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	<title>Alex Pipkin, Autor em Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 23 Mar 2026 03:04:14 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Alex Pipkin, Autor em Cultura de Fato</title>
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		<title>O culto do abismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 03:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Uma parcela da elite esquerdista, sectária e intelectualmente doente decidiu que a realidade é um detalhe inconveniente, algo a ser sufocado por conhecidas narrativas. Enquanto o país real sangra, eles continuam celebrando o dogma.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-culto-do-abismo/">O culto do abismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>No Brasil é preciso explicar, desenhar, depois explicar o desenho e desenhar a explicação.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947-2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O Brasil não atravessa apenas uma crise política; vive um surto psicótico coletivo.</p>



<p>Uma parcela da elite esquerdista, sectária e intelectualmente doente decidiu que a realidade é um detalhe inconveniente, algo a ser sufocado por conhecidas narrativas. Enquanto o país real sangra, eles continuam celebrando o dogma.</p>



<p>O espetáculo é patológico. Diante de uma economia anêmica, onde o crescimento virou ficção contábil que jamais alcança o bolso de quem trabalha, a reação da seita não é rever o erro, mas sim aprofundá-lo. Dobram a aposta no fracasso.</p>



<p>A corrupção sistêmica foi rebatizada como detalhe processual, enquanto a insegurança pública tomou as cidades. Ao paralisarem as forças de segurança com teorias de gabinete, transformaram o cidadão comum em refém do crime organizado, sob a complacência de um Estado que se omite por pura ideologia. Claro, o bandido é uma “vítima da sociedade”…</p>



<p>Essa (des)elite acredita que o assistencialismo barato e as migalhas de um populismo requentado compram o silêncio eterno da miséria. É uma soberba suicida. O povo aceita o benefício por necessidade, mas não vive de ideologia.</p>



<p>Sabe que o auxílio paga o gás, mas não devolve o direito de caminhar sem o cano de uma arma encostado na nuca. Percebe que a “justiça social” celebrada nos salões muitas vezes não passa do financiamento de privilégios com o suor de quem trabalha, e é expropriado.</p>



<p>Enquanto a militância se enclausura em câmaras de eco, o brasileiro comum desperta pelo cansaço. A liturgia do “nós contra eles” perde força quando o “nós” continua na fila do <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Sistema Único de Saúde">SUS</span> e o “eles” segue decidindo o destino da nação protegido por abstrações sociológicas, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="''À la'', expressão francesa que significa ''ao estilo de''. 'Habermas' em referência ao filósofo alemão Jürgen Habermas."><em>à la</em> Habermas</span>.</p>



<p>A tragédia do sectário é simples, uma vez que ele não consegue admitir o óbvio. O projeto faliu sob o peso da própria desonestidade intelectual. Eles continuarão dobrando a aposta na cegueira; nenhuma novidade.</p>



<p>Ainda assim, há uma luz no fim do túnel, e ela não vem dos gabinetes vermelhos, tampouco da torcida colorada cega.</p>



<p>Ela nasce do pragmatismo silencioso do povo, que começa a entender que dignidade não brota de esmolas estatais, mas da liberdade de viver sem o jugo de uma (des)elite que proclama amor à humanidade enquanto despreza o brasileiro real, aquele de carne e osso.</p>



<p>A realidade não pede licença para se impor.</p>



<p>Ela simplesmente interrompe o culto e acende a luz.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no&nbsp;<em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;de&nbsp;<a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 20 de março de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>The Lunatic</em>” (1871), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hugues Merle (1822–1881) foi um pintor francês. Frequentemente comparado com William-Adolphe Bouguereau, pintou principalmente sobre temas sentimentais ou morais.">Hugues Merle</span> (1822–1881).<br><br>A imagem dialoga com o texto ao retratar a desordem não como fenômeno coletivo abstrato, mas como ruptura concreta da razão no indivíduo.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/um-cativeiro-confortavel/">Um cativeiro confortável</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/diversidade-e-inclusao-passados-em-revista/">Diversidade e inclusão passados em revista</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-axioma-do-vies-de-confirmacao/">O axioma do viés de confirmação</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/milei-e-a-conversao-ao-capitalismo/">Milei e a conversão ao capitalismo</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/sao-os-incentivos-estupido/">São os incentivos, estúpido!</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-moderna-vida-boa/">A moderna vida boa</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/uma-imposicao-avassaladora/"><em>Uma imposição avassaladora</em></a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/aldous-huxley-ou-george-orwell/">Aldous Huxley ou George Orwell?</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main">Retornar ao topo</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>Um cativeiro confortável</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/um-cativeiro-confortavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2025 23:48:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Étienne de La Boétie]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O brasileiro médio já não deseja ser livre. Liberdade pressupõe esforço, responsabilidade, iniciativa. O que se quer, em grande parte, é uma pseudo-segurança, ainda que ela venha sob a forma de correntes douradas. [...] Aqui, 'liberdade' é palavrão e 'dependência' é política pública. O cidadão quer tudo do Estado!”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Defendo um Estado pequeno e forte e o que me parece é que</em><br><em>o que vocês têm no Brasil é exatamente o inverso, ou seja, um Estado grande e fraco.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Margaret Hilda Thatcher (1925 - 2013), política britânica que exerceu o cargo de primeira-ministra do Reino Unido de 1979 a 1990 e líder da Oposição entre 1975 e 1979.">Margaret Thatcher</span>&nbsp;(1925 – 2013)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Num posto de gasolina qualquer, um homem reclama dos preços dos combustíveis enquanto ostenta um adesivo &#8220;Lula 2022&#8221; no carro. Ele não vê contradição. Quer gasolina barata, emprego sem esforço e o Estado como babá. É o retrato da servidão voluntária em tempo real, e da confusão moral que paralisa o Brasil.</p>



<p>Há algo de profundamente doentio na alma de uma nação que ensina seus cidadãos a amar a servidão. No Brasil, essa doença é epidêmica e, pior, voluntária. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Étienne de La Boétie (1530 - 1663), filósofo francês, teve grande parte dos seus escritos divulgada postumamente a partir dos manuscritos deixados ao amigo Michel de Montaigne.">Étienne de La Boétie</span>, no século XVI, já se espantava com a facilidade com que os homens se dobram diante dos tiranos, não por medo, mas por hábito. Sua Discurso da Servidão Voluntária é, ainda hoje, um espelho incômodo para uma população que rasteja por bolsas e esmolas, enquanto demoniza quem produz e arrisca.</p>



<p>Não se trata mais de dominação pela força, mas pela conveniência. O brasileiro médio já não deseja ser livre. Liberdade pressupõe esforço, responsabilidade, iniciativa. O que se quer, em grande parte, é uma pseudo-segurança, ainda que ela venha sob a forma de correntes douradas. A servidão é ensinada desde cedo, sendo o Estado o pai, o patrão, o redentor. Qualquer tentativa de escapar desse cativeiro é punida com impostos, burocracia e difamação moral.</p>



