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	<title>Arquivos Excerto de Livro &#8226; Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Arquivos Excerto de Livro &#8226; Cultura de Fato</title>
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		<title>Livre arbítrio, atemporalidade em Deus e oração: compatíveis?</title>
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					<comments>https://culturadefato.com.br/livre-arbitrio-atemporalidade-em-deus-e-oracao-compativeis/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[C. S. Lewis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 00:38:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Apologética]]></category>
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		<category><![CDATA[Charles L. Peterson]]></category>
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		<category><![CDATA[Livre Arbítrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Todos os eventos físicos e todos os atos humanos estão presentes para Deus num eterno Agora. Ainda assim, o livre arbítrio é possível. […] Deus, neste sentido, não criou o universo há muito tempo, mas Ele o cria neste minuto a cada minuto.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/livre-arbitrio-atemporalidade-em-deus-e-oracao-compativeis/">Livre arbítrio, atemporalidade em Deus e oração: compatíveis?</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>“Como então podem existir esses dois tempos, o passado e o futuro,</em><br><em>se o passado já não existe e se o futuro ainda não chegou?</em> <em>Quanto ao presente,</em><br><em>se continuasse sempre presente e não passasse ao pretérito,</em> <em>não seria tempo, mas eternidade.”</em><br><span data-tooltip-position="left" data-tooltip="Agostinho de Hipona (354 d. C. - 430 d. C.) foi um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo.">Santo Agostinho</span> (354-430)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="Epigrafe"><em>* <a href="#Notas">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Suponhamos que eu esteja escrevendo um romance. Tenho nas mãos os seguintes problemas: (1) O Velho Senhor A precisa morrer antes do capítulo 15. (2) Será melhor que morra de repente, pois tenho de impedir que altere seu testamento. (3) Sua filha (minha heroína) precisa ficar fora de Londres durante pelo menos três capítulos. (4) Meu herói tem de recuperar a imagem perante a heroína, que perdeu no capítulo 7. (5) Aquele arrogante jovem B, que precisa melhorar antes do final do livro, tem de receber um choque moral a fim de deixar de ser convencido. (6) Não decidimos ainda sobre o emprego de B; mas todo o desenvolvimento do seu personagem exige que tenha um emprego e que o vejamos realmente trabalhando. Como irei introduzir essas seis coisas?… Já sei. E se houvesse um acidente de trem? O Velho A morreria nele, e isso encerra a questão a seu respeito. De fato, o acidente pode ocorrer enquanto viaja para Londres a fim de consultar seu advogado exatamente com a ideia de modificar seu testamento. O que seria mais natural do que sua filha acompanhá-lo? Faremos com que sofra ferimentos leves no acidente, e isso impedirá sua chegada a Londres por quantos capítulos quisermos. E o mocinho pode encontrar-se no mesmo trem, mostrando-se muito calmo e heroico durante o acidente provavelmente salvará a heroína de um vagão em chamas. Isso decide o meu quarto ponto. E o jovem e convencido B? Faremos dele o sinaleiro cuja negligência provocou o desastre. Isso lhe dá o seu choque moral e também o liga ao enredo principal. De fato, no momento em que pensamos no acidente de trem, esse evento único resolverá seis problemas aparentemente isolados.</p>



<p>Esta é sem dúvida, de certa forma, uma imagem intoleravelmente enganadora: primeiro porque (exceto com relação ao convencido B) não estive pensando no bem final de meus personagens, mas na diversão de meus leitores. Segundo, porque estamos simplesmente ignorando o efeito do acidente ferroviário sobre todos os outros passageiros do trem; e finalmente porque fui eu que fiz B transmitir o sinal errado. Isto é, embora eu pretenda que ele possua livre arbítrio, na verdade não tem. Apesar dessas objeções, porém, o exemplo talvez sirva para sugerir como o engenho divino poderia inventar o <em>“</em>enredo<em><em>”</em></em> físico do universo de maneira a fornecer a resposta <em>“</em>providencial<em><em>”</em></em> às necessidades de inúmeras criaturas.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/3fkv8Zs" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="369" height="500" class="wp-image-7401" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/02/CapaMilagres.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Milagres&quot;, escrita por C. S. Lewis. Publicada pela Editora Vida, sob ISBN: 978-8573679588."></a>Mas algumas dessas criaturas possuem livre arbítrio. É neste ponto que devemos começar a corrigir a ideia admitidamente falsa da Providência que estivemos usando até agora. Essa imagem, como deve lembrar, era falsa por representar Deus e a natureza habitando um Tempo comum. Mas é provável que a natureza não esteja realmente no Tempo e quase certo que Deus não está. O tempo é provavelmente (como a perspectiva) o modo de nossa percepção. Não existe, portanto, na verdade questão de Deus, em um ponto no tempo (o momento da criação) adaptar a história material do universo em antecipação aos atos voluntários que você ou eu devemos realizar num ponto posterior no Tempo. Todos os eventos físicos e todos os atos humanos estão presentes para Ele num <a href="https://culturadefato.com.br/agora-e-sempre/">eterno Agora</a>. A liberação de vontades finitas e a criação de toda a história material do universo (relacionada com os atos dessas vontades em toda necessária complexidade) é para Ele uma única operação. Deus, neste sentido, não criou o universo há muito tempo, mas Ele o cria neste minuto a cada minuto.</p>



<p>Suponhamos que eu encontre uma folha de papel que já contenha uma linha preta ondulante traçada nela. Eu posso agora me sentar e traçar outras linhas (talvez em vermelho) cuja forma combina com a linha preta, a fim de formar um desenho. Vamos supor agora que a linha preta original seja consciente. Mas ela não é consciente ao longo de todo o seu comprimento de uma só vez, mas somente em cada ponto desse comprimento, um por vez.</p>



<p>A sua consciência está de fato viajando ao longo dessa linha da esquerda para a direita, retendo o ponto A apenas como uma memória ao alcançar B e incapaz de tornar-se consciente de C até deixar B. Vamos dar também livre arbítrio a esta linha negra. Ela escolhe a direção a seguir. A forma ondulante especial que possui é exatamente aquela que deseja ter. Mas embora ela só perceba sua forma escolhida momento a momento e não sabe no ponto D que direção resolverá seguir no ponto F, eu posso ver sua forma inteira e de uma só vez. Em cada momento ela irá encontrar minhas linhas vermelhas à sua espera e adaptadas a ela. Isso é natural, porque eu, ao compor o desenho preto vermelho total tenho diante de mim todo o curso da linha preta e o levo em consideração. Não se trata então de uma impossibilidade, mas simplesmente de meu engenho como desenhista inventar linhas vermelhas que a cada ponto tenham uma relação correta não só com a linha preta, mas umas com as outras, a fim de encher todo o papel com um desenho satisfatório.</p>



<p>A linha preta representa neste exemplo uma criatura com livre arbítrio, as linhas vermelhas representam os eventos materiais, e eu represento Deus. O modelo seria naturalmente mais preciso se eu estivesse fazendo tanto o papel como o padrão e se houvessem centenas de milhares de linhas pretas e não só urna, mas para manter a simplicidade devemos fazer isso.</p>



<p>Veremos que se a linha preta dirigisse orações a mim, eu poderia (se quisesse) atendê-las. Ela ora para que, ao chegar ao ponto N, encontre as linhas vermelhas arranjadas ao redor dele de certa forma. Essa forma, pelas leis do desenho, pode exigir um equilíbrio mediante outros arranjos de linhas vermelhas em partes por completo diferentes do papel algumas no alto ou embaixo, tão distantes da linha preta que ela nada sabe a esse respeito: algumas tão à esquerda que surgem antes do início da linha preta, e outras tão à direita que surgem depois dela ter terminado. (A linha negra chamaria essas partes do papel de “tempo antes de meu nascimento”, e &#8220;tempo depois de minha morte&#8221;.) Mas essas outras partes do padrão exigidas por aquela forma vermelha que a Linha Negra seja em N, não impedem que eu atenda à sua oração. Pois todo o seu curso esteve visível à minha frente desde o momento em que olhei para o papel; e suas exigências no ponto N estão entre as coisas que tomei em consideração ao decidir o padrão total.</p>



<p>A maioria de nossas orações, se plenamente analisadas, pedem um milagre ou acontecimentos cujas bases tiveram de ser lançadas antes de meu nascimento, no começo do universo. Mas para Deus (embora não para mim), tanto eu como a oração que fiz em 1945 estavam tão presentes na criação do mundo como estão agora e estarão daqui há um milhão de anos. O ato criativo de Deus é eterno e eternamente adaptado aos elementos “livres” dentre dele: mas esta adaptação eterna entra em nosso consciente como uma sequência, uma oração e uma resposta.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto da obra: <em><a href="https://amzn.to/3fkv8Zs" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Milagres</a></em>, escrita por: <a href="https://culturadefato.com.br/author/cslewis/"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Clive">C</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Staples ">S</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="C. S. Lewis (1898 - 1963), escritor e apologista cristão irlandês.">Lewis</span></a> (1898 – 1963).<br>Publicado pela <a href="http://www.editoravida.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Vida</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8573679588.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="Notas"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br><strong>1</strong>. O título desta postagem (“<em>Livre arbítrio, atemporalidade em Deus e oração: compatíveis?</em>”) não faz parte de nenhum título ou excerto do livro, tendo sido atribuído por esta editoria. <a href="#main"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br><strong>2</strong>. A imagem de capa é um recorte da obra “<em>Country Fresh</em>”, de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles L. Peterson (1927-2022), também conhecido como Chick Peterson, foi um artista americano conhecido por pinturas em aquarela e obras de arte marítimas. Ele também era conhecido por pintar fantasmas que não eram em aquarela, mas eram colocados em pinturas em aquarela.">Charles L. Peterson</span> (1927 &#8211; 2022). <a href="#main"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br><strong>3</strong>. Este artigo foi publicado originalmente em 30 de março de 2021. A presente edição foi atualizada em 23 de fevereiro de 2026. <a href="#Epigrafe"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a></p>



<ul class="wp-block-list">
<li></li>
</ul>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gmfed6141" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmfed6141 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-gd06dba" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd06dba gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/milagres-nao-quebram-as-leis-da-natureza/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/FarmhouseMountainLakeNature_ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;Farmhouse Mountain Lake Nature&quot;, de Thomas Kinkade (1958 - 2012)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/milagres-nao-quebram-as-leis-da-natureza/"><em>Milagres não quebram as leis da natureza</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm1a028e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1a028e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1a028e" class="section-gm1a028e gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g42a781" class="wp-block-gutentor-e6 section-g42a781 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/racionando-a-razao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Circo_Botero.jpg" alt="Uma das obras da série &quot;O Circo&quot;, de Fernando Botero (1932 - 2023)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/racionando-a-razao/">Racionando a razão</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-l3l9jlj" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l3l9jlj gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l3l9jlj" class="section-g-l3l9jlj gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-xurzugs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-xurzugs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/SalomeComCabecaDeJoaoBatista_Caravaggio.jpg" alt="Obra: &quot;Salomé com a Cabeça de São João Batista&quot; (1607), de Caravaggio (1571 - 1610)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/">Lei do certo e do errado</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmcd9152" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmcd9152 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmcd9152" class="section-gmcd9152 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g4328a6" class="wp-block-gutentor-e6 section-g4328a6 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/esperanca/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/RetratoDaDorEsparancaJuanAranoaDeCarredano.jpg" alt="Obra: &quot;Dor e esperança&quot;, por Juan de Aranoa y Carredano 1901 - 1973)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/esperanca/"><em>Esperança</em></a></p>
</div></div>



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<div id="section-gce67e9" class="wp-block-gutentor-e6 section-gce67e9 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/esperanca/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/AYoungWomanWritingLetter.jpg" alt="Obra: &quot;Woman Writing a Letter&quot; (1680), por Frans van Mieris the Elder (1635 - 1681)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conselhos-de-c-s-lewis-para-duas-jovens-escritoras/">Conselhos de C. S. Lewis para duas jovens escritoras</a></em></p>
</div></div>



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<div id="section-g534306" class="wp-block-gutentor-e6 section-g534306 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem-excertos-dos-principais-temas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/05/CSLewis_ValeryFilippov.jpg" alt="Obra: &quot;C. S. Lewis&quot;, por Valery Filippov" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem-excertos-dos-principais-temas/"><em>“A abolição do homem”: excertos dos principais temas</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm34b661" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm34b661 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm34b661" class="section-gm34b661 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g2cd038" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2cd038 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-terrivel-necessidade-da-tribulacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/TheAngelDeath_PlagueofRome.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-terrivel-necessidade-da-tribulacao/"><em>A terrível necessidade da tribulação</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gma46a9f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma46a9f gutentor-carousel-item"><div id="section-gma46a9f" class="section-gma46a9f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8ee02d" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8ee02d gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-onipotencia-divina/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/PregoCoroa.jpeg" alt="Prego e Coroa de Jesus Cristo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-onipotencia-divina/"><em>A onipotência divina</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm9a3c94" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm9a3c94 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm9a3c94" class="section-gm9a3c94 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g1836db" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1836db gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/amar-o-proximo-como-a-si-mesmo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/BomSamaritano.jpg" alt="Ilustração da pintura &quot;O Bom Samaritano&quot;, obra de George Frederic Watts (1817 - 1904)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/amar-o-proximo-como-a-si-mesmo/"><em>Amar o próximo como a si mesmo?</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm35dbab" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm35dbab gutentor-carousel-item"><div id="section-gm35dbab" class="section-gm35dbab gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2e1104" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2e1104 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/decima-quinta-carta-de-um-diabo-ao-seu-aprendiz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/OInfernoRecorte.jpg" alt="Obra &quot;O Inferno&quot;: pintura a óleo sobre madeira de carvalho, pintado cerca de 1515 por pintor português, mas de identidade desconhecida." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/decima-quinta-carta-de-um-diabo-ao-seu-aprendiz/"><em>Décima quinta carta de um diabo ao seu aprendiz</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmfcbd89" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfcbd89 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfcbd89" class="section-gmfcbd89 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gf8995f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf8995f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-culto-perfeito/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MusicaOuMissa.jpg" alt="Música ou Missa? Perfis de pessoas e cenário com tons de azul, os quais confundem compreender se trata-se de missa ou show de rock." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-culto-perfeito/"><em>O culto perfeito</em></a></p>
</div></div>



