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	<title>Dartagnan Zanela, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Sun, 16 Mar 2025 03:55:42 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Dartagnan Zanela, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>Muito além da cretinice digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dartagnan Zanela]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2025 03:52:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia da Informação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A obra de Desmurget [<em>A fábrica de cretinos digitais</em>] nos apresenta estudos, dados, fatos e evidências que demonstram o quão lesivo é para a formação das nossas crianças a exposição precoce e desmedida às telas.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Se você, leitor, quiser maximizar a exposição de seus filhos aos dispositivos digitais, dê a eles um smartphone e um tablet e certifique-se de que sua sala esteja equipada com uma televisão e um videogame. Lembre-se de que isso vai arruinar o sono, a saúde e o desempenho escolar deles, mas pelo menos eles ficarão calmos e o deixarão em paz.</em>”<br><span data-tooltip-position="bottom" data-tooltip="Michel Desmurget é um neurocientista e escritor francês nascido em 1965. Entre as suas obras se destaca o sucesso de vendas ''A fábrica de cretinos digitais'', publicado em 2017 e lançado no Brasil em 2021.">Michel Desmurget</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Desconfio sempre de pessoas muito entusiasmadas, da mesma forma que não levo a sério os alarmistas, que fazem uma canja rançosa com qualquer pé de galinha.</p>



<p>Bem, esse não é o caso de Michel Desmurget, doutor em neurociência e autor do livro “<a href="https://amzn.to/4hwGc1T" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">A fábrica de cretinos digitais</a>”. Aliás, um baita livro.</p>



<p>No meu entender, essa deveria ser uma leitura obrigatória para pais, professores e, principalmente, para os burocratas e políticos que não se cansam de inventar traquitanas que, hipoteticamente, melhorariam a qualidade da educação.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/4hwGc1T" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="571" height="750" class="wp-image-24337" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/CretinosDigitais.jpg" alt="Obra: &quot;A fábrica de cretinos digitais: Os perigos das telas para nossas crianças&quot;, de Michel Desmurget."></a>Não duvido que políticos e burocratas, que se empolgam com toda ordem modismos, estejam cheios de boníssimas intenções, não mesmo. O problema, como todos nós sabemos, é que o inferno está cheio delas.</p>



<p>Enfim, em resumidas contas, a obra de Desmurget nos apresenta estudos, dados, fatos e evidências que demonstram o quão lesivo é para a formação das nossas crianças a exposição precoce e desmedida às telas, da mesma forma que desmitifica inúmeras crendices a respeito dos supostos benefícios que essas aratacas digitais trariam para o desenvolvimento cognitivo da gurizada.</p>



<p>Sem dúvida alguma, celulares e computadores podem ser úteis como ferramentas auxiliares nos estudos, jamais como o centro da aprendizagem. De mais a mais, quanto do tempo despendido com telas realmente é voltado para o aprendizado zeloso de algo? E com entretenimento vazio? Pois é.</p>



<p>O tempo com os olhos pregados nas telas, segundo o autor, varia de acordo com a faixa etária e com a classe social, mas, de um modo geral, um adolescente usa 7h22 por dia, o que representa 45% do tempo de vigília (acordado). No correr de 1 ano são 2680 horas; tempo equivalente a quase 3 anos letivos do Ensino Médio. Um tempo perdido para todo o sempre no deserto digital.</p>



<p>E, como todos nós sabemos, a superexposição a telas, além de reduzir o poder de atenção dos indivíduos (em média, 8 segundos), também diminui a capacidade de concentração, tornando-os impacientes, ansiosos e apáticos.</p>



<p>Enfim, essa é uma leitura urgente para aqueles que realmente estão preocupados com o futuro das tenras gerações o que, com o perdão da palavra, não tem nada que ver com essa conversa surrada de melhor educação da Via-Láctea, que só existe na cabeça de políticos e burocratas, que pensam em tudo, menos no futuro da criançada.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://sites.google.com/view/zanela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dartagnan Zanela</a>.</p>



<p class="has-text-align-right">Pulicado originalmente em 17 de março de 2025&nbsp;no&nbsp;<em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em><br>do arquiteto, empresário, escritor&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Cell phone addiction</em>”, de Kevin Miller.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia também:</h2>



