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	<title>Padre Bruno Otenio, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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		<title>A Escravidão do sentimentalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Padre Bruno Otenio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jan 2024 03:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Logoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viktor Frankl]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O sentimentalista no fundo é um escravo das próprias paixões ou dos próprios sentimentos. Ora, se é escravo, perde a <em>responsabilidade</em> sobre si. [...] Aqui é importante frisar, a <em>responsabilidade</em> é a essência mesma da existência humana.”</p>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">“<em>O que o ser humano realmente precisa não é um estado livre de tensões, mas<br>antes a busca e a luta por um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente.<br>O que ele necessita não é a descarga de tensão a qualquer custo, mas antes o desafio<br>de um sentido em potencial à espera de ser cumprido.</em>”<br><a href="https://culturadefato.com.br/author/viktorfrankl/">Viktor Emil Frankl</a>&nbsp;(1905 – 1997)</p>



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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">“Para uma pessoa que vive como um sentimentalista, o sentimento deixa de ser uma <em>reação inicial</em> e passa a ser uma <em>verdade</em>, ou seja, se ela sente raiva, ódio por alguém, esse ódio torna-se verdade que não pode ser negada e que se torna o motor dos atos de maneira inquestionável”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sentimentalista no fundo é um escravo das próprias paixões ou dos próprios sentimentos. Ora, se é escravo, perde a <em>responsabilidade</em> sobre si. Porém, e aqui é importante frisar, a <em>responsabilidade</em> é a essência mesma da existência humana. Um escravo dos sentimentos, das paixões, desta maneira, nada mais é do que alguém que perdeu a sua essência. O que não a torna não-culpada. Isto porém, é sanável e absolutamente possível de ser revertido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso é necessário retomar a consciência de si mesmo(a) e sair desta escravidão buscando inicialmente a <em>responsabilidade</em> perdida para com a própria vida, de sua própria existência. Na Psicologia Tomista, esta <em>responsabilidade essencial</em> (<span data-tooltip="Psicoterapia fundamentada no sentido da existência humana. Concentra-se em buscar a razão da existência do paciente." data-tooltip-position="top">logoterapia</span> de <span data-tooltip="Viktor Emil Frankl (1905 – 1997), doutor em medicina e psiquiatria (austríaco)." data-tooltip-position="top"><a href="https://culturadefato.com.br/author/viktorfrankl/">Frankl</a></span>) é chamada de <em>autoresponsabilidade</em>, isto é, uma pessoa que será capaz de dar o primeiro passo de maturidade assumindo a própria vida como uma missão a ser cumprida e de ser realizada, sem a atitude infantil de responsabilizar o entorno, o outro, etc&#8230; pelotas próprios fracassos e frustrações. Mas assumindo a responsabilidade sobre a própria existência, sobre a própria vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como nos ensinará Frankl: “A consciência de qualquer pessoa está sujeita ao erro; mas isso não exime o homem de sua obrigação de obedecer a ela”. Obedecer a consciência é o oposto de escravizar-se nas paixões ou nos sentimentos. Antes, é obedecer ao que temos de mais sagrado: a responsabilidade de existir e tornar nossa existência algo bom, bela, saudável. Não significa transformar-se no centro das atenções e muito menos viver alguma espécie de egocentrismo. Mas fazer de sua vida, uma vida cheia de sentidos e ordenada pela beleza, pela verdade e pelo bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.youtube.com/c/psirafaeldeabreu" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Rafael Abreu</a>, psicólogo tomista, irá ensinar que: “o homem não é só sentimento [&#8230;] quando o principal valor humano se torna o sentimento há o assassinato dos valores e dos critérios morais. , quando os verdadeiros valores estão mortos, a pessoa passa a valorizar o que não tem valor, ou seja, são anti-valores [&#8230;] é importante observar que o problema não é termos as paixões, os sentimentos, mas é quando elas se tornam o motor do homem diante da realidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis o mal que move muitas pessoas. É por sentimentalismos que as pessoas falam mal uma das outras, competem ridiculamente, provocam as outras, dramatizam o passado tornando-se vítima absoluta, agem para machucar a outra, matam e se matam, mentem e caluniam, se tornam sensíveis consigo mesmas mas insensíveis com aquelas que querem ofender, provocar ou oprimir. Enfim, os sentimentalistas apaixonados são as pessoas que hoje em dia mais influenciam pessoas e que mais sofrem sozinhas. Elas são machucadas que machucam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não façam isso! Busquem ajuda. Mas, lembrem-se, a melhor ajuda de todas, são três: A <em>razão</em>, a <em>autoresponsabilidade</em> e o <em>amor a vida</em>. E estas “ajudas” podemos encontrar em nós mesmos.</p>



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<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/padrebrunootenio/">Padre Bruno Otenio</a>.<br><br>Texto originalmente publicado como postagem do<br><a href="https://t.me/apatriciacastro">canal do Telegram de Patrícia Castro</a>, em 11 de janeiro de 2024.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa criada digitalmente por Qingyang Liu.</p>



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