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	<title>Mortimer J. Adler, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 13 Aug 2025 03:01:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Mortimer J. Adler, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>A objetividade dos bens e a base dos Direitos Humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 03:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Bem]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Os bens inferiores são bens limitados, tais como o prazer sensível e a riqueza, coisas que são boas apenas moderadamente, não ilimitadamente. Os bens superiores são ilimitados, tal como o conhecimento, o qual nunca é excessivo.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-objetividade-dos-bens-e-a-base-dos-direitos-humanos/">A objetividade dos bens e a base dos Direitos Humanos</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">“<em>O bem para o homem é a atividade da alma de acordo com a virtude.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aristóteles (384 a. C. - 322 a. C.) foi filósofo grego. Aluno de Platão (428 ou 427 a. C. - 348 ou 347 a. C.) e professor de Alexandre o Grande (356 a. C. - 323 a. C.).">Aristóteles</span> (356 a. C. &#8211; 323 a. C.)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph" id="RefNotas"><em>* <a href="#Notas">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Nem todos os bens reais são igualmente bons. Alguns são superiores a outros na escala dos desejáveis. Os bens inferiores são bens limitados, tais como o prazer sensível e a riqueza, coisas que são boas apenas moderadamente, não ilimitadamente. Os bens superiores são ilimitados, tal como o conhecimento, o qual nunca é excessivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, inferiores ou superiores, todos os bens reais são coisas às quais temos direito natural. Nossas necessidades naturais são base para os nossos direitos naturais — direitos às coisas de que precisamos para cumprir nossas obrigações morais, para que então possamos buscar tudo quanto nos seja realmente bom e isto nos possa conduzir à realização de boas vidas humanas.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/3ULHMUZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="274" height="364" class="wp-image-25495" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/08/DezErrosFilosoficos.jpg" alt="Capa da Obra: &quot;Dez erros filosóficos&quot;, de Mortimer J. Adler."></a>Se as necessidades naturais não fossem as mesmas para todos os seres humanos em toda parte, em todos os tempos e sob todas as circunstâncias, não teríamos base alguma para postular uma doutrina global que clama pela proteção dos direitos humanos por parte de todas as nações do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se todos os bens fossem meramente aparentes, assim parecendo apenas por ocorrer a este ou àquele indivíduo querê-los, não poderiamos evitar o relativismo e o subjetivismo que reduzem os juízos morais a meras opiniões. Se não pudéssemos apreender nenhuma verdade a respeito do que é certo ou errado, ficaríamos à mercê da impiedosa doutrina segundo a qual a correção advém do poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada mais é preciso dizer para sublinhar a importância prática de corrigir os erros que reduzem os juízos morais à mera opinião, assim estabelecendo a objetividade e universalidade dos valores morais e dando à filosofia moral o estatuto de genuíno conhecimento.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Excerto do capítulo quinto — <em>Valores Morais</em> — do livro <em><a href="https://amzn.to/3ULHMUZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Dez erros filosóficos</a></em>, de<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mortimer Jerome Adler (1902 - 2001) foi um filósofo americano, renomado educador e autor obras populares. Como filósofo, ele trabalhou dentro das tradições aristotélica e tomista.">Mortimer J. Adler</span>, publicado pela Editora Vide Editorial, sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="International Standard Book Number">ISBN</span> 978-6587138220.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph" id="Notas"><a href="#RefNotas"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a> <strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Vanitas — still life</em>” (1625), de Pieter Claesz (1597/1598 – 1660).<br><br>O título desta postagem (“<em>A objetividade dos bens e a base dos Direitos Humanos</em>”) foi atribuído por nossa editoria.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/GrandfatherAndHisGrandchildrenInStudy.jpg" alt="Obra: &quot;A grandfather and his grandchildren in Study&quot;, de Alex Levin."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/">Uma vida de aprendizado</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-p7vlak4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p7vlak4 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p7vlak4" class="section-g-p7vlak4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sz22zml" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sz22zml gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-como-falar-como-ouvir/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FalarOuvir.jpg"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-como-falar-como-ouvir/">Dois excertos da obra: “Como falar, como ouvir”</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-infinitude/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Atomo.jpg" alt="Átomo"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-infinitude/">A infinitude</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>Uma vida de aprendizado</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 01:20:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[John Dewey]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mortimer Adler]]></category>
		<category><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A escolarização falha miseravelmente se não prepara os jovens a continuarem aprendendo depois que abandonam a escola, a continuarem com seu aprendizado pelo resto de suas vidas. Qualquer um que não compreende isso não consegue compreender uma das questões mais importantes da filosofia da educação.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/">Uma vida de aprendizado</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Excertos do tópico “A juventude é uma barreira para o aprendizado”, o qual faz parte do livro</em><br><em><a href="https://amzn.to/3oRqPFY" target="_blank" rel="nofollow noopener">“Como pensar sobre as grandes ideias”</a>. Publicado pela Editora <a href="http://www.erealizacoes.com.br" target="_blank" rel="nofollow noopener">É Realizações</a>, sob </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="International Standard Book Number"><em>ISBN</em></span><em> 978-8580331417.</em><br><em>Os 52 capítulos desta obra são transcrições editadas da clássica série norte-americana de</em><br><em>TV do professor </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mortimer Jerome Adler (1902 - 2001) foi um filósofo americano, renomado educador e autor obras populares. Como filósofo, ele trabalhou dentro das tradições aristotélica e tomista."><em>Mortimer J. Adler</em></span><em>, <em>“The Great Ideas</em>”, transmitida nos anos 1950.</em></p>



