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	<title>Rodrigo Sias, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Rodrigo Sias, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>A doutrina liberal e o direito à vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Sias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2020 20:31:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Natural]]></category>
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		<category><![CDATA[True Outspeak]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao dar ao Estado a tarefa de definir quando começa a vida e quando é lícito tirá-la, o defensor desta ideia confere ao poder estatal poderes excepcionais, claramente em desacordo com qualquer premissa de um pensamento liberal genuíno e lógico.</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-doutrina-liberal-e-o-direito-a-vida/">A doutrina liberal e o direito à vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo,</em><br><em>acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de direito.</em>”,<br>Olavo de Carvalho.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Apesar de diversas épocas apresentarem ideias sobre a liberdade, a doutrina filosófica conhecida como Liberalismo tomou forma somente no século XVII com os escritos de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Locke (1632- 1704): filósofo inglês.">John Locke</span> e, posteriormente, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Adam Smith (1723 - 1790): filósofo e economista britânico nascido na Escócia.">Adam Smith</span>. O liberalismo baseia-se na defesa da liberdade individual, nos campos político, econômico, religioso e intelectual, contra as ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal.</p>



<p>Enquanto sua influência política foi materializada no formato da maioria dos governos ocidentais – divisão de poderes e “<em>check and balances</em>” – sua expressão econômica é mais conhecida através da metáfora de Smith – “a mão invisível” do mercado – e da máxima dos <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Teoria econômica desenvolvida por um grupo de economistas franceses do século XVIII. Tais economistas acreditavam que a riqueza das nações era derivada unicamente do valor de ''terras agrícolas'' (consideravam que produtos agrícolas deveriam ter preços elevados).">fisiocratas</span> – “<span data-tooltip-position="left" data-tooltip="Expressão francesa que significa literalmente ''deixar fazer'', e é considerada um símbolo da economia liberal defendida pelo capitalismo."><em>laissez faire</em></span>”-, defendendo a primazia do mercado e da livre iniciativa como organização social.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="414" height="257" class="wp-image-4911" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Justica_CantosEsfumacados.jpg" alt="Estátua da Justiça (cantos esfumaçados)"></a>Um liberal constantemente faz uso da expressão “<a href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/">direito natural</a>” para designar direitos que seriam anteriores ao advento do Estado. Nesta visão, o Estado apenas decodificaria em lei o que a própria natureza humana já havia identificado como direito fundamental.</p>



<p>Nesta categoria estão o direito à propriedade privada e o direito à vida. O “direito natural” ou “jusnaturalismo” foi inicialmente desenvolvido por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Tommaso d'Aquino (1225 - 1274): frade católico nascido na Itália. Foi proclamado doutor da Igreja pelo Papa Pio V em 1568.">São Tomás de Aquino</span>, mas posteriormente, os liberais passaram a utilizá-lo para fundamentar suas posições, em especial, nas obras do já citado Locke.</p>



<p>Para um liberal clássico, o Estado só deve intervir como garantidor da propriedade privada, para proteger o individuo de outros indivíduos, mediando conflitos – o poder judiciário e o “estado de direto” – ou para regular a economia de forma a impedir que ações de um grupo prejudiquem outros – as externalidades, como se diz na literatura econômica.</p>



<p>Observando o debate sobre o <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a>, inúmeras vezes deparamo-nos com liberais que aprovam o <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a>, justificando-o como sendo a defesa do direito individual da mulher sobre seu próprio corpo, querendo reconhecer isto em lei.</p>



<figure class="wp-block-pullquote alignright"><blockquote><p>“Muito antes de juristas brasileiros virem em defesa do aborto de microcefálicos,<br>Adolf Hitler já os tinha incluído em seus programas de extermínio”</p><cite>Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior</cite></blockquote></figure>



<p>Ao dar ao Estado a tarefa de definir quando começa a vida e quando é lícito tirá-la, o defensor desta ideia confere ao poder estatal poderes excepcionais, claramente em desacordo com qualquer premissa de um pensamento liberal genuíno e lógico. Existiria maior coerção do que a ingerência sobre a própria vida?</p>



