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	<title>William Lane Craig, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>William Lane Craig, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<item>
		<title>Fragilidade intelectual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[William Lane Craig]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 04:40:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[William Lane Craig]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O mais simples filho de Deus, que vive em amor, é mais sapiente, à vista de Deus, do que o brilhantíssimo Bertrand Russel. Tal doutrina abala a soberba de numerosos homens perante suas grandes realizações intelectuais.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/fragilidade-intelectual/">Fragilidade intelectual</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><span id="Epigrafe"></span>“<em>Assim como o amor de Deus é raiz de todas as virtudes, o amor-próprio é a raiz de todos os vícios.</em>”<br><span data-tooltip="Padre Manuel Bernardes, (1644 – 1710) foi escritor, orador e religioso português." data-tooltip-position="top">Padre Manuel Bernardes</span> (1644 – 1710)</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph" style="font-size:11px"><em><sup>*</sup> <a href="#Notas">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Lembre-se da fragilidade de nossos intelectos e de nosso conhecimento limitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span data-tooltip="Sócrates (469 ou 470 a. C. - 399 a. C.): filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga." data-tooltip-position="top">Sócrates</span> disse que ele era o mais sábio homem em Atenas porque ele sabia que não sabia nada. O apóstolo <span data-tooltip="Paulo de Tarso (5 d. C. - 67 d. C.): um dos apóstolos de Cristo e influente escritor cujas obras formam parte significativa do Novo Testamento." data-tooltip-position="top">Paulo</span> assumiu um pensamento semelhante, quando confrontado pelos gnósticos gregos, que davam palpite sobre a importância do conhecimento. Ele escreveu: “O conhecimento dá ocasião à arrogância, mas o amor edifica. Se alguém supõe conhecer alguma coisa, ainda não conhece até o ponto em que é necessário conhecer. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele” (1<span data-tooltip="Coríntios" data-tooltip-position="top">Co</span> 8.1b-3). De acordo com Paulo, se você pensa que é tão esperto e que descobriu tudo a respeito de Deus, na verdade, você nada sabe e é apenas um tagarela intelectualmente inflado. Em contrapartida, a pessoa que ama a Deus é aquela que verdadeiramente veio a conhecê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal doutrina tem abalado a soberba de alguns homens em face de suas grandes realizações intelectuais. Isso significa que o mais simples filho de Deus, que vive em amor, é mais sábio, à vista de Deus, do que o brilhante <span data-tooltip="Bertrand Arthur William Russell (1872 - 1970): 3.º Conde Russell foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos, ensaístas, historiadores e lógicos que viveram no século XX de origem britânica." data-tooltip-position="top">Bertrand Russel</span>, que o mundo jamais viu igual.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/30jL3iY" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><img decoding="async" class="size-full wp-image-14599 alignright" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/ApologeticaParaQuestoesDificeis_WilliamLaneCraig.jpg" alt=""></a>Como cristãos, precisamos perceber a debilidade e a finitude de nosso conhecimento humano. Com honestidade, posso testificar que quanto mais aprendo, mais desesperadamente ignorante me sinto. Além disso, o estudo somente serve para abrir a consciência de uma pessoa para todas as perspectivas infindáveis do conhecimento — mesmo na própria especialidade dessa pessoa — ainda desconhecido. Identifico-me com uma afirmação que <span data-tooltip="Isaac Newton (1643 - 1727): astrônomo, alquimista, filósofo natural, teólogo e cientista inglês." data-tooltip-position="top">Isaac Newton</span> fez quando refletia sobre suas descobertas expostas em seu grande tratado sobre física, o <a href="https://www.wdl.org/pt/item/17842/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Principia mathematica</em></a>. Ele disse:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira-mar, divertindo-me com o fato de encontrar de vez em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente.</p>
</blockquote>



