio de 2021.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em><a href="https://openart.ai/discovery/sd-1007406505848492032" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sherlock Holmes</a></em>”, por <a href="https://www.artstation.com/jama" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jama Jurabaev</a>.</p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h2>



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<section id="gmac8ded4" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmac8ded4 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g6bdfaa" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6bdfaa gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em><br></a>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm6a3797" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm6a3797 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm6a3797" class="section-gm6a3797 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gab6f4b" class="wp-block-gutentor-e6 section-gab6f4b gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g45af83" class="wp-block-gutentor-e6 section-g45af83 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm191fd0" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm191fd0 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm191fd0" class="section-gm191fd0 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g507fe9" class="wp-block-gutentor-e6 section-g507fe9 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Taxi-Jaune.jpg" alt="Obra: &quot;Taxi-Jaune&quot; (2019), por Gilles Clairin." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a><br>Por Rodrigo Gurgel</p>
</div></div>



<div id="col-gm2143d4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm2143d4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm2143d4" class="section-gm2143d4 gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a><br>Por Fabio Blanco</p>
</div></div>



<div id="col-gm22f9ac" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm22f9ac gutentor-carousel-item"><div id="section-gm22f9ac" class="section-gm22f9ac gutentor-col-wrap">
<div id="section-ge4fb7d" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge4fb7d gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g8c0b89" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8c0b89 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-ged3e66" class="wp-block-gutentor-e6 section-ged3e66 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gmb8c708" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb8c708 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb8c708" class="section-gmb8c708 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g601c0a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g601c0a gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
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<div id="col-gm8feee1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm8feee1 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm8feee1" class="section-gm8feee1 gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>Três excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Apr 2023 03:02:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Darwinismo]]></category>
		<category><![CDATA[Evolucionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Materialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=15488</guid>

					<description><![CDATA[<p>Extraímos três trechos da obra “Ortodoxia”, de G. K. Chesterton, referentes aos capítulos II, III e VII, respectvamente intitulados: “O maníaco”, "O suicídio do pensamento” e “A eterna revolução”, leia-os neste <em>link</em>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>A tolerância é a virtude do homem sem convicções.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) é mais conhecido como G. K. Chesterton, foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 – 1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">1. Capítulo II: <em>O maníaco</em></h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">Os cristãos admitem que o universo é complexo e até misturado, exatamente da mesma forma que um homem sadio sabe que é complexo. O homem sadio sabe que nele há um vestígio da fera, um vestígio do demônio, um vestígio do santo, um vestígio do cidadão. Mais que isso, o homem realmente sadio sabe que nele há um vestígio do louco. Mas o mundo do materialista é totalmente simples e sólido, exatamente como o louco tem plena certeza de que ele é sadio. O materialista tem certeza de que a história tem sido simples e unicamente uma cadeia de causação, exatamente como a pessoa interessante mencionada acima tem plena certeza de que é simples e unicamente uma galinha. Os materialistas e os loucos nunca têm dúvidas.</p>



<p>As doutrinas espirituais na verdade não limitam a mente como fazem as negações materialistas. Mesmo acreditando na imortalidade, eu não preciso pensar nela. Mas se a desacredito, nela não devo pensar. No primeiro caso, a estrada está aberta e posso ir adiante até onde quiser; no segundo caso, a estrada está fechada. Mas o argumento é ainda mais forte, e o paralelo com a loucura é ainda mais estranho. Pois o nosso argumento contra a teoria lógica e exaustiva do lunático foi que, certa ou errada, ela aos poucos destruía sua humanidade.</p>



<p>Agora a acusação contra as principais deduções do materialista é que, certas ou erradas, elas aos poucos destroem a sua humanidade. Não estou me referindo apenas à bondade; estou me referindo a esperança, coragem, poesia, iniciativa, tudo o que é humano. Por exemplo, quando o materialismo leva os homens a um fatalismo completo (como em geral acontece), é totalmente inútil fingir que ele, nalgum sentido, é uma força libertadora. É absurdo dizer que se está promovendo especialmente a liberdade quando só se usa o livrepensar para destruir o livre-arbítrio. Os deterministas vieram para amarrar, não para soltar. Podem muito bem chamar sua lei de “corrente” de causação. É a pior corrente que já prendeu um ser humano.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">2. Capítulo III: <em>O suicídio do pensamento</em></h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">O novo rebelde é um cético, e não confia inteiramente em nada. Não tem nenhuma lealdade; portanto, ele nunca poderá ser de verdade um revolucionário. E o fato de que ele duvida de tudo realmente o atrapalha quando quer fazer alguma denúncia. Pois toda denúncia implica alguma espécie de doutrina moral; e o revolucionário moderno duvida não apenas da instituição que denuncia, mas também da doutrina pela qual faz a denúncia. Assim, ele escreve um livro queixando-se de que a opressão imperialista insulta a pureza das mulheres; e depois escreve outro (sobre o problema do sexo) no qual ele mesmo a insulta. Ele amaldiçoa o sultão pela perda da virgindade de garotas cristãs; e depois amaldiçoa a sra. Grundy pela preservação dela. Como político, ele grita que toda guerra é um desperdício de vida; e depois, como filósofo, grita que toda vida é um desperdício de tempo.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/3tlacpq" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="293" height="572" class="wp-image-6231" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Ortodoxia_MundoCristao_GKChesterton.jpg" alt="Obra &quot;Ortodoxia&quot;, escrita por G. K. Chesterton (1874–1936). Publicada pela Mundo Cristão, sob ISBN-13 : 978-8543302751."></a>Um pessimista russo denunciará um político por matar um camponês; e depois, pelos mais elevados princípios filosóficos, provará que o camponês deveria ter-se suicidado. Alguém denuncia o casamento como uma mentira; e depois denuncia os libertinos aristocráticos por tratarem essa mesma instituição como uma mentira. Alguém chama a bandeira de bugiganga; e depois acusa os opressores da Polônia ou da Irlanda de terem suprimido aquela bugiganga. O adepto dessa escola primeiro participa de uma reunião política, na qual se queixa de que os selvagens são tratados como se fossem animais; depois apanha o chapéu e o guarda-chuva e vai para uma reunião científica, na qual prova que eles são praticamente animais.</p>