<p>O <a href="https://culturadefato.com.br/downloads/politica_e_economia/2020/estatuto-do-nascituro.pdf" rel="nofollow noopener noreferrer">Estatuto do Nascituro</a> é o reconhecimento de que biologicamente a vida começa na concepção, já existindo o direito à propriedade da mesma. Portanto, não seria possível ao Estado autorizar o <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a> por lei. Ao contrário, deveria defender a propriedade da vida já desde este momento.</p>



<p>Note-se que esta posição seria frontalmente contrária ao <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a> em qualquer hipótese, seja em casos de estupro ou anencefalia. A decisão do Supremo Tribunal Federal de liberar o <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a> de anencefálico, por exemplo, significou a intrusão do Estado no direito sobre a propriedade mais primordial do indivíduo, ou seja, sua vida.</p>



<p>A liberdade de mercado só existe verdadeiramente quando há respeito a todas as propriedades. Ao permitir que o Estado defina as situações nos quais é lícito o <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a>, o pseudo-liberal, em última instância, está aceitando a transformação do direito à propriedade de sua vida em uma concessão estatal, cabendo ao Estado definir quando esta concessão seria válida.</p>



<p>Não é de se estranhar que em todos os Estados totalitários, o <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a> era autorizado de forma integral e irrestrita.</p>



<p>Se até o direito à propriedade da vida é precário e dado segundo a vontade do Estado, o que diríamos do direito à propriedade privada de coisas?</p>



<p>Os defensores do <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a> não podem se dizer “liberais”. Um verdadeiro liberal, usando a lógica, seria contra o <a href="https://culturadefato.com.br/para-se-falar-sobre-o-aborto/">aborto</a>.</p>



<p>Nesse dia <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Publicado originalmente em 28 de setembro de 2012 pelo website Mídia Sem Máscara.">28 de setembro</span> – transformado por militantes abortistas no famigerado “dia do aborto” – os verdadeiros liberais devem se pronunciar contra a relativização do direito à vida.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/rodrigosias/">Rodrigo Sias</a>.<br>Publicado originalmente no <em>website</em> <a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a>, em 28 de setembro de 2012.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color">Nota do articulista:</p>



<p>Escrevi este artigo inspirado basicamente pelo debate (digamos que tenha sido um) ocorrido entre Olavo de Carvalho e o meu xará boboca Rodrigo Constantino, entre abril e maio de 2012.</p>



<p>Olavo citou a posição contraditória de Constantino no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=t-oxL-OcbZU" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>True Outspeak</em> de 25 de abril de 2012</a>, e recebeu uma resposta totalmente ilógica do mesmo (para verificar, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fgasM4boDEY&amp;feature=related" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">clique aqui</a>).</p>



<p>Finalmente, no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PkVbIULoPaQ" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>True Outspeak</em> de 2 de maio de 2012</a> e com dois artigos publicados no <em>Mídia Sem Máscara</em> (“<a href="http://olavodecarvalho.org/dialogo-no-elevador/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Diálogo no elevador</a>” e “<a href="http://olavodecarvalho.org/demolindo-otavio-de-ramalho/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Demolindo Otávio de Ramalho</a>”), Olavo divertiu-se demolindo o “pseudo-liberal”.</p>



<p>O que fiz foi tentar resumir essa argumentação no artigo, tendo como pano de fundo o dia 28 de setembro, escolhido pela militância abortista para lutar pelo assassinato de fetos. Não sei se fui totalmente feliz, mas o resultado está aí para vocês leitores avaliarem.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota do editor:</strong><br><br>A imagem associada a esta postagem ilustra recorte da obra: “<em><a href="https://www.dailyartmagazine.com/liberty-leading-the-people/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A Liberdade guiando o povo</a></em>”, criada em 1830 pelo pintor francês <a href="https://www.suapesquisa.com/biografias/delacroix.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Ferdinand Victor Eugène Delacroix</a> (1798 &#8211; 1863).</p>



<br>
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