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<div id="section-g578ad3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g578ad3 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Justica.jpg" alt="Estátua da justiça (olhos vendados e segurando balança)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/"><em>Lei do certo e do errado</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd8cf55" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd8cf55 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd8cf55" class="section-gmd8cf55 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g813bc6" class="wp-block-gutentor-e6 section-g813bc6 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sobre-a-obstinacao-na-crenca/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Confianca.jpeg" alt="Escalando montanha" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sobre-a-obstinacao-na-crenca/"><em>Sobre a obstinação na crença</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmde0c1e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmde0c1e gutentor-carousel-item"><div id="section-gmde0c1e" class="section-gmde0c1e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g5b9944" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5b9944 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/CachoeiraSantaBarbara.jpg" alt="Cachoeira de Santa Bárbara – Chapada dos Veadeiros (GO)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem/"><em>A abolição do homem</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm5ad499" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5ad499 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5ad499" class="section-gm5ad499 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g578bae" class="wp-block-gutentor-e6 section-g578bae gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/agora-e-sempre/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Eternidade.jpg" alt="Despertador se desfazendo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/agora-e-sempre/"><em>Agora é sempre</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm66deac" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm66deac gutentor-carousel-item"><div id="section-gm66deac" class="section-gm66deac gutentor-col-wrap">
<div id="section-g33e697" class="wp-block-gutentor-e6 section-g33e697 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ceu-e-sexualidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Casamento.jpg" alt="Casamento (casal sentado nas nuvens)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/ceu-e-sexualidade/"><em>Céu e sexualidade</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm681b9f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm681b9f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm681b9f" class="section-gm681b9f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gbb50b4" class="wp-block-gutentor-e6 section-gbb50b4 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/bondade-divina/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/CapsulaComCoracoes.jpg" alt="Capsula com corações" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/bondade-divina/"><em>Bondade Divina</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmcfcb72" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmcfcb72 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmcfcb72" class="section-gmcfcb72 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g218c2e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g218c2e gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-vida-crista-e-um-empreendimento-mercenario/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/servir-ao-dinheiro.jpg" alt="Vela feita por moedas representando servidão ao dinheiro." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-vida-crista-e-um-empreendimento-mercenario/"><em>A vida cristã é um empreendimento mercenário?</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>O homem na caverna (excerto)</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-homem-na-caverna-excerto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 03:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Por mais fundo que cavemos, por mais longe que voltemos no tempo, não encontramos uma raça meio humana ou meio racional. Encontramos animais — e encontramos o homem. Encontramos feras — e encontramos o ser que se curva diante de um deus, ou que zomba de um deus, ou que inventa um deus; mas, em qualquer caso, um ser que conhece a ideia de Deus.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>No ensino básico, me ensinaram que um sapo transformando-se num príncipe era um conto de fadas.</em><br><em>Na universidade, me ensinaram que um sapo transformando-se num príncipe era um fato!</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ron Carlson é um romancista, contista e professor americano. Nasceu em 1947 na cidade Logan (Utah, EUA).">Ron Carlson</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O homem não vai ver uma caverna porque pensa que ela explicará o homem. Ele vai ver uma caverna porque pensa que ela explicará a caverna. Contudo, para os modernos, é a caverna que explica o homem. E há, de fato, algo de “homem das cavernas” em toda essa negação e explicação moderna. Estão sempre cavando e minando a dignidade e a virtude humanas. Tudo que é nobre eles escavam como se fosse apenas uma caverna; tudo que é heroico eles negam como mito; tudo que é puro rejeitam como sonho. E tentam o tempo todo provar que o homem é apenas um animal: um pouco mais peludo ou menos peludo, mas, de qualquer modo, um bruto.</p>



<p>Mas esse bruto se comportou de modo muito diferente de todos os outros. Não apenas fez coisas: fez aquilo que chamamos arte. Não apenas desenhou um animal; desenhou um espírito. Mesmo em seus desenhos infantis já existe um abismo, um fosso, entre ele e as feras. Pois as feras não pintam animais; não pintam nem a si mesmas.</p>



<p>Este é o primeiro fato fundamental diante de todas as tentativas modernas de considerar o homem como mera evolução dos animais. O homem não é apenas diferente das feras: ele é o único ser que tem consciência de ser diferente. Não é apenas criador; é crítico. Não apenas existe; sabe que existe. E esse simples fato vai muito mais fundo do que qualquer conversa trivial sobre o uso de ferramentas.</p>



<p>Por mais fundo que cavemos, por mais longe que voltemos no tempo, não encontramos uma raça meio humana ou meio racional. Encontramos animais — e encontramos o homem. Encontramos feras — e encontramos o ser que se curva diante de um deus, ou que zomba de um deus, ou que inventa um deus; mas, em qualquer caso, um ser que conhece a ideia de Deus. O homem da caverna pode ter adorado um monstro; pode ter temido um demônio; mas já lidava com algo que nenhum animal jamais concebeu. Pois as feras não adoram; e no momento em que encontramos adoração, encontramos o homem.</p>



<p>Há algo que o homem possui desde o começo e que nenhum animal jamais adquiriu — o senso de que existe algo acima dele. Esse senso é a escada pela qual o homem subiu. E, se procuramos aquilo que marca a primeira elevação do homem, o primeiro passo humano, a primeira centelha da alma, devemos buscar o momento em que ele levantou os olhos para o céu.</p>



<p>Dizer que esse olhar para o alto foi uma ilusão é admitir que o homem começou com loucura. Dizer que esse senso do divino foi uma doença é dizer que a humanidade começou doente. Mas a verdade é exatamente o contrário. A humanidade começou com o primeiro gesto da mente que se elevou acima do material. E esse gesto continua sendo a marca da humanidade até hoje. O homem sempre foi mais do que matéria. Sempre foi mais do que pó. Sempre foi mais do que um bruto. E esse fato é a primeira e maior evidência do divino.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto do primeiro capítulo, <em>O homem em cavernas</em>, da obra <em><a href="https://amzn.to/4840TzN" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Homem Eterno</a></em><br>(<em><a href="https://amzn.to/4pfQXtS" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Everlasting Man</a></em>, 1925), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip="Keith" data-tooltip-position="top">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 &#8211; 1936).<br><br>Obra em domínio público. Tradução da Editoria Cultura de Fato.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Pintura parietal da Caverna de Lascaux (Montignac, Dordogne, França). Painéis atribuídos ao Magdaleniano (~17.000 a. C.). Descoberta em 12 de setembro de 1940 por Marcel Ravidat, Jacques Marsal, Georges Agnel e Simon Coencas. (Fonte: Centre des Monuments Nationaux / Ministère da Cultura da França).</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gmbb1d252" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmbb1d252 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g82c59a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g82c59a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/06/MetamorfoseNarciso.jpg" alt="Obra: &quot;Metamorfose de Narciso&quot; (1937), de Salvador Dalí (1904 - 1989)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/">G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-m3kkbnk" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-m3kkbnk gutentor-carousel-item"><div id="section-g-m3kkbnk" class="section-g-m3kkbnk gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-1wt7nly" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-1wt7nly gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/GKChesterton.jpg" alt="Obra: &quot;G. K. Chesterton&quot;, por Amber Knorr." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/">Cem frases de G. K. Chesterton</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-w5sxisi" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-w5sxisi gutentor-carousel-item"><div id="section-g-w5sxisi" class="section-g-w5sxisi gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Contos de fadas</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-z4ac1jt" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z4ac1jt gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z4ac1jt" class="section-g-z4ac1jt gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kky3eib" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kky3eib gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm700b54" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm700b54 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm700b54" class="section-gm700b54 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1e10db" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e10db gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm541a30" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm541a30 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm541a30" class="section-gm541a30 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gc3d2b6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc3d2b6 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm0a46ca" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0a46ca gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0a46ca" class="section-gm0a46ca gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gd559d1" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd559d1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheLaughingPhilosopherGKChesterton_GalbraithOLeary.jpg" alt="Obra: &quot;The Laughing Philosopher, G. K. Chesterton&quot;, por Galbraith O'Leary." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd9f896" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd9f896 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd9f896" class="section-gmd9f896 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g670be7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g670be7 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm7a0dfc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7a0dfc gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7a0dfc" class="section-gm7a0dfc gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc2c8d6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc2c8d6 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf99a89" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf99a89 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf99a89" class="section-gmf99a89 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g374d93" class="wp-block-gutentor-e6 section-g374d93 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd1c4a5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd1c4a5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd1c4a5" class="section-gmd1c4a5 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc5b263" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc5b263 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm8462a6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm8462a6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm8462a6" class="section-gm8462a6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gbb9c14" class="wp-block-gutentor-e6 section-gbb9c14 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmbb3ad6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbb3ad6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbb3ad6" class="section-gmbb3ad6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g43d059" class="wp-block-gutentor-e6 section-g43d059 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm31ff7f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm31ff7f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm31ff7f" class="section-gm31ff7f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc0271f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc0271f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-g-7z187pk" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7z187pk gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7z187pk" class="section-g-7z187pk gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-wkezfdi" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-wkezfdi gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="#main"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Lascaux_Painting.jpg" alt="Pintura parietal da Caverna de Lascaux (Montignac, Dordogne, França). Painéis atribuídos ao Magdaleniano (~17.000 a.C.). Descoberta em 12 set. 1940 por Marcel Ravidat, Jacques Marsal, Georges Agnel e Simon Coencas. (Fonte: Centre des Monuments Nationaux / Ministère da Cultura da França)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>O homem na caverna (excerto)</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<item>
		<title>A objetividade dos bens e a base dos Direitos Humanos</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-objetividade-dos-bens-e-a-base-dos-direitos-humanos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 03:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Bem]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Os bens inferiores são bens limitados, tais como o prazer sensível e a riqueza, coisas que são boas apenas moderadamente, não ilimitadamente. Os bens superiores são ilimitados, tal como o conhecimento, o qual nunca é excessivo.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O bem para o homem é a atividade da alma de acordo com a virtude.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aristóteles (384 a. C. - 322 a. C.) foi filósofo grego. Aluno de Platão (428 ou 427 a. C. - 348 ou 347 a. C.) e professor de Alexandre o Grande (356 a. C. - 323 a. C.).">Aristóteles</span> (356 a. C. &#8211; 323 a. C.)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="RefNotas"><em>* <a href="#Notas">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Nem todos os bens reais são igualmente bons. Alguns são superiores a outros na escala dos desejáveis. Os bens inferiores são bens limitados, tais como o prazer sensível e a riqueza, coisas que são boas apenas moderadamente, não ilimitadamente. Os bens superiores são ilimitados, tal como o conhecimento, o qual nunca é excessivo.</p>



<p>Mas, inferiores ou superiores, todos os bens reais são coisas às quais temos direito natural. Nossas necessidades naturais são base para os nossos direitos naturais — direitos às coisas de que precisamos para cumprir nossas obrigações morais, para que então possamos buscar tudo quanto nos seja realmente bom e isto nos possa conduzir à realização de boas vidas humanas.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/3ULHMUZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img decoding="async" width="274" height="364" class="wp-image-25495" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/08/DezErrosFilosoficos.jpg" alt="Capa da Obra: &quot;Dez erros filosóficos&quot;, de Mortimer J. Adler."></a>Se as necessidades naturais não fossem as mesmas para todos os seres humanos em toda parte, em todos os tempos e sob todas as circunstâncias, não teríamos base alguma para postular uma doutrina global que clama pela proteção dos direitos humanos por parte de todas as nações do planeta.</p>



<p>Se todos os bens fossem meramente aparentes, assim parecendo apenas por ocorrer a este ou àquele indivíduo querê-los, não poderiamos evitar o relativismo e o subjetivismo que reduzem os juízos morais a meras opiniões. Se não pudéssemos apreender nenhuma verdade a respeito do que é certo ou errado, ficaríamos à mercê da impiedosa doutrina segundo a qual a correção advém do poder.</p>



<p>Nada mais é preciso dizer para sublinhar a importância prática de corrigir os erros que reduzem os juízos morais à mera opinião, assim estabelecendo a objetividade e universalidade dos valores morais e dando à filosofia moral o estatuto de genuíno conhecimento.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto do capítulo quinto — <em>Valores Morais</em> — do livro <em><a href="https://amzn.to/3ULHMUZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Dez erros filosóficos</a></em>, de<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mortimer Jerome Adler (1902 - 2001) foi um filósofo americano, renomado educador e autor obras populares. Como filósofo, ele trabalhou dentro das tradições aristotélica e tomista.">Mortimer J. Adler</span>, publicado pela Editora Vide Editorial, sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="International Standard Book Number">ISBN</span> 978-6587138220.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="Notas"><a href="#RefNotas"><img loading="lazy" decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a> <strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Vanitas — still life</em>” (1625), de Pieter Claesz (1597/1598 – 1660).<br><br>O título desta postagem (“<em>A objetividade dos bens e a base dos Direitos Humanos</em>”) foi atribuído por nossa editoria.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/GrandfatherAndHisGrandchildrenInStudy.jpg" alt="Obra: &quot;A grandfather and his grandchildren in Study&quot;, de Alex Levin." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/">Uma vida de aprendizado</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-p7vlak4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p7vlak4 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p7vlak4" class="section-g-p7vlak4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sz22zml" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sz22zml gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-como-falar-como-ouvir/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FalarOuvir.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-como-falar-como-ouvir/">Dois excertos da obra: “Como falar, como ouvir”</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-infinitude/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Atomo.jpg" alt="Átomo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-infinitude/">A infinitude</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>Quatro pensamentos de Blaise Pascal sobre milagres</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-os-milagres/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Blaise Pascal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 02:20:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Blaise Pascal]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Milagres]]></category>
		<category><![CDATA[Pascal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Há os falsos e os verdadeiros. É preciso uma marca para conhecê-los; do contrário, seriam inúteis. Ora, não são inúteis, e são, ao contrário, fundamentos.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-os-milagres/">Quatro pensamentos de Blaise Pascal sobre milagres</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Excertos da obra “<a href="https://amzn.to/3UFfBrE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pensamentos</a>“, de Blaise Pascal (1623 – 1662).</em><br><em><br>“<a href="https://amzn.to/3UFfBrE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pensamentos</a>“ refere-se a uma coleção de fragmentos, notas e ensaios redigidos</em><br><em>pelo próprio matemático, físico, inventor, filósofo e teólogo francês.</em> <em>Pascal começou</em><br><em>a trabalhar nesses textos por volta de 1656, mas a obra nunca foi concluída devido à sua morte</em><br><em>prematura, em 1662.</em> <em>Postumamente, os manuscritos foram organizados e publicados por seus amigos e colaboradores.</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Há os falsos e os verdadeiros. É preciso uma marca para conhecê-los; do contrário, seriam inúteis. Ora, não são inúteis, e são, ao contrário, fundamentos. É preciso que a regra que se nos dá seja tal que destrua a prova que os verdadeiros milagres dão da verdade, que é o fim principal dos milagres.<br></p>