<p>“O povo, assim que é submetido, cai de tal maneira na letargia que parece impossível acordá-lo”, escreveu La Boétie. No Brasil, essa letargia virou ideologia de Estado. <a href="https://culturadefato.com.br/author/thomassowell/">Thomas Sowell</a>, com sua lucidez implacável, já advertia sobre os efeitos corrosivos do assistencialismo. Quando o Estado substitui o esforço individual, ele não apenas destrói o incentivo ao trabalho, mas cria uma cultura de dependência, um <em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Em grego, ''ethos'' (ἔθος) significa ''costume'', ''hábito'' ou ''caráter''.">ethos</span></em><em> parasitário</em> onde a virtude é ser vítima e o mérito é heresia.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Hernando de Soto Polar (2 de junho de 1941) é um economista e político peruano. Também preside o ''Instituto de Libertad y Democracia'' , com sede em Lima (Peru).">Hernando de Soto</span> vai além, mostrando como a informalidade imposta e os entraves ao empreendedorismo mantêm milhões na pobreza, em razão de uma engenharia institucional que criminaliza a liberdade econômica e premia a obediência.</p>



<p>Aqui, “liberdade” é palavrão e “dependência” é política pública. O cidadão quer tudo do Estado! Evidente, menos que o Estado saia do seu caminho. A inversão moral é completa. Quem cria riqueza é visto como explorador; quem vive de subsídio é tratado como mártir. Mas o verdadeiro opressor é o próprio Estado, que transforma o empreendedor em sócio compulsório e o pobre em refém permanente.</p>



<p>O homem livre acorda cedo, carrega riscos, luta contra o sistema, paga impostos extorsivos. O servo moderno dorme até tarde, repete <em>slogans</em>, espera pelo próximo auxílio. Um constrói. O outro consome. Mas é o primeiro que é tratado como vilão.</p>



<p>Desafortunadamente, essa servidão não é imposta. Ela é desejada. Escolhida todos os dias nas urnas, nos palanques, nas redes sociais, nas salas de aula. Porque a liberdade assusta. Ela exige coragem. E coragem é um valor escasso em sociedades moldadas pela covardia do igualitarismo forçado.</p>



<p>A pergunta derradeira não é “por que o povo aceita ser escravo?”, mas, até quando os poucos homens livres aceitarão sustentar essa escravidão disfarçada de justiça social?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no&nbsp;<em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;de&nbsp;<a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 7 de maio de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>The Captive from Sterne</em>”(1774), de Joseph Wright (1734 &#8211; 1797).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia também:</h2>



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<section id="gmbd15b44" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmbd15b44 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gm604e11" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm604e11 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm604e11" class="section-gm604e11 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g753ebc" class="wp-block-gutentor-e6 section-g753ebc gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/democracia-nao-e-a-mesma-coisa-que-liberdade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Rainbow_LeonidAfremov.jpeg" alt="Recorte da obra: &quot;Rainbow&quot;, de Leonid Afremov." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/democracia-nao-e-a-mesma-coisa-que-liberdade/">Democracia não é a mesma coisa que liberdade</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/sohampatil/">Soham Patil</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-2tdft2r" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-2tdft2r gutentor-carousel-item"><div id="section-g-2tdft2r" class="section-g-2tdft2r gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-uccemee" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-uccemee gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/escravos-mas-satisfeitos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/CacadorDeEscravos.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Caçador de Escravos&quot; de Jean-Baptiste Debret (1768 - 1848)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/escravos-mas-satisfeitos/">Escravos, mas satisfeitos!</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ubiratanjorgeiorio/">Ubiratan Jorge Iorio</a></p>
</div></div>



<div id="col-gme9c2fc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme9c2fc gutentor-carousel-item"><div id="section-gme9c2fc" class="section-gme9c2fc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8ec210" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8ec210 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/democracia-equivale-a-liberdade-e-tolerancia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/05/LightOfLiberty.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Light of Liberty&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/democracia-equivale-a-liberdade-e-tolerancia/">Democracia equivale a liberdade e tolerância?</a></em><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a>)</p>
</div></div>



<div id="col-gmb5e92d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb5e92d gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb5e92d" class="section-gmb5e92d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gdf8bad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gdf8bad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/em-prol-do-estado-todos-contra-todos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/The_Uprising_HonoreDaumier.jpg" alt="Obra: &quot;The Uprising&quot;, de Honoré Daumier (1808 – 1879)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/em-prol-do-estado-todos-contra-todos/"><em>Em prol do Estado: todos contra todos!</em></a>,<br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemonirnasser/">José Monir Nasser</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-t6l1i1y" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-t6l1i1y gutentor-carousel-item"><div id="section-g-t6l1i1y" class="section-g-t6l1i1y gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-0706y6t" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-0706y6t gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/NoiteEstreladaVincentVanGogh.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/">Excertos da obra “Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/norbertobobbio/">Norberto Bobbio</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm262619" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm262619 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm262619" class="section-gm262619 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g270d44" class="wp-block-gutentor-e6 section-g270d44 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-da-democracia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/02/GranCirco_1956_MarcChagall.jpg" alt="Obra: &quot;Gran Circo&quot; (1956), por Marc Chagall (1887 - 1985)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-da-democracia/">A Essência da Democracia</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm7ddb63" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7ddb63 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7ddb63" class="section-gm7ddb63 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8338fd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8338fd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/de-bobbio-a-bernanos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/NorbertoBobbio_GeorgesBernanos.jpg" alt="Norberto Bobbio e Georges Bernanos" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/de-bobbio-a-bernanos/">De Bobbio a Bernanos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf79396" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf79396 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf79396" class="section-gmf79396 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g34642a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g34642a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/semeando-leis/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WaitingForTheVerdictByAbrahamSolomon_1859.jpg" alt="Recorte da obra “Waiting for the verdict”, criada em 1859 pelo pintor britânico Abraham Solomon (1823 – 1862)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/semeando-leis/">Semeando leis</a></em><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/autordesconhecido/">autor desconhecido</a>)</p>
</div></div>