<br>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Escrito por <a href="https://www.reasonablefaith.org/william-lane-craig" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">William Lane Craig</a>.<br> Excerto do primeiro capítulo do livro: “<a href="https://amzn.to/30jL3iY" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Apologética para questões difíceis da vida</a>”.<br> Obra publicada pela <a href="https://vidanova.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Editora Vida Nova</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="left">ISBN</span>: 978-85-275-0452-2.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><a id="Notas" href="#Epigrafe"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a> <strong>Notas da Editoria:<br></strong><br><strong>1</strong>. O título desta postagem (“<em>Fragilidade intelectual</em>”) não faz parte de nenhuma epígrafe do livro, foi atribuído pela editoria da Cultura de Fato.<br><br><strong>2</strong>. Este artigo foi publicado originalmente publicado neste <em>website </em>em 12 de agosto de 2020. A data de 8 de maio de 2024 corresponde à última edição.<br><br><strong>3</strong>. O excerto aqui disponibilizado não pretende e não expõe claramente o objetivo da obra, para tal finalidade aconselhamos consultar o <em>website </em>da <a href="https://www.vidanova.com.br/livros/apologetica-para-questoes-dificeis-da-vida" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Editora Vida Nova</a>.<br><br><strong>4</strong>. A imagem de capa contém um recorte da obra “<em><a href="https://webneel.com/daily/13-oil-painting-despair-matt-talbert" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Despair</a></em>”, do pintor <a href="https://www.talbertart.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Matt Talbert</a>.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gmdd6475b" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmdd6475b gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gm3d8538" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm3d8538 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm3d8538" class="section-gm3d8538 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g72c09e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g72c09e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/fiodor-dostoievski-por-william-lane-craig/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/FiodorDostoievski_VasilyPerov.jpg" alt="Retrato de Fiódor Dostoiévski (1921 – 1881), pintado por Vasily Grigorevich Perov (1834 - 1882)."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/fiodor-dostoievski-por-william-lane-craig/">Fiódor Dostoiévski por William Lane Craig</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmec5253" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmec5253 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmec5253" class="section-gmec5253 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g4b4736" class="wp-block-gutentor-e6 section-g4b4736 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/como-e-possivel-deus-ser-a-base-da-moral/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/MoseConLeTavoleDellaLeggeRecortado.jpg" alt="Obra: &quot;Mosè con le tavole della legge&quot;, de Rembrandt Harmenszoon Van Rijn (1606 - 1669): pintor e gravador holandês."/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/como-e-possivel-deus-ser-a-base-da-moral/">Como é possível Deus ser a base da moral?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm487799" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm487799 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm487799" class="section-gm487799 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g80f0a7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g80f0a7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-hotel-de-hilbert/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/HotelHilbert.jpg" alt="Hotel de Hilbert (Sempre há vagas)"/></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-hotel-de-hilbert/">O hotel de Hilbert</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>Fiódor Dostoiévski por William Lane Craig</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/fiodor-dostoievski-por-william-lane-craig/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[William Lane Craig]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 17:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Apologética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas pessoas têm a impressão de que o grande escritor do século XIX, Fiódor Dostoiévski, era ateu. Na verdade, ele procurou fazer a defesa do teísmo em face do problema do mal, problema que torturou Dostoiévski!</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/fiodor-dostoievski-por-william-lane-craig/">Fiódor Dostoiévski por William Lane Craig</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center pnl wp-block-paragraph">Excerto da obra: <em>“<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/852750491X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=852750491X&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=63d90adea15cf2817fcc56d501c72556" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Apologética Contemporânea</a>”,</em><br>por William Lane Craig.<br>• • •<br>Vale salientar: este pequeno trecho não demonstra o objetivo do livro,<br>para tal finalidade consulte o sumário da obra disponível no término desta postagem.