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	<title>Matthew Stewart, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Matthew Stewart, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Multiculturalismo ou apropriação cultural?</title>
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					<comments>https://culturadefato.com.br/multiculturalismo-ou-apropriacao-cultural/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Matthew Stewart]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2020 16:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Apropriação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Multiculturalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O policiamento da apropriação cultural rapidamente cai por terra. Exemplificando, estudantes declararam que brincos de argola não deveriam ser usados por mulheres brancas. Mas como é possível determinar os tamanhos e as formas das joias aceitáveis?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">“<em>Os loucos às vezes se curam, os imbecis nunca.</em>”,<br>Oscar Wilde (1854 – 1900): escritor e dramaturgo britânico de origem irlandesa.</p>



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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">O conceito progressista de “apropriação cultural” tem se tornado uma ideia cada vez mais usual. Pesquise no <em>Google</em>, por exemplo, “<a href="https://www.google.com/search?q=yoga+%C3%A9+apropria%C3%A7%C3%A3o+cultural&amp;rlz=1C1PRFI_enBR720BR720&amp;oq=yoga+%C3%A9+apropria%C3%A7%C3%A3o+cultural&amp;aqs=chrome..69i57j33l6.1037j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">yoga é apropriação cultural</a>”, e você verá com seus próprios olhos. Mas o que significa apropriação cultural? De acordo com a professora de direito <span data-tooltip-position="bottom" data-tooltip="Advogada, executiva e comentarista norte-americana. Primeira professora a oferecer um curso formal de direito da moda em universidade dos EUA.">Susan Scafidi</span>, autora de “<a href="https://amzn.to/2SJxPrP" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Who Owns Culture? Appropriation and Authenticity in American Law</em></a>”, a apropriação cultural <a href="https://www.nytimes.com/2017/06/14/opinion/in-defense-of-cultural-appropriation.html" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">consiste</a> em “apropriar-se da propriedade intelectual, do conhecimento tradicional, das expressões culturais ou dos artefatos da cultura de outra pessoa, sem permissão. Isso pode incluir o uso não autorizado da dança, vestimenta, música, linguagem, folclore, culinária, medicina tradicional, símbolos religiosos, dentre outras coisas, de outra cultura. É mais provável de ser prejudicial quando a comunidade de origem é um grupo minoritário que tenha sido oprimido ou explorado de outras formas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que alguém leve a sério essa definição duvidosa, o que configuraria “uso não autorizado”? O policiamento da apropriação cultural rapidamente cai por terra quando aplicado ao comportamento humano real. Um grupo de estudantes do <a href="https://www.pitzer.edu/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Pitzer College</em></a>, por exemplo, declarou que os brincos de argola não deveriam ser usados por mulheres brancas. Mas como pode uma cultura reivindicar a determinação do tamanho e forma de joias aceitáveis para serem utilizados pelos indivíduos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, os críticos nunca devem supor que as ideias ruins morrerão naturalmente. Em 1991, o <a href="https://thinkprogress.org/the-first-college-to-use-affirmative-consent-was-a-laughingstock-now-the-tide-is-turning-a912c34401d9/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Antioch College</em> ganhou fama</a> – e escárnio – nacional ao exigir que cada etapa de um encontro sexual recebesse permissão expressa dos participantes. O <a href="https://www.thefire.org/antiochs-infamous-sexual-assault-policy/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">protocolo formal substituiu a espontaneidade</a>, e o procedimento substituiu a paixão. O programa de <em>TV Saturday Night Live</em> ridicularizou a faculdade, mostrando universitários cheios de hormônios dando autorizações artificiais. O que já foi material para comédia agora é lei, ao menos <a href="https://www.thefire.org/issues/affirmative-consent/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">na Califórnia e em Nova York</a>. Abriu-se caminho para que os objetivos dos progressistas se tornem decretos convencionais.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/2P9G5iF" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="307" height="392" class="wp-image-908" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/multiculturalismo-como-religiao-politica.png" alt="“O Multiculturalismo como Religião Política”, escrita por Mathieu Bock-Côté."></a>Em Salem, Massachusetts, o museu <a href="https://www.pem.org/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Peabody Essex</em></a> (PEM) oferece um estudo de caso sobre a popularização da apropriação cultural. A apreciação intercultural sustentou o museu por séculos. Como o museu mais antigo da América em operação ininterruptamente, o PEM há muito exibe artefatos exóticos ligados ao comércio marítimo – mas agora seus visitantes devem ler um aviso para se sentirem culpados ao visitarem as exibições do museu. “A apreciação e o intercâmbio culturais são parte vital de qualquer sociedade, mas a apropriação é complicada e está ligada a complexas dinâmicas de poder e histórias de opressão”, diz a mensagem. “A apropriação cultural ocorre quando a ‘apreciação’ se torna roubo, quando o ‘intercâmbio’ é uma via de mão única, ou quando culturas marginalizadas são reduzidas a estereótipos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como nas demais definições de apropriação cultural, a declaração do PEM não oferece quaisquer diretrizes para saber quando “a apreciação se torna roubo” ou quando “o intercâmbio é uma via de mão única”. O melhor que pode oferecer é uma declaração da fundadora do site <a href="https://jezebel.com/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Jezebel</em></a>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Escritora e editora americana.">Anna Holmes</span>: “você não consegue provar a apropriação sempre; mas você normalmente a reconhece quando a vê”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma pessoa bem-intencionada é a favor de que “culturas marginalizadas” sejam “reduzidas a estereótipos”, mas os sentinelas da apropriação cultural enxergam essas ofensas em toda parte, mesmo em ocasiões em que claramente não se pretendia ofender. Vejamos o <a href="https://www.washingtonpost.com/news/morning-mix/wp/2018/05/01/its-just-a-dress-teens-chinese-prom-attire-stirs-cultural-appropriation-debate/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">caso de Keziah Daum</a>, aluna de último ano do Ensino Médio, que vestiu um <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vestido clássico da China, também conhecido como ''qipao''."><em>cheongsam</em></span> em sua formatura, fazendo disparar uma saraivada de reprovação no <em>Twitter</em>. Daum escolheu o vestido por pensar que ele era bonito e a destacaria naquela noite especial. Mas ativistas repreenderam Daum, que é branca, por vestir uma roupa tradicional chinesa. Seus defensores, incluindo alguns sino-americanos e chineses nativos, argumentaram que sua escolha foi um elogio à cultura chinesa. Os críticos rebateram afirmando eles não eram chineses autênticos, ou que – no caso dos nacionais chineses – não possuíam autoridade social para falar a respeito das minorias americanas. Para os críticos vigilantes de Daum, cada grupo étnico deve permanecer no seu quadrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto confuso do enfoque da apropriação cultural é que ele claramente parece colidir com outro imperativo progressista: a necessidade de cultivar a apreciação multicultural. O multiculturalismo tem sido uma causa conhecida entre os progressistas há mais de uma geração, mas hoje a admiração por outras culturas parece vir com um sinal de alerta: olhe, mas não adote, para que você não enfrente acusações de “roubo” ou insensibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pessoas sensatas não tem dificuldade em compreender que adotar um artefato ou prática não desvaloriza a cultura da qual eles se originam. “Você não consegue roubar uma cultura”, observou <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="John Hamilton McWhorter V: linguista norte-americano e professor do departamento de Inglês e Literatura Comparada da Universidade Columbia, onde ensina linguística, estudos norte-americanos, filosofia e história da música. É autor de uma série de livros sobre linguagem e relações raciais.">John McWhorter</span>, linguista da <a href="https://www.estudarfora.org.br/universidade-columbia-university/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Universidade Columbia</a>. O intercâmbio cultural é enriquecedor, e não empobrecedor, e a imitação permanece, como costumávamos dizer, a mais sincera forma de elogio. Está na hora de os progressistas decidirem entre acolher o multiculturalismo ou o policiamento da “apropriação cultural”. Eles não podem ter as duas coisas ao mesmo tempo.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Escrito por <a href="http://www.culturateca.com.br/author/matthewstewart/">Matthew Stewart</a>. Traduzido por <a href="http://www.culturadefato.com.br/?s=%22traduzido+por%22+%2B+victor+terra">Victor Terra</a>.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Artigo original publicado na revista <a href="https://www.city-journal.org/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">City Journal</a>, disponível em:<br> <a href="https://www.city-journal.org/cultural-appropriation" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">https://www.city-journal.org/cultural-appropriation</a>.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color img-esquerda wp-block-paragraph"><img decoding="async" width="143" height="183" class="wp-image-961" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/matt-stewart_pequeno.jpg" alt="Matt Stewart"><br><strong>Sobre o autor:</strong><br><br><br>Matthew Stewart é professor associado de humanidades e retórica na <a href="http://www.bu.edu/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Universidade de Boston</a> e autor de <a href="https://amzn.to/2V3pqkw" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Modernism and Tradition in Ernest Hemingway’s “In Our Time”</em></a> (Editora <em>Camden House</em>, 2009).<br><br></p>