<div id="col-gma697aa" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma697aa gutentor-carousel-item"><div id="section-gma697aa" class="section-gma697aa gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g149c08" class="wp-block-gutentor-e6 section-g149c08 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/estudos-provam-que/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/TheStockExchange.jpg" alt="Obra: &quot;The Stock Exchange&quot; (1878 – 1879), por Edgar Degas (1834 - 1917)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/estudos-provam-que/"><em>Estudos provam que…</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/thomassowell/">Thomas Sowell</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmfe1b25" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfe1b25 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfe1b25" class="section-gmfe1b25 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1dd9c4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1dd9c4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/true-outspeak-transmutacao-do-bem-ao-mal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/OlavoDeCarvalho.jpeg" alt="Olavo de Carvalho" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/true-outspeak-transmutacao-do-bem-ao-mal/">True Outspeak: transmutação do bem ao mal</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm3a8387" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm3a8387 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm3a8387" class="section-gm3a8387 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9d3228" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9d3228 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/os-mais-iguais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/ARevolucaoDosBichos.jpg" alt="Obra “A Revolução dos Bichos”, por Odyr Bernardi." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/os-mais-iguais/"><em>Os mais iguais</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pelodicruz/">Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm36d191" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm36d191 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm36d191" class="section-gm36d191 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g46b4f4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g46b4f4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-piores-chegam-ao-poder/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/LeBoulevardDesCapucines_1874_Monet.jpg" alt="Obra: &quot;Le boulevard des capucines&quot;(1813), por Claude Monet (1840-1926)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-piores-chegam-ao-poder/"><em>Por que os piores chegam ao poder</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/friedrichhayek/">Friedrich Hayek</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/um-cativeiro-confortavel/">Um cativeiro confortável</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Diversidade e inclusão passados em revista</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/diversidade-e-inclusao-passados-em-revista/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/diversidade-e-inclusao-passados-em-revista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 23:38:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Verdadeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A politização da diversidade e inclusão é mais uma pauta para emplacar a agenda coletivista. Na prática serve mesmo para mais segregação e como uma alavanca para dividir ainda mais os contextos sociais. Evidente que existe uma indústria da diversidade e inclusão lucrando bastante com isso.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>A política pró-diversidade consiste essencialmente em proibir a diversidade de opiniões.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Não há um rasgo de dúvida de que o contexto atual é grotesco e hipócrita, constituindo-se, verdadeiramente, numa farsa. Nesse mundo da pós verdade, “progressistas”, donos da “verdade mentirosa”, das instituições e dos meios de comunicação do velho mundo, censores das modernas redes sociais, impõem suas verdades pelo simples fato de desejarem que suas narrativas sejam autênticas. De fato, são meros desejos, vontades e crenças.</p>



<p>Esses possuem a vontade de rejeitar o real em prol da realização de “suas verdades”.&nbsp;Tal situação reina em todas as esferas da vida. A ciência, o conhecimento e a razão se transformaram em “coisas desimportantes”. Somente tem sentido aquele que diz e, evidente, o seu claro viés de confirmação.</p>



<p>Os coletivistas de carteirinha possuem fortes compromissos ideológicos com pautas que “jogam para a torcida”, como é o caso da diversidade e inclusão. Tomemos o ambiente empresarial, em que se afirma que a diversidade melhora o desempenho de uma organização. Similarmente, de que um Conselho de Administração mais diversificado agrega valor a empresa.</p>



<p>Hoje se sabe que os “especialistas” criam uma série de novidades heterodoxas a fim de provar o que se deseja afirmar como uma verdade. Torcem intensamente os dados para que eles confessem aquilo que se quer demonstrar.</p>



<p>O fato real é que quando utilizados os métodos convencionais estabelecidos, não há nenhuma comprovação científica indicando uma relação direta entre diversidade e desempenho organizacional superior.</p>



<p>O que é certo é que esses “especialistas” escolhem o método que querem para que o resultado seja o esperado por eles.&nbsp;Neste sentido, sempre é salutar lembrar que correlação não significa causalidade.&nbsp;O objetivo desses estudos com resultados “fabricados” é, evidentemente, advogar em causa própria.</p>



<p>Diversidade e inclusão são temas importantes, porém, o que se vê é a politização interesseira de tal temática. Gênero e raça é o que se vê e o que não se vê. Não se fala no mesmo tom em questões de deficiência, de faixa etária, de situação socioeconômica, entre outros.&nbsp;Fundamentalmente, surgem como notas de rodapé às questões relativas as capacidades e as competências das pessoas.</p>



<p>Triste perceber que hoje se discrimina, recrutando-se pela fisionomia, pela aparência. O mundo factualmente é um mundo das aparências. O que vale hoje é cor e/ou gênero. As genuínas qualidades para a função que tem que ser executada, nem pensar…</p>



<p>Se for um sujeito negro está ok, desde que não seja de “direita”. Se for de um grupo minoritário ok, desde que não seja judeu. Feminismo ok, menos de for uma judia, de direita, e/ou uma ex-juíza da Lava Jato.</p>



<p>Além disso, pouco se fala da aderência de tal diversidade e inclusão à cultura organizacional.&nbsp;Pergunto, qual é a missão de um time de futebol? Ganhar a partida, por óbvio. A seleção da África do Sul não parece ter grandes chances de ganhar uma Copa do Mundo.</p>



<p>A politização da diversidade e inclusão é mais uma pauta para emplacar a agenda coletivista. Na prática serve mesmo para mais segregação e como uma alavanca para dividir ainda mais os contextos sociais. Evidente que existe uma indústria da diversidade e inclusão lucrando bastante com isso.</p>



<p>A ideia da diversidade e inclusão nas organizações é nobre e sedutora, muito embora as evidências de melhoria dos resultados organizacionais sejam parcas.</p>



<p>Não importa, o que importa é badalar tanto uma mentira para que essa se torne uma verdade, censurando-se o contraditório.</p>



<p>Sorte que existem legítimos cientistas que possuem o conhecimento, o pensamento crítico e a coragem de desnudar tais discursos e narrativas farsantes e interesseiras.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> de <a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 22 de abril de 2024.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da Editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>The Crowd</em>”, de Jacqueline Hammond.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais sobre este tema:</h2>