<br>



<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxo-da-confianca-tecnologica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/MillaSofia_InfluenciadoraIA.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxo-da-confianca-tecnologica/">Paradoxo da confiança tecnológica</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm057615" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm057615 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm057615" class="section-gm057615 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/burrice-artificial/">Burrice artificial</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm1f6884" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6884 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6884" class="section-gm1f6884 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tecnologia-e-poder/">Tecnologia e poder</a></em>, por<br><a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-gme8a29d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme8a29d gutentor-carousel-item"><div id="section-gme8a29d" class="section-gme8a29d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-a-obsessao-pela-inovacao/">Por que a obsessão pela inovação?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/paulofernandoribeiro/">Paulo Fernando Ribeiro</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-menor-espiao-do-mundo/">O menor espião do mundo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/luizcarloslisboa/">Luiz Carlos Lisboa</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/fragmentacao-historica/">Fragmentação histórica</a></em>, por<br><a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/esta-crucial-profissao-esta-para-desaparecer-na-proxima-decada/">Esta crucial profissão está para desaparecer na próxima década</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/garynorth/">Gary North</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>Com a alma partida em mil pedaços</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/com-a-alma-partida-em-mil-pedacos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dartagnan Zanela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 03:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[José Ortega y Gasset]]></category>
		<category><![CDATA[Lei de Gerson]]></category>
		<category><![CDATA[Ortega y Gasset]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Não existe essa história de não tomar partido. [...] Pessoas que se consideram isentas, prudentes e muitíssimo sofisticadas, querem apenas e tão somente, se possível for, tirar o máximo de vantagem de qualquer time que venha a encilhar sua cela política na égua baia do poder estatal.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Só um imbecil completo deseja ter uma opinião própria.</em><br><em>Quem tem cabeça busca uma opinião verdadeira.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Há um belíssimo ensaio de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="José Ortega y Gasset (1883 – 1955) filósofo espanhol."><em>Ortega y Gasset</em></span> intitulado &#8220;<em>No ser hombre de partido</em>&#8220;, onde o mesmo apresenta-nos uma longa reflexão sobre a tomada de posição em relação às contendas políticas que tomam conta da vida nas sociedades contemporâneas.</p>



<p>Como todos nós muito bem sabemos, não existe essa história de não tomar partido e isso vale, principalmente, para a turma que prefere colocar-se em uma torre de marfim, toda limpinha, acima do bem e do mal, muito além das disputas e picuinhas da direita e da esquerda; pessoas essas que se consideram isentas, prudentes e muitíssimo sofisticadas e que, de forma muito ladina, querem apenas e tão somente, se possível for, tirar o máximo de vantagem de qualquer time que venha a encilhar sua cela política na égua baia do poder estatal.</p>



<p>Se nos portamos desse modo não estamos, de modo algum, agindo por princípios, nada disso. Estamos apenas elevando, a categoria de princípios, os nossos interesses tacanhos e imediatistas, disfarçando-os com as plumas e paetês de uma desavergonhada e suposta superioridade moral. Resumindo: não há nada de digno nesse tipo de oportunismo rastaquera.</p>



<p>Doutra parte, é importante lembrarmos, que não há nada de profundamente meritório em ser um &#8220;homem de partido&#8221;, que defende com unhas e dentes todas as traquitanas e estripulias que são orquestradas por um partido político, ou que são praticadas em nome dele. Se agimos assim, estamos, de forma insensata, abdicando do uso da nossa consciência para colocar em seu lugar os ditames de uma agremiação política.</p>



<p>Quando procedemos dessa maneira, acabamos por confundir a tomada de partido em relação a algo, com a tomada de nossa consciência por um partido, para nos manipular em relação a tudo.</p>



<p>Como diria Ortega y Gasset, muitas e muitas pessoas preferem agir assim por causa da segurança psicológica que lhes é dada pelo fato de estarem integrando um grupo. Há pessoas que preferem ter sua mente carregada pelas mãos invisíveis de um partido, e arrastada pelos tentáculos de uma multidão, do que andar, de forma claudicante, com pernas da sua própria consciência.</p>



<p>Diante do exposto, o que seria então menos danoso para a nossa personalidade: a atitude cínica do &#8220;isentão&#8221;, ou o engajamento insensato e temerário nas fileiras de uma ideologia? Francamente, penso que nem uma coisa, nem outra.</p>



<p>Devemos, sim, no meu entender, nos esmerar em tomarmos uma posição clara em relação à realidade dos fatos da vida, à luz da nossa consciência. Por isso, recuar pode ser uma opção, avançar também, mas nos calar e nos omitir, não. De jeito-maneira.</p>



<p>Sim, podemos nos equivocar ao tomar uma decisão, como podemos estar redondamente mal informados a respeito dos acontecimentos que estão marcando os caminhos e descaminhos da sociedade, mas seremos nós que estaremos cometendo esse erro e assumindo a responsabilidade pela escolha malfadada que fizemos. Não terá essa de nos fiarmos na máxima de Homer Simpson, que diz: &#8220;a culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser&#8221;. Nada disso.</p>