<br>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><em>* <a id="RefEpigrafe" href="#NotasDaEditoria">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Eu acredito que o erro mais profundo e sério que podemos cometer sobre a educação, e um que é cometido por todos os educadores e professores, bem como pelo público em geral, é associar a educação com a escolarização; ou mesmo supor que o tipo de aprendizado que acontece nas escolas, e eu quero dizer do jardim de infância à faculdade, é a parte principal da educação. Ou então supor que o tipo de aprendizado que as crianças têm na escola é o principal negócio da infância, que o aprendizado pertence essencialmente à infância, que a maior parte do aprendizado pode ser feita na infância, e que tudo que os adultos têm de fazer é usar o aprendizado que eles adquiriram na escola quando eram jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguém <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Consulte a tarja disponível no topo deste artigo.">assistindo</span> a este programa supõe isso? Eu temo que muitos de vocês possam supor que sim. Eu gostaria que vocês me acompanhassem agora porque vou tentar convencê-los do oposto. Vou tentar mostrar três coisas a vocês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira é que o aprendizado é um processo de toda uma vida. A segunda é que o aprendizado adulto é a parte mais importante da educação de alguém. E a terceira é que a escolarização ou o aprendizado na escola é, na melhor das hipóteses, apenas uma preparação para o tipo de aprendizado que deve ser feito, porque só pode ser feito na vida adulta.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/3oRqPFY" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" width="480" height="585" class="wp-image-6373" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ComoPensarGrandesIdeias.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Como Pensar Sobre as Grandes Ideias&quot;, escrita por Mortimer Jerome Adler (1902 – 2001). Publicado por É Realizações, sob ISBN: 978-85-8033-151-7."></a>Deixem-me comentar por um momento esse terceiro ponto. A escolarização falha miseravelmente se não prepara os jovens a continuarem aprendendo depois que abandonam a escola, a continuarem com seu aprendizado pelo resto de suas vidas. Qualquer um que não compreende isso não consegue compreender uma das questões mais importantes da filosofia da educação, a questão que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Dewey (1859 - 1952): Filósofo, pedagogo e pedagogista norte-americano.">John Dewey</span> enfatizou repetidamente quando disse que todo aprendizado é causa de mais aprendizado, assim como cada fase de crescimento é causa de mais crescimento. E assim é quase possível dizer que todo o propósito da escolarização ou do aprendizado que temos na escola é nos preparar para o tipo de aprendizado que temos de fazer ou devemos fazer pelo resto de nossas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu usei a expressão “o tipo de aprendizado que temos de fazer ou que devemos fazer”. Não quero dizer, ao falar isso, que a educação adulta é ou deveria ser compulsória. Nós sabemos que não é; nós sabemos que não deveria ser. Mas o fato de não ser compulsória não exclui o fato de ser necessária. O aprendizado adulto é necessário para todos nós, para todos, mesmo que tenhamos frequentado escola e faculdade ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lloyd Luckman</strong>: Bem, o senhor pode estar certo disso, mas eu tenho certeza, dr. Adler, de que há muitas pessoas que pensam o contrário. E eu acho que não é porque elas pensam que o aprendizado é um dever apenas da infância, mas porque pensam que os jovens também têm a capacidade de aprender, uma capacidade que adultos perdem. Quanto mais velhos ficamos, menos conseguimos aprender. O senhor conhece aquele ditado popular que “não se consegue ensinar novos truques a um cachorro velho”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mortimer Adler</strong>: Eu temo que você esteja certo, Lloyd. Isso é o que as pessoas pensam. E eu acho que o que devemos ver a respeito disso é se conseguimos mudar essa concepção, e essa impressão. Talvez você não consiga ensinar novos truque a um cachorro velho, mas seres humanos não são cachorros velhos, e o aprendizado humano não consiste em adquirir novos truques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu acho que a fonte do erro está na confusão fundamental que muitas pessoas fazem entre o crescimento corporal e o crescimento mental. Não há dúvida que nossos corpos crescem muito rapidamente quando somos jovens e que nós paramos de crescer quando chegamos à idade de 16 ou 18 anos. Mas a mente que não é afetada pela senilidade patológica nunca perde sua capacidade de se desenvolver. Ela mantém seu poder de crescimento desde que seu corpo se mantenha saudável.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots"/>