<br>



<section id="gm861af36" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm861af36 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gm2fc0e2" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm2fc0e2 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm2fc0e2" class="section-gm2fc0e2 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gb00104" class="wp-block-gutentor-e6 section-gb00104 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/estudos-provam-que/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/TheStockExchange.jpg" alt="Obra: &quot;The Stock Exchange&quot; (1878 – 1879), por Edgar Degas (1834 - 1917)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/estudos-provam-que/">Estudos provam que…,</a></em><br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/thomassowell/">Thomas Sowell</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm371511" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm371511 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm371511" class="section-gm371511 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g2d12c1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2d12c1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>, por<br><a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm81e38e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm81e38e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm81e38e" class="section-gm81e38e gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g855524" class="wp-block-gutentor-e6 section-g855524 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/substituindo-o-raciocinio-critico/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MaosRepresentandoDiversidade.jpg" alt="Mãos representando diversidades" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/substituindo-o-raciocinio-critico/">Substituindo o raciocínio crítico</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/thomassowell/">Thomas Sowell</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf75040" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf75040 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf75040" class="section-gmf75040 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g451887" class="wp-block-gutentor-e6 section-g451887 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/em-prol-do-estado-todos-contra-todos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/The_Uprising_HonoreDaumier.jpg" alt="Obra: &quot;The Uprising&quot;, de Honoré Daumier (1808 – 1879)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/em-prol-do-estado-todos-contra-todos/">Em prol do Estado: todos contra todos!</a></em>, por<br><a href="https://culturadefato.com.br/author/josemonirnasser/">José Monir Nasser</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm385596" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm385596 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm385596" class="section-gm385596 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gf2c7a7" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf2c7a7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/truque-dos-tres-estagios-e-seis-passos-para-aprovar-uma-proposta-absurda/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/OsTrapaceiros.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Os trapaceiros&quot;. Pintura do artista barroco italiano Michelangelo Merisi da Caravaggio (1671 - 1610)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/truque-dos-tres-estagios-e-seis-passos-para-aprovar-uma-proposta-absurda/">“Truque dos três estágios” e “Seis passos para aprovar uma proposta absurda”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexandrecosta/">Alexandre Costa</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm14be21" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm14be21 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm14be21" class="section-gm14be21 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g0bafad" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0bafad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/loucura-geral-diversidade-para-tudo-exceto-para-opinioes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/SomberSpaniards.jpg" alt="Obra: &quot;Somber Spaniards&quot;, autor desconhecido." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/loucura-geral-diversidade-para-tudo-exceto-para-opinioes/">Loucura geral! Diversidade para tudo, exceto para opiniões…</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd8a668" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd8a668 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd8a668" class="section-gmd8a668 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1e3098" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e3098 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/fatos-nada-significam/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Estatisticas.jpg" alt="Gráfico de Barras Azul representando &quot;Boas Estatísticas&quot;" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/fatos-nada-significam/">Fatos nada significam</a></em>, por<br><a href="https://culturadefato.com.br/author/washingtonplatt/">Washington Platt</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm05a515" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm05a515 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm05a515" class="section-gm05a515 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g2d0c79" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2d0c79 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CalaABoca.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>O axioma do viés de confirmação</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-axioma-do-vies-de-confirmacao/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/o-axioma-do-vies-de-confirmacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2024 03:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Progressistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Reiteradas vezes, tenho dito e escrito que, nesse novo mundo de uma 'nova consciência progressista', da pós-verdade, os vícios do fracasso são enaltecidos ao limite e se sobrepõem em muito às virtudes do sucesso. Uma tendência 'moderna' que tem saltado aos meus pequenos olhos se refere a uma glamourização desse mesmo fracasso.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O desejo imoderado de subir socialmente muito acima das próprias capacidades intelectuais é uma <strong>doença mental</strong></em><br><em><strong>grave</strong> que só pode ser curada mediante a devolução do doente ao lugar modesto que lhe cabe naturalmente na</em><br><em>hierarquia dos méritos e poderes.</em> <em>No Brasil essa doença tornou-se endêmica e requer uma ação firme e</em><br><em>urgente</em> <em>antes que a presença dessas pessoas nos altos postos leve o país à catástrofe.</em><br><em>Não existe o direito à incompetência presunçosa, ao fracasso arrogante, ao desastre triunfal.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Reiteradas vezes, tenho dito e escrito que, nesse novo mundo de uma “nova consciência progressista”, da pós-verdade, os vícios do fracasso são enaltecidos ao limite e se sobrepõem em muito às virtudes do sucesso. Uma tendência “moderna” que tem saltado aos meus pequenos olhos se refere a uma glamourização desse mesmo fracasso.</p>



<p>O mundo parece ter se metamorfoseado em um palco sombrio, dantesco, para a encenação de insucessos, dores, angústias, injustiças e, claro, um Everest de lamentações e do lado negro do sentimentalismo. Nada mais natural. O “progressista” da hora é sempre algo que faça chocar e, portanto, aquilo que arrebata o interesse, a atenção e as emoções baratas de plebeus.</p>



<figure class="wp-block-pullquote alignright"><blockquote><p> O “progressista” da hora é sempre algo que faça chocar e, portanto, aquilo que arrebata o interesse, a atenção e as emoções baratas de plebeus.</p></blockquote></figure>



<p>Histórias de homens &nbsp;e mulheres membros do grupo LGBTQIA+… — que fracassaram para, posteriormente, alcançarem a fama e o poder, “comuns” que comeram o pão que o diabo amassou e depois prosperaram, enfim, indivíduos que tentaram “milhões” de vezes até vencerem, a apoteose de “artistas” descendentes da cena popular, tudo isso e muito mais tornaram-se exímios ativadores de fortes emoções, choros, comoções e paixões.</p>



<p>Pergunto-me, primeiro, se tal processo sequencial é compulsório; segundo, se correlação é causalidade e, terceiro, se tem de ser assim. Pois é. O que vale hoje, e que deve ser <em>publicizado</em> efusivamente, são os sentimentos. Eu abomino sentimentalismo barato, mas estamos mergulhados nesta “nova era romântica”!</p>



<p>Com tal nova consciência, desimportante é a verdade – tem valor, trivialmente, aquele que diz. Primeiro vem a decisão; depois, em algumas situações, o veredicto.</p>



<p>A lista de situações recentes que recaem sobre essa regra é vasta. A verdade objetiva das coisas, assim como os incentivos, estão de cabeça para baixo. A pura emoção, trajada sob o véu da verdade, transformou-se na verdade — embusteira. A mentira passa a ser aceita sem nenhum rigor, acriticamente, pelo simples desejo e vontade da turma dos “modernos progressistas”. E o pior é que tem colado… Afinal de contas, a trupe progressista controla todas as instituições!</p>



<p>Ligue a TV, o rádio, e comprovarás com teus próprios olhos e/ou ouvidos o que a ex-mídia, torcida organizada progressista, decreta como verdade, mesmo tendo que exercitar orgias mentais, a fim de contornar as farsas e os deslizes de seus companheiros.</p>



<p>É importante frisar, como tenho feito, que a galera do “progresso” domina o nascedouro das falácias, das “embustices”, das falsidades e das frivolidades: a universidade. Justamente em função disso é que os momentosos temas de pesquisa atuais são grotescos e risíveis, inúteis para a realidade pragmática, e as falsas “teorias” tomaram o lugar das verdadeiras teorias, aquelas que factualmente, até o momento, são irrefutáveis.</p>



<p>As “teorias vermelhas” são irrefutáveis, uma vez que não se deseja e/ou não se deixa que estas sejam contestadas.</p>



<p>Na verdade, tais “teorias” são meras vontades, fruto de desejos e de interesses ideológicos. A ciência com “C” grande se escafedeu, tomando o seu lugar o sectarismo ideológico, em que as vontades e os sentimentos fazem o impossível para transmutar a razão e o conhecimento factual. Incontáveis são as bobagens disfarçadas de ciência que circulam por aí!</p>



<p>As teorias com “T” maiúsculo são aquelas que exigem e resistem à refutação, algo inexistente para as “teorias vermelhas”. Nenhuma novidade, tristemente. Nesta nova era de uma “nova consciência”, o que se vê e o que não se vê, é somente o famoso viés de confirmação. Em todas as instâncias, só se interpreta, se pesquisa e se afirma aquilo que vai ao encontro de crenças e/ou de hipóteses rigorosamente alinhadas à ideologia coletivista, aquela que se deseja confirmar, custe o que custar.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>.<br><br>Publicado originalmente no&nbsp;<em><a href="https://www.institutoliberal.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do Instituto Liberal,<br>em 22 de Fevereiro de 2024.<a href="https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-axioma-do-vies-de-confirmacao/"></a></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa por <a href="https://benheine.com/biography/">Ben Heine</a>.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gma5e2ba8" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gma5e2ba8 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/milei-e-a-conversao-ao-capitalismo/">Milei e a conversão ao capitalismo</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/sao-os-incentivos-estupido/">São os incentivos, estúpido!</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-moderna-vida-boa/">A moderna vida boa</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/uma-imposicao-avassaladora/">Uma imposição avassaladora</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/aldous-huxley-ou-george-orwell/">Aldous Huxley ou George Orwell?</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>