<p>Agora, quando colocamos nossos interesses mesquinhos acima da nossa consciência, o trem desanda de vez, porque, deste modo, acabamos por eleger, como critério de julgamento das nossas decisões, da nossa &#8220;cidadania&#8221;, tão só e simplesmente o tamanho das vantagens pecuniárias que poderão ou não ser obtidas por nós em uma disputa de poder, seguindo à risca velha <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="''Lei de Gérson'' não é uma lei formal, mas sim uma expressão popular no Brasil que se refere à atitude de levar vantagem em tudo, sem se preocupar com questões éticas ou morais.">lei de Gerson</span>.</p>



<p>E se aderimos apaixonadamente a um partido, colocando-o no lugar da nossa consciência, adotando suas diretrizes como se fossem os princípios orientadores da nossa vida, o único critério de avaliação que teremos será a conquista do poder pelo partido e, é claro, a manutenção da presença do dito-cujo nas entranhas da besta-fera estatal.</p>



<p>Por isso, tomar partido, de forma responsável, é defender a soberania da verdade sobre todos os interesses, inclusive e principalmente, sobre os nossos. Ser um homem de partido é tomar parte na luta pela defesa da majestade da verdade sobre todos nós, principalmente quando a verdade está nos chamando a atenção para as nossas inúmeras fraquezas e limitações.</p>



<p>Sejamos de direita, de esquerda, ou tico-tico no fubá (isentão), é de fundamental importância que procuremos lutar para preservar a nossa mente das sedições que se levantam contra ela, sublevações essas que abundam nesse mundo e que não medem esforços para nos degradar e, principalmente, lutemos, sem fatigar, para proteger nossa consciência contra as mil e uma fraquezas do nosso caráter, ou da falta dele.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://sites.google.com/view/zanela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dartagnan Zanela</a>.</p>



<p class="has-text-align-right">Pulicado originalmente em 19 de setembro de 2024&nbsp;no&nbsp;<em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em><br>do arquiteto, empresário, escritor&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Decalcomania</em>” (1966), por René Magritte (1898 – 1967).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gma7ef691" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gma7ef691 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-insondavel-abismo/">O insondável abismo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-mesxslx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-mesxslx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-mesxslx" class="section-g-mesxslx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-tfydee5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-tfydee5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/entre-cruzes-e-calvarios/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/09/OCalvario_GustaveDore.jpg" alt="Obra: &quot;O Calvário&quot; (1877), por Gustave Doré (1832 - 1883)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/entre-cruzes-e-calvarios/"><br><em>Entre cruzes e calvários</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm32b3c7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm32b3c7 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm32b3c7" class="section-gm32b3c7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9c10a3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9c10a3 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-labirinto-de-espelhos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/05/WomanWithAMirror_FrederickCarlFrieseke.jpg" alt="Obra: &quot;Woman with a Mirror&quot; (1911), por Frederick Carl Frieseke (1874–1939)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-labirinto-de-espelhos/">Acepções do adjetivo “reacionário”</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5b916b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5b916b gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5b916b" class="section-gm5b916b gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5324c4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5324c4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/bem-longe-do-coracao-selvagem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WatchingTV_TeimurazGagnidze.jpg" alt="Obra: “Watching TV”, por Teimuraz Gagnidze." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/bem-longe-do-coracao-selvagem/">Bem longe do coração selvagem</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<item>
		<title>O insondável abismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-insondavel-abismo/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/o-insondavel-abismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dartagnan Zanela]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Dec 2023 14:45:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Agostinho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=19024</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Nunca é demais lembrarmos que conhecer é uma jornada. Uma jornada onde, entre medos e relutâncias, vamos gradualmente renunciando a tudo aquilo que nos faz sentir acomodados, que barra o início dessa perigosa, e fabulosa, aventura.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O Natal é feito de um belo e intencional paradoxo; que o nascimento<br>do desabrigado deve ser comemorado em todos os lares.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) é mais conhecido como G. K. Chesterton, foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 – 1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Todos conhecemos o velho, e sempre atual, “<a href="https://youtu.be/BnmpCa3-FYw?si=mbAgwakT4YhwbhoZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mito da Caverna</a>”, presente nas páginas do livro VII da “<a href="https://amzn.to/3twbqDu" target="_blank" rel="noreferrer noopener">República</a>” de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Platão nasceu em 428 a. C. ou 427 a. C., e faleceu em 348 a. C. ou 347 a. C.">Platão</span>, que nos conta o causo de uma certa &#8220;galera galerosa&#8221;, que estava agrilhoada em um buraco bem fundo, com as ventas voltadas para o fundo desse buraco profundo, sendo assombrados pelas sombras projetadas na parede por meio de um mirrado feixe de luz.</p>



<p>Porém, todavia e, entretanto, um dia, um dos abençoados da caverna, num golpe de sorte, ou por um milagre, conseguiu desfazer-se dos grilhões e, zaz, conseguiu dar o fora da dita-cuja e aí, foi um Deus que nos acuda.</p>



