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	<title>Arquivos Fascismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Arquivos Fascismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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		<title>O pensamento de Gramsci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos I. S. Azambuja]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 04:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Gramsci]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Diz </em><span data-tooltip="Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) foi autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural." data-tooltip-position="bottom"><em>Goethe</em></span><em>, quando a gente não sabe o que fazer, uma palavra é como uma tábua para o náufrago.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947-2022), <em><a href="https://amzn.to/3QRajcF" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Jardim das Aflições</a></em> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Sebastiano Francesco Gramsci (1891-1937) militante marxista italiano, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Passou anos no cárcere, onde escreveu os ''Cadernos do Cárcere'' os quais descrevem suas ideias sobre hegemonia cultural e poder.">Antonio Gramsci</span>, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, foi o primeiro teórico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Marxismo é uma doutrina filosófica, política e econômica criada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX, baseada no materialismo histórico-dialético. Analisa a sociedade através da luta de classes e crítica do capitalismo, propondo a superação deste por um sistema socialista/comunista.">marxista</span> a compreender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Os bolcheviques eram a ala radical do Partido Operário Social-Democrata Russo, liderada por Vladimir Lenin, que defendia a revolução socialista imediata e a ditadura do proletariado.">bolcheviques russos</span>. Nesse sentido, ofereceu um novo “<em>Que Fazer</em>” ao Ocidente desenvolvido. Aquilo que ele chamou de&nbsp;<em>“sociedade civil</em>” — rede de instituições educativas, religiosas e culturais que disseminam modos de pensar — era, na Rússia, incapaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário, uma vez que o Estado <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Czarista refere-se ao regime político, partidários ou características da Rússia antes da Revolução de 1917, caracterizado pelo absolutismo monárquico onde o Czar (imperador) detinha poder total.">czarista</span> fundamentava-se na ignorância, na apatia e na repressão, e não no consentimento voluntário dos súditos. Na ausência de uma articulação complexa da <em>“sociedade civil</em>” em condições de absorver a insatisfação, a única defesa da velha ordem era constituída pelo aparelho do Estado, que Gramsci denomina de&nbsp;<em><em>“</em>sociedade política</em>”. O conjunto difuso da <em><em>“</em>sociedade civil</em>”, que propaga a ideologia da classe dominante, não existia na Rússia.</p>



<p>Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.</p>



<p>Dessa forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica.</p>



<p><strong>Segundo a linguagem colorida de Gramsci, o proletariado precisa transformar-se em força cultural e política dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o Partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.</strong></p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “<em>sociedade civil</em>” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “<em>revolução do espírito”,</em>&nbsp;toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.</p>



<p>O comunismo de Gramsci é a “<em>versão ocidental</em>” do comunismo, e ao proclamar o diálogo e aceitar o debate, próprios dos sistemas verdadeiramente democráticos, trabalha sobre todas as formas de expressão cultural, atuando sob a cobertura do pluralismo, com a contribuição de todos aqueles que por compartilhar a ideologia marxista, por&nbsp;<em>snobismo</em>, por conveniência ou por negligência, se somam voluntária ou involuntariamente a essa nova expressão do “<em>frentismo</em>”, chamando “<em>fascistas</em>” ou “<em>retrógados</em>” aqueles que se opõem a essa forma de pensar e atuar.</p>



<p>Nessa confusão de idéias, chega-se a substituir a contradição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere-se à filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel">hegeliana</span> de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“<em>burguês – proletário</em>”</span> (tese e antítese) pela de “<em>fascista – anti-fascista</em>”. O inimigo não é patrão e sim o fascista. Assim surge o mito do fascismo, que nada tem a ver com o fascismo histórico, sem dúvida questionável.</p>



<p>Quem quer que defenda os valores tradicionais da cultural ocidental é tachado de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>fascista</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> e considerado genericamente como&nbsp;<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span>um mal</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. O grande erro dos comunistas, segundo Gramsci, foi o de crer que o Estado se reduz a um simples aparato político. Na verdade, o Estado atua não apenas com a ajuda do seu aparato político, como também por meio de uma ideologia que descansa em valores admitidos que a maioria dos membros da sociedade têm como supostos. A referida ideologia engloba a cultura, as idéias, as tradições e até o sentido comum. Em todos esses campos atua um poder no qual também se apóia o Estado: o poder cultural.</p>



<p>A necessidade de uma reforma intelectual e moral para lograr uma mudança de mentalidade nas sociedades ocidentais que foram constituídas por convicções, critérios, normas, crenças, pautas, segundo a concepção cristã da vida, é de suma importância para o triunfo da revolução mundial.</p>



<p>Porém, nesse propósito de formação de uma nova consciência proletária, o gramscismo encontra um obstáculo: a religião. De acordo com os estudos de Gramsci, a Igreja Católica, encarada como inimiga irreconciliável do comunismo, utiliza elementos fundamentais e comuns na sociedade, chegando a toda população, tanto urbana como rural. O catolicismo, segundo Gramsci, é uma doutrina geral simplificada a fim de ser entendida por todos. Analisando esse fato, Gramsci chegou à conclusão que uma das chaves da sobrevivência do catolicismo ao longo dos séculos foi o fato de que em seu seio conviveram harmonicamente humildes e elites, sentenciando que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>a Igreja romana sempre foi a mais tenaz em impedir que oficialmente se formem duas religiões: a dos intelectuais e a das almas simples</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</p>



<p>Concluiu qu e é a Igreja Católica que inspira a formação desse sentido comum cristão e, por conseguinte, era preciso erradicá-lo mediante uma ação não violenta já que essa via seria repelida pelas sociedades ocidentais, onde influi e gravita o consenso e a vontade das maiorias. Gramsci afirmou que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>os elementos principais do sentido comum são ministrados pelas religiões e, por isso, a relação entre o sentido comum e a religião é muito mais íntima do que a relação entre o sentido comum e os sistemas filosóficos dos intelectuais</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. “<em>Então</em>&nbsp;— prossegue Gramsci —&nbsp;<em>todo o movimento cultural que tenda a substituir o sentido comum e as velhas concepções do mundo deve repetir incansavelmente os próprios argumentos, variando suas ‘formas’”.</em></p>



<p>Dessa forma, as novas concepções se difundem utilizando sofismas, dando novas interpretações a fatos históricos e chegando a parafrasear o Evangelho em alguns casos, mostrando distintos “<em>ensinamentos</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> de determinadas passagens bíblicas, tal como a expulsão dos mercadores do Templo de Deus, utilizando-os como argumentos para justificar a violência e fortalecer a imagem do “<em>Cristo guerrilheiro</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>, criada pelos&nbsp;<em>“cristãos revolucionários<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</em></p>



<p>Essas concepções, porém, não deverão ser apresentadas em formas puras, uma vez que o povo não as aceita na medida que provoquem uma mudança traumática. Para isso, devem ser apresentadas como combinações, explorando “<em>a crise intelectual e a perda da fé na concepção que se deseja mudar<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Por isso, diz Gramsci, não se deve enfrentar frontalmente a Igreja Católica, e sim criar os enfrentamentos em seu seio. Enfrentamentos que não sejam apresentados como provocados por causas exógenas e sim endógenas.</p>