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">O<span data-tooltip="Na obra, anteriormente o autor, William Lane Craig, comenta Blaise Pascal (1623 - 1662)." data-tooltip-position="top">utra</span> apologética baseada no predicamento humano pode ser vista nos magníficos romances do grande escritor russo do século XIX <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fi%C3%B3dor_Dostoi%C3%A9vski" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Fiódor Dostoiévski</a> (1921 – 1881). (Permita-me acrescentar que creio que a observação dos evangélicos de hoje com os escritos de autores como <span data-tooltip="Clive Staples Lewis (1898 - 1963): escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico." data-tooltip-position="top">C. S. Lewis</span> em detrimento de escritores como Dostoiévski é uma grande vergonha. Dostoiévski é um escritor muito mais impressionante.) O problema que torturou Dostoiévski era o problema do mal: Como pode existir um Deus bom e amoroso se o mundo está cheio de sofrimento e mal? Dostoiévski apresentou esse problema em suas obras de modo tão convincente, tão pungente, que certas passagens, notavelmente a parte chamada “O Grande Inquisidor”, de <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8573264098/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8573264098&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=9dda86f05906b6945f420946c93eceb2" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Os irmãos Karamázov</em></a>, são com frequência transcritas em antologias como descrições clássicas do problema do mal. Consequentemente, algumas pessoas têm a impressão de que Dostoiévski era ateu e que a postura do Grande Inquisidor é a sua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, ele procurou fazer em duas frentes a defesa do teísmo em face do problema do mal. Do lado da afirmação, ele argumentou que o sofrimento do inocente pode aperfeiçoar o caráter e levar a pessoa a um relacionamento mais íntimo com Deus. Do lado da negação, ele tentou mostrar que quem nega a existência de Deus aterrissa no mais completo relativismo moral, de modo que um ateu não pode condenar nenhum ato, por mais assustador ou hediondo que seja. Viver de modo coerente com essa perspectiva de vida é impensável e impossível. Portanto, o ateísmo destrói a vida e acaba logicamente em suicídio.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/852750491X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=852750491X&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=63d90adea15cf2817fcc56d501c72556" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="206" height="252" class="wp-image-2907" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/ApologeticaContemporanea.jpg" alt="Capa do livro: “Apologética Contemporânea. A Veracidade da Fé Cristã”. Escrito por William Lane Craig, publicado pela Editora Vida Nova. ISBN 978-85-275-0491-1."></a>Os magníficos romances de Dostoiévski, <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8525416479/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8525416479&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=8ed4cc813f94fb8fd9734a4e70c1ab0e" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Crime e Castigo</em></a> e <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8573264098/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8573264098&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=09b2f87bc7336e73858692b9c8a725e7" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Os irmãos Karamázov</em></a>, ilustram com grande impacto esses temas. No primeiro, um jovem ateu, convicto do relativismo moral, assassina de forma brutal uma mulher idosa. Embora ele saiba que segundo suas pressuposições não deve se sentir culpado, ele mesmo assim é consumido pela culpa até que confessa seu crime e entrega sua vida a Deus. O segundo romance é a história de quatro irmãos, e um deles mata seu pai porque seu irmão ateu Ivan lhe disse que não existem absolutos morais. Não conseguindo conviver com as consequências de seu próprio sistema filosófico, Ivan sofre um colapso mental. Os outros dois irmãos, um deles acusado injustamente do parricídio e o outro um jovem sacerdote ortodoxo russo, descobrem no sofrimento o aperfeiçoamento de seu caráter e a proximidade de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dostoiévski reconhece que sua resposta ao ateísmo não constitui prova positiva do cristianismo. Na verdade, ele nega que tal prova exista. O povo pediu que Jesus lhe desse “pão e circo”, mas ele se recusou a fazê-lo. A decisão de seguir Cristo tem de ser tomada em solidão e ansiedade. Cada pessoa tem de enfrentar por si a angústia de um mundo sem Deus e, na solidão do seu próprio coração, entregar-se a Deus pela fé.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Escrito por <a href="http://www.reasonablefaith.org/william-lane-craig" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">William Lane Craig</a>.<br>Excerto do <span data-tooltip="''O absurdo da vida sem Deus''" data-tooltip-position="top">segundo capítulo</span> do livro: “<em><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/852750491X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=852750491X&amp;linkCode=as2&amp;tag=culturateca-20&amp;linkId=63d90adea15cf2817fcc56d501c72556" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Apologética Contemporânea. A Veracidade da Fé Cristã</a></em>”.<br>Obra publicada pela <a href="https://vidanova.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Vida Nova</a>. <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span> 978-85-275-0491-1.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<h3 class="wp-block-heading">Sumário da obra que gerou esta postagem:</h3>