<h4 class="wp-block-heading">Crianças aprendem habilidades; Adultos apreendem sabedoria</h4>



<br>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos grandes educadores reconhece isso, e certamente todos os professores deveriam saber disso, apesar de que alguns infelizmente não sabem. Por exemplo, se eu fosse tirar <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Platão: filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga. Nasceu em 428 a. C. ou 427 a. C., e faleceu em 348 a. C. ou 347 a. C.">Platão</span> da prateleira, e examinar a passagem em <a href="https://amzn.to/2YLSsFO" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A República</a> na qual ele trata dos benefícios da educação humana, nos veríamos que ele pensa que a consideração das ideias fundamentas só deve começar quando o homem tem 45 anos. O estudo das ideias e a aquisição da sabedoria são adiados até a outra metade da vida, até quase os 50 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou se fôssemos até ética de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aristóteles: (384 a. C. - 322 a. C.): Filósofo grego.">Aristóteles</span>, veríamos que Aristóteles diz que os assuntos morais, éticos e políticos não devem ser ensinados aos jovens porque eles não têm experiência, estabilidade emocional, ou essa seriedade profunda, sem as quais tais assuntos não podem ser compreendidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixe-me falar brevemente da minha própria experiência como professor. Eu sempre achei fácil ensinar matérias abstratas e teóricas aos jovens na faculdade. É muito mais difícil ensinar filosofia moral, lidar com questões morais e políticas. É muito difícil, por exemplo, ler grandes romances e peças com jovens, romances e peças que tratam dos problemas mais sérios da vida. Eu já li e discuti romances e peças com jovens na faculdade e com adultos, e a diferença é como entre o dia e a noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixe-me dar mais uma evidência. Quando eu saí da faculdade, tinha certeza que compreendia alguns dos grandes livros que eu tive a sorte de ler naquela época. Mas eu tive ainda mais sorte na minha carreira de professor de reler muitas vezes alguns desses livros. E eu sei que eu não os entendi muito bem há dez anos. Não é que eu seja mais experto agora; eu simplesmente estou mais velho. Essa não foi sua experiência também, Lloyd, como professor?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right img-esquerda wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" width="192" height="197" class="wp-image-5000" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MortimerAdler.jpg" alt="Mortimer Adler (1902 – 2001)."><br>Excerto da obra: <em>“</em><a href="https://amzn.to/3oRqPFY" target="_blank" rel="nofollow noopener">Como pensar sobre as grandes ideias</a>”,<br>de <a href="https://culturadefato.com.br/author/mortimeradler/">Mortimer J. Adler</a> (1902 – 2001).<br><br>A obra contém transcrições editadas da clássica série norte-americana de TV do professor Adler, <em>“The Great Ideas</em>”, transmitida nos anos 1950.<br>Publicado por <a href="http://www.erealizacoes.com.br/home" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É Realizações</a>, sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number.">ISBN</span>: 978-85-8033-151-7.</p>



<br>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph" id="NotasDaEditoria"><strong>Notas da Editoria <em>Cultura de Fato</em>:</strong></p>



<br>



<ol class="wp-block-list">
<li>Este artigo foi originalmente publicado<em>&nbsp;</em>em 7 de fevereiro de 2021. A data de 14 de abril de 2025 refere-se à última edição. <a href="#RefEpigrafe"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li> Imagem da capa: “<a href="https://artlevin.com/painting-view/original-oil-painting-a-grandfather-and-his-grandchildren-in-study/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>A grandfather and his grandchildren in study</em></a>”, de <a href="https://artlevin.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Alex Levin</a>. <a href="#main"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li>Em apresentações, o filósofo <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a> elucidou: existem matemáticos prodígios; não existem filósofos prodígios. A matemática demanda edificar construções intelectuais que dependem apenas dos próprios pensamentos do matemático; a filosofia é arquitetada pelo acúmulo de experiências de vida, as quais envolvem conflitos internos e externos ao próprio filósofo.</li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><strong>Demais assuntos (capítulos) abordados na obra que originou esta postagem:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Como pensar sobre a verdade</li>



<li>Como pensar sobre opinião</li>



<li>A diferença entre conhecimento e opinião</li>



<li>Opinião e liberdade humana</li>



<li>Opinião e a regra da maioria</li>



<li>Como pensar sobre o homem</li>



<li>Quão diferentes são os seres humanos?</li>



<li>A teoria Darwinista da origem do homem</li>



<li>A resposta de Darwin</li>



<li>A singularidade do homem</li>



<li>Como pensar sobre emoção</li>



<li>Como pensar sobre amor</li>



<li>Amor como amizade: um mundo sem sexo</li>



<li>Amor sexual</li>



<li>A moralidade do amor</li>



<li>Como pensar sobre bem e mal</li>



<li>Como pensar sobre beleza</li>



<li>Como pensar sobre liberdade</li>



<li>Como pensar sobre aprendizado</li>



<li><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Esta postagem foi formada por excertos deste capítulo.">A juventude&nbsp;é uma barreira para o aprendizado</span></li>



