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	<title>Gustavo Nogy, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Apr 2026 03:04:59 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Gustavo Nogy, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Saudades dos cigarros que nunca fumarei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Nogy]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 03:04:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[Cigarro]]></category>
		<category><![CDATA[George Orwell]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Béraud]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Hawking]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu, quando criança, confesso: fumei chocolates e cometi genocídios com brinquedos. Eu sabia que adultos fumavam cigarros de verdade e homens carregavam armas de verdade. E, curiosamente, era muito claro: adultos fumavam porque, sendo adultos, podiam fumar, fizesse mal ou não; homens carregavam armas por duas razões muito evidentes...”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/saudades-dos-cigarros-que-nunca-fumarei/">Saudades dos cigarros que nunca fumarei</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">“<em>Se o pensamento corrompe a linguagem,</em><br><em>a linguagem também pode corromper o pensamento.</em>”<br><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="George Orwell (1903–1950) é pseudônimo do escritor inglês Eric Arthur Blair.">George Orwell</span> (1903–1950)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Houve um tempo, há não muito tempo, em que um garotinho negro marotamente fumando (comendo) um cigarro (confeito) de chocolate ao leite não passava mesmo disso: um garotinho negro marotamente fumando um cigarro de chocolate ao leite. Acreditem: eu mesmo fumei o chocolate. Hoje, não mais. Hoje, o garotinho negro marotamente fumando um cigarro de chocolate ao leite significa: a sórdida propaganda capitalista de um menino afrodescendente em situação de risco a imitar, inocentemente, o não menos sórdido hábito capitalista de inalar duas mil substâncias tóxicas que o vão, curto prazo, levar inevitavelmente à impotência, ao câncer e à morte. Pior: a um quadro televisivo com a gárgula vestida de branco que atende pelo nome de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antônio Drauzio Varella é um médico, oncologista, cientista e escritor brasileiro. Formado pela Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado em 2° lugar, é conhecido por popularizar a informação médica no Brasil, através de aparições em programas de rádio, TV e pela Internet, com um site e canal no YouTube.">Drauzio Varella</span>.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="436" height="528" class="wp-image-27827" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/04/CigarrinhosPanDeChocolateAoLeite.jpg" alt="Cigarrinhos Pan de Chocolate ao Leite">Estatísticas provam. Estatísticos — dedo em riste! — asseveram: todos os fumantes morrerão. Incrível, nunca havia pensado nisso. Mas nunca havia pensado também noutra coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca havia pensado no quanto, de repente, governos de todo o mundo, governantes de todos os países, burocratas, legisladores, apresentadores de televisão, esportistas, os chamados intelectuais públicos (nojo da expressão), profissionais da medicina — e, claro, o interminável <span data-tooltip="Stephen William Hawking (1942-2018) foi um físico teórico e cosmólogo britânico." data-tooltip-position="top">Stephen Hawking</span>, que sempre está aí pronto para achar qualquer coisa e dizer merda respectiva — resolveram cuidar da minha saúde de forma tão, como direi, paternal. Eles me proíbem aquilo que nem meus pais pensaram proibir. Eles me proíbem aquilo que nem mesmo aquele severíssimo apóstolo ousou proibir: “Experimentai tudo; ficai com o que é bom”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São Paulo que me perdoe, mas não posso mais experimentar certas coisas. Eu, um não-fumante resignado, já estou terminantemente proibido de sequer pensar em desenvolver o hábito. Eu já não posso mais morrer como bem queira. Tenho o estado para cuidar da minha saúde e me proibir o cigarro e — em breve, aguardem — os açúcares e as gorduras. Mas a nicotina, os açúcares e as gorduras são apenas os objetos visíveis de uma proibição muitíssimo mais abrangente, sutil e diabolicamente perigosa: eles, nossos benfeitores, nos querem proibir a linguagem. Eles, zelosos, nos querem proteger de imagens, propagandas e expressões que nos inoculem vícios e nos levem à degradação. Ou à liberdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem de um garoto fingindo fumar o que — todos sabiam, inclusive os garotos — não passava de um confeito de chocolate vale por toda uma declaração de princípios e representa uma época, ou o fim de uma época, em que armas de brinquedo e cigarros de chocolate não eram outra coisa senão brinquedo e chocolate. Eu, quando criança, confesso: fumei chocolates e cometi genocídios com brinquedos. Eu sabia que adultos fumavam cigarros de verdade e homens carregavam armas de verdade. E, curiosamente, era muito claro: adultos fumavam porque, sendo adultos, podiam fumar, fizesse mal ou não; homens carregavam armas por duas razões muito evidentes: ou eram bandidos e queriam ferir os outros, ou eram policiais e deviam nos proteger dos bandidos. Por mais simplória que fosse a solução, me parecia muito bem e os valores estavam claros pra mim e para os outros garotos que eu conhecia, negrinhos ou não (alto lá: afrodescendentinhos ou não!). Engano meu.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gustavonogy/">Gustavo Nogy</a>.<br>Publicado originalmente em 22 de maio de 2012, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Dîner aux Ambassadeurs</em>” (aprox. 