<p>Se não houvesse falsos milagres, haveria certeza. Se não houvesse regra para discerni-los, os milagres seriam inúteis, e não haveria razão para crer.</p>



<p>Moisés deu uma, que é quando o milagre conduz à idolatria (Deuteronômio XIII, 1–3); e Jesus Cristo, uma: “Aquele”, disse ele, “que faz milagres em meu nome não pode, ao mesmo tempo, falar mal de mim” (Marcos IX, 38).</p>



<p>De onde se conclui que quem quer que se declare abertamente contra Jesus Cristo não pode fazer milagres em seu nome. Assim, se os fizer, não será em nome de Jesus Cristo e não deve ser escutado. Eis marcadas as ocasiões de excluir a fé nos milagres. É preciso não fazer outras exclusões: no Antigo Testamento, quando vos desviarem de Deus; no Novo, quando vos desviarem de Jesus Cristo. Portanto, logo que se vê um milagre, é preciso ou submeter-se, ou ter estranhas marcas do contrário; é preciso ver se aquele que o faz nega a Deus, ou Jesus Cristo, ou a Igreja.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>Toda religião é falsa quando, em sua fé, não adora a Deus como princípio de todas as coisas e, em sua moral, não ama um só Deus como objeto de todas as coisas. Toda religião que não reconhece agora Jesus Cristo é notoriamente falsa, e os milagres não podem servir-lhe de nada.</p>



<p class="img-direita"><img loading="lazy" decoding="async" width="393" height="500" class="wp-image-20089" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/BlaisePascal.jpg" alt="Blaise Pascal">Os judeus tinham uma doutrina de Deus, como nós temos uma de Jesus Cristo, confirmada por milagres, e que proíbe que se creia em todo fazedor de milagres, assim como ordena que se recorra aos grandes sacerdotes e que se fique com eles. E assim, todas as razões que temos para recusar crédito aos fazedores de milagres, eles as tinham em relação aos seus profetas.</p>



<p>No entanto, eles eram bem culpáveis quando recusavam os profetas por causa dos seus milagres — e também Jesus Cristo — e não teriam sido culpáveis se não tivessem visto os milagres: <em>Si opera non fecissem in eis quae nemo alius fecit, peccatum non haberent</em> (João XV, 24). “Se eu não tivesse feito entre eles obras que jamais nenhum outro fez, eles não teriam pecado.”</p>



<p>Donde se conclui que ele julgava que os seus milagres eram provas certas do que ensinava, e que os judeus tinham obrigação de crer nele. E, com efeito, eram particularmente os milagres que tornavam os judeus culpáveis em sua incredulidade. As provas que Jesus Cristo e os apóstolos tiram da Escritura não são demonstrativas. Com efeito, dizem somente que Moisés disse que um profeta viria; mas não provam por isso que este seja aquele — e era toda a questão. Essas passagens só servem, pois, para mostrar que não é contrário à Escritura e que não se lhe tem repugnância, mas não que haja acordo.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>As profecias, por si sós, não podiam provar Jesus Cristo durante sua vida; e, assim, não se teria tido culpa de não crer nele antes de sua morte, se os milagres não tivessem bastado sem a doutrina. Ora, os que não criam nele ainda vivo eram pecadores, como ele próprio o diz, e sem escusa. Portanto, era preciso que tivessem uma demonstração à qual resistissem. Ora, eles não tinham a exposição, mas só os milagres. Portanto, bastam eles, quando a doutrina cristã não é contrária — e se deve crer neles.</p>



<p>Jesus Cristo verificou que ele era o Messias nunca verificando sua doutrina sobre a Escritura e as profecias, mas sempre pelos milagres.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>Os milagres serviram à fundação e servirão à continuação da Igreja até o Anticristo, até o fim.</p>



<p>Ou Deus, a fim de conservar essa prova em sua Igreja, confundiu os falsos milagres — ou os predisse. E, por um e outro, elevou-se acima do que é sobrenatural em relação a nós e nos elevou a nós mesmos.</p>



<p>Acontecerá o mesmo no futuro: ou Deus não permitirá falsos milagres, ou proporcionará maiores. Pois os milagres têm tal força, que foi preciso que Deus advertisse que não se pensasse neles — quando fossem contra Ele —, de tal maneira é claro que há um Deus; sem o que, eles teriam sido capazes de perturbar.</p>



<p>E assim, está muito longe de que essas passagens do terceiro capítulo do Deuteronômio, que dizem que é preciso não crer nem escutar os que fizerem milagres e se desviarem do serviço de Deus, e de que a de São Marcos: “Elevar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas, que farão coisas assombrosas, até seduzirem, se possível, os próprios eleitos” (Marcos XIII, 22), e algumas outras semelhantes, façam algo contra a autoridade dos milagres, cuja força por nada mais do que isso é marcada.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/blaisepascal/">Blaise Pascal</a>&nbsp;(1623 – 1662).<br>Trechos da obra&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3UFfBrE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pensamentos</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>O Casamento em Caná</em>” (1563), de Paolo Caliari Veronese (1528 &#8211; 1588).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Complemente a leitura deste arquivo, lendo:</h2>



<br>



<section id="gm2f712a6" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm2f712a6 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gm1f6790" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6790 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6790" class="section-gm1f6790 gutentor-col-wrap">
<div id="section-ge633eb" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge633eb gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/milagres-nao-quebram-as-leis-da-natureza/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/FarmhouseMountainLakeNature_ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;Farmhouse Mountain Lake Nature&quot;, de Thomas Kinkade (1958 - 2012)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/quatro-pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-religiao/">Milagres não quebram as leis da natureza</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/cslewis/">C. S. Lewis</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-41eik9v" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-41eik9v gutentor-carousel-item"><div id="section-g-41eik9v" class="section-g-41eik9v gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-lss8p2z" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lss8p2z gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/quatro-pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-religiao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/08/ATransfiguracao.jpeg" alt="Obra: &quot;A Transfiguração&quot; (1517-1520), de Rafael Sanzio (1483-1520)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/quatro-pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-religiao/">Quatro pensamentos de Blaise Pascal sobre religião</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/blaisepascal/">Blaise Pascal</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-wf5pgg9" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-wf5pgg9 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-wf5pgg9" class="section-g-wf5pgg9 gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/diversas-provas-de-jesus-cristo/">Diversas provas de Jesus Cristo</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/blaisepascal/">Blaise Pascal</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-3ss8svv" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-3ss8svv gutentor-carousel-item"><div id="section-g-3ss8svv" class="section-g-3ss8svv gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-biografias-de-jesus-foram-preservadas/">As biografias de Jesus foram preservadas?</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/leestrobel/">Lee Strobel</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm793945" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm793945 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm793945" class="section-gm793945 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g0e7082" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0e7082 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sudario-autenticidade-comprovada-pela-ciencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SantoSudario.jpg" alt="Santo Sudário" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sudario-autenticidade-comprovada-pela-ciencia/"><em>Sudário: autenticidade comprovada pela ciência</em></a><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a>)</p>
</div></div>



<div id="col-gm1151af" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1151af gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1151af" class="section-gm1151af gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6bcb5d" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6bcb5d gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-santo-sudario-de-turim/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/SudarioRosto.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-santo-sudario-de-turim/"><em>O Santo Sudário de Turim</em></a><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/benoitbemelmans/">Benoît Bemelmans</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm60219f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm60219f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm60219f" class="section-gm60219f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gd0d3fd" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd0d3fd gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-manual-popular-de-duvidas-enigmas-e-contradicoes-da-biblia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/SagradasEscrituras.jpg" alt="Sagradas Escrituras" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-manual-popular-de-duvidas-enigmas-e-contradicoes-da-biblia/">Dois excertos da obra: “Manual popular de dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia”</a></em><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a>)</p>
</div></div>



<div id="col-g-eq6gh3q" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-eq6gh3q gutentor-carousel-item"><div id="section-g-eq6gh3q" class="section-g-eq6gh3q gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-hmbimkp" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-hmbimkp gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/como-escolher-uma-religiao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Escolhas.jpg" alt="Escolhas: rapaz com duas possibilidades de caminho em sua frente" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/quatro-pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-religiao/">Como escolher uma religião?</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jpmoreland/">J. P. Moreland</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-spnf39c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-spnf39c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-spnf39c" class="section-g-spnf39c gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-xlrjxas" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-xlrjxas gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-cultura/#Cristianismo"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/O_Que_E_Cultura.jpg" alt="O que é cultura?" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-cultura/#Cristianismo"><em>O que é cultura?</em> (tópico <em>Cristianismo: no ocidente, alicerce dos teístas aos ateístas</em>)</a><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-os-milagres/">Quatro pensamentos de Blaise Pascal sobre milagres</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Quatro pensamentos de Blaise Pascal sobre religião</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/quatro-pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-religiao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Blaise Pascal]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 03:41:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Blaise Pascal]]></category>
		<category><![CDATA[Deísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Pascal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A dignidade do homem consistia, em sua inocência, em dominar as criaturas e aproveitar-se delas; mas, hoje, consiste em separar-se delas e sujeitar-se a elas.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/quatro-pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-religiao/">Quatro pensamentos de Blaise Pascal sobre religião</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Excertos da obra “<a href="https://amzn.to/3UFfBrE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pensamentos</a>“, de Blaise Pascal (1623 – 1662).</em><br><em><br>“<a href="https://amzn.to/3UFfBrE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pensamentos</a>“ refere-se a uma coleção de fragmentos, notas e ensaios redigidos</em><br><em>pelo próprio matemático, físico, inventor, filósofo e teólogo francês.</em> <em>Pascal começou</em><br><em>a trabalhar nesses textos por volta de 1656, mas a obra nunca foi concluída devido à sua morte</em><br><em>prematura, em 1662.</em> <em>Postumamente, os manuscritos foram organizados e publicados por seus amigos e colaboradores.</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">A conduta de Deus, que dispõe todas as coisas com doçura, é pôr a religião no espírito pelas razões e no coração pela graça. Mas querer pô-la no coração e no espírito pela força e pelas ameaças não é pôr neles a religião, mas o terror. Começai por lastimar os incrédulos; eles são bastante infelizes. Não seria preciso injuriá-los, senão no caso em que isso servisse; mas isso lhes é prejudicial.</p>



<p>Toda a fé consiste em Jesus Cristo e em Adão; e toda a moral na concupiscência e na graça.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>Toda a conduta das coisas deve ter por objeto o estabelecimento e a grandeza da religião; os homens devem ter, em si mesmos, sentimentos conformes ao que ela nos ensina; e, enfim, ela deve ser, de tal forma, o objeto e o centro para o qual tendem todas as coisas, que quem souber os seus princípios poderá explicar toda a natureza do homem em particular e toda a conduta do mundo em geral.</p>



<p>E, sobre esse fundamento, eles (os ímpios) tomam pé para blasfemar a religião cristã, porque a conhecem mal. Imaginam que ela consiste simplesmente na adoração de um Deus considerado como grande, poderoso e eterno, o que é propriamente o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Crença religiosa que reconhece a existência de Deus como criador do universo, mas rejeita a ideia de que Deus intervém diretamente no mundo ou nas vidas humanas após essa criação.">deísmo</span>, quase tão afastado da religião cristã quanto o ateísmo, que lhe é totalmente contrário. E daí concluem que não veem que todas as coisas concorrem para o estabelecimento deste ponto: que Deus não se manifesta aos homens com toda a evidência que lhe seria possível.</p>



<p class="img-direita"><img loading="lazy" decoding="async" width="393" height="500" class="wp-image-20089" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/BlaisePascal.jpg" alt="Blaise Pascal">Mas que, daí, concluam o que quiserem contra o deísmo, nada concluirão contra a religião cristã, que consiste propriamente no mistério do Redentor, o qual, unindo em si as duas naturezas — a divina e a humana —, retirou os homens da corrupção do pecado para reconciliá-los com Deus em sua pessoa divina.</p>



<p>Ela ensina, pois, a todos os homens estas duas verdades: que há um Deus de que os homens são capazes e que há uma corrupção na natureza que os torna indignos dele. Importa, igualmente, que os homens conheçam esses dois pontos; e é igualmente perigoso que o homem conheça Deus sem conhecer sua miséria, e conheça sua miséria sem conhecer o Redentor que pode curá-lo dela. Um só desses conhecimentos faz ou o orgulho dos filósofos que conheceram Deus e não sua miséria, ou o desespero dos ateus que conhecem sua miséria sem Redentor. E, assim como é igualmente da necessidade do homem conhecer esses dois pontos, é também igualmente da misericórdia de Deus fazer com que os conheçamos. A religião cristã o faz; é nisso que ela consiste. Examine-se a ordem do mundo sobre isso e veja-se se todas as coisas não tendem ao estabelecimento dos dois chefes dessa religião.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>Há duas maneiras de persuadir as verdades da nossa religião: uma pela força da razão, outra pela autoridade de quem fala. Não nos servimos da última, mas da primeira. Não dizemos: “É preciso crer nisso, pois a Escritura que o diz é divina”; mas dizemos que é preciso crer por tal e tal razão, que são fracos argumentos, sendo a razão flexível a tudo.</p>