<h5 style="padding-left: 20px;">Parte 1: <em>De Fide</em></h5>



<p style="padding-left: 40px;"><strong>1.</strong> Como sei que o cristianismo é verdadeiro?</p>



<h5 style="padding-left: 20px;">Parte 2: <em>De Homine</em></h5>



<p style="padding-left: 40px;"><strong>2.</strong> <span data-tooltip="O artigo que originou esta postagem é um excerto do tópico ''Fiódor Dostoiévski'', disponível no capítulo aqui especificado." data-tooltip-position="top">O absurdo da vida sem Deus</span></p>



<h5 style="padding-left: 20px;">Parte 3: <em>De Deo</em></h5>



<p style="padding-left: 40px;"><strong>3.</strong> A Existência de Deus (1)<br><strong>4.</strong> A Existência de Deus (2)</p>



<h5 style="padding-left: 20px;">Parte 4: <em>De Creatione</em></h5>



<p style="padding-left: 40px;"><strong>5.</strong> O problema do conhecimento histórico<br><strong>6.</strong> A questão dos milagres</p>



<h5 style="padding-left: 20px;">Parte 5: <em>De Christo</em></h5>



<p style="padding-left: 40px;"><strong>7.</strong> A autocompreensão de Jesus<br><strong>8.</strong> A Ressurreição de Jesus</p>