1880), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jean Béraud (1849-1935) foi um pintor impressionista francês, conhecido por seus diversos quadros retratando a noite parisiense e da alta sociedade. Inúmeros quadros da Champs Elysees, cafés, Montmartre, com detalhados retratos do cotidiano de Paris durante a era conhecida como ''Belle Époque''.">Jean Béraud</span> (1849–1935). </p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/relatorio-iron-mountain/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ManSmokingPipe_GiovanniMadonini.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Man smoking pipe&quot;, criada pelo pintor italiano Giovanni Madonini (1915 - 1989)"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/relatorio-iron-mountain/">Relatório Iron Mountain</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexandrecosta/">Alexandre Costa</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/jingles-inesqueciveis-mas-evitaveis/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Radio.jpg" alt="Radio"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/jingles-inesqueciveis-mas-evitaveis/">Jingles inesquecíveis, mas evitáveis</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-pn8u841" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-pn8u841 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-pn8u841" class="section-g-pn8u841 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-xow0vpe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-xow0vpe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/breve-historia-do-blue-jeans/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/RebiteDeCalcaJeans.jpg" alt="Calça jeans com foco no rebite"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/breve-historia-do-blue-jeans/">Breve história do blue jeans</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/nelsonribeirofragelli/">Nelson Ribeiro Fragelli</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-ctbvc67" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ctbvc67 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ctbvc67" class="section-g-ctbvc67 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kk2f56s" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kk2f56s gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/edward-bernays-e-o-controle-da-opiniao-publica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/FlautistaDeHamelin_MaxfieldParrish.jpg"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/edward-bernays-e-o-controle-da-opiniao-publica/">Edward Bernays e o controle da opinião pública</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/cristianderosa/">Cristian Derosa</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-ebeq1tw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ebeq1tw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ebeq1tw" class="section-g-ebeq1tw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-im61ms1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-im61ms1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-engenheira-social-inclusa-nas-telenovelas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ControleRemotoTV.jpg"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-engenheira-social-inclusa-nas-telenovelas/">A engenheira social inclusa nas telenovelas</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/diogowaki/">Diogo Waki</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-11hferx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-11hferx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-11hferx" class="section-g-11hferx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-uoe9loo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-uoe9loo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tecnicas-de-manipulacao-psicologica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Cerebro.jpg"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tecnicas-de-manipulacao-psicologica/">Técnicas de manipulação psicológica</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pascalbernardin/">Pascal Bernardin</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-arrogancia-dos-manipulados/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/VaralDeManipulados.jpg" alt="Bonecos de pessoas pendurados em uma espécie de Varal."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-arrogancia-dos-manipulados/">A arrogância dos manipulados</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-umah1vs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-umah1vs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/truque-dos-tres-estagios-e-seis-passos-para-aprovar-uma-proposta-absurda/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/OsTrapaceiros.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Os trapaceiros&quot;. Pintura do artista barroco italiano Michelangelo Merisi da Caravaggio (1671 - 1610)."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/truque-dos-tres-estagios-e-seis-passos-para-aprovar-uma-proposta-absurda/">“Truque dos três estágios” e “Seis passos para aprovar uma proposta absurda”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexandrecosta/">Alexandre Costa</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ssqpa11" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ssqpa11 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/mentiras-sinceras-me-interessam/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/VoluntaryHumanExtinction.jpg" alt="Movimento da Extinção Humana Voluntária (VHEMT)"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/mentiras-sinceras-me-interessam/">Mentiras sinceras me interessam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gustavonogy/">Gustavo Nogy</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>Mentiras sinceras me interessam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Nogy]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2020 04:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Le U. Knight]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento da Extinção Humana Voluntária]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Ordem Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[VHEMT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Le U. Knight, um dos fundadores do amistoso Movimento da Extinção Humana Voluntária (VHEMT), conscienciosamente prega o homeopático desaparecimento da raça humana, para o bem do planeta e das capivaras.