<p>Como havíamos dito, todos conhecemos essa alegoria. Alegoria essa que nos apresenta uma imagem mais do que perfeita da jornada que nos leva a libertação da alma humana do abismo frio de ignorância que, muitas e muitas vezes, nos aprisiona.</p>



<p>Cárcere esse que nos impede de ter os vitrais da nossa alma inundados pela luz do conhecimento da Verdade, que se encontra além das gélidas paredes cavernosas de nossa presunçosa estupidez.</p>



<p>Nunca é demais lembrarmos que conhecer é uma jornada. Uma jornada onde, entre medos e relutâncias, vamos gradualmente renunciando a tudo aquilo que nos faz sentir acomodados, que barra o início dessa perigosa, e fabulosa, aventura.</p>



<p>Repito: uma perigosa e fabulosa aventura, porque quando abrimos o nosso peito para as possibilidades até então impensadas por nós, é mais do que natural que nos sintamos receosos, com medo de descobrirmos que até a véspera estávamos redondamente enganados sobre um montão de coisas que tínhamos como certas e inquestionáveis.</p>



<p>E assim agimos porque nos esquecemos que conhecer é, antes de qualquer coisa, um ato onde procuramos nos manter abertos para aprender algo que os demais desconhecem.</p>



<p>Desconhecem, ignoram que desconhecem e tem uma raiva danada de qualquer um que ouse tocar no assunto.</p>



<p>Aliás, seguindo por esse caminho, podemos dizer que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bilbo Bolseiro, personagem fictício protagonista da obra ''O Hobbit'' de J. R. R. Tolkien.">Bilbo Bolseiro</span>, de “<a href="https://amzn.to/48sVnoT" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Hobbit</a>”, vivenciou com seus amigos anões, uma aventura análoga à que nos é apresentada por Platão.</p>



<p>O&nbsp;pequeno Hobbit, confortável em sua vida &#8220;pequeno-burguesa&#8221;, vivendo num buraco (estiloso pra caramba), bem acomodado em sua rotina pra lá de segura. Aí, de repente, ele se vê envolvido em uma jornada que transformou sua vida e transubstanciou a sua alma de fio a pavio.</p>



<p>Ele nunca mais foi o mesmo.</p>



<p>Pois é, feliz ou infelizmente, nós não somos o senhor Bilbo. E mesmo que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="O Cinzento ou Gandalf, o Branco é um personagem fictício das obras do autor, professor e filólogo britânico J. R. R. Tolkien.">Gandalf</span> nos apresentasse, detalhadamente, o porquê nós deveríamos nos embrenhar numa pedregosa jornada de autoconhecimento, bem provavelmente acabaríamos dando de ombros e continuaríamos afetuosamente abraçadinhos aos grilhões da nossa tão amada estultice a respeito da vida, do mundo e, principalmente, a respeito de nós mesmos.</p>



<p>Enfim, somos pra lá de teimosos. Tão teimosos que as mulas empacadas passariam vergonha se estivessem perto da gente.</p>



<p>Por essa razão, imagino eu, a Divina Providência resolveu intervir nos entreveros da nossa amada caverna existencial, enviando o seu Filho amado para quebrar o nosso galho.</p>



<p>Ora, se somos lesados ao ponto de não almejarmos ter nossas vistas tocadas pela luz da Verdade, Ele, que é o Caminho, para fora da caverna perdição, a Verdade, que dissipa as sombras da perversão, e a Vida, que dilata os nossos corações apequenados pela soberba, resolveu adentrar a caverna da “<a href="https://www.monografias.com/pt/docs/Santo-agostinho-cidade-de-deus-e-dos-P3JYMRR57X" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cidade dos Homens</a>”, que se esparrama em nosso coração, com a luz da “<a href="https://www.monografias.com/pt/docs/Santo-agostinho-cidade-de-deus-e-dos-P3JYMRR57X" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cidade de Deus</a>”.</p>



<p>Lembremos, que uma cidade, antes de qualquer coisa, é a comunhão dos corações dos homens em torno dos tesouros que cada um carrega nos átrios e ventrículos do seu coração, conforme nos ensina <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Agostinho de Hipona (354 d. C. - 430 d. C.): um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo.">Santo Agostinho</span> e, por isso, na primeira cidade, temos os pútridos frutos do nosso degradante e deformante amor-próprio e, na segunda cidadela, temos o amor a Deus, o amor ao próximo e, é claro, seus aquilatados frutos.</p>



<p>Enfim, no Santo Natal, celebramos a encarnação do Verbo Divino que não encontrou abrigo na “Cidade dos Homens” e, por isso, teve de nascer numa gruta, em uma caverninha em Belém.</p>



<p>Ele, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, é a luz que vem romper o véu da noite mais escura da vida, da nossa vida, para que possamos viver verdadeiramente sob a Sua luz se, é claro, humildemente estivermos dispostos a ficarmos com o peito aberto, permitindo que nosso coração seja para Ele uma manjedoura, onde possam ser firmados os alicerces da &#8220;Cidade de Deus&#8221; em nossa alma, em nossa vida.</p>