<p>Acrescente-se que o marxismo de Gramsci se apresenta como uma interpretação “<em>filosófica</em>” distinta do marxismo conhecido. Não há filosofia e práxis; existe uma igualdade entre pensamento e ação ao ponto em que tudo é considerado ação. Em conseqüência, a “<em>filosofia da práxis<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> deve ser elaborada partindo de uma equivalência entre filosofia e política, e deverá ser construída como ciência da história, posto que filosofia e história são indissociáveis. Diz Gramsci que “<em>a filosofia da práxis supera as precedentes, por isso é original, especialmente porque abre uma via completamente nova, ou seja, renova totalmente o modo de conceber a filosofia mesma<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Quanto ao papel dos intelectuais, ele deixa claro que a tarefa de agente da mudança na nova concepção de mundo não pode ser desenvolvida pelos intelectuais burgueses, considerados “<em>o elo mais débil do bloco burguês<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>. Devem surgir “<em>novos<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> intelectuais da massa do povo. Dessa forma, a tarefa a ser desenvolvida por essa “<em>nova<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> elite será a de formar uma vontade coletiva e lograr a reforma moral e intelectual, agregando que uma reforma cultural que eleve os extratos submersos da sociedade não pode ocorrer sem uma prévia reforma econômica e uma mudança na sua posição social. Por isso, afirmou que&nbsp;<em>“uma reforma intelectual e moral tem que ser vinculada forçosamente a um programa de reforma econômica<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em><a href="https://web.archive.org/web/20160614015532/http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250"></a></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/carlosazambuja/">Carlos I. S. Azambuja</a><a href="https://culturadefato.com.br/author/ricardohashimoto/"></a>.<br>Publicado originalmente em 27 de abril de 2005, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Os embaixadores</em>” (1533), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hans Holbein (1497-1543), o Jovem, foi um pintor suíço, um dos mestres do retrato no Renascimento, além de desenhista de xilogravuras, vidrarias e peças de joalharia.">Hans Holbein</span> (1497-1543), o Jovem.<br><br>A imagem foi escolhida por sua densidade simbólica e pela forma como representa a complexa relação entre poder, conhecimento e construção da realidade. A obra reúne, de maneira aparentemente harmoniosa, elementos científicos, religiosos e políticos, sugerindo uma ordem racional e estável. No entanto, essa estabilidade é apenas aparente.<br><br>O detalhe mais emblemático da pintura — o crânio distorcido em primeiro plano [<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Embaixadores#/media/Ficheiro:Hans_Holbein_the_Younger_-_The_Ambassadors_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">consultar imagem integralmente</a>], visível apenas a partir de um ângulo específico — revela que a compreensão da realidade depende da perspectiva adotada. Esse recurso visual dialoga diretamente com a ideia de que valores, crenças e interpretações são moldados por mediações culturais e intelectuais.<br><br>Assim, a escolha da obra busca ilustrar, de forma sutil, o tema central do texto: a disputa no campo das ideias, onde a transformação social não se dá apenas por confrontos diretos, mas pela lenta e contínua reconfiguração dos modos de ver, pensar e interpretar o mundo.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?,</a></em><br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entenda-o-marxismo-em-um-minuto/"><em>Entenda o marxismo em um minuto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/henryhazlitt/">Henry Hazlitt</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/instituicoes-nao-se-derrubam-se-reformam/">Instituições não se derrubam, se reformam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/reflexoes-sobre-a-execucao-de-luis-xvi/">Reflexões sobre a execução de Luís XVI</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/liberte-egalite-fraternite-o-carvalho/"><em>Liberté, Egalité, Fraternité, o Carvalho…</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/edgarcia/">Ed Garcia</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/DisneylandWoke.jpg" alt="Disneyland Woke, Tearing Down the Past (2022). Desenho por Edwin Loftus." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><em>Wokismo nova face da revolução anticristã</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joseureta/">José A. Ureta</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SigningOfTheConstitution.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Scene at the Signing of the Constitution of the United States&quot;, criada por Howard Chandler Christy (1872 - 1952) em 1940." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><em>As contradições inerentes ao Estado</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/murrayrothbard/">Murray N. Rothbard</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MendingTheNation_Jon-McNaughton.jpg" alt="Obra: &quot;Mending the nation&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><em>A essência do conservadorismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>A necessidade de uma doutrina conservadora</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Blanco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 20:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Scruton]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=26656</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Mentes habituadas a raciocinar apenas em termos de 'propostas e ação' identificaram no conservadorismo somente a reação, rebaixando-o a uma categoria intelectual inferior.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/">A necessidade de uma doutrina conservadora</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O conservadorismo advém de um sentimento que toda pessoa madura compartilha com facilidade:<br>a consciência de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas não são facilmente criadas.</em>”<br><span data-tooltip="Roger Scruton (1944 - 2020) foi filósofo e escritor inglês." data-tooltip-position="top">Roger Scruton</span> (1944 &#8211; 2020)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="RefNotasEditoria">* <a href="#NotasEditoria"><em>Notas da editoria</em></a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Ninguém jamais iniciou uma guerra para impor uma causa conservadora, nem promoveu uma revolução para implantar um “sistema” conservador. Seria porque o conservadorismo carece de causa, doutrina ou proposta?</p>



<p>No século XX, diversas bandeiras agitaram as sociedades. Multidões lutaram pelo socialismo, comunismo, fascismo, nazismo, nacionalismos e até pelo liberalismo. Mas ninguém foi às barricadas pelo conservadorismo. Isso ocorre, provavelmente, porque ele não se apresenta como um sistema fechado. Como observa <span data-tooltip="Roger Scruton (1944 - 2020) foi filósofo e escritor inglês." data-tooltip-position="top">Roger Scruton</span>, “o argumento não é a ocupação favorita dos conservadores”, pois eles costumam ver “perigo no pensamento abstrato”.</p>



<p>Todavia, diante da ameaça de tantas ideologias fundamentadas em manuais e dogmas, os conservadores viram-se obrigados a improvisar, acabando por expressar suas crenças em uma “linguagem conciliatória e vaga”. O problema é que o mundo moderno não busca nuances; ele anseia por utopias, soluções definitivas e sistemas perfeitos. Por isso, chegou-se a dizer que a política conservadora sequer existe e que seu pensamento não passa de uma quimera.</p>



<p>Mentes habituadas a raciocinar apenas em termos de “propostas e ação” identificaram no conservadorismo somente a reação, rebaixando-o a uma categoria intelectual inferior. Scruton, porém, embora reconheça que a essência conservadora é muitas vezes “inarticulada e cética”, ressalta que ela possui uma “consciência da complexidade das coisas humanas e uma adesão a valores que não podem ser compreendidos pela clareza abstrata da teoria utópica”.</p>



<p>Para o filósofo, essa postura não impede que a atitude conservadora e a doutrina que a sustenta sejam sistemáticas e razoáveis. Ele defende que é perfeitamente possível — e necessário — delinear uma doutrina conservadora, sob o risco de que, sem ela, o movimento perca seu apelo intelectual.</p>