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<h4 class="wp-block-heading">Leituras recomendadas:</h4>



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<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://amzn.to/2P9G5iF" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong>O Multiculturalismo como Religião Política</strong></a>, por Mathieu Bock-Côté.</li><li><a href="https://amzn.to/2ucYXWJ" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong>Sobre o Relativismo Pós-Moderno e a Fantasia Fascista da Esquerda Identitária</strong></a>, por Antonio Risério.</li><li><a href="https://amzn.to/2u8VU1A" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong>Notas para a Definição de Cultura</strong></a>, por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Thomas Stearns Eliot (1888 - 1965): poeta modernista, dramaturgo e crítico literário inglês nascido nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1948.">T. S. Eliot</span>.</li><li><a href="https://amzn.to/3bR8unq" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong>Invasão Vertical dos Bárbaros</strong></a>, por Mário Ferreira dos Santos (1907 – 1968).</li><li><a href="https://amzn.to/39FDeps" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong>A Corrupção da Inteligência</strong></a>, por Flavio Gordon.</li><li><a href="https://amzn.to/39KKTmn" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong>A Cólera dos Imbecis</strong></a>, por Olavo de Carvalho.</li><li><a href="https://amzn.to/3bSGYFS" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong>O Progressista de Ontem e o do Amanhã</strong></a>, por Mark Lilla.</li><li><a href="https://amzn.to/3bTHFyY" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em><strong>Primal Screams: How the Sexual Revolution Created Identity Politics</strong></em></a>, por Mary Eberstadt.</li><li><a href="https://amzn.to/2V3pqkw" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><strong><em>Modernism and Tradition in Ernest Hemingway’s “In Our Time”</em></strong></a>, por Matthew Stewart.</li></ul>



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