<li>Como ler um livro</li>



<li>Como conversar</li>



<li>Como assistir à TV</li>



<li>Como pensar sobre arte</li>



<li>Os tipos de artes</li>



<li>As belas-artes</li>



<li>A bondade da arte</li>



<li>Como pensar sobre justiça</li>



<li>Como pensar sobre punição</li>



<li>Como pensar sobre linguagem</li>



<li>Como pensar sobre trabalho,</li>



<li>Trabalho, divisão e lazer</li>



<li>A dignidade de todos os tipos de trabalho</li>



<li>Trabalho e lazer ontem e hoje</li>



<li>Trabalho, lazer e educação liberal</li>



<li>Como pensar sobre a lei</li>



<li>Os tipos de lei</li>



<li>A criação das leis</li>



<li>A justiça da Lei</li>



<li>Como pensar sobre o governo</li>



<li>A natureza do governo</li>



<li>Os poderes do governo</li>



<li>A melhor forma de governo</li>



<li>Como pensar sobre democracia</li>



<li>Como pensar sobre mudança</li>



<li>Como pensar sobre progresso</li>



<li>Como pensar sobre guerra e paz</li>



<li>Como pensar sobre filosofia</li>



<li>Como a filosofia difere da ciência e da religião</li>



<li>Os problemas não resolvidos da filosofia</li>



<li>Como a filosofia pode progredir?</li>



<li>Como pensar sobre Deus?</li>
</ol>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos similares:</h2>



<br>



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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-estudar/">Por que estudar?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemonirnasser/">José Monir Nasser</a></p>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/">Educação e anti-educação</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
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</div></div></section>



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		<item>
		<title>Dois excertos da obra: “Como falar, como ouvir”</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-como-falar-como-ouvir/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-como-falar-como-ouvir/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2020 01:41:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=4977</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neste <em>link</em> estão presentes dois trechos da obra: “Como falar, como ouvir”. O primeiro é um excerto do capítulo intitulado: “Como tornar um colóquio proveitoso e agradável”, o segundo é parte do capítulo “A convergência das mentes”.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Esta postagem contém dois excertos da obra: “<a href="https://amzn.to/3l8Ge4f" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Como falar, como ouvir</a>”, escrita por <a href="https://culturadefato.com.br/author/mortimeradler/">Mortimer Adler</a> (1902 – 2001).<br>• • •<br>Atribuímos para cada um dos trechos, o título do respectivo capítulo de onde foram obtidos.<br>No entanto, apesar de conterem acepções completas, não demonstram todo o potencial de cada capítulo ou da obra, para tanto, use os <em>links</em> contidos nesta postagem.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Excerto I: Como tornar um colóquio proveitoso e agradável</h3>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Uma hora “jogando uma boa conversa fora” é como uma hora praticando um esporte amador. Ela pode ser mais do que simplesmente prazerosa; pode ser hilariantemente divertida, em especial se os participantes observarem as boa maneiras e se houver concessões mútuas equivalentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O assunto, ou os assuntos, pode mudar e se desenvolver à medida que o colóquio progride. Pessoas, assim como acontecimentos e até ideias, podem constituir o tema em debate. É importante encontrar assuntos que interessem a todos os envolvidos. Se você perceber uma expressão fastidiosa em qualquer ouvinte é prudente mudar o assunto, seja você o falante ou não.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/3l8Ge4f" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" class="wp-image-4990" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/ComoFalarComoOuvir_01.jpg" alt="Obra: “Como Falar, como ouvir”,escrita por Mortimer Adler (1902 – 2001). Publicado por É Realizações, sob ISBN: 978-85-8033-142-4. Traduzido por Hugo Langone."></a>Permitam-me registar uma breve lista de coisas que devem ser evitadas quando “se joga conversa fora”, no intuito de tornar a comunicação o mais prazerosa possível: (1) vulgaridade ou blasfêmia; (2) piadas e difamações étnicas; (3) prepotência, em especial quando se finge ser íntimo de pessoas influentes para causar boa impressão; (4) clichês; (5) palavras e expressões estrangeiras, exceto quando perfeitamente pronunciadas e quando compreendidas por todos; (6) clichês estrangeiros, como <em>entre nous, ciao, savez-vous?</em> e outros do tipo; (7) palavras incomuns, especialmente aquelas conhecidas somente pelo especialista ou pelo perito acadêmico; e (8) a repetição de histórias ou acontecimentos antigos, aos quais os outros já tiveram a oportunidade de escutar muitas vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem certos assuntos que não precisam ser necessariamente evitados, mas que devem ser abordados apenas diante de amigos próximos e verdadeiramente interessados. São eles: (1) seu próprio estado de saúde ou suas operações cirúrgicas recentes; (2) seus bebês e as fofas proezas que realizam; (3) seus filhos e suas brilhantes conquistas; e (4) seu animal de estimação, a não ser que ele seja um elefante, um jacaré ou uma jiboia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, há um determinado número de proibições a serem observadas, restrições sensatas que com muita frequência são infringidas:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Não divague ou mude de assunto se o colóquio estiver fluindo bem.</li><li>Não se meta na vida privada de outras pessoas e não faça perguntas demasiadamente pessoais.</li><li>Não dê espaço para fofocas maliciosas.</li><li>Não fale sobre questões confidenciais se você realmente espera que os outros não as espalhem por aí.</li><li>Não tagarele sem parar. Da mesma forma, não embeleze seu discurso desnecessariamente, valendo-se de ruídos de comunicação como “sabe”, “tipo assim” e “de verdade”.</li><li>Não diga “Veja” quando, na verdade, você quer dizer “Por favor, escute”.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Do lado positivo, existe uma série de coisas dignas de serem recomendadas, como as que seguem:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Pergunte aos outros sobre eles mesmos; ao mesmo tempo, tome cuidado para não falar demais sobre si próprio.</li><li>Module sua voz. Ria quando se sentir motivado, mas evite uma risada estridente e não ria de suas próprias observações.</li><li>Escute quem estiver falando e deixe claro que você está ouvindo, evitando que seus olhos e sua atenção se desviem.</li><li>Se outra pessoa ingressar no colóquio, atualize-a sobre o que está sendo debatido e encoraje-a a se envolver na conversa.</li><li>Num jantar, quebre o gelo virando-se para a pessoa ao lado e fazendo-lhe uma pergunta planejada, cuja resposta pode se tornar o assunto de um colóquio. Não fará muita diferença o conteúdo de sua pergunta se ela fizer a outra pessoa falar.</li></ol>



