“A diferença básica é que os animais não escolhem um estúpido para os liderar.”
Winston Churchill (1874 – 1965)
De todos os modelos de sociedade, desde os tempos faraônicos, podemos dizer, como sentenciou Thomas de Kempis ( séc. XV), em “A Imitação de Cristo”, “o capitalismo democrático pode não ser o reino de Deus na terra; mas, com certeza, o socialismo é o inferno materializado”.
Não só o socialismo, mas a sua expressão mais aguda — o comunismo —, se especializaram em tornar o homem escravo da ideologia que, para se impor, não reluta em dizimar sem dó nem piedade a seus opositores.
O socialismo nega, peremptoriamente, os princípios e valores que dignificam o ser humano como sua liberdade de ir e vir, de pensar e agir, e de devoção ou proximidade com o divino. O desprezo a Deus ou a algo que lhe seja superior, fora da cartilha ideológica, constitui o modus operandi dos que te querem dominar e tornar instrumento de opressão em prol da “causa ideológica”.
Bem diferente da sujeição ou domínio Aristotélico, que estabelece as regras e normas de civilidade, nas quais a ordem e a saudável convivência entre humanos requer a adoção de padrões de autoridade indispensáveis e capazes de evitar o caos generalizado. É a chamada hierarquia de valores, em que os mais aptos são ungidos para exercer ascendência sobre os demais, na bem conhecida relação comandantes e comandados.
Temos falhado, porém, e terrivelmente, na escolha de nossas lideranças. Certa feita, perguntado sobre a diferença entre os homens e os animais, Winston Churchill observou: “A diferença básica é que os animais não escolhem um estúpido para os liderar”.
E nós, brasileiros, até quando vamos continuar a viver estupidamente, condenando a nação a um futuro de desalento, de desconstrução e chafurdada na corrupção institucionalizada que só nos leva ainda mais para o fundo do poço civilizatório?
Por Silvio Lopes.
O autor é jornalista, economista e palestrante sobre Economia Comportamental.
Publicado originalmente no website de Percival Puggina, em 16 de outubro de 2025.
Nota da editoria:
Imagem da capa: “Monkey Parliament” (2009), de Banksy.
Saiba mais, leia:
Resumo da semana, entre 28 de julho e 1º de agosto de 2025, por Luís Ernesto Lacombe