</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/mentiras-sinceras-me-interessam/">Mentiras sinceras me interessam</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">“<em>A loucura, em um sentido sério e importante, é a permanência não crítica de seu próprio projeto.</em>”,<br>Gabriel Liiceanu: Filósofo romeno.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Eu sinceramente gostaria de saber, mas confesso que não sei. Eu não sei o que se passa na cabeça dos nossos amigos ambientalistas. Se alguém souber, por favor, enviar mensagem para. Agradecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os ilustres filhos de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Personagem fictício do romance ''As Aventuras de Pinóquio'', de Carlo Collodi.">Geppetto</span>, o homem (branco, heterossexual, católico e, de preferência, norte-americano) é responsável direto por um fenômeno tremendo chamado aquecimento global. Todo mundo já ouviu falar dele. As pessoas sentem hoje os calores que os mais lúgubres dos futurólogos preveem para daqui a cinquenta anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal aquecimento, por sua vez, é efeito da degradação ilimitada e irresponsável que nós, homens, nós, capitalistas, nós, ocidentais, nós todos, enfim, que não somos ambientalistas e não dirigimos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="ONG: Organização Não Governamental.">ONG’s</span> nem captamos recursos públicos e privados provocamos irremediavelmente à natureza. De maneira geral, o coro é bastante pessimista: o fenômeno é irreversível; resta-nos não acelerar as coisas. O mundo caminha, a passos largos, para o fim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais animados com a desgraça – como não poderia deixar de ser – têm a solução: controle drástico no consumo de energia. Mais: controle drástico no consumo, seja qual for. E concluem, com o inevitável corolário: a melhor maneira de se consumir menos é que menos pessoas consumam. Portanto, o controle do consumo passa, inexoravelmente, pelo controle demográfico: <a href="https://culturadefato.com.br/tag/aborto/">aborto</a> (incluindo a modalidade <em>pós nascimento</em> e a eufemística <em>antecipação terapêutica do parto</em>, para os nascituros <em>pouco aptos</em>, seja lá o que isso signifique); controle compulsório de natalidade (união homo afetiva como um dos métodos de eficácia comprovada, nesta que é uma das causas mais caras à nova ordem global: a dissolução da ideia tradicional de família); incentivos entusiasmados à eutanásia; um tal de <em>direito ao suicídio</em> e outras amenidades. A utopia, como sempre, nobilíssima: é preciso preservar a natureza para as gerações futuras.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="http://www.vhemt.org/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><img decoding="async" class="wp-image-4752" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/LogoVHET.jpg" alt="Logo Voluntary Human Extinction (VHEMT)"></a>É preciso preservar a natureza para as gerações futuras que, naturalmente, não virão. É preciso preservar os recursos naturais para aquelas centenas de milhares de crianças abortadas anualmente no mundo todo. E é preciso guardar recursos ilimitados para os outros milhões de crianças que generosamente deixarão de nascer para que seus pobres pais possam planejar uma viagem a mais para um “paraíso sexual-democrata” qualquer, tudo isso sem, é claro, o estorvo dos avós cujas máquinas serão desligadas prontamente, tão logo comecem os primeiros espirros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exagero? Não, não exagero. <a href="http://www.vhemt.org/les.htm" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Le U. Knight</a>, um dos fundadores do amistoso Movimento da Extinção Humana Voluntária (<a href="http://www.vhemt.org/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="VHEMT: Voluntary Human Extinction Movement.">VHEMT</span></a>), conscienciosamente <a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/cada-pessoa-nova-e-um-fardo-para-o-planeta-diz-movimento-da-extincao.html" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">prega o homeopático desaparecimento da raça humana, para o bem do planeta e das capivaras</a>. Acho muito bem. Eu começaria pelo dito cujo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu começaria pelo dito cujo que não percebe a enormidade do que diz: o planeta seria melhor sem nós. Capivaras que me perdoem a sinceridade, mas a capacidade de se estabelecer juízos de valor, de sequer considerar se a natureza deve ser preservada ou não é uma capacidade especificamente humana. Sem a nossa maldita raça, a ideia mesma de que algo seja bom ou ruim para a natureza não faz rigorosamente sentido algum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada mais razoável que os recursos naturais sejam explorados com prudência e responsabilidade, estou de acordo. Mas, alto lá: precisamente porque há humanos aqui. Para o bem e, vai-se fazer o quê, para o mal.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gustavonogy/">Gustavo Nogy</a>.<br>Publicado originalmente no <em>website</em> <a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a>, em 19 de junho de 2012.</p>



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