“Carro a pilhas”: não se trata de “ecologia”; é um ataque político à liberdade individual

Obra: "Classic Car Show" (2021), por Paul Cheng.

O planeta já enfrentou períodos significativamente mais quentes do que o atual, e as evidências paleoclimatológicas indicam que a vida continuou a prosperar. Em muitos aspectos, um clima mais quente pode ser mais favorável do que um clima mais frio — algo bem conhecido entre os paleoclimatologistas. No entanto, parece que, atualmente, a Ciência muitas vezes deixa de seguir a razão em favor de narrativas dominantes.
Ricardo Augusto Felício, Encontros Democráticos.


* Notas da editoria



Não se trata de “ecologia”: trata-se de eliminação gradual das liberdades individuais. A União Europeia está construindo paulatinamente um novo tipo de totalitarismo e de controle social seguindo o modelo chinês (sinificação).

Aconselho a leitura do livro de Mattias Desmet, “The Psychology of Totalitarianism“. Infelizmente este livro não foi traduzido para a língua portuguesa — penso eu que a tradução não foi realizada propositadamente. Este livro é considerado perigoso pelas atuais elites políticas, e atentatório contra a construção do leviatã esquerdopata europeu.

Para o reforço desmedido do Poder político, a União Europeia conta (entre outros meios) com a eliminação gradual do automóvel individual, com a consequente socialização comunistóide e massiva dos transportes públicos obrigatórios, por um lado, e com a cidade 15 minutos, por outro lado.

Dizer que um “Carro a pilhas” é mais “ecológico” do que um carro a diesel moderno, é pura demagogia. Você está sendo enganado!

Aliás, e melhor dizendo: o “carro a pilhas” só é mais “ecológico” porque não será jamais possível dar um “auto a pilhas” a cada cidadão: as classes baixas e médias-baixas serão desprovidas de transporte individual, e por isso perderão mobilidade e liberdade; apenas as classes mais altas e ricas terão direito a um automóvel individual (a pilhas) – o que já está acontecendo na China.

Se, em vez de termos 1 milhão de automóveis a circular numa cidade, tivermos apenas 200 mil “carros a pilhas” em circulação, então, e só neste caso, poderemos dizer que o “carro a pilhas” é mais ecológico do que o carro a diesel. O “carro a pilhas” será mais “ecológico” porque será objeto de privilégio social na posse.

No meu condomínio existem apenas 15 “carro a pilhas” numa garagem com várias dezenas de automóveis, e a eletricidade do condomínio é interrompida / cortada sistematicamente por incapacidade de abastecimento elétrico; e, embora a lei diga o contrário, as obras de aumento de potência elétrica do condomínio irão ser pagas por todos os condóminos.

O automóvel está a ser atacado pelas elites políticas de Esquerda porque é um símbolo de liberdade individual (embora não seja o único símbolo de liberdade). Todos os símbolos de liberdade individual serão inexoravelmente atacados na União Europeia, seguindo o modelo político chinês.

Concomitantemente, a limitação de acesso do povo ao automóvel individual será complementada pela cidade 15 minutos que transformará o cidadão das classes mais baixas em uma espécie de habitante de um zoológico. Se juntarmos, ao “carro a pilhas”, a cidade 15 minutos, e as milhares de câmaras de vídeo-vigilância públicas, teremos uma hipostasia do modelo político chinês na Europa.


Por Orlando Braga.
Originalmente publicado em 5 de julho de 2025, no website do autor.


Subir com fundo cinza Notas da Editoria:

1. Imagem da capa: “Classic Car Show” (2021), por por Paul Cheng.

2. Por motivos técnicos, alteramos o título original, que era: Carro-a-pilhas: não se trata de “ecologia”; é, em vez disso, um ataque político à liberdade individual.

3. Artigo minimamente modificado. A versão original foi escrita em português de Portugal, para acessá-la clique aqui.


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