<p>(Os que parecem mais contrários à glória da religião não serão, por isso, inúteis para os outros. Faremos disso o primeiro argumento: que há alguma coisa de sobrenatural, pois uma cegueira dessa espécie não é uma coisa natural; e, se sua loucura os torna tão contrários ao próprio bem, ela servirá para garantir disso os outros, pelo horror de um exemplo tão deplorável e de uma loucura tão digna de compaixão.)</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>A dignidade do homem consistia, em sua inocência, em dominar as criaturas e aproveitar-se delas; mas hoje consiste em separar-se delas e sujeitar-se a elas.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/blaisepascal/">Blaise Pascal</a>&nbsp;(1623 – 1662).<br>Trechos da obra&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3UFfBrE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pensamentos</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>A Transfiguração</em>” (1517 &#8211; 1520), de Rafael Sanzio (1483 &#8211; 1520).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Complemente a leitura deste arquivo, lendo:</h2>



<br>



<section id="gm2f712a6" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm2f712a6 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/diversas-provas-de-jesus-cristo/">Diversas provas de Jesus Cristo</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/blaisepascal/">Blaise Pascal</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-biografias-de-jesus-foram-preservadas/">As biografias de Jesus foram preservadas?</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/leestrobel/">Lee Strobel</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sudario-autenticidade-comprovada-pela-ciencia/"><em>Sudário: autenticidade comprovada pela ciência</em></a><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a>)</p>
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-santo-sudario-de-turim/"><em>O Santo Sudário de Turim</em></a><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/benoitbemelmans/">Benoît Bemelmans</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/dois-excertos-da-obra-manual-popular-de-duvidas-enigmas-e-contradicoes-da-biblia/">Dois excertos da obra: “Manual popular de dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia”</a></em><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a>)</p>
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-cultura/#Cristianismo"><em>O que é cultura?</em> (tópico <em>Cristianismo: no ocidente, alicerce dos teístas aos ateístas</em>)</a><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/quatro-pensamentos-de-blaise-pascal-sobre-religiao/">Quatro pensamentos de Blaise Pascal sobre religião</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<item>
		<title>G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 00:47:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Shaw]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Saleeby]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Lord Milner]]></category>
		<category><![CDATA[Quinino]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=25050</guid>

					<description><![CDATA[<p>“A partir do momento em que atribuímos a uma nação a unidade e a simplicidade de um animal, começamos a pensar de forma selvagem. Não é porque todo homem é bípede que cinquenta homens formarão uma centopeia.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/">G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Trecho do tópico “O Erro Médico”, do primeiro capítulo da obra “O que há de errado com o mundo”, de </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert"><em>G</em></span><em>. </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith"><em>K</em></span><em>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top"><em>Chesterton</em></span><em>.<br>Baseado no original “What’s Wrong with the World”, em domínio público e disponibilizada pelo <a href="https://www.gutenberg.org/ebooks/1717" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Project Gutenberg</a></em>.</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Um livro de investigação sociológica moderna tem uma estrutura rigidamente definida. Começa, habitualmente, com uma análise, com estatísticas, com tabelas de população, com a constatação da diminuição da criminalidade entre os congregacionalistas e o aumento da histeria entre os policiais, com toda sorte de fatos apurados. Termina com um capítulo que costuma intitular-se “a solução”. Se “a solução” nunca chega a ser encontrada, isso se deve quase exclusivamente a esse método científico, cuidadoso e sólido, pois esse esquema médico de pergunta e resposta é uma tolice — a primeira grande tolice da sociologia. Sempre força a determinar a doença antes de encontrar a cura, quando a própria definição e dignidade do homem exige, na verdade, que, em questões sociais, encontremos a cura antes da doença.</p>



<p>Essa é uma das cinquenta falácias surgidas da compulsão moderna por metáforas biológicas ou corporais. É conveniente falar do “Organismo Social”, assim como é conveniente falar do “Leão Britânico”. Mas a Grã‑Bretanha não é mais um organismo do que um leão. A partir do momento em que atribuímos a uma nação a unidade e a simplicidade de um animal, começamos a pensar de forma selvagem. Não é porque todo homem é bípede que cinquenta homens formarão uma centopeia. Isso leva à aberração de sempre falar em “nações jovens” e “nações moribundas”, como se uma nação tivesse um prazo físico de vida. Assim, diriam que a Espanha entrou numa senilidade terminal — poderiam igualmente dizer que a Espanha está perdendo todos os dentes. Ou diriam que o Canadá não tardará a produzir uma literatura — o que seria como dizer que não tardará a crescer-lhe um bigode.</p>



<p>As nações são feitas de pessoas: a primeira geração pode ser fraca e a décima milésima, vigorosa. Empregam-se falácias semelhantes para justificar o crescimento de impérios como se fossem aumento de sabedoria ou graça — como se a expansão de um Estado fosse, em si, um sinal de saúde. Nem se dão ao trabalho de perguntar se o império está crescendo em altura juvenil ou em gordura senil.</p>



<p>Mas, de todas as falácias derivadas dessa fantasia médica, a pior é a que temos diante de nós: o hábito de descrever longamente uma doença social e, só depois, propor um remédio social. Em casos de colapso físico, começamos pela doença por uma razão clara: pode haver dúvida sobre como o corpo adoeceu, mas não há dúvida sobre o que é revigorá-lo. Nenhum médico sugere produzir um novo tipo de homem com nova disposição de membros. Um hospital pode mandar alguém para casa com uma perna a menos — mas nunca com uma a mais. A medicina se contenta com o corpo humano normal e apenas procura restaurá-lo.</p>



<p>A ciência social, ao contrário, não se contenta com a alma humana normal, e vive oferecendo todo tipo de alma ornamental. O reformador diz: “Estou cansado de ser puritano; quero ser pagão” ou “Além desta sombria provação do individualismo vejo o resplendente paraíso do coletivismo.” Mas nas doenças do corpo não existe esse tipo de idealismo divergente. O paciente pode ou não querer <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Quinino é uma substância extraída da casca da árvore quina, usada há séculos como medicamento, especialmente para tratar malária e baixar febre. No tempo de Chesterton, o quinino era um dos tratamentos médicos mais comuns e amargos.">quinino</span>, mas sem dúvida quer saúde. Ninguém diz: “estou cansado desta dor de cabeça, quero experimentar uma dor de dente”, ou “a única solução para esta gripe russa é um pouco de sarampo alemão”. No corpo, o ideal é fixo.</p>



<p>Nos problemas públicos, contudo, o impasse é outro: alguns anseiam por curas que outros considerariam as piores doenças. O <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hilaire Belloc (1870–1953), um dos maiores intelectuais católicos de língua inglesa do século XX — e amigo pessoal e colaborador frequente de G.K. Chesterton.">Sr. Belloc</span> dizia que não abriria mão da ideia de propriedade assim como não abriria mão dos próprios dentes. Já <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Bernard Shaw (1856 – 1950) foi dramaturgo e romancista irlandês.">Bernard Shaw</span> via a propriedade como uma dor de dente. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Alfred Milner, 1.º Visconde Milner (1854–1925) foi um influente político e administrador do Império Britânico, especialmente durante o fim do século XIX e início do XX.">Lord Milner</span> quis sinceramente nos dar a eficiência alemã, e muitos a aceitariam como se fosse uma febre passageira. O <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Caleb Williams Saleeby (1878–1940) foi médico, escritor e defensor entusiástico da eugenia no início do século XX.">Dr. Saleeby</span> quer a eugenia; eu, pessoalmente, prefiro o reumatismo.</p>



<p>Esse é o fato dominante e espantoso do debate social moderno: a disputa não está apenas nas dificuldades, mas nos fins. Concordamos quanto ao mal; quanto ao bem, arrancaríamos os olhos uns aos outros. Todos reconhecem que uma aristocracia indolente é má — mas isso não implica que uma aristocracia ativa seja boa. Todos se indignam com um clero irreligioso — mas alguns se indignariam ainda mais com um clero verdadeiramente devoto. Todos ficam aflitos se o exército é fraco — inclusive os que ficariam horrorizados se ele fosse forte.</p>



<p>O caso social é exatamente o oposto do caso médico. Os médicos discordam sobre o que é a doença, mas concordam sobre o que é a saúde. Nós, ao contrário, concordamos que há algo errado com o mundo — mas metade de nós jamais aceitaria como “certo” o que a outra metade chama de saúde florescente. Os abusos públicos são tão evidentes que parecem gerar uma unanimidade entre pessoas generosas. Mas esquecemos que, embora concordemos sobre os abusos, podemos discordar violentamente sobre os usos.</p>



<p>O Sr. Cadbury e eu provavelmente concordaríamos quanto aos pubs perniciosos. Mas seria diante do pub decente que nossa briga começaria. Eis por que afirmo a inutilidade do método sociológico comum, que se contenta em dissecar a miséria ou catalogar a prostituição. Todos repudiamos a miséria abjeta, mas nem todos valorizamos a pobreza digna. Todos condenamos a prostituição, mas nem todos defendemos a pureza.</p>



<p>A única maneira de falar sobre o mal social é começar pelo ideal social. Todos temos consciência da loucura nacional — mas o que é a sanidade nacional?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">A obra de G. K. Chesterton, <em><a href="https://amzn.to/43XcS16" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">What’s Wrong with the World</a></em>, foi publicada em 1910.<br><br>Em março de 2013, a Editora Ecclesiae lançou uma edição em português<br>da obra intitulada <em><a href="https://amzn.to/44hymEY" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O que há de errado com o mundo</a></em>.<br><br></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Metamorfose de Narciso</em>” (1937), de Salvador Dalí (1904 &#8211; 1989).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia outros artigos sobre G. K. Chesterton, ou escritos por ele mesmo:</h2>



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<section id="gmbb1d252" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmbb1d252 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g82c59a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g82c59a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/GKChesterton.jpg" alt="Obra: &quot;G. K. Chesterton&quot;, por Amber Knorr." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-g-k-chesterton/">Cem frases de G. K. Chesterton</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-w5sxisi" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-w5sxisi gutentor-carousel-item"><div id="section-g-w5sxisi" class="section-g-w5sxisi gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-zwjbzl1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-zwjbzl1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cinderella_GastonLaTouche.jpg" alt="Obra: &quot;Cinderella&quot;, por Gaston La Touche (1854 - 1913)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Contos de fadas</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z4ac1jt" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z4ac1jt gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z4ac1jt" class="section-g-z4ac1jt gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kky3eib" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kky3eib gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm700b54" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm700b54 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm700b54" class="section-gm700b54 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1e10db" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e10db gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm541a30" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm541a30 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm541a30" class="section-gm541a30 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gc3d2b6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc3d2b6 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em>,<br>por<a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/"> G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm0a46ca" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0a46ca gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0a46ca" class="section-gm0a46ca gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gd559d1" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd559d1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheLaughingPhilosopherGKChesterton_GalbraithOLeary.jpg" alt="Obra: &quot;The Laughing Philosopher, G. K. Chesterton&quot;, por Galbraith O'Leary." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g1e6906" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e6906 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Taxi-Jaune.jpg" alt="Obra: &quot;Taxi-Jaune&quot; (2019), por Gilles Clairin." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>G. K. Chesterton e o senso de realidade</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/rodrigogurgel/">Rodrigo Gurgel</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmb32173" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb32173 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb32173" class="section-gmb32173 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g22840a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g22840a gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Chesterton_TimothyJones.jpg" alt="Obra: &quot;Astonished at the World&quot;, de Timothy Jones." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><em>Ortodoxia, de Chesterton</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g670be7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g670be7 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm7a0dfc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7a0dfc gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7a0dfc" class="section-gm7a0dfc gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc2c8d6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc2c8d6 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf99a89" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf99a89 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf99a89" class="section-gmf99a89 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g374d93" class="wp-block-gutentor-e6 section-g374d93 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd1c4a5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd1c4a5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd1c4a5" class="section-gmd1c4a5 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc5b263" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc5b263 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm8462a6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm8462a6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm8462a6" class="section-gm8462a6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gbb9c14" class="wp-block-gutentor-e6 section-gbb9c14 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmbb3ad6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbb3ad6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbb3ad6" class="section-gmbb3ad6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g43d059" class="wp-block-gutentor-e6 section-g43d059 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm31ff7f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm31ff7f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm31ff7f" class="section-gm31ff7f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc0271f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc0271f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-um-trecho-da-obra-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/">G. K. Chesterton: um trecho da obra “O que há de errado com o mundo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Uma vida de aprendizado</title>
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					<comments>https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 01:20:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[John Dewey]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mortimer Adler]]></category>
		<category><![CDATA[Mortimer J. Adler]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A escolarização falha miseravelmente se não prepara os jovens a continuarem aprendendo depois que abandonam a escola, a continuarem com seu aprendizado pelo resto de suas vidas. Qualquer um que não compreende isso não consegue compreender uma das questões mais importantes da filosofia da educação.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/">Uma vida de aprendizado</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Excertos do tópico “A juventude é uma barreira para o aprendizado”, o qual faz parte do livro</em><br><em><a href="https://amzn.to/3oRqPFY" target="_blank" rel="nofollow noopener">“Como pensar sobre as grandes ideias”</a>. Publicado pela Editora <a href="http://www.erealizacoes.com.br" target="_blank" rel="nofollow noopener">É Realizações</a>, sob </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="International Standard Book Number"><em>ISBN</em></span><em> 978-8580331417.</em><br><em>Os 52 capítulos desta obra são transcrições editadas da clássica série norte-americana de</em><br><em>TV do professor </em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mortimer Jerome Adler (1902 - 2001) foi um filósofo americano, renomado educador e autor obras populares. Como filósofo, ele trabalhou dentro das tradições aristotélica e tomista."><em>Mortimer J. Adler</em></span><em>, <em>“The Great Ideas</em>”, transmitida nos anos 1950.</em></p>



