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	<title>Arquivos Marxismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Arquivos Marxismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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		<title>O pensamento de Gramsci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos I. S. Azambuja]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 04:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Gramsci]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Diz </em><span data-tooltip="Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) foi autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural." data-tooltip-position="bottom"><em>Goethe</em></span><em>, quando a gente não sabe o que fazer, uma palavra é como uma tábua para o náufrago.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947-2022), <em><a href="https://amzn.to/3QRajcF" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Jardim das Aflições</a></em> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Sebastiano Francesco Gramsci (1891-1937) militante marxista italiano, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Passou anos no cárcere, onde escreveu os ''Cadernos do Cárcere'' os quais descrevem suas ideias sobre hegemonia cultural e poder.">Antonio Gramsci</span>, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, foi o primeiro teórico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Marxismo é uma doutrina filosófica, política e econômica criada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX, baseada no materialismo histórico-dialético. Analisa a sociedade através da luta de classes e crítica do capitalismo, propondo a superação deste por um sistema socialista/comunista.">marxista</span> a compreender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Os bolcheviques eram a ala radical do Partido Operário Social-Democrata Russo, liderada por Vladimir Lenin, que defendia a revolução socialista imediata e a ditadura do proletariado.">bolcheviques russos</span>. Nesse sentido, ofereceu um novo “<em>Que Fazer</em>” ao Ocidente desenvolvido. Aquilo que ele chamou de&nbsp;<em>“sociedade civil</em>” — rede de instituições educativas, religiosas e culturais que disseminam modos de pensar — era, na Rússia, incapaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário, uma vez que o Estado <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Czarista refere-se ao regime político, partidários ou características da Rússia antes da Revolução de 1917, caracterizado pelo absolutismo monárquico onde o Czar (imperador) detinha poder total.">czarista</span> fundamentava-se na ignorância, na apatia e na repressão, e não no consentimento voluntário dos súditos. Na ausência de uma articulação complexa da <em>“sociedade civil</em>” em condições de absorver a insatisfação, a única defesa da velha ordem era constituída pelo aparelho do Estado, que Gramsci denomina de&nbsp;<em><em>“</em>sociedade política</em>”. O conjunto difuso da <em><em>“</em>sociedade civil</em>”, que propaga a ideologia da classe dominante, não existia na Rússia.</p>



<p>Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.</p>



<p>Dessa forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica.</p>



<p><strong>Segundo a linguagem colorida de Gramsci, o proletariado precisa transformar-se em força cultural e política dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o Partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.</strong></p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “<em>sociedade civil</em>” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “<em>revolução do espírito”,</em>&nbsp;toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.</p>



<p>O comunismo de Gramsci é a “<em>versão ocidental</em>” do comunismo, e ao proclamar o diálogo e aceitar o debate, próprios dos sistemas verdadeiramente democráticos, trabalha sobre todas as formas de expressão cultural, atuando sob a cobertura do pluralismo, com a contribuição de todos aqueles que por compartilhar a ideologia marxista, por&nbsp;<em>snobismo</em>, por conveniência ou por negligência, se somam voluntária ou involuntariamente a essa nova expressão do “<em>frentismo</em>”, chamando “<em>fascistas</em>” ou “<em>retrógados</em>” aqueles que se opõem a essa forma de pensar e atuar.</p>



<p>Nessa confusão de idéias, chega-se a substituir a contradição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere-se à filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel">hegeliana</span> de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“<em>burguês – proletário</em>”</span> (tese e antítese) pela de “<em>fascista – anti-fascista</em>”. O inimigo não é patrão e sim o fascista. Assim surge o mito do fascismo, que nada tem a ver com o fascismo histórico, sem dúvida questionável.</p>



<p>Quem quer que defenda os valores tradicionais da cultural ocidental é tachado de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>fascista</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> e considerado genericamente como&nbsp;<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span>um mal</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. O grande erro dos comunistas, segundo Gramsci, foi o de crer que o Estado se reduz a um simples aparato político. Na verdade, o Estado atua não apenas com a ajuda do seu aparato político, como também por meio de uma ideologia que descansa em valores admitidos que a maioria dos membros da sociedade têm como supostos. A referida ideologia engloba a cultura, as idéias, as tradições e até o sentido comum. Em todos esses campos atua um poder no qual também se apóia o Estado: o poder cultural.</p>



<p>A necessidade de uma reforma intelectual e moral para lograr uma mudança de mentalidade nas sociedades ocidentais que foram constituídas por convicções, critérios, normas, crenças, pautas, segundo a concepção cristã da vida, é de suma importância para o triunfo da revolução mundial.</p>



<p>Porém, nesse propósito de formação de uma nova consciência proletária, o gramscismo encontra um obstáculo: a religião. De acordo com os estudos de Gramsci, a Igreja Católica, encarada como inimiga irreconciliável do comunismo, utiliza elementos fundamentais e comuns na sociedade, chegando a toda população, tanto urbana como rural. O catolicismo, segundo Gramsci, é uma doutrina geral simplificada a fim de ser entendida por todos. Analisando esse fato, Gramsci chegou à conclusão que uma das chaves da sobrevivência do catolicismo ao longo dos séculos foi o fato de que em seu seio conviveram harmonicamente humildes e elites, sentenciando que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>a Igreja romana sempre foi a mais tenaz em impedir que oficialmente se formem duas religiões: a dos intelectuais e a das almas simples</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</p>



<p>Concluiu qu e é a Igreja Católica que inspira a formação desse sentido comum cristão e, por conseguinte, era preciso erradicá-lo mediante uma ação não violenta já que essa via seria repelida pelas sociedades ocidentais, onde influi e gravita o consenso e a vontade das maiorias. Gramsci afirmou que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>os elementos principais do sentido comum são ministrados pelas religiões e, por isso, a relação entre o sentido comum e a religião é muito mais íntima do que a relação entre o sentido comum e os sistemas filosóficos dos intelectuais</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. “<em>Então</em>&nbsp;— prossegue Gramsci —&nbsp;<em>todo o movimento cultural que tenda a substituir o sentido comum e as velhas concepções do mundo deve repetir incansavelmente os próprios argumentos, variando suas ‘formas’”.</em></p>



<p>Dessa forma, as novas concepções se difundem utilizando sofismas, dando novas interpretações a fatos históricos e chegando a parafrasear o Evangelho em alguns casos, mostrando distintos “<em>ensinamentos</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> de determinadas passagens bíblicas, tal como a expulsão dos mercadores do Templo de Deus, utilizando-os como argumentos para justificar a violência e fortalecer a imagem do “<em>Cristo guerrilheiro</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>, criada pelos&nbsp;<em>“cristãos revolucionários<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</em></p>



<p>Essas concepções, porém, não deverão ser apresentadas em formas puras, uma vez que o povo não as aceita na medida que provoquem uma mudança traumática. Para isso, devem ser apresentadas como combinações, explorando “<em>a crise intelectual e a perda da fé na concepção que se deseja mudar<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Por isso, diz Gramsci, não se deve enfrentar frontalmente a Igreja Católica, e sim criar os enfrentamentos em seu seio. Enfrentamentos que não sejam apresentados como provocados por causas exógenas e sim endógenas.</p>



<p>Acrescente-se que o marxismo de Gramsci se apresenta como uma interpretação “<em>filosófica</em>” distinta do marxismo conhecido. Não há filosofia e práxis; existe uma igualdade entre pensamento e ação ao ponto em que tudo é considerado ação. Em conseqüência, a “<em>filosofia da práxis<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> deve ser elaborada partindo de uma equivalência entre filosofia e política, e deverá ser construída como ciência da história, posto que filosofia e história são indissociáveis. Diz Gramsci que “<em>a filosofia da práxis supera as precedentes, por isso é original, especialmente porque abre uma via completamente nova, ou seja, renova totalmente o modo de conceber a filosofia mesma<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Quanto ao papel dos intelectuais, ele deixa claro que a tarefa de agente da mudança na nova concepção de mundo não pode ser desenvolvida pelos intelectuais burgueses, considerados “<em>o elo mais débil do bloco burguês<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>. Devem surgir “<em>novos<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> intelectuais da massa do povo. Dessa forma, a tarefa a ser desenvolvida por essa “<em>nova<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> elite será a de formar uma vontade coletiva e lograr a reforma moral e intelectual, agregando que uma reforma cultural que eleve os extratos submersos da sociedade não pode ocorrer sem uma prévia reforma econômica e uma mudança na sua posição social. Por isso, afirmou que&nbsp;<em>“uma reforma intelectual e moral tem que ser vinculada forçosamente a um programa de reforma econômica<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em><a href="https://web.archive.org/web/20160614015532/http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250"></a></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/carlosazambuja/">Carlos I. S. Azambuja</a><a href="https://culturadefato.com.br/author/ricardohashimoto/"></a>.<br>Publicado originalmente em 27 de abril de 2005, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Os embaixadores</em>” (1533), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hans Holbein (1497-1543), o Jovem, foi um pintor suíço, um dos mestres do retrato no Renascimento, além de desenhista de xilogravuras, vidrarias e peças de joalharia.">Hans Holbein</span> (1497-1543), o Jovem.<br><br>A imagem foi escolhida por sua densidade simbólica e pela forma como representa a complexa relação entre poder, conhecimento e construção da realidade. A obra reúne, de maneira aparentemente harmoniosa, elementos científicos, religiosos e políticos, sugerindo uma ordem racional e estável. No entanto, essa estabilidade é apenas aparente.<br><br>O detalhe mais emblemático da pintura — o crânio distorcido em primeiro plano [<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Embaixadores#/media/Ficheiro:Hans_Holbein_the_Younger_-_The_Ambassadors_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">consultar imagem integralmente</a>], visível apenas a partir de um ângulo específico — revela que a compreensão da realidade depende da perspectiva adotada. Esse recurso visual dialoga diretamente com a ideia de que valores, crenças e interpretações são moldados por mediações culturais e intelectuais.<br><br>Assim, a escolha da obra busca ilustrar, de forma sutil, o tema central do texto: a disputa no campo das ideias, onde a transformação social não se dá apenas por confrontos diretos, mas pela lenta e contínua reconfiguração dos modos de ver, pensar e interpretar o mundo.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?,</a></em><br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entenda-o-marxismo-em-um-minuto/"><em>Entenda o marxismo em um minuto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/henryhazlitt/">Henry Hazlitt</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/instituicoes-nao-se-derrubam-se-reformam/">Instituições não se derrubam, se reformam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/reflexoes-sobre-a-execucao-de-luis-xvi/">Reflexões sobre a execução de Luís XVI</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/liberte-egalite-fraternite-o-carvalho/"><em>Liberté, Egalité, Fraternité, o Carvalho…</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/edgarcia/">Ed Garcia</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/DisneylandWoke.jpg" alt="Disneyland Woke, Tearing Down the Past (2022). Desenho por Edwin Loftus." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><em>Wokismo nova face da revolução anticristã</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joseureta/">José A. Ureta</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SigningOfTheConstitution.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Scene at the Signing of the Constitution of the United States&quot;, criada por Howard Chandler Christy (1872 - 1952) em 1940." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><em>As contradições inerentes ao Estado</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/murrayrothbard/">Murray N. Rothbard</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MendingTheNation_Jon-McNaughton.jpg" alt="Obra: &quot;Mending the nation&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><em>A essência do conservadorismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>O fundamento natural da estética</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-fundamento-natural-da-estetica/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/o-fundamento-natural-da-estetica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Orlando Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 03:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Clive Bell]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Paul Sartre]]></category>
		<category><![CDATA[Katsushika Hokusai]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Panofsky]]></category>
		<category><![CDATA[Wolffin]]></category>
		<category><![CDATA[Xilogravura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=27802</guid>

					<description><![CDATA[<p>“O fundamento da estética não é a criação artística do Homem, que apenas cria arte em função de uma base estética pré-existente na Natureza. A estética refere-se à Beleza em todas as acepções do termo, e a arte é apenas um epifenômeno da Natureza.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>A beleza é a manifestação das leis secretas da natureza,</em><br><em>que de outro modo nos permaneceriam ocultas.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) foi um escritor, cientista e filósofo alemão.">Johann Goethe</span> (1749-1832)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O substantivo e/ou adjetivo “estética” provém da palavra grega “<em><strong>aisthètikos</strong></em>” que significa&nbsp;<em>“aquilo que os nossos sentidos podem captar</em>”. Por isso, reduzir a estética à obra de arte (humana) —&nbsp;<a href="http://filosofialogos.blogspot.com/2026/03/clive-bell-o-que-e-estetico-e-meramente.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">como faz aqui o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Arthur Clive Heward Bell (1881–1964) foi um crítico de arte e teórico estético inglês, associado ao Grupo de Bloomsbury. Em linhas gerais, defendia que o valor estético da arte reside principalmente na forma significativa — nas relações de linhas, cores e composição — que desperta a emoção estética, independentemente do conteúdo narrativo ou moral da obra.">Clive Bell</span></a>&nbsp;— é de uma estupidez atroz.</p>



<p>O fundamento da estética não é a criação artística do Homem, que apenas cria arte em função de uma base estética pré-existente na Natureza. A estética refere-se à Beleza em todas as acepções do termo, e a arte é apenas um epifenômeno da Natureza.</p>



<p>Por exemplo, a espiral de <em>Fi</em> (ou espiral áurea) preexiste conceptualmente na Natureza através da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sequ%C3%AAncia_de_Fibonacci" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">espiral de Fibonacci</a>, e é uma curva geométrica simbolizada pela letra grega <em>phi</em> (ϕ ≈ 1,618): trata-se de uma espiral logarítmica que se expande por um factor de ϕ a cada quarto de volta (90º). Nada disto foi inventado ou criado pelo ser humano.</p>



<p>Metaforicamente: tenham em conta as três cores primárias existentes na Natureza: o azul, o vermelho e o amarelo. A partir destas três cores pré-existentes, centenas de milhares (senão milhões) de outras cores podem ser criadas. A arte é (isto é uma metáfora) a criação de muitos milhares de cores (formas) por parte do ser humano; mas as cores primárias são (metaforicamente) o fundamento natural da arte (humana).</p>



<p><strong>A separação da obra de arte da sua relação com a Natureza foi introduzida por </strong><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 - 1831): filósofo alemão."><strong>Hegel</strong></span>; basta este facto para “estarmos conversados”. <strong>O Romantismo, enquanto corrente ideológica, foi o pior que poderia ter acontecido à cultura ocidental.</strong></p>



<p>Hegel introduziu a “morte” da arte quando decretou a “ascensão da arte” a praticamente toda a atividade humana. <strong>Segundo Hegel, a Natureza nem é bela nem é feia</strong> — o que causou todo um historial de aberrações conceptuais como, por exemplo, a de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jean-Paul Charles Aymard Sartre (1905 - 1980) foi filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo.">Jean-Paul Sartre</span> que escreveu que “<strong><em>o real nunca é belo</em></strong>”; ou a frase de Paul Valery: “<strong><em>a estética não existe</em></strong>”.</p>



<p>É dentro deste contexto hegeliano que se desenvolveu a corrente do Estudo das Formas em si mesmas (por exemplo, Clive Bell, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Heirich Wölfflin (1864-1945) foi um escritor, filósofo, crítico e historiador da arte suíço. Wölfflin foi um dos mais influentes historiadores da arte do século XX. Autor de livros consagrados, tais como: A Arte Clássica, Conceitos Fundamentais da História da Arte e Renascença e Barroco.">Wolffin</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Erwin Panofsky (1892-1968) foi um crítico e historiador da arte alemão, um dos principais representantes do chamado método iconológico, estudos acadêmicos em iconografia.">Panofsky</span>) e (em oposição) a corrente do relacionamento da arte com o seu criador/artista e com a História (por exemplo, os estetas <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="O marxismo se baseia nas ideias de Karl Marx e Friedrich Engels sobre luta de classes e sociedade sem exploração.">marxistas</span>).&nbsp;<strong>Ambas as correntes são vergônteas de Hegel.</strong></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a>.<br>Originalmente publicado em 4 de abril de 2026, no&nbsp;<a href="https://espectivas.wordpress.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>website</em>&nbsp;do autor</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Recorte da obra (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Técnica de gravura milenar, semelhante a um carimbo, onde o artista entalha uma imagem em uma matriz de madeira, aplicando tinta apenas nas partes elevadas para reproduzir o desenho no papel ou tecido. É considerada uma forma de impressão em relevo, com raízes na China antiga e forte expressão na cultura popular brasileira.">xilogravura</span>): “<em>A Grande Onda</em>” (c. 1831), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Katsushika Hokusai (1760-1849) foi um artista japonês, pintor de estilo ukiyo-e e gravurista do período Edo. Em sua época, era um dos principais especialistas em pintura chinesa do Japão. ">Katsushika Hokusai</span> (1760-1849).<br><br>A escolha da obra justifica-se por evidenciar, de forma quase imediata, a primazia da natureza como fundamento da estética. A força da composição não reside numa invenção arbitrária, mas na apreensão de um padrão natural — o movimento das ondas — cuja forma sugere uma ordem subjacente que o artista apenas revela. A desproporção entre a imensidão do mar e a fragilidade humana reforça que a beleza não é criação do homem, mas algo que o precede e o transcende. Assim, a obra ilustra com clareza a ideia de que a arte não cria a estética, mas a manifesta.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gm60fb059" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm60fb059 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-mente-revolucionaria/">O que é “mente revolucionária”?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-ugis17i" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ugis17i gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ugis17i" class="section-g-ugis17i gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-n2h24a7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-n2h24a7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-musica-ligeira-esta-praticamente-morta/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/OrquestraDaOpera.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;A Orquestra da Ópera&quot; (1868), de Edgar Degas (1834-1917)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-musica-ligeira-esta-praticamente-morta/">A “música ligeira” está praticamente morta</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-ideologia-que-nao-recompensa-a-criatividade-do-individuo/">A ideologia que não recompensa a criatividade do indivíduo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-o77srx1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-o77srx1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-o77srx1" class="section-g-o77srx1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-iifppeo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-iifppeo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/santo-agostinho-e-o-cogito-de-descartes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Pleading.jpg" alt="Obra: &quot;Suplicando&quot; (1876), de Sir Lawrence Alma-Tadema (1836 - 1912)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/santo-agostinho-e-o-cogito-de-descartes/">Santo Agostinho e o Cogito de Descartes</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-9k9z2w1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-9k9z2w1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-9k9z2w1" class="section-g-9k9z2w1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-echbip1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-echbip1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-genocidio-dos-europeus-programado-pela-esquerda/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Esterilizem.jpg" alt="Esterilizem-se! Oba!" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-genocidio-dos-europeus-programado-pela-esquerda/">O genocídio dos europeus programado pela Esquerda</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/carro-a-pilhas-nao-se-trata-de-ecologia-e-um-ataque-politico-a-liberdade-individual/">“Carro a pilhas”: não se trata de “ecologia”; é um ataque político à liberdade individual</a></em></p>
</div></div>



