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	<title>Arquivos Capitalismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Arquivos Capitalismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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		<title>O pensamento de Gramsci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos I. S. Azambuja]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 04:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Gramsci]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Diz </em><span data-tooltip="Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) foi autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural." data-tooltip-position="bottom"><em>Goethe</em></span><em>, quando a gente não sabe o que fazer, uma palavra é como uma tábua para o náufrago.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947-2022), <em><a href="https://amzn.to/3QRajcF" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Jardim das Aflições</a></em> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Sebastiano Francesco Gramsci (1891-1937) militante marxista italiano, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Passou anos no cárcere, onde escreveu os ''Cadernos do Cárcere'' os quais descrevem suas ideias sobre hegemonia cultural e poder.">Antonio Gramsci</span>, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, foi o primeiro teórico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Marxismo é uma doutrina filosófica, política e econômica criada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX, baseada no materialismo histórico-dialético. Analisa a sociedade através da luta de classes e crítica do capitalismo, propondo a superação deste por um sistema socialista/comunista.">marxista</span> a compreender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Os bolcheviques eram a ala radical do Partido Operário Social-Democrata Russo, liderada por Vladimir Lenin, que defendia a revolução socialista imediata e a ditadura do proletariado.">bolcheviques russos</span>. Nesse sentido, ofereceu um novo “<em>Que Fazer</em>” ao Ocidente desenvolvido. Aquilo que ele chamou de&nbsp;<em>“sociedade civil</em>” — rede de instituições educativas, religiosas e culturais que disseminam modos de pensar — era, na Rússia, incapaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário, uma vez que o Estado <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Czarista refere-se ao regime político, partidários ou características da Rússia antes da Revolução de 1917, caracterizado pelo absolutismo monárquico onde o Czar (imperador) detinha poder total.">czarista</span> fundamentava-se na ignorância, na apatia e na repressão, e não no consentimento voluntário dos súditos. Na ausência de uma articulação complexa da <em>“sociedade civil</em>” em condições de absorver a insatisfação, a única defesa da velha ordem era constituída pelo aparelho do Estado, que Gramsci denomina de&nbsp;<em><em>“</em>sociedade política</em>”. O conjunto difuso da <em><em>“</em>sociedade civil</em>”, que propaga a ideologia da classe dominante, não existia na Rússia.</p>



<p>Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.</p>



<p>Dessa forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica.</p>



<p><strong>Segundo a linguagem colorida de Gramsci, o proletariado precisa transformar-se em força cultural e política dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o Partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.</strong></p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “<em>sociedade civil</em>” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “<em>revolução do espírito”,</em>&nbsp;toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.</p>



<p>O comunismo de Gramsci é a “<em>versão ocidental</em>” do comunismo, e ao proclamar o diálogo e aceitar o debate, próprios dos sistemas verdadeiramente democráticos, trabalha sobre todas as formas de expressão cultural, atuando sob a cobertura do pluralismo, com a contribuição de todos aqueles que por compartilhar a ideologia marxista, por&nbsp;<em>snobismo</em>, por conveniência ou por negligência, se somam voluntária ou involuntariamente a essa nova expressão do “<em>frentismo</em>”, chamando “<em>fascistas</em>” ou “<em>retrógados</em>” aqueles que se opõem a essa forma de pensar e atuar.</p>



<p>Nessa confusão de idéias, chega-se a substituir a contradição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere-se à filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel">hegeliana</span> de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“<em>burguês – proletário</em>”</span> (tese e antítese) pela de “<em>fascista – anti-fascista</em>”. O inimigo não é patrão e sim o fascista. Assim surge o mito do fascismo, que nada tem a ver com o fascismo histórico, sem dúvida questionável.</p>



<p>Quem quer que defenda os valores tradicionais da cultural ocidental é tachado de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>fascista</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> e considerado genericamente como&nbsp;<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span>um mal</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. O grande erro dos comunistas, segundo Gramsci, foi o de crer que o Estado se reduz a um simples aparato político. Na verdade, o Estado atua não apenas com a ajuda do seu aparato político, como também por meio de uma ideologia que descansa em valores admitidos que a maioria dos membros da sociedade têm como supostos. A referida ideologia engloba a cultura, as idéias, as tradições e até o sentido comum. Em todos esses campos atua um poder no qual também se apóia o Estado: o poder cultural.</p>



<p>A necessidade de uma reforma intelectual e moral para lograr uma mudança de mentalidade nas sociedades ocidentais que foram constituídas por convicções, critérios, normas, crenças, pautas, segundo a concepção cristã da vida, é de suma importância para o triunfo da revolução mundial.</p>



<p>Porém, nesse propósito de formação de uma nova consciência proletária, o gramscismo encontra um obstáculo: a religião. De acordo com os estudos de Gramsci, a Igreja Católica, encarada como inimiga irreconciliável do comunismo, utiliza elementos fundamentais e comuns na sociedade, chegando a toda população, tanto urbana como rural. O catolicismo, segundo Gramsci, é uma doutrina geral simplificada a fim de ser entendida por todos. Analisando esse fato, Gramsci chegou à conclusão que uma das chaves da sobrevivência do catolicismo ao longo dos séculos foi o fato de que em seu seio conviveram harmonicamente humildes e elites, sentenciando que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>a Igreja romana sempre foi a mais tenaz em impedir que oficialmente se formem duas religiões: a dos intelectuais e a das almas simples</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</p>



<p>Concluiu qu e é a Igreja Católica que inspira a formação desse sentido comum cristão e, por conseguinte, era preciso erradicá-lo mediante uma ação não violenta já que essa via seria repelida pelas sociedades ocidentais, onde influi e gravita o consenso e a vontade das maiorias. Gramsci afirmou que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>os elementos principais do sentido comum são ministrados pelas religiões e, por isso, a relação entre o sentido comum e a religião é muito mais íntima do que a relação entre o sentido comum e os sistemas filosóficos dos intelectuais</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. “<em>Então</em>&nbsp;— prossegue Gramsci —&nbsp;<em>todo o movimento cultural que tenda a substituir o sentido comum e as velhas concepções do mundo deve repetir incansavelmente os próprios argumentos, variando suas ‘formas’”.</em></p>



<p>Dessa forma, as novas concepções se difundem utilizando sofismas, dando novas interpretações a fatos históricos e chegando a parafrasear o Evangelho em alguns casos, mostrando distintos “<em>ensinamentos</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> de determinadas passagens bíblicas, tal como a expulsão dos mercadores do Templo de Deus, utilizando-os como argumentos para justificar a violência e fortalecer a imagem do “<em>Cristo guerrilheiro</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>, criada pelos&nbsp;<em>“cristãos revolucionários<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</em></p>



<p>Essas concepções, porém, não deverão ser apresentadas em formas puras, uma vez que o povo não as aceita na medida que provoquem uma mudança traumática. Para isso, devem ser apresentadas como combinações, explorando “<em>a crise intelectual e a perda da fé na concepção que se deseja mudar<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Por isso, diz Gramsci, não se deve enfrentar frontalmente a Igreja Católica, e sim criar os enfrentamentos em seu seio. Enfrentamentos que não sejam apresentados como provocados por causas exógenas e sim endógenas.</p>



<p>Acrescente-se que o marxismo de Gramsci se apresenta como uma interpretação “<em>filosófica</em>” distinta do marxismo conhecido. Não há filosofia e práxis; existe uma igualdade entre pensamento e ação ao ponto em que tudo é considerado ação. Em conseqüência, a “<em>filosofia da práxis<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> deve ser elaborada partindo de uma equivalência entre filosofia e política, e deverá ser construída como ciência da história, posto que filosofia e história são indissociáveis. Diz Gramsci que “<em>a filosofia da práxis supera as precedentes, por isso é original, especialmente porque abre uma via completamente nova, ou seja, renova totalmente o modo de conceber a filosofia mesma<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Quanto ao papel dos intelectuais, ele deixa claro que a tarefa de agente da mudança na nova concepção de mundo não pode ser desenvolvida pelos intelectuais burgueses, considerados “<em>o elo mais débil do bloco burguês<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>. Devem surgir “<em>novos<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> intelectuais da massa do povo. Dessa forma, a tarefa a ser desenvolvida por essa “<em>nova<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> elite será a de formar uma vontade coletiva e lograr a reforma moral e intelectual, agregando que uma reforma cultural que eleve os extratos submersos da sociedade não pode ocorrer sem uma prévia reforma econômica e uma mudança na sua posição social. Por isso, afirmou que&nbsp;<em>“uma reforma intelectual e moral tem que ser vinculada forçosamente a um programa de reforma econômica<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em><a href="https://web.archive.org/web/20160614015532/http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250"></a></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/carlosazambuja/">Carlos I. S. Azambuja</a><a href="https://culturadefato.com.br/author/ricardohashimoto/"></a>.<br>Publicado originalmente em 27 de abril de 2005, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Os embaixadores</em>” (1533), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hans Holbein (1497-1543), o Jovem, foi um pintor suíço, um dos mestres do retrato no Renascimento, além de desenhista de xilogravuras, vidrarias e peças de joalharia.">Hans Holbein</span> (1497-1543), o Jovem.<br><br>A imagem foi escolhida por sua densidade simbólica e pela forma como representa a complexa relação entre poder, conhecimento e construção da realidade. A obra reúne, de maneira aparentemente harmoniosa, elementos científicos, religiosos e políticos, sugerindo uma ordem racional e estável. No entanto, essa estabilidade é apenas aparente.<br><br>O detalhe mais emblemático da pintura — o crânio distorcido em primeiro plano [<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Embaixadores#/media/Ficheiro:Hans_Holbein_the_Younger_-_The_Ambassadors_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">consultar imagem integralmente</a>], visível apenas a partir de um ângulo específico — revela que a compreensão da realidade depende da perspectiva adotada. Esse recurso visual dialoga diretamente com a ideia de que valores, crenças e interpretações são moldados por mediações culturais e intelectuais.<br><br>Assim, a escolha da obra busca ilustrar, de forma sutil, o tema central do texto: a disputa no campo das ideias, onde a transformação social não se dá apenas por confrontos diretos, mas pela lenta e contínua reconfiguração dos modos de ver, pensar e interpretar o mundo.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?,</a></em><br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entenda-o-marxismo-em-um-minuto/"><em>Entenda o marxismo em um minuto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/henryhazlitt/">Henry Hazlitt</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/instituicoes-nao-se-derrubam-se-reformam/">Instituições não se derrubam, se reformam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/reflexoes-sobre-a-execucao-de-luis-xvi/">Reflexões sobre a execução de Luís XVI</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/liberte-egalite-fraternite-o-carvalho/"><em>Liberté, Egalité, Fraternité, o Carvalho…</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/edgarcia/">Ed Garcia</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/DisneylandWoke.jpg" alt="Disneyland Woke, Tearing Down the Past (2022). Desenho por Edwin Loftus." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><em>Wokismo nova face da revolução anticristã</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joseureta/">José A. Ureta</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><em>As contradições inerentes ao Estado</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/murrayrothbard/">Murray N. Rothbard</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MendingTheNation_Jon-McNaughton.jpg" alt="Obra: &quot;Mending the nation&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><em>A essência do conservadorismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>Minha descoberta racional do conservadorismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luís Afonso Assumpção]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 00:38:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Nazifascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Paralaxe Cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[Relativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Encontrei num dicionário na web uma definição de <em>conservador</em> absolutamente perfeita: 'é o sujeito otimista com relação ao passado e pessimista com relação ao futuro'. É exatamente isto.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/">Minha descoberta racional do conservadorismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Não tire uma cerca antes de saber por que ela foi colocada.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span> <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874-1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Sempre imaginei o ser humano como resultado concreto e final de um exercício de criação divino.</p>



