“Nietzsche arranca o momento estético da razão e o empurra para o irracional transfigurado metafisicamente.”
Jürgen Habermas
Nietzsche foi um homem franzino e raquítico que só “admirava homens militares” (sic, Bertrand Russell). Para Nietzsche, quem não fosse militar e guerreiro não lhe merecia respeito.
Ora, foi este Nietzsche, que teve um caso incestuoso com a própria irmã, que critica a defesa da existência do livre-arbítrio no ser humano: naturalmente que, para ele, fornicar com a própria irmã não dependia da sua própria vontade, mas de uma espécie de determinismo que ele não podia controlar. É o mesmo argumento dos “gays já nasceram assim”: há muito de Nietzsche no movimento político LGBTQPBBQ+.
Nietzsche começa a mixórdia literária com um plural majestático — “Nós somos indulgentes” — e acaba por se contradizer orgulhosamente, quando pretende julgar e castigar os “teólogos” que, segundo ele, julgam e castigam: alegadamente, os teólogos são culpados (segundo Nietzsche) porque querem encontrar culpados na Humanidade.
A ausência de livre-arbítrio dá muito jeito a quem defende, por exemplo, a prática da pedofilia e, no caso de Nietzsche, do incesto. Faz lembrar aquele pedófilo que argumenta perante o juiz:
“Sr. Dr Juiz! Eu não tenho culpa! A culpa de eu ter “comido” a criancinha é dos meus genes!”
Com Nietzsche, a situação é semelhante: a culpa de ele ter “comido” a própria irmã é dos seus (dele) genes! O livre-arbítrio (no ser humano) não é para aqui chamado; é mentira de “teólogos”.
Faço minhas as palavras de Bertrand Russell acerca de Nietzsche :
“Detesto Nietzsche … porque os homens a quem admira são conquistadores cuja glória é a perícia de matar homens. (…) Nietzsche despreza o amor universal”.
E foi este “Untermensch” raquítico, enfezado, apoucado, mesquinho, quase anão, que criou o “Super-homem” que ajudou a formar o nazismo…
Se olharmos para o nosso passado e refletirmos sobre ele, parece-nos que existiu um determinismo na nossa ação, na medida em que esse passado não pode ser mudado; mas se olharmos exclusivamente para o nosso presente e para o que queremos fazer a partir de agora, verificamos que de fato somos providos de livre-arbítrio [liberdade].
O ser humano não está totalmente submetido ao determinismo das leis da natureza; e por isso é que as ciências sociais falham invariavelmente.
Por Orlando Braga.
Originalmente publicado em 1º de julho de 2025, no website do autor.
Notas da Editoria:
1. Imagem da capa: “The turin horse: Did empathy drive Nietzsche to madness?”, Mathieu Laca.
2. Por motivos técnicos, alteramos o título original, que era: Nietzsche, o “Untermensch” raquítico, enfezado, apoucado, mesquinho, que criou o “Super-homem”.

