<h5 style="padding-left: 20px;">Conclusão</h5>



<p style="padding-left: 40px;">Uma apologética Superior</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><strong>Nota do editor:</strong><br><br>O retrato de Fiódor Dostoiévski (1921 – 1881) associado a esta postagem ilustra pintura criada em 1872, pelo artista russo <a href="https://www.wikiart.org/pt/vasily-perov" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Vasily Grigorevich Perov</a> (1834 &#8211; 1882). Para obter imagem completa e em alta definição, <a href="https://culturadefato.com.br/downloads/artes_e_literatura/2020/FiodorDostoievski_VasilyPerov_Completo.jpg">clique aqui</a>.</p>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/fiodor-dostoievski-por-william-lane-craig/">Fiódor Dostoiévski por William Lane Craig</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como é possível Deus ser a base da moral?</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/como-e-possivel-deus-ser-a-base-da-moral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[William Lane Craig]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 00:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[kalam]]></category>
		<category><![CDATA[Keith Yandell]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Swinburne]]></category>
		<category><![CDATA[William Lane Craig]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se valores morais objetivos implicam na existência de Deus, plausivelmente isso não é um fato contingente. Valores morais não podem existir sem Deus. Portanto, se valores morais necessariamente existem, segue-se que Deus necessariamente existe.</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/como-e-possivel-deus-ser-a-base-da-moral/">Como é possível Deus ser a base da moral?</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">“<em>A razão vos é dada para discernir o bem do mal.</em>”,<br>Dante Alighieri (1265 – 1321): escritor italiano.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph"><strong>Questionamento enviado por </strong><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="O questionador optou por não divulgar o nome completo."><strong>Thomas</strong></span><strong>:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="ContemNota01">Minha pergunta se refere à discussão sobre Deus como um ser logicamente necessário no livro em que o senhor debate com o então ateísta <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antony Garrard Newton Flew (1923 - 2010): filósofo e professor britânico.">Antony Flew</span> <a href="#Nota01">[1]</a>. A título de esclarecimento, o senhor afirma que Deus, para ser logicamente necessário, tem de ser onipotente, onisciente e moralmente perfeito em todos os mundos possíveis. O Senhor demonstrou esses pontos mediante os argumentos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="O vídeo anexo no término deste excerto explica o argumento cosmológico (''Kalam'')."><em>Kalam</em></span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Para compreender o argumento ''ajuste fino'', assista ao vídeo: ''O ajuste preciso do universo''. ''Link'' disponível na última seção deste artigo.">ajuste fino</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Para compreender o argumento ''moral'', assista ao vídeo: ''Você pode ser bom sem Deus?''. ''Link'' disponível na última seção deste artigo.">moral</span>, respectivamente. Esse breve resumo está certo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Minha indagação diz respeito à objeção dos filósofos cristãos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith E. Yandell: filósofo da religião estadunidense (PhD pela Ohio State University).">Keith Yandell</span> / <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Richard Granville Swinburne: filósofo britânico e professor emérito de filosofia na Universidade de Oxford.">Richard Swinburne</span> de que Deus não pode explicar a objetividade da moralidade. O senhor argumenta que é pelo fato de ser logicamente necessário que (entre outras razões) Deus pode explicar a moralidade. Porém, isso parece ser (segundo penso) um argumento circular, uma vez que o senhor precisa da prova do argumento moral para demonstrar que Deus é logicamente necessário, a fim de poder refutar a objeção de Swinburne. Mas o senhor precisa rebater a objeção antes de argumentar que Deus é logicamente necessário. Qual é a sua réplica? Será que entendi isso corretamente?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resposta do dr. </strong><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William Lane Craig"><strong>Craig</strong></span><strong>:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua pergunta revela um mal-entendido. Assim, antes de abordá-la diretamente, permita-me esclarecer o que eu disse. Em primeiro lugar, a existência de Deus não está relacionada necessariamente ao fato de ele ser onipotente, onisciente e moralmente perfeito, ao menos, não de um modo direto. Para que Deus seja logicamente necessário, ele simplesmente precisa existir em todo mundo logicamente possível; de fato, dizer que Deus é logicamente necessário é o mesmo que dizer que ele existe em todo mundo possível. Ora, evidentemente, uma vez que os atributos mencionados por você são essenciais a Deus, deduz-se que ele terá tais atributos em todo mundo possível. Mas não estou sugerindo que Deus existe em todos os mundos possíveis em razão de ele ter esses atributos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em segundo lugar, não procurei demonstrar que Deus tem esses atributos por meio dos três argumentos que você menciona. Os argumentos <em>kalam</em> e do ajuste fino implicam na existência de um ser imensamente poderoso e inteligente, mas não a existência de um ser onipotente ou onisciente. O argumento moral pode ser ampliado para levar à conclusão de que Deus, como fundamento do valor moral objetivo, é moralmente perfeito, mas essa não é a conclusão do argumento em si.</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/3czKQMi" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><img decoding="async" class="wp-image-2758" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/ARazaoDaNossaFe_EditoraVidaNova.jpg" alt="Capa da obra: &quot;A Razão da Nossa Fe&quot;, escrita por William Lane Craig e Joseph E. Gorra. O livro está registrado sob ISBN 978-85-275-0790-5, é publicado pela Editora Vida Nova."></a>Ora, Yandell e Swinburne entendem que Deus não pode ser o fundamento do valor moral, em parte porque ambos pensam que Deus existe apenas contingentemente e não necessariamente, ao passo que ao menos alguns valores morais existem necessariamente. Assim, segunda a visão deles, há mundos possíveis nos quais Deus não existe, embora os valores morais existem. O meu argumento é que o teísta clássico não enfrenta tal problema, uma vez que ele acredita que Deus é um ser logicamente necessário, e portanto, pode ser o fundamento dos valores morais em todo mundo logicamente possível. Desse modo, a objeção não surte efeito contra o teísta clássico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagino que agora você possa perceber que não se trata de um argumento circular. Se Deus é um ser contingente, ele não pode fundamentar valores morais. De acordo! Agora, cabe a Yandell ou Swinburne provar que Deus é um ser contingente. A menos que consigam provar, a conclusão não implica que Deus não pode fundamentar valores morais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, é realmente irrelevante o <em>porquê</em> de o teísta clássico acreditar que Deus é logicamente necessário. Ele pode ter essa crença com base na religião, no argumento ontológico ou no argumento da contingência. Ele também pode, como você sugeriu, ter essa crença com base na moral, pois se valores morais objetivos implicam na existência de Deus, plausivelmente isso não é um mero fato contingente. Valores morais não podem existir sem Deus; eles demandam na sua existência. Ou seja, se valores morais necessariamente existem, segue-se que Deus necessariamente existe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o argumento tem a seguinte estrutura:</p>