<p>A mente moderna encara a sociedade como uma construção artificial, fruto exclusivo da racionalidade e do planejamento humano. Para dialogar com esse mundo, o conservadorismo precisa ser capaz de propor algo concreto e apresentar-se de forma organizada. Scruton estava convencido de que o conservadorismo é plenamente capaz de realizar essa tarefa.</p>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a>.<br>Publicado no&nbsp;<a href="https://t.me/filosofiaintegral" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canal do Telegram do autor</a>, em 22 de dezembro de 2025.<br>Fabio Blanco também é o responsável pelo portal&nbsp;<a href="http://www.filosofiaintegral.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">filosofiaintegral.com.br</a>, e seu&nbsp;<em>wesite</em>&nbsp;<a href="http://www.fabioblanco.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fabioblanco.com.br</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="NotasEditoria"><a href="#main"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a> <strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Gostaríamos de ter nomeado este artigo da mesma forma que o autor, com o título “<em>A necessidade de uma doutrina conservadora</em>” e o subtítulo “<em>Por que ninguém faz revoluções pelo conservadorismo</em>”; porém, por questões técnicas, foi necessário excluir o subtítulo. <a href="#RefNotasEditoria"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra “Liberdade armada com o cetro da razão derrubando a ignorância e o fanatismo” (1793), de Louis-Simon Boizot (1743 – 1809). <a href="#main"><img decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a></p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-g-5zrz1kl" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-5zrz1kl gutentor-carousel-item"><div id="section-g-5zrz1kl" class="section-g-5zrz1kl gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-eg1yoek" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-eg1yoek gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/juventude-europeia-entre-o-nacionalismo-suave-e-as-incertezas-culturais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/COMMITRivierenwijk.jpg" alt="COMMIT Rivierenwijk, um clube de fitness instalado na antiga Igreja de Santa Gertrudes, em Utrecht, (Países Baixos)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/juventude-europeia-entre-o-nacionalismo-suave-e-as-incertezas-culturais/"><em>Juventude europeia: entre o nacionalismo suave e as incertezas culturais</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-g-111kts1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-111kts1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-111kts1" class="section-g-111kts1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-2el0eee" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-2el0eee gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/pragmatismo-do-projeto-chines/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/DongFoundingOfANation.jpg" alt="Obra: &quot;A Cerimônia de Fundação da Nação&quot; (1953), Dong Xiwen (1914 - 1973)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/pragmatismo-do-projeto-chines/"><em>Pragmatismo do Projeto Chinês</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-g-e1oe0xn" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e1oe0xn gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e1oe0xn" class="section-g-e1oe0xn gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-6731r80" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-6731r80 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-assassinato-de-charlie-kirk-amplia-sua-voz-e-revela-a-imortalidade-da-verdade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CharlieKirk.jpg" alt="Obra: &quot;Charlie Kirk&quot;, por Steve Penley." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-assassinato-de-charlie-kirk-amplia-sua-voz-e-revela-a-imortalidade-da-verdade/">O assassinato de Charlie Kirk amplia sua voz e revela a imortalidade da verdade</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-e31f9v5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e31f9v5 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e31f9v5" class="section-g-e31f9v5 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-7bbske1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-7bbske1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/TheConsummationTheCourseEmpire_ColeThomas.jpg" alt="Obra: &quot;The Consummation The Course of the Empire&quot; (1836), de Thomas Cole (1801 – 1848)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/">Conservação e progresso</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-mlh4h48" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-mlh4h48 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-mlh4h48" class="section-g-mlh4h48 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-adp661s" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-adp661s gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxo-do-amadurecimento-liderar-a-propria-vida-sem-abandonar-o-passado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/08/TheVoyageOfLife_ThomasCole.jpg" alt="Obra: &quot;Manhood&quot; (1842), de Thomas Cole (1801 - 1848). Esta é uma das quatro paisagens da sequencia intitulada: &quot;The Voyage of Life&quot;." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxo-do-amadurecimento-liderar-a-propria-vida-sem-abandonar-o-passado/">Paradoxo do amadurecimento: liderar sem abandonar o passado</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-sttxru3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-sttxru3 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-sttxru3" class="section-g-sttxru3 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-v8ee94b" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-v8ee94b gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-paradoxo-da-inteligencia-artificial/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/06/ManAndMachine_XVI.jpg" alt="Obra: &quot;Man and Machine XVI&quot; (1955), por David Carr (1915 - 1968)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-paradoxo-da-inteligencia-artificial/">O paradoxo da Inteligência Artificial</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-r1xlnxl" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-r1xlnxl gutentor-carousel-item"><div id="section-g-r1xlnxl" class="section-g-r1xlnxl gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-1m611os" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-1m611os gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-velhinha-de-zaragoza-e-o-espirito-do-nosso-tempo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/04/EcceHomo.jpg" alt="Obra: &quot;Ecce Homo&quot;, de Elías García Martínez (1858 - 1934). Trata-se de pequena pintura localizada no Santuário da Misericórdia de Borja, Província de Saragoça, Espanha. Ao lado direito a pintura é apresentada a mesma pintura pós restauração de Cecilia Giménez." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-velhinha-de-zaragoza-e-o-espirito-do-nosso-tempo/">A velhinha de Zaragoza e o espírito do nosso tempo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-tl1epbu" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-tl1epbu gutentor-carousel-item"><div id="section-g-tl1epbu" class="section-g-tl1epbu gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-7066ibl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-7066ibl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/manipulacao-sem-inocencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ManipulationFromTheAnti-ConsciousnessMonsters.jpg" alt="Obra: &quot;The manipulation from the anti-consciousness monsters&quot;, de Darwin Leon." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/manipulacao-sem-inocencia/">Manipulação sem inocência</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-9lr88aj" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-9lr88aj gutentor-carousel-item"><div id="section-g-9lr88aj" class="section-g-9lr88aj gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-j3vv363" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-j3vv363 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/manipulacao-virtuosa/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/OHipnotizador_RichardBergh.jpg" alt="Obra: &quot;O hipnotizador&quot; (1887), de Richard Bergh (1858 - 1919)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/manipulacao-virtuosa/">Manipulação virtuosa</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-u4ewd4r" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-u4ewd4r gutentor-carousel-item"><div id="section-g-u4ewd4r" class="section-g-u4ewd4r gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-v44r0a0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-v44r0a0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/religiao-e-industria/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Factory_CamillePissarro.jpg" alt="Obra: &quot;The factory at pontoise&quot; (1873), de Camille Pissarro (1830 - 1903)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/religiao-e-industria/">Religião e indústria</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-sfb52vr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-sfb52vr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-sfb52vr" class="section-g-sfb52vr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-tq9dl14" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-tq9dl14 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/fuga-do-tedio/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Boredom_GastonDeLatouche.jpg" alt="Obra: &quot;Boredom&quot; (1893), de Gaston de Latouche (1854 - 1913)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/fuga-do-tedio/">Fuga do tédio</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-7ar0te5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7ar0te5 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7ar0te5" class="section-g-7ar0te5 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-r6ux88g" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-r6ux88g gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-ideias-dos-naufragos-a-necessidade-de-aceitar-o-caos-da-nossa-existencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Shipwreck_Turner.jpg" alt="Obra: &quot;Naufrágio de um Cargueiro&quot; (1810), por Joseph Mallord William Turner (1775 - 1851)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-ideias-dos-naufragos-a-necessidade-de-aceitar-o-caos-da-nossa-existencia/">As ideias dos náufragos: a necessidade de aceitar o caos da nossa existência</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-1o33lh1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-1o33lh1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-1o33lh1" class="section-g-1o33lh1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-k7xpxof" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-k7xpxof gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/gradatividade-do-conhecimento/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/OFilosofoEmMeditacao.jpg" alt="Obra: &quot;Filósofo em Meditação&quot; (1632), por Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 - 1669)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/gradatividade-do-conhecimento/">Gradatividade do conhecimento</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-rxm9751" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-rxm9751 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-rxm9751" class="section-g-rxm9751 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-q4lqqkk" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-q4lqqkk gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxo-da-confianca-tecnologica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/MillaSofia_InfluenciadoraIA.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/">P</a><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxo-da-confianca-tecnologica/">aradoxo da confiança tecnológica</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-co7vvp7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-co7vvp7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-co7vvp7" class="section-g-co7vvp7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sb9ui91" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sb9ui91 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/gatilhos-emocionais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/11/AngryGirl.jpg" alt="Obra: &quot;Angry Girl &quot; (2023), por My Head Cinema." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/gatilhos-emocionais/">Gatilhos emocionais</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-56djnin" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-56djnin gutentor-carousel-item"><div id="section-g-56djnin" class="section-g-56djnin gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9291274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9291274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vocacao-para-a-politica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/11/TheVerdictOfThePeople_GeorgeCalebBingham.jpg" alt="Obra: &quot;The Verdict of the People&quot; (1854–55), por George Caleb Bingham (1811 - 1879)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vocacao-para-a-politica/">Vocação para a política</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-w1zwi3o" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-w1zwi3o gutentor-carousel-item"><div id="section-g-w1zwi3o" class="section-g-w1zwi3o gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-r1ezdeo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-r1ezdeo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/casais-infelizes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Arrufos_BelmiroDeAlmeida.jpg" alt="Obra: &quot;Arrufos&quot; (1887), por Belmiro de Almeida (1858 - 1935)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/casais-infelizes/">Casais infelizes</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-w81g11r" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-w81g11r gutentor-carousel-item"><div id="section-g-w81g11r" class="section-g-w81g11r gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-5f15kek" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-5f15kek gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-da-solidao-contemporanea/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Nighthawks_Edward_Hopper_1942.jpg" alt="Obra: &quot;Nighthawks&quot; (1942), de Edward Hopper (1882 - 1967)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/paradoxos-da-solidao-contemporanea/">Paradoxos da solidão contemporânea</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-bjdel23" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bjdel23 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bjdel23" class="section-g-bjdel23 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-4omvtu4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-4omvtu4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/douto-desconhecimento/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Narcissist_KyprianosDimosthenous.jpg" alt="Obra &quot;Narcissist&quot; (2021), por Kyprianos Dimosthenous." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/douto-desconhecimento/">Douto desconhecimento</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-ff6wol6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ff6wol6 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ff6wol6" class="section-g-ff6wol6 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-a2q132a" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-a2q132a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nem-tudo-e-importante/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FriendsTalking_LeonidAfremov.jpg" alt="Obra: &quot;Friends Talking&quot;, por Leonid Afremov (1955 - 2019)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nem-tudo-e-importante/">Nem tudo é importante</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-xgxalu1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-xgxalu1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-xgxalu1" class="section-g-xgxalu1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-filqlma" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-filqlma gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-da-democracia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/02/GranCirco_1956_MarcChagall.jpg" alt="Obra: &quot;Gran Circo&quot; (1956), por Marc Chagall (1887 - 1985)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-da-democracia/">A Essência da democracia</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-wyuoyut" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-wyuoyut gutentor-carousel-item"><div id="section-g-wyuoyut" class="section-g-wyuoyut gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ebmrmdg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ebmrmdg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/enfadonhas-certezas-politicas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/01/TheHouseOfCommons_1833_Sir_George_Hayter.jpg" alt="Obra: &quot;The House of Commons&quot; (1833), por Sir George Hayter (1792 - 1871)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/enfadonhas-certezas-politicas/">Enfadonhas certezas políticas</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-obnrsiv" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-obnrsiv gutentor-carousel-item"><div id="section-g-obnrsiv" class="section-g-obnrsiv gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-6rgw1ow" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-6rgw1ow gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sejam-ceticos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/01/TheCardSharpWithAceDiamonds.jpg" alt="Obra: &quot;The Card Sharp with the Ace of Diamonds&quot; (1636–1638), por Georges de La Tour (1593 - 1652)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/">Sejam céticos</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-wk51okw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-wk51okw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-wk51okw" class="section-g-wk51okw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-yl3nioy" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-yl3nioy gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/enquanto-a-guerra-durar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/12/PierreNolhac_Por_HenryNolhac.jpg" alt="Obra: &quot;Retrato de Pierre de Nolhac (1859-1936)&quot; (1909), por Henri Girault De Nolhac (1884 - 1948)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/enquanto-a-guerra-durar/">Enquanto a guerra durar</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-2llqzxi" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-2llqzxi gutentor-carousel-item"><div id="section-g-2llqzxi" class="section-g-2llqzxi gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-h1unx44" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-h1unx44 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/cultura-de-massa/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/10/SpeechOfLeninOnTheRedQquare._ViktorShatalin.jpeg" alt="Obra: &quot;Speech of Lenin on the Red Square&quot; (1959), por Viktor Shatalin (1929 - 2003)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cultura-de-massa/">Cultura de massa</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-v78p4dc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-v78p4dc gutentor-carousel-item"><div id="section-g-v78p4dc" class="section-g-v78p4dc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-66m8rnp" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-66m8rnp gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/natureza-resistente/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/09/NewSchoolSlaves.jpg" alt="Obra &quot;Struggle in the Orient: Slavery, Imperialism &amp; Gandhi&quot; (1930), de José Clemente Orozco (1883 – 1949)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/natureza-resistente/">Natureza resistente</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-2h5rj1p" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-2h5rj1p gutentor-carousel-item"><div id="section-g-2h5rj1p" class="section-g-2h5rj1p gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9shif66" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9shif66 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-habito-da-escrita/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/06/TheLetter1878JanezSubic.jpg" alt="Obra: &quot;A Carta&quot; (1878) de Janez Šubic (1850 - 1889)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-habito-da-escrita/" rel="sponsored nofollow">O hábito da escrita</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-7mp4841" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7mp4841 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7mp4841" class="section-g-7mp4841 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kfqifln" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kfqifln gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-preco-do-conhecimento/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/06/CavernaDePlataoMichielCoxcie.jpg" alt="Obra: &quot;A caverna de Platão&quot;, de Michiel Coxcie (1499 – 1592)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-preco-do-conhecimento/">O preço do conhecimento</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-cvqm14q" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-cvqm14q gutentor-carousel-item"><div id="section-g-cvqm14q" class="section-g-cvqm14q gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vvayt9m" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vvayt9m gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/pensamento-critico/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ACountrySchool_EdwardLamsonHenry.jpg" alt="Obra: &quot;A Country School&quot;, de Edward Lamson Henry (1841 - 1919)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/pensamento-critico/">Pensamento crítico</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-60ya0up" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-60ya0up gutentor-carousel-item"><div id="section-g-60ya0up" class="section-g-60ya0up gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-jytssds" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-jytssds gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-funcao-da-filosofia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Plato_Roger-Payne.jpg" alt="Obra: &quot;The Philosopher Plato&quot; (1980), de Roger Payne." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-funcao-da-filosofia/">A função da filosofia</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-h7ef9as" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-h7ef9as gutentor-carousel-item"><div id="section-g-h7ef9as" class="section-g-h7ef9as gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-n11uh4i" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-n11uh4i gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Chesterton_TimothyJones.jpg" alt="Obra: &quot;Astonished at the World&quot;, de Timothy Jones." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ortodoxia-de-chesterton/">Ortodoxia, de Chesterton</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-v00e593" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-v00e593 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-v00e593" class="section-g-v00e593 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-e1esaae" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-e1esaae gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/breve-introducao-ao-eurasianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Guernica_PabloPicasso.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/breve-introducao-ao-eurasianismo/">Breve introdução ao eurasianismo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-8885lv1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-8885lv1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-8885lv1" class="section-g-8885lv1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-nxen8xr" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-nxen8xr gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tecnologia-e-poder/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ManAndComputer.jpg" alt="Obra &quot;Man and computer&quot; (2011), por Paulus Hoffman." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tecnologia-e-poder/">Tecnologia e poder</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-7hs4zha" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7hs4zha gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7hs4zha" class="section-g-7hs4zha gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-i708iul" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-i708iul gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-preco-que-a-verdade-cobra/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/11/AMorteDeSocrates_Jacques-LouisDavid.jpeg" alt="Obra: &quot;A morte de Socrátes&quot; (1787), de Jacques-Louis David (1748 - 1822)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-preco-que-a-verdade-cobra/">O preço que a verdade cobra</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-j731op3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-j731op3 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-j731op3" class="section-g-j731op3 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-4y8711b" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-4y8711b gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-socialismo-nao-funciona/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/10/SanFrancisco.jpg" alt="Obra: &quot;San Francisco&quot;, por Jacob Dhein's" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-socialismo-nao-funciona/">Por que o socialismo não funciona</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-7c0e1vc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7c0e1vc gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7c0e1vc" class="section-g-7c0e1vc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-hl949ts" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-hl949ts gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-consumidor-e-soberano/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NewYorkTimesSquare_Olga-Knezevic.jpg" alt="Obra &quot;New York, Times Square&quot;, por Olga Knezevic." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-consumidor-e-soberano/">O consumidor é soberano</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-8t9u3jv" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-8t9u3jv gutentor-carousel-item"><div id="section-g-8t9u3jv" class="section-g-8t9u3jv gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-1fslill" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-1fslill gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-perspectiva-superior-da-filosofia-em-will-durant/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/BanquetOfficersCalivermenCivicGuard_Interior559.jpg" alt="Ao lado esquerdo é vista a pintura: “Banquet of the Officers of the Calivermen Civic Guard”, criada em 1627 pelo pintor neerlandês Frans Hals (1582 - 1666); ao lado direito contrasta a obra “Interior No. 559”, a qual foi produzida em 2018 pelo artista alemão Anton Henning (nascido em 1964)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-perspectiva-superior-da-filosofia-em-will-durant/">A perspectiva superior da Filosofia, em Will Durant</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-iv8nx8l" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-iv8nx8l gutentor-carousel-item"><div id="section-g-iv8nx8l" class="section-g-iv8nx8l gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lalh4jl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lalh4jl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-deusa-ciencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ApresentandoMembrosDaAcademiaParaLouisXIV.jpg" alt="Jean-Baptiste Colbert (1619-1683) Apresentando os membros da Academia Real da Ciência para Louis XIV (1638-1715) c.1667" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-deusa-ciencia/">A deusa da ciência</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-lla1l91" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-lla1l91 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-lla1l91" class="section-g-lla1l91 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-orl8l87" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-orl8l87 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/espontaneidade-fabricada/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MascarasTeatrais.jpg" alt="Máscaras teatrais (fundo preto, máscara em pé cor de ouro e máscara prateada &quot;deitada&quot;)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/espontaneidade-fabricada/">Espontaneidade fabricada</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-n0h1n08" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-n0h1n08 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-n0h1n08" class="section-g-n0h1n08 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-stpmspa" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-stpmspa gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-valor-de-uma-curtida/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/CurtidaDesmanchando.jpg" alt="Sinal de positivo. Curtida desmanchando (fundo azul, mão branca)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-valor-de-uma-curtida/">O valor de uma “curtida”</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-dqi1ii3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-dqi1ii3 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-dqi1ii3" class="section-g-dqi1ii3 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-3ry31xp" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3ry31xp gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-arrogancia-dos-manipulados/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/VaralDeManipulados.jpg" alt="Bonecos de pessoas pendurados em uma espécie de Varal." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-arrogancia-dos-manipulados/">A arrogância dos manipulados</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-g2dm8up" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g2dm8up gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g2dm8up" class="section-g-g2dm8up gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-qt7xi7y" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-qt7xi7y gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://filosofiaintegral.com.br/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/FilosofiaIntegral.jpg" alt="Portal &quot;Filosofia Integral&quot;, de Fabio Blanco." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://filosofiaintegral.com.br/">Portal <em>Filosofia Integral</em>, de Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-h2jl919" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-h2jl919 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-h2jl919" class="section-g-h2jl919 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-s8d3ubf" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-s8d3ubf gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://www.fabioblanco.com.br/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/FabioBlanco.jpg" alt="Website do Professor Fabio Blanco" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://www.fabioblanco.com.br/"><em>Website</em> do Professor Fabio Blanco</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/">A necessidade de uma doutrina conservadora</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<item>
		<title>O Brasil no atoleiro ideológico</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-brasil-no-atoleiro-ideologico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 02:58:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Bertold Brecht]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filipe Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Fria]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolás Maduro]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia do Oprimido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Todo ano, cerca de 3 milhões de brasileiros festejam sua chegada à maioridade. Em imensa proporção, tiveram suas mentes oprimidas pela <em>pedagogia do oprimido</em> e suas potencialidades contidas pelas urgências da <em>luta política</em>.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-no-atoleiro-ideologico/">O Brasil no atoleiro ideológico</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Quando tudo é política, nada mais é verdadeiro.</em>”<br>Comumente atribuída a <span data-tooltip="Johanna Arendt (1906 -1975) foi filósofa política alemã e de origem judaica." data-tooltip-position="top">Hannah Arendt</span> (1906 -1975).<br><br>“<em>Os que podem fazê-lo, fazem; os que não podem, ensinam.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Bernard Shaw (1856 – 1950) foi dramaturgo e romancista irlandês.">Bernard Shaw</span> (1856 – 1950).</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">É fácil compreender por que o Brasil perde posições nos rankings internacionais e por que, salvo exceções, nossa representação política é tão precária. Todo ano, cerca de 3 milhões de brasileiros festejam sua chegada à maioridade. Em imensa proporção, tiveram suas mentes oprimidas pela “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="''Pedagogia do oprimido'' é o título de um livro de Paulo Reglus Neves Freire (1921 - 1997), mais conhecido como Paulo Freire. A obra faz a transposição da luta de classes marxista para o âmbito da educação.">pedagogia do oprimido</span>” e suas potencialidades contidas pelas urgências da “luta política”. Vários anos de “Ideologia para idiotas” enfiada em diferentes conteúdos pedagógicos, impingiu-lhes que a esquerda, sempre moderada, é boa, generosa e bem sucedida e que a direita, sempre extremada, é sinônimo de fascismo. Agora, saiam de dentro da bolha e espiem o resultado.</p>



