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	<title>Hugo de São Vitor, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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		<title>Excerto da obra “Meditar e aprender”, de Hugo de São Vítor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo de São Vitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 22:28:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O princípio do aprendizado é a humildade, sobre a qual muitas coisas têm sido escritas. Ao estudante são especialmente apropriadas as três seguintes. Primeira, que ele não tenha como desprezível nenhuma ciência ou escritura. Segunda, que não o envergonhe aprender de ninguém. Terceira, quando tiver alcançado uma ciência, que não despreze os que não a possuem.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/excerto-da-obra-meditar-e-aprender-de-hugo-de-sao-vitor/">Excerto da obra “Meditar e aprender”, de Hugo de São Vítor</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O mais sábio é aquele que sabe que não sabe.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Sócrates (470 a. C. ou 469 a. C. - 399 a. C.). foi filósofo da Grécia antiga, o primeiro pensador do trio de antigos filósofos gregos, que incluía Platão e Aristóteles, a estabelecer os fundamentos filosóficos da cultura ocidental. ''Conhece-te a ti mesmo'' é a essência de todo seu ensinamento.">Sócrates</span> (470 a. C. ou 469 a. C. &#8211; 399 a. C.)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O princípio do aprendizado é a humildade, sobre a qual muitas coisas têm sido escritas. Ao estudante são especialmente apropriadas as três seguintes. Primeira, que ele não tenha como desprezível nenhuma ciência ou escritura. Segunda, que não o envergonhe aprender de ninguém. Terceira, quando tiver alcançado uma ciência, que não despreze os que não a possuem.</p>



<p>Muitos se enganam porque querem parecer sábios antes do tempo, e acabam por ter vergonha de aprender com os outros o que ainda não sabem. Tu, porém, meu filho, de boa vontade aprende de todos o que não sabes. Serás, assim, o mais sábio de todos se de todos quiseres aprender. Quem recebe de todos é o mais rico de todos.</p>



<p>Não tenhas por vil nenhuma ciência, pois toda ciência é boa. Não desprezes nenhuma escritura ou, pelo menos, nenhuma lei que estiver à disposição. Se nada ganhares com isso, também nada perderás. Como disse o Apóstolo: <em>Omnia legentes, quae bona sunt tenentes</em> (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/1ts/5/21-23" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">1Ts 5, 21</a>) <strong><sup><a href="#Nota01" id="Ref01">1</a></sup></strong>.</p>



<p>O bom estudante deve ser humilde e manso, inteiramente alheio às preocupações mundanas e às tentações dos prazeres, e disposto a aprender de todos com boa vontade. Que ele nunca tenha sua ciência em alta conta, nunca queira parecer sábio, mas sê-lo. Que busque as sentenças dos sábios e procure ardentemente ter sempre a sua imagem diante dos olhos da mente, como em um espelho.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Aos estudantes três coisas são necessárias</h2>



<br>



<p>Três coisas são necessárias aos estudantes: a natureza, o exercício e a disciplina. Pela natureza ele deve perceber com facilidade o que foi ouvido e reter firmemente o que foi percebido. Pelo exercício ele deve cultivar a inclinação natural pelo trabalho e esmero. Pela disciplina ele deve harmonizar os hábitos com o conhecimento, vivendo de modo louvável.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Tenha em alta conta o engenho e a memória</h2>



<br>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/4c2RzMn" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="412" height="629" class="wp-image-22202" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/07/MeditarAprender_HugoSaoVitor.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Meditar e Aprender&quot;, de Hugo de Hugo de São Vítor."></a>Os que se dedicam ao estudo devem primar ao mesmo tempo pelo engenho e pela memória. Pois os dois estão de tal modo unidos entre si em todo estudo que, faltando um, o outro é incapaz de levar qualquer pessoa à perfeição, assim como ninguém pode usufruir de suas riquezas se não houver como protegê-las; e em vão fortificam os cofres os que não possuem o que neles guardar.</p>