<p>Em resumo, o revolucionário moderno, sendo um cético sem limites, está sempre ocupado em minar suas próprias minas. No seu livro sobre política ele ataca os homens por espezinharem a moralidade; no seu livro sobre ética ele ataca a moralidade por espezinhar os homens. Portanto, o homem moderno em estado de revolta tornou-se praticamente inútil para qualquer propósito da revolta. Rebelando-se contra tudo, ele perdeu o direito de rebelar-se contra qualquer coisa específica.</p>



<p>Pode-se acrescentar que é possível observar o mesmo vazio e falência em todos os tipos ferozes e terríveis de literatura, especialmente na sátira. A sátira pode ser maluca e anárquica, mas ela pressupõe a aceitação da autoridade de certas coisas sobre outras; pressupõe um padrão. Quando criancinhas da rua riem-se da obesidade de algum distinto jornalista, elas estão inconscientemente adotando um padrão de escultura grega. Estão apelando para o Apolo de mármore. E o curioso desaparecimento da sátira de nossa literatura é um exemplo das coisas cruéis que estão desaparecendo pela falta de qualquer princípio contra o qual se possa ser cruel.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">3. Capítulo VII: <em>A eterna revolução</em></h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">Dizem que outrora julgávamos certo comer seres humanos, o que não é verdade; mas não estou aqui preocupado com a história dessas pessoas, que é altamente anti-histórica. De fato, a antropofagia é com certeza uma coisa decadente, não uma coisa primitiva. É muito mais provável que o homem moderno coma carne humana por afetação do que o homem primitivo a tenha comido por ignorância. Estou aqui apenas seguindo as linhas gerais de sua argumentação, que consiste em defender que o homem tornou-se progressivamente mais clemente, primeiro com os cidadãos, depois com os escravos, depois com os animais e depois (presumivelmente) com as plantas.</p>



<p>Acho errado sentar-me em cima de um homem. Em breve, vou achar errado sentar-me sobre um cavalo. No fim (suponho) vou achar errado sentarme numa cadeira. Essa é a tendência da argumentação. E a seu favor pode-se dizer que é possível falar dela em termos de evolução ou progresso inevitável. Uma tendência constante de tocar cada vez menos coisas poderia — a gente sente — ser uma simples tendência inconsciente básica, como a tendência de uma espécie a ter cada vez menos filhos. O impulso pode realmente ser evolucionário, porque é estúpido.</p>



<p>O darwinismo pode ser usado para apoiar duas moralidades insanas, mas não pode ser usado para apoiar uma que seja sadia. O parentesco e a competição de todas as criaturas vivas podem ser utilizados como motivos para alguém ser insanamente cruel ou insanamente sentimental, mas não para alimentar um amor sadio pelos animais. Com base na evolução, você pode ser desumano ou absurdamente humano; mas não pode ser um ser humano. O fato de você e um tigre serem a mesma coisa pode ser motivo para ser gentil com o tigre. Ou então pode ser motivo para ser tão cruel como o tigre. Um jeito é treinar o tigre a imitar você; outro jeito mais rápido é você imitar o tigre. Mas em nenhum desses casos a evolução lhe diz como tratar o tigre racionalmente, isto é, admirando-lhe as listras e evitando-lhe as garras.</p>