<p>Basta observar esses jovens para entender que foram vítimas passivas do persistente combate cultural e espiritual travado contra o Ocidente. Aliás, é bom saber que essa foi a linha mais bem sucedida da velha <span data-tooltip="Rivalidade política, ideológica e militar entre os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Sem confronto direto, o conflito se manifestou por meio de disputas econômicas, tecnológicas, armamentistas e de influência global." data-tooltip-position="top">Guerra Fria</span>. É um combate que atacou e continua atacando de modo permanente o Bem, a Verdade, a Justiça e a Beleza. Seu produto final é perversão, falsidade e, claro, o desastre da ética e da estética. Em ambientes universitários, quando bem encaminhada em direção aos próprios fins, essa “cultura” confere aos coletivos e a seus ambientes o conhecido aspecto de legião de zumbis indignados.</p>



<p>Menciono aqui, com pesar, observações que jamais têm o devido destaque fora das redes sociais. É como se para as emissoras e veículos do oficialismo, os pilares da civilização fossem temas superados e estivessem, em fratura exposta, ante os olhos de todos. Regrediram à pedra lascada, isto sim! Mas se veem como sofisticados joalheiros na Amsterdam das ideias.</p>



<p>O consagrado teatrólogo alemão <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Eugen Bertholt Friedrich Brecht (1898 - 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Ao final dos anos 1920 Brecht torna-se marxista.">Bertold Brecht</span>, em “A medida punitiva”, depois de prescrever aos comunistas o abandono de toda coerência e o descarte das regras morais e dos sentimentos humanos, conclui: “Quem luta pelo comunismo tem, de todas as virtudes, apenas uma: a de lutar pelo comunismo”.</p>