<p>É isso. Fim de causo. Feliz Natal.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://sites.google.com/view/zanela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dartagnan Zanela</a>.<br><br>Pulicado originalmente em 20 de dezembro de 2023&nbsp;no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em><br>do arquiteto, empresário, escritor <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>The cave of eternity</em>”, por Luca Giordano (1634 – 1705).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos análogos:</h2>



<br>



<section id="gm5b29f28" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm5b29f28 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-insondavel-abismo/" rel="sponsored nofollow"><em>O insondável abismo</em></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/author/dartagnanzanela/">Dartagnan Zanela</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmce3439" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmce3439 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmce3439" class="section-gmce3439 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><em>O espírito de Natal</em></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-celebrar-o-natal/">Por que celebrar o Natal</a></em><br><a href="https://culturadefato.com.br/author/correadesa/">Olavo de Carv</a><a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">alho</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/disney-ja-nao-e-disney/">Agenda LGBT e satanismo para crianças e adolescentes: Disney já não é Disney</a></em>, <a href="https://culturadefato.com.br/author/correadesa/">Correa de Sá</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/quatro-perigos-do-natal/"><em>Quatro perigos do Natal</em><br></a><a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/natal-por-que-25-de-dezembro/"><em>Natal: por que 25 de dezembro?</em><br></a><a href="https://culturadefato.com.br/author/dommurilokrieger/">Dom Murilo S. R. Krieger</a></p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-impregnacao-das-alegrias-de-natal/"><em>A impregnação das alegrias de Natal</em></a><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-setembro-de-2023/"><br></a><a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/natal-2014/"><em>Natal 2014</em></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/agora-por-exemplo-e-natal/">Agora, por exemplo, é Natal</a><br><a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>Entre cruzes e calvários</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/entre-cruzes-e-calvarios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dartagnan Zanela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Sep 2023 03:02:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Tolentino]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=17974</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Estamos no mundo, mas não devemos ser mundanos. Fomos feitos para o infinito, mas não podemos ignorar o peso e a força de tudo que está a nossa volta nos limitando.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Sem senso de eternidade, não há senso de realidade.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Toda alma é uma cruz aqui plantada, diz-nos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino Sobrinho (1940 – 2007), poeta e intelectual brasileiro, vencedor do Prêmio Jabuti em 1994, 2000 e 2007.">Bruno Tolentino</span> em seu livro “<a href="https://amzn.to/3ZxP3t6" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Os Deuses de Hoje</a>”. Eu, você, todos nós somos uma cruz com um coração palpitante no centro do madeiro, apontando para a direção que nós mais amamos.</p>



<p>A cruz é um símbolo arquetípico poderosíssimo, que se encontra presente em inúmeras tradições, como inúmeros outros símbolos que acreditamos serem tão particulares, tão exclusivos de uma e outra tradição.</p>



<p>Nesse sentido, quando temos em nossa mente a imagem deste símbolo, a cruz, é importante lembrarmos que a trave horizontal simboliza o plano do mundo material, natural, social e político.</p>



<p>Estamos inseridos neste plano, fazemos parte dele, mas não fomos feitos para nos realizarmos plenamente nesta dimensão restritiva da realidade.</p>



<p>Bem, junto a trave horizontal temos a trave vertical, que nos aponta para a perspectiva da eternidade e do infinito, lembrando-nos que a vida é muito mais profunda do que as aparências que nos circundam e que invadem os nossos sentidos e que ela, a nossa vida, não termina aqui, abruptamente e em definitivo.</p>



<p>Estamos no mundo, mas não devemos ser mundanos. Fomos feitos para o infinito, mas não podemos ignorar o peso e a força de tudo que está a nossa volta nos limitando.</p>



<p>Em resumo, eis aí a tal da condição humana.</p>



<p>Infelizmente, todos nós, em algum momento, podemos acabar por nos apegar ferozmente a alguma ideologia que agrilhoa, sem dó, os nossos olhos, prendendo-os unicamente à dimensão horizontal, como se o mundo político, social e natural fossem as únicas dimensões que compõem a realidade e dão forma à nossa humanidade.</p>



<p>Tal estreitamento da percepção, consequentemente, acaba por escravizar a nossa consciência, bloqueando a abertura da nossa alma para o infinito. E isso não é apenas triste. É perigoso.</p>



<p>Outras vezes, também, com grande infortúnio, podemos acabar nos vendo amarrados com cordas baratas a haste vertical, abraçados a algum tipo de misticismo moderninho, egocêntrico e egolátrico, que leva-nos a desprezar a realidade deste mundo com suas agruras e perrengues.</p>