<p>Se você quer tratar um tigre racionalmente, precisa retroceder ao jardim do Éden. Pois o obstinado lembrete continuava a repetir-se: apenas o sobrenatural pode assumir uma visão sadia da natureza. A essência de todo panteísmo, evolucionismo e religião cósmica moderna está realmente nesta proposição: que a natureza é a nossa mãe. Infelizmente, se você considerar a natureza como mãe, vai descobrir que ela é madrasta. O ponto principal do cristianismo era este: que a natureza não é a nossa mãe: a natureza é nossa irmã. Podemos sentir orgulho de sua beleza, uma vez que temos o mesmo pai; mas ela não tem autoridade sobre nós; temos de admirá-la, não de imitá-la.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Extraído da obra: “<a href="https://amzn.to/3tlacpq" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Ortodoxia</a>”, escrita por  <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a> (1874 – 1936).<br>Publicada pela editora <a href="https://www.mundocristao.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mundo Cristão</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number" data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8543302751.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa: “<em>The Laughing Philosopher, G. K. Chesterton</em>”, por <a href="https://www.mutualart.com/Artist/Galbraith-O-leary/E6A72F996F85B4AA/Artworks" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Galbraith O&#8217;Leary</a>.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h3>



<br>



<section id="gmbb1d252" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmbb1d252 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em><br></a>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a><br>Por Rodrigo Gurgel</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a><br>Por Fabio Blanco</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<br>
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		<title>Viagem de um ao mesmo lugar</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 May 2021 03:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=7883</guid>

					<description><![CDATA[<p>Alguém que me pareceu ser um viajante, a julgar pelas aparências, aproximou-se de mim e indagou-me: “Qual é o caminho mais curto para se ir de um lugar ao mesmo lugar?”<br />
— Certamente, respondi, é permanecer no mesmo lugar.<br />
— De modo algum, replicou. O caminho mais curto para se ir de um lugar ao mesmo lugar é dar volta ao mundo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Nós estamos todos no mesmo barco, em um mar tempestuoso.</em><br><em>Devemos um ao outro uma lealdade terrível e trágica.</em>”,<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. Chesterton (1874 – 1936).</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Alguém que me pareceu ser um viajante, a julgar pelas aparências, aproximou-se de mim e indagou-me: “Qual é o caminho mais curto para se ir de um lugar ao mesmo lugar?”</p>



<p>O sol ocultava-se atrás de sua cabeça, de modo que não pude decifrar-lhe o rosto.</p>



<p>— Certamente, respondi, é permanecer no mesmo lugar.</p>



<p>— De modo algum, replicou. O caminho mais curto para se ir de um lugar ao mesmo lugar é dar volta ao mundo.</p>



<p>E foi-se.</p>



<p>White Wynd vivia com a família na Fazenda Branca, ao pé do rio. Ali mesmo nasceu, cresceu e contraiu casamento. A Fazenda era cercada pelo rio por três lados, como um castelo. No quarto havia estábulos e além dos estábulos uma horta, e além da horta um pomar, e além do pomar um muro baixo, e além do muro uma estrada, e além da estrada um pinheiral, e além do pinheiral um campo de trigo, e além o campo de montanhas furando o céu, e além… mas não devemos, a despeito da tentação, catalogar o mundo inteiro. White Wynd não conhecia outro lar senão o seu. O seu mundo estava confinado àquelas paredes. O céu era o telhado.</p>



<p>Tudo isso é que torna tão estranho o seu procedimento.</p>



<p>Nos últimos anos ele já raramente transpunha a soleira da porta. A indolência deixava-o inquieto e mal humorado. Vivia ansiando pelo próximo momento.</p>



<p>A esposa e os filhos, muito embora fossem ótimas pessoas, eram os que mais sofriam com as mudanças de seu temperamento. Mesmo para eles seu coração tornara-se árido e amargo. Recordava-se, confusamente, dos dias difíceis de luta pelo pão, quando, regressando à noite do trabalho, via sua casa brilhar como ouro, como se estivesse povoada de anjos. Mas a lembrança esfumava-se como um sonho.</p>



<p>Cada dia que passava sentia-se mais capaz de compreender outros lares, menos o seu. O seu era apenas uma casa. A nostalgia tomara conta dele, fechando-lhe os olhos e os ouvidos.</p>



<p>Alguma coisa, enfim, se passava dentro dele: um vulcão; um terremoto; um eclipse; uma aurora; um dilúvio; um apocalipse. Não será o apelo a palavras grandiosas que nos desvendará o mistério de seu coração.</p>



<p>Muitas e muitas vezes a manhã surpreendera a pequena família reunida na cozinha para a primeira refeição. Na última vez o pai, interrompendo o café, falou cismadoramente:</p>



<p>— Aquele campo verde, brilhando ao sol, como que me lembra um campo de meu próprio lar.</p>



<p>— Seu próprio lar? perguntou a esposa. Esse é o seu lar.</p>



<p>White Wynd ergueu-se e sua figura parecia cobrir toda a sala. Apanhou o chapéu e o bordão, cobertos de pó.</p>



<p>— Pai! exclamou um dos filhos. Aonde vai?</p>



<p>— Para casa.</p>



<p>— Como assim? Se esta é sua casa. Aonde vai, pai?</p>



<p>— Para a Fazenda Branca, ao pé do rio</p>



<p>— Mas é esta!</p>



<p>Ele as olhava tranquilamente quando a filha mais velha leu a verdade nos seus olhos.</p>