<ol style="padding-left: 30px;"><li>Necessariamente, se existem valores morais, então Deus existe.</li><li>Necessariamente existem valores morais.</li><li>Portanto, necessariamente existe Deus.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Yandell e Swinburne negam a premissa (1) porque entendem que Deus é contingente, mas não é possível simplesmente assumir que Deus é contingente, senão se incorre em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="''Petição de princípio'' ou ''raciocínio circular''. Exemplo: O insulto é uma forma natural de agressividade; portanto, insultar é natural.">petição de princípio</span>, pois isso seria tão somente assumir que a conclusão (3) é falsa, que Deus <em>não</em> existe necessariamente. Portanto, se alguém corre o risco de cair em um raciocínio circular, esse alguém é quem se opõe argumento moral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o teísta clássico que acredita, até mesmo por razões morais, que Deus é logicamente necessário não está raciocinando em círculo. Para quem nega a premissa (1) porque Deus existe contingentemente, o teísta clássico replica: “Prove-o (sem recorrer à petição de princípio)!”. A bola está agora no campo do discordante.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Extraído da obra: “<a rel="nofollow noopener noreferrer" href="https://amzn.to/3czKQMi" target="_blank">A razão de nossa fé</a>”, escrita por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlcraig/">William Lane Craig</a> e Joseph E. Gorra.<br>Publicado pela <a href="https://vidanova.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Vida Nova</a>, sob <span data-tooltip-position="left" data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number.">ISBN</span> 978-85-275-0790-5.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><a href="https://culturadefato.com.br/downloads/cristianismo/2020/trecho_razao_da_nossa_fe.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clique aqui</a> para ler o sumário e um trecho da obra (formato <span data-tooltip-position="left" data-tooltip="PDF: Portable Document Format, em português: Formato Portátil de Documento.">PDF</span>).</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator is-style-dots"/>



<p class="img-esquerda wp-block-paragraph"><img decoding="async" width="179" height="222" class="wp-image-2774" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WilliamLaneCraigBordasEsfumacadas.jpg" alt="William Lane Craig"><br>Sobre o autor:<br><br><a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlcraig/">William Lane Craig</a> é doutor em filosofia pela <a href="https://www.birmingham.ac.uk/index.aspx" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Universidade de Birmingham</a>, na Inglaterra; e, em teologia pela <a href="https://www.uni-muenchen.de/index.html" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Universidade de Munique</a>, na Alemanha. Foi professor de Filosofia da <a href="https://www.biola.edu/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Universidade Biola</a>, na Califórnia. Atualmente é professor pesquisador de Filosofia na <a href="https://www.biola.edu/talbot" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Talbot School of Theology</a> (La Mirada, Califórnia). É conferencista internacional e autor de dezenas de artigos e livros no campo da filosofia e da apologética.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph">Nota:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Veja Stan W. Wallace, org., <a href="https://amzn.to/38spXj9" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Does God exist?: the Craig-Flew debate</em></a> (Aldershot: Ashgate, 2003). Respondido por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith E. Yandell: filósofo da religião estadunidense (PhD pela Ohio State University).">K. Yandell</span>, <span data-tooltip-position="bottom" data-tooltip="Paul K. Moser: filósofo americano que escreve sobre epistemologia e filosofia da religião.">P. Moser,</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="R. Douglas Geivett: professor de filosofia na Universidade de Biola, em La Mirada (EUA - Califórnia).">D. Geivett</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Michael L. Martin (1932 - 2015): filósofo americano e ex-professor da Universidade de Boston.">M. Martin</span>, D. Yandell, <span data-tooltip-position="left" data-tooltip="William Leonard Rowe (1931 - 2015): professor emérito de filosofia na Purdue University, onde especializou-se em Filosofia da Religião.">W. Rowe</span>, <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Keith Parsons: professor de filosofia. Publicou livros nos campos da filosofia da ciência, história da ciência, filosofia da religião e lógica e pensamento crítico.">K. Parsons</span>; <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William J. Wainwright: professor emérito de filosofia na University of Wisconsim.">W. J. Wainwright</span>. <a href="#ContemNota01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li></ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color wp-block-paragraph"><strong>Nota do editor:</strong><br><br>A imagem associada a esta postagem ilustra a obra: <em><a rel="noreferrer noopener nofollow" href="https://it.wikipedia.org/wiki/Mos%C3%A8_con_le_tavole_della_legge#:~:text=Mos%C3%A8%20con%20le%20tavole%20della%20legge%20%C3%A8%20un%20dipinto%20a,1659%22." target="_blank">Mosè con le tavole della legge</a></em>, trata-se de uma pintura a óleo criada em 1659 pelo pintor e gravador holandês <a rel="noreferrer noopener nofollow" href="https://www.todamateria.com.br/rembrandt/" target="_blank">Rembrandt Harmenszoon Van Rijn</a> (1606 &#8211; 1669). Para obtê-la em alta definição, <a rel="noreferrer noopener" href="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/MoseConLeTavoleDellaLegge_Grande-scaled.jpg" target="_blank">clique aqui</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<br>