<p>Isso pode ser um pouco religioso ou metafísico demais para um mundo que se acostumou a nivelar tudo por baixo, que simplesmente finge que o que não entende “não existe”, mas é ainda a melhor explicação para o ser humano.</p>



<p id="RefNota01">“Melhor” por quê? Oras porque não somos de maneira alguma “animais”. Talvez a classificação do ser humano como representante do reino animal — feita pelo próprio ser humano — seja o único caso em que a famosa “paralaxe cognitiva”<strong><sup><a href="#Nota01">1</a></sup></strong> seria de fato autêntica. Explico: o simples fato de o homem ser o único ser que tem a capacidade de classificar dentro de uma estrutura racional de significados todos os outros animais, o deveria colocar automaticamente fora desta mesma classificação — afinal, nenhum dos animais analisados é capaz de tal façanha. Então o homem, quando classifica todas as espécies animais em filo, gênero e espécie, se coloca evidentemente numa visão superior a todos os animais. E o faz por estar fora desta mesma classificação. Foi nada menos do que uma tragédia o fato de que ao final do processo tenha ele mesmo se auto-classificado junto aos primatas, com um título nada animador de “animal racional”. Nem o cargo de “rei dos animais” nos sobrou.</p>



<p>Pois bem, esta percepção de que estamos acima do reino animal em todos os aspectos, menos no “construtivo”, é derivada de um senso comum. E a origem deste “senso comum”, descobri agora há pouco, tem a ver com uma tradição conservadora.&nbsp;</p>



<p>Encontrei num dicionário na <em>web</em> uma definição de “conservador” absolutamente perfeita: “é o sujeito otimista com relação ao passado e pessimista com relação ao futuro”. É exatamente isto. E ainda acrescento que o pessimismo em relação ao futuro se dá na exata percepção de avançamos no tempo perdendo a cada dia pedaços ainda maiores de nossa própria humanidade. Num futuro não muito distante talvez nem o título de animais “racionais” possamos usar. O racionalismo é conservador.</p>



<p>Mas de onde surge esta sensação de perda? Não é nostalgia. Para mim é o simples ceticismo que acompanha qualquer análise minimamente racional da atualidade.</p>



<p>Descobri que o meu modo de funcionamento era mesmo este: sempre desconfiar de qualquer explicação inovadora ou “revolucionária”, daquelas do tipo “esqueça tudo o que você já viu sobre&#8230;”. O fato é que não dá para esquecer, não podemos partir do zero a cada pseudo-revolução. Este é o ponto. Se a “novidade” é inconsistente, prefiro ficar com a última explicação.</p>



<p>Este é o porquê do meu apego pelo capitalismo: não é que eu morra de amores por ele (já escrevi até que o “odeio” em <em>post</em> anterior), mas é o único sistema econômico que funcionou até hoje. E o que mais respeitou a liberdade individual e econômica, quando atrelada ao regime democrático.</p>



<p>O binômio capitalismo (liberal) de um lado e a democracia de outro são dois dos pilares básicos do que eu chamaria de “realismo” político/econômico. Considero como “realismo” tudo o que se pode estabelecer como verdade absoluta ou pelo menos a coisa mais próxima dela. No caso do capitalismo e a democracia ainda têm a vantagem de serem verdades perfeitamente mensuráveis: não há outro regime que possa ser considerado mais justo e mais eficiente em produzir riquezas e gerar satisfação material às pessoas.</p>



<p>O fato de haver milhares de pessoas lutando por ditaduras e pela implantação de alguma forma de comunismo hoje em dia, só me faz ver que existem outras verdades absolutas: a burrice e a apatia mental dos tempos atuais são incontestáveis.</p>



<p>Mas faltava alguma coisa: eu tinha elementos realistas para embasar minha defesa da liberdade política e econômica, mas não para um sistema de valores morais ou “humanistas”, em que se baseia o conservadorismo.</p>



<p>Mas havia a certeza de que o binômio democracia/capitalismo só pode existir num ambiente social no qual as pessoas compartilhem a mesma visão e os mesmos valores morais. É o que chamam de sociedade de confiança.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Eric Voegelin (1901-1985) foi filósofo, historiador e cientista político alemão, radicado nos Estados Unidos.">Voegelin</span> observou como o “senso comum” era um grande diferencial nas sociedades britânicas e americanas. Um senso comum tão arraigado que “blindou” estes países às influências mais perversas do século vinte: totalitarismo nazi-fascista e comunista. O senso comum é também a minha base de avaliação do mundo. É uma percepção intuitiva de conservadorismo.</p>



<p>A base deste conservadorismo não é só a “nostalgia” do passado ou a manutenção de tradicionalismos. Significa que determinados valores não podem ser colocados de lado em favor de outros “mais evoluídos” simplesmente pela razão de que a “evolução” nunca ter sido provada.</p>



<p>A compreensão de que minha simpatia pelo passado era muito mais do que simples “nostalgia”, mas a intuição de que elas abarcavam definições muito mais completas e complexas da própria humanidade, veio com o estudo dos filósofos clássicos.</p>



<p>A isto eu devo imensamente ao meu mestre Olavo de Carvalho: antes de tudo Olavo é um grande divulgador da tradição filosófica conservadora, traçando uma linha que vai dos antigos gregos até o judaísmo-cristianismo. Ao conhecer a história do pensamento filosófico, acabei por conhecer os fundamentos teóricos do conservadorismo.</p>



<p>Com isso pude enfim somar mais um sustentáculo — o mais importante — ao edifício do capitalismo liberal e democrático. Sem uma base de defesa de valores conservadora, o edifício não se sustenta.</p>



<p>No mundo de hoje, isso é especialmente dramático, pois o curso do pensamento conservador acabou assoreado por toneladas de relativismos, pós-modernismos entre outros, que transformaram a filosofia num grande supermercado de idéias, sem que nenhuma contradiga outra.</p>



<p>Os tempos atuais avançam até para dizer que o conservadorismo, o realismo não passam de mais um relativismo&#8230;</p>



<p>Tomo como exemplo a obra do “filósofo” <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles Feitosa é doutor em Filosofia pela Universidade de Freiburg, Alemanha. É professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da UNIRIO.">Charles Feitosa</span> “<a href="https://www.estantevirtual.com.br/livro/explicando-a-filosofia-com-arte-0V3-9962-000-BK" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Filosofia com arte</a>” em que sob o capítulo “vantagens e desvantagens do relativismo” afirma que o realismo (e os realistas) querem impor a “sua” visão a todos os outros. Cita como exemplo de “realista” o nacional-socialismo alemão&#8230; Do outro lado temos o relativismo, que é uma maravilha, pois “respeita” a todos os tipos de pensamento&#8230;</p>



<p>O autor só não explicou como “realistas” puderam relativizar até mesmo a existência de seres humanos como fizeram nazistas e comunistas&#8230;</p>



<p>Para finalizar: a descoberta da tradição filosófica na qual se baseia o conservadorismo foi para mim como se encontrasse, no fundo de uma caverna esquecida, um tesouro, uma essência rara. Nossa obrigação é a de guardar e espalhar esta boa nova às novas gerações.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/luisafonsoassumpcao/">Luís Afonso Assumpção</a>.<br>Publicado originalmente em 21 de maio de 2005, no <em>website</em> <em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li id="Nota01">“Paralaxe cognitiva” é o fenômeno pelo qual o observador se coloca fora do campo de ação do fenômeno “universal” que pretende explicar. Exemplos: <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Karl Marx foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido). É considerado o ''pai do comunismo'', junto com Friedrich Engels.">Marx</span> explicando que à classe trabalhadora e não à burguesia pertencia o futuro da humanidade (Marx era um burguês); <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento.">Maquiavel</span> defendendo que o príncipe deveria em primeiro lugar eliminar os seus apoiadores e influenciadores, dando a entender que ele mesmo, Maquiavel, deveria ser uma das primeiras vítimas de sua invenção. <a href="#RefNota01"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Caminhante sobre o mar de névoa</em>” (aprox. 1818), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Caspar David Friedrich (1774–1840) foi um pintor de paisagens do romântico alemão, geralmente considerado o mais importante artista alemão da sua geração.">Caspar David Friedrich</span> (1774–1840).<br><br>A obra retrata um homem solitário, posicionado acima de uma paisagem encoberta por névoa, portanto contemplando um horizonte incerto. A cena simboliza a condição do indivíduo que, apoiado em fundamentos sólidos, observa criticamente um mundo cada vez mais obscurecido pela perda de referências.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-li911bh" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-li911bh gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-voce-deveria-ser-um-conservador/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/JusticeForAll.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Justice for All&quot;, criada pelo artista americano Jon McNauhgton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-voce-deveria-ser-um-conservador/">Por que você deveria ser um conservador</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/davidcharlesstove/">David Charles Stove</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/eu-sou-um-conservador/">Eu sou um conservador</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joaomellaoneto/">João Mellão Neto</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/">A essência do conservadorismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/10/LeSermentDuJeuDePaume_Jacques-LouisDavid.jpg" alt="Obra: &quot;Le Serment du Jeu de paume&quot; (década de 1790), por Jacques-Louis David (1748 – 1825)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/">Qual é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/acepcoes-do-adjetivo-reacionario/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/CollectiveReaction_2020_MariahKaminsky.jpg" alt="Obra: &quot;Reaction&quot; (2020), por Mariah Kaminsky" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/acepcoes-do-adjetivo-reacionario/">Acepções do adjetivo “reacionário”</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/12/LiberdadeArmada.jpg" alt="Obra: &quot; Liberdade armada com o cetro da razão derrubando a ignorância e o fanatismo&quot; (1793), de Louis-Simon Boizot (1743 – 1809)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/">A necessidade de uma doutrina conservadora</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/">Conservação e progresso</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-135854c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-135854c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-135854c" class="section-g-135854c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ce07mde" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ce07mde gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-nao-sou-liberal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/07/SedutaDOuvertureDelAssembleeDesEtatsGeneraux.jpg" alt="Recorte da obra &quot;Seduta d'ouverture de l'Assemblée des états généraux , 5 mai 1789&quot;, criada pelo pintor francês Couder Auguste (1789 - 1873)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-nao-sou-liberal/"><em>Por que não sou liberal</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/stephenkanitz/">Stephen Kanitz</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-n7aoo11" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-n7aoo11 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-n7aoo11" class="section-g-n7aoo11 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ac1vcz5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ac1vcz5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/NoiteEstreladaVincentVanGogh.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/">Excertos da obra “Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/norbertobobbio/">Norberto Bobbio</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/">Minha descoberta racional do conservadorismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Apocalipse agora: Nova York por trás da cortina de ferro</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/apocalipse-agora-nova-york-por-tras-da-cortina-de-ferro/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/apocalipse-agora-nova-york-por-tras-da-cortina-de-ferro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dr. Alexander Nussbaum]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 07:23:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[David Dinkins]]></category>
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		<category><![CDATA[Rudy Giuliani]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Zohran Mamdani]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Hitler foi um socialista e um 'muçulmano disfarçado'. Mamdani é um socialista e um muçulmano declarado. Os judeus na cidade de Nova York têm o mesmo futuro que os judeus tiveram na Europa de Hitler.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/apocalipse-agora-nova-york-por-tras-da-cortina-de-ferro/">Apocalipse agora: Nova York por trás da cortina de ferro</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Estou velho e doente demais para deixar este inferno, e já espero morrer na Nova York de Mamdani.</em>”<br>Dr. Alexander Nussbaum</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Em 4 de novembro de 2025, a <em>cortina de ferro</em><strong><sup><a id="RefNota01" href="#Nota01">1</a></sup></strong> desceu sobre a cidade de Nova York. Esse dia marca o fim desta cidade como centro financeiro e cultural. Marca também o final da vida judaica na cidade. Qual é a diferença entre o Monte Everest e a Nova York de <span data-tooltip="Zohran Kwame Mamdani, nasceu em 1991 em Kampala (Uganda). Foi eleito prefeito de Nova York em 4 de novembro de 2025. É membro do Partido Democrata e dos Socialistas Democráticos da América, muito conhecido por defender políticas de esquerda radical." data-tooltip-position="top">Mamdani</span>? Ambos são extremamente perigosos. Nenhum dos dois tem mercearias nem força policial. Mas o Monte Everest ainda receberá turistas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A vida humana não tem valor no socialismo</h2>