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		<item>
		<title>Milei e a conversão ao capitalismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/milei-e-a-conversao-ao-capitalismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 03:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbes]]></category>
		<category><![CDATA[Milei]]></category>
		<category><![CDATA[Peronista]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Confesso que sou mais pessimista do que a grande parte dos liberais. Espero que Milei, com a efetiva implementação de reformas estruturantes, consiga fazer com que a mentalidade peronista — uma mistura de nacional-socialismo com fascismo — tenha, pelo menos, o início de seu fim.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>No livre mercado, todos ganham de acordo com seu valor produtivo ao satisfazer os desejos dos consumidores. Sob a distribuição estatista, todos ganham na proporção da quantia que podem roubar dos produtores.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Murray Newton Rothbard (1926 - 1995), economista norte-americano da Escola Austríaca, historiador, e filósofo político.">Murray Rothbard</span> (1926 &#8211; 1995)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Participei de programa de rádio em que uma das temáticas abordadas foi referente aos reflexos da vitória de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Javier Gerardo Milei é  economista, professor, escritor e deputado argentino. Líder da coalizão política ''La Libertad Avanza'', foi eleito presidente da Argentina ao derrotar Sergio Massa no segundo turno das eleições presidenciais de 2023 com 55,70% dos votos.">Milei</span> na Argentina.</p>



<p>Confesso que sou mais pessimista do que a grande parte dos liberais. Espero que Milei, com a efetiva implementação de reformas estruturantes, consiga fazer com que a mentalidade <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Denominação dada genericamente ao ''Movimento Nacional Justicialista'', criado e liderado a partir do pensamento de Juan Domingo Perón, presidente argentino eleito em 1946, 1951 e 1973.">peronista</span> — uma mistura de nacional-socialismo com fascismo — tenha, pelo menos, o início de seu fim.</p>



<p>No sonho peronista, o Estado é a fonte provedora pela qual todos tentam viver às custas de todos os outros.</p>



<p>Os inimigos de Milei, são poderosos; todos aqueles que ululam contra o “famigerado” sistema capitalista.</p>



<p>Primeiro devo esclarecer que o “capitalismo” que vemos, por exemplo, na Argentina e no Brasil, está longe de ser, genuinamente, capitalismo,&nbsp;sistema econômico que visa ao lucro, e que se suporta na propriedade privada e nos mercados livres.&nbsp;É o sistema econômico onde ocorre a transformação econômica por meio do processo de destruição criativa, em que empreendedores criam novos produtos ou novas formas de produzir que florescem e suplantam o “antigo”, menos produtivo.</p>



<p>Para que haja incentivos para a geração de inovações, é condição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Indispensável, essencial."><em>sine qua non</em></span> que os mercados sejam livres, a fim de prosperar a concorrência.</p>



<p>Qualquer sujeito com quantidade razoável de estudo e discernimento sabe que não há capitalismo sem mercados livres e sem a proteção e o estímulo à propriedade privada.</p>



<p>O que se vê na atualidade — e o que não se vê — é a existência de “empresas capitalistas”, porém, é o Estado grande que dita aos proprietários dos meios de produção, como esses devem utilizá-los.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/milei-odeia-o-estado-isso-sera-o-suficiente/"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="560" height="318" class="wp-image-18921" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Milei.jpg" alt=""></a>Como se pode aludir ao capitalismo, quando o que mais se tem, pragmaticamente, são políticas econômicas intervencionistas, que regulam absurdamente, por exemplo, o que se pode comprar e/ou vender, a definição de políticas de preços, o estabelecimento de contratos entre empregadores e empregados? No Brasil, a segurança jurídica não só é lamentável, é vergonhosa.</p>



<p>O intervencionismo estatal é um dos maiores cânceres de países latino-americanos!</p>



<p>Por aí passam a “eleição” de empresas campeãs nacionais, subsídios sem fim, protecionismo comercial, incentivos a um sindicalismo retrógrado, e uma miríade de programas e regulamentos governamentais.</p>



<p>Inexiste liberdade econômica, tanto no Brasil quanto na Argentina, há ainda factualmente monopólios estatais — glorificados pelos mamadores da grande mãe Estado — e, sobretudo, a inexistência da virtude capitalista maior: a concorrência no mercado. Logicamente, é essa que força a adaptação e a melhoria empresarial.</p>



<p>É impressionante — e escandalosa — a retórica e a presença de planos e de estratégias governamentais grandiosas, que entregam mais legislação, e que vão de encontro ao empreendedorismo e a inovação.</p>



<p>Em mercados livres, a soberania do consumidor é quem julga quem deve ter sucesso ou quem deve fracassar nos mercados.</p>



<p>Milei terá um desafio hercúleo pela frente. Terá que baixar dos céus a taxa de inflação e privatizar estatais ineficientes. Mas terá que realizar muito mais do que isso. Precisará desregulamentar os mercados, reduzir impostos, e cortar e reduzir os gastos abissais do governo argentino.</p>



<p>Ele, objetivamente, necessitará dessocializar o país, e romper com o correspondente Estado regulatório, que impede que produtos e serviços sejam comercializados, e que impossibilita as inovações.</p>



<p>Milei demonstra clara ojeriza pelo Estado, prometendo tornar protagonistas os indivíduos e as empresas.</p>



<p>Tanto no país hermano, como aqui, os empreendedores são taxados tais quais sujeitos espertos e exploradores, <em>a la</em> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Thomas Hobbes (1588 - 1679) afirmava que, em seu estado de natureza, ''o homem é o lobo do homem''. O estado civil seria a solução para uma convivência pacífica, em que o ser humano abriria mão de sua liberdade para obter a paz no convívio social.">Hobbes</span>.</p>



<p>Milei terá pela frente a missão de inverter tal conotação, limitando o Estado argentino e, precisamente, transformando o empreendedor em um ser visionário, legítimo criador de riqueza.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> de <a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 11 de dezembro de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em><a href="https://www.artelista.com/obra/5667195692981280-buenosairescasarosada.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Morning glory</a></em>”, por <a href="https://lauracliment.artelista.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Laura Climent</a>.<br><br>A <em>Casa Rosada</em>, localizada em Buenos Aires, serve como sede da presidência da República Argentina e está mais associada às atividades oficiais do governo. Por outro lado, a Quinta de Olivos (situada em Olivos, subúrbio de Buenos Aires), é a residência oficial destinada ao presidente argentino.</p>