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<div id="section-g-7xhx1h8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-7xhx1h8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/os-intelectuais-pos-modernos-nao-conseguem-compreender-sao-tomas-de-aquino/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/ApoteoseDeSaoTomasAquino.jpg" alt="Obra: &quot;Apoteose de São Tomás de Aquino&quot; (1631), de Francisco de Zurbarán (1598 – 1664)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/os-intelectuais-pos-modernos-nao-conseguem-compreender-sao-tomas-de-aquino/">Os intelectuais pós-modernos não conseguem compreender São Tomás de Aquino</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-i6f232f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-i6f232f gutentor-carousel-item"><div id="section-g-i6f232f" class="section-g-i6f232f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-h4jiyf0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-h4jiyf0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-evolucao-degenerativa-do-homem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/ThreestudiesForPortraitOfGeorgeDyer_FrancisBacon.jpg" alt="“Three studies for portrait of george dyer”, de Francis Bacon (1909 - 1992)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-evolucao-degenerativa-do-homem/">A evolução degenerativa do Homem</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-1cbwibe" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-1cbwibe gutentor-carousel-item"><div id="section-g-1cbwibe" class="section-g-1cbwibe gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-shngdd4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-shngdd4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/um-liberal-e-pior-do-que-um-comunista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Revolution_LudwigMeidner.jpg" alt="Obra: &quot;Revolution&quot; (1919), de Ludwig Meidner (1884 - 1966)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/um-liberal-e-pior-do-que-um-comunista/">Um liberal é pior do que um comunista</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-gppg81x" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gppg81x gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gppg81x" class="section-g-gppg81x gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-1w6aw1e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-1w6aw1e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-ja-nao-tem-um-sistema-democratico-liberal-passo-a-redundancia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/01/SupremeCourt.jpg" alt="Obra: &quot;Our Overworked Supreme Court&quot; (1885), por J. Keppler (1838 - 1894)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-ja-nao-tem-um-sistema-democratico-liberal-passo-a-redundancia/">O Brasil já não tem um sistema “democrático liberal” (passo a redundância)</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-fbf1mdc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-fbf1mdc gutentor-carousel-item"><div id="section-g-fbf1mdc" class="section-g-fbf1mdc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-2nosr3f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-2nosr3f gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/10/LeSermentDuJeuDePaume_Jacques-LouisDavid.jpg" alt="Obra: &quot;Le Serment du Jeu de paume&quot; (década de 1790), por Jacques-Louis David (1748 – 1825)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/">Qual </a><a href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/">é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-kd1j7mr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-kd1j7mr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-kd1j7mr" class="section-g-kd1j7mr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-br7719z" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-br7719z gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/08/RosettaII.jpg" alt="Obra: &quot;Rosetta II&quot; (2005), por Jenny Saville." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/">As tatuagens e a desfiguração do corpo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-1xseesy" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-1xseesy gutentor-carousel-item"><div id="section-g-1xseesy" class="section-g-1xseesy gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-z3dh3mz" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-z3dh3mz gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/07/PoliceAndThieves.jpg" alt="Obra: &quot;Police and Thieves&quot; (2015), por Hugo Mayer." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Há limites para a loucura globalista</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-8zfqmg7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-8zfqmg7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-8zfqmg7" class="section-g-8zfqmg7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-i8seiq1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-i8seiq1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/estamos-caminhando-para-um-planeta-prisao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Piranesi_Carcere_XIV.jpg" alt="Obra: &quot;Imaginary Prison (Carcere XIV)&quot; (1760), de Giovanni Battista Piranesi (1720 – 1778) ." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Est</a><a href="https://culturadefato.com.br/estamos-caminhando-para-um-planeta-prisao/">amos caminhando para um planeta prisão</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmb5392d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb5392d gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb5392d" class="section-gmb5392d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g293cdd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g293cdd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-esquerda-puritana-progressista-e-igualitarista-e-o-principio-de-pareto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Mateus13_1-9.jpg" alt="Obra: &quot;The Sower&quot; (2013), por Liz Lemon Swindle. Representa Mateus 13 1-9." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-esquerda-puritana-progressista-e-igualitarista-e-o-principio-de-pareto/">A Esquerda puritana, progressista e igualitarista, e o Princípio de Pareto</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm0ad177" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0ad177 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0ad177" class="section-gm0ad177 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gf5cd6a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf5cd6a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/joao-caupers-isabel-moreira-e-a-institucionalizacao-da-eutanasia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DeathAndTheMiser_FransFranckenII.jpg" alt="Obra: &quot;Death and the miser&quot;, por Frans Francken II (1581-1642)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/joao-caupers-isabel-moreira-e-a-institucionalizacao-da-eutanasia/">João Caupers, Isabel Moreira, e a institucionalização da eutanásia</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm277ea2" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm277ea2 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm277ea2" class="section-gm277ea2 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g955680" class="wp-block-gutentor-e6 section-g955680 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/hume-tinha-razao-sem-querer/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/SunriseInTheHarbor_LeonidAfremov.jpg" alt="Obra: &quot;Sunrise in the Harbor&quot;, por Leonid Afremov." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/hume-tinha-razao-sem-querer/"><em>Hume tinha razão, sem querer<br></em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm895252" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm895252 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm895252" class="section-gm895252 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g4cc9d7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g4cc9d7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/06/TheDeathSeneca_PeterPaulRubens.jpg" alt="Obra: &quot;The Death of Seneca&quot; (1615), de Peter Paul Rubens (1577 - 1640)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/">O prazer e a dor, segundo o estoicismo e o Cristianismo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmbc4768" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbc4768 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbc4768" class="section-gmbc4768 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8678e8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8678e8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/SunburstPumpingUnit_GregEvans.jpg" alt="Obra: &quot;Sunburst - Pumping Unit&quot;, de Greg Evans." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/">Vem aí uma recessão econômica na zona Euro</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5015e4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5015e4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5015e4" class="section-gm5015e4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gec39f8" class="wp-block-gutentor-e6 section-gec39f8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/NascerDoSol_VladimirKush.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Nascer do sol&quot; de autoria do pintor russo Vladimir Kush." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/">A verdade existe?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm47aa84" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm47aa84 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm47aa84" class="section-gm47aa84 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g7bdb86" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7bdb86 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CalaABoca.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5b60b9" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5b60b9 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5b60b9" class="section-gm5b60b9 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g626fe4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g626fe4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ParafusoSolto.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/">A ética e a moral não podem ser definidas ou determinadas pela ciência</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm79574f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm79574f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm79574f" class="section-gm79574f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-geadb75" class="wp-block-gutentor-e6 section-geadb75 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/OAbandonoDaMulher.jpg" alt="Mulher sentada em escadaria da rua e homem deixando-a." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/">O abandono da mulher</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg3fsp7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg3fsp7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg3fsp7" class="section-g-gg3fsp7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-it5ifdd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-it5ifdd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://espectivas.wordpress.com/" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/http.jpg" alt="Letreiro azul http indicando links" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://espectivas.wordpress.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Conheça o <em>website</em> do autor</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-fundamento-natural-da-estetica/">O fundamento natural da estética</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A fábrica de militantes disfarçada de escola</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-fabrica-de-militantes-disfarcada-de-escola/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudio Apolinario]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Feb 2026 03:14:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Gramsci]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[Gramsci]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[MEC]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>
		<category><![CDATA[PISA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Gramsci ensinou que revolução não se faz com fuzis, mas com livros didáticos. Ele entendeu que a conquista do poder passa pela conquista da cultura. Controlar escolas e universidades significa controlar o imaginário das próximas gerações.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>A educação, no Brasil, só se distingue do</em> <em>crime</em><br><em>organizado</em> <em>porque o crime é organizado.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Durante décadas, o Brasil assistiu à transformação metódica de escolas em células de doutrinação. A esquerda chama isso de “democratização do ensino”. Eu chamo pelo óbvio: aparelhamento ideológico.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Antonio Sebastiano Francesco Gramsci (1891 - 1937) militante marxista italiano, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Passou anos no cárcere, onde escreveu os ''Cadernos do Cárcere'' os quais descrevem suas ideias sobre hegemonia cultural e poder.">Gramsci</span> ensinou que revolução não se faz com fuzis, mas com livros didáticos. Ele entendeu que a conquista do poder passa pela conquista da cultura. Controlar escolas e universidades significa controlar o imaginário das próximas gerações. É guerra de posicionamento, não de movimento.</p>



<p>No Brasil, essa estratégia foi aplicada com precisão cirúrgica. O Ministério da Educação foi aparelhado e virou laboratório gramsciano. Nos governos de esquerda, as nomeações políticas substituíram critérios técnicos. O conteúdo curricular passou por filtro ideológico. Professores viraram agentes de transformação social — máscara retórica elegante para militantes de sala de aula.</p>



<p>O cavalo de Troia perfeito foi a pedagogia de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Paulo Reglus Neves Freire (1921 - 1997): educador influenciado por comunistas como Karl Marx e Antonio Gramsci. É autor do livro intitulado ''Pedagogia do Oprimido''.">Paulo Freire</span>. Sob o pretexto de “educação libertadora”., introduziu-se a ideia de que todo conhecimento é político e que o professor deve “conscientizar” o aluno — eufemismo para doutrinação marxista. Freire virou patrono da educação brasileira por lei federal em 2012. Não por acaso, a educação brasileira é um desastre absoluto.</p>



<p>A ironia é brutal: enquanto países asiáticos focavam em matemática, ciências e conteúdo objetivo, o Brasil abraçou pedagogias construtivistas que priorizavam “consciência crítica” sobre conhecimento factual. As consequências são claras: gerações inteiras que decoram slogans de esquerda, mas não sabem interpretar um texto. Sabem protestar, mas não sabem pensar.</p>



<p>O resultado? O país que celebra esse método como gênio pedagógico ocupa as últimas posições em leitura e matemática no <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Programa Internacional de Avaliação de Estudantes">PISA</span> 2022, entre 81 países avaliados. Mas para a esquerda, isso não é falha — é método. Afinal, o objetivo nunca foi educar e sim formar militantes.</p>



<p>Veja o <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Exame Nacional do Ensino Médio">ENEM</span>. Prova que deveria medir conhecimento virou teste de alinhamento ideológico. Questões sobre desigualdade social, racismo estrutural e gênero aparecem sistematicamente, enquanto conteúdos factuais de História e Geografia ficam em segundo plano. Matemática e ciências seguem o mesmo destino. A mensagem é clara: importa mais saber a narrativa progressista correta do que dominar conteúdo objetivo.</p>



<p>As universidades federais completaram o projeto. Transformaram-se em feudos ideológicos onde discordância é heresia. Casos de perseguição a professores conservadores são recorrentes, mas raramente ganham visibilidade. Alunos de direita são hostilizados. Currículos privilegiam pensamento crítico de esquerda, vitimismo histórico e relativismo moral — jargões sofisticados para um marxismo requentado.</p>



<p>O mais perverso? Tudo financiado com dinheiro público. O contribuinte que mal terminou o ensino médio paga para formar militantes que o desprezam. E quando questiona o sistema, é taxado de fascista.</p>



<p>A esquerda domina institucionalmente, mas há resistência silenciosa de professores conservadores que, intimidados, não se posicionam. Enquanto a direita discutia currículo e meritocracia, a esquerda construiu, silenciosamente, seu domínio cultural.</p>



<p>Quando os pais conservadores perceberam a captura institucional, já era tarde. Seus filhos estavam doutrinados. As universidades tomadas. A narrativa estabelecida.</p>



<p>A arquitetura desse fracasso educacional foi planejada, sistemática e devastadoramente eficaz. Porque criar cidadãos pensantes é perigoso. Formar militantes obedientes é estratégico.</p>



<p>E assim, o Brasil segue produzindo analfabetos funcionais que repetem bordões revolucionários. A esquerda comemora. Afinal, eles não queriam educação de qualidade. Queriam controle de mentes. E conseguiram.</p>



<p>A pergunta que fica é incômoda: quando a direita vai perceber que batalha cultural não se vence com propostas técnicas, mas com conservadores dispostos a lecionar, a enfrentar hostilidade acadêmica e a não abrir mão de formar a próxima geração?</p>



<p>A esquerda venceu porque executou um plano deliberado de aparelhamento — enquanto a direita, distraída com economia e eleições, nem percebeu o controle institucional acontecendo. Quando finalmente acordou, o estrago estava feito. Hoje, conservadores fogem da educação por medo de hostilidade ou desprezo acadêmico, e a esquerda forma militantes sem oposição. É preciso voltar às salas de aula — não para doutrinar, mas para formar cidadãos pensantes.</p>



<p>É hora de acordar — ou a próxima geração já estará perdida.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://www.camarasjc.sp.gov.br/vereadores/70/claudio-apolinario" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Claudio Apolinario</a>.<br>O autor é pastor, vereador em São José dos Campos (SP), articulista e analista político.<br>Publicado originalmente em 2 de fevereiro de 2026 no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">website</a></em> de <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Noise in the classroom</em>” (1905), de Rudolf Geyling (1839 – 1904).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos similares:</h2>



<br>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-miseria-da-educacao-e-a-educacao-para-a-miseria/">A miséria da Educação e a Educação para a miséria</a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-estudar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/BuscandoDiploma.jpg" alt="Buscando o diploma" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-estudar/">Por que estudar?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemonirnasser/">José Monir Nasser</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-g79x41c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g79x41c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g79x41c" class="section-g-g79x41c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoajuda-marxista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/PauloFreire.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/autoajuda-marxista/">Autoajuda marxista</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemariasilva/">José Maria e Silva</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/MexicanCattleDriveInSouthernCalifornia_WilliamHahn.jpg" alt="Obra: &quot;Mexican cattle drive in Southern California&quot; (1883), de William Hahn (1829 - 1887)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/">Qual o problema da homenagem do Google a Paulo Freire?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ludmilalinsgrilo/">Ludmila Lins Grilo</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-ao-contrario/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/CabecaVazia.jpeg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-ao-contrario/">Educação ao contrário</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheSevereTeacher_JanSteen.jpg" alt="Obra: &quot;The severe teacher&quot; (1668), por Jan Steen (1626 – 1679)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cem-frases-de-olavo-de-carvalho/">Educação e anti-educação</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-no-atoleiro-ideologico/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/10/TheBlindLeadingTheBlind_PieterBruegelTheElder.jpeg" alt="Obra: &quot;The Blind Leading the Blind&quot; (1568), de Pieter Bruegel the Elder (1525 ou 1530 - 1569)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-no-atoleiro-ideologico/"><em>O Brasil no atoleiro ideológico</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-135854c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-135854c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-135854c" class="section-g-135854c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ce07mde" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ce07mde gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/neurociencia-da-educacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ChildReadingBook.jpg" alt="Obra: &quot;Child Reading a Book&quot;, por Angela Tommaso Hellman." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/neurociencia-da-educacao/"><em>Neurociência da educação</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/stephenkanitz/">Stephen Kanitz</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-n7aoo11" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-n7aoo11 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-n7aoo11" class="section-g-n7aoo11 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ac1vcz5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ac1vcz5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/douto-desconhecimento/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Narcissist_KyprianosDimosthenous.jpg" alt="Obra &quot;Narcissist&quot; (2021), por Kyprianos Dimosthenous." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/douto-desconhecimento/">Douto desconhecimento</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-fabrica-de-militantes-disfarcada-de-escola/">A fábrica de militantes disfarçada de escola</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Carta ao milionário brasileiro</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/carta-ao-milionario-brasileiro/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/carta-ao-milionario-brasileiro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nelson Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 05:53:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Alceu Amoroso Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Burle Marx]]></category>
		<category><![CDATA[Católico]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Helder Câmara]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Não tenho o preconceito contra a fortuna e tenho o preconceito oposto, ou seja: contra a miséria. Entendo que o Dom Helder ame a miséria, ame a mortalidade infantil, ame a fome. Tudo isso é o seu ganha-pão”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/carta-ao-milionario-brasileiro/">Carta ao milionário brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto do ano. Carrão. Dentro,</em><br><em>um sujeito de terno e gravata que,</em> <em>cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático,</em> <em>amassou</em><br><em>uma embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua,</em> <em>como se o asfalto fosse uma lixeira pública.</em><br><em>O Audi é só um disfarce que ele pôde comprar,</em> <em>no fundo é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial.</em>”<br>Martha Mattos Medeiros (escritora brasileira)<br><br>“<em>Um país em que é preciso acorrentar canetas em locais públicos… não se pode esperar muita coisa.</em>”<br>Clodovil Hernandes (1937 &#8211; 2009)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="RefNotas"><em>* <a href="#Notas">Notas da editora</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Meu caro milionário paulista. Não, não. Melhor será dizer: brasileiro. Meu caro milionário brasileiro: em primeiro lugar, devo dizer-lhe que não sinto nenhum preconceito contra o rico. Fica-lhe muito bem a sua fortuna e vou-lhe dizer mais: desejo do fundo da alma que você tenha uma casaca. Se a tem, creia-me: está justificado o fato de você ter nascido.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">II</h2>



<br>



<p>Nem pense que a casaca seja um dado frívolo, intranscendente. Sabe você por onde se demonstra o nosso racismo jamais confessado? Por um fato muito mais dramático do que se imagina: até hoje, não se viu um preto brasileiro de casaca. Não importa que os nossos sociólogos ponham a mão no fogo por uma democracia racial que nunca existiu. Primeiro, a casaca; depois, a sociologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">III</h2>



<br>



<p>Mas como ia dizendo: não tenho o preconceito contra a fortuna e tenho o preconceito oposto, ou seja: contra a miséria. Entendo que o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Dom Hélder Pessoa Câmara OFS (Fortaleza, 7 de fevereiro de 1909 – Recife, 27 de agosto de 1999) foi um bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.">Dom Helder</span> ame a miséria, ame a mortalidade infantil, ame a fome. Tudo isso é o seu ganha-pão. Por uma questão de sobrevivência e de turismo (ele, que viaja tanto), interessa-lhe que o Nordeste apodreça de fome infantil e adulta. Mas eu quero, inversamente, a multiplicação dos ricos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">IV</h2>