<p>O engenho é uma certa força presente na alma que tem valor por si só. A memória é a percepção mais consistente das coisas, das palavras e das sentenças e significados por parte da alma ou da mente. O engenho descobre, a memória guarda. O engenho provém da natureza, é favorecido pela prática, embotado pelo trabalho imoderado e aprimorado pelo exercício adequado. A memória é auxiliada e fortalecida especialmente pelo exercício de memorizar e meditar frequentemente.</p>



<p>Há duas coisas que exercitam o engenho: a leitura e a meditação. Na leitura, mediante as regras e os preceitos, somos instruídos pelas coisas que estão escritas. A leitura é também uma investigação do sentido por uma alma disciplinada.</p>



<p>Há três gêneros de leitura: a do docente, a do aprendiz e a do que estuda por conta própria. Na prática, dizemos: “eu leio o livro ao aluno”, “eu leio o livro a pedido do professor”, ou simplesmente “eu leio o livro”.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Sobre a meditação</h2>



<br>



<p>A meditação é o pensamento frequente com deliberação, que investiga prudentemente a causa e a origem, o modo e a utilidade de cada coisa. A meditação tem o seu princípio na leitura, entretanto não se realiza por nenhuma regra ou preceito da leitura. Na meditação, de fato, agrada-nos discorrer por uma espécie de espaço aberto, no qual direcionamos nosso olhar para a verdade a ser contemplada, considerando ora uma, ora outra das causas das coisas; às vezes também penetrando no que nelas há de mais profundo, não deixando nada de duvidoso ou obscuro.</p>



<p>O princípio do conhecimento, portanto, está na leitura, e sua consumação na meditação. Quem aprender a amá-la intimamente e se dedicar a ela com frequência, tornará sua vida imensamente gozosa e terá na tribulação a máxima consolação. A meditação é, entre todas as coisas, a que mais afasta a alma da barulheira das ações mundanas; e pela doçura da sua quietude oferece já nesta vida um antegosto da vida eterna. Ela nos faz buscar e conhecer o Criador por meio das suas criaturas, e dessa forma ensina a alma pela ciência e a aprofunda na felicidade, donde que na meditação se realize a maior das alegrias.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Os três gêneros de meditação</h2>



<br>



<p>Três são os gêneros de meditação. O primeiro consiste no exame dos costumes; o segundo, na indagação dos mandamentos; o terceiro, na investigação das obras divinas. Nos costumes examinam-se os vícios e as virtudes. Nos mandamentos divinos, os que são preceitos, os que são promessas e os que são ameaças. Nas obras de Deus, as que foram criadas pela sua potência, as que são moderadas pela sua sabedoria, e as que têm a cooperação da graça. Quanto mais dignas de admiração forem essas obras e quanto mais nos acostumarmos a meditar atentamente as maravilhas de Deus, tanto mais elas serão conhecidas.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto da obra <em><a href="https://amzn.to/3WH0L4D" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Meditar e aprender: Sobre o modo de aprender e meditar</a></em>, de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hugo de São Vítor (1096 - 1141) foi um filósofo, teólogo, cardeal e autor místico da Idade Média. Conceituado professor da escola do mosteiro da Abadia de São Vítor (motivo de seu nome).">Hugo de São Vítor</span> (1096 &#8211; 1141).<br>Publicado pela <a href="https://www.kirion.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Editora Kírion</a>, sob <span data-tooltip="International Standard Book Number" data-tooltip-position="left">ISBN</span> 978-6587404974. </p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>“Examinai tudo, ficai com o que é bom”. <a href="#Ref01"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da Editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Praying Border</em>”, de Victor Brindatch.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos similares:</h2>



<br>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-estudar/">Por que estudar?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemonirnasser/">José Monir Nasser</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/"><em>Uma vida de aprendizado</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/mortimeradler/">Mortimer J. Adler</a><a href="https://culturadefato.com.br/fatos-nada-significam/"><br></a></p>
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/pensamento-critico/">Pensamento crítico</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/excerto-da-obra-meditar-e-aprender-de-hugo-de-sao-vitor/">Excerto da obra “Meditar e aprender”, de Hugo de São Vítor</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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