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	<title>Yuri Vieira, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Yuri Vieira, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Terra à vista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 May 2022 16:12:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ortodoxia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Salvar-se do naufrágio do mundo é agarrar-se ao eterno madeiro flutuante, que sempre nos espera à margem do espaço, desde antes do início dos tempos — e com ele seguir até o porto seguro da única ilha que realmente importa habitar.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O mundo moderno perdeu o juízo, não tanto porque aceita o anormal,</em><br><em>mas porque não consegue reestabelecer a normalidade.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. Chesterton (1874 – 1936)</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



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<p class="has-drop-cap">No livro <em><a href="https://amzn.to/3tlacpq" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Ortodoxia</a></em>, <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936): mais conhecido como G. K. Chesterton foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> afirma que, incapaz de seguir a religião corrente — no caso inglês, a Igreja Anglicana —, decidiu inventar sua própria heresia. E assim o fez. Por fim, sentiu-se como um náufrago que, chegando a uma ilha supostamente deserta, descobre anos depois que não havia aportado senão às costas de uma ilha tão grande e tão habitada quanto a própria Inglaterra… Isto é: criou sua própria heresia, sentindo-se solitário nela, para finalmente descobrir que sua heresia era apenas a ortodoxia católica: não estava numa ilha deserta.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="456" height="269" class="wp-image-12297" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Chesterton_TimothyJones_Pequeno.jpg" alt="Obra: &quot;Astonished at the World&quot;, de Timothy Jones. Tamanho Pequeno."></a>O curioso é que isso, ao longo da vida, também ocorre com nossos conceitos e com nossa conduta. Frustrados com os inúmeros fracassos advindos da observância de algum ditame pequeno-burguês, ou então de algum outro progressista, começamos a buscar valores e significados mais profundos em nós mesmos, no nosso íntimo. Ora, Deus está dentro de cada um de nós! Em algumas pessoas, claro, enterrado beeeeeem lá no fundo, oculto sob uma massa de besteiras ideológicas e de sujeiras convencionais sem fim. E então, ao encontrar tais valores e significados, obviamente graças apenas a Ele, a pessoa acredita ser o único habitante dessa ilha de conduta moral — embora sempre tensa e problemática — de conduta moral quase paradisíaca. Quase paradisíaca ao menos para a própria consciência, o que é mais do que o suficiente, pois os dramas e conflitos desta vida não se extinguem por passe de mágica. (Ora, até Cristo, a consciência pura encarnada, morreu na cruz deste mundo.)</p>



<p>Enfim, o sujeito se acha numa ilha deserta e, de repente, esbarra na própria avó, aquela velha que reza todo santo dia pela família inteira: ela sempre esteve na ilha! Tal como a mãe dela, e a mãe da mãe dela, e o pai da mãe da mãe dela e assim por diante. Salvar-se do naufrágio do mundo é agarrar-se ao eterno madeiro flutuante, que sempre nos espera à margem do espaço, desde antes do início dos tempos — e com ele seguir até o porto seguro da única ilha que realmente importa habitar. Inventar uma ilha, como na origem latina da palavra — “invenção” é descoberta —, é apenas redescobrir o já descoberto. Não há nada de novo sob o sol…</p>



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<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://yurivieira.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Yuri Vieira</a>.<br>Publicado no <a href="https://blogdo.yurivieira.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>blog</em> do autor</a>, em  4 de junho de 2017.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa: “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Avós"><em><a href="https://www.oceansbridge.com/shop/artists/z/zampighi-eugenio/grandparents" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Grandparents</a></em></span>”, por Eugenio Zampighi (1859 &#8211; 1944).</p>



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		<title>A culpa é da sociedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Yuri Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2020 18:07:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Bispo de Leicester]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>
		<category><![CDATA[Monty Python]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Justa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Convencidos que “a culpa é da sociedade”, passam a interrogar: “Você faz parte da sociedade? Sim? Então está preso. E a senhora? É membro da sociedade? É? Está presa. E você garoto?” E, toda sociedade acaba na cadeia...</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-culpa-e-da-sociedade/">A culpa é da sociedade</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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<p class="has-text-align-center">“<em>A crítica não tem sobre a psicologia das massas o poder sugestivo que têm as crenças afirmativas, mesmo falsas.</em>”,<br>Olavo de Carvalho.</p>