<br>



<p>Está escrito que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Escrevo isso e já uma dúvida me ocorre: será “fundo de uma agulha” ou “buraco de uma agulha”? Em ambas as hipóteses, tanto faz. Não sei se é católico e, em caso afirmativo — que tipo de católico? No passado, o católico era simplesmente católico. Mas hoje tudo mudou. Os “padres de passeata”, ditos “progressistas”, questionam todos os dogmas e, até, acham graça nos dogmas. Uns são católicos-marxistas, outros católicos sem vida eterna, e ainda outros “católicos-maoístas&#8217;“, ou “católicos-fidelistas” etc. etc. Só não são católicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">V</h2>



<br>



<p>Se meu caro milionário está na linha de D. Hélder e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Dr. Alceu Amoroso Lima (1893 - 1983), conhecido também pelo pseudônimo Tristão de Athayde, foi crítico literário, escritor e líder católico amigo de Dom Hélder.">dr. Alceu</span>, a história do camelo e da agulha não passa de fábula de “gibi”. Mas quero crer que você seja um católico de verdade e não dos falsamente chamados “progressistas”. E, nesse caso, entre o efêmero e o eterno, você terá escolhido a eternidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">VI</h2>



<br>



<p>Mas pergunto: entrará você no reino dos céus? Façamos aqui uma breve meditação sobre o seu destino efêmero e o seu destino eterno. Na Terra ou por outra — no Brasil, ser rico é um risco. Duas forças o ameaçam: de um lado, o comunismo; de outro lado, o anticomunismo. O que o salva do comunismo é o comunista. Com que inépcia, cegueira, obtusidade, irrealismo, alienação o comunista liquida o comunismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">VII</h2>



<br>



<p>Resta o anticomunismo, que, por um ressentimento ingênuo, também não gosta dos ricos. Outro dia, dizia-me um milionário: “Ainda vou-me disfarçar de ceguinho.” Não brincava. Falo muito no ceguinho da Rua do Ouvidor. É o que toca ao violino sempre o mesmo tango: “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="É um tango composto pelo uruguaio Gerardo Matos Rodríguez (1897–1948) em 1916. A melodia original foi escrita como uma marcha carnavalesca para a comparsa (grupo carnavalesco) ''La Cumparsita'' — daí o nome, que significa ''a pequena comparsa''. Mais tarde a composição recebeu versos de Pascual Contursi e Enrique Maroni.">La Cumparsita</span>” <a href="#LaCumparsita" id="RefLaCumparsita"><img decoding="async" width="22" height="21" class="wp-image-26212" style="width: 22px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/NotasMusicais.jpg" alt="Notas Musicais"></a>. E o meu amigo milionário, nas suas fantasias, imagina-se de óculos escuros, bisando eternamente “La Cumparsita”. Gemeu: “O ceguinho da Rua do Ouvidor está muito mais seguro do que os milionários do Brasil.” Certamente, há, no seu pânico, um relativo exagero.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">VIII</h2>



<br>



<p>Eu me pergunto se você será ou não um herdeiro. Fez a sua fortuna ou se a recebeu, de graça? Em ambas as hipóteses, não há mal nenhum. Admitamos que seja um milionário de berço. Antes da primeira chupeta, já era milionário. Resta saber que destino escolheu para a sua herança. Você a dinamizou, você a potencializou, você injetou-lhe a sua vontade criadora?</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">IX</h2>



<br>



<p>Não sei se você passa muitas vezes pela Avenida Atlântica. É o meu caminho diário. Aquelas máquinas, aqueles guindastes, aquelas estacas, aquelas dragas, tudo aquilo parece a fundação do mundo. Todas as manhãs, faço o caminho do Forte ao Leme. E sinto que a praia da véspera não é a mesma do dia seguinte; que o mar é outro; que as dunas conquistam o mar. E como a praia muda, e muda o mar, e as espumas, tudo começa a mudar. É um delírio. Eis o que eu quero dizer: o seu dinheiro pode transformar também a realidade. Pode fazer inventar outras praias, outros mares, outros horizontes, outras ilhas.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">X</h2>



<br>



<p>Quero saber se você, meu bom milionário, tem feito horizontes, ilhas, praias. Há de gostar de uísque. Ou por outra: não gosta, mas toma uísque. Ninguém gosta e todos se encharcam de uísque. Está maravilhosamente certo. Ninguém bebe o que quer, ninguém come o que quer, ninguém tem a mulher que quer. Também finge que adora o seu jardim. Mandou <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Roberto Burle Marx (1909 - 1994) foi um artista plástico e paisagista brasileiro. Embora tenha ficado conhecido internacionalmente ao exercer a profissão de paisagista, também era pintor, desenhista, designer, escultor e cantor.">Burle Marx</span> fazê-lo. E o seu jardim só tem uma cor: um verde obsessivo, apavorante, alucinatório. Nós sabemos que não há nada mais feio do que uma cor sem as outras. E as visitas invejam o seu insuportável jardim e acham Burle Marx um gênio.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">XI</h2>



<br>



<p>Você gosta de ter, nas imediações, decotes ideais. Nada disso o impedirá de atravessar o buraco da agulha (não o estou chamando de camelo). Mas o que é que você faz ou que é que você tem feito? O Brasil está para ser feito, nós temos de fazê-lo. Você nasceu, e como justifica o fato de ter nascido? É milionário e o acusam de ter dinheiro. Estão contra você o comunismo e o anticomunismo. E é possível que você mesmo, em suas insônias, faça uma autoflagelação.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">XII</h2>



<br>



<p>Estou dizendo tudo isso para lhe fazer um pedido, meu bom milionário. Não quero de você nada de épico, de sublime. Pelo contrário. É um pequeno ato, de uma infinita modéstia. Sim, ato humilde, que não vai absolutamente promovê-lo. Ninguém vai saber que você o fez, senão você mesmo. É o seguinte: há, no Brasil, uma revista católica chamada&nbsp;<em>Permanência</em><strong><sup><a href="#Nota01" id="RefNota01">1</a></sup></strong>. Imagino o seu pânico: “Revista católica?” Não se assuste, meu caro milionário.&nbsp;<em>Permanência</em>&nbsp;é uma desesperada batalha contra os “assassinos da Igreja”.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">XIII</h2>



<br>



<p>Não sei se você sabe, e, se não sabe, fique sabendo: a maioria absoluta, a quase unanimidade das revistas católicas são feitas, precisamente, pelos anticatólicos. Outro dia, li um pequeno jornalzinho e lá Cristo é apresentado como um guerrilheiro. Sim, como um assassino. Dirá alguém: “Mas o guerrilheiro não é assassino.” Acontece, porém, que é perfeitamente — assassino. Sabemos que qualquer guerra é monstruosa. Na última, morreram milhões e milhões de pessoas. Essa abundância cadavérica chega para o nosso horror. Pois a guerrilha é a mais infame das guerras, a chamada “guerra suja”. Direi, apenas, que é a guerra sem prisioneiro, que não admite prisioneiros, que mata prisioneiros. Você entende? Se quem mata prisioneiros não é assassino, quem o será?</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">XIV</h2>



<br>



<p><em>Permanência</em>&nbsp;constitui uma dramática exceção. É uma das raras, raríssimas revistas católicas feitas por católicos e não pelos inimigos da Igreja. Vive e sobrevive graças ao esforço abnegado e solitário de uma meia dúzia. E, sem meios promocionais, é pouquíssimo conhecida. Imagino que você, milionário, diga: ”Eu nunca a li.” E outros dirão: ”Nem eu, nem eu.” Não importa que ninguém a tenha lido. Mesmo sem um único leitor,&nbsp;<em>Permanência</em>&nbsp;precisa existir, continuar, não morrer.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">XV</h2>



<br>



<p>Bem. Vamos ao pedido. Eu queria, milionário, que você fizesse o seguinte: mandasse um cheque para&nbsp;<em>Permanência</em>. Ninguém saberá, ou por outra: saberá aquele que o receber. Mas não mande uma quantia pequenina e vil. Se você, milionário, me pedisse uma sugestão, eu diria: um cheque de vinte milhões antigos. Gostaria de saber se, entre os milionários brasileiros, há um capaz desse gesto de amor. Se você fizer isso, meu amigo, o camelo passará pelo buraco da agulha. Sua doação será um momento da consciência católica.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/nelsonrodrigues/">Nelson Rodrigues</a>&nbsp;(1912 – 1980).<br>Escrito em dezembro de 1969.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="Notas"><a href="#RefNotas"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a> <strong>Notas da editoria:</strong><br><br><strong id="Nota01">1</strong>. Não temos qualquer vínculo com a <em>Revista Permanência</em>, que segue em atividade mesmo após o falecimento de seu fundador, Gustavo Corção, um dos maiores pensadores católicos brasileiros, e de Nelson Rodrigues, gênio incomparável de nossa literatura. Republicamos este texto como forma de homenagear ambos e de mostrar como suas reflexões, escritas há décadas, continuam a iluminar os dilemas do presente.<a href="#RefNota01"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br><br><strong>2</strong>. A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Retrato de Adele Bloch-Bauer</em>” (1907), de Gustav Klimt (1862 &#8211; 1918). <a href="#main"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a></p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center" id="LaCumparsita"><a href="#RefLaCumparsita"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a> Ouça um trecho de <em>La Cumparsita</em>:</h2>



<br>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://culturadefato.com.br/downloads/artes_e_literatura/2025/LaCumparsita.mp3"></audio></figure>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor e artigo complementar:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-g-tgljsvg" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-tgljsvg gutentor-carousel-item"><div id="section-g-tgljsvg" class="section-g-tgljsvg gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-noai4ve" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-noai4ve gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/velhos-espartilhos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/EmUmEspartilho_1910_LovisCorinth.jpg" alt="Obra: &quot;Em um espartilho&quot; (1910), por Lovis Corinth (1858 - 1925)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/velhos-espartilhos/">Velhos espartilhos</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/assassinar-o-gesto-de-amor/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/CenaDe_CasaDeBernardaAlba.jpg" alt="Cena da peça teatral &quot;A Casa de Bernarda Alba&quot;, de Federico García Lorca (1898 - 1936)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/assassinar-o-gesto-de-amor/">Assassinar o gesto de amor</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-kgvn121" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-kgvn121 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-kgvn121" class="section-g-kgvn121 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-biscskb" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-biscskb gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/os-ricos-pobres/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/PapelHigienicoDeOuro.jpeg" alt="Papel Higiênico de Ouro" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/os-ricos-pobres/">Os ricos-pobres</a></em><br>(artigo complementar)</p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/carta-ao-milionario-brasileiro/">Carta ao milionário brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>O Brasil no atoleiro ideológico</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-brasil-no-atoleiro-ideologico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 02:58:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Bertold Brecht]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filipe Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Fria]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolás Maduro]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia do Oprimido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Todo ano, cerca de 3 milhões de brasileiros festejam sua chegada à maioridade. Em imensa proporção, tiveram suas mentes oprimidas pela <em>pedagogia do oprimido</em> e suas potencialidades contidas pelas urgências da <em>luta política</em>.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Quando tudo é política, nada mais é verdadeiro.</em>”<br>Comumente atribuída a <span data-tooltip="Johanna Arendt (1906 -1975) foi filósofa política alemã e de origem judaica." data-tooltip-position="top">Hannah Arendt</span> (1906 -1975).<br><br>“<em>Os que podem fazê-lo, fazem; os que não podem, ensinam.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Bernard Shaw (1856 – 1950) foi dramaturgo e romancista irlandês.">Bernard Shaw</span> (1856 – 1950).</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">É fácil compreender por que o Brasil perde posições nos rankings internacionais e por que, salvo exceções, nossa representação política é tão precária. Todo ano, cerca de 3 milhões de brasileiros festejam sua chegada à maioridade. Em imensa proporção, tiveram suas mentes oprimidas pela “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="''Pedagogia do oprimido'' é o título de um livro de Paulo Reglus Neves Freire (1921 - 1997), mais conhecido como Paulo Freire. A obra faz a transposição da luta de classes marxista para o âmbito da educação.">pedagogia do oprimido</span>” e suas potencialidades contidas pelas urgências da “luta política”. Vários anos de “Ideologia para idiotas” enfiada em diferentes conteúdos pedagógicos, impingiu-lhes que a esquerda, sempre moderada, é boa, generosa e bem sucedida e que a direita, sempre extremada, é sinônimo de fascismo. Agora, saiam de dentro da bolha e espiem o resultado.</p>



<p>Basta observar esses jovens para entender que foram vítimas passivas do persistente combate cultural e espiritual travado contra o Ocidente. Aliás, é bom saber que essa foi a linha mais bem sucedida da velha <span data-tooltip="Rivalidade política, ideológica e militar entre os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Sem confronto direto, o conflito se manifestou por meio de disputas econômicas, tecnológicas, armamentistas e de influência global." data-tooltip-position="top">Guerra Fria</span>. É um combate que atacou e continua atacando de modo permanente o Bem, a Verdade, a Justiça e a Beleza. Seu produto final é perversão, falsidade e, claro, o desastre da ética e da estética. Em ambientes universitários, quando bem encaminhada em direção aos próprios fins, essa “cultura” confere aos coletivos e a seus ambientes o conhecido aspecto de legião de zumbis indignados.</p>



<p>Menciono aqui, com pesar, observações que jamais têm o devido destaque fora das redes sociais. É como se para as emissoras e veículos do oficialismo, os pilares da civilização fossem temas superados e estivessem, em fratura exposta, ante os olhos de todos. Regrediram à pedra lascada, isto sim! Mas se veem como sofisticados joalheiros na Amsterdam das ideias.</p>



<p>O consagrado teatrólogo alemão <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Eugen Bertholt Friedrich Brecht (1898 - 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Ao final dos anos 1920 Brecht torna-se marxista.">Bertold Brecht</span>, em “A medida punitiva”, depois de prescrever aos comunistas o abandono de toda coerência e o descarte das regras morais e dos sentimentos humanos, conclui: “Quem luta pelo comunismo tem, de todas as virtudes, apenas uma: a de lutar pelo comunismo”.</p>



<p>Capturados pela militância esquerdista, brechtianos sem o saberem, milhões de jovens brasileiros sobre cujos ombros recairia tanta responsabilidade no futuro do país, têm, na própria incoerência, sua “<em>best friend</em>”. Dela lhes vem o inesgotável estoque de pesos e medidas que usam no mesmo modo <em>flex</em> aplicado por certas autoridades da República a preceitos da Constituição Federal.</p>



<p>Estamos assistindo, ao vivo, a tolerância com a corrupção dos companheiros. Há um silêncio nas redações. Ainda que a corrupção seja de uso e benefício privado, fazer de conta que não existe é menos danoso do que reconhecer a culpa. No Brasil de hoje, apesar das provas em contrário, todo direitista é tão culpado quanto <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filipe Martins dos Santos (Goiânia, 01 de abril de 1984) é um político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). Foi assessor para assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro."><a href="https://www.instagram.com/reel/DPuCWdhjsHl/?utm_source=ig_web_button_share_sheet" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Filipe Martins</a></span>, um inocente; todo esquerdista, tão inocente quanto <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolás Maduro Moros é um político venezuelano e atual presidente da República Bolivariana da Venezuela.">Nicolás Maduro</span>, um bandido. Essa é a escandalosa lição que as instituições republicanas, em mal ensaiada coreografia,&nbsp;proporcionam à nação.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do autor, em 25 de outubro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Parábola, cego guiando o cego</em>” (1568), por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pieter Bruegel the Elder (Brueghel), o Velho: pintor e gravurista holandês, nasceu entre 1525 e 1530 e faleceu em 1569.">Pieter Bruegel</span> (1525/1530 – 1569).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-g79x41c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g79x41c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g79x41c" class="section-g-g79x41c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-ideologia-que-nao-recompensa-a-criatividade-do-individuo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CrystalGradation_1921.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Gradação de Cristal&quot; (1921), de Paul Klee (1879 - 1940)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-ideologia-que-nao-recompensa-a-criatividade-do-individuo/">A ideologia que não recompensa a criatividade do indivíduo</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-q9eacmk" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-q9eacmk gutentor-carousel-item"><div id="section-g-q9eacmk" class="section-g-q9eacmk gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-cis97ll" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-cis97ll gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoajuda-marxista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/PauloFreire.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/autoajuda-marxista/">Autoajuda marxista</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemariasilva/">José Maria e Silva</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-18sisi1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-18sisi1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-18sisi1" class="section-g-18sisi1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-6va3p29" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-6va3p29 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/MexicanCattleDriveInSouthernCalifornia_WilliamHahn.jpg" alt="Obra: &quot;Mexican cattle drive in Southern California&quot; (1883), de William Hahn (1829 - 1887)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/">Qual o problema da homenagem do Google a Paulo Freire?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ludmilalinsgrilo/">Ludmila Lins Grilo</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l01u8uj" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l01u8uj gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l01u8uj" class="section-g-l01u8uj gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-h974ihy" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-h974ihy gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nos-e-os-nossos-gulags/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/EsperandoParaSerBaleado.jpg" alt="Obra: &quot;Waiting to be Shot&quot;, por Nikolai Getman (1917 - 2004)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nos-e-os-nossos-gulags/">Nós e os nossos GULAGs</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l571163" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l571163 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l571163" class="section-g-l571163 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-0ov6vii" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-0ov6vii gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-tragico-fim-de-um-boneco-de-sal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/MorningGlory.jpg" alt="Obra: &quot;Morning Glory&quot;, por Marguerite Lloyd." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-tragico-fim-de-um-boneco-de-sal/">O trágico fim de um boneco de sal</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l3ud1lc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l3ud1lc gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l3ud1lc" class="section-g-l3ud1lc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-w11qp9q" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-w11qp9q gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheSevereTeacher_JanSteen.jpg" alt="Obra: &quot;The severe teacher&quot; (1668), por Jan Steen (1626 – 1679)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/">Educação e anti-educação</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-p7vlak4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p7vlak4 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p7vlak4" class="section-g-p7vlak4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sz22zml" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sz22zml gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-miseria-da-educacao-e-a-educacao-para-a-miseria/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/11/InTheClassroom.jpg" alt="Obra: &quot;In the classroom&quot; (1810), por Paul Louis Martin des Amoignes (1858 – 1925)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-miseria-da-educacao-e-a-educacao-para-a-miseria/">A miséria da Educação e a Educação para a miséria</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm666515" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm666515 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm666515" class="section-gm666515 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1aec69" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1aec69 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-ao-contrario/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/CabecaVazia.jpeg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-ao-contrario/">Educação ao contrário</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>Comunismo e nazismo: dois monstros idênticos</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ion Mihai Pacepa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 03:49:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Aldo Moro]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Negri]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Hobsbawm]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Civil Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Joachim von Ribbentrop]]></category>
		<category><![CDATA[KGB]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Bonaparte]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Hardt]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Napoleão]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolae Ceausescu]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Terceiro Reich]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Tismaneanu]]></category>
		<category><![CDATA[Vyacheslav Molotov]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O livro <em>O Diabo na História</em>, do professor Vladimir Tismaneanu, é a obra definitiva sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Lênin não foi apenas o fundador da propaganda política,</em><br><em>o sacerdote supremo de uma nova eclesiologia do partido infalível onisciente,</em><br><em>mas também o demiurgo do sistema do campo de concentração e o apóstolo do terror universal.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