<p>Sim, estamos de passagem, como peregrinos, mas aqui estamos e, também, quando restringimos nosso olhar unicamente para uma perspectiva supostamente espiritualizada, terminamos num outro tipo de mutilação da nossa consciência, tão vil e abjeto quanto o que foi anteriormente apontado.</p>



<p>Quando olhamos para o século XX, e temos nossas vistas invadidas pela imagem dos regimes totalitários que destroçaram, e que ainda despedaçam a vida de milhões de pessoas, quando lembramos das inúmeras seitas e cultos que subjugaram e subjugam multidões, reduzindo-as à condição de um <em>pet</em> dócil e obediente, compreendemos, com uma terrificante clareza, que não é muito difícil termos a nossa mente degradada e nossa alma escravizada.</p>



<p>Basta apenas que nos permitamos ficar numa posição de fragilidade por termos aceitado limitar nossa percepção da realidade a apenas uma de suas dimensões.</p>



<p>Por isso, lembremos, toda vez que tomarmos um Crucifixo em nossas mãos &#8211; Crucifixo este que, muitos de nós, carregam junto ao coração &#8211; está a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>



<p>Lá está o Filho do Homem, lembrando-nos que Ele é o centro da cruz, o centro da vida, onde a trave horizontal encontra-se com a haste vertical, revelando-nos a face do Deus verdadeiro e, ao mesmo tempo, o rosto do verdadeiro homem.</p>



<p>Deste modo, o Verbo divino encarnado e crucificado está nos convidando a nunca esquecermos qual é o caminho, a verdade e a vida.</p>



<p>Ele está nos lembrando, hoje e sempre, que seu coração transpassado está aberto para adentrarmos nele e, junto com Ele, ascendermos para junto da morada eterna e, Nele, permitirmos que o reino de Deus irradie sua luz neste mundo, através do nosso coração unido ao Dele.</p>



<p>E assim, com Ele, estaremos defendendo nossa consciência contra todas as ideologias mundanas que não medem esforços para nos destruir.</p>



<p>Por essa razão, e por muitas outras, Nosso Senhor nos admoesta para que o sigamos abraçando a nossa cruz de cada dia com Ele em nosso coração, sempre lembrando Dele quando voltarmos nossos olhos para os nossos semelhantes que, como nós, por mais desprezíveis que sejamos, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, que se fez como nós, que morreu por cada um de nós, para que lembremos, e jamais esqueçamos, quem somos.</p>



<p>Nós somos uma cruz, como disse o poeta. Uma cruz plantada neste mundo para almejar retornar ao descampado da eternidade, junto a árvore da vida.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://sites.google.com/view/zanela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dartagnan Zanela</a>.<br><br>Pulicado originalmente em 20 de setembro de 2023 no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">website</a></em><br>do arquiteto, empresário, escritor <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>O Calvário</em>” (1877), por Gustave Doré (1832 &#8211; 1883).</p>



<br>
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		<title>O labirinto de espelhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dartagnan Zanela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 May 2023 03:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[José Ingenieros]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Leon Trótski]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Prova de covardia maior não há do que querer destruir a vida de alguém em nome de uma crendice ideológica, que justifica um projeto totalitário de poder, travestido com as firulas retóricas de 'um mundo melhor possível', ou algo parecido com isso.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Poucas pessoas têm a coragem de ser covardes diante de testemunhas.</em>”<br>Theophile Gautier (1811 &#8211; 1872), poeta, novelista e jornalista francês.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Para todas as direções que voltamos nossas vistas, vemos pessoas clamando em alto e bom tom para que a “justiça” seja feita em nosso país, digo, para que aquilo que elas entendem por justo impere sobre aqueles que elas detestam com todas as forças do seu ser, pois, todos nós sabemos, para muitos, tudo torna-se “moralmente” válido quando feito em nome do partido e da revolução, conforme há muito fora proclamado por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Leon Trótski (1879 - 1940), marxista e revolucionário bolchevique, organizador do Exército Vermelho e, após a morte de Lênin, rival de Stálin na disputa pela hegemonia do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Tornou-se figura central da vitória bolchevique na Guerra Civil Russa (1918 - 1922).">Leon Trótski</span>, em seu livro “<a href="https://amzn.to/45A8FPV" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Moral e Revolução</a>”.</p>



<p>Detalhe importante: tais alminhas chamam de clamor por justiça o que, em outras épocas, era chamado simplesmente de denuncismo, motivado pelo clima de histeria coletiva que era insuflado por aqueles que desejavam, manobrando a horda de militantes e simpatizantes, perpetuar-se no poder, custe o que custar.</p>