<br>

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		<title>São os incentivos, estúpido!</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/sao-os-incentivos-estupido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 03:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O grande Thomas Sowell afirma que 'ninguém entende de verdade a política até compreender que os políticos não estão tentando resolver os nossos problemas. Eles estão tentando resolver seus próprios problemas — dentre os quais ser eleito e reeleito são número 1 e número 2. O que quer que seja o número 3 está bem longe atrás'. Nada mais esclarecedor e exato.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>No Brasil, empresa privada é aquela que é controlada pelo governo,</em><br><em>e empresa pública é aquela que ninguém controla.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Roberto de Oliveira Campos (1917 - 2001) foi economista, diplomata e professor.">Roberto Campos</span> (1917 – 2001)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Recebi interrogações de alguns de meus leitores.</p>



<p>Basicamente, questionam-me o porquê de eu não estar escrevendo tanto sobre política e economia. Por que cargas d&#8217;água estou focando meus escritos em temas de negócios e gestão?</p>



<p>Primeiro, devo dizer que aqueles que me indagaram têm razão.</p>



<p>A resposta é singela. Talvez eu esteja crendo que minhas ideias sobre gestão e negócios possam ter maior receptividade e aplicação pragmática no mundo real. Uma genuína tentativa de contribuir.</p>



<p>Evidente que eu me preocupo — e muito — com política.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Platão foi filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga. Nasceu em 428 a. C. ou 427 a. C., e faleceu em 348 a. C. ou 347 a. C.">Platão</span> já nos ensinou que “não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”, porém, políticos gostam mesmo de si próprios.</p>



<p>Aliás, minhas ideias sobre política e economia, além de serem triviais, possuem amplas e benéficas comprovações.</p>



<p>Um país se desenvolve econômica e socialmente, com a liderança do setor privado. É esse que cria emprego, renda e riqueza.</p>



<p>Por aqui, a fatal ideia do Estado do Bem-Estar Social, promovida por progressistas de araque, que compartilham um zelo quase messiânico por essa troça, sempre exerce um papel de protagonismo. A guerra de braço entre o famigerado intervencionismo estatal versus a liberdade econômica, majoritariamente, é vencida pelo primeiro.</p>



<p>A verdade objetiva é que políticas estatais comprovadamente bem-sucedidas são aquelas que incentivam o empreendedorismo e a assunção de riscos responsáveis pelo setor privado.</p>



<p>Qualquer sujeito racional — e bem intencionado —, sabe que os incentivos importam!</p>



<p>Segundo Platão, sigo pregando no deserto, mas é patente que os conceitos e as ideias que deram e dão certo em nível de políticas econômicas, não serão implementadas nessa Republiqueta das Bananas vermelhas.</p>



<p>Políticos tupiniquins, na sua imensa maioria, não fazem o que precisa ser feito para resolver os reais problemas brasileiros. Procrastinação e ilusionismo são as regras impostas por aqui, inquestionavelmente.</p>



<p>Tal lógica ilógica é clara. As ideias e as iniciativas que funcionam, de fato, são, muitas vezes, impopulares. O povo quer música — de filme de terror — para os seus ouvidos. Pragmaticamente, mentiras e o impossível.</p>



<p>O maná dos políticos é o voto. Deste modo, o bom-mocismo devastador prevalece, já que eles não querem perder sequer um voto e o emprego, isto é, a reeleição.</p>



<p>O pano de fundo vermelho para essa destruidora realidade, é constituído pelo sistema político presente e pela escassez de conhecimentos que o povaréu nacional dispõe. Muito triste.</p>



<p>Os incentivos importam muito, e esses estão completamente de cabeça para baixo nesse país do futuro, que nunca chega.</p>



<p>O grande <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Thomas Sowell, intelectual e influente economista americano em atividade.">Thomas Sowell</span> afirma que “ninguém entende de verdade a política até compreender que os políticos não estão tentando resolver os nossos problemas. Eles estão tentando resolver seus próprios problemas — dentre os quais ser eleito e reeleito são número 1 e número 2. O que quer que seja o número 3 está bem longe atrás”. Nada mais esclarecedor e exato.</p>



<p>Confesso que estou exausto de “gritar sobre política”.</p>



<p>Racionalmente, penso que os incentivos para escrever sobre gestão e negócios são muito maiores.</p>



<p>Distintamente de políticos, que não dão bulhufas para a vida da população, empresários que competem em mercados cada vez mais turbulentos, necessitam aperfeiçoar seus processos, seus produtos e serviços, ou seja, os benefícios e as soluções que ofertam e entregam, a fim de satisfazer melhor os desejos e as necessidades dos clientes-consumidores. A soberania do consumidor, nesse jogo, manda.</p>



<p>Os incentivos para a implementação de melhorias organizacionais, sem dúvidas, são abissais, bastando com que o empresariado nacional tenha conhecimento e atitude para promover tais transformações organizacionais. Essas são grandemente necessárias para, pelo menos, se manter no páreo competitivo.</p>



<p>Nesta direção, acredito que meus escritos, e eventuais contribuições, possam auxiliar pequenas e médias empresas “a pensar gerencialmente”.</p>



<p>Se ao menos eu despertar a atenção e o interesse de indivíduos pelas questões de gestão e negócios que opino, já terei realizado algo, de alguma forma, positivo.</p>



<p>Pois os incentivos me empurram para o campo empresarial, simples assim.</p>



<p>Gosto muito de escrever sobre gestão. E de mais a mais, acho que estou desacorçoado com a política tupiniquim. É isso.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> de <a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 6 de setembro de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa: “<em>Sell in May and Go Away</em>”, por Darren Thompson.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>Em complemento, assista ao vídeo no qual José Monir Nasser (1957 &#8211; 2013) explica alguns motivos pelos quais o Brasil é um país pobre:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="José Monir Nasser explica o motivo pelo qual o Brasil é um país pobre" width="640" height="480" src="https://www.youtube.com/embed/jUdhjQ67fC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">José Monir Nasser (1957 &#8211; 2013) no programa Mídia Sem Máscara na TV</figcaption></figure>



<br>
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		<title>A moderna vida boa</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-moderna-vida-boa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jul 2023 11:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Macunaíma]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Ligue a TV e constatarás o grau de baixeza de conteúdo, de pautas, de discussões e, de forma assustadora, da mentira escrachada e dos viesses ideológicos. Uma genuína celebração da ignorância, da hipocrisia e da ruína moral.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">&#8220;<em>Na era digital, o perigo não é que os computadores comecem a pensar como seres humanos,</em><br><em>mas sim que os seres humanos passem a pensar como computadores.</em>&#8220;<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Sydney J. Harris (1917 - 1986), jornalista e escritor estadunidense.">Sydney J. Harris</span> (1917 &#8211; 1986)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Evidente que estou pessimista!</p>



<p>A vida e seus resultados dependem da ação humana e as circunstâncias não são nada boas. São ciclos e, nesta direção, mantenho a esperança de que mais adiante eu possa ser surpreendido positivamente.</p>