<br>



<p>A ideia de que a vida humana possua algum valor especial é um conceito estranho à maior parte da história e do pensamento humano. Esse valor só existe no Ocidente e somente após séculos de síntese entre os valores iluministas e os valores judaico-cristãos. Nas universidades, hoje dominadas pelo pós-modernismo, ensina-se que “um rato, um porco, um cachorro e um ser humano têm o mesmo valor moral.” A tragédia de Israel é que, desde antes da sua independência, enfrenta inimigos que não atribuem qualquer valor à vida de seus próprios filhos — muito menos à vida de crianças judias.</p>



<p>Quando um móvel velho se torna inconveniente, nós o quebramos e jogamos fora. Não há dilema moral nisso. Mas esse é o <em>status</em> da vida humana em qualquer lugar onde a combinação entre valores iluministas e valores judaico-cristãos não é reconhecida ou aceita.</p>



<p>É curioso quando socialistas, que não atribuem valor à vida humana, afirmam se preocupar com “corujas-pintadas”. No entanto, todo esse discurso serve para justificar o ataque ao capitalismo e à liberdade. A “crise” da coruja-pintada foi usada como pretexto para impedir construções e atividades madeireiras.<strong><sup><a id="RefNota02" href="#Nota02">2</a></sup></strong> Corujas, porém, não são exatamente uma espécie ameaçada: o plano da administração <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Joseph Robinette ''Joe'' Biden Jr.: 46.º presidente dos Estados Unidos e 47.º vice-presidente entre 2009 a 2017 (pelo governo de Barack Obama). Filiado ao Partido Democrata. ">Biden</span> previa gastar 1,4 bilhão de dólares para eliminar cerca de 450 mil corujas-de-barriga-listrada!<strong><sup><a id="RefNota03" href="#Nota03">3</a></sup></strong> Essa espécie é maior, mais forte, mais agressiva, possui dieta mais ampla e compete diretamente pelo mesmo território da coruja-pintada — e está vencendo. Isso se chama evolução. As corujas-pintadas e as corujas-de-barriga-listrada são tão próximas que podem produzir descendentes férteis, e o cruzamento já está acontecendo. “Corujas híbridas” podem ser o futuro. Mas, curiosamente, os “progressistas” tornam-se criacionistas fixistas quando a narrativa envolve a defesa de políticas que ajudam a destruir o capitalismo.</p>



<p>A vida humana não tem valor para o Hamas e para os islamistas que Mamdani apoia. Ela não terá valor na Nova York de Mamdani. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span> foi um socialista e um “muçulmano disfarçado”. Mamdani é um socialista e um muçulmano declarado. Os judeus na cidade de Nova York têm o mesmo futuro que os judeus tiveram na Europa de Hitler.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Algumas previsões sobre a vida na cidade de Mamdani</h2>



<br>



<p>Os nova-iorquinos devem lembrar que, Mamdani é um progressista apenas para derrubar a sociedade judaico-cristã — ele é, no fundo, um islamista. Claro, a curto prazo ele apoia <em>drag queens</em> fazendo proselitismo com crianças de seis anos nas escolas. Mas os progressistas, se souberem ler, deveriam pesquisar como os <em>gays</em> são tratados em países muçulmanos. Alguns amigos de Mamdani são bastante explícitos sobre como acham que <em>gays</em> deveriam ser tratados.</p>



<p>É claro que os filhos sionistas — “porcos e cães”<a id="RefNota04" href="#Nota04"><strong><sup>4</sup></strong></a> — serão os primeiros a ser eliminados. Mas, eventualmente, também chegarão as chamadas “aulas de voo”<strong><sup><a id="RefNota05" href="#Nota05">5</a></sup></strong> para <em>gays</em>.</p>



<p>O socialismo funciona como uma teocracia brutal, mas o seu “deus” não é o Deus judaico-cristão — é o próprio Estado.</p>



<p>Estou velho e doente demais para deixar este inferno, e já espero morrer na Nova York de Mamdani.</p>



<p>Mudanças estão chegando a Nova York… fechamento de supermercados, escassez de alimentos, filas por pão. Como meu pai aprendeu quando jovem, pão embolorado e água são mais do que suficientes para os camaradas. Os <em>hipsters</em> que votaram em Mamdani e ficam indignados quando o <em>venti chai latte</em> com leite de amêndoas<strong><a id="RefNota06" href="#Nota06"><sup>6</sup></a></strong> é preparado errado terão um rude despertar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os nova-iorquinos irão descobrir algumas coisas sobre os comunistas.</h2>



<br>



<p>Você até pode eleger comunistas, mas não consegue tirá-los do poder depois. “Camaradas” não permitem que o povo escolha seus governantes novamente. Não espere que alguém que não seja comunista volte a controlar Nova York tão cedo.</p>



<p>“Socialista democrata” é apenas um rótulo elegante que estalinistas usam quando lhes convém. Socialistas defendem execuções públicas. Meu pai testemunhou isso com os próprios olhos quando viveu sob o chamado “socialista democrático” <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Joseph Stalin</span>.</p>



<p>Mamdani vai fazer <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="David Dinkins foi o primeiro prefeito negro de Nova York, governou entre 1990 e 1993. Seu mandato ocorreu durante um período de violência urbana e tensões raciais. Foi muito criticado pela forma como lidou com os distúrbios de Crown Heights.">David Dinkins</span> parecer <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Rudy Giuliani foi prefeito de Nova York de 1994 a 2001 e ficou conhecido por sua política de tolerância zero contra o crime, que reduziu drasticamente a violência na cidade. Ele ganhou enorme destaque nacional após sua atuação durante o 11 de Setembro, sendo visto como figura de liderança no caos.">Rudy Giuliani</span>. Dinkins tolerou um <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pogrom é um termo que significa ataque violento, organizado e coletivo contra um grupo étnico ou religioso, geralmente judeus. Historicamente envolve: multidões atacando casas, lojas, sinagogas e espancamentos, assassinatos e saques.">pogrom</span>. Mas aquilo vai parecer brincadeira de criança perto do pogrom que está por vir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mamdani vai administrar o golpe de misericórdia</h2>



<br>



<p>Nova York vinha registrando cerca de quatrocentos homicídios por ano nos últimos anos, o que, para uma cidade do seu porte, é um número relativamente baixo.</p>



<p>Durante o governo de David “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pogrom é um termo que significa ataque violento, organizado e coletivo contra um grupo étnico ou religioso, geralmente judeus. Historicamente envolve: multidões atacando casas, lojas, sinagogas e espancamentos, assassinatos e saques.">Pogrom</span>” Dinkins, o pico chegou a 2.245 homicídios em 1990. Esse recorde vai ser facilmente ultrapassado poucos meses depois que Mamdani assumir o cargo.</p>



<p>Calculo que uma estimativa modesta do número de assassinatos na cidade de Nova York sob o governo de Mamdani seja uma taxa equivalente à de muitas cidades no México, Venezuela e Brasil: cem por 100 mil habitantes por ano. Essa taxa é endêmica nas Américas ao Sul dos Estados Unidos. Se a cidade de Nova York tem dez milhões de habitantes, legais e ilegais, isso se traduz em dez mil assassinatos por ano. Assassinato na cidade de Nova York será, na prática, legal. &nbsp;Com a polícia sem financiamento, apenas os assassinatos de membros de alto escalão do partido serão investigados. Como se pode investigar dez mil assassinatos?</p>



<p>Vi três prefeitos de Nova York tentaram destruir a cidade: <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Lindsay foi prefeito de Nova York entre 1966 e 1973.">John Lindsay</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="David Dinkins foi prefeito de Nova York entre 1990 e 1993.">David Dinkins</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bill de Blasio foi prefeito de Nova York entre 2014 e 2021.">Bill de Blasio</span>. Mas, em comparação a Mamdani, eles teriam causado apenas ferimentos superficiais. Mamdani, será quem dará o golpe de misericórdia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Epílogo: Uma explicação do que aconteceu</h2>



<br>



<p>Como alguém cujas ideias já foram responsáveis por centenas de milhões de mortes, e que tem aliados ligados ao atentado do World Trade Center, consegue vencer a eleição para prefeito com uma enorme margem de votos?</p>