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<p class="has-drop-cap">Um filme que costuma revisitar minha memória é a comédia <a href="http://www.imdb.com/title/tt0084352/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Monty Python Live at the Hollywood Bowl</em></a>. Trata-se da filmagem duma série de esquetes apresentados num teatro da Califórnia pelo engraçadíssimo grupo inglês. Na verdade, a cena que interessa aqui é a do assassinato do Bispo de Leicester, cujo corpo é reconhecido graças a uma tatuagem na nuca. Enquanto o casal que o encontra discute se é melhor chamar a polícia ou a Igreja, o filho intervém: “Chamem a Polícia da Igreja”. Dito e feito, vem ao palco um par de policiais em trajes eclesiásticos em busca de indícios que possam delinear ao menos um suspeito. Interrogam, pois, diversas testemunhas — da forma mais gaiata possível — e, incapazes de descobrir qualquer prova mais substancial, caem de joelhos e pedem a Deus que lhes dê uma luz, que lhes aponte o assassino. Então, diante do estupor dos demais personagens, e das gargalhadas da platéia, surge do alto do proscênio uma mão enorme com o indicador em riste a apontar para a cabeça do homicida: “<em>FOOOI EEELE!!!</em>”, brada uma voz profunda e cavernosa. Num átimo, a Polícia da Igreja voa sobre o culpado que, à guisa de defesa, não diz senão que sempre foi um injustiçado e que “a culpa é da sociedade”. Os dois Policiais da Igreja, convencidos de que ele tem razão, passam a interrogar os demais: “Você faz parte da sociedade? Sim? Então está preso. E a senhora? Também é um membro da sociedade? É? Está presa. E você garoto?” E, assim, toda a sociedade vai parar na cadeia…</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/3oWXtav" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><img decoding="async" width="282" height="448" class="wp-image-3371" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ATragicomediaAcademica.jpg" alt="Capa do livro: A Tragicomédia Acadêmica, escrito por Yuri Vieira. Publicado pela Vide Editorial, sob ISBN-13 : 978-8567394954."></a>Bem, os últimos acontecimentos aqui no Brasil apenas corroboram o fato de que é exatamente este o processo pelo qual estamos passando. Esse discurso politiqueiro que prima pela “justiça social” substituiu completamente o ideal de “sociedade justa”, onde cada indivíduo precisaria seguir basicamente a regra de ouro: não fazer ao próximo o que não gostaria que lhe fosse feito. No entanto, essa deturpada justiça social não é senão o modo pelo qual as responsabilidades individuais são diluídas na coletividade, uma vez que, segundo essa gente revolucionária, o indivíduo não tem qualquer valor e muito menos existência real. Como algo desprovido de existência pode assumir responsabilidades? Nessa perspectiva, só a coletividade tem peso nas equações e, sendo a nossa sociedade uma produtora de criminosos, é ela própria a verdadeira criminosa. Se os coitadinhos do <span data-tooltip="PCC: Primeiro Comando da Capital." data-tooltip-position="top">PCC</span>, do <span data-tooltip="MLST: Movimento de Libertação dos Sem Terra." data-tooltip-position="top">MLST</span> e do <span data-tooltip="PT: Partido dos Trabalhadores." data-tooltip-position="top">PT</span> podem sair por aí matando, depredando, roubando e corrompendo, a culpa não é deles, mas da sociedade que supostamente os forjou, afinal, não são capazes de tomar decisões por si mesmos, não possuem livre-arbítrio individual, são um único monstro com milhares de cabeças. E, claro, sua mãe e responsável é a <em>maledetta</em> sociedade.</p>



<p>Por isso, se você é da sociedade, se você faz parte dela, mais dia menos dia estará atrás das grades, sejam estas grades as da sua casa ou as da prisão, sejam elas as das fronteiras do seu estado, cidade ou país, sejam elas as dos limites do que pode ser pensado, criado, informado, expressado, consumido. Porque os amantes do estatismo e do coletivismo querem fazer a sociedade expiar suas culpas o mais profundamente possível. Para eles, a sociedade é criminosa e não merece a liberdade. O que você acha que Cuba é afinal? Uma sociedade presa, uma sociedade no xadrez. Se seus cidadãos fossem livres, não precisariam fugir em balsas e boias até Miami. Não ficariam tão isolados do mundo, sem internet e demais meios de comunicação independentes. (Já imaginou? A TV oficial de Cuba se chama TV Rebelde!!!) Os “cidadãos” cubanos têm comida e remédios? Prisioneiros sempre têm essas coisas. Exceto a liberdade de ir e vir.</p>



<p>Enfim, quer botar toda a sociedade na cadeia? Vote no Lula, apoie Fidel Castro e Hugo Chávez, ache lindos o <span data-tooltip="PCC: Primeiro Comando da Capital." data-tooltip-position="top">PCC</span>, o <span data-tooltip="MST: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra." data-tooltip-position="top">MST</span>, o <span data-tooltip="MSLT: Movimento Social de Luta dos Trabalhadores." data-tooltip-position="top">MSLT</span>, o <span data-tooltip="PT: Partido dos Trabalhadores." data-tooltip-position="top">PT</span> e entidades semelhantes. Viva o mal feito! Mas não se esqueça: inocentar culpados é incriminar inocentes. Um dia, isso lhe será cobrado.</p>



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<p class="has-text-align-right img-direita"><a href="http://yurivieira.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" width="85" height="108" class="wp-image-3367" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/YuriVieira.jpg" alt="Foto do escritor: Yuri Vieira."></a><br>Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/yurivieira/">Yuri Vieira</a>.<br> Publicado originalmente no <em>website</em>:<br><a href="http://textos.yurivieira.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://textos.yurivieira.com/</a>, 21 de junho de 2006.</p>



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