<br>



<p class="has-text-align-right"><em>* <a id="RefEpigrafe" href="#NotasDaEditoria">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Eu acredito que o erro mais profundo e sério que podemos cometer sobre a educação, e um que é cometido por todos os educadores e professores, bem como pelo público em geral, é associar a educação com a escolarização; ou mesmo supor que o tipo de aprendizado que acontece nas escolas, e eu quero dizer do jardim de infância à faculdade, é a parte principal da educação. Ou então supor que o tipo de aprendizado que as crianças têm na escola é o principal negócio da infância, que o aprendizado pertence essencialmente à infância, que a maior parte do aprendizado pode ser feita na infância, e que tudo que os adultos têm de fazer é usar o aprendizado que eles adquiriram na escola quando eram jovens.</p>



<p>Alguém <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Consulte a tarja disponível no topo deste artigo.">assistindo</span> a este programa supõe isso? Eu temo que muitos de vocês possam supor que sim. Eu gostaria que vocês me acompanhassem agora porque vou tentar convencê-los do oposto. Vou tentar mostrar três coisas a vocês.</p>



<p>A primeira é que o aprendizado é um processo de toda uma vida. A segunda é que o aprendizado adulto é a parte mais importante da educação de alguém. E a terceira é que a escolarização ou o aprendizado na escola é, na melhor das hipóteses, apenas uma preparação para o tipo de aprendizado que deve ser feito, porque só pode ser feito na vida adulta.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/3oRqPFY" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="585" class="wp-image-6373" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ComoPensarGrandesIdeias.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Como Pensar Sobre as Grandes Ideias&quot;, escrita por Mortimer Jerome Adler (1902 – 2001). Publicado por É Realizações, sob ISBN: 978-85-8033-151-7."></a>Deixem-me comentar por um momento esse terceiro ponto. A escolarização falha miseravelmente se não prepara os jovens a continuarem aprendendo depois que abandonam a escola, a continuarem com seu aprendizado pelo resto de suas vidas. Qualquer um que não compreende isso não consegue compreender uma das questões mais importantes da filosofia da educação, a questão que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Dewey (1859 - 1952): Filósofo, pedagogo e pedagogista norte-americano.">John Dewey</span> enfatizou repetidamente quando disse que todo aprendizado é causa de mais aprendizado, assim como cada fase de crescimento é causa de mais crescimento. E assim é quase possível dizer que todo o propósito da escolarização ou do aprendizado que temos na escola é nos preparar para o tipo de aprendizado que temos de fazer ou devemos fazer pelo resto de nossas vidas.</p>



<p>Eu usei a expressão “o tipo de aprendizado que temos de fazer ou que devemos fazer”. Não quero dizer, ao falar isso, que a educação adulta é ou deveria ser compulsória. Nós sabemos que não é; nós sabemos que não deveria ser. Mas o fato de não ser compulsória não exclui o fato de ser necessária. O aprendizado adulto é necessário para todos nós, para todos, mesmo que tenhamos frequentado escola e faculdade ou não.</p>



<p><strong>Lloyd Luckman</strong>: Bem, o senhor pode estar certo disso, mas eu tenho certeza, dr. Adler, de que há muitas pessoas que pensam o contrário. E eu acho que não é porque elas pensam que o aprendizado é um dever apenas da infância, mas porque pensam que os jovens também têm a capacidade de aprender, uma capacidade que adultos perdem. Quanto mais velhos ficamos, menos conseguimos aprender. O senhor conhece aquele ditado popular que “não se consegue ensinar novos truques a um cachorro velho”.</p>



<p><strong>Mortimer Adler</strong>: Eu temo que você esteja certo, Lloyd. Isso é o que as pessoas pensam. E eu acho que o que devemos ver a respeito disso é se conseguimos mudar essa concepção, e essa impressão. Talvez você não consiga ensinar novos truque a um cachorro velho, mas seres humanos não são cachorros velhos, e o aprendizado humano não consiste em adquirir novos truques.</p>



<p>Eu acho que a fonte do erro está na confusão fundamental que muitas pessoas fazem entre o crescimento corporal e o crescimento mental. Não há dúvida que nossos corpos crescem muito rapidamente quando somos jovens e que nós paramos de crescer quando chegamos à idade de 16 ou 18 anos. Mas a mente que não é afetada pela senilidade patológica nunca perde sua capacidade de se desenvolver. Ela mantém seu poder de crescimento desde que seu corpo se mantenha saudável.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots"/>



<h4 class="wp-block-heading">Crianças aprendem habilidades; Adultos apreendem sabedoria</h4>



<br>



<p>A maioria dos grandes educadores reconhece isso, e certamente todos os professores deveriam saber disso, apesar de que alguns infelizmente não sabem. Por exemplo, se eu fosse tirar <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Platão: filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga. Nasceu em 428 a. C. ou 427 a. C., e faleceu em 348 a. C. ou 347 a. C.">Platão</span> da prateleira, e examinar a passagem em <a href="https://amzn.to/2YLSsFO" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A República</a> na qual ele trata dos benefícios da educação humana, nos veríamos que ele pensa que a consideração das ideias fundamentas só deve começar quando o homem tem 45 anos. O estudo das ideias e a aquisição da sabedoria são adiados até a outra metade da vida, até quase os 50 anos.</p>



<p>Ou se fôssemos até ética de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aristóteles: (384 a. C. - 322 a. C.): Filósofo grego.">Aristóteles</span>, veríamos que Aristóteles diz que os assuntos morais, éticos e políticos não devem ser ensinados aos jovens porque eles não têm experiência, estabilidade emocional, ou essa seriedade profunda, sem as quais tais assuntos não podem ser compreendidos.</p>



<p>Deixe-me falar brevemente da minha própria experiência como professor. Eu sempre achei fácil ensinar matérias abstratas e teóricas aos jovens na faculdade. É muito mais difícil ensinar filosofia moral, lidar com questões morais e políticas. É muito difícil, por exemplo, ler grandes romances e peças com jovens, romances e peças que tratam dos problemas mais sérios da vida. Eu já li e discuti romances e peças com jovens na faculdade e com adultos, e a diferença é como entre o dia e a noite.</p>



<p>Deixe-me dar mais uma evidência. Quando eu saí da faculdade, tinha certeza que compreendia alguns dos grandes livros que eu tive a sorte de ler naquela época. Mas eu tive ainda mais sorte na minha carreira de professor de reler muitas vezes alguns desses livros. E eu sei que eu não os entendi muito bem há dez anos. Não é que eu seja mais experto agora; eu simplesmente estou mais velho. Essa não foi sua experiência também, Lloyd, como professor?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right img-esquerda"><img loading="lazy" decoding="async" width="192" height="197" class="wp-image-5000" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MortimerAdler.jpg" alt="Mortimer Adler (1902 – 2001)."><br>Excerto da obra: <em>“</em><a href="https://amzn.to/3oRqPFY" target="_blank" rel="nofollow noopener">Como pensar sobre as grandes ideias</a>”,<br>de <a href="https://culturadefato.com.br/author/mortimeradler/">Mortimer J. Adler</a> (1902 – 2001).<br><br>A obra contém transcrições editadas da clássica série norte-americana de TV do professor Adler, <em>“The Great Ideas</em>”, transmitida nos anos 1950.<br>Publicado por <a href="http://www.erealizacoes.com.br/home" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É Realizações</a>, sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number.">ISBN</span>: 978-85-8033-151-7.</p>



<br>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="NotasDaEditoria"><strong>Notas da Editoria <em>Cultura de Fato</em>:</strong></p>



<br>



<ol class="wp-block-list">
<li>Este artigo foi originalmente publicado<em>&nbsp;</em>em 7 de fevereiro de 2021. A data de 14 de abril de 2025 refere-se à última edição. <a href="#RefEpigrafe"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li> Imagem da capa: “<a href="https://artlevin.com/painting-view/original-oil-painting-a-grandfather-and-his-grandchildren-in-study/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>A grandfather and his grandchildren in study</em></a>”, de <a href="https://artlevin.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Alex Levin</a>. <a href="#main"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li>Em apresentações, o filósofo <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a> elucidou: existem matemáticos prodígios; não existem filósofos prodígios. A matemática demanda edificar construções intelectuais que dependem apenas dos próprios pensamentos do matemático; a filosofia é arquitetada pelo acúmulo de experiências de vida, as quais envolvem conflitos internos e externos ao próprio filósofo.</li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Demais assuntos (capítulos) abordados na obra que originou esta postagem:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Como pensar sobre a verdade</li>



<li>Como pensar sobre opinião</li>



<li>A diferença entre conhecimento e opinião</li>



<li>Opinião e liberdade humana</li>



<li>Opinião e a regra da maioria</li>



<li>Como pensar sobre o homem</li>



<li>Quão diferentes são os seres humanos?</li>



<li>A teoria Darwinista da origem do homem</li>



<li>A resposta de Darwin</li>



<li>A singularidade do homem</li>



<li>Como pensar sobre emoção</li>



<li>Como pensar sobre amor</li>



<li>Amor como amizade: um mundo sem sexo</li>



<li>Amor sexual</li>



<li>A moralidade do amor</li>



<li>Como pensar sobre bem e mal</li>



<li>Como pensar sobre beleza</li>



<li>Como pensar sobre liberdade</li>



<li>Como pensar sobre aprendizado</li>



<li><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Esta postagem foi formada por excertos deste capítulo.">A juventude&nbsp;é uma barreira para o aprendizado</span></li>



<li>Como ler um livro</li>



<li>Como conversar</li>



<li>Como assistir à TV</li>



<li>Como pensar sobre arte</li>



<li>Os tipos de artes</li>



<li>As belas-artes</li>



<li>A bondade da arte</li>



<li>Como pensar sobre justiça</li>



<li>Como pensar sobre punição</li>



<li>Como pensar sobre linguagem</li>



<li>Como pensar sobre trabalho,</li>



<li>Trabalho, divisão e lazer</li>



<li>A dignidade de todos os tipos de trabalho</li>



<li>Trabalho e lazer ontem e hoje</li>



<li>Trabalho, lazer e educação liberal</li>



<li>Como pensar sobre a lei</li>



<li>Os tipos de lei</li>



<li>A criação das leis</li>



<li>A justiça da Lei</li>



<li>Como pensar sobre o governo</li>



<li>A natureza do governo</li>



<li>Os poderes do governo</li>



<li>A melhor forma de governo</li>



<li>Como pensar sobre democracia</li>



<li>Como pensar sobre mudança</li>



<li>Como pensar sobre progresso</li>



<li>Como pensar sobre guerra e paz</li>



<li>Como pensar sobre filosofia</li>



<li>Como a filosofia difere da ciência e da religião</li>



<li>Os problemas não resolvidos da filosofia</li>



<li>Como a filosofia pode progredir?</li>



<li>Como pensar sobre Deus?</li>
</ol>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos similares:</h2>



<br>



<section id="gm3601a2e" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm3601a2e gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gm4b5507" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm4b5507 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm4b5507" class="section-gm4b5507 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1d0962" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1d0962 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-estudar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/BuscandoDiploma.jpg" alt="Buscando o diploma" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-estudar/">Por que estudar?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemonirnasser/">José Monir Nasser</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm45dccf" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm45dccf gutentor-carousel-item"><div id="section-gm45dccf" class="section-gm45dccf gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g03ae72" class="wp-block-gutentor-e6 section-g03ae72 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/excerto-da-obra-meditar-e-aprender-de-hugo-de-sao-vitor/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/07/PrayingBorder_VictorBrindatch.jpg" alt="Obra: &quot;Praying Border&quot;, por Victor Brindatch." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/excerto-da-obra-meditar-e-aprender-de-hugo-de-sao-vitor/">Excerto da obra “Meditar e aprender”, de Hugo de São Vítor</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/fatos-nada-significam/"><br></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf06cde" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf06cde gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf06cde" class="section-gmf06cde gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g0010bf" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0010bf gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/como-tomar-notas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Notas.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/como-tomar-notas/">Como tomar notas</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/adsertillanges/">A. D. Sertillanges</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm59ecc6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm59ecc6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm59ecc6" class="section-gm59ecc6 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g472543" class="wp-block-gutentor-e6 section-g472543 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/pensamento-critico/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ACountrySchool_EdwardLamsonHenry.jpg" alt="Obra: &quot;A Country School&quot;, de Edward Lamson Henry (1841 - 1919)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/pensamento-critico/">Pensamento crítico</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-512h3po" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-512h3po gutentor-carousel-item"><div id="section-g-512h3po" class="section-g-512h3po gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-2bslams" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-2bslams gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheSevereTeacher_JanSteen.jpg" alt="Obra: &quot;The severe teacher&quot; (1668), por Jan Steen (1626 – 1679)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/">Educação e anti-educação</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/uma-vida-de-aprendizado/">Uma vida de aprendizado</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Jesus realmente existiu? Três excertos da obra “Não tenho fé suficiente para ser ateu”</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/jesus-realmente-existiu-tres-excertos-da-obra-nao-tenho-fe-suficiente-para-ser-ateu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diversos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 21:09:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Josefo]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Turek]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Norman Geisler]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Clancy]]></category>
		<category><![CDATA[Vespasiano]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=24276</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Quantas fontes não-cristãs fazem menção a Jesus? Incluindo Josefo, existem dez outros escritores não-cristãos conhecidos que mencionam Jesus num período de até 150 anos depois de sua morte.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/jesus-realmente-existiu-tres-excertos-da-obra-nao-tenho-fe-suficiente-para-ser-ateu/">Jesus realmente existiu? Três excertos da obra “Não tenho fé suficiente para ser ateu”</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Ninguém duvida que&nbsp;Aristóteles (384 – 322 a. C.) tenha existido, mesmo que tenha nascido quase quatro séculos antes de Cristo, da mesma maneira, ou ainda com mais afinco, nenhum historiador de renome suspeita que o homem dos evangelhos seja o principal personagem de uma fábula.</em>”<br>Trecho do artigo: <a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-cultura/"><em>O que é cultura</em></a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">1. O evangelho de acordo com os não-cristãos</h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">No ano 66 d.C., os judeus da Palestina iniciaram uma revolta contra o governo romano que, para dizer o mínimo, não agradou aos romanos. O imperador enviou tropas lideradas pelo <span data-tooltip="Tito Flávio Vespasiano, nasceu em 17 de novembro de 9 e faleceu em 23 de junho de 1979. Foi imperador romano, o primeiro da dinastia flaviana, que ocupou o poder em 69." data-tooltip-position="top"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vespasiano" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">general Vespasiano</a></span> para conter a rebelião e retomar o controle das áreas rebeldes. Em 67, Vespasiano liderou um cerco à cidade rebelde de Jotapata, na Galiléia. No 47º dia daquele cerco, um jovem revolucionário judeu optou por entregar-se ao exército romano, muito superior, em vez de cometer suicídio — um destino que muitos de seus compatriotas haviam escolhido. Aquele jovem recebeu o favor de Vespasiano e, depois, foi levado a Roma pelo general Tito, filho de Vespasiano; mais tarde, Tito destruiu Jerusalém e o templo judeu no ano 70 d.C.</p>