<p>Como alguém cujas crenças já foram responsáveis ​​por centenas de milhões de mortes, cujos amigos e associados explodiram o World Trade Center, pode vencer a eleição para prefeito com uma vitória esmagadora? Nova York era um antro de depravação moral. Mamdani é o castigo moderno para Sodoma e Gomorra. Uma cidade “progressista e moderna” será destruída por um governo progressista e moderno. Mamdani é o fogo e o enxofre que punirá Nova York por seus pecados.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexandernussbaum/">Dr. Alexander Nussbaum</a>.<br>Traduzido do inglês pela editoria da Cultura de Fato. Para acessar o artigo original, <a href="https://canadafreepress.com/article/apocalypse-now-new-york-city-behind-the-iron-curtain" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas do tradutor:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li id="Nota01">Metáfora que faz referência à <em>Cortina de Ferro</em> da Guerra Fria: a barreira ideológica que separava o mundo comunista (ditaduras socialistas do Leste Europeu) do Ocidente democrático. <a href="#RefNota01"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota02">As corujas-pintadas vivem em florestas antigas. Para protegê-las, foi proibida a exploração de madeira em grandes áreas, o que impactou a economia madeireira e resultou em perda de empregos. Depois, descobriu-se que o principal problema para a sobrevivência da espécie não era a atividade humana, mas sim outra coruja: a coruja-de-barriga-listrada, maior, mais agressiva, com dieta mais variada e que disputa o mesmo território. <a href="#RefNota02"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota03"><a href="https://noticiasambientales.com/animais/a-polemica-medida-de-donald-trump-contra-as-corujas-1300-milhoes-para-mata-las/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://noticiasambientales.com/animais/a-polemica-medida-de-donald-trump-contra-as-corujas-1300-milhoes-para-mata-las/</a> <a href="#RefNota03"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota04">Expressão que reflete linguagem típica de grupos jihadistas como Hamas ao se referirem a judeus e israelenses, utilizando termos que visam desumanizar o inimigo. <a href="#RefNota04"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota05">O autor faz referência às execuções de homossexuais realizadas por grupos jihadistas (como o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Estado Islâmico do Iraque e da Síria (em inglês, Islamic State of Iraq and Syria).">ISIS</span>), que jogavam pessoas de edifícios altos como forma de punição pública. <a href="#RefNota05"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota06"><em>Venti chai latte</em> é uma bebida de cafeteria, especialmente conhecida na rede Starbucks. <a href="#RefNota06"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>New York</em>” (1911), de Oleg Ryzhkov.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia também:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-assassinato-de-charlie-kirk-amplia-sua-voz-e-revela-a-imortalidade-da-verdade/">O assassinato de Charlie Kirk amplia sua voz e revela a imortalidade da verdade</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/inquisicao-mito-e-realidade-historica/">Inquisição: Mito e realidade histórica</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/romankonik/">Roman Konik</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/como-o-estado-monopoliza-a-violencia/">Como o Estado monopoliza a violência?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/marcellomazzilli/">Marcello Mazzilli</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vamos-falar-sobre-violencia-politica/">Vamos falar sobre violência política</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm666515" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm666515 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm666515" class="section-gm666515 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/degeneracao-da-justica/">Degeneração da Justiça</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pelodicruz/">Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/precisamos-falar-sobre-os-crimes-do-estado-contra-o-individuo/">Precisamos falar sobre os crimes do Estado contra o indivíduo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/variusavitusbassianus/">Varius Avitus Bassianus</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/">Por que os alemães apoiaram Hitler</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/sao-paulo-nao-dorme-paulistanos-nao-acordam/">São Paulo não dorme; paulistanos não acordam!</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/">A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<item>
		<title>Espírito de época</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeffrey R. Nyquist]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 03:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Livre Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Gottfried]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Baskerville]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Por conta de o pai não ser mais necessário e o novo regime prometer dar apoio a todos que passarem por necessidades, a sociedade se transformou e o espírito da época já não é mais capitalista.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/">Espírito de época</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O futuro da humanidade passa pela família.</em>”<br><span data-tooltip-position="bottom" data-tooltip="Karol Józef Wojtyła (1920 - 2005), papa João Paulo II. Iniciou o pontificado em 22 de outubro de 1978 e finalizou em 2 de abril de 2005. Foi canonizado no dia 27 de Abril de 2014, dia em que foi comemorada a festa da Divina Misericórdia, estabelecida por João Paulo II.">Papa João Paulo II</span> (1920 &#8211; 2005)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Por que o livre mercado está recuando e por que o Estado está sempre avançando? Em tempos passados era óbvio a todos que a única garantia da prosperidade era a liberdade. Hoje as pessoas acreditam que o governo pode resgatar todos da pobreza. Só que agora o governo está secando a economia até a última gota, pois ele se tornou o grande monstro consumidor que pisoteia o mercado e desmoraliza o investimento. Uma pergunta tem de ser feita: Por que o mercado não conseguiu se defender satisfatoriamente? Acredito que a resposta está no espírito da épica e nas condições que possibilitaram a ascensão desse espírito.</p>



<p>Na parte final do livro&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/436Whau" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Strange Death of Marxism</a>,</em> <span data-tooltip="Paul Edward Gottfried é um filósofo político paleoconservador americano, historiador, colunista e professor emérito de Humanidades no Elizabethtown College na Pensilvânia. Atualmente é editor-chefe da revista Crônicas. Nasceu em 1941 na cidade de New York." data-tooltip-position="top">Paul Gottfried</span>, há uma breve explicação sobre o declínio da sociedade de mercado, que logo recai para uma “democracia administrada”. Gottfried escreve que “A consolidação de um estado administrativo que apela à ideia de oferecer serviço ao povo por meio de uma gestão &#8216;científica&#8217;, selou o destino da sociedade a qual ele tomou conta. O novo regime se apropriou das funções da família vitoriana e passou a mediar as relações entre pais e filhos e de casais em disputa; eventualmente ele passou a presidir uma sociedade de consumidores descuidados e desenraizados.”</p>



<p>Deve-se admitir que Gottfried está na pista certa quando ele escreve sobre o “novo regime” que se apropria das funções da família vitoriana. Eis a chave para se entender tudo que está acontecendo nos dias de hoje. Além disso, o novo regime “administrado” teve como seu maior e mais decisivo feito a aniquilação do pai de família. Se alguém duvida do impacto dessa revelação, considere a&nbsp;<a href="https://web.archive.org/web/20150322203154/http://www.cdc.gov/nchs/fastats/unmarry.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">estatística de 2010 do CDC</a>&nbsp;dizendo que 40.8% de todos os nascimentos provém de mulheres solteiras.</p>



<p>Meus colegas libertários podem perguntar porque nascimentos fora do casamento estão relacionados com a destruição do capitalismo. A resposta é simples. O Estado de bem-estar social alimentou essa catástrofe social da orfandade paterna. Por conta de o pai não ser mais necessário e o novo regime prometer dar apoio a todos que passarem por necessidades, a sociedade se transformou e o espírito da época já não é mais capitalista. Ele é agora estadista. E agora, ao invés de milhões de pais tomando conta dos seus filhos e esposas, temos o governo no lugar. Isso é verdade pelo menos em princípio, pois em última análise pode se dizer que todas mulheres têm um verdadeiro e firme esposo. Esse esposo é o Estado.</p>



<p>O capitalismo é um sistema de propriedades, e a paternidade é a fonte permanente da propriedade. Isso está melhor exposto na sábia obra de <span data-tooltip="Stephen K. Baskerville é um autor e teórico político americano. Anteriormente, foi professor associado de governo no Patrick Henry College e atualmente leciona no Collegium Intermarium em Varsóvia. Nasceu em 1957." data-tooltip-position="top">Stephen Baskerville</span>, cujo artigo recente, “Porquê estamos perdendo a batalha pelo casamento” explica que “o casamento existe para ligar o pai à família”. O casamento, segundo ele, não é uma instituição de gênero neutro. É a propriedade do pai que estabelece a família como unidade econômica e que possibilita a regeneração da função materna. Sem essa propriedade não pode haver capitalismo, propriedade efetiva ou uma firme base para sustentar a economia nacional.</p>



<p>Como mostra Baskerville, onde quer que a paternidade seja descartada ou diminuída, vemos “matriarcados empobrecidos e dominados pela criminalidade e pelas drogas”. Ao fazer o papel de proprietário, o estado se torna pai desses “matriarcados”. De acordo com Baskerville, “sem a autoridade paterna, adolescentes viram selvagens e a sociedade descende ao caos”. Naturalmente, o estado tem um número cada vez maior de razões para intervir na sociedade e, por conseguinte, na economia. O que muitos defensores do capitalismo não conseguiram entender é que a conexão existente entre a autoridade paterna e o livre mercado. Eles não conseguiram entender que a erosão do patriarcado significa o surgimento de um estado leviatã (isto é, um governo cujo controle sobre a economia é cada vez maior — o socialismo).</p>



<p>A erosão do patriarcado não é acidente. Ela foi levada a cabo pelas cortes, que por meio de sentenças violaram os direitos de propriedade. Conforme explicado por Baskerville, o divórcio é o primeiro passo na destruição da liberdade: “Assim como o casamento cria a paternidade, o divórcio deliberadamente a destrói. As cortes de divórcio são, em grande parte, um método para saquear e criminalizar os pais — homens que não são acusados de crime nenhum, porém criminalizados pelos procedimentos que literalmente e legalmente não atribuem culpa alguma a eles.” Baskerville acrescenta que “Com os atuais métodos formulados contra o homem, nenhum em sã consciência irá casar e formar uma família. Nenhuma pressão de um moralista de poltrona [&#8230;] será suficiente para persuadir o homem a entrar em um casamento que é sinônimo de [&#8230;] expropriação e encarceramento”.</p>



<p>Portanto, se voltarmos às colocações de Gottfried as quais ele descreve o atual regime como um estado se apropriando das “funções da família vitoriana”, podemos encontrar uma ligação perigosa entre o colapso do livre mercado e o colapso dos lares biparentais. Dos destroços da instituição familiar, surge agora uma nova ideologia multicultural. Com a família burguesa destruída e a propriedade paterna descartada, não há nada além da administração burocrática dos destroços humanos — das crianças sem pai e das mães necessitadas de apoio estatal. Uma vez dentro desse regime, diz Gottfried, não há volta. “Os pré-requisitos sociais para um retorno ao passado, mesmo que num sentido limitado, como a volta dos papéis de gênero e um estado de bem-estar social constitucionalmente limitado como era em meados do século XX deixam de existir”. O establishment midiático e educacional “alteraram a moralidade social”.</p>



<p>Esse último assunto deve ser profundamente entendido antes de entendermos o próximo —e mais devastador — assunto colocado em pauta por Gottfried; nomeadamente, que o novo regime se estabeleceu como moralmente superior ao sistema que ele destruiu, e que essa superioridade moral é baseada na ideia de que a mídia e os educadores estão “libertando” indivíduos oprimidos da intolerância, da ignorância, da desigualdade e das injustiças do patriarcado. Segundo Gottfried, a Europa está mais susceptível a esse regime do que os Estados Unidos. E se olharmos para a falência da Europa e considerarmos a iminente falência da América, há apenas uma diferença de meses — ou poucos anos — entre o colapso daquele continente e deste país.</p>