<p>Capturados pela militância esquerdista, brechtianos sem o saberem, milhões de jovens brasileiros sobre cujos ombros recairia tanta responsabilidade no futuro do país, têm, na própria incoerência, sua “<em>best friend</em>”. Dela lhes vem o inesgotável estoque de pesos e medidas que usam no mesmo modo <em>flex</em> aplicado por certas autoridades da República a preceitos da Constituição Federal.</p>



<p>Estamos assistindo, ao vivo, a tolerância com a corrupção dos companheiros. Há um silêncio nas redações. Ainda que a corrupção seja de uso e benefício privado, fazer de conta que não existe é menos danoso do que reconhecer a culpa. No Brasil de hoje, apesar das provas em contrário, todo direitista é tão culpado quanto <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filipe Martins dos Santos (Goiânia, 01 de abril de 1984) é um político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). Foi assessor para assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro."><a href="https://www.instagram.com/reel/DPuCWdhjsHl/?utm_source=ig_web_button_share_sheet" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Filipe Martins</a></span>, um inocente; todo esquerdista, tão inocente quanto <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolás Maduro Moros é um político venezuelano e atual presidente da República Bolivariana da Venezuela.">Nicolás Maduro</span>, um bandido. Essa é a escandalosa lição que as instituições republicanas, em mal ensaiada coreografia,&nbsp;proporcionam à nação.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do autor, em 25 de outubro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Parábola, cego guiando o cego</em>” (1568), por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pieter Bruegel the Elder (Brueghel), o Velho: pintor e gravurista holandês, nasceu entre 1525 e 1530 e faleceu em 1569.">Pieter Bruegel</span> (1525/1530 – 1569).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-g79x41c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g79x41c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g79x41c" class="section-g-g79x41c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-ideologia-que-nao-recompensa-a-criatividade-do-individuo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CrystalGradation_1921.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Gradação de Cristal&quot; (1921), de Paul Klee (1879 - 1940)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-ideologia-que-nao-recompensa-a-criatividade-do-individuo/">A ideologia que não recompensa a criatividade do indivíduo</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-q9eacmk" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-q9eacmk gutentor-carousel-item"><div id="section-g-q9eacmk" class="section-g-q9eacmk gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-cis97ll" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-cis97ll gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/autoajuda-marxista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/PauloFreire.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/autoajuda-marxista/">Autoajuda marxista</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/josemariasilva/">José Maria e Silva</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-18sisi1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-18sisi1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-18sisi1" class="section-g-18sisi1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-6va3p29" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-6va3p29 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/MexicanCattleDriveInSouthernCalifornia_WilliamHahn.jpg" alt="Obra: &quot;Mexican cattle drive in Southern California&quot; (1883), de William Hahn (1829 - 1887)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/">Qual o problema da homenagem do Google a Paulo Freire?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ludmilalinsgrilo/">Ludmila Lins Grilo</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l01u8uj" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l01u8uj gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l01u8uj" class="section-g-l01u8uj gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-h974ihy" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-h974ihy gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nos-e-os-nossos-gulags/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/EsperandoParaSerBaleado.jpg" alt="Obra: &quot;Waiting to be Shot&quot;, por Nikolai Getman (1917 - 2004)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nos-e-os-nossos-gulags/">Nós e os nossos GULAGs</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l571163" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l571163 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l571163" class="section-g-l571163 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-0ov6vii" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-0ov6vii gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-tragico-fim-de-um-boneco-de-sal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/MorningGlory.jpg" alt="Obra: &quot;Morning Glory&quot;, por Marguerite Lloyd." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-tragico-fim-de-um-boneco-de-sal/">O trágico fim de um boneco de sal</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l3ud1lc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l3ud1lc gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l3ud1lc" class="section-g-l3ud1lc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-w11qp9q" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-w11qp9q gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheSevereTeacher_JanSteen.jpg" alt="Obra: &quot;The severe teacher&quot; (1668), por Jan Steen (1626 – 1679)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/">Educação e anti-educação</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-p7vlak4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p7vlak4 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p7vlak4" class="section-g-p7vlak4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sz22zml" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sz22zml gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-miseria-da-educacao-e-a-educacao-para-a-miseria/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/11/InTheClassroom.jpg" alt="Obra: &quot;In the classroom&quot; (1810), por Paul Louis Martin des Amoignes (1858 – 1925)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-miseria-da-educacao-e-a-educacao-para-a-miseria/">A miséria da Educação e a Educação para a miséria</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm666515" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm666515 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm666515" class="section-gm666515 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1aec69" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1aec69 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-ao-contrario/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/CabecaVazia.jpeg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-ao-contrario/">Educação ao contrário</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
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</div></div></section>



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<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-no-atoleiro-ideologico/">O Brasil no atoleiro ideológico</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Comunismo e nazismo: dois monstros idênticos</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ion Mihai Pacepa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 03:49:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O livro <em>O Diabo na História</em>, do professor Vladimir Tismaneanu, é a obra definitiva sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos.”</p>
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<p class="has-text-align-center">“<em>Lênin não foi apenas o fundador da propaganda política,</em><br><em>o sacerdote supremo de uma nova eclesiologia do partido infalível onisciente,</em><br><em>mas também o demiurgo do sistema do campo de concentração e o apóstolo do terror universal.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



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<p class="has-drop-cap">O livro “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil in History: Communism, Fascism and Some Lessons of the Twentieth Century</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”], do professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span>, é o livro definitivo sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos para criar movimentos de massa destinados a fins apocalípticos.</p>



<p>Eu vivi tanto sob o Terceiro Reich quanto sob o Império Soviético e sei que um mero mortal qualquer que ousasse traçar um mínimo paralelo entre comunismo e nazismo acabaria atrás das grades — se tivesse sorte. Os nazistas, indignados, descartavam qualquer relação com o comunismo, do mesmo modo como os comunistas, nervosamente, rejeitavam qualquer comparação com o nazismo/fascismo. Mas não os seus líderes. No dia 23 de agosto de 1939, quando o ministro das Relações Exteriores soviético, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Viatcheslav Mikhailovitch Molotov (1890 - 1986), nascido Scriabin, foi um diplomata e político da União Soviética de destaque entre os anos 20 e 50 do século XX.">Vyacheslav Molotov</span>, e o seu colega alemão equivalente, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ulrich Friedrich Wilhelm Joachim von Ribbentrop (1893 - 1946) foi um político alemão, ministro de Relações Exteriores da Alemanha Nazista entre 1938 e 1945 e uma das principais e influentes figuras do Terceiro Reich de Adolf Hitler.">Joachim von Ribbentrop</span>, se reuniram no Kremlin para assinar o infame <a href="https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/german-soviet-pact" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pacto de Não-agressão <span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span>&#8211;<span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stalin</span></a>, Stalin estava eufórico. Ele disse a Ribbentrop: “O governo soviético leva muito a sério este novo pacto. Eu posso garantir, sob a minha palavra de honra, que a União Soviética não trairá o seu parceiro”. (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Willard Toland (1912 - 2004) foi um escritor e historiador americano. Ele é mais conhecido por uma biografia de Adolf Hitler e uma história vencedora do Prêmio Pulitzer do Japão na época da Segunda Guerra Mundial, ''The Rising Sun''.">John Toland</span>, “<a href="https://amzn.to/4okZw6k" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Adolf Hitler</a>”. New York: Doubleday, 1976, página 548)</p>