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<p class="has-drop-cap">O livro “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil in History: Communism, Fascism and Some Lessons of the Twentieth Century</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”], do professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span>, é o livro definitivo sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos para criar movimentos de massa destinados a fins apocalípticos.</p>



<p>Eu vivi tanto sob o Terceiro Reich quanto sob o Império Soviético e sei que um mero mortal qualquer que ousasse traçar um mínimo paralelo entre comunismo e nazismo acabaria atrás das grades — se tivesse sorte. Os nazistas, indignados, descartavam qualquer relação com o comunismo, do mesmo modo como os comunistas, nervosamente, rejeitavam qualquer comparação com o nazismo/fascismo. Mas não os seus líderes. No dia 23 de agosto de 1939, quando o ministro das Relações Exteriores soviético, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Viatcheslav Mikhailovitch Molotov (1890 - 1986), nascido Scriabin, foi um diplomata e político da União Soviética de destaque entre os anos 20 e 50 do século XX.">Vyacheslav Molotov</span>, e o seu colega alemão equivalente, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ulrich Friedrich Wilhelm Joachim von Ribbentrop (1893 - 1946) foi um político alemão, ministro de Relações Exteriores da Alemanha Nazista entre 1938 e 1945 e uma das principais e influentes figuras do Terceiro Reich de Adolf Hitler.">Joachim von Ribbentrop</span>, se reuniram no Kremlin para assinar o infame <a href="https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/german-soviet-pact" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pacto de Não-agressão <span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span>&#8211;<span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stalin</span></a>, Stalin estava eufórico. Ele disse a Ribbentrop: “O governo soviético leva muito a sério este novo pacto. Eu posso garantir, sob a minha palavra de honra, que a União Soviética não trairá o seu parceiro”. (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Willard Toland (1912 - 2004) foi um escritor e historiador americano. Ele é mais conhecido por uma biografia de Adolf Hitler e uma história vencedora do Prêmio Pulitzer do Japão na época da Segunda Guerra Mundial, ''The Rising Sun''.">John Toland</span>, “<a href="https://amzn.to/4okZw6k" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Adolf Hitler</a>”. New York: Doubleday, 1976, página 548)</p>



<p>Havia muitas razões para Stalin estar alegre. Tanto ele quanto Hitler acreditavam na necessidade histórica de expandir o território dos seus impérios. Stalin chamava isso de “revolução do proletariado mundial”. Hitler chamava de “Lebensraum” (espaço vital). Ambos basearam as suas tiranias no roubo. Hitler roubou a riqueza dos judeus. Stalin roubou a riqueza da igreja e da burguesia. Ambos odiavam religião, e ambos substituíram Deus pelo culto às suas próprias pessoas. Ambos eram também profundamente anti-semitas. Hitler matou cerca de 6 milhões de judeus. Durante a década de 1930, apenas Stalin — oriundo da Georgia, onde os judeus haviam sido escravos até 1871 — prendeu cerca de 7 milhões de russos (a maior parte judeus) sob a acusação de espionagem a serviço do sionismo americano e os matou.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="489" height="745" class="wp-image-25951" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/10/ODiaboNaHistoria.jpg" alt="Capa da obra: &quot;O Diabo naHistória&quot;, de Vladimir Tismăneanu."></a>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] não é o primeiro livro a estudar a relação entre fascismo e comunismo, mas é o primeiro escrito por um eminente estudioso em cujo sangue correm os genes dos dois movimentos. Os pais de Vladimir Tismaneanu lutaram pelo fascismo nas Brigadas Internacionais durante a <span data-tooltip="A Guerra Civil Espanhola (1936–1939) opôs republicanos e nacionalistas; estes contaram com apoio de Hitler e Mussolini, enquanto a União Soviética apoiou os republicanos." data-tooltip-position="top">Guerra Civil Espanhola</span>, viveram em Moscou durante a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Segunda Guerra Mundial: conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span> como ativistas comunistas, compreenderam as tragédias provocadas pelo comunismo e terminaram a vida profundamente desencantados. O próprio Vladimir foi seduzido pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Karl Marx (1818 - 1883), que foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">marxismo</span> (especialmente pelo neo-marxismo da Escola de Frankfurt) até deixar a Romênia, aos 30 anos de idade, em 1981. Ele se tornou professor anti-comunista especialista em estudos soviéticos e do leste europeu quando o marxismo-<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924), que foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">leninismo</span> estava com força total e chefiou a Comissão Presidencial da Romênia para o Estudo da Ditadura Comunista em seu país, que condenou fortemente as atrocidades do comunismo. O primeiro livro de Vladimir em inglês foi publicado em 1988.&nbsp;O título é revelador — “<a href="https://amzn.to/4h32zxi" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow" style="color: #4682b4;"><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">The Crisis&nbsp;</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> of Marxist</span> <span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">Ideology in Eastern</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> Europe: The</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" style="color: #4682b4;" data-tooltip-position="top"> Poverty of Utopia</span></a>”.&nbsp;Quando muitos kremlinologistas focavam os seus estudos nas elites comunistas e nos conflitos mortais, Tismaneanu percebeu que o comportamento das elites era explicado pelo sistema de crenças leninista. Os líderes comunistas eram assassinos, sem dúvida, mas eram assassinos com uma ideologia. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolae Ceaușescu (1918 -1989) foi um político romeno que serviu como Secretário-Geral do Partido Comunista do seu país de 1965 a 1989, servindo também, a partir de 1974, como Presidente da República Socialista da Romênia. Seu governo ditatorial foi derrubado como um resultado do que ficou conhecido como Revolução de Natal.">Nicolae Ceausescu</span>, a quem conheci muito bem, era um comunista fanático que acreditava realmente que o comunismo estava do lado certo da história.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é tanto um livro sobre o passado quanto um livro sobre o futuro. Em novembro de 1989, quando o Muro de Berlim foi derrubado, milhões de pessoas gritaram “O comunismo morreu”. O comunismo soviético, como forma de governo, realmente morrera. Mas uma nova geração de pessoas, cujo conhecimento da vida sob o comunismo é pouco ou nulo, está tentando dar a esta heresia, agora vestida em trajes socialistas, uma nova vida na França, Grécia, Espanha, Portugal, Venezuela, Argentina, Brasil e Equador, e poucas pessoas estão prestando atenção a este fato. Em 15 de fevereiro de 2003, milhões de europeus tomaram as ruas, não para celebrar a liberdade desfrutada graças à luta dos americanos para impedir que eles se tornassem escravos soviéticos, mas para condenar o imperialismo americano, conforme descrito em “<a href="https://amzn.to/4h8VOdA" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Empire</a>” (de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Michael Hardt é um teórico literário e filósofo político estadunidense que leciona na Duke University.">Michael Hardt</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Negri (1933 - 2023), também conhecido como Toni Negri, foi um filósofo político marxista, acadêmico e militante político italiano.">Antonio Negri</span>, Harvard University Press, 2000), livro cujo co-autor, Antonio Negri, um terrorista disfarçado de professor marxista, esteve preso pelo envolvimento no sequestro e assassinato do primeiro ministro italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aldo Moro foi um jurista, professor e político italiano. Foi primeiro-ministro da Itália de 1963 até 1968 e de 1974 até 1976. Membro ativo da Igreja Católica, foi um dos líderes mais destacados da democracia cristã na Itália.">Aldo Moro</span>. O jornal The New York Times chamou o atual Manifesto Comunista de Negri de “o livro quente e inteligente do momento”. (David Pryce-Jones, “Evil Empire, The Communist ‘hot, smart book of the moment’”, National Review Online, 17 de setembro de 2001).</p>



<p>Durante 27 anos da minha outra vida, na Romênia, eu estive envolvido em operações destinadas a criar inúmeros Antonios Negris para desempenhar o papel de guerreiros da <span data-tooltip="Rivalidade política, ideológica e militar entre os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Sem confronto direto, o conflito se manifestou por meio de disputas econômicas, tecnológicas, armamentistas e de influência global." data-tooltip-position="top">Guerra Fria</span> em toda a Europa Oriental e usá-los para jogar a região contra os Estados Unidos. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é um estudo enciclopédico sobre como a máquina de desinformação soviética e pós-soviética usou aqueles Negris para converter o antigo ódio europeu pelos nazistas em ódio aos EUA, o novo poder de ocupação.</p>



<p>Em 1851, quando <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Luís Napoleão Bonaparte (1808 - 1873), conhecido como Napoleão III, o primeiro presidente da República Francesa eleito por sufrágio universal e o último imperador da França. Ele era filho do irmão de Napoleão, Luís Bonaparte, que foi Rei da Holanda.">Luís Bonaparte</span>, o vil sobrinho de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Napoleão Bonaparte (1769 - 1821) foi um estadista e líder militar francês que ganhou destaque durante a Revolução Francesa e liderou várias campanhas militares de sucesso durante as Guerras Revolucionárias Francesas. Foi Imperador dos Franceses como Napoleão I de 1804 a 1814 e brevemente em 1815 durante os Cem Dias.">Napoleão</span>, tomou o poder na França, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Karl Marx (1818 - 1883) foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">Karl Marx</span> disse a sua agora famosa máxima: “A história sempre se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] documenta os atuais esforços dos esquerdistas para reviver as mentiras soviéticas, e isto mostra a sua ridícula natureza.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] tem não apenas importância ideológica mas também histórica, pois torna o seu autor, Vladimir Tismaneanu, uma versão americana conservadora de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Eric John Ernest Hobsbawm (1917 - 2012) foi um historiador marxista britânico bastante reconhecido do século XX. Ao longo de toda a sua vida, Hobsbawm foi membro do Partido Comunista Britânico.">Eric Hobsbawm</span>, o mais respeitado historiador britânico.</p>



<p>Hobsbawm, morto há pouco com a venerável idade de 95 anos, era um polímata erudito, um esplêndido pesquisador e um excelente escritor. Infelizmente, também resolveu ser um marxista profissional e os marxistas são, por definição, mentirosos. Eles são&nbsp;<em>obrigados a mentir</em>&nbsp;porque a realidade de todas as sociedades marxistas tem sido devastadora, a um nível espantoso. Mais de 115 milhões de pessoas foram mortas em todo mundo na tentativa de manter vivas as mentiras do marxismo.</p>



<p>O quarteto de livros mais respeitado de Hobsbawm, “<a href="https://amzn.to/43eLryU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Revolution</a>” e “<a href="https://amzn.to/3KRevWW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Extremes</a>”, aos quais dedicou a maior parte da sua vida, também são uma mentira: apresentam a história da revolução marxista soviética, evolução e ‘descentralização’ (<em>evolution and devolution</em>) que ignoram totalmente os <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAGs</span>. São como uma história do nazismo ignorando o Holocausto, ou uma história do Egito desconsiderando os faraós e as pirâmides. Hobsbawm filiou-se ao Partido Comunista Britânico em 1936, e nele permaneceu mesmo após o seu eterno ídolo, a União Soviética, ter sucumbido. Hobsbawm jamais retirou a sua filiação ao Partido Comunista. Ele explicou: “O Partido… teve o primeiro, ou mais precisamente, o único direito real das nossas vidas… As exigências do Partido têm prioridade absoluta… Se ele mandar você abandonar a namorada ou a esposa, você deve fazê-lo”.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu também se filiou ao Partido Comunista quando jovem – como eu fiz – mas rompeu com o partido quando o comunismo ainda estava com força total — como eu fiz — e expôs os seus males ao resto do mundo — como eu também fiz. A bem da verdade, devo registrar a minha imensa admiração por Tismaneanu e dizer que o considero um bom amigo, embora jamais tenhamos nos encontrado. Sob o meu ponto de vista, ele é o maior especialista em comunismo romeno e um dos maiores estudiosos do mundo sobre o Leste Europeu. O seu “<a href="https://amzn.to/438eXGC" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Stalinism for All Seasons</a>” é o mais amplo estudo sobre o comunismo romeno e o seu “<a href="https://amzn.to/4qcKmBU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Fantasies of Salvation: Democracy, Nationalism, and Myth in Post-Communist Europe</a>” recebeu o prêmio romeno-americano da Academy of Arts and Sciences. Por sua incansável atividade de pesquisa, Vladimir Tismaneanu tornou-se um membro do prestigioso Institut fur die Wissenschaften von Menschen em Viena, Áustria, e recebeu o título de Public Policy Scholar do Woodrow Wilson International Center for Scholars.</p>



<p>A despeito da cobertura da imprensa sobre a corrida nuclear durante a Guerra Fria, nós, no topo do serviço de inteligência do bloco soviético naqueles anos, lutamos, naquela guerra, pela conquista das mentes — na Europa, na esquerda americana, no Terceiro Mundo — pois sabíamos ser impossível ganhar as batalhas militares. A Guerra Fria acabou realmente, mas, diferentemente das outras guerras, não terminou com um inimigo derrotado depondo as armas. No ano 2000, alguns dos meus antigos colegas da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti,em português: ''Comitê de Segurança do Estado''.">KGB</span> tomaram o Kremlin e transformaram a Rússia na primeira ditadura de inteligência da história. Mais de seis mil antigos agentes da KGB estão nos governos russos federal e local. Seria como tentar democratizar a Alemanha com os oficiais da Gestapo no comando.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu é o analista político perfeito para os dias de hoje, pois é um especialista nos dois legados, nazista e comunista. A despeito de diagnósticos otimistas e do excessivo&nbsp;<em>wishful thinking</em>, estas duas patologias não estão mortas. O esclarecedor livro de Vladimir Tismaneanu é um antítodo contra os novos experimentos do radicalismo utópico e da engenharia social.</p>



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<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a> (1928 &#8211; 2021).<br><br>O autor, general <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a>, foi o oficial de mais alta patente a desertar do bloco comunista,<br>obtendo asilo político nos Estados Unidos.<br><br>No Brasil, <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion</a> ficou conhecido pelo livro <a href="https://amzn.to/4ncDp0Y" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><em>Disinformation</em></a> (<em><a href="https://amzn.to/47mtCQW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Desinformação</a></em>), escrito em coautoria com<br>o professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ronald J. Rychlak é um advogado, jurista, autor e comentarista político americano. Ele é um Distinguished Professor of Law na University of Mississippi School of Law e é titular da Cátedra Jamie L. Whitten em Direito e Governo.">Ronald Rychlak</span> e publicado pela WND Books em junho de 2013.<br><br>Artigo originalmente publicado em 14 de fevereiro de 2014<br>no <em>website <a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>. Tradução de Ricardo Hashimoto.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>As duas Fridas</em>” (1939), de <span data-tooltip="Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (1907 - 1954), mais conhecida como Frida Kahlo, foi uma pintora mexicana conhecida pelos seus muitos retratos, autorretratos, e obras inspiradas na natureza e artefatos do México." data-tooltip-position="top">Frida Kahlo</span> (1907 &#8211; 1954).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



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<section id="gm23ceb0f" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm23ceb0f gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-gc06e0a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc06e0a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/ComunismoNazismo.jpg" alt="Comunismo e Nazismo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
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<div id="section-g5485d9" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5485d9 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/BenitoMussolini_1941_Ernest-Hamlin-Baker.jpg" alt="Obra: &quot;Benito Mussolini&quot; (1941), de Ernest Hamlin Baker (1889 - 1975)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/" rel="sponsored nofollow"><em>As raízes socialistas de Benito Mussolini</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/bryancaplan/">Bryan Caplan</a>.</p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens socialistas do fascismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a></p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/" rel="sponsored nofollow"><em>Por que os alemães apoiaram Hitler</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a>.</p>
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<div id="col-g-p13mi2s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p13mi2s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p13mi2s" class="section-g-p13mi2s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/" rel="sponsored nofollow"><em>Knut Hamsun: entre a poesia da terra e o abismo da história</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/douglasalfini/">Douglas Alfini Jr</a>.</p>
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<div id="col-gmdaa1c4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmdaa1c4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmdaa1c4" class="section-gmdaa1c4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9e98c1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9e98c1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MassacreNaCoreia.jpg" alt="Obra: &quot;Massacre na Coreia&quot; (1951), por Pablo Picasso (1881 - 1973)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/">Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</a>,<br></em>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/dennisprager/">Dennis Prager</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-dp1115s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-dp1115s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-dp1115s" class="section-g-dp1115s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sufhsup" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sufhsup gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens do politicamente correto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm6bd01f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm6bd01f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm6bd01f" class="section-gm6bd01f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gc1a09e" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc1a09e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/KarlMarx.jpg" alt="Karl Marx" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><em>A grande mentira socialista</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/eguinaldosouza/">Eguinaldo Hélio de Souza</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm15c1af" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm15c1af gutentor-carousel-item"><div id="section-gm15c1af" class="section-gm15c1af gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g7203e6" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7203e6 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/1May_1958_Alexandru-Ciucurencu.jpg" alt="Obra: &quot;Primeiro de Maio&quot; (1958), de Alexandru Ciucurencu (1903 - 1977)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><em>O socialismo reflete a atitude interior de seus adeptos</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/antonymueller/">Antony Mueller</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/">Comunismo e nazismo: dois monstros idênticos</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>As raízes socialistas de Benito Mussolini</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bryan Caplan]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2025 18:09:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[A. James Gregor]]></category>
		<category><![CDATA[Benito Mussolini]]></category>
		<category><![CDATA[Che Guevara]]></category>
		<category><![CDATA[Costantino Lazzari]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Giolitti]]></category>
		<category><![CDATA[Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Ivanoe Bonomi]]></category>
		<category><![CDATA[Lênin]]></category>
		<category><![CDATA[Leonida Bissolati]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Mussolini]]></category>
		<category><![CDATA[PSI]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Mussolini não era só mais um socialista; ele era o Lênin italiano - o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um 'jornalista'; ele era o editor do Avanti!, o jornal oficial do Partido Socialista.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Eu sempre achei mais fácil convencer uma grande massa do que uma só pessoa.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span> (1883 &#8211; 1945)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Quando eu estava na 6ª série, uma cópia de 1967 do livro &#8220;<a href="https://amzn.to/4k0rbHh" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Pageant of World History</a>&#8221; (por <a href="https://www.goodreads.com/author/list/591159.Gerald_Leinwand" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Gerald Leinwand</a>) chegou-me as mãos. Embora eu tenha aprendido muito com o mesmo, ele contém omissões chocantes. Eis aqui o que Leinwand diz dos anos iniciais de Mussolini:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Mussolini, que a dada altura havia sido um socialista, e um jornalista, escreveu alguns artigos apelando à subversão do capitalismo.</p>
</blockquote>



