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	<title>Ségio Avellar, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Ségio Avellar, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Cultura de massas e perda das identidades!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ségio Avellar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 22:42:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação Moderna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gente educada, tem discernimento, contesta e analisa. População sem educação é ignorante, vota sem pensar. Pessoas que perderam suas identidades, aceitam uma nova, com um padrão de vida sugerido nas novelas e nos programas de TV.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>“Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente.”</em>,<br>Winston Churchill (1874 – 1965).</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Vou falar de “gente moderna”. Meu objetivo, com esse incômodo e direto texto, não é criticar, mas dar subsídios para que façamos uma profunda reflexão sobre como lidamos com esses novos tempos, como nos relacionamos e o que passamos para as futuras gerações. Sempre observo a Sociedade pelo meu prisma de Comunicólogo.</p>



<p>O mais lamentável é ver como a Comunicação Moderna, ao invés de informar claramente sobre os fatos do mundo, se tornou partícipe de um processo de “formação social”. Podem considerar um tipo de lavagem cerebral, anulando a identidade das pessoas que, por não saberem mais quem são, assumem uma persona proposta nas novelas. O problema, é que não conseguem mais distinguir vida real de ficção, incorporando atitudes, comportamentos, copiados de meros personagens.</p>



<p>É assim que a nossa Sociedade foi produzindo uma geração de pessoas alienadas que desconhecem seu papel na Sociedade a qual pertencem, logo, não se respeitam e não tem discernimento para respeitar o mundo ao seu redor.</p>



<p>Sem Educação, não questionam, porque não tem como compreender a profundidade dos fatos apresentados nos noticiários, cada vez mais tendenciosos e com retóricas viciadas. Gente educada, tem discernimento, contesta, analisa e vota com clareza. População sem Educação é ignorante, vota sem pensar, e as pessoas, que perderam suas identidades, aceitam uma nova, com um padrão de vida sugerido nas novelas e nos programas de TV.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/tecnicas-de-manipulacao-psicologica/"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="385" height="228" class="wp-image-5539" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CerebroEstilizado.jpg" alt=""></a>A chave é a Educação. Essa coisa maravilhosa que todos esses governos vêm negando para gerações. Deu nisso. Um povo que não sabe quem é. A experiência dos mais velhos se torna obsoleta, pois a “sabedoria dos antigos” é absurda e dispensável.</p>



<p>O prolongamento biológico e social da infância e da juventude – com todas as suas marcas, como o caráter lúdico e a criatividade – até idades avançadas e às vezes até o final da vida – diferencia o homem dos outros primatas mais próximos. A oposição das gerações se torna uma oposição da vida social num dado momento. A imprensa moderna ilustrada, o rádio, cinema, televisão e a Internet estão implantados em todos os cantos do mundo.</p>



<p>A sociedade está sofrendo mudanças profundas na sua estrutura, as comunicações estão evoluindo de uma forma alucinante e a globalização veio para ficar. A Sociedade de Consumo deu primazia ao homem consumidor e todas as classes sociais foram chamadas a consumir, acreditando adquirir “ascensão social”. Os produtos ficaram mais baratos, pois são feitos em larga escala, atendendo a uma enorme variedade de consumidores com diversos <em>status</em> e poder aquisitivo.</p>



<p>O sistema de comunicação de massa é mundial e os temas culturais que tomaram forma no Brasil invadem os mais diversos tipos de lares. Apesar das diferenças étnicas, o modelo de beleza sugerido se impõe em todas as camadas sociais, que mudam a cor do cabelo e seu modo de falar e vestir.</p>



<p>Infelizmente, o que se tornou importante é o aqui e o agora. O agora é definitivamente agora. Nós tentamos viver o que está disponível ali, no momento. Não faz sentido pensar que existe um passado que poderíamos ter agora. Isto é agora, este simples momento. É a diferença entre “Ambição”, onde o indivíduo aguarda os resultados de seu esforço, e a “Ganância”, onde ele quer tudo já e agora, não importando que o resultado seja menor ou pior. Desde que seja agora.</p>



<p>Nada místico, apenas “agora”, muito simples e direto. E desse “agora”, contudo, emerge sempre um sentido de inteligência de que estamos constantemente em interação com a realidade um por um. Lugar por lugar. Constantemente. Nós na realidade vivemos uma fantástica precisão, constantemente. Uma vida de ilusão. O que constitui a originalidade, a especifidade da Cultura de Massas é a direção de uma parte do consumo imaginário, pela orientação dos processos de identificação, para as realizações.</p>