<p>— Oh! Ele está louco, gritou.</p>



<p>E enterrou o rosto nas mãos.</p>



<p>White Wynd falava calmamente.</p>



<p>— Você, acrescentou dirigindo-se à filha, você me lembra um pouco a minha primogênita… mas não tem o mesmo olhar dela, aquele olhar que era como uma benção depois do trabalho.</p>



<p>— Senhora, disse, voltando-se cortesmente para a esposa boquiaberta, agradeço-lhe a hospitalidade, mas receio que já haja abusado muito dela. E meu lar…</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><img loading="lazy" decoding="async" width="619" height="354" class="wp-image-7889" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/TheGardenMonet_Peq.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)."></a>— Pai! Pai! responde-me. Não é este o seu lar?</p>



<p>O velho brandiu o bordão no ar.</p>



<p>— Os portais estão cobertos de teias de aranha e as paredes estão marcadas pelas chuvas. As portas dobram-me e as vigas esmagam-me. Só há ninharia, disputa e rancores atrás dessas rótulas onde tenho vivido há tanto tempo. Lá na casa onde nasci, longe do mundo, há pão e água, fogo e roupa, e todos os mistérios e artifícios do amor. Há descanso para os pés fatigados e rostos tranquilos para repouso dos corações famintos.</p>



<p>— Onde? Onde?</p>



<p>— Na Fazenda Branca, ao pé do rio.</p>



<p>E atravessou a porta, o sol brilhando-lhe na face. E os moradores da Fazenda Branca olharam-se com espanto.</p>



<p>White Wynd, na ponte de madeira sobre o rio, sentiu o mundo a seus pés. Um grande vento veio-lhe ao encontro, do outro lado do céu (da terra de maravilhosos revérberos). Quem pode saber o que significa para o homem o efeito do primeiro vento soprando em campo aberto? Ele, pelo menos, sentia-se como se Deus houvesse puxado sua cabeça para trás e beijando-lhe a fronte.</p>



<p>Wynd gastara-se no repouso, sem saber que o remédio está no sol, no vento e no próprio corpo. Estava propenso a acreditar que usava agora a bota de sete léguas.</p>



<p>Ia para casa. A Fazenda Branca devia estar atrás de cada bosque e além de cada montanha. Procurava-a como procuramos o país das fadas, em cada volta do caminho. Só não a buscava numa direção, lá onde, a uma milha atrás, erguia-se a Fazenda Branca, fulgurando contra o céu brumoso da manhã.</p>



<p>Sentia-se como um gigante comparado com os dentes-de-leão e os grilos ao seu redor. É um velho costume nosso medir-nos pelas montanhas. Todo objeto pode ser infinitamente grande como infinitamente pequeno. E Wynd cresceu como um crucificado na sua incontida grandeza.</p>



<p>— Ó Deus, vós que me criastes e a todas as coisas, ouvi quatro cantos de louvor. Um por meus pés, que fizestes fortes e ligeiros sobre vossas margaridas; um por minha cabeça, que vós erguestes e coroastes acima dos quatro cantos do céu; um por meu coração, que fizestes igual ao coração dos anjos entoando a vossa glória. E um por aquela nuvenzinha pálida ao longe, sobre as colinas.</p>



<p>E White sentiu-se como um novo Adão recentemente criado. Era o senhor de todas as coisas, inclusive do sol e das estrelas.</p>



<p>Devia ser uma epopéia a história da viagem de White Wynd. Ele viveu esquecido e esmagado nas grandes cidades. Contudo não esmoreceu. Trabalhou nas pedreiras, nas docas de todos os países por onde passou. Viveu inúmeras existências, como uma alma errante. Até entre vagabundos, forçados, marinheiros e pescadores. Cada um contou-lhe o acontecimento decisivo de sua vida. Até o homem alto e magro, de olhos iguais a duas estrelas, estrelas de uma velha obstinação.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><img loading="lazy" decoding="async" width="489" height="274" class="wp-image-7892" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GizDeCera_Peq.jpg" alt=""></a>Mas ele nunca se desviou dos limites da terra. Uma tarde suave de verão, todavia, sucedeu-lhe a coisa mais estranha de toda a viagem. Esforçava-se penosamente para galgar uma enorme duna, que tudo ocultava, como se fosse a própria cúpula do mundo, quando, de súbito, invadiu-o uma sensação estranha. Olhou para trás a ver se descobria qualquer sinal de fronteira, pois a sua sensação era de quem acabasse de ingressar no país das fadas. Com o espírito abrasado por novos sentimentos, assaltado por lembranças confusas, marchou penosamente no topo da colina. O sol no ocaso raiava na sua glória universal. Entre ele e o sol, à altura dos campos, uma como nuvem branca surgiu ante seus olhos marejados. Não, não era uma nuvem. Era um palácio de mármore. Não, era a Fazenda Branca, ao pé do rio.</p>