<p>Por que o livre mercado está recuando e por que o Estado está sempre avançando? Nós mudamos a sociedade desde as suas fundações. Fizemos isso sem olharmos para o todo. Eis o espírito da época. O que se segue e ó cataclismo da época.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jeffreynyquist/">Jeffrey R. Nyquist</a>.<br><br>Artigo originalmente publicado em 17 de abril de 2013<br>no&nbsp;<em>website&nbsp;<a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>. Tradução de Leonildo Trombela Júnior.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Lendo o testamento</em>” (1820), de David Wilkie (1785 &#8211; 1841).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-mal-na-politica/">O mal na política</a></em></p>
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/aviso-de-um-filosofo/">Aviso de um filósofo</a></em></p>
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</div></div>
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		<title>Mais médicos: o petismo e a senzala cubana</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/mais-medicos-o-petismo-e-a-senzala-cubana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 03:57:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Castro Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Censura]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fidel Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Mais Médicos]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“As coberturas do poder político e econômico agasalham pessoas que pensam que os outros não pensam! Por isso, argumentam contra a imposição de sanções a autoridades brasileiras envolvidas com o tráfico de médicos cubanos como se não fosse óbvias as violações de direitos humanos cometidas naquela operação.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/mais-medicos-o-petismo-e-a-senzala-cubana/">Mais médicos: o petismo e a senzala cubana</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O mundo seria melhor se não houvesse tanta gente prometendo melhorá-lo.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



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<p class="has-drop-cap">Em pleno século XXI, na vigência do programa “Mais médicos”, o Brasil petista banalizou o tráfico de escravos. Desta feita, porém, eles não vieram das feitorias portuguesas no litoral africano, mas trazidos, em vilipendiados jalecos brancos, da “Casa Grande” comunista que a revolução de 1959 instalou na nação cubana.</p>



<p>As coberturas do poder político e econômico agasalham pessoas que pensam que os outros não pensam! Por isso, argumentam contra a imposição de sanções a autoridades brasileiras envolvidas com o tráfico de médicos cubanos como se não fosse óbvias as violações de direitos humanos cometidas naquela operação. Falo de transgressões aos princípios da liberdade individual, da dignidade da pessoa humana, da justiça, da equidade, da proporcionalidade, do valor do trabalho. Repugna toda consciência bem formada a ideia de que um país possa alugar seus cidadãos a outro, enviá-los aos magotes, como cachos de banana, beneficiar-se financeiramente dessa operação em proporções escandalosas e ainda fazer reféns as respectivas famílias por garantia da plena execução do mandado.</p>



<p>Os tempos que estamos vivendo mostram que talvez aprouvesse ao nosso regime esquerdista dispor dos brasileiros como coisas suas, assim como os Castro dispunham e seus sucessores dispõem dos cubanos. Virão dessa inspiração a ansiedade por censura, as restrições de direitos, as ameaças do poder e as prisões de natureza política?</p>



<p>Quando ouço discursos contra o capitalismo e a perversidade patronal em sistemas de liberdade econômica, lembro-me de algo que testemunhei como uma de muitas lições sobre a vida num regime comunista. Virara o século e eu estava em Havana, como turista, para ver de perto realidade tão exaltada pela militância esquerdista brasileira. Tinha na minha agenda uma visita à nossa embaixada. Ali, em conversa com a pessoa designada para me atender, ouvi falar pela primeira vez no aluguel de recursos humanos pelo Estado cubano. Contou-me que sua secretária, por exemplo, fora selecionada de uma das agências através das quais o governo de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Fidel Alejandro Castro Ruz (1926 - 2016) foi um político revolucionário de viés nacionalista e marxista-leninista.">Fidel</span> locava mão-de-obra para representações e empresas estrangeiras que funcionavam no país e no exterior. A agência estabelecera a remuneração mensal em 200 dólares, dos quais a moça recebia o equivalente, em pesos, a 20 dólares. Escândalo! Nove vezes maior, o quinhão de seu generoso patrão, o Estado comunista cubano! Diante de tão miserável realidade, a representação brasileira incluíra a servidora em seus custos e lhe repassava 500 dólares mensais.</p>



<p>Nos anos seguintes, a locação de cubanos no exterior se tornou, de longe, a maior fonte de divisas do país graças à escandalosa mais valia dessas operações. Chocante? Muito mais chocante é saber que o Brasil, em anos petistas, bateu o martelo numa operação gigantesca (cerca de 20 mil seres humanos) e não clamar vergonha, como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antônio Frederico de Castro Alves (1847 - 1871) poeta brasileiro. Escreveu clássicos como Espumas Flutuantes e Hinos do Equador.">Castro Alves</span>: “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere a José Bonifácio de Andrada e Silva, o ''Patriarca da Independência''.">Andrada</span> arranca esse <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pendão, neste contexto, refere-se ao estandarte da conquista e do poder colonial. Castro Alves, por meio de símbolos, clama pelo fim da dominação colonial e pela supremacia do saber sobre a força.">pendão</span> dos ares! <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere-se a Cristóvão Colombo (''fecha a porta de teus mares''), ele pede que se encerre também a era das navegações e conquistas coloniais.">Colombo</span>, fecha a porta de teus mares!”. Eu, ao menos, sei que não silenciei. Escrevi vários artigos a respeito. O texto acima coleta fragmentos de alguns deles.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do autor, em 16 de agosto de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>A Extração da Pedra da Loucura</em>” (1475 &#8211; 1480), de Hieronymus Bosch (1450 &#8211; 1516).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia também:</h2>



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<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-stf-e-a-admiracao-pela-ditadura-chinesa/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Execution.jpg" alt="Obra: &quot;Execução&quot; (1995), de Yue Minjun." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-stf-e-a-admiracao-pela-ditadura-chinesa/">O STF e a admiração pela ditadura chinesa</a></em>,<br>por<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/"></a> <a href="https://culturadefato.com.br/author/revistatimeline/">Revista Timeline</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-i48mmym" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-i48mmym gutentor-carousel-item"><div id="section-g-i48mmym" class="section-g-i48mmym gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ko2ffms" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ko2ffms gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/salvaram-o-estado-democratico-de-direito-mesmo-quando/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/08/TheJurist_GiuseppeArcimboldo.jpg" alt="Obra: &quot;The Jurist&quot; (1566), de Giuseppe Arcimboldo (1527 - 1593)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/salvaram-o-estado-democratico-de-direito-mesmo-quando/">Salvaram o Estado Democrático de Direito? Mesmo? Quando?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-ssww1cp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ssww1cp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ssww1cp" class="section-g-ssww1cp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sx12p99" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sx12p99 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/os-dez-esteios-do-regime/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/TheTriumphDeath_PieterBruegel.jpg" alt="Obra: &quot;The triumph of death&quot; (aprox.1562), por Pieter Bruegel (1525–1530 - 1569), o Velho." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/os-dez-esteios-do-regime/">Os dez esteios do regime</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-p7vlak4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p7vlak4 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p7vlak4" class="section-g-p7vlak4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sz22zml" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sz22zml gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-jaboticabas-no-pomar-do-eden/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Jabuticabas.jpg" alt="Obra: &quot;Jabuticabas&quot; (2019), por Rosângela Vig." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-jaboticabas-no-pomar-do-eden/">As jaboticabas no pomar do Éden</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-julho-de-2025/#Top04"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/08/MercuryAndArgus_DiegoVelazquez.jpg" alt="Obra: &quot;Mercury and Argus&quot; (1659), por Diego Vélasquez (1599 – 1660)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-julho-de-2025/#Top04">Resumo da semana, entre 28 de julho e 1º de agosto de 2025</a></em>, por Luís Ernesto Lacombe</p>
</div></div>



<div id="col-gm666515" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm666515 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm666515" class="section-gm666515 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1aec69" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1aec69 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-ja-nao-tem-um-sistema-democratico-liberal-passo-a-redundancia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/01/SupremeCourt.jpg" alt="Obra: &quot;Our Overworked Supreme Court&quot; (1885), por J. Keppler (1838 - 1894)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-ja-nao-tem-um-sistema-democratico-liberal-passo-a-redundancia/">O Brasil já não tem um sistema “democrático liberal” (passo a redundância)</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm04c701" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm04c701 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm04c701" class="section-gm04c701 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g348acf" class="wp-block-gutentor-e6 section-g348acf gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/inss-o-escandalo-so-cresce/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/07/VictorDubreuil_TonneauxDArgent.jpg" alt="Obra &quot;Barris de Prata&quot; (1897) de Victor Dubreuil (1846 - 1946)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/inss-o-escandalo-so-cresce/"><em>INSS: O escândalo só cresce!</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/revistatimeline/">Revista Timeline</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-suil7c5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-suil7c5 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-suil7c5" class="section-g-suil7c5 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-a1liwq1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-a1liwq1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/se-a-lava-jato-nao-sobreviver-em-nos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GabrielGiucci_Desvios.jpg" alt="Gabriel Giucci - Desvios" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/se-a-lava-jato-nao-sobreviver-em-nos/">Se a Lava Jato não sobreviver em nós…</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-qt10030" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-qt10030 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-qt10030" class="section-g-qt10030 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-g0rts99" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-g0rts99 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/poder-legitimo-e-ilegitimo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/RasgandoAConstituicao.jpg" alt="Rasgando a Constituição, por @OIlustra." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/poder-legitimo-e-ilegitimo/">Poder legítimo e ilegítimo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ludmilalinsgrilo/">Ludmila Lins Grilo</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>O intelectual de uma variável só</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Stephen Kanitz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2025 02:23:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Sowell]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Enquanto alguns intelectuais sérios se debruçam sobre modelos complexos que tentam captar a realidade como ela é multifacetada, imprevisível, sistêmica, outros ganham os holofotes apontando um único culpado para todos os males do mundo. Racismo. Capitalismo. Desigualdade. Patriarcado. Clima.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Os erros podem ser corrigidos por aqueles que observam os fatos,</em><br><em>mas o dogmatismo não serão corrigidos por aqueles que estão apegados a uma visão.</em>”<br><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Thomas Sowell, intelectual e influente economista americano em atividade.">Thomas Sowell</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O Brasil é vítima de cientistas <em>fake</em>, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”.</p>



<p>Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração de renda.</p>



<p>Para verdadeiros cientistas é obvio que o mundo é mais complexo do que isso, por isso nós sempre analisamos n variáveis.</p>



<p>Mas infelizmente nossos jornalistas preferem e só divulgam diagnóstico fácil.</p>



<p>Enquanto alguns intelectuais sérios se debruçam sobre modelos complexos que tentam captar a realidade como ela é multifacetada, imprevisível, sistêmica, outros ganham os holofotes apontando um único culpado para todos os males do mundo. Racismo. Capitalismo. Desigualdade. Patriarcado. Clima. O que for.</p>



<p>Devo ter sido um dos primeiros economistas a usar planilha econômica, era o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/VisiCalc#:~:text=VisiCalc%20foi%20o%20primeiro%20programa,principais%20caracter%C3%ADsticas%20das%20planilhas%20eletr%C3%B4nicas." target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">VisiCalc </a>na época, e que me permitiu simular dezenas de variáveis ao mesmo tempo, vide Superestimação da Inflação, nada menos que 40 anos atrás.</p>



<p>Nossa inflação continua sendo superestimada porque a maioria dos economistas não sabem ler planilhas somente regressão lineares.</p>



<p>Mas no Brasil são os intelectuais de uma variável só que mais fazem sucesso.</p>



