Os progressistas da União Europeia querem proibir o povo de usar o ar-condicionado

Recorte da obra: "The Course of Empire" (1836), de Thomas Cole (1801–1848).

De todas as tiranias, a exercida sinceramente para o bem
de suas vítimas pode ser a mais opressiva.
C. S. Lewis (1898-1963)

* Notas da editoria



A União Europeia é politicamente controlada por progressistas.

Um progressista é um indivíduo que resulta de uma simbiose ideológica entre o marxismo — especialmente o marxismo cultural e o consequente estruturalismo pós-modernista —, por um lado, e o liberalismo, por outro; ou seja, o progressista é uma aberração e uma contradição com pernas. Mas são eles que mandam!

Os progressistas que mandam na União Europeia pretendem mandar desligar os aparelhos de ar-condicionado em toda a Europa, sob a alegação de que “o ar-condicionado é causa de aquecimento global”.

Hoje, apenas 40% dos hospitais da Alemanha usam ar-condicionado (os hospitais têm ar-condicionado instalado, mas os aparelhos estão desligados por ordem dos progressistas); mas nem sempre foi assim: em 1980, 97% dos hospitais alemães usavam habitualmente o ar-condicionado.

O processo de aceleração do poder dos progressistas na Alemanha iniciou-se com a progressista Angela Merkel que mandou desligar as centrais nucleares alemãs, passou a importar massivamente petróleo e gás natural da Rússia, promoveu ativamente a desindustrialização da Alemanha, e mandou desligar os aparelhos de ar-condicionado nos edifícios do Estado alemão.

À medida que os progressistas foram se infiltrando nos órgãos de decisão política do Estado alemão, conseguiram desligar, aos poucos, os aparelhos de ar-condicionado dos edifícios públicos da Alemanha.

Os burocratas da União Europeia são massivamente progressistas, e por isso a política da União Europeia já está contaminada pela aliança aberrante e autocontraditória entre Marx e Stuart Mill.

Por exemplo, quando entramos no edifício da União Europeia, em Bruxelas, verificamos que não há ar-condicionado, senão nas áreas onde os progressistas pululam e se encontram entre si (nos gabinetes): nas áreas do edifício destinadas ao público em geral, os aparelhos de ar-condicionado estão desligados — sob a alegação de que é preciso “salvar o planeta”.

Há dias, o presidente da Ordem dos Médicos de Portugal (Bernardo Gomes) veio dizer que o Estado deveria baixar o IVA do ar-condicionado para 6% — na mesma altura em que um burocrata progressista da União Europeia vem propôr um imposto supranacional que incida sobre a venda de aparelhos de ar-condicionado. Não há como o Luís Montenegro possa aceder à sugestão do bastonário…

O ar-condicionado não é para o povo: é só para os progressistas, que são aqueles que “são donos disso tudo”, ou — parafraseando Isabel Moreira em discurso no Parlamento — os que “construíram a democracia”.


Por Orlando Braga.
Originalmente publicado em 6 de julho de 2026, no website do autor.


Notas da editoria:

Artigo minimamente modificado. A versão original foi escrita em português de Portugal, para acessá-la clique aquiSubir com fundo cinza

Sobre a imagem de capa e sua escolha:
A imagem da capa é um recorte da obra: “The Course of Empire Destruction” (1836), de Thomas Cole (1801-1848). A pintura integra a série The Course of Empire, composta por cinco telas que retratam, em sequência, o nascimento, a ascensão, o apogeu, a decadência e a destruição de uma civilização. Nesta quarta obra da série, Cole representa o momento em que um império, levado ao colapso por suas próprias escolhas, sucumbe em meio ao caos e à devastação. Subir com fundo cinza

A editoria da Cultura de Fato escolheu esta obra por seu forte valor simbólico. A pintura remete à reflexão sobre a fragilidade das civilizações e as consequências de decisões políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo. Subir com fundo cinza




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