<p>Chegara ao fim do mundo. Todo lugar na terra é o começo ou o fim, segundo o coração do homem. Eis a vantagem de se viver num planeta esférico.</p>



<p>Anoitecia. Toda a extensão da terra onde estava fundira-se em ouro. A relva transformara-se em fogo sob seus pés. White Wynd estava tão quieto que os pássaros pousaram no seu bordão.</p>



<p>A terra inteira na sua glória parecia rejubilar-se com a volta do homem pródigo, os pássaros reconheciam-no. A própria Natureza estava na posse do seu segredo, o homem que tinha viajado de um lugar para o mesmo lugar.</p>



<p>Apoiou-se com fadiga no cajado. E mais uma vez ergue a sua voz.</p>



<p>— Ó Deus, vós que me criastes e a todas as coisas, ouvi quatro cantos de louvor. Primeiro por meus pés, que estão feridos e vagarosos, agora que se aproximam de minha casa. Um por minha cabeça, que está derreada e encanecida, agora que a coroastes com o sol. Um por meu coração, porque lhe ensinastes na tristeza e na esperança sempre adiada, que é a estrada que faz a casa. E um pelas margaridas a meus pés.</p>



<p>Desceu a encosta da colina e penetrou no pinheiral. Os raios vermelhos e dourados do sol agonizante derramavam-se sobre as casas da fazenda e os galhos verdes das macieiras. Era agora o seu lar. Mas ele só ficou sendo o seu lar depois de o ter abandonado. Só agora que voltava de uma longa viagem. Era o Filho Pródigo.</p>



<p>Saiu do pinheiral e atravessou a estrada. Transpôs o muro baixo, errou através do pomar e da horta, passou pelos estábulos dos animais. E no pátio de pedra viu sua mulher puxando água.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G.</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K.</span> Chesterton</a> (1874 – 1936).</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota do editor:</strong><br><br>A imagem associada a esta postagem ilustra recorte da obra “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="''House Near River'', em português: ''Casa próxima do rio''."><em>House Near River</em></span>”, criada pelo pintor estadunidense&nbsp;<a href="https://thomaskinkade.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Thomas Kinkade</a> (1958 – 2012).</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h2>



<br>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em><br></a>Por G. K. Chesterton</p>
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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
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</div></div>



<div id="col-gm92f77b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm92f77b gutentor-carousel-item"><div id="section-gm92f77b" class="section-gm92f77b gutentor-col-wrap">
<div id="section-ga19a22" class="wp-block-gutentor-e6 section-ga19a22 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gmcb70b0" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmcb70b0 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmcb70b0" class="section-gmcb70b0 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g93bf02" class="wp-block-gutentor-e6 section-g93bf02 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm536c3a" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm536c3a gutentor-carousel-item"><div id="section-gm536c3a" class="section-gm536c3a gutentor-col-wrap">
<div id="section-gf020a2" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf020a2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gmf9d630" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf9d630 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf9d630" class="section-gmf9d630 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g8541ab" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8541ab gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gme24964" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme24964 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme24964" class="section-gme24964 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g316250" class="wp-block-gutentor-e6 section-g316250 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<item>
		<title>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 03:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Júlio César]]></category>
		<category><![CDATA[Napoleão]]></category>
		<category><![CDATA[Napoleão Bonaparte]]></category>
		<category><![CDATA[Ortodoxia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você consultasse sua experiência profissional em vez de sua horrível filosofia individualista, saberia que acreditar em si mesmo é uma das marcas mais comuns de um patife. Atores que não sabem representar acreditam em si mesmos; e os devedores que não vão pagar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Cada um fala da opinião pública, entendendo por isso a opinião pública, menos a sua.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G.</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K.</span> <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 – 1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Pessoas completamente mundanas nunca entendem sequer o mundo; elas confiam plenamente numas poucas máximas cínicas não verdadeiras. Lembro-me de que, certa vez, fiz um passeio com um editor de sucesso, e ele fez uma observação que eu ouvira muitas vezes antes; é, na verdade, quase um lema do mundo moderno. Todavia, eu ouvi essa máxima cínica mais uma vez e não me contive: de repente vi que ela não dizia nada. Referindo-se a alguém, disse o editor: “Aquele homem vai progredir; ele acredita em si mesmo”.</p>



<p>Lembro-me de que, quando levantei a cabeça para escutar, meus olhos se fixaram num ônibus no qual estava escrito “Hanwell”. <sup><a href="#Nota01" id="ContemNota01"><strong>1</strong></a></sup> Disse-lhe eu então: “Quer saber onde ficam os homens que acreditam em si mesmos? Eu sei. Sei de homens que acreditam em si mesmos com uma confiança mais colossal do que a de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Napoleão Bonaparte (1769 - 1821). Antecedido por Luiz XVI, e sucedido por Luiz XVII.">Napoleão</span> ou <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Caio Júlio César (100 a. C. - 44 a. C.): líder político romano que foi fundamental para a transformação de Roma em um dos maiores impérios da História.">César</span>. Sei onde arde a estrela fixa da certeza e do sucesso. Posso conduzi-lo aos tronos dos super-homens. Os homens que realmente acreditam em si mesmos estão todos em asilos de lunáticos”.</p>