<p>Vive-se na era da rejeição da verdade, das narrativas falaciosas, dos gatilhos, das emoções e dos estímulos curto-prazistas. Uma época de abissal sentimentalismo grosseiro.</p>



<p>Sou dos anos 60. Não me apego ao saudosismo, o mundo se transforma, porém, os nossos princípios-chave cerebrais levam séculos para serem alterados.</p>



<p>Acho que sou de um tempo em que prevalecia o pensar reflexivo, a razão. Claro, os estímulos e os incentivos no seio familiar e nas instituições nos impeliam com “sangue, suor e lágrimas” para a construção individual &#8211; e portanto, no todo &#8211; de um futuro mais saudável e promissor.</p>



<p>A ignorância &#8211; na correta acepção da palavra &#8211; e o emburrecimento, parecem-me transparentes.</p>



<p>Penso que uns 70% da população brasileira atua no piloto automático do sistema 1, dos sentimentos, tomando decisões baseadas nos comportamentos puramente instintivos.</p>



<p>No dia a dia, somos bombardeados de estímulos e informações, e nosso cérebro busca economizar esforços e maximizar a eficiência. Na verdade, esse gosta mesmo da “vida boa”, sendo necessário fazê-lo se exercitar de fato.<br>Os nossos “modernos” homens, mulheres e LGBTQIA+, por meio das transformações na família, e em razão dos incentivos tupiniquins de cabeça para baixo, desejam a “vida boa”, procrastinando com relação ao futuro, focados no curto-prazo, e nas falsas recompensas que lhe são apresentadas.</p>



<p>A vida é dura! Exige esforço, compromisso, sacrifício, constância de propósito e foco nos objetivos de longo prazo. O sucesso não chega por decreto, é uma jornada que precisa ser construída para se alcançar um “final feliz”.</p>



<p>Não é o que se vê — e o que não se vê — na atual Pindorama.</p>



<p>As gratificações e as recompensas de curto prazo são finalidades de desejos e de necessidades enganadoras, momentâneas e emocionais. Os grupos de pertencimento, por afinidades &#8211; as ideológicas são perversas -, que parecem enaltecer nossa identidade social, são muitas vezes singelas miragens de facilitadores do sucesso. Quando analisadas sobre as lentes do sistema 2, lógico, do pensamento racional, torna-se possível compreender e perceber a irracionalidade de muitos pensamentos, do agir meramente instintivo e, talvez, das escolhas de trilhas equivocadas.</p>



<p>Não somente a verdade se tornou desimportante, o conhecimento, além de ser parco em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Macunaíma, o herói sem nenhum caráter é um livro publicado em 1928 pelo polímata brasileiro Mário de Andrade, considerado a sua obra-prima.">Macunaíma</span>, passou a ser rejeitado.</p>



<p>A decadência é gritante, tanto no escasso nível de conhecimento exposto, como na questão moral.</p>



<p>Embora muita gente negligencie, os valores importam, e muito, em especial, sobre os resultados na educação e no ensino. Não se constrói caráter como antigamente…</p>



<p>Ligue a TV e constatarás o grau de baixeza de conteúdo, de pautas, de discussões e, de forma assustadora, da mentira escrachada e dos viesses ideológicos. Uma genuína celebração da ignorância, da hipocrisia e da ruína moral.</p>



<p>A grande maioria dos brasileiros enxerga com os olhos enevoados, e a razão da ignorância é singela.</p>



<p>O Estado grande pensa e decide por todos e, pior, a escassez de conhecimento e de discernimento, faz com que muitos aceitem essa nefasta circunstância.<br>Não há mais o essencial ser individual, pensante e crítico, definindo e trabalhando duro pelos seus próprios objetivos e planos de vida. Esse foi substituído pelo abstrato coletivo, sujeito às ordens e aos desejos espúrios ao qual esse “coletivo” está submetido.</p>



<p>Não há mais lei, liberdades individuais, e a capacidade de se pensar e dizer o que se quer.</p>



<p>Não se distingue mais o que é digno, verdadeiro e positivo, e tal incapacidade é gratificada por meio dos enganadores e “modernos” prazeres imediatos.<br>Sem querer ser saudosista, mas o meu tempo juvenil não era de tamanha ignorância, burrice, farsa e escuridão.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> de <a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 14 de julho de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Tatlin at home</em>” (1920), por Raoul Hausmann (1886 &#8211; 1971).</p>



<br>
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		<title>Uma imposição avassaladora</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/uma-imposicao-avassaladora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 15:39:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Judaico-cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Gay]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Tenho amigos e conhecidos <em>gays</em>, visto que para mim o que importa é o caráter da pessoa.<br />Verdadeiramente não existe gênero, existe sexo, que biologicamente só pode ser masculino ou feminino.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/uma-imposicao-avassaladora/">Uma imposição avassaladora</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“Uma nação que não tem nada além de seus divertimentos, não se divertirá por muito tempo.”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G.</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K.</span> Chesterton (1874 – 1936).</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Não sou homofóbico nem me correspondem quaisquer outros adjetivos empregados para desqualificar todos aqueles que pensam distintamente de membros politiqueiros de grupos que compõem a sigla LGBTQIA+, e outras letrinhas.</p>



<p>Onde chegamos! Hoje é preciso afirmar essas coisas…</p>



<p>Tenho amigos e conhecidos <em>gays</em>, visto que para mim o que importa é o caráter da pessoa.</p>



<p>Verdadeiramente não existe gênero, existe sexo, que biologicamente só pode ser masculino ou feminino.</p>



<p>O que os componentes dessas tribos identitárias fazem entre quatro paredes, eu não tenho nada a ver com isso! Aliás, como esses se comportam, não é problema meu.</p>



<p>O que tenho notado mesmo, é uma peleia forte entre mulheres, <em>trans</em> e <em>gays</em>, situação que creio eu, não poderia se dar de forma distinta.</p>



<p>No entanto, o que estamos presenciando a olhos nus, é a tentativa de promoção, e de maneira ainda mais nefasta, a imposição dos valores dessa minoria identitária a toda sociedade.</p>



<p>Eu respeito às escolhas individuais das pessoas, mas isso não quer dizer que eu concorde com a pressão e a influência de interesseiros, no sentido de acabar com a hegemonia dos valores civilizacionais judaico-cristãos, a fim de impor uma outra hegemonia baseada na ideologia de gênero.</p>



<p>Aparenta que essa minoria tem um lobby gigantesco para desbancar aqueles que agora são considerados discrepantes.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/01/29/280-criancas-e-adolescentes-trans-fazem-transicao-de-genero-no-hc-da-usp-veja-videos-com-o-que-eles-contam-sobre-esse-processo.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" width="322" height="363" class="wp-image-15116" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/TransicaoGenero.jpg" alt="Transição de Gênero"></a>Nem me fingindo de idiota e de ignorante, posso eu concordar, por exemplo, com <em>mulheres trans</em> competindo contra “frágeis” mulheres nas mais diversas atividades esportivas? Escárnio.</p>