<p>Eles são adorados pela mídia, pelas redes sociais e por políticos em busca de slogans.</p>



<p>Eles entregam aquilo que o mundo moderno mais deseja: simplicidade com autoridade. Uma explicação única. Um vilão claro. Um remédio fácil.</p>



<p>Mas a realidade é outra.</p>



<p>Problemas sociais, econômicos e culturais são, por natureza, multicausais.</p>



<p>A criminalidade, por exemplo, não é “só” fruto da desigualdade, da pobreza, ou do racismo estrutural. É uma combinação complexa de fatores: colapso familiar, ausência de instituições, impunidade, incentivos distorcidos, baixa capacidade estatal, normas culturais, entre outros.</p>



<p>No entanto, a narrativa que aponta “um único fator explicativo” é mais sexy. Mais digerível. Mais vendável.</p>



<p>E assim, quem mais simplifica, mais influencia.</p>



<p>Os intelectuais mais responsáveis, que ponderam múltiplas variáveis, admitem incertezas, são justamente os que menos aparecem.</p>



<p>Contudo eles não viralizam, suas análises não cabem em <em>tweets</em>, suas conclusões não alimentam paixões ideológicas. E, por isso, são esquecidos, mesmo quando estão mais próximos da verdade.</p>



<p>&nbsp;Como Resolver Esse Problema?</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Expor os custos da simplicidade: toda simplificação é uma mutilação. Devemos exigir de nossos intelectuais modelos com variáveis reais.</li>



<li>Criar incentivos à complexidade: Se o ambiente intelectual premia certezas e frases de efeito, teremos sempre mais ideólogos que pensadores. Precisamos recompensar quem estuda, compara, duvida.</li>



<li>Ensinar a pensar em sistemas, não em slogans: A formação educacional precisa sair do binarismo (“culpa do mercado” vs. “culpa do Estado”) e cultivar a análise sistêmica. O mundo é feito de interações não-lineares, <em>feedbacks</em>, termo que nunca traduzimos, e efeitos colaterais, não de causas únicas.</li>



<li>Confrontar os intelectuais-celebridade com variáveis ausentes:</li>
</ol>



<p>Pergunte sempre: o que está faltando na equação? Qual é a variável que o guru ignora porque complica sua tese?</p>



<p>O verdadeiro pensador ilumina. O pregador apenas inflama.</p>



<p>Enquanto celebramos quem grita certezas, talvez estejamos ignorando quem sussurra verdades incômodas, mas reais.</p>



<p>A história tem sido cruel com os intelectuais de uma variável só. Seus diagnósticos podem até conquistar o presente, mas quase sempre afundam o futuro.</p>



<p>Talvez esteja na hora de pararmos de premiar quem tem respostas simples e voltarmos a ouvir quem tem perguntas sérias.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/stephenkanitz/">Stephen Kanitz</a>.<br>Publicado no&nbsp;<a href="https://blog.kanitz.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>blog</em>&nbsp;do autor</a>&nbsp;em 18 de julho de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>O Comerciante</em>”, de Boris Mikhailovich Kustodiev (1878 &#8211; 1927)..</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm3601a2e" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm3601a2e gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g1d0962" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1d0962 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nosso-pib-per-capita-caiu-pela-metade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Cafe_1935_Portinari.jpeg" alt="Obra: &quot;Café&quot; (1935), de Candido Portinari (1903 - 1962)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nosso-pib-per-capita-caiu-pela-metade/">Nosso PIB per capita caiu pela metade</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-kh64swg" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-kh64swg gutentor-carousel-item"><div id="section-g-kh64swg" class="section-g-kh64swg gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/neurociencia-da-educacao/">Neurociência da educação</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-melhor-carta-de-admissao/">A melhor carta de admissão</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/devemos-votar-usando-a-razao-ou-a-emocao/">Devemos votar usando a razão ou a emoção?</a></em><a href="https://culturadefato.com.br/fatos-nada-significam/"><br></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf06cde" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf06cde gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf06cde" class="section-gmf06cde gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g0010bf" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0010bf gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/so-existem-duas-classes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/09/QuadroDeCastas_Anonimo.jpg" alt="Obra: &quot;Quadro de Castas&quot;, obra anônima data de 1780." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/so-existem-duas-classes/">Só existem duas classes?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm59ecc6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm59ecc6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm59ecc6" class="section-gm59ecc6 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g472543" class="wp-block-gutentor-e6 section-g472543 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-farsa-na-construcao-de-brasilia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CarlosBracher_CongressoNacional.jpg" alt="Obra: &quot;Congresso Nacional&quot;, por Carlos Bracher e Fani Bracher." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-farsa-na-construcao-de-brasilia/">A farsa na construção de Brasília</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-512h3po" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-512h3po gutentor-carousel-item"><div id="section-g-512h3po" class="section-g-512h3po gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-2bslams" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-2bslams gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/que-faz-nosso-banco-central/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DollarsKristinaTimofeeva.jpg" alt="Obra: &quot;Dollars&quot;, por Kristina Timofeeva" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/que-faz-nosso-banco-central/">Que faz nosso Banco Central?</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<item>
		<title>As origens socialistas do fascismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diversos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 19:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Angelica Balabonoff]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Péguy]]></category>
		<category><![CDATA[Constantino Lazzari]]></category>
		<category><![CDATA[Enrico Leone]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Felippo Turati]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Sorel]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Gentile]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Giolitti]]></category>
		<category><![CDATA[Hubert Lagardelle]]></category>
		<category><![CDATA[Ivanoe Bonomi]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Lênin]]></category>
		<category><![CDATA[Leonida Bissolati]]></category>
		<category><![CDATA[Mussolini]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Lenin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de Benito Mussolini.“</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado.</em>“<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span> (1883 &#8211; 1945)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Uma das falácias mais persistentes é a alegação de que o fascismo é uma doutrina capitalista, ignorando seus atos e influências.</p>



<p>O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span>.</p>



<p>Desde o início da sua carreira que Mussolini rapidamente se inclinou para as ideologias de massas, filiando-se ao Partido Socialista com apenas 17 anos. Em 1902, tentando fugir do serviço militar, emigrou para a Suíça, onde conheceu alguns políticos russos vivendo no exílio (incluindo os marxistas <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Angelica Balabanoff (1878 - 1965) foi uma ativista comunista e social-democrata judia-italiana.">Angelica Balabonoff</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Vladimir Lênin</span>).</p>



<p>Mussolini tornou-se um ativo membro do movimento socialista italiano na Suíça, trabalhando para o jornal <em>L’Avvenire del Lavoratore</em>, organizando encontros, discursando para os trabalhadores, além de atuar como secretário da união dos trabalhadores italianos em Lausanne. Mas em 1903, foi preso pela polícia bernense e deportado para a Itália.</p>



<p>Ao retornar a Itália já estava renomado e destacava-se como um dos mais ativos socialistas italianos. Em 1910 retorna a sua cidade natal e passa a editar o jornal semanal <em>Lotta di classe</em> (A Luta de Classe). Neste período, publicou <em><a href="https://amzn.to/43lw9cO">Il Trentino veduto da un Sociali</a><a href="https://amzn.to/43lw9cO" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">s</a><a href="https://amzn.to/43lw9cO">ta</a></em> (O Trentino visto por um Socialista).</p>



<p>Em 1911 Mussolini participou num motim (liderado por ativistas socialistas) contra a guerra italiana na Líbia. Ele denunciou-a como uma guerra imperialista com o propósito de capturar a capital Líbia Tripoli, mas isso custou-lhe 5 meses da vida ne prisão.</p>



<p class="img-direita"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="571" height="432" class="wp-image-24261" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_e_Mussolini.jpg" alt="Foto de Hitler e Mussolini">Um ano depois Mussolini ajudou a expulsar do partido dois revisionistas socialistas que haviam apoiado a guerra: <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ivanoe Bonomi (1873 - 1951) foi um político italiano. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da Itália.">Ivanoe Bonomi</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Leonida Bissolati (1857 - 1920) foi um expoente líder do movimento socialista italiano, na virada do século XIX.">Leonida Bissolati</span>. Como resultado ganhou o cargo de editor do jornal do Partido Socialista Italiano o &#8220;Avanti!&#8221;, que sob a sua liderança viu a sua circulação aumentar de 20,000 para 100,000 cópias. Como redator do jornal ficou famoso por seu discurso anticapitalista. Em seus textos Mussolini atacava severamente as economias liberais.</p>



<p>Com o passar dos anos, o Partido Socialista Italiano decidiu não se opor ao governo liderado por cinco vezes pelo Primeiro Ministro <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Giolitti (1842 - 1928) foi um político italiano, Presidente do Conselho de Ministros de seu país, em cinco diferentes mandatos. O período durante o qual guiou a vida política da Itália é geralmente referido como ''era giolittiana''.">Giovanni Giolitti</span>. Coligados com o governo, o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Partido Socialista Italiano">PSI</span> elevara sua influencia eleitoral.</p>



<p>Entretanto, o partido permanecia dividido entre dois grupos: os Reformistas liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filippo Turati (1857 - 1932) foi um sociólogo, poeta e político socialista italiano.">Felippo Turati</span> e que exerciam forte influencia junto dos sindicatos, e os Maximalistas, liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Costantino Lazzari (1857-1927) figura de destaque do movimento operário italiano, um dos fundadores do Partido Socialista Italiano.">Constantino Lazzari</span>, que eram afiliados ao “London Bureau”, uma associação internacional de partidos socialistas.</p>



<p>Para resolver o impasse interno, Mussolini liderou o grupo dos Maximalistas em uma convecção do PSI, o que levou a uma cisão interna e que forçou os reformistas a fundar o Partido Socialista Reformador Italiano.</p>



<p>Em 1919 Mussolini fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que daria origem ao Partido Fascista. Com base em suas perspectivas políticas de carácter socialista, consegiu milhares de afiliados. Não obstante, Mussolini criou o própria ideologia a partir de suas antigas influencias, e tal como elas, o fascismo exigia um imposto progressivo, a formação de cooperativas e um ambiente onde partidos, associações, sindicatos, classes seriam um só corpo.</p>



<p>Na Enciclopédia Italiana de 1931, escrita por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Gentile (1875 - 1944) foi um filósofo, político e educador italiano. Foi uma figura de destaque do fascismo italiano e, juntamente com Benedetto Croce, um dos maiores expoentes do neoidealismo filosófico.">Giovanni Gentile</span> e Benito Mussolini, o fascismo é descrito como uma doutrina cujo “fundamento é a concepção do Estado, da sua essência, das suas competências, da sua finalidade. Para o fascismo o Estado é um absoluto, perante o qual indivíduos e grupos são o relativo. Indivíduos e grupos são “pensáveis” enquanto estejam no Estado”.</p>



<p>A doutrinas fascista era de cunho coletivista e previa controle da economia e a estatização; portanto não eram diferentes de qualquer outra forma de socialismo.</p>



<p>Embora o ditador se tivesse distanciado do socialismo de reformas gradativas para um socialismo violento e revolucionário (aos moldes do comunismo a qual se opunha), não ignorava suas origens.</p>