<p>Ele disse calmamente que, no fim das contas, havia um bom número de homens que acreditavam em si mesmos e que não eram lunáticos internados em asilos. “Sim, certamente”, retruquei, “e você mais do que ninguém deve conhecê-los. Aquele poeta bêbado de quem você não quis aceitar uma lamentável tragédia, ele acreditava em si mesmo. Aquele velho ministro com um poema épico de quem você se escondia num quarto dos fundos, ele acreditava em si mesmo. Se você consultasse sua experiência profissional em vez de sua horrível filosofia individualista, saberia que acreditar em si mesmo é uma das marcas mais comuns de um patife. Atores que não sabem representar acreditam em si mesmos; e os devedores que não vão pagar. Seria muito mais verdadeiro dizer que um homem certamente fracassará por acreditar em si mesmo. Total autoconfiança não é simplesmente um pecado; total autoconfiança é uma fraqueza. Acreditar absolutamente em si mesmo é uma crença tão histérica e supersticiosa como acreditar em Joanna Southcote: <sup><a href="#Nota02" id="ContemNota02"><strong>2</strong></a></sup> quem o faz traz o nome ‘Hanwell’ escrito no rosto com a mesma clareza com que ele está escrito naquele ônibus”.</p>



<p>A tudo isso meu amigo editor deu esta profunda e eficaz resposta: “Bem, se um homem não acredita em si mesmo, em que vai acreditar?”. Depois de uma longa pausa eu respondi: “Vou para casa escrever um livro em resposta a essa pergunta”. Este é o livro que escrevi para responder-lhe.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Extraído da obra: “<a href="https://amzn.to/3tlacpq" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Ortodoxia</a>”, escrita por  <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a> (1874 – 1936).<br>Publicada pela editora <a href="https://www.mundocristao.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mundo Cristão</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8543302751.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color">Notas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>Nome de um asilo para loucos. <a href="#ContemNota01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li><span id="Nota02"></span>Joanna Southcote (1750 &#8211; 1814) se dizia virgem e grávida do novo Messias, e chegou a ter muitos seguidores. <a href="#ContemNota02"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>O título desta postagem (“<em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em>”) foi atribuído por nossa editoria com base no último parágrafo do excerto.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h2>



<br>



<section id="gm0bc0f87" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm0bc0f87 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g30f169" class="wp-block-gutentor-e6 section-g30f169 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em><br></a>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gmef6d45" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmef6d45 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmef6d45" class="section-gmef6d45 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9f6c2f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9f6c2f gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm432123" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm432123 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm432123" class="section-gm432123 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-ga19d5c" class="wp-block-gutentor-e6 section-ga19d5c gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gmbd03b9" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbd03b9 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbd03b9" class="section-gmbd03b9 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g8926b5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8926b5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Taxi-Jaune.jpg" alt="Obra: &quot;Taxi-Jaune&quot; (2019), por Gilles Clairin." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a><br>Por Rodrigo Gurgel</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a><br>Por Fabio Blanco</p>
</div></div>