<br>



<h3 class="wp-block-heading">Excerto II: A convergência das mentes</h3>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">A primeira regra a ser seguida é esta: não discorde — ou concorde, se for o caso — de ninguém se você não tiver certeza de que compreendeu sua posição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para certificar-se de que você compreendeu o que foi dito, exercite sua cordialidade e formule, antes de discordar ou concordar, a seguinte pergunta: “Se compreendi bem, você está dizendo que _______?”. Preencha a lacuna reformulando, com sua próprias palavras, o que você acha que a outra pessoa está afirmando. Ela pode responder-lhe dizendo: “Não, não foi isso o que eu disse ou quis dizer. Minha posição é esta”. Então, depois de seu interlocutor formular novamente seu posicionamento, você deve declarar de novo, com suas próprias palavras, o que compreendeu. Se a outra pessoa ainda divergir da sua interpretação, continue com esse questionário até que ela lhe diga que você a compreendeu exatamente da forma desejada. Só então é que você possuirá o embasamento indispensável para concordar ou discordar dela de maneira inteligente e sensata.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/3l8Ge4f" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" class="wp-image-4988" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/ComoFalar_ComoOuvir_02.jpg" alt="Obra: “Como Falar, como ouvir”,escrita por Mortimer Adler (1902 – 2001). Publicado por É Realizações, sob ISBN: 978-85-8033-142-4. Traduzido por Hugo Langone."></a>Esse procedimento exige tempo. Ele requer paciência e perseverança. A maioria das pessoas ansiosas por levar o debate adiante o deixa de lado. Elas estão dispostas a serem impertinentes ou vazias, concordando ou discordando com o que não assimilam. Elas ficam satisfeitas com acordos e desacordos apenas aparentes, e não procuram uma convergência mental genuína.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do acordo aparente, o acordo real se dá quando duas pessoas, interessadas em determinada questão, a compreendem igualmente e, ainda assim, fornecem a ela resposta incompatíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do desacordo aparente, o desacordo real se dá quando duas pessoas, interessadas em determinada questão, não a compreendem exatamente da mesma forma. Quando suas mentes não encontram um entendimento mútuo do tema, as respostas incompatíveis que dão constituem uma diferença de opinião que não é um desacordo genuíno, embora assim pareça. O desacordo real ocorre somente quando, com suas mentes encontrando um entendimento mútuo do problema, os interlocutores lhe fornecem uma resposta incompatível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando duas pessoas se encontram diante de um desacordo real, ainda é preciso alcançar a convergência de suas mentes acerca da própria discórdia. Essa convergência toma a forma da compreensão desse desacordo. Para que isso seja realizado, cada um dos interlocutores precisa esquecer o partidarismo e substituí-lo por uma espécie de imparcialidade diante da posição adotada pela outra pessoa. Por atitude de imparcialidade, refiro-me à tentativa de entender por que o interlocutor sustenta a visão apresentada. Cada envolvido não deve ser capaz apenas de formular a posição de seu interlocutor de um modo que ele aprove, mas também de elencar as razões que dão respaldo ao seu posicionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envolvido, portanto, admite compassivamente uma posição com a qual não concorda. Dessa forma, ele ao menos compreende por completo a visão rejeitada. Compreender discordando — o desacordo inteiramente compreendido — é a menor convergência possível entre as mentes. Uma convergência mental maior consiste em entender concordando — é o acordo inteiramente compreendido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos nós devemos atentar para a obrigação moral que a busca da verdade objetiva nos impõe. Se nos encontramos num real desacordo com outras pessoas, temos de nos esforçar incansavelmente para resolver a discórdia. Nunca devemos desistir da tentativa de superá-la e de alcançar um consentimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se por acaso um colóquio não conseguir isso, precisamos tentar de novo em algum momento posterior e continuar tentando, por mair demorado e difícil que seja o processo. Nunca devemos interromper o debate por julgá-lo infrutífero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazer isso equivale a abandonar a busca da verdade e a tratar o problema como se ele fosse uma simples questão de gosto, como se a discórdia fosse tão somente um conflito, entre opiniões puramente subjetivos, sobre os quais não se deveria procurar a concórdia nem discutir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso discorde genuinamente da posição alheia, você deve ser capaz de explicar os fundamentos do seu desacordo, dizendo uma ou várias das frases abaixo.</p>