<p>Em 1932, identifica “no grande rio do fascismo”, as correntes que nele vão desaguar, e que terão as suas fontes em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Georges Eugène Sorel (1847 - 1922), engenheiro formado pela École Polytechnique, foi um teórico francês do sindicalismo revolucionário, muito popular em seu país, assim como na Itália e nos Estados Unidos.">Georges Sorel</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles Péguy (1873 - 1914), foi um escritor, um notável poeta, ensaísta e editor francês.">Charles Peguy</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hubert Lagardelle (1874 - 1958) foi um pensador sindicalista francês, influenciado por Proudhon e Georges Sorel. Afinal, tornando-se opositor dos socialistas reformistas, converter-se-á em teórico do sindicalismo revolucionário, assim como Sorel.">Hubert Lagardelle</span> do Movimento Socialista, e nos sindicalistas italianos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Angelo Oliviero Olivetti (1874 - 1931) foi advogado, jornalista e ativista político italiano.">Angelo Oliviero Olivetti</span> da <a href="https://it.wikipedia.org/wiki/Pagine_Libere" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pagine Libere</a>, Orano de a Lupa, o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Enrico Leone (1875 – 1940) economista e ativista sindical italiano, membro do sindicalismo revolucionário.">Enrico Leone</span> do Divenire Sociale e que segundo ele, haviam trazido entre 1904 e 1914, o novo tom ao ambiente do socialismo italiano.</p>



<p>Mussolini não tinha meios nem a necessidade de esconder suas origens socialistas, e embora fosse anticomunista, seu sistema é bem parecido como o modelo stalinista através da reengenharia social, controle da produção, consumo, preços, salários, aluguéis, mídia, comunicação, campos de confinamento de prisioneiros, extermínio em massa, coerção militar, imperialismo e liderança absoluta.</p>



<p>Tal como no comunismo de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stalin</span>, o Fascismo e o Nazismo eram estatólatras (culto ao chefe de Estado) e contrários as liberdades individuais. Eram opositores da democracia e do liberalismo. O fascismo, assim como toda doutrina socialista, visa reformar o homem, controlar seus hábitos através de uma liderança populista e demagoga.</p>



<p>Com um linguajar forte e que supostamente resolveria todos os problemas, Mussolini&nbsp; tornara-se um dos maiores tiranos da história. Para muitos estudiosos da época, Mussolini não era apenas um simples redator que se tornara um soberano, mas o Lênin italiano &#8211; o líder de uma facção revolucionaria que visava destruir o capitalismo de livre mercado.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Publicado no <a href="https://omarxismocultural.blogspot.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>blog</em> Marxismo Cultural</a>,<br>em 23 de abril de 2020.<br><br>O texto original foi escrito por Christiano Di Paulla, e publicado<br>em 23 de julho de 2013 em: <a href="https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/">https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/</a></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Hitler e Mussolini</em>”, de Battista T. Para mais detalhes, <a href="https://war-den.com/product/large-oil-painting-hitler-mussolini/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.<br>A foto interna ao artigo expõe Hitler e Mussolini juntos.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Referências:</h2>



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<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gme8a29d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme8a29d gutentor-carousel-item"><div id="section-gme8a29d" class="section-gme8a29d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/3XOJs1V" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BenitoMussoliniFascistItalianDictator.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Benito Mussolini: Fascist Italian Dictator&quot;, por  por Brenda Haugen" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
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<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://www.amazon.com/MEDITERRANEAN-FASCISM-1919-1945-Charles-Delzell/dp/B0017X2JPI" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/MediterraneanFascism.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Mediterranean Fascism, 1919-1945., por Charles F. Delzell." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/4int2oP" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/FascismoDeEsquerda.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Fascismo de esquerda: a história secreta do esquerdismo americano: A história secreta do esquerdismo americano&quot;, deJonah Goldberg." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



<div id="col-gmfa71c5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfa71c5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfa71c5" class="section-gmfa71c5 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://www.amazon.com/Pageant-World-History-Gerald-Leinwand/dp/0205073395" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ThePageantOfWorldHistory.jpg" alt="Capa da obra: &quot;The Pageant of World History&quot;, de Gerald Leinwand." /></div></a></div></div>



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</div></div>



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<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/3XrUcmm" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/TheLifeOfBenitoMussolini.jpg" alt="Obra: &quot;The Life of Benito Mussolini&quot;, por Margherita G Sarfatti." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



<div id="col-gm1f6884" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6884 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6884" class="section-gm1f6884 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gced1ad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gced1ad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://jonjayray.tripod.com/musso.html" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BenitoMussolini.jpg" alt="Benito Mussolini" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>Religião e indústria</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/religiao-e-industria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabio Blanco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2025 17:43:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Civilização Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Clarence Edwyn Ayres]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Max Weber]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O mundo ocidental cristão se orgulha de sua pujança capitalista. Aqui, o mercado desenvolveu-se com muito mais liberdade que em outras partes do mundo.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Existem incontáveis dádivas provenientes do cristianismo, como as letras minúsculas e os espaços entre as palavras, que existem graças ao reinado do imperador Carlos Magno (742 – 814) e a seu empenho na retomada das artes, religião e cultura por meio da Igreja Católica, a chamada Renascença Carolíngia. [&#8230;] Diferentemente do que muitos acreditam, a Igreja Católica foi além da invenção das universidades e da consolidação dos hospitais.</em>”<br>Trecho do artigo <em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-cultura/#Cristianismo">O que é cultura?</a></em></p>



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<p class="has-drop-cap">O mundo ocidental cristão se orgulha de sua pujança capitalista. Aqui, o mercado desenvolveu-se com muito mais liberdade que em outras partes do mundo.</p>



<p>Uma tese que tenta explicar essa simbiose entre religião e indústria é a de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Maximilian Karl Emil Weber (1864 - 1920) foi intelectual, jurista e economista alemão considerado um dos fundadores da Sociologia.">Max Weber</span>, que afirmava que um dos grandes responsáveis pelo espírito capitalista era a ética protestante.</p>



<p>Segundo ele, o calvinismo, que acreditava na predestinação, ou seja, na salvação apenas dos escolhidos, fez com que uma das marcas dos predestinados fosse ser bem sucedido materialmente por meio do seu ofício. Assim, empreender e conquistar tornou-se sua motivação; trabalho e prosperidade, sua marca.</p>



<p>No entanto, o professor de economia <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Clarence Edwin Ayres (1891 - 1972) foi o principal pensador da escola de economia institucional do Texas em meados do século XX.">Clarence Edwyn Ayres</span> pensava o contrário. Em seu livro ‘<em><a href="https://books.google.com.br/books/about/The_Theory_of_Economic_Progress.html?id=4MJHAAAAYAAJ&amp;redir_esc=y" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">The Theory of Economic Progress</a></em>’, ele atribui o desenvolvimento da indústria exatamente ao fraco domínio da religião sobre a sociedade.</p>



<p>Ayres justifica sua tese pelo fato de a Europa Ocidental ser uma “religião fronteira da civilização mediterrânea” e que, apesar de dever-se “reconhecer a Igreja como a ponta de lança da resistência institucional à mudança tecnológica, essa oposição foi ineficaz, [pesando] muito menos nos povos ocidentais do que o islã nos árabes, o hinduísmo na Índia ou o confucionismo na China”.</p>



<p>Sendo assim, tendo sido “dentre todas as grandes civilizações da época, incomparavelmente a mais jovem, a menos rígida e menos reprimida do que qualquer outra pelas acumulações seculares de poeira institucional, [foi] de longe a mais suscetível à mudança e à inovação. [Isso] fez [dela] a mãe da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840.">Revolução Industrial</span>”.</p>



<p>Conclui-se, portanto, que, segundo a tese de Ayres, a religião cristã ocidental, apesar de seus preceitos formais contrários ao lucro, à usura e à competição, não tinha a força factual para conter o impulso capitalista.</p>



<p>Se aceitarmos a tese de Ayres, podemos concluir que o desafio para os religiosos dos tempos capitalistas é harmonizar esse liberalismo industrial com a ética cristã, sem enfraquecer aquele nem violar esta, mantendo assim uma sociedade próspera sem perder o fervor religioso.</p>



<p>Mas será que isso é possível?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a>.<br>Publicado no&nbsp;<a href="http://www.fabioblanco.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>website&nbsp;</em>do autor</a>&nbsp;em 8 de dezembro de 2024.<br>Fabio Blanco também é o responsável pelo portal&nbsp;<a href="http://www.filosofiaintegral.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">filosofiaintegral.com.br</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra “<em>The factory at pontoise</em>” (1873), de Camille Pissarro (1830 &#8211; 1903).</p>



<br>
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		<title>O comunismo da Broadway e de Hollywood</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-comunismo-da-broadway-e-de-hollywood/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ludwig von Mises]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 23:13:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Ibsen]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Ludwig von Mises]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Ludwig von Mises Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Marilyn Monroe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Atores populares e dramaturgos recebem somas compostas de, no mínimo, seis algarismos. [...] Mesmo assim, Hollywood e Broadway, os famosos centros da indústria do espetáculo, são focos de comunismo. Autores e atores podem ser identificados entre os mais fanáticos defensores do regime soviético.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Hollywood é um lugar onde te pagam mil dólares por um beijo e cinquenta centavos por sua alma.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Norma Jeane Mortenson (1926 - 1962), mais conhecida como Marilyn Monroe, foi uma atriz, modelo e cantora norte-americana. Como estrela de cinema de Hollywood, é um dos maiores símbolos sexuais do século XX.">Marilyn Monroe</span> (1926 &#8211; 1962)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">As inúmeras pessoas a quem o capitalismo proporcionou rendimentos confortáveis e lazer vivem à busca de divertimento. Multidões frequentam os teatros. Há dinheiro no mundo do espetáculo. Atores populares e dramaturgos recebem somas compostas de, no mínimo, seis algarismos. Vivem em verdadeiros palácios com mordomos e piscinas. É evidente que não passam fome. Mesmo assim, Hollywood e Broadway, os famosos centros da indústria do espetáculo, são focos de comunismo. Autores e atores podem ser identificados entre os mais fanáticos defensores do regime soviético.</p>



<p>Tentou-se explicar esse fenômeno de vários modos. Há uma ponta de verdade na maioria dessas interpretações. No entanto, nenhuma leva em conta o principal motivo que conduz os campeões do palco e da tela às fileiras dos revolucionários.</p>



<p>No capitalismo, o sucesso material depende da apreciação das realizações da pessoa por parte do consumidor, que é soberano. Quanto a isto não existe diferença entre os serviços prestados por um fabricante e os prestados por um produtor, ator ou dramaturgo. Contudo, a consciência desta dependência faz com que quem trabalha no mundo do espetáculo fique muito mais preocupado do que quem fornece ao consumidor coisas tangíveis. Os fabricantes de mercadorias palpáveis sabem que seus produtos são comprados por suas propriedades físicas. Podem ter uma expectativa razoável de que o público continue solicitando esses artigos enquanto nada melhor ou mais barato não lhes for oferecido, pois é improvável que as necessidades satisfeitas por essas mercadorias venham a se alterar num futuro próximo. A situação do mercado para tais mercadorias pode, de certa forma, ser prevista por empresários inteligentes. om um certo grau de confiança, podem adivinhar o futuro.</p>