<p>E todos aqueles que entram nessa “vibe”, esquecem-se bem rapidinho que <strong>prova de covardia maior não há do que querer destruir a vida de alguém em nome de uma crendice</strong> ideológica, que justifica um projeto totalitário de poder, travestido com as firulas retóricas de “um mundo melhor possível”, ou algo parecido com isso.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/em-prol-do-estado-todos-contra-todos/"><img decoding="async" width="630" height="360" class="wp-image-12231" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/PunhoCerrado.jpg" alt="Punhos Cerrado"></a>Chega a ser, no mínimo, curioso vermos pessoas que ficam todas arrepiadas, do pescoço até o garrão, quando ouvem alguém, em algum beco qualquer da vida, reverberando alguma palavra de ordem contra “ditaduras fascistas imaginárias”, ou contra algo similar, cujo eco as fazem estremecer por dentro e, ao mesmo tempo, vibram de alegria [depre]cívica, ficando com seus olhos marejando em lágrimas, quando uma campanha de cancelamento consegue ferrar com a vida de uma pessoa, principalmente se ela for uma ilustre desconhecida.</p>



<p>Incontáveis indivíduos, crentes de que estão construindo um “mundo melhor” nessas bases, deletam sem dó todas as pessoas que não se encontram dentro do seu estreito riscado ideológico e perseguem, com voracidade canina, qualquer um que não se enquadre dentro dos ditames canhestros da sua visão política.</p>



<p>Nesse sentido, tais atitudes, manifestas através de tranqueiras como “Sleeping Giants” e similares, não diferem muito não do denuncismo calhorda que havia na Alemanha Nacional-Socialista, na URSS, em Cuba e demais tranqueiras totalitárias do gênero.</p>



<p>Abre parêntese: o tal do “Sleeping Zap”, uma imitação tosca do “Sleeping Giants”, também é um exemplo desse tipo de mentalidade tacanha e covarde. Fecha parêntese.</p>



<p>Por essas e outras que o filósofo argentino <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="José Ingenieros (1877 - 1925), médico, psiquiatra, psicólogo, farmacêutico, escritor, docente, filósofo e sociólogo ítalo-argentino.">José Ingenieros</span>, em seu livro “<a href="https://amzn.to/45jQIER" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">As forças Morais</a>”, nos adverte vivamente para o fato de que, acima de tudo, a justiça não pode ser reduzida ao ato de ocultar, com supostas “elevadas intenções”, os vícios que corrompem o nosso coração e as nossas ações.</p>



<p>A justiça, enquanto virtude, deve ser impelida pelo esforço de suprimir nossas más inclinações, de forma inclemente, para que possamos, com o auxílio da Graça divina, realmente crescer em espírito e verdade para que, desse modo, possamos aprender a refletir, mesmo que palidamente, a luz da misericórdia em nossa maneira de ser.</p>



<p>Agora, se continuarmos a confundir o tal do denuncismo, motivado por vendetas rasteiras, com as joias da coroa do senso de justiça, isso é sinal de que estamos com o nosso coração mortalmente ferido pelo rancor e imerso no cálice do ressentimento, ao ponto de não mais sermos capazes de reconhecer em nossos antagonistas, inimigos e desafetos, a imagem de um semelhante.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://sites.google.com/view/zanela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dartagnan Zanela</a>.<br>Pulicado originalmente pelo portal <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna Diária</a>, em 16 de maio de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Woman with a Mirror</em>” (1911), por Frederick Carl Frieseke (1874 – 1939).</p>



<br>
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		<title>Bem longe do coração selvagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dartagnan Zanela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 13:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Lessa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Sofremos de uma intratável amnésia (depre)cívica, fruto, talvez, de nossa orfandade histórica, que nos faz cair num desamparo tal que, feito baratas tontas, e com uma inenarrável credulidade, acreditamos em toda e qualquer porcaria que nos seja regurgitada pela grande mídia em nosso colo.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>De 15 em 15 anos, o Brasil esquece do que aconteceu nos últimos 15 anos.</em>”<br>Ivan Lessa (1935 &#8211; 2012)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Ah! Macabéa adormecida, que insiste em permanecer em berço esplêndido a sonhar, esperando a sua hora chegar para ver sua estrela brilhar. Mas o seu problema, querida Macabéa &#8211; que não quer acordar &#8211; é o mesmo de todos nós, brasileiros, praticantes ou não: a cada 15 anos acabamos esquecendo tudo que aconteceu nos últimos 15 anos, como bem nos advertia, sarcasticamente, Ivan Lessa.</p>



<p>Sofremos de uma intratável amnésia (depre)cívica, fruto, talvez, de nossa orfandade histórica, que nos faz cair num desamparo tal que, feito baratas tontas, e com uma inenarrável credulidade, acreditamos em toda e qualquer porcaria que nos seja regurgitada pela grande mídia em nosso colo.</p>