<ol class="wp-block-list"><li>“Acho que você acredita nisso porque está desinformado acerca de alguns fatos ou razões que trazem implicações cruciais ao problema.” Em seguida, esteja preparado para indicar a informação que você julga ter sido ignorada pelo interlocutor e que, se considerada, poderia mudar sua opinião.</li><li>“Acho que você acredita nisso porque está mal informado acerca de questões criticamente relevantes.” Esteja preparado, então, para indicar os equívocos que a outra pessoa cometeu e que, se corrigidos, a levariam a abandonar sua posição.</li><li>“Acho que você está suficientemente informado e possui uma boa compreensão dos indícios e das razões que sustentam sua posição, mas acabou cometendo erros de raciocínio e tirando de sua premissas conclusões erradas. Suas deduções são falaciosas.” Em seguida, esteja pronto para indicar os erros lógicos que, se corrigidos, levariam seu interlocutor a uma conclusão diferente.</li><li>“Acho que você não cometeu nenhum dos erros precedentes e que você raciocinou de maneira sólida a partir de fundamentos adequados à conclusão obtida. Porém, também acho que seu pensamento sobre o assunto está incompleto. Você deveria ter ido além e obtido outras conclusões, que alteram e qualificam a que você alcançou.” Então, seja capaz de dizer quais são essas conclusões e como elas alteram ou qualificam a posição assumida pela pessoa de quem você discorda.</li></ol>