<p>Mas a vida não pode consumir tudo e a Sociedade consumidora não poderá dar tudo. Ela retira mesmo quando dá. Proporciona segurança, mas não retira o risco e torna fictícia uma parte da vida projetando os espíritos dos espectadores em universos figurados ou imaginários, o que faz com sua alma migre para os inúmeros sósias que vivem para ele. A Cultura de Massas adapta essa projeção de identidade para se integrar a vida social e tomar partido dos cheios e dos ocos da civilização pela qual foi produzida.</p>



<p>Tudo o que vem de dentro da mídia controlada são coisas que levam todos os incautos e influenciáveis a caminhos errados e pouco morais. Veja o que ocorre com nossa juventude que, na sua ânsia de ser aceita socialmente, abre mão da própria personalidade num período tão importante para sua formação, surgindo então, um tipo de “individualismo coletivo”, ou seja, para você ser aceito num grupo, você pode ter sua personalidade, desde que seja igual aos outros do grupo, caso contrário, será traumaticamente excluído.</p>



<p>Os jovens tornam-se disformes e inexpressivos, como rabiscos que não foram passados a limpo, sem interação profunda, de preferência através do celular. Isso é terrível. Não há um esforço para garantir a unidade, apenas a individualidade importa. A moral é cínica, o egoísmo é legal, faz mais sentido ser racional, pois o temperamental será banido para o nada. A filantropia, praticada como “pilantropia” reforça o consenso de que não existe altruísmo. Certamente, técnica, indústria, capitalismo levam em si uma civilização pouco realista, que inscreve os grandes ímpetos subjetivos na busca por aceitação social. Mas esse realismo orienta o afluxo subjetivo sobre o indivíduo vivo e mortal.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-a-obsessao-pela-inovacao/"><img decoding="async" width="360" height="205" class="wp-image-5542" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/MundoVirtual.jpg" alt="Pessoa utilizando óculos de &quot;Realidade Virtual&quot;."></a>Curioso que uma sociedade que prega o individualismo, promova a perda de identidade como um meio de controle. Então como todo mundo, o indivíduo comete tantos clichês que acaba repetindo tudo o que já disseram, acaba escrevendo em <em>blogs</em>, não consegue passar um dia sem acessar seu <em>e-mail</em> e não imagina ficar sem celular. Podemos presenciar uma nova classe de pessoas, com novos traumas e outros tantos vícios, que foram criados para massificar, para tornar o mundo um comercial e assim, devorar qualquer indicio de individualidade cultural. Nós não nos damos conta de que vamos a algum lado e consideramos isso um incômodo.</p>



<p>Desde que <span data-tooltip="Jacques-Marie Émile Lacan (1901 - 1981): psicanalista francês." data-tooltip-position="top">Lacan</span> cunhou o termo “sintoma social”, vinculando sua leitura ao trabalho empreendido por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Karl Marx (1818 - 1883): revolucionário nascido na Prússia. É considerado o ''pai'' do comunismo.">Marx</span>, as interpretações psicanalíticas do mal-estar na Cultura têm tomado preferencialmente a via do “destino trágico”. Por um lado, encontram-se análises dirigidas pela crítica, de cunho “sociológico”, ao “individualismo narcisista” dos tempos modernos. As pessoas se tornaram previsíveis, à cada dia que passa, menos qualidade, menos caráter, apenas egoísmo, mesquinhez, ego, vaidade e poder!</p>



<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Pigmale%C3%A3o" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Efeito <em>Pigmalião</em></a> (também efeito Rosenthal), é nome dado em psicologia ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.</p>



<p>Em apenas duas décadas depois tudo ficou muito pior. Primeiro por que nosso ávido mercado de consumo transformou a ideia de identidade em produto rotativo. Você facilmente adquire uma <span data-tooltip="Leia também o artigo: ''Breve história do blue jeans''." data-tooltip-position="top"><a href="https://culturadefato.com.br/breve-historia-do-blue-jeans/">nova identidade</a></span> pagando seu design em 24 prestações em seu cartão de crédito. Técnicas de condicionamento, figurino, e manuais de autoajuda podem auxiliar na busca de tentativa de sucesso na adequação para a perda de sua identidade o ajustando ao ideal do mercado de consumo.</p>



<p>Esse efeito, chamado também de profecia autorrealizável, porque quem faz a profecia é na verdade quem a faz acontecer, afeta as relações em todos os campos da vida, e quando se espera coisas positivas das pessoas, essas tendem a vir; quando espera coisas negativas, elas provavelmente serão confirmadas.</p>



<p>Gente que pensa pequeno, faz pequeno e colhe resultados pequenos. E, por pensar pequeno, sempre busca um culpado pela sua pequenez. Espero que, nesse pequeno ensaio, desperte algum alerta que faça os leitores refletirem sobre suas atitudes. Precisamos de uma Sociedade mais saudável e consciente. A vida pode ser muito mais simples.</p>