<p>Tudo verdade, mas muito enganador. Da forma como Leinwand escreve, ficamos com a impressão que Mussolini havia sido um jornalista menor que, por acaso, havia sido um membro casual do partido socialista. Só décadas mais tarde, quando descobri os trabalhos de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Anthony James Gregor (1929 - 2029) foi um professor emérito de ciência política da Universidade da Califórnia, em Berkeley, reconhecido pelos seus estudos sobre fascismo, marxismo e segurança nacional.">A. James Gregor</span>, especialmente o seu&nbsp;“<a href="https://www.amazon.com/Young-Mussolini-Intellectual-Origins-Fascism/dp/0520037995" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Young Mussolini and the Intellectual Origins of Fascism</a>“, é que fiquei a saber toda a história.</p>



<p>Felizmente para os alunos que atualmente se encontram no 6º ano, a Wikipédia tem consigo os fatos que Leinwand deixou de fora.</p>



<p>Mussolini não era só mais um socialista; ele era o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> italiano &#8211; o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um &#8220;jornalista&#8221;; ele era o editor do&nbsp;<em>Avanti!</em>, o jornal oficial do Partido Socialista.</p>



<p>Por volta de 1910, ele&#8230;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8230;era considerado um dos mais proeminentes socialistas de Itália. Em setembro de 1911, Mussolini participou num motim, liderado por socialistas, contra a guerra italiana contra a Líbia. Ele denunciou amargamente a &#8220;guerra imperialista&#8221; italiana feita para capturar a capital da Líbia (Tripoli), ação que lhe custou 5 meses de prisão.</em></p>



<p><em>Depois de liberto, ele ajudou a expulsar das fileiras do partido socialista dois &#8220;revisionistas&#8221; que haviam apoiado a guerra, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ivanoe Bonomi (1853 - 1951) foi um político italiano. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da Itália.">Ivanoe Bonomi</span>, e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Leonida Bissolati (1857 - 1920) foi um expoente líder do movimento socialista italiano, na virada do século XIX.">Leonida Bissolati</span>. Como resultado, ele foi recompensado com o lugar de editor do jornal do Partido Socialista, Avanti! Sob a sua liderança, a circulação do jornal subiu de 20 mil para 100 mil exemplares.</em></p>
</blockquote>



<p>O artigo da Wikipédia em torno do Partido Socialista Italiano contém ainda mais detalhes em torno da purga de &#8220;revisionistas&#8221; levada a cabo por Mussolini:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>No princípio do século XX, no entanto, o PSI escolheu não se opor de modo vigoroso ao governo liderado pelo cinco-vezes primeiro ministro <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Giolitti (1842 - 1928) foi um político italiano, Presidente do Conselho de Ministros de seu país, em cinco diferentes mandatos. O período durante o qual guiou a vida política da Itália é geralmente referido como ''era giolittiana''.">Giovanni Giolitti</span>. Esta conciliação com o governo existente e o aumento da sua influência eleitoral, ajudaram a estabelecer o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Partido Socialista Italiano">PSI</span> como um partido italiano &#8220;mainstream&#8221; por volta da década com início em 1910.</em></p>



<p>No entanto, apesar da melhoria dos resultados eleitorais, o PSI permaneceu divido em dois ramos distintos: os&nbsp;<strong>reformistas</strong>, liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filippo Turati (1857 - 1932) foi um sociólogo, poeta e político socialista italiano.">Filippo Turati</span>, e bastante influentes junto dos sindicatos e dentro do grupo parlamentar, e os&nbsp;<strong>maximalistas</strong>, liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Costantino Lazzari (1857 - 1927) foi um político italiano. Foi um dos fundadores e principais líderes do Partido Socialista Italiano .">Costantino Lazzari</span>, afiliados ao &#8220;London Bureau&#8221; de grupos socialistas, uma associação internacional de partidos socialistas.</p>



<p><em>Em 1912 os maximalistas, liderados Benito Mussolini, prevaleceram durante a convenção do partido, o que levou a divisão do Partido Socialista Reformador Italiano.</em></p>
</blockquote>



<p class="img-direita"><img loading="lazy" decoding="async" width="571" height="432" class="wp-image-24261" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_e_Mussolini.jpg" alt="Foto de Hitler e Mussolini">Para os socialistas, obviamente, a apostasia de Mussolini nada mais prova para além do fato dele ser o mal encarnado. Para todos os outros, a história em torno das origens de Mussolini coloca toda a sua carreira sob uma nova luz. Quem vê as coisas de fora, observa o que quem se encontra do lado de dentro se nega a admitir: a fruta apóstata raramente cai longe da árvore ortodoxa.</p>



<p>Sim, Mussolini percebeu que o socialismo mais o nacionalismo tinham um apelo de massas superior que o socialismo simples. Sim, Mussolini percebeu que o socialismo ficaria mais forte se ele se aliasse com a Igreja em vez dele tentar destruí-la. Sim, Mussolini percebeu que a apropriação em massa da propriedade privada devastaria a economia.</p>



<p>E sim, Mussolini percebeu que a palavra &#8220;socialismo&#8221; alienaria milhões de italianos que estariam de outro modo receptivos à sua mensagem. Mas isto não faz de Mussolini um socialista radical que traiu tudo aquilo em que acreditava, mas sim um socialista radical que se livrou de dogmas socialistas periféricos como forma de desbravar o caminho entre ele e o poder absoluto.</p>



<p>Se ele tivesse mantido a etiqueta socialista e tivesse evitado a aliança com Hitler (outro socialista), Mussolini hoje poderia ser um ícone esquerdista tão grande como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ernesto Guevara (1928 - 1967): revolucionário marxista argentino.">Che Guevara</span>.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/bryancaplan/">Bryan Caplan</a>.<br>Artigo originalmente escrito em ingês, e publicado em <em><a href="https://www.econlib.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Library of Economics and Liberty</a></em>.<br>Traduzido e publicado por <a href="https://omarxismocultural.blogspot.com/"><em>O Marxismo Cultural</em></a>, em 22 de setembro de 2012.<br>Republicado em 8 de outubro de 2012 pelo <em>website</em> <em><a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Benito Mussolini</em>” (1941), de Ernest Hamlin Baker (1889 &#8211; 1975).<br>A foto interna ao artigo expõe Hitler e Mussolini juntos.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos similares ou complementares:</h2>



<br>



<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/">As origens socialistas do fascismo</a><br>(diversos autores)</p>
</div></div>



<div id="col-g-z3qlf3k" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z3qlf3k gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z3qlf3k" class="section-g-z3qlf3k gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/"><em>Por que os alemães apoiaram Hitler</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-fascista-manso/">O fascista manso</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/amirkanitz/">Amir Kanitz</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MassacreNaCoreia.jpg" alt="Obra: &quot;Massacre na Coreia&quot; (1951), por Pablo Picasso (1881 - 1973)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/">Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/dennisprager/">Dennis Prager</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/">O socialismo reflete a atitude interior de seus adeptos</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/antonymueller/">Antony Mueller</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/true-outspeak-desmantelando-o-socialismo/">True Outspeak: desmantelando o socialismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc9f9db" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc9f9db gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc9f9db" class="section-gmc9f9db gutentor-col-wrap">
<div id="section-g935342" class="wp-block-gutentor-e6 section-g935342 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-mito-das-raizes-socialistas-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/UltimaCeia_LeonardoDaVinci.jpg" alt="Obra: afresco &quot;A última ceia&quot; (1495 - 1498), de Leonardo da Vinci (1452 - 1519). Obrado em uma parede do antigo refeitório dos monges no Convento de Santa Maria Delle Grazie, em Milão (Itália)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-mito-das-raizes-socialistas-do-cristianismo/">O mito das “raízes socialistas” do cristianismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/lawrencewreed/">Lawrence W. Reed</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-6man6ep" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-6man6ep gutentor-carousel-item"><div id="section-g-6man6ep" class="section-g-6man6ep gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-z1c123r" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-z1c123r gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/KarlMarx.jpg" alt="Karl Marx" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><em>A grande mentira socialista</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/eguinaldosouza/">Eguinaldo Hélio de Souza</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/">As raízes socialistas de Benito Mussolini</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Ainda estou aqui. Conheço esse truque.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2025 18:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Granado]]></category>
		<category><![CDATA[Che Guevara]]></category>
		<category><![CDATA[Fidel Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Salles]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O truque do laureado cineasta consistiu  [...] em contar de modo talentoso a parte politicamente conveniente de uma história real. É um recorte, um <em>short</em>, um mero <em>tik tok</em> extraído do que realmente aconteceu, porque contar a história inteira arruinaria o efeito político desejado.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Quando uma civilização começa a se degradar, um dos sinais que a caracterizam é a lucidez na esperteza.</em>”<br><span data-tooltip="Gustavo Corção Braga (1896 - 1978) foi um escritor, engenheiro e jornalista brasileiro. Autor de diversos livros sobre política e conduta, além de um romance. Uma das grandes personalidades do século XX no Brasil, um expoente no pensamento católico e conservador brasileiro." data-tooltip-position="bottom">Gustavo Corção</span> (1896 &#8211; 1978)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O prêmio atribuído ao filme de <span data-tooltip="Walter Moreira Salles Júnior é um diretor e produtor brasileiro. Detém um patrimônio líquido de 4,5 bilhões USD (2025). Nasceu em 12 de abril de 1956 no Rio de Janeiro (RJ)." data-tooltip-position="top">Walter Salles Jr.</span> na <span data-tooltip="2 de março de 2025" data-tooltip-position="top">recente</span> cerimônia do Oscar não é dos que me encheriam de orgulho pátrio. Um Nobel — unzinho só — em Literatura ou Ciências me faria bem mais feliz. Nosso longo jejum de 124 anos junto à Real Academia Sueca diz muito sobre um país onde os melhores talentos naturais vão embora, a começar pelos craques da bola, que, ainda imberbes, seguem direto do campinho da vila para a Europa.</p>



<p>O filme “Ainda estou aqui” reproduz o velho truque usado pelo mesmo diretor, com muito sucesso político, na produção de “Diários de motocicleta (2004)”. Naquele início de milênio, curioso por conhecer um país comunista, eu fizera minhas primeiras andanças por Cuba em voos baratos da <a href="https://www.cubana.cu/localize" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Cubana de Aviación</a>. Lera muito sobre a revolução e seus dois principais personagens — <span data-tooltip-position="TOP" data-tooltip="Fidel Alejandro Castro Ruz (1926 - 2016) foi político revolucionário de viés nacionalista e marxista-leninista.">Fidel</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ernesto Guevara (1928 - 1967): revolucionário marxista argentino.">Che</span> — e publicara, no mesmo ano, a primeira edição de “Cuba, a tragédia da utopia”.</p>



<p>O truque do laureado cineasta consistiu então, como agora, em contar de modo talentoso a parte politicamente conveniente de uma história real. É um recorte, um <em>short</em>, um mero <em>tik tok</em> extraído do que realmente aconteceu, porque contar a história inteira arruinaria o efeito político desejado.</p>



<p>“Diários de motocicleta” conta a viagem que os jovens mochileiros Ernesto Guevara de la Serna e seu amigo <span data-tooltip="Alberto Granado Jiménez (1922 - 2011) foi companheiro de Che Guevara (1928-1967) em uma viagem pela América Latina em 1952. Fundou a Escola de Medicina de Santiago de Cuba." data-tooltip-position="top">Alberto Granado</span> fizeram em 1952, saindo de Buenos Aires rumo a Caracas. No percurso de moto, entre aventuras e vicissitudes, os dramas sociais vistos ao longo do percurso andino vão alterando o espírito de Ernesto, levando-o a gastar o tempo livre na leitura de obras marxistas e na redação do diário de viagem.</p>



<p>Os dois relatos, como desejava o cineasta, induzem o telespectador a concluir que Ernesto foi mais cristão do que as freiras, mais generoso nas suas relações e mais sensível do que elas aos problemas dos doentes… Ou seja: o argentino era um anjo de bondade e as irmãs um bando de mulheres perversas.</p>



<p>No entanto, à semelhança do que acontece mundo afora em tantos leprosários mantidos há séculos por ordens religiosas, as irmãs de San Pablo passaram suas vidas num recôndito da selva amazônica cuidando, anonimamente, dos portadores da terrível enfermidade. Não mereciam que Walter Salles Jr., em seu intuito de construir o mito do Che, exaltando o comunista e zombando do cristianismo, as apresentasse ao público como insensíveis megeras.</p>



<p>O filme de 2004 termina abruptamente, quando os dois amigos se separam. Uma mensagem na tela informa que Ernesto Guevara de la Serna se incorporaria à revolução cubana e se tornaria um de seus comandantes. Mas que diabo! É ali que sai o adolescente mochileiro e entra o vulto histórico tomado pelo ódio mortal aos adversários, transformado em fria “máquina de matar”. E esse é apenas um dos maus resultados da ideologia que as duas realizações querem mostrar virtuosa, pois “Ainda estou aqui” faz a mesmíssima coisa. Os dois filmes com a história inteira de seus personagens Walter Salles Jr. não fez e jamais fará.</p>



<p>Achou ruim? Pior, muito pior, é saber que nas salas de aula do Brasil a mesma extrema esquerda aplica idêntico truque para enfeitar os recortes, os <em>tik toks</em>, proclamados como inteiras verdades históricas sobre os mais variados assuntos.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do autor em 7 de março de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="Notas"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa: “<em>Retrato de Giovanni Arnolfini e sua Esposa</em>” (1434), de Jan van Eyck (1390 &#8211; 1441).<br><br>À primeira vista, parece um retrato tradicional de um casal, mas o espelho ao fundo revela mais do que a cena principal mostra. A figura do próprio pintor e detalhes ocultos na sala só podem ser vistos através do reflexo. Para obter esta imagem em alta definição, <a href="https://culturadefato.com.br/downloads/artes_e_literatura/2025/RetratoDeGiovanniArnolfiniESuaEsposa_HD.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.</p>



<br>
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		<title>Wokismo nova face da revolução anticristã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José A. Ureta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 03:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O <em>wokismo</em> reformula o pensamento marxista ao diversificar as lutas identitárias. [...] O <em>wokismo</em> também está enraizado em teorias filosóficas desenvolvidas na França e depois popularizadas nas universidades americanas sob a etiqueta <em>French Theory</em>. Figuras como Derrida, Foucault, Gilles Deleuze e Guattari fornecem conceitos básicos, como a desconstrução e o relativismo.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Intensa batalha cultural agitou a França desde que chegou o que poderíamos chamar, segundo o título da obra ricamente documentada de Atílio Faoro,&nbsp;“<em>A <a href="https://sinaisdoreino.com.br/?cat=1&amp;id=19069" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Revolução Woke</a>”</em>. Para preservar os valores cristãos e tradicionais face a este fenômeno, é essencial compreender em profundidade as suas origens, as suas manifestações e os perigos que representa. É precisamente este o escopo do presente texto.</em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<h1 class="wp-block-heading has-text-align-center">Sumário</h1>



<br>



<ol class="wp-block-list">
<li id="Ref01"><a href="#Top01">Atualidade do tema</a></li>



<li id="Ref02"><a href="#Top02">Origens da expressão “woke”</a></li>



<li id="Ref03"><a href="#Top03">“Wokismo”, filosofia herdada do marxismo</a></li>



<li id="Ref04"><a href="#Top04">Teoria crítica da raça</a></li>



<li id="Ref05"><a href="#Top05">Antirracismo militante leva a soluções grotescas</a></li>



<li id="Ref06"><a href="#Top06">Feminismo radical</a></li>



<li id="Ref07"><a href="#Top07">Ideologia de gênero</a></li>



<li id="Ref08"><a href="#Top08">Ambientalismo radical</a></li>



<li id="Ref09"><a href="#Top09">Consequências desta ideologia são muitas vezes desastrosas</a></li>



<li id="Ref10"><a href="#Top10">Interseccionalidade ou convergência de lutas</a></li>



<li id="Ref11"><a href="#Top11">“Cancelar”: primeiro passo para impor a ditadura <em>woke</em></a></li>



<li id="Ref12"><a href="#Top12">Divisão religiosa entre a elite <em>woke</em> e o povo</a></li>
</ol>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top01">1. Atualidade do tema <a href="#Ref01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">A eleição de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Donald John Trump, empresário e político, foi o 45.º presidente dos Estados Unidos.">Donald Trump</span> foi vista por muitos analistas como uma rejeição da ideologia progressista e um ponto de viragem global contra o&nbsp;<em>wokismo</em></p>



<p><a href="https://www.causeur.fr/author/dom-labarriere" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Dominique Labarrière</a> escreve em&nbsp;<em><a href="https://www.causeur.fr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Causeur</a></em>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A vitória de Trump é acima de tudo a derrota, a derrota do wokismo, esta mistura de falsa ciência, de ‘moralina’ mal-ajambrada, de ódio a si mesmo, de desprezo pela verdade”.&nbsp;</em>Acrescenta que essa vitória marca o&nbsp;<em>“crepúsculo dos ídolos”</em>&nbsp;e anuncia o&nbsp;<em>“despertar das legiões do bom senso e da cultura do real</em>, descrevendo este acontecimento como o&nbsp;<em>‘Ano Um’ de uma reconquista”</em>&nbsp;para o Ocidente.</p>
</blockquote>