<p>Com as diversões é diferente. As pessoas procuram divertir-se porque estão entediadas. nada aborrece tanto as pessoas quanto o divertimento com o qual já estão acostumadas. A essência da indústria do espetáculo é a variedade. As pessoas aplaudem mais o que é novo e, por isso mesmo, inesperado e surpreendente. São extravagantes e volúveis. Desprezam hoje o que apreciaram ontem. Um magnata do palco ou da tela deve sempre temer os caprichos do público. ode acordar hoje rico e famoso e, no dia seguinte, ser esquecido. Sabe muito bem que depende totalmente da fantasia e da simpatia de uma multidão sequiosa por distração. Vive ele ansioso. Como o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Halvard Solness">arquiteto</span> na peça de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Henrik Johan Ibsen (1828 - 1906) foi um dramaturgo norueguês, considerado um dos criadores do teatro realista moderno. Foi o maior dramaturgo norueguês do Século XIX.">Ibsen</span>, teme os desconhecidos que acabam de chegar, os jovens dispostos que o suplantarão na opinião do público.</p>



<p>É óbvio que nada pode aliviar a ansiedade das pessoas do espetáculo. Por isso elas se agarram em qualquer ninharia. O comunismo, pensam alguns, lhes trará a libertação. Não é um sistema que torna todos felizes? Não há homens famosos que declaram que todos os males da humanidade são causados pelo capitalismo e que serão eliminados pelo comunismo? Não são também eles pessoas trabalhadoras, companheiros de todos os outros trabalhadores?</p>



<p>Pode-se supor que nenhum dos comunistas de Hollywood e da Broadway jamais tenha estudado as obras de qualquer autor socialista e menos ainda uma análise séria da economia de mercado. Mas é precisamente esse fato que, para estrelas, dançarinas e cantoras, para autores e produtores de comédias, filmes e canções, traz a estranha ilusão de que suas mágoas passadas desaparecerão tão logo os “despojadores” sejam despojados.</p>



<p>Há quem culpe o capitalismo pela estupidez e grosseria de muitos produtos da indústria do espetáculo. Não é preciso discutir esse assunto, Mas vale a pena lembrar que nenhum outro meio norte-americano apoiou com mais entusiasmo o comunismo do que as pessoas que trabalham para a produção dessas estúpidas peças e filmes. Quando um futuro historiador pesquisar os fatos pouco significativos, que Taine tanto apreciava e considerava fontes de estudo, não deve deixar de mencionar o papel que a mais famosa artista do mundo em <em>strip-tease</em> desempenhou no movimento radical norte-americano.<strong><sup><a href="#Nota01" id="Ref01">1</a></sup></strong></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excerto da obra “<em><a href="https://d3ptueit7w3f7j.cloudfront.net/Livros/A+Mentalidade+Anticapitalista+-+WEB.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A mentalidade anticapitalista</a></em>”,<br>escrita por Escrito por <span data-tooltip-position="left" data-tooltip="Ludwig Heinrich Edler von Mises (1881 - 1973) foi um economista teórico de nacionalidade austríaca e, posteriormente, americana, de origem judaica, que foi membro da Escola Austríaca de pensamento econômico. É conhecido principalmente por seu trabalho no campo da praxeologia, o estudo dedutivo das ações e escolhas humanas.">Ludwig von Mises</span> (1881 &#8211; 1973).<br><br>O livro está disponível para <em>download</em> no <em>website </em>do <a href="https://mises.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Instituto Mises Brasil</a>.<br>Para descarregá-lo, <a href="https://d3ptueit7w3f7j.cloudfront.net/Livros/A+Mentalidade+Anticapitalista+-+WEB.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>Cf. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Eugene Lyons (1898 - 1985) foi um jornalista e escritor estadunidense nascido em Belarus.">Eugene Lyons</span>, .c., p. 293. Em “<em><a href="https://d3ptueit7w3f7j.cloudfront.net/Livros/A+Mentalidade+Anticapitalista+-+WEB.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A mentalidade anticapitalista</a></em>”. <a href="#Ref01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da Editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em><a href="https://pixelsmerch.com/featured/hollywood-sign-christopher-arndt.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Hollywood Sign</a></em>” (1919), de <a href="https://pixelsmerch.com/profiles/christopher-arndt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Christopher Arndt</a>.</p>



<br>
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		<title>Qual é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Orlando Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 01:06:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Darwinismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Mircea Eliade]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Rousseau]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O que marca distintamente a diferença entre Esquerda e Direita, em um determinado indivíduo, é a forma como ele concebe o ser humano — e não a forma como ele vê a economia.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Diferença crucial: na esquerda, as idéias corrompem as pessoas;</em><br><em>na direita, as pessoas corrompem as ideias.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Hoje existe uma grande confusão entre Esquerda e Direita.</p>



<p>Por exemplo, defender um capitalismo selvagem não significa que se é “de direita”. Por outro lado, defender uma maior intervenção do Estado na regulação da economia não significa <span style="text-decoration: underline;">necessariamente</span> que se é da esquerda.</p>



<p>Há políticos que se dizem da Direita mas que na realidade não o são, porque “ser de direita” implica uma determinada visão do ser humano — e “ser de esquerda” implica outra visão, diferente, do ser humano. O que marca distintamente a diferença entre Esquerda e Direita, em um determinado indivíduo, é a forma como ele concebe o ser humano — e não a forma como ele vê a economia.</p>



<p>Um indivíduo de direita segue os princípios da cultura ancestral — conforme <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mircea Eliade (1907 - 1986) foi um professor, cientista das religiões, mitólogo, filósofo e romancista romeno, naturalizado norte-americano em 1970.">Mircea Eliade</span> nos relatou nos seus livros de investigação antropológica — que se baseiam no conceito de “pecado original” que é comum a todas as culturas passadas e presentes. O ser humano é visto como um “anjo caído”, um “animal ferido” na sua origem ontológica, e&nbsp;o objetivo da política é o de suprir as lacunas dessa fraqueza originária humana mediante instituições fortes e que se fundamentem na herança histórica e na experiência do passado.&nbsp;<strong>O indivíduo de direita é um</strong>&nbsp;<strong>herdeiro de uma civilização</strong>, e ao mesmo tempo é o transmissor dessa civilização para as gerações futuras.&nbsp;<strong>Para um indivíduo de direita, a tradição é a condição do progresso.</strong></p>



<p>Um indivíduo de esquerda recusa a herança da tradição porque acredita que o futuro é portador de maior felicidade e de sempre crescente liberdade, e considera o passado como limitador dessa felicidade e dessa liberdade.&nbsp;<strong>Para o indivíduo de esquerda, a política significa romper com a tradição em nome do progresso.</strong>&nbsp;Para a esquerda, o ser humano é um ser&nbsp;<em>naturalmente bom</em>&nbsp;(o “bom selvagem”, de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jean-Jacques Rousseau (1712 - 1778) foi filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata genebrino.">Rousseau</span>) e sem “pecado original”, que tende, pelo sentido da História, a um progresso em direção à perfeição (Historicismo, e o “progresso” visto como uma lei da natureza), sendo que considera que os “arcaísmos do passado” são obstáculos a ser removidos em função desse progresso rumo à perfeição do ser humano — e&nbsp;a política é vista como uma forma de libertação desse “passado arcaico”.</p>



<p><strong>A forma como um indivíduo vê o grau de intervenção do Estado na economia está ligada à sua sensibilidade ética, e não ao fato de ser de direita ou de esquerda.</strong>&nbsp;Naquilo a que se convencionou chamar de Esquerda e Direita, existem pessoas com sensibilidade ética e outras que são eticamente empedernidas. Podemos encontrar brutos nas denominadas “Esquerda” e “Direita”, pessoas que são insensíveis aos sentimentos e emoções — assim como existem pessoas “duras de ouvido” e que não são sensíveis à música.</p>



<p>Assim, é possível a um bruto defender o totalitarismo de Estado, e a um outro bruto defender o capitalismo selvagem e o darwinismo-social. São, ambas, formas embrutecidas de ver a realidade, e que se prendem unicamente com a afirmação supremacista do&nbsp;<em>princípio do interesse próprio</em>.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a>.<br>Originalmente publicado em 16 de janeiro de 2013, no&nbsp;<a href="https://espectivas.wordpress.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>website</em>&nbsp;do autor</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Serment du Jeu de Paume</em>” (década de 1790), por Jacques-Louis David  (1748 – 1825).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm60fb059" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm60fb059 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/">As tatuagens e a desfiguração do corpo</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Há limites para a loucura globalista</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Est</a><a href="https://culturadefato.com.br/estamos-caminhando-para-um-planeta-prisao/">amos caminhando para um planeta prisão</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-esquerda-puritana-progressista-e-igualitarista-e-o-principio-de-pareto/">A Esquerda puritana, progressista e igualitarista, e o Princípio de Pareto</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/joao-caupers-isabel-moreira-e-a-institucionalizacao-da-eutanasia/">João Caupers, Isabel Moreira, e a institucionalização da eutanásia</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/hume-tinha-razao-sem-querer/"><em>Hume tinha razão, sem querer<br></em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm895252" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm895252 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm895252" class="section-gm895252 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g4cc9d7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g4cc9d7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/06/TheDeathSeneca_PeterPaulRubens.jpg" alt="Obra: &quot;The Death of Seneca&quot; (1615), de Peter Paul Rubens (1577 - 1640)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/">O prazer e a dor, segundo o estoicismo e o Cristianismo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmbc4768" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbc4768 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbc4768" class="section-gmbc4768 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8678e8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8678e8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/SunburstPumpingUnit_GregEvans.jpg" alt="Obra: &quot;Sunburst - Pumping Unit&quot;, de Greg Evans." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/">Vem aí uma recessão econômica na zona Euro</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5015e4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5015e4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5015e4" class="section-gm5015e4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gec39f8" class="wp-block-gutentor-e6 section-gec39f8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/NascerDoSol_VladimirKush.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Nascer do sol&quot; de autoria do pintor russo Vladimir Kush." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/">A verdade existe?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm47aa84" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm47aa84 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm47aa84" class="section-gm47aa84 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g7bdb86" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7bdb86 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CalaABoca.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5b60b9" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5b60b9 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5b60b9" class="section-gm5b60b9 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g626fe4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g626fe4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ParafusoSolto.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/">A ética e a moral não podem ser definidas ou determinadas pela ciência</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm79574f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm79574f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm79574f" class="section-gm79574f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-geadb75" class="wp-block-gutentor-e6 section-geadb75 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/OAbandonoDaMulher.jpg" alt="Mulher sentada em escadaria da rua e homem deixando-a." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/">O abandono da mulher</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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