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	<title>Rogério Brandão, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 13 Jan 2026 03:01:27 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Rogério Brandão, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Saudade é o amor que fica!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogério Brandão]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 03:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[Almeida Júnior]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Oncopediatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saudades]]></category>
		<category><![CDATA[Sofrimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um médico relembra a marcante história de uma criança com câncer que lhe ensinou, com maturidade e fé, que “saudade é o amor que fica”.</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/saudade-e-o-amor-que-fica/">Saudade é o amor que fica!</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>“Ouso dizer que nada no mundo contribui tão efetivamente para a sobrevivência,</em><br><em>mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido.”</em><br><span data-tooltip="Viktor Emil Frankl (1905 – 1997), doutor em medicina e psiquiatria (austríaco). ''Pai'' da logoterapia." data-tooltip-position="top">Viktor Frankl</span> (1905 – 1997)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="Epigrafe"><em>* <a href="#Notas">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (…) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.</p>



<p>Recordo-me com emoção do <a href="http://www.hcp.org.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Hospital do Câncer de Pernambuco</a>, onde dei meus primeiros passos como profissional… Comecei a frequentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Oncologia: especialidade médica que estuda os cancros (tumores malignos).">oncopediatria</span>. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.</p>



<p>Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!</p>



<p>Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.</p>



<p>— Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores… Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!</p>



<p>Indaguei:</p>



<p>— E o que morte representa para você, minha querida?</p>



<p>— Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)</p>



<p>— É isso mesmo.</p>



<p>— Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!</p>



<p>Fiquei “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Embaraçado">entupigaitado</span>“, não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.</p>



<p>— E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela.</p>



<p>Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:</p>



<p>— E o que saudade significa para você, minha querida?</p>



<p>— Saudade é o amor que fica!</p>



<p>Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!</p>



<p>Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo “meu anjo”, que brilha e resplandece no céu.</p>



<p>Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por Dr. <a href="https://culturadefato.com.br/author/rogeriobrandao/">Rogério Brandão</a>.<br>Publicado originalmente no <a href="http://soldoeverest.blogspot.com.br/2013/02/dr-rogerio-brandao-saudade-e-o-amor-que.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Blog</em> Sol do Everest</a>, em fevereiro de 2013.<br>O autor é &nbsp;presidente da regional Nordeste da Sociedade Brasileira de Oncologia.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="Notas"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br><strong>1</strong>. A imagem da capa é um recorte da obra: “<em><a href="https://acervo.pinacoteca.org.br/online/ficha.aspx?ns=201000&amp;id=8261&amp;lang=br&amp;IPR=667" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Saudade</a></em>” (1899), de <span data-tooltip="José Ferraz de Almeida Júnior (1850 - 1899) foi um pintor e desenhista brasileiro. Nasceu na cidade de Itú e faleceu em Piracicaba (ambas pertencentes ao Estado de São Paulo)." data-tooltip-position="top">Almeida Júnior</span> (1850 – 1899). <a href="#main"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br><strong>2</strong>. Este artigo foi originalmente publicado em 9 de janeiro de 2021. 13 de janeiro de 2026 corresponde à última edição. <a href="#Epigrafe"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a></p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos similares:</h2>



<br>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-mala/">A mala</a></em><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/autordesconhecido/">autor desconhecido</a>)</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vista-cansada/">Vista cansada</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ottolararesende/">Otto Lara Resende</a></p>
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-comovente-carta-de-sao-luis-gonzaga-a-sua-mae/">A comovente carta de São Luís Gonzaga à sua mãe</a></em><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a>)</p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/esperanca/">Esperança</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/cslewis/">C. S. Lewis</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-descoberta-de-sentido-no-sofrimento/">A descoberta de sentido no sofrimento</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/viktorfrankl/">Viktor E. Frankl</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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