“Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.”
Georg Christoph Lichtenberg (1742 – 1799)
“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é serem
governados por aqueles que se interessam.”
Platão (428/427 a. C. – 348/347 a. C.)
Em nosso país, do Estado Democrático de Direito só resta o Estado em forma bruta e brutal. A democracia foi extinta por sucessivas omissões da representação parlamentar e o Direito está relativizado às conveniências dos donos do poder.
Ocorreu-me, então, identificar quem sustenta esse poder tão ativo, tão repressivo à direita e tão pertinaz no combate à liberdade de expressão.
Numa conta redonda, cheguei aos seguintes dez esteios do novo regime político brasileiro:
- A legião dos omissos e dos isentões;
- A multidão dos ignorantes dos quatro costados, passivos e sem voz porque sequer têm o que dizer;
- Os capturados pelo esquerdismo radical, moedor de neurônios, cujo senso moral foi vítima de sinistro sem cobertura de seguro;
- Os muitos que se aconchegam à lareira do poder, de cujas regalias usufruem;
- Os totalmente dependentes do Estado, aos quais se acrescentam, todo ano, novas vítimas de um tipo de miséria que só o Estado é capaz de produzir em tais proporções;
- Os covardes, que levam flores ao próprio silêncio no cemitério da Política;
- Os raramente frustrados corruptores, corruptos e criminosos, organizados ou não, hábeis em lidar com nossas piores tradições;
- Os submissos a toda sorte de pressões por terem o rabo preso em mãos de quem não se importa de abusar dos instrumentos institucionais;
- O Consórcio Goebbels, seus membros, seus dependentes e a multidão que seus veículos manejam manejam a massa no curral das opiniões;
- Os mercenários da guerra cultural, bem pagos para atuar na cadeia produtiva da gandaia brasileira, adversários do Bem, da Beleza, da Justiça e da Verdade.
Vamos combinar que é uma assombrosa parceria, cujo produto só pode ser essa obra prima das malas-artes políticas sob as quais vivemos. Esqueci algum ou alguém?
Por Percival Puggina.
Publicado no website do autor, em 24 de julho de 2025.
Notas da editoria:
Imagem da capa: “The triumph of death” (aprox. 1562), por Pieter Bruegel (1525/1530 – 1569).