<p class="wp-block-paragraph">Em adendo, assista ao vídeo intitulado: “O argumento cosmológico”, e compreenda com o autor deste artigo, William Lane Craig, uma das fortes evidências da existência de Deus:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="O Argumento Cosmológico - WillIam Lane Craig" width="640" height="480" src="https://www.youtube.com/embed/Rj6x3zSg0rc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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		<title>O hotel de Hilbert</title>
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		<dc:creator><![CDATA[William Lane Craig]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2020 21:17:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O universo teve um início, ou seja, não existe desde a eternidade. Pois, o infinito é indivisível e, o universo existe dentro do espaço e do tempo que são claramente divisíveis.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center pnl wp-block-paragraph"><em>Os próximos parágrafos foram extraídos da obra “<a href="https://amzn.to/4bfimWD" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Em Guarda</a>”, neles, o autor <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Lane_Craig" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Dr. William Lane Craig</a> (filósofo e teólogo) visa explicar que o universo teve um início, ou seja, não existe “desde a eternidade”, já que o infinito é indivisível e o universo está contido dentro do espaço e do tempo, que são divisíveis.</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">O “hotel de Hilbert” é fruto da imaginação do grande matemático alemão&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Hilbert" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">David Hilbert</a>.&nbsp;Hilbert primeiro nos convida a imaginar um hotel comum,&nbsp;com um numero finito de quartos. Suponha que todos os quartos&nbsp;estejam ocupados. Se chegar mais alguém na recepção do hotel em&nbsp;busca de um quarto, o atendente dirá: “Desculpe, estamos completamente lotados”, e a história acaba por aí.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas agora, seguindo a analogia de Hilbert, suponha que existisse&nbsp;um hotel com um número infinito de quartos, e imagine que&nbsp;os quartos estivessem também todos ocupados. Esse fato deve ser&nbsp;claramente analisado. Não há uma única vaga em todo esse infinito&nbsp;número de quartos do hotel; cada quarto já está ocupado por alguém.&nbsp;Agora suponha que chegue mais uma pessoa ao hotel em busca de um&nbsp;quarto na recepção. O atendente dirá: “Certo, senhor, e começará a&nbsp;transferir a pessoa do quarto 1 para o quarto 2, a do quarto 2 para&nbsp;o quarto 3, e assim sucessivamente até o infinito. Em consequência&nbsp;dessa mudança de quartos, o quarto 1 passa a ter uma vaga, e a pessoa&nbsp;que está na recepção registra-se no hotel, toda satisfeita. Mas antes que&nbsp;ela chegasse, todos os quartos estavam ocupados!</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a coisa fica pior! Vamos supor agora, como diz Hilbert, que&nbsp;uma infinidade de novos hóspedes aparece na recepção à procura de&nbsp;quartos. “Sem problema, sem problema”, diz o gerente. E então ele&nbsp;passa a pessoa que está no quarto 1 para o quarto 2, a do quarto 2&nbsp;para o quarto 4, a do quarto 3 para o quarto 6 e assim por diante,&nbsp;a cada vez passando a pessoa para um quarto que é o dobro do número&nbsp;daquele em que antes estava. Uma vez que qualquer número&nbsp;multiplicado por dois é um número par, todos os hóspedes acabam&nbsp;acomodados em quartos pares. Como resultado, todos os quartos de&nbsp;número ímpar ficam vagos, e aquela infinidade de novos hóspedes&nbsp;que havia chegado à recepção é facilmente acomodada. Na verdade,&nbsp;o gerente pode fazer esse mesmo procedimento inúmeras, infinitas&nbsp;vezes, sempre acomodando infinitamente novos hóspedes. E, contudo,&nbsp;antes que eles chegassem, todos os quartos já estavam cheios!</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph"><a href="https://amzn.to/4bfimWD" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="261" height="509" class="wp-image-2078" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Em_Guarda.jpg" alt="Capa do Livro: &quot;Em Guarda&quot;, escrito por William Lane Craig. Publicado pela Editora Vida Nova, sob ISBN: 978-8527504799."></a>Como um estudante certa vez me disse, se o hotel de Hilbert pudesse de fato existir teria que ter uma placa onde estaria escrito: “Não há vagas (hóspedes são bem-vindos)”. Mas o hotel de Hilbert é ainda mais estranho do que o grande matemático alemão o criou para ser. Pois apenas faça a si mesmo a seguinte pergunta: O que aconteceria se alguns dos hóspedes começassem a deixar o hotel? Vamos supor que todos os hóspedes que estão em quartos ímpares resolvessem deixar o hotel. Nesse caso, um número infinito de pessoas teria deixado o hotel — na verdade, o mesmo número infinito de pessoas que teria permanecido. E, contudo, o número de pessoas hospedadas não diminuiria, mesmo as pessoas dos ímpares tendo resolvido deixar o hotel. Esse número é simplesmente infinito! Ora, vamos supor que o gerente não goste da ideia de ter um hotel com metade dos quartos vagos (pois isso não parece uma boa coisa para o negócio). Não há com que se preocupar! Basta apenas passar os hóspedes para outros quartos, como ele já fizera antes, só que desta vez fazendo em ordem contrária, que ele transformará um hotel com metade dos quartos vagos em um hotel lotado!</p>