<p><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Hubert_V%C3%A9drine" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Hubert Védrine</a>, antigo ministro das relações exteriores, homem de esquerda e observador atento da cena internacional, vê nisso uma&nbsp;<em>“correnteza de fundo visceral, popular no sentido mais amplo, de pessoas que desejam pôr fim ao progressismo. [&#8230;] Trump não é uma aberração, mas um fenômeno destinado para durar”</em>. E acentua:&nbsp;<em>“É quase como se uma voz coletiva tivesse se levantado para dizer: Basta!”</em></p>



<p>O analista do&nbsp;<em><a href="https://www.lefigaro.fr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Le Figaro</a></em>, <a href="https://www.lefigaro.fr/auteur/renaud-girard" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Renaud Girard</a>, conclui que as posições excessivamente&nbsp;<em>wokistas</em>&nbsp;do Partido Democrata contribuíram para a sua derrota e o geógrafo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Christophe Guilluy é um geógrafo e autor francês. Ele é conhecido por sua teoria sobre a ''França periférica'', apresentada no livro La France périphérique de 2014, que se refere principalmente às áreas rurais da França, onde muitos membros da elite política perderam contato com a classe trabalhadora.">Christophe Guilluy</span> analisa essa vitória como uma reação ao ostracismo da maioria ordinária silenciada.</p>



<p>Quanto aos católicos americanos, o seu papel é inegável: segundo o&nbsp;<em>Washington Post</em>, 56% deles votaram em Trump, marcando um aumento significativo.</p>



<p>No entanto, ao contrário dos Estados Unidos, o&nbsp;<em>wokismo</em>&nbsp;permanece bem ancorado na Europa e em outros continentes — na América Latina, por exemplo, onde continua a estruturar discursos políticos e culturais de partidos e meios de comunicação esquerdistas.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top02">2. Origens da expressão “woke” <a href="#Ref02"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>A palavra “woke”, derivada do verbo inglês&nbsp;<em>to wake up&nbsp;</em>(despertar) tem suas raízes na linguagem informal dos círculos afro-americanos. Inicialmente, denotava uma consciência das injustiças sociais que afetavam esta comunidade. Segundo a <em>Wikipédia</em>, o termo se expandiu para outras questões, incluindo aquelas relacionadas ao sexismo, gênero e identidade <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Lésbicas, Gays, Bi e Trans.">LGBT</span>. Durante os protestos de Ferguson em 2014, ganhou visibilidade graças ao movimento&nbsp;<em>Black Lives Matter&nbsp;</em>(BLM).</p>



<p>Esta ideia de “despertar” face à injustiça evoca a década de 1970, quando figuras como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Dom Hélder Pessoa Câmara OFS (Fortaleza, 7 de fevereiro de 1909 – Recife, 27 de agosto de 1999) foi um bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.">Dom Helder Câmara</span>, conhecido como o “arcebispo vermelho”, e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Paulo Reglus Neves Freire (1921 - 1997) foi educador influenciado por comunistas como Karl Marx e Antonio Gramsci. É autor do livro intitulado ''Pedagogia do Oprimido''.">Paulo Freire</span>, sociólogo marxista brasileiro, defendiam a “conscientização” revolucionária.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top03">3. “Wokismo”, filosofia herdada do marxismo <a href="#Ref03"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>O&nbsp;<em>wokismo&nbsp;</em>reformula o pensamento marxista ao diversificar as lutas identitárias. O marxismo clássico denuncia a propriedade privada como a infraestrutura responsável pela suposta exploração econômica do proletariado pela burguesia capitalista; o&nbsp;<em>wokismo</em>&nbsp;amplia esta grelha de análise atribuindo injustiças análogas a estruturas multiformes de opressão: patriarcado, colonialismo, “heteronormatividade”, ou mesmo “especismo”, responsável pela predação ambiental.</p>



<p><em>Maio de 68</em>&nbsp;marca a grande transição do marxismo tradicional, centrado nas classes socioeconômicas, para o pensamento neomarxista oriundo da Escola de Frankfurt. Esta escola mistura a dialética marxista com a psicanálise de <span data-tooltip="Sigmund Schlomo Freud (1856 - 1939), médico neurologista e psiquiatra criador da psicanálise." data-tooltip-position="top">Freud</span>, o existencialismo e o relativismo cultural, atraindo diversas minorias visíveis para conglomerar um novo proletariado simbólico em rebelião contra as normas sociais dominantes. O objetivo comum continua sendo a destruição das supostas relações de dominação, mas através da multiplicação das frentes de luta.</p>



<p>O&nbsp;<em>wokismo</em>&nbsp;também está enraizado em teorias filosóficas desenvolvidas na França e depois popularizadas nas universidades americanas sob a etiqueta&nbsp;<em>French Theory</em>. Figuras como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jacques Derrida (1930 - 2004), filósofo franco-magrebino. Iniciou durante a década de 1960 a desconstrução em filosofia.">Derrida</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Michel Foucault (1926 - 1984) foi um filósofo francês.">Foucault</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilles Deleuze (1925 - 1995): filósofo francês.">Gilles Deleuze</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Félix Guattari (1930 - )1992 foi um filósofo, psicanalista, psiquiatra, semiólogo, roteirista e ativista revolucionário francês. Foi um dos fundadores dos campos da esquizoanálise e ecosofia.">Guattari</span> fornecem conceitos básicos, como a desconstrução e o relativismo, influenciando novas disciplinas como os estudos de gênero ou os estudos pós-coloniais.</p>



<p>O&nbsp;<em>wokismo</em>&nbsp;moderno está dividido em várias correntes, cada uma centrada em um problema específico percebido como fonte de opressão. Concentrar-me-ei em quatro ramos: racismo antibranco, feminismo androfóbico, ideologia de gênero e ambientalismo punitivo. Embora por vezes divergentes, esses ramos convergem no seu desejo de desconstruir hierarquias e normas sociais para estabelecer uma sociedade mais igualitária e inclusiva.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top04">4. Teoria crítica da raça <a href="#Ref04"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>A teoria crítica da raça é uma aplicação dos conceitos da Escola de Frankfurt, adaptados ao quadro das relações humanas e raciais. Tal como no marxismo, afirma que uma&nbsp;<em>infraestrutura</em>&nbsp;exploradora mantém instituições sociais, políticas e culturais destinadas a perpetuar a dominação dos brancos sobre outros grupos. De acordo com esta abordagem, a própria noção de “raça” é uma construção artificial criada pelo Ocidente para justificar a colonização, a escravatura e a hierarquia racial.</p>



<p><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Pap_Ndiaye" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pap Ndiaye</a>, antigo ministro francês da Educação e historiador, ilustra este ponto com a ideia de “racismo estrutural”: não se trata apenas de atos individuais de racismo, mas de um sistema enraizado nas instituições e na cultura ocidental, baseado na convicção da superioridade da civilização cristã que continua a permear as mentalidades.</p>



<p><a href="https://www.nytimes.com/by/nikole-hannah-jones" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Nikole Hannah-Jones</a>, ativista e jornalista do&nbsp;<em><a href="https://www.nytimes.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">New York Times</a></em>, vai além, argumentando que todas as pessoas brancas são beneficiárias de um sistema centenário de supremacia racial. Ela diz que o racismo persiste mesmo entre aqueles que apoiam ostensivamente a igualdade racial, porque continuam influenciados, mesmo sem perceber, por uma história marcada pela escravatura e pela segregação.</p>



<p>A teoria crítica da raça condena também as chamadas políticas “daltônicas”, que se baseiam no mérito individual, sem levar em conta a cor da pele. Estas regulamentações, embora igualitárias, são consideradas insuficientes. Em seu lugar, promove-se a discriminação positiva, com o estabelecimento de quotas na educação, na comunicação social ou no emprego. Segundo os seus defensores, este tipo de discriminação procura corrigir injustiças históricas dando preferência às minorias.</p>



<p>No entanto, esse ativismo suscita críticas. Alguns acreditam que tais medidas reforçam os estereótipos sobre as supostas capacidades inferiores dos grupos favorecidos e aumentam as tensões raciais. Em vez de promover o diálogo pacífico entre as comunidades, esta abordagem corre o risco de criar barreiras adicionais, dificultando o estabelecimento do entendimento mútuo.</p>



<p>Em suma, a teoria crítica da raça transforma a luta de classes marxista numa luta racial. Esforça-se por desconstruir os fundamentos históricos e culturais do racismo, mas suscita debates acalorados sobre como alcançar uma verdadeira igualdade.</p>



<p>É oportuno recordar que não devemos nos envergonhar da nossa civilização ocidental, nem dos esforços de evangelização e colonização empreendidos pela Europa entre os séculos XVI e XIX. Se essa civilização dominou o mundo, é porque sua cultura e seus valores eram superiores; não por causa de algum suposto gênio racial, mas graças ao cristianismo e à ação da graça divina. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pio X (1835 - 1914), nascido Giuseppe Melchiorre Sarto, foi o 257.º Papa. O seu pontificado decorreu de 4 de agosto de 1903 até a data da sua morte.">São Pio X</span> expressou isto com força na sua encíclica&nbsp;<em>Il Fermo Proposito</em>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A Igreja, ao pregar precisamente Cristo crucificado, escândalo e loucura aos olhos do mundo (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1co/1/23,24" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">1 Cor, 1, 23</a>), veio a ser a primeira inspiradora e fautora da civilização; e difundiu-a por todos os territórios em que pregaram seus apóstolos, conservando e aperfeiçoando os bons elementos das antigas civilizações pagãs, arrancando da barbárie e educando para a convivência civil os novos povos que se refugiavam em seu seio materno, e dando a toda a sociedade, ainda que pouco a pouco, mas com passo seguro e sempre progressivo, aquela marca tão sobressalente que todavia hoje conserva universalmente.”</em></p>
</blockquote>



<p>Ele acrescentava com lucidez:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A civilização do mundo é civilização cristã; e tanto mais verdadeira, mais durável e mais fecunda ela é em preciosos frutos, quanto mais nitidamente cristã ela for; tanto mais declina, com imenso dano ao bem social, quanto mais se afastar da ideia cristã.”</em></p>
</blockquote>



<p>Fechemos este parêntese para tratar de uma consequência direta da teoria crítica da raça: o surgimento de um fenômeno preocupante, o&nbsp;<em>racismo reverso</em>&nbsp;ou o&nbsp;<em>racismo antibranco</em>.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top05">5. Antirracismo militante leva a soluções grotescas <a href="#Ref05"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>Vejamos o exemplo da Disney atribuindo o papel de Branca de Neve a uma atriz mestiça, ou o de uma produção inglesa na qual a rainha <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ana Bolena (1500/1507 - 1536) foi a segunda esposa do rei Henrique VIII e Rainha Consorte do Reino da Inglaterra, de 1533 até a anulação de seu casamento, dois dias antes de sua execução em 1536.">Ana Bolena</span> — a amante do rei <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Henrique VIII (28 de junho de 1491 – 28 de janeiro de 1547) foi Rei da Inglaterra e da Irlanda de 1509 até sua morte em 1547, mais conhecido por seus seis casamentos e por seus esforços para anular seu primeiro casamento (com Catarina de Aragão).">Henrique VIII</span> que foi a causa do cisma da Inglaterra — é interpretada por uma atriz negra. Estas iniciativas, em vez de promoverem a diversidade, provocam debates acalorados e reforçam tensões.</p>



<p>Um péssimo exemplo vem da Universidade Evergreen, no estado de Washington, onde se organiza anualmente o “Dia de Ausência”. Essa iniciativa proíbe o acesso de estudantes e professores brancos ao campus, para que “vivenciem” a exclusão. <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Bret_Weinstein" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Bret Weinstein</a>, um professor judeu de esquerda, questionou o evento por <em>e-mail</em>, chamando-o de racismo antibranco. A sua posição desencadeou protestos agressivos, ameaças, desfechando na demissão dele e de sua esposa, também professora.</p>



<p>Em Paris, a União dos Estudantes da França e o sindicato&nbsp;<em>Sud</em>&nbsp;organizaram reuniões “não racialmente mistas”, proibidas aos brancos, provocando controvérsias semelhantes.</p>



<p>A situação se torna ainda mais preocupante quando a própria matemática é considerada uma manifestação de racismo sistêmico. Em Seattle, as escolas públicas incorporaram a matéria da teoria crítica da raça no ensino da matemática, dizendo que a disciplina é&nbsp;<em>“usada para oprimir indivíduos”</em>. De acordo com esta perspectiva, os professores que tratam os erros dos alunos como desacerto reforçam ideias de perfeccionismo e paternalismo — duas ideias comumente associadas à “cultura da supremacia branca”.</p>



<p>Um programa de “matemática equitativa” financiado pela <a href="https://www.iisd.org/funders/bill-melinda-gates-foundation?gad_source=1&amp;gclid=EAIaIQobChMIzdK3wJDbiwMVXyFECB1lFwv2EAAYASAAEgKLDvD_BwE" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Fundação Bill e Melinda Gates</a> vai ainda mais longe:&nbsp;<em>“A cultura da supremacia branca emerge nas salas de aula de matemática quando […] a ênfase é colocada em obter a resposta ‘certa’. […] Apoiar a ideia de que há sempre respostas certas e erradas perpetua a objetividade, bem como o medo do conflito aberto”.</em></p>



<p>O prêmio do ridículo, no entanto, vai para <a href="https://law.uconn.edu/person/mathilde-cohen/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mathilde Cohen</a>, investigadora do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França e professora da Universidade de Connecticut. Durante teleconferência para a Faculdade de Ciências Política de Paris, ela afirmou:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A refeição francesa é frequentemente representada como um ritual nacional no qual todos os cidadãos podem participar igualmente, mas, na realidade, os hábitos alimentares são moldados pelas normas brancas da classe média alta.”</em></p>
</blockquote>



<p>Falou da&nbsp;<em>“branquitude alimentar”</em>, acusada de reforçar a dominação branca, citando como prova as cantinas escolares que desde o século XIX impunham padrões&nbsp;<em>“brancos e cristãos”</em>. Acrescentou que durante a colonização a cidadania francesa foi concedida em parte com base nos hábitos alimentares dos requerentes, privilegiando a cozinha francesa em detrimento das culturas locais.</p>



<p>Apesar das críticas, a faculdade defendeu a participação de Mathilde Cohen neste evento, ao declarar:&nbsp;<em>“A nossa universidade acolhe, no quadro do debate científico, a pluralidade das abordagens contemporâneas das ciências humanas e sociais, respeitando ao mesmo tempo o quadro ético da investigação.”</em></p>



<p>Estes excessos mostram que a teoria crítica da raça distorce completamente a realidade histórica e só consegue criar mais fraturas, em vez de promover a verdadeira justiça e a reconciliação das comunidades.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top06">6. Feminismo radical <a href="#Ref06"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>O feminismo radical é fundamentalmente diferente do feminismo liberal original, que procurava eliminar as desigualdades jurídicas, civis e econômicas entre homens e mulheres no quadro da vida cívica. Este primeiro feminismo defendia a partilha equitativa das responsabilidades familiares e o aumento da participação das mulheres na vida pública e econômica.</p>



<p>O&nbsp;<em>feminismo radical</em>, nascido na década de 1970, baseia-se numa análise marxista e estruturalista da “dominação patriarcal”. Extrai seus fundamentos doutrinários da obra<em>&nbsp;<a href="https://amzn.to/41rmAaN" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado</a></em>, de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Friedrich Engels (1820 - 1895): industrial e teórico revolucionário prussiano, nascido na atual Alemanha.">Friedrich Engels</span>. Segundo Engels, a&nbsp;<em>“derrota histórica universal do sexo feminino”</em>&nbsp;resulta da privatização das relações conjugais, após o aparecimento da monogamia e do patriarcado, estruturas destinadas a garantir a transmissão da herança. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">Marx</span> e Engels concluíram que a abolição da família e do casamento deve acompanhar a do capitalismo, cabendo a educação das crianças ao Estado, para formar uma sociedade igualitária e livre de interesses individuais egoístas.</p>



<p>O feminismo radical vê, portanto, o patriarcado como uma estrutura sistêmica de dominação a ser desconstruída. Ao contrário do feminismo marxista clássico, que subordina a luta feminina à luta de classes, o feminismo&nbsp;<em>woke</em>&nbsp;considera a libertação das mulheres como o pré-requisito essencial para qualquer transformação social. Esta visão faz das relações sociais de gênero uma luta das mulheres contra os homens e promove o desaparecimento destas categorias através da negação do sexo biológico. É aqui que o feminismo radical encontra a ideologia de gênero, como veremos mais adiante.</p>



<p>Esta abordagem, centrada na vitimização das mulheres e na criminalização sistemática dos homens, deu origem a uma misandria por vezes virulenta.</p>



<p><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/No%C3%A9mie_Halioua" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Noémie Halioua</a>, jornalista e ensaísta, afirma que a aversão aos homens leva as feministas radicais a&nbsp;<em>“criminalizar o masculino na sua essência, a subjugar a sua profunda identidade sexual, até nas suas hormonas. Trata-se de distorcê-lo, de negá-lo nas suas aspirações primárias, de distorcê-lo para torná-lo outra coisa, mais suave e mais politicamente correto. [&#8230;] Como se um coração masculino nunca tivesse abrigado a menor doçura, como se fosse incapaz de amar e não merecesse sê-lo. [&#8230;] O homem moderno é chamado a flagelar-se cada vez mais na esperança de conquistar o seu direito de existir; ele é chamado, segundo o termo da sociologia popularizado por Jacques Derrida, a ‘desconstruir-se’, como um móvel da IKEA montado de cabeça para baixo [&#8230;] para conquistar o direito de existir livremente”.</em></p>



<p>Algumas figuras do feminismo radical expressam abertamente a sua hostilidade para com os homens. <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Caroline_De_Haas" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Caroline De Haas</a>, cofundadora do movimento “Ouse o feminismo”, ex-assessora do ministério francês de Educação, declarou:&nbsp;<em>“Em cada dois ou três homens, um é agressor.”</em></p>



<p>O estupro, a agressão e o assédio não seriam, de acordo com esta perspectiva, comportamentos individuais resultantes de escolhas repreensíveis feitas por um pequeno grupo de criminosos, mas seriam fenômenos sistêmicos profundamente enraizados no sexo masculino. Nesta perspectiva, mesmo gestos anódinos como o cavalheirismo fariam parte de uma série contínua que leva até a violência masculina.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Pauline Harmange (1994) é autora e ativista feminista.">Pauline Harmange</span>, no seu livro&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3QAFu8I" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Eu odeio os homens</a></em>, vai ainda mais longe:&nbsp;<em>“Odiar os homens, como grupo social e muitas vezes também como indivíduos, traz-me muita alegria — e não só porque sou uma bruxa velha e maluca por gatos.”</em></p>