<p>Aquele jovem era <span data-tooltip="Flávio Josefo (37 d. C. - 100 d. C.) historiador também também conhecido pelo nome hebraico ''Yosef ben Mattityahu''." data-tooltip-position="top">Flávio Josefo</span> (c. 37-100 d.C.) que, por fim, tornou-se o maior historiador judeu de sua época. Josefo começou a escrever documentos históricos em Roma, enquanto trabalhava como historiador do imperador romano Domiciano. Foi ali que escreveu sua autobiografia e duas obras históricas importantes. Uma dessas obras é sua atualmente famosa <em><a href="https://amzn.to/39sDGIM" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Antiguidades dos judeus</a></em> [publicada em português pela CPAD], concluída por volta do ano 93. No livro 18, capítulo 3, seção 3 dessa obra, Josefo, que não era cristão, escreveu estas palavras:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Nessa época [a época de&nbsp;</em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B4ncio_Pilatos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pilatos</a><em>], havia um homem sábio chamado Jesus. Sua conduta era boa e [ele] era conhecido por ser virtuoso. Muitos judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o à crucificação e à morte. Mas aqueles que se tornaram seus discípulos não abandonaram seu discipulado, antes relataram que Jesus havia reaparecido três dias depois de sua crucificação e que estava vivo; por causa disso, ele talvez fosse o Messias, sobre quem os profetas contaram maravilhas.”</em><strong><sup><a href="#Nota01" id="Ref01">1</a></sup></strong></p>
</blockquote>



<p>Essa não foi a única menção feita a Jesus por Josefo.<strong><sup><a id="Ref02" href="#Nota02">2</a></sup></strong> Em outra passagem das <em><a href="https://amzn.to/39sDGIM" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Antiguidades dos judeus</a>,</em> Josefo revelou de que maneira o novo sumo sacerdote dos judeus (<a href="https://www.google.com/search?q=Ananus&amp;oq=Ananus&amp;gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyDAgAEEUYORjjAhiABDIHCAEQLhiABDIJCAIQABgKGIAEMgkIAxAAGAoYgAQyCQgEEAAYChiABDIJCAUQABgKGIAEMg8IBhAuGAoYrwEYxwEYgAQyCQgHEAAYChiABDIJCAgQABgKGIAEMgkICRAAGAoYgATSAQczOTFqMGo0qAIAsAIB&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Ananus</a>, o jovem) valeu-se de um hiato no governo romano para matar Tiago, o irmão de Jesus. Isso aconteceu no ano 62, quando o imperador romano Festo morreu repentinamente durante seu ofício. Três meses se passaram até que seu sucessor, Albino, pudesse chegar à Judéia, abrindo um grande espaço de tempo para que Ananus realizasse seu trabalho sujo. Josefo descreve o incidente da seguinte maneira:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Festo está morto, e Albino está a caminho. Assim, ele [Ananus, o sumo sacerdote] reuniu o Sinédrio dos juízes e trouxe diante deles o irmão de Jesus, que era chamado Cristo, cujo nome era Tiago, e alguns outros [ou alguns de seus companheiros] e, quando havia formulado uma acusação contra eles como transgressores da lei, ele os entregou para que fossem apedrejados.<strong><a href="#Nota03" id="Ref03"><sup>3</sup></a></strong></p>
</blockquote>



<p>Temos aqui não apenas outra referência do século I feita a Jesus, mas a confirmação de que tinha um irmão chamado Tiago que, obviamente, não era benquisto pelas autoridades judaicas. Poderia ser o caso de Tiago ter sido martirizado por ser ele o líder da igreja de Jerusalém, como o NT deixa implícito?<strong><sup><a href="#Nota04" id="Ref04">4</a></sup></strong></p>



<p class="Ref05">Quantas fontes não-cristãs fazem menção a Jesus? Incluindo Josefo, existem dez outros escritores não-cristãos conhecidos que mencionam Jesus num período de até 150 anos depois de sua morte.<strong><a href="#Nota05" id="Ref05"><sup>5</sup></a></strong> Por outro lado, nesses mesmos 150 anos, existem nove fontes não-cristãs que mencionam <span data-tooltip="Tibério Cláudio César Augusto Germânico (10 a. C. - 54 d. C.) foi o quarto imperador romano da dinastia júlio-claudiana, e governou de 24 de janeiro de 41 d.C. até a sua morte." data-tooltip-position="top">Tibério César</span>, o <em>imperador</em> romano dos tempos de Jesus.<strong><sup><a id="Ref06" href="#Nota06">6</a></sup></strong> Assim, descontando todas as fontes cristãs, em relação ao imperador romano existe uma fonte a mais que menciona Jesus. Se você incluir as fontes cristãs, os autores que mencionam Jesus superam aqueles que mencionam Tibério numa proporção de 43 para 10!<strong><a href="#Nota07" id="Ref07"><sup>7</sup></a></strong></p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">2. Novo Testamento: romance histórico ou história romanceada?</h2>



<br>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">Este tópico é totalmente compreensível. No entanto, lembre-se de que se trata<br>de um excerto do livro <em><a href="https://amzn.to/3nEsf6N" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Não tenho fé suficiente para ser ateu</a></em>, motivo pelo qual os<br>próximos parágrafos citam referências indisponíveis, mas intuitivas dentro deste contexto.</p>



<br>



<p class="has-drop-cap">A despeito desses mais de 140 detalhes de testemunhas oculares e mais de 30 referências a pessoas reais, um cético de coração duro poderia dizer: “Mas isso não significa necessariamente que o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Novo Testamento">NT</span> seja verdadeiro. Suponha que ele seja um romance histórico — uma ficção ambientada num contexto histórico real — alguma coisa parecida com um romance de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Thomas Leo Clancy Jr. (1947 - 2013) foi um escritor e historiador norte-americano, conhecido por seus enredos detalhados de espionagem e de ciência militar que ocorrem durante e depois da Guerra Fria.">Tom Clancy</span>”.</p>



<p>Existem muitos problemas com essa teoria. Em primeiro lugar, ela não pode explicar por que escritores independentes não-cristãos revelam coletivamente uma sequência de fatos similar aos do NT. Se os acontecimentos do NT são ficção, por que esses escritores registrariam alguns desses fatos como se realmente tivessem acontecido?</p>



<p class="img-direita"><img loading="lazy" decoding="async" width="353" height="459" class="wp-image-4058" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/NaoTenhoFeSuficienteParaSerAteu.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Não tenho fé suficiente para ser ateu&quot;">Em segundo lugar, essa teoria não pode explicar por que os autores do NT passaram por perseguição, tortura e morte. Por que eles teriam feito isso em favor de uma ficção? (Veremos mais sobre isso no capítulo seguinte.)</p>



<p>Em terceiro lugar, os romancistas históricos normalmente não usam nomes de pessoas reais para as personagens principais de suas histórias. Se o fizessem, essas pessoas reais — especialmente oficiais de grande importância do governo e da religião — poderiam negar a história, destruindo a credibilidade dos autores e, talvez, até mesmo usando de ações punitivas contra eles por terem feito isso. Como já vimos, o NT inclui pelo menos 30 personagens históricas reais que foram confirmadas por fontes não-cristãs, muitas dessas são líderes proeminentes e poderosas.</p>



<p>Por fim, uma vez que o NT contém múltiplos relatos independentes desses acontecimentos, feitos por nove autores diferentes, a teoria do romance histórico exigiria uma grande conspiração por um período variando de 20 a 50 anos entre esses nove autores espalhados por todo o mundo antigo. Isso também não é plausível. De fato, a afirmação de que os acontecimentos do NT são parte de uma grande conspiração existe apenas em romances. No mundo real, tais afirmações são esmagadas pelo peso das evidências.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">3. O Novo Testamento: uma única fonte ou muitas fontes?</h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">“Espere!“, pode protestar o cético. “Você pode ter o depoimento de testemunhas oculares, mas não pode acreditar no NT porque ele provém de uma fonte apenas. Eles não são &#8216;múltiplos relatos independentes&#8217; como você diz!”. Esse é um erro comum que os céticos cometem porque deixam de fazer a distinção entre a Bíblia como um “livro religioso“ e os documentos históricos que compõem a Bíblia.</p>



<p>Quando consideramos a historicidade do NT, somos constantemente lembrados de que o NT que temos na Bíblia é uma <em>coleção</em> de escritos bastante independentes saídos da pena de nove autores diferentes. Ele não foi escrito ou editado por uma pessoa ou pela igreja. Embora os autores do NT descrevam um mesmo acontecimento e possam até mesmo ter extraído material de uma mesma fonte antiga, as evidências indicam que os documentos do NT contêm várias linhas de depoimentos independentes de testemunhas oculares.</p>



<p>Como podemos saber que temos depoimentos independentes de testemunhas oculares? Porque 1) cada um dos autores principais inclui material antigo e singular que apenas uma testemunha ocular poderia conhecer e 2) seus relatos descrevem os mesmos acontecimentos básicos, mas incluem detalhes divergentes. Por que os detalhes divergentes são importantes? Porque, se esses relatos fossem todos de uma única fonte ou de um único editor, haveria a harmonização, e não a <strong><sup><a href="#Nota02" id="Ref02">2</a></sup></strong> divergência dos detalhes. Quando relatos antigos contam a mesma história básica mas incluem detalhes divergentes, os historiadores corretamente concluem que eles possuem relatos independentes de testemunhas oculares dos fatos históricos reais (teste histórico nº 3). A história certamente não pode ser inventada porque fontes independentes jamais poderiam inventar a mesma história ficcional.</p>



<p>Por esse critério, sabemos que João e Marcos são independentes e sabemos que Lucas e Mateus diferem o suficiente de Marcos e um do outro para serem produtos de testemunho independente também. Desse modo, existem pelo menos quatro fontes independentes da história básica do NT, e, acrescentando-se Paulo (1Co 15.8) e Pedro (1Pe 1.21) à mistura, existem pelo menos seis fontes independentes da ressurreição de Jesus.</p>



<p>Seis testemunhas oculares sadias e sóbrias, que se recusam a abnegar seu testemunho mesmo sob ameaça de morte, seriam capazes de convencer qualquer um de qualquer coisa num tribunal (mesmo sem as linhas adicionais de evidências corroborantes que apóiam a história do NT). Os depoimentos das testemunhas oculares conduzem a um veredicto que certamente está nos limites de dúvida justificável. A não ser que você tenha visto o acontecimento por si mesmo, não é possível ter um grau maior de certeza de que tais fatos históricos realmente aconteceram.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Extraído do livro <em><a href="https://amzn.to/3nEsf6N" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Não tenho fé suficiente para ser ateu</a></em>. Publicado pela <a href="http://www.editoravida.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Vida</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number" data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8573679281.<br>Escrito por: <a href="https://culturadefato.com.br/author/normangeisler/">Norman L. Geisler</a> (1932 – 2019) e Frank Turek. Traduzido por <a href="https://pt-br.facebook.com/emirson.justino" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Emirson Justino</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas:</strong></p>



<br>



<ol class="wp-block-list">
<li id="Nota01">Existe uma versão dessa citação na qual Josefo afirma que Jesus era o Messias, mas a maioria dos estudiosos acredita que os cristãos mudaram a citação para que fosse lida dessa maneira. De acordo com Orígenes, um dos pais da Igreja, nascido no século lI, Josefo não era cristão. Desse modo, é improvável que ele pudesse afirmar que Jesus era o Messias. A versão que citamos aqui vem de um texto árabe que, acredita-se, não foi corrompido. <a href="#Ref01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota02">Por que Josefo não fez mais referências a Jesus? Podemos conjecturar que, como historiador do imperador, Josefo tinha de escolher os temas e as palavras com muito cuidado. De modo mais patente, Domiciano suspeitava de tudo o que pudesse ser associado a sedição. Esta nova seita chamada cristianismo poderia ter sido considerada sediciosa porque os cristãos tinham esse novo e estranho sistema de crenças e recusavam-se a adorar César e os deuses romanos. Como resultado disso, Josefo certamente não queria alarmar ou irritar seu chefe ao escrever um grande número de comentários favoráveis sobre o cristianismo. Todavia, essas duas referências confirmam a existência de Jesus e de Tiago e corrobora os relatos do Novo Testamento. <a href="#Ref02"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota03"><em>Antiguidades</em>, 20.9.1. <a href="#Ref03"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota04">VAt 21.17,18; cf. 15.13. <a href="#Ref04"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota05">As dez fontes não-cristãs são: Josefo; Tácito, historiador romano; Plínio, o Jovem, político romano; Flegon, escravo liberto que escrevia histórias; Talo, historiador do século I; Suetônio, historiador romano; Luciano, satirista grego; Celso, filósofo romano; Mara bar Serapion, cidadão reservado que escrevia para seu filho; e o Talmude. Você poderá encontrar uma lista completa das menções a Cristo feitas por essas fontes em Norman L. Gelisler, <em><a href="https://amzn.to/3XpyjV2" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Enciclopédia de apologética</a></em>. São Paulo: Vida, 2002, p. 447-52; v. tb. Gary Habermas, <em>The Historical Jesus</em>. Joplin, Mo.: College Press, 1996, capo 9. <a href="#Ref05"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota06">Gary Habermas &amp; Michael Licona. <em>The Case for the Resurrection o/Jesus. Grand Rapids</em>, Mich.: Kregel Publications, 2004. <a href="#Ref06"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota07">Uma vez que Lucas menciona Tibério, o número total de autores que menciona Tibério é dez. V Habermas &amp; Licona, <em>The Case for the Resurrection o/Jesus</em>. Adicionamos o Talmude à lista montada por Habermas e Licona porque é provável que ele tenha sido composto no início do século II, dentro do período de 150 anos após a morte de Jesus. Consequentemente, nossa contagem é 43 a 10, em vez de 42 a 9, conforme sugerido por Habermas e Licona. <a href="#Ref07"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em><a href="https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2024-05/cristo-dali-roma-abertura-exposicao.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Cristo de São João da Cruz</a></em>” (1951), de Salvador Dali (1904 – 1989).</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Compreenda mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sudario-autenticidade-comprovada-pela-ciencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SantoSudario.jpg" alt="Santo Sudário" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sudario-autenticidade-comprovada-pela-ciencia/"><em>Sudário: autenticidade comprovada pela ciência</em></a> (diversos autores)</p>
</div></div>