<p>A busca por ter tudo, trocar o velho pelo novo, traz desconforto. Mas a Sociedade nunca está satisfeita. Uma vida com simplicidade é um dos valores que ainda serão percebidos como essenciais.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/segioavellar/">Sérgio Avellar</a>.<br>Artigo originalmente escrito para para <a href="https://salaprotheus.blogspot.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Sala de Protheus</em></a>.</p>



<br>
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		<title>O brasileiro moderno e a Síndrome de Genovese!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ségio Avellar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 16:04:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia da Maldade]]></category>
		<category><![CDATA[Catherine Genovese]]></category>
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		<category><![CDATA[Síndrome de Genovese]]></category>
		<category><![CDATA[Winston Moseley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Observando a apatia social diante das anomalias com que a mídia nos bombardeia diariamente, lembrei de um fato e não pude deixar de traçar um paralelo. Um sombrio paralelo que até criou a expressão: "Síndrome de Genovese”.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>“Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não tenha se dado conta disso.”</em>,<br>Paulo Francis&nbsp;(1930 – 1997).</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Observando a apatia social diante das anomalias com que a mídia nos bombardeia diariamente, lembrei de um fato e não pude deixar de traçar um paralelo. Um sombrio paralelo.</p>



<p>Antes, vou contar o caso de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Catherine Susan Genovese (1935 -1964)">Catherine Genovese</span>, conhecida por Kitty Genovese.</p>



<p>Kitty realmente existiu e seu assassinato marcou profundamente a sociedade americana, criando até a expressão, “<a href="https://www.psychologytoday.com/blog/psychology-yesterday/201401/the-genovese-syndrome" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Síndrome de Genovese</a>”&nbsp; para descrever a indiferença egoísta das pessoas que evitam ‘se envolver’ nos problemas das outras, por mais graves que estes sejam.</p>



<p>Gravidade que às vezes leva à morte, como no caso de Kitty.</p>



<p>Passavam alguns minutos das 3 da manhã do dia 13 de março de 1964, uma jovem mulher atrás do volante saiu do carro e iniciou a caminhada de uns 30 metros em direção ao seu apartamento no bairro de Queens, Nova York, quando percebeu um desconhecido em seu caminho.</p>



<p>Então ela mudou de direção e foi rumo à esquina onde havia uma cabine telefônica policial.</p>



<p>Subitamente, o homem agarrou-a e ela gritou desesperada. Moradores de apartamentos próximos ao local acenderam as luzes e abriram as janelas, ao todo 38 pessoas.</p>



<p>A mulher gritou: “<em>meu Deus, ele me apunhalou! Por favor, me ajudem!</em>”.</p>



<p>De repente, as luzes dos apartamentos se apagaram e as janelas foram fechadas.</p>



<p>Kitty conseguiu escapar, correr rumo ao seu apartamento, mas o agressor a agarrou e a esfaqueou novamente. “<em>Estou morrendo!”</em>, ela gritou.</p>



<p>As janelas se abriram novamente. O agressor entrou num carro e foi embora.</p>



<p class="img-direita" id="ContemNota01"><a href="#Nota01"><img decoding="async" class="wp-image-4734" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/CatherineSusanGenovese.jpg" alt="Catherine Susan Genovese (1935 -1964), conhecida como Kitty Genovese."></a>As janelas se fecharam, mas logo o agressor voltou. Kitty agora havia se arrastado para a porta da frente de um prédio próximo. Ele a encontrou estendida no chão e a esfaqueou novamente, atacou-a sexualmente, desferiu mais algumas facadas matando-a.</p>



<p>Ao todo decorreram 45 minutos desde o primeiro ataque até a morte, só então um vizinho da vítima chamou a polícia. Os policiais chegaram dois minutos depois e encontraram seu corpo sem vida. A vítima foi identificada como sendo Catherine Genovese, 28 anos, que estava voltando de seu emprego, todos os vizinhos a conheciam.</p>



<p>Seis dias depois da morte da jovem, a polícia prendeu um suspeito – <a href="https://www.nytimes.com/2016/04/05/nyregion/winston-moseley-81-killer-of-kitty-genovese-dies-in-prison.html?_r=0" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Winston Moseley</a>, 29 anos, operador de máquinas em comércios que vivia com sua esposa e os dois filhos.</p>



<p>Moseley acabou confessando não apenas ter matado Kitty, mas também duas outras mulheres. Disse possuir “um desejo incontrolável de matar”. Ele falou aos agentes que vagava pelas ruas à noite em busca de vítimas enquanto sua esposa, Elizabeth, estava no trabalho. “<em>Eu escolhia mulheres para matar porque elas eram mais fáceis e não lutavam”</em>, disse Moseley.</p>