<p>Havia muitas razões para Stalin estar alegre. Tanto ele quanto Hitler acreditavam na necessidade histórica de expandir o território dos seus impérios. Stalin chamava isso de “revolução do proletariado mundial”. Hitler chamava de “Lebensraum” (espaço vital). Ambos basearam as suas tiranias no roubo. Hitler roubou a riqueza dos judeus. Stalin roubou a riqueza da igreja e da burguesia. Ambos odiavam religião, e ambos substituíram Deus pelo culto às suas próprias pessoas. Ambos eram também profundamente anti-semitas. Hitler matou cerca de 6 milhões de judeus. Durante a década de 1930, apenas Stalin — oriundo da Georgia, onde os judeus haviam sido escravos até 1871 — prendeu cerca de 7 milhões de russos (a maior parte judeus) sob a acusação de espionagem a serviço do sionismo americano e os matou.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="489" height="745" class="wp-image-25951" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/10/ODiaboNaHistoria.jpg" alt="Capa da obra: &quot;O Diabo naHistória&quot;, de Vladimir Tismăneanu."></a>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] não é o primeiro livro a estudar a relação entre fascismo e comunismo, mas é o primeiro escrito por um eminente estudioso em cujo sangue correm os genes dos dois movimentos. Os pais de Vladimir Tismaneanu lutaram pelo fascismo nas Brigadas Internacionais durante a <span data-tooltip="A Guerra Civil Espanhola (1936–1939) opôs republicanos e nacionalistas; estes contaram com apoio de Hitler e Mussolini, enquanto a União Soviética apoiou os republicanos." data-tooltip-position="top">Guerra Civil Espanhola</span>, viveram em Moscou durante a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Segunda Guerra Mundial: conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span> como ativistas comunistas, compreenderam as tragédias provocadas pelo comunismo e terminaram a vida profundamente desencantados. O próprio Vladimir foi seduzido pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Karl Marx (1818 - 1883), que foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">marxismo</span> (especialmente pelo neo-marxismo da Escola de Frankfurt) até deixar a Romênia, aos 30 anos de idade, em 1981. Ele se tornou professor anti-comunista especialista em estudos soviéticos e do leste europeu quando o marxismo-<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924), que foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">leninismo</span> estava com força total e chefiou a Comissão Presidencial da Romênia para o Estudo da Ditadura Comunista em seu país, que condenou fortemente as atrocidades do comunismo. O primeiro livro de Vladimir em inglês foi publicado em 1988.&nbsp;O título é revelador — “<a href="https://amzn.to/4h32zxi" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow" style="color: #4682b4;"><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">The Crisis&nbsp;</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> of Marxist</span> <span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">Ideology in Eastern</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> Europe: The</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" style="color: #4682b4;" data-tooltip-position="top"> Poverty of Utopia</span></a>”.&nbsp;Quando muitos kremlinologistas focavam os seus estudos nas elites comunistas e nos conflitos mortais, Tismaneanu percebeu que o comportamento das elites era explicado pelo sistema de crenças leninista. Os líderes comunistas eram assassinos, sem dúvida, mas eram assassinos com uma ideologia. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolae Ceaușescu (1918 -1989) foi um político romeno que serviu como Secretário-Geral do Partido Comunista do seu país de 1965 a 1989, servindo também, a partir de 1974, como Presidente da República Socialista da Romênia. Seu governo ditatorial foi derrubado como um resultado do que ficou conhecido como Revolução de Natal.">Nicolae Ceausescu</span>, a quem conheci muito bem, era um comunista fanático que acreditava realmente que o comunismo estava do lado certo da história.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é tanto um livro sobre o passado quanto um livro sobre o futuro. Em novembro de 1989, quando o Muro de Berlim foi derrubado, milhões de pessoas gritaram “O comunismo morreu”. O comunismo soviético, como forma de governo, realmente morrera. Mas uma nova geração de pessoas, cujo conhecimento da vida sob o comunismo é pouco ou nulo, está tentando dar a esta heresia, agora vestida em trajes socialistas, uma nova vida na França, Grécia, Espanha, Portugal, Venezuela, Argentina, Brasil e Equador, e poucas pessoas estão prestando atenção a este fato. Em 15 de fevereiro de 2003, milhões de europeus tomaram as ruas, não para celebrar a liberdade desfrutada graças à luta dos americanos para impedir que eles se tornassem escravos soviéticos, mas para condenar o imperialismo americano, conforme descrito em “<a href="https://amzn.to/4h8VOdA" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Empire</a>” (de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Michael Hardt é um teórico literário e filósofo político estadunidense que leciona na Duke University.">Michael Hardt</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Negri (1933 - 2023), também conhecido como Toni Negri, foi um filósofo político marxista, acadêmico e militante político italiano.">Antonio Negri</span>, Harvard University Press, 2000), livro cujo co-autor, Antonio Negri, um terrorista disfarçado de professor marxista, esteve preso pelo envolvimento no sequestro e assassinato do primeiro ministro italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aldo Moro foi um jurista, professor e político italiano. Foi primeiro-ministro da Itália de 1963 até 1968 e de 1974 até 1976. Membro ativo da Igreja Católica, foi um dos líderes mais destacados da democracia cristã na Itália.">Aldo Moro</span>. O jornal The New York Times chamou o atual Manifesto Comunista de Negri de “o livro quente e inteligente do momento”. (David Pryce-Jones, “Evil Empire, The Communist ‘hot, smart book of the moment’”, National Review Online, 17 de setembro de 2001).</p>



<p>Durante 27 anos da minha outra vida, na Romênia, eu estive envolvido em operações destinadas a criar inúmeros Antonios Negris para desempenhar o papel de guerreiros da <span data-tooltip="Rivalidade política, ideológica e militar entre os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Sem confronto direto, o conflito se manifestou por meio de disputas econômicas, tecnológicas, armamentistas e de influência global." data-tooltip-position="top">Guerra Fria</span> em toda a Europa Oriental e usá-los para jogar a região contra os Estados Unidos. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é um estudo enciclopédico sobre como a máquina de desinformação soviética e pós-soviética usou aqueles Negris para converter o antigo ódio europeu pelos nazistas em ódio aos EUA, o novo poder de ocupação.</p>



<p>Em 1851, quando <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Luís Napoleão Bonaparte (1808 - 1873), conhecido como Napoleão III, o primeiro presidente da República Francesa eleito por sufrágio universal e o último imperador da França. Ele era filho do irmão de Napoleão, Luís Bonaparte, que foi Rei da Holanda.">Luís Bonaparte</span>, o vil sobrinho de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Napoleão Bonaparte (1769 - 1821) foi um estadista e líder militar francês que ganhou destaque durante a Revolução Francesa e liderou várias campanhas militares de sucesso durante as Guerras Revolucionárias Francesas. Foi Imperador dos Franceses como Napoleão I de 1804 a 1814 e brevemente em 1815 durante os Cem Dias.">Napoleão</span>, tomou o poder na França, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Karl Marx (1818 - 1883) foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">Karl Marx</span> disse a sua agora famosa máxima: “A história sempre se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] documenta os atuais esforços dos esquerdistas para reviver as mentiras soviéticas, e isto mostra a sua ridícula natureza.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] tem não apenas importância ideológica mas também histórica, pois torna o seu autor, Vladimir Tismaneanu, uma versão americana conservadora de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Eric John Ernest Hobsbawm (1917 - 2012) foi um historiador marxista britânico bastante reconhecido do século XX. Ao longo de toda a sua vida, Hobsbawm foi membro do Partido Comunista Britânico.">Eric Hobsbawm</span>, o mais respeitado historiador britânico.</p>



<p>Hobsbawm, morto há pouco com a venerável idade de 95 anos, era um polímata erudito, um esplêndido pesquisador e um excelente escritor. Infelizmente, também resolveu ser um marxista profissional e os marxistas são, por definição, mentirosos. Eles são&nbsp;<em>obrigados a mentir</em>&nbsp;porque a realidade de todas as sociedades marxistas tem sido devastadora, a um nível espantoso. Mais de 115 milhões de pessoas foram mortas em todo mundo na tentativa de manter vivas as mentiras do marxismo.</p>



<p>O quarteto de livros mais respeitado de Hobsbawm, “<a href="https://amzn.to/43eLryU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Revolution</a>” e “<a href="https://amzn.to/3KRevWW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Extremes</a>”, aos quais dedicou a maior parte da sua vida, também são uma mentira: apresentam a história da revolução marxista soviética, evolução e ‘descentralização’ (<em>evolution and devolution</em>) que ignoram totalmente os <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAGs</span>. São como uma história do nazismo ignorando o Holocausto, ou uma história do Egito desconsiderando os faraós e as pirâmides. Hobsbawm filiou-se ao Partido Comunista Britânico em 1936, e nele permaneceu mesmo após o seu eterno ídolo, a União Soviética, ter sucumbido. Hobsbawm jamais retirou a sua filiação ao Partido Comunista. Ele explicou: “O Partido… teve o primeiro, ou mais precisamente, o único direito real das nossas vidas… As exigências do Partido têm prioridade absoluta… Se ele mandar você abandonar a namorada ou a esposa, você deve fazê-lo”.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu também se filiou ao Partido Comunista quando jovem – como eu fiz – mas rompeu com o partido quando o comunismo ainda estava com força total — como eu fiz — e expôs os seus males ao resto do mundo — como eu também fiz. A bem da verdade, devo registrar a minha imensa admiração por Tismaneanu e dizer que o considero um bom amigo, embora jamais tenhamos nos encontrado. Sob o meu ponto de vista, ele é o maior especialista em comunismo romeno e um dos maiores estudiosos do mundo sobre o Leste Europeu. O seu “<a href="https://amzn.to/438eXGC" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Stalinism for All Seasons</a>” é o mais amplo estudo sobre o comunismo romeno e o seu “<a href="https://amzn.to/4qcKmBU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Fantasies of Salvation: Democracy, Nationalism, and Myth in Post-Communist Europe</a>” recebeu o prêmio romeno-americano da Academy of Arts and Sciences. Por sua incansável atividade de pesquisa, Vladimir Tismaneanu tornou-se um membro do prestigioso Institut fur die Wissenschaften von Menschen em Viena, Áustria, e recebeu o título de Public Policy Scholar do Woodrow Wilson International Center for Scholars.</p>



<p>A despeito da cobertura da imprensa sobre a corrida nuclear durante a Guerra Fria, nós, no topo do serviço de inteligência do bloco soviético naqueles anos, lutamos, naquela guerra, pela conquista das mentes — na Europa, na esquerda americana, no Terceiro Mundo — pois sabíamos ser impossível ganhar as batalhas militares. A Guerra Fria acabou realmente, mas, diferentemente das outras guerras, não terminou com um inimigo derrotado depondo as armas. No ano 2000, alguns dos meus antigos colegas da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti,em português: ''Comitê de Segurança do Estado''.">KGB</span> tomaram o Kremlin e transformaram a Rússia na primeira ditadura de inteligência da história. Mais de seis mil antigos agentes da KGB estão nos governos russos federal e local. Seria como tentar democratizar a Alemanha com os oficiais da Gestapo no comando.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu é o analista político perfeito para os dias de hoje, pois é um especialista nos dois legados, nazista e comunista. A despeito de diagnósticos otimistas e do excessivo&nbsp;<em>wishful thinking</em>, estas duas patologias não estão mortas. O esclarecedor livro de Vladimir Tismaneanu é um antítodo contra os novos experimentos do radicalismo utópico e da engenharia social.</p>