<br>



<p class="has-text-align-right img-esquerda wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" width="192" height="197" class="wp-image-5000" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MortimerAdler.jpg" alt="Mortimer Adler (1902 – 2001)."><br>Extraído da obra: “<a href="https://amzn.to/3l8Ge4f" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Como Falar, como ouvir</a>”,<br>escrita por <a href="https://culturadefato.com.br/author/mortimeradler/">Mortimer Adler</a> (1902 – 2001). Tradução de Hugo Langone.<br><br><br>Publicado por <a href="https://www.erealizacoes.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É Realizações</a>, sob <span data-tooltip-position="left" data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number">ISBN</span>: 978-85-8033-142-4.<br>Ano de lançamento: 2013, quantidade de páginas: 240, formato 18 x 25 cm.<br>A obra pertence à coleção <em>Coleção Educação Clássica</em>.</p>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>A infinitude</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-infinitude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2020 22:53:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo Aristóteles, pode haver unidades de matérias muito pequenas, mas, por menores que sejam, podem ser divididas em partículas ainda menores, desde que cada uma seja uma unidade de matéria – uma e continua.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center pnl wp-block-paragraph">Excertos do quinto capítulo do livro: <a rel="nofollow noopener noreferrer" href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8580330033/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8580330033&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=c19b74522f3e4aa80fba51b1b0cc237e" target="_blank">“Aristóteles para todos”</a>, escrito por Mortimer J. Adler (1902 – 2001).<br>Publicado pela editora <a rel="nofollow noopener noreferrer" href="http://www.erealizacoes.com.br/home" target="_blank">É Realizações</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-85-8033-003-8.<br>• • •<br>Vale salientar: este pequeno trecho contém uma acepção completa, mas não demonstra o objetivo da obra.<br>Para tal finalidade, consulte o sumário do livro reescrito no término desta postagem.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">As questões filosóficas difíceis são aquelas impossíveis de responder à luz da experiência comum e usando apenas o senso comum. Respondê-las exige reflexão e raciocínio continuados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como surgem essas questões? Para <span data-tooltip="Aristóteles nasceu em 384 a. C. na cidade de Estagira na Macedônia (situada hoje na Grécia), e faleceu em 322 a. C. na capital da Grécia (Atenas)." data-tooltip-position="top">Aristóteles</span>, elas surgiam em parte dos refinamentos do senso comum desenvolvidos por seu próprio pensamento filosófico. Em parte, eram questões que ele levantou diante ideias de outras pessoas, comuns em sua época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os estudiosos da natureza que o precederam havia dois físicos gregos, <span data-tooltip="Nasceu e faleceu no século V a. C., em Abdera ou Mileto." data-tooltip-position="top">Leucipo</span> e <span data-tooltip="Demócrito de Abdera (460 a.C. - 370 a.C.)." data-tooltip-position="left">Demócrito</span>, os primeiros a proporem a teoria dos átomos. De acordo com sua teoria, tudo no mundo natural se compõe de partículas mínimas e invisíveis de matéria, separados por um vazio – um espaço totalmente privado de matéria. Eles chamavam essas partículas de átomos, a fim de indicar que essas unidades de matérias não eram apenas muito pequenas, mas absolutamente pequenas. Na visão deles, nada menor poderia existir, pois cada átomo é uma unidade indivisível de matéria e não pode ser cortado em unidades menores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os átomos, segundo Demócrito, diferem um do outro apenas em tamanho, formato e peso. Estão constantemente em movimento. E seu número é infinito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aristóteles lançou duas objeções a essa teoria. Primeiro, questionou a ideia central da teoria atomística. Se um átomo é uma unidade sólida de matéria sem um vácuo ou espaço vazio dentro de si, então, dizia, não pode ser incortável ou indivisível. Ou um átomo tem algum espaço vazio dentro de si, e, portanto não é uma unidade de matéria, ou, se é desprovido de espaço vazio, a matéria é contínua, e nesse caso ela é divisível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O raciocínio aqui pode ser ilustrado com algo maior do que um átomo. Tenho em minhas mãos um fósforo. Quebro-o em dois pedaços menores de madeira. Agora, cada um desses pedaços é uma unidade distinta de matéria. Como não formam mais um único pedaço de madeira, não podem mais ser quebrados em dois. Mas cada um dos dois pedaços de madeira ainda pode ser dividido, e assim por diante, indefinidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo o que é continuo, dizia Aristóteles, é infinitamente divisível. Tudo o que é um – uma única unidade de matéria – tem de ser continuo. Se não o fosse, não seria uma unidade de matéria, mas duas ou mais. Com esse raciocino, Aristóteles julgava ter demonstrado que não poderia haver átomos. Pode haver unidades de matérias muito pequenas, mas, por menores que sejam, podem ser divididas em partículas ainda menores, desde que cada uma seja uma unidade de matéria – uma e continua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em segundo lugar, Aristóteles era contrário à ideia de que havia um número infinito de átomos no mundo. Seu número pode ser imenso, tão imenso que não pode ser contado. Mas não pode ser infinito porque, segundo Aristóteles, é impossível que um número infinito de coisas coexista em <span data-tooltip="Leia o artigo: ''Deus existe? Nada prova; tudo evidencia!'', e compreenda os termos: ''ato'' e ''potência''. Link disponível no término desta postagem." data-tooltip-position="top">ato</span> em qualquer momento do tempo.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-dots"/>



<p class="wp-block-paragraph">De inicio, essas duas objeções de Aristóteles contra os atomistas de sua época parecem incoerentes. Por um lado, Aristóteles parece estar dizendo que qualquer unidade contínua de matéria deve ser infinitamente divisível. Por outro, parece estar dizendo que um número infinito de unidades não pode existir em momento algum. Será que ele não está simultaneamente afirmando e negando a existência de um infinito?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aparente contradição é resolvida por uma distinção característica do pensamento de Aristóteles. Chegamos a essa distinção num <span data-tooltip="No término destes excertos relatamos cada capítulo da obra: ''Aristóteles para todos'', e, incluímos link para o artigo: ''Deus existe? Nada prova; tudo evidencia!'', o qual explica o conceito aqui necessário." data-tooltip-position="top">capítulo anterior do livro</span> (<span data-tooltip="No início e no término desta postagem adicionamos links e outros detalhes da obra: ''Aristóteles para todos''." data-tooltip-position="bottom">veja o capítulo 7</span>). Trata-se da distinção entre o que é potencial e o que é atual – entre aquilo que pode ser (mas não é) e aquilo que é.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aristóteles julga que pode haver dois infinitos – ambos potenciais, nenhum atual. Um é o infinito potencial da adição. Outro, o infinito potencial da divisão.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8580330033/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8580330033&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=ed42e96e3041090a38c48e77a54a06ae" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" class="wp-image-1552" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/AristotelesParaTodos_3D.jpg" alt="Livro “Aristóteles para todos”, escrito por: Mortimer Jerome Adler (1902 – 2001). Publicado por É Realizações, sob ISBN: 978-85-8033-003-8."></a>O infinito potencial da adição está exemplificado pela infinidade dos números inteiros. Não existe um número inteiro que seja o último número na série de número inteiros que começa em 1, 2, 3, 4 e daí por diante. Tome qualquer número nesta série, por maior que seja, e há um número seguinte, maior ainda. É possível continuar adicionando um número após o outro, sem fim. Mas isso é somente possível enquanto o ato dessa adição não pode ser realizado, pois levaria um tempo infinito – um tempo sem fim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como veremos no <span data-tooltip="No início e no término desta postagem adicionamos links e outros detalhes da obra: ''Aristóteles para todos''." data-tooltip-position="top">próximo capítulo</span>, Aristóteles não negava a infinidade do tempo. Pelo contrário, afirmava a eternidade do mundo – que ele não tem início nem fim. Mas um tempo infinito não existe em nenhum momento. Assim como a série infinita de números inteiros, trata-se apenas de um infinito potencial, não de um infinito em ato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, também a infinitude da divisão é um infinito potencial, não atual. Assim como você pode adicionar um número atrás do outro sem parar, também pode dividir qualquer coisa que seja continua sem parar. O número de frações entre os números inteiros dois e três é infinito, assim como o número de números inteiros é infinito. Os dois infinitos, porém, são potenciais, não atuais. Eles não existem em ato em nenhum momento do tempo.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-dots"/>



