Estamos em queda livre

Obra: "Os comedores de batata" (1885), de Vincent van Gogh (1853 - 1890).

O Brasil é um país do futuro.
Stefan Zweig (1881–1942) foi um escritor austríaco que se suicidou,
desiludido com a humanidade, o avanço do nazismo e os horrores da Segunda Guerra Mundial.



A maioria dos brasileiros não percebe, mas estamos em queda livre. Não somos um avião, mas a lógica é a mesma: uma aeronave cai quando os problemas surgem mais rápido do que os pilotos conseguem resolver.

No nosso caso, o comando está nas mãos de um Torneiro Mecânico e um vice Anestesista sem nenhum conhecimento de administração de crises.

O Brasil está parado há 40 anos justamente porque gasta tempo demais corrigindo erros e quase nenhum tempo planejando o futuro.

Aproximadamente 80% do nosso tempo produtivo é direcionado à correção de erros, enquanto apenas 20% é dedicado ao crescimento efetivo.

Não é à toa que se repete a frase: “O Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade”.

Hoje, estamos 100% dedicados a apagar incêndios: déficit, STF, juros elevados, tarifaço do Trump.

E, como se não bastasse, nosso presidente e nosso STF ainda resolvem bater de frente com nosso maior parceiro comercial, justamente o único capaz de nos ajudar a atravessar a crise financeira que se aproxima.

Enquanto isso, a população permanece anestesiada.

Poucos reparam, por exemplo, a recondução de Paulo Skaf para seu quinto mandato na FIESP, símbolo perfeito de uma Geração Boomer que se recusa a passar o bastão para a Geração X e os Millenials.

Sem oposição, sem renovação, o status quo segue firme… mesmo que o avião esteja em queda.

Haddad garante que, mexendo apenas uma variável, aumentar impostos via crescimento do PIB, resolveremos tudo.

Nosso Torneiro Mecânico e seu vice, que burros não são, acham plausível. Mas nenhum dos dois tem preparo para enxergar que a proposta é inviável.

Países que prosperam dedicam 100% do tempo ao futuro, não a remendar o passado.

Ignorar que não prender Bolsonaro para agradar Trump é estratégia, e não submissão, é negligenciar o fato de que estamos em declínio.

Economicamente. Moralmente. Institucionalmente. Culturalmente.

Apertem os cintos.


Por Stephen Kanitz.
Publicado no blog do autor em 28 de agosto de 2025.


Nota da editoria:

Imagem da capa: “Os comedores de batata”, (1885), de Vincent van Gogh (1853 – 1890).


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