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<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a> (1928 &#8211; 2021).<br><br>O autor, general <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a>, foi o oficial de mais alta patente a desertar do bloco comunista,<br>obtendo asilo político nos Estados Unidos.<br><br>No Brasil, <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion</a> ficou conhecido pelo livro <a href="https://amzn.to/4ncDp0Y" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><em>Disinformation</em></a> (<em><a href="https://amzn.to/47mtCQW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Desinformação</a></em>), escrito em coautoria com<br>o professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ronald J. Rychlak é um advogado, jurista, autor e comentarista político americano. Ele é um Distinguished Professor of Law na University of Mississippi School of Law e é titular da Cátedra Jamie L. Whitten em Direito e Governo.">Ronald Rychlak</span> e publicado pela WND Books em junho de 2013.<br><br>Artigo originalmente publicado em 14 de fevereiro de 2014<br>no <em>website <a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>. Tradução de Ricardo Hashimoto.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>As duas Fridas</em>” (1939), de <span data-tooltip="Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (1907 - 1954), mais conhecida como Frida Kahlo, foi uma pintora mexicana conhecida pelos seus muitos retratos, autorretratos, e obras inspiradas na natureza e artefatos do México." data-tooltip-position="top">Frida Kahlo</span> (1907 &#8211; 1954).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



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<section id="gm23ceb0f" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm23ceb0f gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-gc06e0a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc06e0a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/ComunismoNazismo.jpg" alt="Comunismo e Nazismo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmacf316" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmacf316 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmacf316" class="section-gmacf316 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5485d9" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5485d9 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/BenitoMussolini_1941_Ernest-Hamlin-Baker.jpg" alt="Obra: &quot;Benito Mussolini&quot; (1941), de Ernest Hamlin Baker (1889 - 1975)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/" rel="sponsored nofollow"><em>As raízes socialistas de Benito Mussolini</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/bryancaplan/">Bryan Caplan</a>.</p>
</div></div>



<div id="col-g-7nfl472" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7nfl472 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7nfl472" class="section-g-7nfl472 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-l1yi72r" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-l1yi72r gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_Mussolini.jpg" alt="Pintura a óleo de Hitler &amp; Mussolini." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens socialistas do fascismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-y048nel" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y048nel gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y048nel" class="section-g-y048nel gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-0l520d4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-0l520d4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/EnterrandoUmCamarada_DavidFriedman.jpg" alt="Obra: &quot;Enterrando um camarada&quot;, por David Friedman (1893 - 1980)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/" rel="sponsored nofollow"><em>Por que os alemães apoiaram Hitler</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a>.</p>
</div></div>



<div id="col-g-p13mi2s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p13mi2s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p13mi2s" class="section-g-p13mi2s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-5b2b7o1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-5b2b7o1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/KnutHamsun.jpg" alt="Knut Hamsun, fotografado em 1941 por Anders Beer Wilse (1865 – 1949)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/" rel="sponsored nofollow"><em>Knut Hamsun: entre a poesia da terra e o abismo da história</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/douglasalfini/">Douglas Alfini Jr</a>.</p>
</div></div>



<div id="col-gmdaa1c4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmdaa1c4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmdaa1c4" class="section-gmdaa1c4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9e98c1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9e98c1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MassacreNaCoreia.jpg" alt="Obra: &quot;Massacre na Coreia&quot; (1951), por Pablo Picasso (1881 - 1973)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/">Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</a>,<br></em>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/dennisprager/">Dennis Prager</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-dp1115s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-dp1115s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-dp1115s" class="section-g-dp1115s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sufhsup" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sufhsup gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens do politicamente correto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm6bd01f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm6bd01f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm6bd01f" class="section-gm6bd01f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gc1a09e" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc1a09e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/KarlMarx.jpg" alt="Karl Marx" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><em>A grande mentira socialista</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/eguinaldosouza/">Eguinaldo Hélio de Souza</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm15c1af" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm15c1af gutentor-carousel-item"><div id="section-gm15c1af" class="section-gm15c1af gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g7203e6" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7203e6 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/1May_1958_Alexandru-Ciucurencu.jpg" alt="Obra: &quot;Primeiro de Maio&quot; (1958), de Alexandru Ciucurencu (1903 - 1977)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><em>O socialismo reflete a atitude interior de seus adeptos</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/antonymueller/">Antony Mueller</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>As origens socialistas do fascismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diversos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 19:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Angelica Balabonoff]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Péguy]]></category>
		<category><![CDATA[Constantino Lazzari]]></category>
		<category><![CDATA[Enrico Leone]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Felippo Turati]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Sorel]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Gentile]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Giolitti]]></category>
		<category><![CDATA[Hubert Lagardelle]]></category>
		<category><![CDATA[Ivanoe Bonomi]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Lênin]]></category>
		<category><![CDATA[Leonida Bissolati]]></category>
		<category><![CDATA[Mussolini]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Lenin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de Benito Mussolini.“</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado.</em>“<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span> (1883 &#8211; 1945)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Uma das falácias mais persistentes é a alegação de que o fascismo é uma doutrina capitalista, ignorando seus atos e influências.</p>



<p>O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span>.</p>



<p>Desde o início da sua carreira que Mussolini rapidamente se inclinou para as ideologias de massas, filiando-se ao Partido Socialista com apenas 17 anos. Em 1902, tentando fugir do serviço militar, emigrou para a Suíça, onde conheceu alguns políticos russos vivendo no exílio (incluindo os marxistas <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Angelica Balabanoff (1878 - 1965) foi uma ativista comunista e social-democrata judia-italiana.">Angelica Balabonoff</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Vladimir Lênin</span>).</p>



<p>Mussolini tornou-se um ativo membro do movimento socialista italiano na Suíça, trabalhando para o jornal <em>L’Avvenire del Lavoratore</em>, organizando encontros, discursando para os trabalhadores, além de atuar como secretário da união dos trabalhadores italianos em Lausanne. Mas em 1903, foi preso pela polícia bernense e deportado para a Itália.</p>



<p>Ao retornar a Itália já estava renomado e destacava-se como um dos mais ativos socialistas italianos. Em 1910 retorna a sua cidade natal e passa a editar o jornal semanal <em>Lotta di classe</em> (A Luta de Classe). Neste período, publicou <em><a href="https://amzn.to/43lw9cO">Il Trentino veduto da un Sociali</a><a href="https://amzn.to/43lw9cO" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">s</a><a href="https://amzn.to/43lw9cO">ta</a></em> (O Trentino visto por um Socialista).</p>



<p>Em 1911 Mussolini participou num motim (liderado por ativistas socialistas) contra a guerra italiana na Líbia. Ele denunciou-a como uma guerra imperialista com o propósito de capturar a capital Líbia Tripoli, mas isso custou-lhe 5 meses da vida ne prisão.</p>



<p class="img-direita"><img decoding="async" width="571" height="432" class="wp-image-24261" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_e_Mussolini.jpg" alt="Foto de Hitler e Mussolini">Um ano depois Mussolini ajudou a expulsar do partido dois revisionistas socialistas que haviam apoiado a guerra: <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ivanoe Bonomi (1873 - 1951) foi um político italiano. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da Itália.">Ivanoe Bonomi</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Leonida Bissolati (1857 - 1920) foi um expoente líder do movimento socialista italiano, na virada do século XIX.">Leonida Bissolati</span>. Como resultado ganhou o cargo de editor do jornal do Partido Socialista Italiano o &#8220;Avanti!&#8221;, que sob a sua liderança viu a sua circulação aumentar de 20,000 para 100,000 cópias. Como redator do jornal ficou famoso por seu discurso anticapitalista. Em seus textos Mussolini atacava severamente as economias liberais.</p>



<p>Com o passar dos anos, o Partido Socialista Italiano decidiu não se opor ao governo liderado por cinco vezes pelo Primeiro Ministro <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Giolitti (1842 - 1928) foi um político italiano, Presidente do Conselho de Ministros de seu país, em cinco diferentes mandatos. O período durante o qual guiou a vida política da Itália é geralmente referido como ''era giolittiana''.">Giovanni Giolitti</span>. Coligados com o governo, o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Partido Socialista Italiano">PSI</span> elevara sua influencia eleitoral.</p>



<p>Entretanto, o partido permanecia dividido entre dois grupos: os Reformistas liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filippo Turati (1857 - 1932) foi um sociólogo, poeta e político socialista italiano.">Felippo Turati</span> e que exerciam forte influencia junto dos sindicatos, e os Maximalistas, liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Costantino Lazzari (1857-1927) figura de destaque do movimento operário italiano, um dos fundadores do Partido Socialista Italiano.">Constantino Lazzari</span>, que eram afiliados ao “London Bureau”, uma associação internacional de partidos socialistas.</p>



<p>Para resolver o impasse interno, Mussolini liderou o grupo dos Maximalistas em uma convecção do PSI, o que levou a uma cisão interna e que forçou os reformistas a fundar o Partido Socialista Reformador Italiano.</p>



<p>Em 1919 Mussolini fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que daria origem ao Partido Fascista. Com base em suas perspectivas políticas de carácter socialista, consegiu milhares de afiliados. Não obstante, Mussolini criou o própria ideologia a partir de suas antigas influencias, e tal como elas, o fascismo exigia um imposto progressivo, a formação de cooperativas e um ambiente onde partidos, associações, sindicatos, classes seriam um só corpo.</p>