<p>Desnecessário aprofundamentos, é singelo observar o aspecto físico, a trivial questão biológica.</p>



<p>Entretanto, para os “guerreiros sociais” da igualdade, aqui não há tipo algum de anomalia. Porém, por óbvio, igualdade significa ausência de diferença.</p>



<p>O Brasil necessitando de crescimento econômico e social, de geração de maiores e de melhores oportunidades para todos, e o foco tupiniquim &#8211; quase sempre na contramão &#8211; se centra nessa construção social politizada da ideologia de gênero.</p>



<p>O que se está fazendo com à cabeça &#8211; e os corpos &#8211; de crianças, além do que se pretende executar, é absolutamente destruidor.</p>



<p>Respeito pelo que o outro quer ser, sim; manipulação irresponsável da infância, evidentemente não.</p>



<p>Para muitos o que parece ser um caminho “progressista”, a continuar o esforço e a manipulação exercida, irá factualmente nos conduzir a vanguarda do atraso e do retrocesso.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> de <a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 15 de março de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Children Playing at Beach</em>”, por Serge Sammut.</p>



<br>
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		<item>
		<title>Aldous Huxley ou George Orwell?</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/aldous-huxley-ou-george-orwell/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2021 03:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[1984]]></category>
		<category><![CDATA[Admirável Mundo Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Aldous Leonard Huxley]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivismo]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[George Orwell]]></category>
		<category><![CDATA[Kafkianos]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recentemente vi uma amiga postar, orgulhosa e sorridente, pomposa edição da magnífica distopia (?) “1984”, de George Orwell. Muito bom! Neste momento, porém, eu recomendaria fortemente outra distopia: o romance “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>E esse é o segredo da felicidade e da virtude: amarmos o que somos obrigados a fazer.</em>”,<br>trecho do romance “<a href="https://amzn.to/34SGZY8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Admirável Mundo Novo</a>”, de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aldous Leonard Huxley (1894 - 1963): Escritor inglês.">Aldous Huxley</span>.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Recentemente vi uma amiga postar, orgulhosa e sorridente, pomposa edição da magnífica distopia (?) “<a href="https://culturadefato.com.br/downloads/artes_e_literatura/2020/1984-george-owell.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1984</a>”, de <a href="https://culturadefato.com.br/author/georgeorwell/"><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Orwell (1903 – 1950) é pseudônimo do escritor inglês Eric Arthur Blair.">George Orwell</span></a>. Muito bom! Neste momento, porém, eu recomendaria fortemente outra distopia: o romance “<a href="https://amzn.to/34SGZY8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Admirável Mundo Novo</a>”, de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aldous Leonard Huxley (1894 - 1963): Escritor inglês.">Aldous Huxley</span>.</p>



<p>Incrédulo, penso que o cenário mais real e provável para o qual estamos nos direcionado, é o da “doce” promessa coletivista, que tão bem descreveu Huxley.</p>



<p>Orwell retratou de maneira brilhante as mazelas do totalitarismo, e a luta de uma população para escapar do jugo autoritário, nefasto, violento e imoral do Grande Irmão.</p>



<p>No entanto, “<a href="https://amzn.to/34Puug7" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">1984</a>” reflete ainda uma visão mais otimista do homem, ou seja, um ser autônomo, pensante, capaz de reconhecer a própria servidão, e baseado em princípios, lutar por sua liberdade individual num ambiente de ampla repressão e de profusão do medo.</p>



<p>Huxley, por outro lado, apresentou uma sociedade em que as massas eram manipuladas pelos prazeres modernos, pelas facilidades existentes, seduzidas por privilégios, tornando-se presas fáceis para o controle estatista.</p>



<p>A massa que não pensa foi “domesticada”, acabando por ser cúmplice de sua própria perda de liberdade. Como Huxley advertiu em seu livro, os homens viriam a &#8220;amar sua servidão&#8221;.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/34SGZY8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="296" height="449" class="wp-image-8615" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/06/AdmiravelMundoNovo.jpg" alt="Capa do romance: &quot;Admirável Mundo Novo&quot;, escrito por Aldous Huxley."></a>Orwell temia a escassez e a distorção de informações. Já Huxley, temia que os prazeres conduzissem a irrelevância das informações, à passividade e ao egoísmo.</p>



<p>Devo dizer que o nosso presente se assemelha muito com a promessa coletivista “bondosa” profetizada por Huxley.</p>



<p>Neste contexto, os indivíduos pouco se importam com suas individualidades; preocupam-se com as “dádivas” que devem vir do Estado responsável por suas vidas, distraídos da umbilical relação entre coletivismo e totalitarismo.</p>



<p>As pessoas ficam inebriadas pelo pão dado, por supostos direitos sem contrapartidas com responsabilidades e por privilégios, perdendo o interesse pela vigilância e pelas liberdades que são esmagadas pelas autoridades estatais.</p>



<p>Oh, liberdade! Basta analisar o ambiente atual para se assombrar com a retirada de liberdades com a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Desde o início de fevereiro de 2019, a OMS passou a chamar oficialmente a doença causada pelo coronavírus de COVID-19, que é a sigla de COrona VIrus Disease (Doença do Coronavírus), o sufixo''19'' indica o ano de 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados.">COVID-19</span>, com o cerceamento de opiniões nas redes sociais, e com o descaso com a ética na política, em que comprovados ladrões ou se candidatam à presidência ou mandam prender homens, até prova em contrário, honestos.</p>



<p>Numa sociedade coletivista inexiste liberdade, pois ninguém pode falar e agir em nome de um indivíduo único, que pensa e que age de acordo com seus planos individuais.</p>



<p>No coletivismo há, de fato, a morte da soberania individual, uma vez que o pequeno corpo de elite de governantes e de intelectuais no poder, odeia a individualidade e a competição.</p>



<p>A ideia do coletivo pressupõe o apagamento do ser individual racional e pensante, visto que são os líderes que pensam no projeto de poder e manipulam a massa que não pensa.</p>



<p>O ser individual pensante, por sua vez, é avesso ao controle, já que a individualidade sempre foi uma afronta ao projeto de cima para baixo. É <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Kafkiano: processo em que o réu não sabe por quê, ou de quê, está sendo acusado.">kafkiano</span>, mas as pessoas não se dão conta da perda das liberdades individuais. A liberdade não cresce como uma árvore, ela foi e é conquistada.</p>



<p>Triste, muito triste que as pessoas estejam sacrificando suas próprias individualidades, como apontou Huxley, enquanto muitas esperam as migalhas de um coletivismo farsante.</p>



<p>Huxley e Orwell convergem num ponto: o coletivismo tem como destino certo a pobreza e o totalitarismo.</p>



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<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.</p>



<p class="has-text-align-right">Publicado originalmente no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> de <a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 2 de junho 2021.<br><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Puggina</a> é membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor.</p>



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