<p class="img-direita wp-block-paragraph">Ora, você deve estar pensando que, com esse tipo de manobras,&nbsp;o gerente sempre poderá manter esse estranho hotel com sua lotação&nbsp;máxima. Mas você está enganado. Pois suponha que os hóspedes&nbsp;dos quartos 4, 5, 6,… deixem o hotel. Com um simples estalar de dedos o&nbsp;hotel estaria literalmente vazio, o registro de hóspedes estaria&nbsp;reduzido a apenas três nomes e o infinito estaria convertido em&nbsp;algo finito.&nbsp;E, ainda assim, seria verdade dizer que o número de hóspedes que deixou o hotel dessa vez é o mesmo que deixou quando os&nbsp;quartos&nbsp;ímpares foram desocupados. Será que um hotel assim pode&nbsp;de fato existir na realidade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hotel de Hilbert é um absurdo. Uma vez que nada nos prende&nbsp;à ilustração envolvendo o hotel, esse argumento pode ser generalizado&nbsp;para demonstrar que a existência de um número infinito atual de coisas é um absurdo.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Extraído da obra “<a href="https://amzn.to/4bfimWD" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Em Guarda</a>“, escrita por William Lane Craig.<br>Publicado pela <a href="https://vidanova.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Editora Vida Nova</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8527504799.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<br>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2009, <a href="https://vidanova.com.br/205_william-lane-craig">William Lane Craig</a> expôs na palestra intitulada “Como o universo começou” o conceito aqui exposto. Se necessário, habilite legendas em português, e compreenda melhor o contexto desta postagem.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Argumento Cosmológico Kalam para a Existência de Deus 2/4" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/YxZY1-1rfN4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<br>
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