<div id="col-gm057615" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm057615 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm057615" class="section-gm057615 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-santo-sudario-de-turim/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/SudarioRosto.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-santo-sudario-de-turim/">O Santo Sudário de Turim</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/benoitbemelmans/">Benoît Bemelmans</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm1f6884" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6884 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6884" class="section-gm1f6884 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gced1ad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gced1ad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/diversas-provas-de-jesus-cristo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/TempestadeNoMarDaGalileia_1633_Rembrandt.jpg" alt="Obra: &quot;Tempestade no mar da Galileia&quot; (1633), de Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 - 1669)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/diversas-provas-de-jesus-cristo/">Diversas provas de Jesus Cristo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/blaisepascal/">Blaise Pascal</a></p>
</div></div>



<div id="col-gme8a29d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme8a29d gutentor-carousel-item"><div id="section-gme8a29d" class="section-gme8a29d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ha-evidencias-historicas-da-ressurreicao-de-jesus-cristo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/IncredulidadeDeSaoTome.jpg" alt="Obra: &quot;A Incredulidade de São Tomé&quot; (1601–1602), de Caravaggio (1571 - 1610)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-evidencias-historicas-da-ressurreicao-de-jesus-cristo/">Há evidências históricas da ressurreição de Jesus Cristo?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/everaldocescon/">Everaldo Cescon</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ainda-sobre-pascoa-que-e-o-fato-mais-importante-de-toda-a-historia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Pentecostes_1732_JeanLiRestout.jpg" alt="Obra: &quot;Pentecostes&quot; (1732) por Jean Ii Restout (1692 - 1768)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/ainda-sobre-pascoa-que-e-o-fato-mais-importante-de-toda-a-historia/"><em>Ainda sobre a Páscoa, que é o fato mais importante de toda a história</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/marktapscott/">Mark Tapscott</a></p>
</div></div>



<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/triunfo-da-cruz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CristoCarregandoACruz-min.jpg" alt="Obra: &quot;Cristo carregando a cruz&quot; (aprox. 1565), de Ticiano Vecellio (1490–1576)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/triunfo-da-cruz/">Triunfo da cruz</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/revistacatolicismo/">Revista Catolicismo</a></p>
</div></div>



<div id="col-gma44c98" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma44c98 gutentor-carousel-item"><div id="section-gma44c98" class="section-gma44c98 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2334b2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2334b2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/jesus-nasceu-mesmo-no-dia-25-de-dezembro/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/GilmondeAzulejosNascimentoDeJesus.jpg" alt="Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/jesus-nasceu-mesmo-no-dia-25-de-dezembro/">Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro?</a></em> por <a href="https://culturadefato.com.br/author/padrepauloricardo/">Padre Paulo Ricardo</a></p>
</div></div>



<div id="col-gma73e3a" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma73e3a gutentor-carousel-item"><div id="section-gma73e3a" class="section-gma73e3a gutentor-col-wrap">
<div id="section-gfa306f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gfa306f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-foi-o-crime-de-pilatos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/PilatosLavandoAsMaos_1663_MattiaPreti.jpg" alt="Obra: &quot;Pilatos lavando as mãos&quot;, 1663, por Mattia Preti (1613 - 1699)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-foi-o-crime-de-pilatos/">Qual foi o crime de Pilatos?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmb6672e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb6672e gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb6672e" class="section-gmb6672e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g87f5d2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g87f5d2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/jesus-cristo-o-infinito-no-finito/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/UltimaCeia_AndreaDelCastagno_Recorte.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Última Ceia&quot;. Trata-se de um afresco da artista renascentista italiana Andrea del Castagno (1423 - 1457), localizada no refeitório do convento de Sant'Apollonia, agora o Museo di Cenacolo di Sant'Apollonia. A obra foi criada entre 1445 e 1450." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/jesus-cristo-o-infinito-no-finito/">Jesus Cristo: o infinito no finito</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/papabentoxvi/">Papa Bento XVI</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc9f9db" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc9f9db gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc9f9db" class="section-gmc9f9db gutentor-col-wrap">
<div id="section-g935342" class="wp-block-gutentor-e6 section-g935342 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/deus-existe-nada-prova-tudo-evidencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ACriacaoDeAdao.jpg" alt="&quot;A Criação de Adão&quot;, parte do afresco pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina entre os anos de 1508 e 1510, a pedido do papa Júlio II." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/deus-existe-nada-prova-tudo-evidencia/"><em>Deus existe? Nada prova; tudo evidencia!</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/jesus-realmente-existiu-tres-excertos-da-obra-nao-tenho-fe-suficiente-para-ser-ateu/">Jesus realmente existiu? Três excertos da obra “Não tenho fé suficiente para ser ateu”</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Contos de fadas</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[G. K. Chesterton]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2025 06:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[W. B. Yeats]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Os contos de fadas são por natureza não apenas morais no sentido de serem inocentes, mas morais no sentido de serem didáticos, morais no sentido de moralizarem.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/contos-de-fadas/">Contos de fadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O grande poeta existe para mostrar ao homem pequeno o quanto ele é grande.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) é mais conhecido como G. K. Chesterton foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 &#8211; 1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Algumas pessoas solenes e superficiais (pois quase todas as pessoas superficiais demais são solenes) afirmaram que os contos de fadas são imorais; basearam-se em algumas circunstâncias acidentais ou em incidentes lamentáveis na guerra entre gigantes e crianças, em alguns dos casos tendo as últimas se satisfeito com criar embustes ou até mesmo com pregar peças. A objeção, contudo, não apenas é falsa, mas o exato oposto dos fatos. Os contos de fadas são por natureza não apenas morais no sentido de serem inocentes, mas morais no sentido de serem didáticos, morais no sentido de moralizarem. Que falem da liberdade na terra encantada, mas o fato é que, segundo as melhores estatísticas oficiais, a liberdade é bem pouca e preciosa na terra encantada. O Sr. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William">W</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Butler">B</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William Butler Yeats (1865 — 1939), foi poeta, dramaturgo e místico irlandês. Atuou ativamente no Renascimento Literário Irlandês e foi co-fundador do Abbey Theatre.">Yeats</span> e outras almas modernas sensíveis, notando que a vida moderna é uma escravidão tão abominável como nunca antes oprimira a humanidade (estão de todo certos nisso), descreveram especialmente a terra do faz-de-conta como um lugar de completo conforto e abandono — um lugar onde a alma pode seguir por onde quiser, ao seu bel prazer, como o vento. A ciência denuncia a ideia de um Deus caprichoso; mas a escola do Sr. Yeats sugere que naquele mundo toda pessoa é um deus caprichoso. O próprio Sr. Yeats disse um sem-número de vezes, naquele estilo literário magnífico e triste que faz dele o primeiro entre todos os poetas atualmente a escrever em língua inglesa (não direi entre todos os poetas ingleses, pois os irlandeses estão bem familiarizados com a prática da investida física), ele, eu ia dizendo, invocou um semnúmero de vezes a imagem da liberdade terrível das fadas, as quais tipificam a anarquia derradeira da arte —</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Lá onde ninguém se torna velho, cansado ou sábio,<br>Lá onde ninguém se torna velho, devoto ou sério.</em></p>
</blockquote>



<p>Mas, no fim das contas (é algo chocante de se dizer), tenho minhas dúvidas de se o Sr. Yeats realmente conhece a verdadeira filosofia das fadas. Ele não é um homem simples o suficiente; ele não é estúpido o suficiente. Todavia, digo, embora não devesse, que em boa e sensata estupidez eu bato o Sr. Yeats de lavada. As fadas simpatizam comigo mais do que com o Sr. Yeats; elas tendem a me admitir mais que a ele entre si. E tenho minhas dúvidas sobre se essa impressão de espíritos livres e selvagens na crista de ondas ou montes é realmente o espírito simples e central do folclore. Creio que os poetas se enganaram: porque a terra encantada é um mundo mais brilhante e mais variado que o nosso, eles o imaginaram menos moral; na verdade é mais brilhante e mais variado porque é mais moral. Suponha que um homem possa ter nascido em uma prisão moderna. É impossível, claro, pois nada de humano pode acontecer em uma prisão moderna, embora o pudesse às vezes em um calabouço antigo. Uma prisão moderna é sempre inumana, mesmo quando não é inumana. Mas suponha que um homem tivesse nascido em uma prisão moderna e tenha crescido acostumado ao silêncio mortal e à indiferença repugnante; e suponha que ele seja subitamente libertado em meio à vida e algazarra da Fleet Street. Ele pensaria, como é óbvio, que os literatos na Fleet Street são uma raça livre e feliz; ainda assim quão triste, quão ironicamente é esse o oposto da verdade! E de igual modo esses escravos estafados da Fleet Street, ao terem um vislumbre da terra encantada, pensam que as fadas são completamente livres. Mas fadas são como jornalistas sob esse e muitos outros aspectos. Fadas e jornalistas têm uma alegria aparente e uma beleza enganadora. Fadas e jornalistas parecem ser amáveis e não ter lei; ambos parecem requintados demais para descer à feiura dos deveres do dia a dia. Mas isso é uma ilusão criada pela presença repentina deles. Jornalistas vivem submetidos à lei; e assim também a terra encantada.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/41fcdqy" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="340" height="513" class="wp-image-24125" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/ContosDeFadasEOutrosContos_GKChesterton.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Contos de Fadas e Outros Ensaios Literários&quot;, de G. K. Chesterton."></a>Se se realmente ler os contos de fadas, observar-se-á que uma ideia os atravessa de ponta a ponta — a ideia de que a paz e a felicidade só podem existir dadas determinadas condições. Essa ideia, que é o âmago da ética, é o âmago dos contos infantis. Toda a felicidade da terra encantada pende de um fio, de um único fio. Cinderela pode? ter um vestido costurado em teares sobrenaturais e que brilhe com uma luminosidade celeste; mas ela deve estar de volta quando o relógio der meia-noite. O rei pode convidar fadas para o batismo, mas ou ele convida todas as fadas ou consequências temíveis se seguirão. A esposa de Barba Azul pode abrir todas as portas, menos uma. Uma promessa é quebrada por conta de um gato, e tudo dá errado. Uma promessa é quebrada por conta de um gnomo amarelo, e tudo dá errado. Uma garota pode ser a noiva do próprio Deus do Amor desde que nunca tente vê-lo; ela o vê, e ele se esvai. A uma garota é dada uma caixa com a condição de que nunca a abra; ela a abre, e todos os males deste mundo se prcipitam afora à sua frente. Um homem e uma mulher são postos em um jardim sob a condição de que não comam um determinado fruto; eles o comem, e perdem o seu gozo de todos os frutos da terra.</p>