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<div id="section-g87e8e5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g87e8e5 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm7d23ae" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7d23ae gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7d23ae" class="section-gm7d23ae gutentor-col-wrap">
<div id="section-g576ac1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g576ac1 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
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<div id="col-gm314c6e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm314c6e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm314c6e" class="section-gm314c6e gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
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<div id="col-gm7a8cfe" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7a8cfe gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7a8cfe" class="section-gm7a8cfe gutentor-col-wrap">
<div id="section-g1d9119" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1d9119 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gmaf2101" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmaf2101 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmaf2101" class="section-gmaf2101 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gb677db" class="wp-block-gutentor-e6 section-gb677db gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>Tremendas trivialidades</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 03:59:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Kipling]]></category>
		<category><![CDATA[Mr. Rudy ard Kipling]]></category>
		<category><![CDATA[Vaidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim é a história de Pedro e Paulo, que contém todas as qualidades de um conto de fadas moderno, inclusive a de ser totalmente imprópria para crianças. É propositalmente cheia de sutileza e segundas intenções.</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/">Tremendas trivialidades</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Excertos do livro: “<a href="https://amzn.to/3t4OwTE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tremendas trivialidades</a>”, escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G.</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K.</span> Chesterton</a> (1874 – 1936).<br>Publicado pela <a href="http://ecclesiae.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Editora Ecclesiae</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span> 9788563160218.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Era uma vez dois meninos que viviam principalmente no jardim da frente, pois sua vila era de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="G. K. Chesterton faz alusão com espécie de condomínios construídos a partir do final do século XVIII nas regiões industriais da Inglaterra.">tipo projetado</span>. O jardim da frente tinha aproximadamente o mesmo tamanho da mesa de jantar; consistia em quatro faixas de cascalho, um quadrado de grama com alguns misteriosos pedaços de cortiça no centro e um canteiro de flores com uma fileira de margaridas vermelhas. Uma manhã em que brincavam nesse romântico local, um transeunte, provavelmente o leiteiro, debruçou-se sobre a cerca e entabulou uma conversa filosófica com eles. Os meninos, que chamaremos Paulo e Pedro, estavam, pelo menos, vivamente interessados no que dizia. Pois o leiteiro (que era, devo dizer, uma fada) cumpriu seus deveres de estado oferecendo-lhes como de praxe qualquer coisa que quisessem pedir. E Paulo aceitou a oferta com uma brusquidão pragmática, explicando que sempre quisera ser um gigante que pudesse caminhar entre os continentes e oceanos e visitar o Niágara ou o Himalaia em um passeio de fim de tarde. O leiteiro, tendo retirado do bolso de seu colete uma varinha, agitou-a de maneira apressada e negligente, e num instante a vila modelo com seu jardim em frente era como uma pequena casa de bonecas diante dos colossais pés de Paulo. Ele saiu caminhando com sua cabeça acima das nuvens para visitar o Niágara e o Himalaia. Mas, quando chegou ao Himalaia, descobriu que era bastante pequeno e sem graça, como o pequeno monte de cortiça no jardim; e, quando chegou ao Niágara, viu que não era maior que a torneira aberta no banheiro. Ele caminhou ao redor do mundo por vários minutos tentando encontrar algo realmente grande e achando tudo pequeno, até que, de puro aborrecimento, deitou-se sobre cinco ou seis <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pradaria ou relvado é uma planície vasta e aberta onde não há árvores nem arbustos, com capim baixo em abundância.">pradarias</span> e adormeceu. Infelizmente sua cabeça estava logo ao lado da cabana de um caipira intelectual que saiu naquele momento com um machado em uma mão e um livro de filosofia neocatólica na outra. O homem olhou para o livro e em seguida para o gigante, e a seguir para o livro novamente. E o livro dizia: “<em>Pode-se afirmar que o mal do orgulho consiste em estar fora de proporção com o universo</em>”. Então o caipira pôs de lado o livro, pegou seu machado e, trabalhando oito horas por dia por aproximadamente uma semana, cortou a cabeça do gigante, e esse foi o seu fim.</p>



<p>Essa é a dura, porém salutar história de Paulo. Mas Pedro, curiosamente, fez o pedido exatamente inverso: disse que sempre quisera ser um pigmeu de cerca de meia polegada; e é claro que imediatamente se tornou um. Quando a transformação acabou ele se encontrou no meio de uma imensa planície coberta com uma alta floresta verde e acima da qual a intervalos estranhos se elevavam árvores, cada uma com uma copa semelhante ao sol em pinturas simbólicas, com gigantescos raios prateados e um enorme centro de ouro. No meio dessa pradaria erguia-se uma montanha de forma tão romântica e impossível, e mesmo assim de uma predominância e altura tão sólidas, que parecia algum incidente do fim do mundo. E ao longe no horizonte via-se o limite de outra floresta, mais alta e ainda mais misteriosa, de uma terrível cor carmim, como uma floresta eternamente em chamas. Pedro partiu em suas aventuras através daquela planície colorida e até agora não chegou ao fim.</p>