<p class="wp-block-paragraph">Neste instante, e em nenhum outro instante, dizia Aristóteles, não pode haver uma infinitude em ato de coisas coexistentes, como haveria se os atomistas estivessem corretos. Eles diziam, não esqueçamos, que neste exato momento coexiste um numero infinito de átomos. Era isso, e apenas isso, que Aristóteles negava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu raciocínio a respeito era o seguinte. O número de coisas que coexistem em ato é definido ou indefinido. Se é infinito, é indefinido. Mas nada pode ser simultaneamente atual e indefinido. Logo, não pode haver um infinito em ato de nenhuma espécie – um número atualmente infinito de átomos coexistentes, um mundo atualmente infinito, um espaço atualmente infinito que está repleto de unidades de matéria atualmente existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os únicos infinitos que podem existir, segundo Aristóteles, são os infinitos potenciais que fazem parte dos processos infindáveis de adição ou divisão. Como um momento de tempo sucede ou procede outro, e como dois momentos do tempo não coexistem em ato, o tempo pode ser infinito.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Extraído da obra: “<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8580330033/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8580330033&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=ed42e96e3041090a38c48e77a54a06ae" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Aristóteles para todos</a>”, escrita por Mortimer Jerome Adler (1902 – 2001).<br>Publicado por <a href="http://www.erealizacoes.com.br/home" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É Realizações</a>, sob <span data-tooltip="International Standard Book Number" data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-85-8033-003-8.</p>



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<hr class="wp-block-separator"/>



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<p class="wp-block-paragraph">Assista ao vídeo anexo, e constate um dos dilemas da física moderna derivado do conteúdo acima exposto:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Dr Quatum demostra o exp. fenda dupla (dual. onda/partícula)" width="640" height="480" src="https://www.youtube.com/embed/lytd7B0WRM8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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<hr class="wp-block-separator"/>



<h3 class="wp-block-heading">Sumário da obra</h3>



<h4 style="padding-left: 30px;">Parte I – O homem como animal filosófico</h4>



<p style="padding-left: 60px;">1.&nbsp;Jogos filosóficos<br>2.&nbsp;A grande divisória<br>3.&nbsp;As três dimensões do homem</p>



<h4 style="padding-left: 30px;">Parte II – O homem como fazedor</h4>



<p style="padding-left: 60px;">4.&nbsp;Crusoé segundo Aristóteles<br>5.&nbsp;Mudança e permanência<br>6.&nbsp;As quatro causas<br>7.&nbsp;Ser e não ser<br>8.&nbsp;Ideias produtivas e saber prático</p>



<h4 style="padding-left: 30px;">Parte III – O homem como ator</h4>



<p style="padding-left: 60px;">9.&nbsp;Pensando sobre fins e meios<br>10.&nbsp;Viver e viver bem<br>11.&nbsp;Bom, melhor, o melhor<br>12.&nbsp;Como buscar a felicidade<br>13.&nbsp;Bons hábitos e boa sorte<br>14.&nbsp;O que os outros têm o direito de esperar de nós<br>15.&nbsp;O que temos o direito de esperar dos outros e do Estado</p>



<h4 style="padding-left: 30px;">Parte IV – O homem como conhecedor</h4>



<p style="padding-left: 60px;">16.&nbsp;O que entra na mente e o que sai dela<br>17.&nbsp;Os termos peculiares da lógica<br>18.&nbsp;Dizer a verdade e pensá-la<br>19.&nbsp;Além de dúvida razoável</p>



<h4 style="padding-left: 30px;">Parte V – Questões filosóficas difíceis</h4>



<p style="padding-left: 60px;">20.&nbsp;<span data-tooltip="Esta postagem é originária deste tópico." data-tooltip-position="top">A infinidade</span><br>21.&nbsp;A eternidade<br>22.&nbsp;A imaterialidade da mente<br>23.&nbsp;Deus</p>



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