<p>O caso Genovese tornou-se um símbolo da apatia social não apenas para os americanos dos anos 60, mas para toda uma geração consciente de que a aglomeração das <a href="https://culturadefato.com.br/sao-paulo-nao-dorme-paulistanos-nao-acordam/">grandes cidades</a> favorece a desumanização ‘dos outros’, favorece a inércia dos espectadores e acerba a indiferença para com quem não lhe é próximo, porque o espaço urbano pertence a um povo que não tem nada a ver com eles.</p>



<p>Quem circula naquele espaço não faz parte de sua vida. As pessoas se enclausuram numa cápsula virtual tornando-se espectadoras passivas das mazelas que as rodeiam.</p>



<p>A essa atitude foi dado até um nome “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Efeito Espectador"><em>bystander effect”</em></span>, fenômeno psicológico no qual indivíduos mostram-se nada propensos a ajudar outras pessoas em situações emergenciais quando percebem que há outros presentes no mesmo local, é o jeito eufemístico de dizer, “não tenho nada com isso<i>”</i>. Acho que devemos considerar melhor quando se diz que o ser humano é solidário, é generoso, se preocupa como bem estar alheio, não é isso que a prática demonstra.</p>



<p>Observando a atitude dos brasileiros, a apatia geral da grande massa com relação ao estado em que se encontra o país, não posso deixar de comparar o Brasil com a Kitty Genovese que, sangrando, implora ajuda da Sociedade, que segue sua vida indiferente aos desígnios da nossa Pátria.</p>



<p>A Cultura de Massas, filha absoluta do <em>Marketing</em> mais rasteiro, vem modificando a atitude e o pensar do povo brasileiro, anulando as identidades das pessoas que, sem perceber, assumem tranquilamente um novo modelo, proposto pelas grandes mídias.</p>



<p>Esse mecanismo vem subvertendo os tradicionais valores e as instituições, como conhecemos, vão sendo solapadas por um novo perfil sócio cultural, onde impera a mesquinhez, arrogância, indiferença e um consumismo exacerbado.</p>



<p>O certo é que a <em>Antropologia da Maldade</em> decidiu fazer da barbárie uma civilização.</p>



<p>Um antropólogo da maldade não acredita ser possível ensinar matemática ou a poesia de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Luís de Camões (1524 - 1580): poeta português, considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos grandes poetas da tradição ocidental."> Camões</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1886 - 1968): poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.">Manuel Bandeira</span> ao morro ou à periferia, mas está certo de que o morro e a periferia é que têm de ensinar <em>funk</em> e <em>rap</em> aos “imperialistas<i>”</i> e aos “<em>playboys<i>”</i></em>, já que se trataria da expressão de um novo sistema de valores. É como se aquela “civilização<i>”</i> já não fosse a nossa.</p>



<p>Lutam para preservá-la da nefasta influência da cultura central, pobre e populista, corroída pelo materialismo, pelo capitalismo e por um moralismo de fachada.</p>



<p>Esse é o novo brasileiro. Critica a Sociedade estruturada, desenvolvem uma nova concepção de Sociedade que os levem à ser como somos nós, só que “sem fé, sem lei e sem rei<i>”</i>: sem esperança, sem estado e sem governo.</p>



<p>Uma concepção equivocada, onde os piores suplantam os melhores e criam padrões que são imediatamente absorvidos e copiados.</p>



<p>Pobres brasileiros.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/segioavellar/">Sérgio Avellar</a>.<br>O autor é comunicólogo com doutorado em “<em>Master en Publicidad</em>” pela <a href="http://www.ub.edu/web/ub/ca/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Universitat de Barcelona</em></a>,<br>onde se aprofundou sua tese sobre a “Cultura de Massas e a Perda das Identidades”.</p>



<p class="has-text-align-right">Autor e gerencia o <em>website</em> <a href="http://www.rockpuro.net/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Rádio RockPuro</a>.<br><em>e-mail</em>: <a href="mailto:avellar@rockpuro.net" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">avellar@rockpuro.net</a><em>&nbsp;/ Release</em>: <a href="http://rockpuro.net/sergioavellar.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://rockpuro.net/sergioavellar.html</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color">Nota:</p>



<ul class="wp-block-list"><li id="Nota01">Catherine Susan Genovese (1935 -1964), conhecida por Kitty Genovese. <a href="#ContemNota01"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li></ul>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-brasileiro-moderno-e-a-sindrome-de-genovese/">O brasileiro moderno e a Síndrome de Genovese!</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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