<p>Assim é a história de Pedro e Paulo, que contém todas as mais altas qualidades de um conto de fadas moderno, inclusive a de ser totalmente imprópria para crianças; e, de fato, o motivo pelo qual a apresentei não é infantil, mas cheio de sutileza e segundas intenções. É na verdade o motivo quase desesperado de desculpar ou mitigar as <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Atente: este artigo resume-se em um excerto do livro ''Tremendas trivalidades''.">páginas que se seguem</span>. Pedro e Paulo são as duas influências principais na literatura europeia de hoje, e deve-se permitir que eu apresente minhas próprias preferências no formato mais favorável, mesmo que só o consiga fazer através do que garotinhas chamam contar uma história.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/3t4OwTE" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="343" height="471" class="wp-image-4385" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TremendasTrivialidades.jpg" alt="Capa da obra: “Tremendas trivialidades”. Autor: G. K. Chesterton (1874 – 1936). Tradutor: Mateus Leme. Publicado pela Editora Ecclesiae, sob ISBN: 9788563160218."></a>Quase não há necessidade de dizer que eu sou o pigmeu. A única desculpa para os fragmentos de texto a seguir é que mostram o que pode ser alcançado com uma existência comum e os óculos sagrados do exagero. A outra grande teoria literária, que é basicamente representada na Inglaterra por <span data-tooltip-position="TOP" data-tooltip="Joseph Rudyard Kipling (1865 - 1936) novelista e poeta britânico.">Mr. Rudy ard Kipling</span>, é que nós os modernos voltaremos a alcançar a alegria primitiva espalhando-nos por todo o mundo, acostumando-nos com as viagens e a variedade geográfica, estando em casa em todos os lugares, que é o mesmo que não estar em casa em lugar algum. Admita-se que um homem em uma sobrecasaca é uma visão de partir o coração: os dois sistemas alternativos permanecem. A escola de Mr. Kipling nos aconselha a ir para a África Central para encontrar um homem sem casaca. A escola a que pertenço sugere que olhemos persistentemente para ele até enxergarmos o homem dentro da casaca. Se o encararmos por tempo suficiente, pode até sentir-se levado a tirar sua casaca para nós, e esse seria um cumprimento bem maior do que se tirasse seu chapéu. Em outras palavras, podemos, ao fixar nossa atenção quase ferozmente nos fatos que realmente estão à nossa frente, forçá-los a tornarem-se aventuras, forçá-los a desistir de seu significado e cumprir seu misterioso propósito. O propósito da literatura de Kipling é mostrar quantas coisas extraordinárias um homem pode ver se é ativo e passeia de continente em continente como o gigante em minha história. Mas o objetivo da minha escola é mostrar quantas coisas extraordinárias até mesmo um homem preguiçoso e ordinário pode ver se se dispuser à simples atividade de ver. Com esse propósito, tomei a pessoa mais preguiçosa que conheço, isto é, eu mesmo, e fiz um inútil diário de coisas estranhas com as quais trombei por acidente, ao andar em uma área muito limitada, a um passo muito indolente. Se alguém disser que esses são temas muito pequenos comentados em linguagem muito grandiosa, só poderei cumprimentá-lo graciosamente por ter percebido a piada. Se alguém disser que estou transformando <span data-tooltip-position="TOP" data-tooltip="Tradução literal do original. Em português, equivale à expressão ''Fazer tempestade em copo d'água''.">tocas de toupeiras em montanhas</span>, confessarei com orgulho que é isso mesmo. Não consigo imaginar uma atividade manual mais bem sucedida e produtiva do que transformar tocas de toupeiras em montanhas.</p>



<p>Mas acrescentaria este fato não desprezível de que tocas de toupeiras são montanhas; só é preciso tornar-se um pigmeu como Pedro para descobri-lo.</p>



<p>Tenho minhas dúvidas sobre o valor real do montanhismo, de chegar ao topo de tudo e contemplar tudo do alto. Satanás foi o maior dos guias montanheses, quando levou Jesus para o alto de uma montanha extremamente alta e lhe mostrou todos os reinos do mundo. Mas a alegria de Satanás em subir a um pico não é a alegria pela grandeza, mas a alegria de contemplar a pequenez, pelo fato de que todos os homens parecem insetos a seus pés. É desde o vale que as coisas parecem grandes; é da planície que as coisas parecem altas. Eu sou um filho da planície e não tenho necessidade daquele grande guia montanhês. Erguerei meu olhar para as montanhas, de onde virá o meu auxílio; mas não erguerei minha carcaça às montanhas, a menos que seja absolutamente necessário. Tudo é uma posição da mente, e neste momento estou em uma posição confortável. Vou sentar-me e deixar que as maravilhas e aventuras pousem em mim como moscas. Há muitas delas, garanto. O mundo nunca sofrerá com a falta de maravilhas, mas apenas com a falta da capacidade de se maravilhar.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Extraído da obra: “<a href="https://amzn.to/3t4OwTE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tremendas trivialidades</a>”.<br>Autor: <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G.</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K.</span> Chesterton</a> (1874 – 1936). Tradutor: Mateus Leme.<br>Publicado pela <a href="http://ecclesiae.com.br/">Editora Ecclesiae</a>, sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number.">ISBN</span>: 9788563160218.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota do editor:</strong><br><br>A imagem associada a esta postagem ilustra recorte da obra: “<em><a href="https://www.wikiart.org/en/claude-monet/the-artist-s-family-in-the-garden" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">The Artist&#8217;s Family in the Garden</a></em>”, pelo pintor francês Oscar-Claude Monet (1840 &#8211; 1926).</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h2>



<br>



<section id="gm8cefd28" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm8cefd28 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em><br></a>Por G. K. Chesterton</p>
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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a><br>Por Rodrigo Gurgel</p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a><br>Por Fabio Blanco</p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



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<div id="section-g9b1d77" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9b1d77 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm134798" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm134798 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm134798" class="section-gm134798 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g49ec8c" class="wp-block-gutentor-e6 section-g49ec8c gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm1771d3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1771d3 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1771d3" class="section-gm1771d3 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g03ff0e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g03ff0e gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm2d5bfd" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm2d5bfd gutentor-carousel-item"><div id="section-gm2d5bfd" class="section-gm2d5bfd gutentor-col-wrap">
<div id="section-g3fa08f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g3fa08f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>



<div id="col-gm4f2daf" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm4f2daf gutentor-carousel-item"><div id="section-gm4f2daf" class="section-gm4f2daf gutentor-col-wrap">
<div id="section-ga596d1" class="wp-block-gutentor-e6 section-ga596d1 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a><br>Por G. K. Chesterton</p>
</div></div>
</div></div></section>



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