<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_Coffin" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Alice Coffin</a>, num panfleto anti-homens, explica que se recusa a ler obras escritas por homens ou a ouvir as suas criações artísticas, afirmando assim uma ruptura total com o seu contributo cultural.</p>



<p>A popularização do conceito de&nbsp;<em>“masculinidade tóxica</em>” ilustra esta tendência para a crítica sistemática dos homens, muitas vezes baseada em argumentos vagos, mas altamente publicitados. Noémie Halioua deplora&nbsp;<em>“esta caça ao homem [que] também se realiza no vocabulário quotidiano com a popularização de conceitos confusos que se dão um ar científico, para melhor evitar qualquer crítica do bom senso”.</em></p>



<p>O homem&nbsp;<em>“desconstruído”</em>&nbsp;tornou-se uma figura emblemática deste feminismo. A deputada francesa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sandrine_Rousseau" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Sandrine Rousseau</a>, durante as primárias do Partido Verde para a eleição presidencial, vangloriou-se de conviver com um homem desconstruído e de estar extremamente feliz com isso, acrescentando: “<em>Não confio em homens ou mulheres que não tenham seguido o caminho da desconstrução”</em>, porque só personalidades desconstruídas podem&nbsp;<em>“responder às necessidades dos oprimidos face à discriminação”</em>.</p>



<p>Vale a pena focalizar um conceito-chave do feminismo radical:&nbsp;<em>“desconstrução”</em>, um termo emprestado do filósofo Jacques Derrida. Esse processo introspectivo de desconstrução de si mesmo, sempre inacabado, convida os indivíduos, principalmente os homens, a questionarem sua condição de heterossexuais, a negarem sua virilidade, a abraçarem a causa feminista e, de certa forma, a se curvarem diante das mulheres como forma de arrependimento coletivo.</p>



<p>Um elemento fundamental desta desconstrução reside na linguagem, que as ideólogas feministas percebem como a origem de todas as desigualdades. O masculino universal, utilizado durante séculos nas línguas latinas para designar grupos mistos, é particularmente visado. Uma mulher bem-educada que diga pertencer ao sindicato&nbsp;<em>dos professores</em>&nbsp;ou&nbsp;<em>dos assistentes sociais</em>, ou que ensine às crianças os “Novíssimos&nbsp;<em>do homem</em>”, seria, segundo as feministas, prisioneira de uma estrutura linguística que deve ser destruída.</p>



<p>Para isso, promoveu-se uma linguagem inclusiva, exigindo que as fórmulas fossem sistematicamente duplicadas: “alunas e alunos”, “trabalhadoras e trabalhadores”, “cidadãs e cidadãos”, “amigas e amigos” etc.</p>



<p>O sociólogo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pierre Bourdieu (1930 - 2002) foi um sociólogo francês. De origem campesina, filósofo de formação, foi docente na École de Sociologie du Collège de France.">Pierre Bourdieu</span> lançou as bases para esta reforma linguística na sua obra&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/4gTJWu4" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Dominação masculina</a>.</em>&nbsp;Segundo ele, a estrutura cultural androcêntrica (centrada nos homens) exerce uma dominação simbólica sobre as mulheres, que deve ser desconstruída para romper as cadeias da opressão.</p>



<p>Encerro estes comentários sobre o feminismo radical com duas breves observações:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>No seu romance&nbsp;<em><a href="https://culturadefato.com.br/downloads/artes_e_literatura/2020/1984-george-owell.pdf">1984</a></em>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Orwell (1903 – 1950) é pseudônimo do escritor inglês Eric Arthur Blair.">George Orwell</span> demonstrou magistralmente como os regimes ideológicos procuram remodelar as mentalidades através da remodelação da linguagem. Este processo, apresentado como revolucionário, constitui na verdade uma ferramenta de controle.</li>



<li>Não foi o feminismo que permitiu a valorização da mulher, mas o Evangelho. Graças ao Cristianismo, a mulher foi elevada a uma dignidade espiritual e moral desconhecida do mundo pagão e até do Povo Eleito, o que deu origem à cortesia medieval que colocava a dama no lugar de honra. Este modelo de respeito mútuo entre os sexos é infinitamente superior às exigências caricaturadas e muitas vezes destrutivas do feminismo contemporâneo que ameaça distorcer a nossa cultura e os nossos referenciais fundamentais. A melhor resposta é regressar às nossas raízes cristãs, que honram a complementaridade entre homens e mulheres e a sua vocação comum à santidade para se tornarem verdadeiras imagens de Deus.</li>
</ol>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top07">7. Ideologia de gênero <a href="#Ref07"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



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<p>A<em>&nbsp;ideologia de gênero</em>&nbsp;é um derivado do feminismo radical, nascido desta famosa declaração de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir (1908 - 1986): foi uma escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista política, feminista e teórica social francesa.">Simone de Beauvoir</span>:&nbsp;<em>“Não nascemos mulher, tornamo-nos mulher.”</em>&nbsp;Esta frase marcou uma ruptura, separando o sexo biológico dos papéis sociais e psicológicos associados, abrindo caminho para um questionamento fundamental da natureza sexuada do ser humano.</p>



<p>O termo “gênero”, inicialmente uma noção gramatical que classifica palavras como masculinas, femininas (ou neutras, em algumas línguas), foi sequestrado para abranger papéis e identidades sexuais. Assim como o gênero gramatical é arbitrário (em português se diz o sangue e o leite, mas em espanhol se diz&nbsp;<em>la sangre</em>&nbsp;e&nbsp;<em>la leche</em>), as feministas concluíram que uma pessoa pode assumir arbitrariamente um gênero diferente do seu sexo, dado que aquele é uma pura construção cultural. Denunciaram então a atribuição alegadamente arbitrária de papéis sociais aos sexos biológicos (por exemplo, vestir os bebês de azul ou rosa).</p>



<p>Essa ideia radicalizou-se com as demandas dos travestis e transgêneros, afirmando que a identidade de gênero deve ter precedência sobre o sexo biológico. Assim, os tratamentos com hormônios e as cirurgias mutilantes tornaram-se ferramentas para conformar a aparência física aos sentimentos subjetivos.</p>



<p>A filósofa <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Judith Butler é uma filósofa pós-estruturalista de origem estadunidense, tendo composto umas das principais teorias contemporâneas do feminismo e teoria queer. Butler também escreve sobre filosofia política e ética.">Judith Butler</span> levou esta lógica ao extremo, argumentando que a identidade humana não é estável, mas resulta de uma série de performances fluidas e mutáveis. Esta ideia deu origem&nbsp;<em>à “teoria queer”</em>, uma extensão dos pensamentos pós-estruturalistas de Michel Foucault, que via a heterossexualidade como uma construção cultural imposta.</p>



<p>Embora os termos “gay”, “lésbica”, “bissexual” e “transexual” na sigla LGBT designem identidades distintas e relativamente bem definidas, a introdução da palavra “queer” e do sinal “+” amplia o espectro das identidades sexuais e de gênero, integrando identidades fluidas, mutáveis e indefinidas, desafiando não só as categorias tradicionais, mas também aquelas consideradas desviantes.</p>



<p>Como resultado, a grande maioria das pessoas normais que não questionam o seu sexo de nascimento são chamadas pejorativamente com o neologismo “cisgênero”, carregado de repúdio à “heteronormatividade”. Agrega-se a dita etiqueta um conceito não científico, o de “fobias” (homofobia, transfobia etc.), para estigmatizar aqueles que defendem uma moralidade baseada no direito natural. De fato, a raiz da ideologia de gênero está numa revolta contra a ordem natural estabelecida por Deus, Criador do homem e da mulher.</p>



<p>Como escreveu <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Alphonse Allais (1854 - 1905) foi um escritor e humorista da França.">Alphonse Allais</span>,&nbsp;<em>“uma vez ultrapassadas as barreiras, não há mais limites”</em>.</p>



<p>Mas, o que deve ser lembrado quanto ao elemento&nbsp;<em>woke&nbsp;</em>da ideologia de gênero e do seu discurso, é que ele se alimenta da vitimização sistemática e da transferência da luta marxista do campo econômico para a luta entre um grupo social supostamente oprimido (as minorias sexuais) e um opressor (a maioria heterossexual). Esta estratégia visa desconstruir a sociedade tradicional e promover um relativismo moral que abra a porta a todos os excessos, gerando situações absurdas, preocupantes e muitas vezes prejudiciais.</p>



<p>Eis alguns exemplos que ilustram essa tendência:</p>



<p>Iniciativas como as de alguns municípios, onde&nbsp;<em>drag queens</em>&nbsp;organizam sessões de leitura para crianças em bibliotecas públicas, visando normalizar estes falsos modelos entre os pequeninos. Essas atividades, sob o pretexto da diversidade, introduzem conceitos complexos sobre o gênero na imaginação das crianças, perturbando a sua compreensão natural da sexualidade e da identidade.</p>



<p>A ideia de fornecer apenas brinquedos de gênero neutro às crianças, para lhes permitir escolher livremente o seu gênero e orientação sexual, também visa impor-lhes uma visão ideológica ignorante da natureza humana. Mesmo quando tentamos impor uma educação neutra, as crianças voltam espontaneamente a comportamentos correspondentes ao seu sexo biológico. Uma ilustração disto foi a história de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Lawrence H. Summers é um economista estadunidense, foi secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América no último ano e meio da presidência de Bill Clinton.">Lawrence Summers</span>, antigo secretário do Tesouro na administração <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William Jefferson 'Bill' Clinton, nasceu em 1946 na cidade de Hope (EUA). Foi o 42.º presidente do país por dois mandatos, entre 1993 e 2001.">Bill Clinton</span>, que foi pressionado a renunciar ao cargo de reitor da Universidade de Harvard por ter falado numa palestra sobre diferenças inatas entre os sexos. Ele disse que presenteou suas filhas gêmeas com caminhões, num esforço para educá-las sem gênero. Mas elas os tratavam como bonecas, chamando o maior de “mamãe caminhão” e o menor de “bebê caminhão”.</p>



<p>Na França, uma circular do Ministério da Educação de 2021 incentivava as escolas a permitir que os chamados estudantes transexuais tivessem acesso a espaços de intimidade (toaletes e vestiários) correspondentes à sua pretensa identidade subjetiva. Pior ainda, estas diretivas também se aplicavam a viagens escolares, nas quais os estudantes transexuais poderiam partilhar um quarto de acordo com o gênero assumido, apesar da relutância legítima dos parceiros de quarto, especialmente das moças. Esta prática, já existente em estabelecimentos penitenciários de alguns países, tem levado a graves abusos, como casos de violação.</p>



<p>As associações também são vítimas de demandas absurdas ligadas às questões transgênero. A presidente e fundadora da&nbsp;<em>La Leche League</em>, organização dedicada à promoção da amamentação, anunciou recentemente a sua demissão. Ela explicou que o foco original da associação&nbsp;<em>“ampliou-se insidiosamente para incluir homens que, por várias razões, desejam experimentar a amamentação, apesar da falta de investigação aprofundada sobre os efeitos a longo prazo da lactação masculina, tanto na sua saúde como no bem-estar dos bebês”</em>. Segundo ela,&nbsp;<em>“esta transição do respeito pelas normas da natureza, que está no cerne da maternidade através da amamentação, para a satisfação das fantasias adultas”</em>, destruiu a sua organização.</p>



<p>No campo esportivo, as injustiças são flagrantes. Atletas femininas são obrigadas a competir contra homens biológicos que se identificam como mulheres, mesmo em disciplinas de contato como o boxe.</p>



<p>Durante os últimos Jogos Olímpicos, uma boxeadora italiana foi nocauteada em 46 segundos por um adversário argelino inter-sexo, com cromossomos XY masculinos, que acabou campeão olímpico, apesar da proibição anteriormente emitida pela Federação Internacional de Boxe Amador. Os protestos são sistematicamente recebidos com acusações de transfobia.</p>



<p>Caímos então numa forma de fobia inversa, sacrificando sistematicamente a realidade biológica no altar da ideologia e violando os direitos da maioria em benefício de uma minoria. As consequências dessas decisões vão muito além do âmbito dos discursos, ameaçando diretamente o equilíbrio social e o bom senso.</p>



<p>A ideologia de gênero, com os seus excessos e a sua rejeição das evidências naturais, demonstra um desejo de impor uma visão desligada da realidade e hostil à ordem desejada por Deus.</p>



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<h2 class="wp-block-heading" id="Top08">8. Ambientalismo radical <a href="#Ref08"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



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<p>Entre os excessos do&nbsp;<em>wokismo</em>, o ambientalismo radical destaca-se como um dos mais invasivos, perturbando a nossa vida quotidiana e, ao mesmo tempo, ameaçando o bem-estar coletivo. Na base dessa ideologia, encontramos uma leitura marxista dos antagonismos: aqui, a natureza, constituída como vítima virtuosa, opõe-se à “má” racionalidade humana, culpada de danos irreparáveis em nome do progresso. Este pensamento dialético designa o desenvolvimento industrial como principal opressor, pelo seu afã de reduzir a natureza a um simples objeto de exploração a serviço do lucro.</p>



<p>O ecologismo radical vai mais longe do que o próprio marxismo: desconstrói o antropocentrismo tradicional, seja de inspiração bíblica ou renascentista, por vezes descrito como “racismo ambiental”. O homem deixa de estar no ápice da criação para se tornar um elo entre outros numa cadeia onde cada espécie tem igual valor. Desta filosofia surge a promoção das espiritualidades indígenas, que santificam os elementos da natureza — florestas, rios, montanhas. Ao contrário das nossas sociedades hiperindustrializadas, acusadas de se esgotarem através do consumismo frenético, as tribos indígenas são apresentadas como modelos de “viver bem” e de respeito ao equilíbrio da Mãe Terra.</p>



<p>De acordo com esta visão idealizada, os evangelizadores e conquistadores teriam sido responsáveis por um genocídio cultural de gravidade sem precedentes, porque não só teriam destruído uma cultura humana, mas também atacado a mãe nutridora da humanidade inteira, comprometendo assim o futuro do nosso planeta.</p>



<p>Essa ideologia baseia-se num catastrofismo climático amplificado. A crença predominante é que o aquecimento global se deve exclusivamente à pegada do carbono humano, alimentando a psicose generalizada. Alguns jovens recusam-se mesmo a ter filhos, por medo de contribuir para um aumento de três graus na temperatura global. No entanto, cientistas reconhecidos salientam que os ciclos climáticos dependem sobretudo de fatores naturais, como a atividade solar.</p>



<p>As instituições internacionais, nomeadamente a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Organização das Nações Unidas">ONU</span> e a União Europeia, impõem políticas ecológicas coercivas, sob a bandeira dos “Acordos Verdes”. Estas medidas, muitas vezes punitivas, são dispendiosas e ineficazes, exigindo pesados sacrifícios por resultados insignificantes. Como disse um observador perspicaz:&nbsp;<em>“Eles gastam bilhões tentando afugentar as nuvens, em vez de ajudar as pessoas a comprarem guarda-chuvas.”</em></p>



<p>Um exemplo notável é o de Valência, na Espanha. Após a grande enchente de 1957, foram construídas barragens para conter as águas. Os ambientalistas conseguiram demolir centenas delas em todo o país, alegando que as inundações são necessárias para revitalizar os cursos de água. Resultado: inundações recorrentes custaram centenas de vidas. Esta lógica delirante também é encontrada no Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, onde os incêndios causados por raios foram autorizados a espalhar-se “naturalmente” até que um terço do parque foi destruído em 1988.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top09">9. Consequências desta ideologia são muitas vezes desastrosas <a href="#Ref09"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



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<p>Em 2021, Sri Lanka proibiu pesticidas para adotar a agricultura 100% orgânica. Esta decisão precipitada causou uma queda maciça nos rendimentos agrícolas, levando a uma crise alimentar e econômica tão grave que derrubou o governo. Da mesma forma, as restrições às emissões de azoto nos Países Baixos ou as limitações à pecuária agrícola causaram raiva e desespero entre os agricultores.</p>



<p>Os agricultores europeus também sofrem as consequências da reintrodução do lobo e dos ursos, espécies protegidas em nome da biodiversidade. Apesar da devastação que inflige aos rebanhos, matar um lobo acarreta pesadas penas.</p>



<p>O ambientalismo radical às vezes se transforma em situações cômicas. No Brasil, uma mulher obteve na Justiça o direito de levar seu papagaio, espécie protegida, em viagem à Europa, alegando “laços familiares”. Mais tristemente, a França proíbe animais selvagens em circos, privando as crianças de entretenimento saudável e as famílias circenses da sua profissão tradicional, sob o pretexto de “sofrimento animal”.</p>



<p>Estes exemplos mostram como o ambientalismo radical promove políticas imprudentes e punitivas, muitas vezes mais prejudiciais do que benéficas.</p>



<p>Se o respeito pelo meio ambiente é essencial, deve ser acompanhado de discernimento, sob pena de prejudicar a humanidade que afirma proteger.</p>



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<h2 class="wp-block-heading" id="Top10">10. Interseccionalidade ou convergência de lutas <a href="#Ref10"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>Como mencionado anteriormente, todas estas teorias baseiam-se na ideia marxista de uma luta dialética entre uma maioria opressora e minorias que buscam a liberdade das restrições impostas pela sociedade. Seguindo o princípio de que&nbsp;<em>“inimigo do meu inimigo meu amigo é”</em>, essas correntes convergem para tentar desintegrar o sistema liderando micro revoluções setoriais.</p>



<p>Esta estratégia está agrupada sob o conceito de interseccionalidade, desenvolvido por <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Kimberl%C3%A9_Williams_Crenshaw" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Kimberlé Crenshaw</a>. Destaca o fato de que as reivindicações relacionadas com gênero, raça, classe ou orientação sexual não podem ser isoladas, mas devem ser vistas como interligadas. Portanto, a erradicação das chamadas estruturas “discriminatórias” requer um tratamento abrangente e coordenado que vise uma transformação radical da sociedade.</p>



<p>Desta visão “interseccional” emergem correntes híbridas como o&nbsp;<em>ecofeminismo</em>, que articula a ecologia radical e o feminismo ao afirmar que a dominação das mulheres e da natureza encontra as suas raízes nas estruturas patriarcais. Há também, na encruzilhada do feminismo e do antirracismo, o&nbsp;<em>afrofeminismo,&nbsp;</em>que denuncia as opressões estruturais entrecruzadas da misoginia e do racismo, supostamente sofridas pelas mulheres afrodescendentes.</p>