<p>Sim, eu sei que todos nós diremos que somos almas calidamente críticas e que, por isso mesmo, tudo aquilo em que depositamos nossa confiança passa, necessariamente, pelo crivo das peneiras da averiguação das fontes, da confrontação dos pontos de vistas divergentes e do exame da razoabilidade do que está sendo recebido por nós, não é mesmo? Não Macabéa, não mesmo.</p>



<p>Se fôssemos sinceros &#8211; não em público, porque daria uma vergonha danada; mas apenas conosco mesmo, no silêncio da alcova da nossa alma – iríamos admitir que toda a nossa suposta criticidade, toda a nossa hipotética cientificidade, não passa duma tosca repetição simiesca de jargões e cacoetes que nos são transmitidos pela grande Hidra midiática, seja por meio de seus telejornais, ou através de seus programas de entretenimento.</p>



<p>Sim, podemos continuar mentindo para nós mesmos o quanto quisermos e acharmos apropriado, mas a dura verdade é essa mesmo: somos uma sociedade viciada em noticiário, em entretenimento, em novidades que nos arrastam pelo lamaçal da ansiedade nossa de cada dia.</p>



<p>Não apenas isso! Somos uma sociedade arredia, feito égua xucra, diante de qualquer coisa que tenha a ousadia de exigir de nós alguma profundidade. E, assim o somos, porque sempre estamos com pressa, sempre, apesar de não termos a menor ideia do porquê estamos sempre tão afobados.&nbsp;</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-da-democracia/"><img decoding="async" width="584" height="338" class="wp-image-15146" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/GranCirco_1956_MarcChagall_Peq.jpg" alt=""></a>Sim, eu sei que as notícias abundam no mundo em que vivemos, elas estão por todos os lados nessa terra de abundâncias carnais, porém, todavia e entretanto, repetir feito um papagaio de pirata todas as manchetes printadas que chegam até nós, por recomendação do amado “algoritmo” do nosso coração, não é, de jeito nenhum, a mesma coisa que informar-se.</p>



<p>Também, é importante lembrarmos e, se possível for, jamais esquecermos, que repetir frases e slogans que tenham um eficiente efeito retórico também não é sinônimo de estar informado; é apenas prestar-se ao servicinho sujo de ser uma caixinha de ressonância para ideologias vagabundas que penetram sem dó em nossa alma pelo monossílabo fétido da nossa inteligência preguiçosa.</p>



<p>Aliás, esse segundo tipo de macaqueação mental tem um agravante: quando damos eco para os cacoetes retóricos que nos chegam, temos a sensação de que somos o máximo, que estamos &#8220;mitando&#8221;, &#8220;lacrando&#8221;, fazendo o maior bafão e, como consequência, não ficamos apenas com a falsa impressão de que estamos “bem informados”, mas também que somos “inteligentões”, mais sabidos que todos, mesmo que não estejamos informados a respeito de praticamente nada.</p>



<p>Sim, minha cara Macabéa, se olharmos para todos os costados políticos de nossa triste nação, veremos esse estado de espírito suíno pairando sobre inúmeros corações desavisados, que brincam de opinar sem realmente se informar a respeito daquilo que estão reverberando com seus bebedores de lavagem digital.</p>



<p>E caímos nesse tipo de arapuca porque, no fundo – que não é tão fundo assim – somos apenas bons medalhões machadianos e, por isso, preferimos um simulacro de informação ao invés de realmente nos informar. O que realmente queremos não é compreender melhor, e de forma mais profunda, a sociedade em que vivemos, mas apenas e tão somente poder defender nosso ponto de vista (que não é tão nosso assim), advogar em favor das nossas predileções políticas (que, na maioria das vezes, não são tão nossas assim), sem termos que, necessariamente, precisemos ter razão.</p>



<p>E esse tipo de sonsice custa caro, bem caro, como todos já podemos sentir em nossos bolsos e perceber com os nossos olhos se, é claro, não estivermos obstruindo a nossa visão com a peneira das ideologias, que deformam as notícias, para podermos continuar credulamente com nossa torcida inconsequente em favor das simpatias políticas tontas do nosso coração morfético, que se imagina volterianamente ilustrado, mas não é e, ao que tudo indica, jamais será.</p>



<p>Pois é, no tempo de Ivan Lessa, a cada 15 anos não mais lembrávamos do que havia ocorrido nos últimos quinze. Atualmente, ao que tudo indica, passados 15 dias, não mais lembramos de nada dos últimos 15 dias, de nada daquilo que vimos, ouvimos e, muito menos, do que havíamos falado.</p>



<p>Enfim e por fim, esse é o pano de fundo de toda a tragédia nacional que, diga-se de passagem, está bem longe de terminar.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://sites.google.com/view/zanela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dartagnan Zanela</a>.<br>Pulicado originalmente pelo portal <a href="https://www.tribunadiaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tribuna Diária</a>, em  15 de março de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Watching TV</em>”, por Teimuraz Gagnidze.</p>



<br>
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