O STF e a admiração pela ditadura chinesa

Obra: "Execução" (1995), de Yue Minjun.

Se um sujeito vive escandalizadinho e não consegue olhar o mal nem com calma e soberania,
como vai olhá-lo com compaixão e caridade?
Olavo de Carvalho (1947 – 2022)

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O STF tem mais em comum com a China do que a “admiração” pelo regime autoritário, declarada recentemente pelo ministro Gilmar Mendes. O Supremo Tribunal Federal do Brasil e a Suprema Corte da China vêm estreitando cada vez mais uma parceria de cooperação de informações e uso de tecnologias, sobretudo de Inteligência Artificial (IA) entre os dois países.

A questão é que o STF se recusa a dizer exatamente o que é essa parceria. Segundo a Corte, o objetivo é encontrar “áreas de interesse comum para o lançamento de iniciativas de cooperação bilateral e aprofundar o conhecimento mútuo dos sistemas judiciais de cada país para modernizá-los”. Só que, na prática, o STF não explica quais são essas iniciativas, os interesses em comum ou o que exatamente vão trocar de informações.

O STF não respondeu a essas questões nem enviou os memorandos sobre os dois encontros recentes entre o supremo da China e o do Brasil, realizados em 2024 e 2025. Os ofícios que detalhariam o que foi acordado também não estão acessíveis no site do tribunal. Ou seja, não é possível saber de fato o que prevê esse acordo do STF com a Suprema Corte da China.

Em termos práticos, ainda que o STF diga que a colaboração é técnica e voltada à modernização, o seu papel central na política brasileira somado à proximidade com o regime chinês gera dúvidas — e a declaração do ministro Gilmar Mendes, que elogiou a China em junho deste ano, só piorou a situação. A falta de detalhes sobre o teor do acordo também não ajuda.


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Nota da editoria:

Imagem da capa: “Execução” (1995), por Yue Minjun.




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