<p>O&nbsp;<em>wokismo</em>&nbsp;funciona assim à maneira de um polvo com múltiplos tentáculos. Cada luta setorial — seja o feminismo, a ecologia, as lutas antirracistas ou a defesa dos direitos LGBT — pode às vezes atuar isoladamente para desconstruir o sistema, mas com frequência operam em sincronia.</p>



<p>Por exemplo, o movimento&nbsp;<em>American Black Lives Matter</em>&nbsp;inclui reivindicações feministas e LGBT na sua luta. Os povos indígenas e os ativistas anticapitalistas estão se envolvendo em lutas ecológicas. Da mesma forma, os defensores da imigração defendem os direitos dos chamados refugiados LGBT, e os livros didáticos são concebidos para incutir uma visão dita&nbsp;<em>woke</em>&nbsp;da história, incorporando lutas raciais, direitos das minorias sexuais e preocupações climáticas de gênero.</p>



<p>No entanto, essas iniciativas&nbsp;<em>interseccionais</em>&nbsp;não estão isentas de tensões internas. Os movimentos podem às vezes divergir devido a diferentes prioridades ou conflitos ideológicos. Mas, na maioria dos casos, essas diferenças dão lugar a um anseio comum: desconstruir as estruturas tradicionais da sociedade. O&nbsp;<em>wokismo</em>, ao promover estas convergências, torna-se assim uma força polimórfica, multiplicando frentes para amplificar o seu impacto na ordem social estabelecida.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top11">11. “Cancelar”: primeiro passo para impor a ditadura <em>woke</em> <a href="#Ref11"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>Uma das ferramentas que revelam a abordagem comum a essas diversas correntes do&nbsp;<em>wokismo</em>&nbsp;é a&nbsp;<em>“cultura do cancelamento”</em>. Este mecanismo de boicote social, amplamente praticado nas redes sociais, visa denunciar e condenar ao ostracismo uma pessoa, uma organização, um órgão de imprensa ou uma conta numa rede social por comentários ou comportamentos considerados inaceitáveis de acordo com os padrões&nbsp;<em>woke</em>. O objetivo, sob o pretexto da justiça moral, é silenciar os adversários e impor uma ditadura ideológica, especialmente nas universidades, nos meios de comunicação social e nos meios culturais.</p>



<p>Essas campanhas de cancelamento, muitas vezes amplificadas por&nbsp;<em>hashtags</em>&nbsp;(#CancelX), levam a consequências concretas, como despedimentos, perda de contratos ou boicotes econômicos.</p>



<p>Assim, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Joanne Jo Rowling mais conhecida como J. K. Rowling, é uma escritora, roteirista e produtora cinematográfica britânica, notória por escrever a série de livros Harry Potter.">J. K. Rowling</span>, autora da saga&nbsp;<em>Harry Potter,</em>&nbsp;tem sido alvo de repetidos ataques por suas declarações consideradas transfóbicas, como sua recente resposta a um parlamentar transgênero alegando que uma mulher&nbsp;<em>trans</em>&nbsp;é&nbsp;<em>“biologicamente idêntica a uma mulher cisgênero”</em>. A romancista retrucou:&nbsp;<em>“Se homem é mulher, não existe mulher. Você destrói esta categoria.”&nbsp;</em>Essas posições, embora argumentadas, geraram uma nova onda de boicotes contra suas obras.</p>



<p>A cultura do cancelamento também ataca símbolos históricos e culturais. Estátuas de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Cristóvão Colombo (1451 - 1506) foi um navegador, explorador, cartógrafo e almirante genovês, responsável por liderar a frota que alcançou o continente americano em 12 de outubro de 1492, sob o comando dos Reis Católicos da Espanha, no que ficou conhecido como o ''descobrimento'' da América.">Cristóvão Colombo</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="São Junípero Serra (1713 - 1784), em catalão Fra Juníper Serra foi um frade franciscano maiorquino que fundou uma cadeia de missões na Alta Califórnia, parte da província de Las Californias na Nova Espanha, atual Califórnia, Estados Unidos.">Junípero Serra</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Cecil John Rhodes (1853 - 1902) foi um colonizador e homem de negócios britânico. Foi também um personagem essencial no projeto britânico de construção do caminho de ferro que ligaria o Cairo, no Egito, ao Cabo, na África do Sul, nunca realizado.">Cecil Rhodes</span> foram demolidas ou ameaçadas pelo seu suposto envolvimento na opressão.</p>



<p>Até obras como&nbsp;<em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tintim_no_Congo" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Tintim no Congo</a></em>&nbsp;foram condenadas por racismo e colonialismo, relidas de acordo com&nbsp;<em>“sensibilidades contemporâneas”</em>, denunciando estereótipos considerados ofensivos. Resultado: o álbum foi retirado de algumas bibliotecas ou reservado ao público adulto, e chegou a ser alvo de denúncia por racismo na Bélgica.</p>



<p>As histórias infantis não passam despercebidas:&nbsp;<em>A Bela Adormecida</em>&nbsp;foi criticada pelo “beijo não consensual” do príncipe. Em 2017, uma mãe britânica defendeu a remoção desta história da leitura escolar ou a sua utilização para educar as crianças sobre o consentimento.</p>



<p>Alguns propuseram reescritos feministas ou a inversão dos papéis de gênero (a moça despertando o príncipe) para “atualizar” a narrativa.</p>



<p>Clássicos da literatura considerados há muito como pilares culturais, também passam por essa releitura&nbsp;<em>woke</em>. Na Universidade de Columbia, os estudantes denunciaram a leitura obrigatória de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Homero (928 a. C - 898 a. C), poeta épico da Grécia Antiga, ao qual tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada e Odisseia.">Homero</span> pelos supostos preconceitos raciais e de gênero da&nbsp;<em>Ilíada</em>&nbsp;e da&nbsp;<em>Odisseia</em>.</p>



<p>Na França, a partir de 2010, críticas semelhantes surgiram na Sorbonne contra Molière e Racine, acusados de validar as hierarquias sociais do seu tempo e de reforçar o patriarcado através de personagens femininas subordinadas ou trágicas.</p>



<p>Esses exemplos mostram que a cultura do&nbsp;<em>cancelamento</em>&nbsp;vai além do simples debate de ideias para se tornar uma ferramenta coercitiva. Ao marginalizar e silenciar vozes dissidentes, impõe uma visão única e totalitária da sociedade, aniquilando o pluralismo, que é um dos pilares da democracia liberal.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading" id="Top12">12. Divisão religiosa entre a elite <em>woke</em> e o povo <a href="#Ref12"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></h2>



<br>



<p>A divisão cultural entre falsas elites&nbsp;<em>woke</em>&nbsp;e populações enraizadas em valores tradicionais revela uma profunda dimensão religiosa. A esquerda caviar, majoritariamente ateia ou atraída por espiritualidades individualistas como o&nbsp;<em>yoga&nbsp;</em>ou a&nbsp;<em>Nova Era</em>, demonstra desprezo pelas expressões populares de fé, que descreve como superstições arcaicas. Por outro lado, populações, especialmente aquelas do interior e de zonas rurais, redescobrem práticas religiosas ancestrais: peregrinações, procissões e festas comunitárias, que continuam a pontuar a vida social e a reforçar o sentimento de pertença coletiva.</p>



<p>Esta oposição aumenta o fosso entre uma minoria&nbsp;<em>woke</em>&nbsp;que reivindica o seu individualismo espiritual, e uma maioria enraizada nas suas tradições ancestrais. Esse contraste não deve ser visto como uma ameaça, mas como uma fonte de esperança. A persistência dessas práticas religiosas reflete um amor à identidade que, longe de desaparecer, afirma-se face à insegurança cultural induzida pelas convulsões modernas.</p>



<p>Nesse contexto, nossa missão é de preservar e revitalizar esta herança católica e sadiamente patriótica. Este trabalho baseia-se na convicção de que é possível um despertar anti-<em>woke&nbsp;</em>semelhante ao observado recentemente nos Estados Unidos. Na esperança de que se cumpra, em todo o Ocidente cristão, a profecia que São Pio X fez a propósito da Filha primogênita da Igreja:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Dia virá, e esperamos que não esteja longe, em que a França, como Saulo no caminho de Damasco, será envolvida por uma luz celestial e ouvirá uma voz que lhe repetirá: ‘Minha filha, por que tu me persegues?’ E à sua resposta ‘Quem és tu, Senhor?’ a voz lhe responderá: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues. É-te difícil resistir ao aguilhão, porque, em tua obstinação, tu te arruínas a ti mesma’. E ela, trêmula e atônita, dirá: ‘Senhor, o que queres que eu faça?’ E Ele: ‘levanta-te, lava-te das imundícies que te desfiguraram, desperta em teu seio os sentimentos adormecidos e o pacto da nossa aliança, e vai, filha primogênita da Igreja, nação predestinada, vaso de eleição, vai levar, como no passado, meu nome diante de todos os povos e diante dos reis da Terra’.</em></p>
</blockquote>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joseureta/">José A. Ureta</a>.<br><br>Publicado originalmente pela&nbsp;<em><a href="http://catolicismo.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista Catolicismo</a></em>,<br>edição número 890 de fevereiro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da Editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em><a href="https://www.artmajeur.com/edwinloftus/pt/obras-de-arte/15701158/2-4-disneyland-woke-tearing-down-the-past" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Disneyland Woke, Tearing Down the Past</a></em>” (2022), de <a href="https://www.artmajeur.com/edwinloftus" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Edwin Loftus</a>.</p>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/">Wokismo nova face da revolução anticristã</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Um liberal é pior do que um comunista</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/um-liberal-e-pior-do-que-um-comunista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlando Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 04:05:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Cabet]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Hitler]]></category>
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		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Todo o revolucionário pretende mudar a Natureza Humana, num sentido ou noutro. Afirmar que 'Hitler foi um conservador', é um absurdo!”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/um-liberal-e-pior-do-que-um-comunista/">Um liberal é pior do que um comunista</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Não saber o que aconteceu antes de nós é ser perpetuamente crianças.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Marco Túlio Cícero (106 a. C. - 43 a. C.) foi um advogado, político, escritor, orador e filósofo da gens Túlia da República Romana eleito cônsul em 63 a.C. com Caio Antônio Híbrida. Era filho de Cícero, o Velho, com Élvia e pai de Cícero, o Jovem, cônsul em 30 a.C., e de Túlia.">Cícero (106 a. C. &#8211; 43 a. C.)</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Chateia-me que alguém publique&nbsp;<a href="https://intransmissivel.wordpress.com/2025/01/14/hitler-a-communist/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um texto num <em>blogue</em>,</a>&nbsp;e não o comente — como quem diz: “não confirmo, nem desminto”; “com um vestido preto, não me comprometo!”, como dizia a saudosa <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Maria Ivone da Silva Nunes (1936 - 1987) foi uma atriz e encenadora portuguesa. Ficou célebre pelo seu trabalho humorístico na televisão e teatro de revista.">Ivone Silva</span>.</p>



<p><strong>Não há dúvidas (absolutamente nenhuma!) de que</strong><a href="https://intransmissivel.wordpress.com/2025/01/14/hitler-a-communist/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&nbsp;<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span> era socialista</strong></a><strong>&nbsp;— embora não fosse marxista.</strong></p>



<p>Quem estudou a História do século XIX sabe que&nbsp;o marxismo é um forma tardia de socialismo: o socialismo francês do século XIX teve várias tendências — por exemplo, com <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jean Léon Jaurès (1859 - 1914) foi um político socialista francês, que embora reconhecesse a Luta de Classes, propunha uma revolução social democrática e não violenta.">Jean Jaurés</span>, ou com <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pierre-Joseph Proudhon (1809 - 1865) foi um filósofo político e econômico francês, foi membro do Parlamento Francês e primeiro grande ideólogo anarquista da história para o anarquismo do Século XIX.">Proudhon</span>, ou <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Claude-Henri de Rouvroy (1760 - 1825), Conde de Saint-Simon, foi um filósofo e economista francês, um dos fundadores do socialismo moderno e teórico do socialismo utópico.">Saint-Simon</span> — e uma delas foi a de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="François Marie Charles Fourier (1772 - 1837) foi um socialista francês da primeira parte do século XIX, um dos pais do cooperativismo.">Fourier</span>;ou também a de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Étienne Cabet (1788 - 1856) foi um filósofo e socialista utópico francês fundador do movimento icariano e um dos socialistas mais populares de sua época. Cabet publicou o livro Viagem à Icária em 1839, no qual ele propunha substituir a produção capitalista por cooperativas de trabalhadores.">Cabet</span>.</p>



<p>Adolfo Hitler foi, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Expressão latina que significa ''em sentido estrito''."><em>stricto sensu</em></span>, um revolucionário (ver “<a href="http://sofos.wikidot.com/mente-revolucionaria" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">mente revolucionária</a>”); ficou célebre a fase dele, proferida num comício: <em><strong>“Alles muss Anderes sein !”</strong></em> (Tudo tem que ser diferente!). Neste aspecto, Hitler não se distingue de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924), revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span>, por exemplo: pretendiam ambos a <strong>alteração do fundamento da Natureza Humana</strong>, que é imutável.</p>



<p><strong>Todo o revolucionário pretende&nbsp;mudar a Natureza Humana, num sentido ou noutro. Afirmar que “Hitler foi um conservador”, é um absurdo!</strong></p>



<p><a href="https://intransmissivel.wordpress.com/2024/11/04/donald-trump-vs-javier-milei/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Nesta outra postagem</a>, o escriba escreveu acerca de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Donald John Trump, empresário e político, foi o 45.º presidente dos Estados Unidos.">Donald Trump</span>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Politicamente é um conservador nacionalista; economicamente um protecionista; Não respeita a Ordem Internacional Liberal, nem tem consideração pela globalização, defendendo abertamente políticas expansionistas (quase imperialistas) que desrespeitam a soberania e as fronteiras de outros países;” — e as asneiras continuam prolixamente.</p>
</blockquote>



<p>Victor Davis Hanson&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=gWPWrjtV01s" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">explica aqui</a>&nbsp;a motivação de Trump:&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=gWPWrjtV01s" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><strong>“Trump and ‘The Art’ of the ‘Troll’”.</strong></a>&nbsp;Donald Trump é um&nbsp;<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Alguém que incita reações geralmente de maneira provocativa, controversa ou até irreverente."><em>troller</em></span>. A ideia de que “Donald Trump pretende engordar o Estado”, só pode vir de uma mente liberal.</p>



<p><strong>Um liberal é pior do que um comunista: pelo menos, este último não engana ninguém.</strong></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a>.<br>Originalmente publicado em 15 de janeiro de 2025, no&nbsp;<a href="https://espectivas.wordpress.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>website</em>&nbsp;do autor</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da Editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Revolution</em>” (1919), de Ludwig Meidner (1884 &#8211; 1966).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm60fb059" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm60fb059 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-ja-nao-tem-um-sistema-democratico-liberal-passo-a-redundancia/">O Brasil já não tem um sistema “democrático liberal” (passo a redundância)</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/">Qual </a><a href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/">é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</a></em></p>
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/">As tatuagens e a desfiguração do corpo</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Há limites para a loucura globalista</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Est</a><a href="https://culturadefato.com.br/estamos-caminhando-para-um-planeta-prisao/">amos caminhando para um planeta prisão</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmb5392d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb5392d gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb5392d" class="section-gmb5392d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g293cdd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g293cdd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-esquerda-puritana-progressista-e-igualitarista-e-o-principio-de-pareto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Mateus13_1-9.jpg" alt="Obra: &quot;The Sower&quot; (2013), por Liz Lemon Swindle. Representa Mateus 13 1-9." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-esquerda-puritana-progressista-e-igualitarista-e-o-principio-de-pareto/">A Esquerda puritana, progressista e igualitarista, e o Princípio de Pareto</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm0ad177" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0ad177 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0ad177" class="section-gm0ad177 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gf5cd6a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf5cd6a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/joao-caupers-isabel-moreira-e-a-institucionalizacao-da-eutanasia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DeathAndTheMiser_FransFranckenII.jpg" alt="Obra: &quot;Death and the miser&quot;, por Frans Francken II (1581-1642)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/joao-caupers-isabel-moreira-e-a-institucionalizacao-da-eutanasia/">João Caupers, Isabel Moreira, e a institucionalização da eutanásia</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm277ea2" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm277ea2 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm277ea2" class="section-gm277ea2 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g955680" class="wp-block-gutentor-e6 section-g955680 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/hume-tinha-razao-sem-querer/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/SunriseInTheHarbor_LeonidAfremov.jpg" alt="Obra: &quot;Sunrise in the Harbor&quot;, por Leonid Afremov." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/hume-tinha-razao-sem-querer/"><em>Hume tinha razão, sem querer<br></em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm895252" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm895252 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm895252" class="section-gm895252 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g4cc9d7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g4cc9d7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/06/TheDeathSeneca_PeterPaulRubens.jpg" alt="Obra: &quot;The Death of Seneca&quot; (1615), de Peter Paul Rubens (1577 - 1640)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/">O prazer e a dor, segundo o estoicismo e o Cristianismo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmbc4768" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbc4768 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbc4768" class="section-gmbc4768 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8678e8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8678e8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/SunburstPumpingUnit_GregEvans.jpg" alt="Obra: &quot;Sunburst - Pumping Unit&quot;, de Greg Evans." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/">Vem aí uma recessão econômica na zona Euro</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5015e4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5015e4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5015e4" class="section-gm5015e4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gec39f8" class="wp-block-gutentor-e6 section-gec39f8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/NascerDoSol_VladimirKush.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Nascer do sol&quot; de autoria do pintor russo Vladimir Kush." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/">A verdade existe?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm47aa84" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm47aa84 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm47aa84" class="section-gm47aa84 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g7bdb86" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7bdb86 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CalaABoca.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5b60b9" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5b60b9 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5b60b9" class="section-gm5b60b9 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g626fe4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g626fe4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ParafusoSolto.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/">A ética e a moral não podem ser definidas ou determinadas pela ciência</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm79574f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm79574f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm79574f" class="section-gm79574f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-geadb75" class="wp-block-gutentor-e6 section-geadb75 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/OAbandonoDaMulher.jpg" alt="Mulher sentada em escadaria da rua e homem deixando-a." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/">O abandono da mulher</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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