<p>Essa grande ideia, pois, é a espinha dorsal de todo o folclore — a ideia de que toda a felicidade pende de uma pequena proibição; de que toda a alegria positiva depende de uma negativa. Bom, é óbvio que existem muitas ideias filosóficas e religiosas aparentadas ou simbolizadas por isso; mas não é delas que quero tratar aqui. É inegavelmente óbvio que toda a ética deve ser ensinada de acordo com a harmonia da terra encantada; a de que, se alguém faz algo proibido, põe em risco tudo aquilo de que dispõe. Se um homem quebra a sua promessa para com a esposa, ele deve ser lembrado de que, mesmo se ela for um gato, o caso da fada-gato mostra que tal conduta é pouco prudente. Um arrombador prestes a abrir o cofre de alguém poderia ser jocosamente lembrado de que ele está na situação perigosa da bela Pandora: ele está prestes a erguer a tampa proibida e a libertar males desconhecidos. O garoto comendo a maçã alheia do pé de maçã alheio poderia ser lembrado de que chegou a um momento místico de sua vida, quando uma maçã pode lhe roubar todas as outras. Essa é a profunda moralidade dos contos de fadas; o fato de que, longe de serem livres de leis, vão à raiz de toda lei. Em vez de encontrar (tal o comum dos livros de ética) o fundamento racionalista de cada Mandamento, elas encontram o grande fundamento místico de todos os Mandamentos. Estamos nessa terra encantada em meio ao sofrimento; não nos cabe lutar com as condições sob as quais gozamos essa ampla visão do mundo. As proibições são de fato extraordinárias, mas igualmente o são as concessões. A ideia de propriedade, a ideia de que haja maçãs alheias, é uma ideia esquisita; mas do mesmo modo a ideia de que existam maçãs é uma ideia esquisita. É estranho e misterioso que não se possa, em segurança, beber dez garrafas de champanhe; mas do mesmo modo, se você reparar, o próprio champanhe é estranho e misterioso. Se eu fosse tomar da bebida das fadas, não seria mais que justo que devesse tomar de acordo com as regras das fadas. Podemos não ver a conexão lógica direta entre três bonitas colheres de prata e um grande e feio policial; mas quem, em contos de fadas, já pôde alguma vez ver a conexão lógica direta entre três ursos e um gigante ou entre uma rosa e uma besta vociferante? Não apenas podem esses contos de fadas serem apreciados por serem morais, mas a moralidade pode ser apreciada porque nos põe em uma terra encantada, em um mundo ao mesmo tempo de maravilha e de guerra.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto da obra: “<a href="https://amzn.to/41fcdqy" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Contos de fadas e outros ensaios literários</a>”, escrita por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a> (1874 – 1936).<br>Publicada pela Livraria Resistência Cultural Editora, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number" data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8566418033.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da Editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Cinderella</em>”, de Gaston La Touche (1854– 1913).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/HumanHeart_DenisaLaura.jpg" alt="Obra: &quot;Human heart&quot;, por Denisa Laura." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-do-cristianismo/"><em>Paradoxos do cristianismo</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm057615" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm057615 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm057615" class="section-gm057615 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espirito de Natal</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm1f6884" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6884 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6884" class="section-gm1f6884 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gced1ad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gced1ad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/SherlockHolmes.jpg" alt="Obra: &quot;Sherlock Holmes&quot;, por Jama Jurabaev." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-defesa-das-historias-de-detetive/">Uma defesa das histórias de detetive</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gme8a29d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme8a29d gutentor-carousel-item"><div id="section-gme8a29d" class="section-gme8a29d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheLaughingPhilosopherGKChesterton_GalbraithOLeary.jpg" alt="Obra: &quot;The Laughing Philosopher, G. K. Chesterton&quot;, por Galbraith O'Leary." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tres-excertos-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/">T</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/g-k-chesterton-e-o-senso-de-realidade/"><em>rês excertos da obra “Ortodoxia”, de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/HouseNearRiver-ThomasKinkade.jpg" alt="Obra: &quot;House Near River&quot;, por Thomas Kinkade (1958 - 2012): pintor norte-americano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/viagem-de-um-ao-mesmo-lugar/"><em>Viagem de um ao memo lugar</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GKChesterton.jpeg" alt="G. K. Chesterton" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/autoconfianca-dos-patifes-e-a-origem-da-obra-ortodoxia-de-chesterton/"><em>Autoconfiança dos patifes é a origem da obra “Ortodoxia” de Chesterton</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gma44c98" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma44c98 gutentor-carousel-item"><div id="section-gma44c98" class="section-gma44c98 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2334b2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2334b2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/TheGardenMonet.jpg" alt="Obra &quot;The Artist's Family in the Garden&quot;, por CLaude Monet (1840 - 1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/tremendas-trivialidades/"><em>Tremendas trivialidades</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gma73e3a" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma73e3a gutentor-carousel-item"><div id="section-gma73e3a" class="section-gma73e3a gutentor-col-wrap">
<div id="section-gfa306f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gfa306f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GizDeCera.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/um-pedaco-de-giz/"><em>Um pedaço de giz</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmb6672e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb6672e gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb6672e" class="section-gmb6672e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g87f5d2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g87f5d2 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Antepassados.jpg" alt="Recorte da obra: Antepassados, de Caitlin Connolly." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/catedraticos-e-homens-pre-historicos/"><em>Catedráticos e homens pré-históricos</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc9f9db" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc9f9db gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc9f9db" class="section-gmc9f9db gutentor-col-wrap">
<div id="section-g935342" class="wp-block-gutentor-e6 section-g935342 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/AltarMorNotreDameRecorte.jpg" alt="Recorte do Altar-Mor da Catedral de Notre-Dame em Paris, França" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/conhecendo-a-idade-media/"><em>Conhecendo a Idade Média</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmfd738b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfd738b gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfd738b" class="section-gmfd738b gutentor-col-wrap">
<div id="section-g3f77e8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g3f77e8 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Guarda-Chuvas.jpg" alt="Diversos guarda-chuvas na cor preta e um amarelo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/doentes-pacientes-pecadores-impacientes/"><em>Doentes pacientes; pecadores impacientes</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>Milagres não quebram as leis da natureza</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/milagres-nao-quebram-as-leis-da-natureza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[C. S. Lewis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2025 19:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[C. S. Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Milagres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Se Deus criar um espermatozoide milagroso no corpo de uma virgem, ele não começa a quebrar quaisquer leis, mas estas de imediato tomam o controle. A natureza está preparada. A gravidez se instala segundo todas as leis normais e nove meses depois nasce uma criança.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Excerto do capítulo 8 da obra <em><a href="https://amzn.to/3fkv8Zs" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Milagres</a></em>, escrita por: <a href="https://culturadefato.com.br/author/cslewis/"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Clive">C</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Staples ">S</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="C. S. Lewis (1898 - 1963), escritor e apologista cristão irlandês.">Lewis</span></a> (1898 – 1963).<br>Publicado pela <a href="http://www.editoravida.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Vida</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8573679588.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



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<p class="has-drop-cap">É incorreto definir milagre como sendo algo que quebra as leis da natureza, pois não é isso. Se bato meu cachimbo, altero a posição de inúmeros átomos: de modo geral, e numa proporção infinitesimal, de todos os átomos que existem. A natureza digere e assimila este acontecimento com a mais perfeita facilidade e num abrir e fechar de olhos, juntamente com todos os demais eventos. Trata-se de mais uma partícula de matéria-prima em que aplicar as leis, e elas se aplicam. Eu simplesmente lancei um evento na catarata geral dos mesmos e ele se enquadra perfeitamente ali e se conforma a todos os outros.</p>



<p>Se Deus aniquilar, criar ou desviar uma unidade de matéria, Ele criou uma nova situação nesse ponto. A natureza inteira imediatamente acolhe esta nova situação, faz com que ela se ambiente em sua nova esfera de atividade, e adapta todos os demais eventos à mesma. E ela passa a conformar-se com todas as leis. Se Deus criar um espermatozoide milagroso no corpo de uma virgem, ele não começa a quebrar quaisquer leis, mas estas de imediato tomam o controle. A natureza está preparada. A gravidez se instala segundo todas as leis normais e nove meses depois nasce uma criança. Vemos a cada passo que a natureza física não é absolutamente perturbada pela investida diária de acontecimentos oriundos da natureza biológica ou da psicológica. Se os eventos vierem de algum ponto além dela, a natureza também não será perturbada por eles. É certo que se dará pressa em alcançar o ponto de invasão, como as forças defensivas correm para um corte em nosso dedo, e ali se precipitará em acolher o recém-chegado. No momento em que ele entrar no reino dela irão obedecer todas as suas leis. O vinho milagroso é inebriante, a concepção milagrosa leva à gravidez, os livros inspirados sofrerão os processos comuns de corrupção textual, o pão milagroso será digerido. A arte divina do milagre não inclui a suspensão do modelo a que os eventos se conformam, trata-se, isso sim, de introduzir novos acontecimentos nesse padrão. Ela não transgride os dispositivos da lei, &#8220;Se A, então B&#8221;: mas diz: &#8220;Desta vez em lugar de A, A2,&#8221; e a natureza, falando através de todas as suas leis, replica: &#8220;Então 132&#8221; e naturaliza o imigrante, como sabe muito bem fazê-lo, pois se trata de uma anfitriã nata.</p>



<p>O milagre não é de forma alguma um acontecimento sem uma causa ou sem resultados. Sua causa é a atividade de Deus: seus resultados seguem a lei natural. Quando ela avança (i.e. no período que se segue à sua ocorrência) ele se acha interligado com toda a natureza como todos os demais eventos. Sua peculiaridade é que não se interliga igualmente em sentido retroativo, ligando-se à história anterior da natureza. É justamente isto que algumas pessoas consideram intolerável. A razão disso é que elas tomam a natureza como sendo toda a realidade, e estão certas de que toda realidade deve estar inter relacionada e agir de maneira consistente. Concordo com essas pessoas. O que acho, porém, é que elas tomaram erradamente um sistema parcial dentro da realidade, a saber, a natureza, como sendo o conjunto da mesma. Dessa forma, o milagre e a história anterior da natureza podem estar interligados afinal de contas, mas não da maneira esperada pelo naturalista: e sim, na verdade, de uma forma muito mais indireta.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto do capítulo 8 da obra <em><a href="https://amzn.to/3fkv8Zs" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Milagres</a></em>, escrita por: <a href="https://culturadefato.com.br/author/cslewis/"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Clive">C</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Staples ">S</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="C. S. Lewis (1898 - 1963), escritor e apologista cristão irlandês.">Lewis</span></a> (1898 – 1963).<br>Publicado pela <a href="http://www.editoravida.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Vida</a>, sob <span data-tooltip="ISBN: International Standard Book Number." data-tooltip-position="top">ISBN</span>: 978-8573679588.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Farmhouse mountain lake nature&#8221;</em>”, de Thomas Kinkade (1958 &#8211; 2012).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gmfed6141" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmfed6141 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/racionando-a-razao/">Racionando a razão</a></em></p>
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<div id="col-g-l3l9jlj" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l3l9jlj gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l3l9jlj" class="section-g-l3l9jlj gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/">Lei do certo e do errado</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/esperanca/"><em>Esperança</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm5c4b92" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5c4b92 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5c4b92" class="section-gm5c4b92 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/livre-arbitrio-atemporalidade-em-deus-e-oracao-compativeis/"><em>Livre arbítrio, atemporalidade em Deus e oração: compatíveis?</em></a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conselhos-de-c-s-lewis-para-duas-jovens-escritoras/">Conselhos de C. S. Lewis para duas jovens escritoras</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm2703ce" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm2703ce gutentor-carousel-item"><div id="section-gm2703ce" class="section-gm2703ce gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g534306" class="wp-block-gutentor-e6 section-g534306 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem-excertos-dos-principais-temas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/05/CSLewis_ValeryFilippov.jpg" alt="Obra: &quot;C. S. Lewis&quot;, por Valery Filippov" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem-excertos-dos-principais-temas/"><em>“A abolição do homem”: excertos dos principais temas</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm34b661" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm34b661 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm34b661" class="section-gm34b661 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g2cd038" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2cd038 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-terrivel-necessidade-da-tribulacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/TheAngelDeath_PlagueofRome.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-terrivel-necessidade-da-tribulacao/"><em>A terrível necessidade da tribulação</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gma46a9f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma46a9f gutentor-carousel-item"><div id="section-gma46a9f" class="section-gma46a9f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8ee02d" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8ee02d gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-onipotencia-divina/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/PregoCoroa.jpeg" alt="Prego e Coroa de Jesus Cristo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-onipotencia-divina/"><em>A onipotência divina</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm9a3c94" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm9a3c94 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm9a3c94" class="section-gm9a3c94 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g1836db" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1836db gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/amar-o-proximo-como-a-si-mesmo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/BomSamaritano.jpg" alt="Ilustração da pintura &quot;O Bom Samaritano&quot;, obra de George Frederic Watts (1817 - 1904)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/amar-o-proximo-como-a-si-mesmo/"><em>Amar o próximo como a si mesmo?</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm35dbab" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm35dbab gutentor-carousel-item"><div id="section-gm35dbab" class="section-gm35dbab gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2e1104" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2e1104 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/decima-quinta-carta-de-um-diabo-ao-seu-aprendiz/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/OInfernoRecorte.jpg" alt="Obra &quot;O Inferno&quot;: pintura a óleo sobre madeira de carvalho, pintado cerca de 1515 por pintor português, mas de identidade desconhecida." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/decima-quinta-carta-de-um-diabo-ao-seu-aprendiz/"><em>Décima quinta carta de um diabo ao seu aprendiz</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmfcbd89" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfcbd89 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfcbd89" class="section-gmfcbd89 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gf8995f" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf8995f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-culto-perfeito/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/MusicaOuMissa.jpg" alt="Música ou Missa? Perfis de pessoas e cenário com tons de azul, os quais confundem compreender se trata-se de missa ou show de rock." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-culto-perfeito/"><em>O culto perfeito</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gma6e829" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma6e829 gutentor-carousel-item"><div id="section-gma6e829" class="section-gma6e829 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g578ad3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g578ad3 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Justica.jpg" alt="Estátua da justiça (olhos vendados e segurando balança)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/lei-do-certo-e-do-errado/"><em>Lei do certo e do errado</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd8cf55" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd8cf55 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd8cf55" class="section-gmd8cf55 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g813bc6" class="wp-block-gutentor-e6 section-g813bc6 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sobre-a-obstinacao-na-crenca/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Confianca.jpeg" alt="Escalando montanha" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sobre-a-obstinacao-na-crenca/"><em>Sobre a obstinação na crença</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmde0c1e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmde0c1e gutentor-carousel-item"><div id="section-gmde0c1e" class="section-gmde0c1e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g5b9944" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5b9944 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/CachoeiraSantaBarbara.jpg" alt="Cachoeira de Santa Bárbara – Chapada dos Veadeiros (GO)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-abolicao-do-homem/"><em>A abolição do homem</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm5ad499" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5ad499 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5ad499" class="section-gm5ad499 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g578bae" class="wp-block-gutentor-e6 section-g578bae gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/agora-e-sempre/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Eternidade.jpg" alt="Despertador se desfazendo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/agora-e-sempre/"><em>Agora é sempre</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm66deac" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm66deac gutentor-carousel-item"><div id="section-gm66deac" class="section-gm66deac gutentor-col-wrap">
<div id="section-g33e697" class="wp-block-gutentor-e6 section-g33e697 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ceu-e-sexualidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Casamento.jpg" alt="Casamento (casal sentado nas nuvens)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/ceu-e-sexualidade/"><em>Céu e sexualidade</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm681b9f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm681b9f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm681b9f" class="section-gm681b9f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gbb50b4" class="wp-block-gutentor-e6 section-gbb50b4 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/bondade-divina/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/CapsulaComCoracoes.jpg" alt="Capsula com corações" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/bondade-divina/"><em>Bondade Divina</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmcfcb72" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmcfcb72 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmcfcb72" class="section-gmcfcb72 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g218c2e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g218c2e gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-vida-crista-e-um-empreendimento-mercenario/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/servir-ao-dinheiro.jpg" alt="Vela feita por moedas representando servidão ao dinheiro." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-vida-crista-e-um-empreendimento-mercenario/"><em>A vida cristã é um empreendimento mercenário?</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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