<p>Na Enciclopédia Italiana de 1931, escrita por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Gentile (1875 - 1944) foi um filósofo, político e educador italiano. Foi uma figura de destaque do fascismo italiano e, juntamente com Benedetto Croce, um dos maiores expoentes do neoidealismo filosófico.">Giovanni Gentile</span> e Benito Mussolini, o fascismo é descrito como uma doutrina cujo “fundamento é a concepção do Estado, da sua essência, das suas competências, da sua finalidade. Para o fascismo o Estado é um absoluto, perante o qual indivíduos e grupos são o relativo. Indivíduos e grupos são “pensáveis” enquanto estejam no Estado”.</p>



<p>A doutrinas fascista era de cunho coletivista e previa controle da economia e a estatização; portanto não eram diferentes de qualquer outra forma de socialismo.</p>



<p>Embora o ditador se tivesse distanciado do socialismo de reformas gradativas para um socialismo violento e revolucionário (aos moldes do comunismo a qual se opunha), não ignorava suas origens.</p>



<p>Em 1932, identifica “no grande rio do fascismo”, as correntes que nele vão desaguar, e que terão as suas fontes em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Georges Eugène Sorel (1847 - 1922), engenheiro formado pela École Polytechnique, foi um teórico francês do sindicalismo revolucionário, muito popular em seu país, assim como na Itália e nos Estados Unidos.">Georges Sorel</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles Péguy (1873 - 1914), foi um escritor, um notável poeta, ensaísta e editor francês.">Charles Peguy</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hubert Lagardelle (1874 - 1958) foi um pensador sindicalista francês, influenciado por Proudhon e Georges Sorel. Afinal, tornando-se opositor dos socialistas reformistas, converter-se-á em teórico do sindicalismo revolucionário, assim como Sorel.">Hubert Lagardelle</span> do Movimento Socialista, e nos sindicalistas italianos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Angelo Oliviero Olivetti (1874 - 1931) foi advogado, jornalista e ativista político italiano.">Angelo Oliviero Olivetti</span> da <a href="https://it.wikipedia.org/wiki/Pagine_Libere" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pagine Libere</a>, Orano de a Lupa, o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Enrico Leone (1875 – 1940) economista e ativista sindical italiano, membro do sindicalismo revolucionário.">Enrico Leone</span> do Divenire Sociale e que segundo ele, haviam trazido entre 1904 e 1914, o novo tom ao ambiente do socialismo italiano.</p>



<p>Mussolini não tinha meios nem a necessidade de esconder suas origens socialistas, e embora fosse anticomunista, seu sistema é bem parecido como o modelo stalinista através da reengenharia social, controle da produção, consumo, preços, salários, aluguéis, mídia, comunicação, campos de confinamento de prisioneiros, extermínio em massa, coerção militar, imperialismo e liderança absoluta.</p>



<p>Tal como no comunismo de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stalin</span>, o Fascismo e o Nazismo eram estatólatras (culto ao chefe de Estado) e contrários as liberdades individuais. Eram opositores da democracia e do liberalismo. O fascismo, assim como toda doutrina socialista, visa reformar o homem, controlar seus hábitos através de uma liderança populista e demagoga.</p>



<p>Com um linguajar forte e que supostamente resolveria todos os problemas, Mussolini&nbsp; tornara-se um dos maiores tiranos da história. Para muitos estudiosos da época, Mussolini não era apenas um simples redator que se tornara um soberano, mas o Lênin italiano &#8211; o líder de uma facção revolucionaria que visava destruir o capitalismo de livre mercado.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Publicado no <a href="https://omarxismocultural.blogspot.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>blog</em> Marxismo Cultural</a>,<br>em 23 de abril de 2020.<br><br>O texto original foi escrito por Christiano Di Paulla, e publicado<br>em 23 de julho de 2013 em: <a href="https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/">https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/</a></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Hitler e Mussolini</em>”, de Battista T. Para mais detalhes, <a href="https://war-den.com/product/large-oil-painting-hitler-mussolini/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.<br>A foto interna ao artigo expõe Hitler e Mussolini juntos.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Referências:</h2>



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<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/3XOJs1V" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BenitoMussoliniFascistItalianDictator.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Benito Mussolini: Fascist Italian Dictator&quot;, por  por Brenda Haugen" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://www.amazon.com/MEDITERRANEAN-FASCISM-1919-1945-Charles-Delzell/dp/B0017X2JPI" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/MediterraneanFascism.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Mediterranean Fascism, 1919-1945., por Charles F. Delzell." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



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<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/4int2oP" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/FascismoDeEsquerda.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Fascismo de esquerda: a história secreta do esquerdismo americano: A história secreta do esquerdismo americano&quot;, deJonah Goldberg." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



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<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://www.amazon.com/Pageant-World-History-Gerald-Leinwand/dp/0205073395" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ThePageantOfWorldHistory.jpg" alt="Capa da obra: &quot;The Pageant of World History&quot;, de Gerald Leinwand." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
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<div id="col-gm057615" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm057615 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm057615" class="section-gm057615 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/3XrUcmm" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/TheLifeOfBenitoMussolini.jpg" alt="Obra: &quot;The Life of Benito Mussolini&quot;, por Margherita G Sarfatti." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
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<div id="section-gced1ad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gced1ad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://jonjayray.tripod.com/musso.html" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BenitoMussolini.jpg" alt="Benito Mussolini" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/">As origens socialistas do fascismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Milei e a conversão ao capitalismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/milei-e-a-conversao-ao-capitalismo/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/milei-e-a-conversao-ao-capitalismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alex Pipkin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 03:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbes]]></category>
		<category><![CDATA[Milei]]></category>
		<category><![CDATA[Peronista]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Confesso que sou mais pessimista do que a grande parte dos liberais. Espero que Milei, com a efetiva implementação de reformas estruturantes, consiga fazer com que a mentalidade peronista — uma mistura de nacional-socialismo com fascismo — tenha, pelo menos, o início de seu fim.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>No livre mercado, todos ganham de acordo com seu valor produtivo ao satisfazer os desejos dos consumidores. Sob a distribuição estatista, todos ganham na proporção da quantia que podem roubar dos produtores.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Murray Newton Rothbard (1926 - 1995), economista norte-americano da Escola Austríaca, historiador, e filósofo político.">Murray Rothbard</span> (1926 &#8211; 1995)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Participei de programa de rádio em que uma das temáticas abordadas foi referente aos reflexos da vitória de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Javier Gerardo Milei é  economista, professor, escritor e deputado argentino. Líder da coalizão política ''La Libertad Avanza'', foi eleito presidente da Argentina ao derrotar Sergio Massa no segundo turno das eleições presidenciais de 2023 com 55,70% dos votos.">Milei</span> na Argentina.</p>



<p>Confesso que sou mais pessimista do que a grande parte dos liberais. Espero que Milei, com a efetiva implementação de reformas estruturantes, consiga fazer com que a mentalidade <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Denominação dada genericamente ao ''Movimento Nacional Justicialista'', criado e liderado a partir do pensamento de Juan Domingo Perón, presidente argentino eleito em 1946, 1951 e 1973.">peronista</span> — uma mistura de nacional-socialismo com fascismo — tenha, pelo menos, o início de seu fim.</p>



<p>No sonho peronista, o Estado é a fonte provedora pela qual todos tentam viver às custas de todos os outros.</p>



<p>Os inimigos de Milei, são poderosos; todos aqueles que ululam contra o “famigerado” sistema capitalista.</p>



<p>Primeiro devo esclarecer que o “capitalismo” que vemos, por exemplo, na Argentina e no Brasil, está longe de ser, genuinamente, capitalismo,&nbsp;sistema econômico que visa ao lucro, e que se suporta na propriedade privada e nos mercados livres.&nbsp;É o sistema econômico onde ocorre a transformação econômica por meio do processo de destruição criativa, em que empreendedores criam novos produtos ou novas formas de produzir que florescem e suplantam o “antigo”, menos produtivo.</p>



<p>Para que haja incentivos para a geração de inovações, é condição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Indispensável, essencial."><em>sine qua non</em></span> que os mercados sejam livres, a fim de prosperar a concorrência.</p>



<p>Qualquer sujeito com quantidade razoável de estudo e discernimento sabe que não há capitalismo sem mercados livres e sem a proteção e o estímulo à propriedade privada.</p>



<p>O que se vê na atualidade — e o que não se vê — é a existência de “empresas capitalistas”, porém, é o Estado grande que dita aos proprietários dos meios de produção, como esses devem utilizá-los.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/milei-odeia-o-estado-isso-sera-o-suficiente/"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="318" class="wp-image-18921" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Milei.jpg" alt=""></a>Como se pode aludir ao capitalismo, quando o que mais se tem, pragmaticamente, são políticas econômicas intervencionistas, que regulam absurdamente, por exemplo, o que se pode comprar e/ou vender, a definição de políticas de preços, o estabelecimento de contratos entre empregadores e empregados? No Brasil, a segurança jurídica não só é lamentável, é vergonhosa.</p>



<p>O intervencionismo estatal é um dos maiores cânceres de países latino-americanos!</p>



<p>Por aí passam a “eleição” de empresas campeãs nacionais, subsídios sem fim, protecionismo comercial, incentivos a um sindicalismo retrógrado, e uma miríade de programas e regulamentos governamentais.</p>



<p>Inexiste liberdade econômica, tanto no Brasil quanto na Argentina, há ainda factualmente monopólios estatais — glorificados pelos mamadores da grande mãe Estado — e, sobretudo, a inexistência da virtude capitalista maior: a concorrência no mercado. Logicamente, é essa que força a adaptação e a melhoria empresarial.</p>



<p>É impressionante — e escandalosa — a retórica e a presença de planos e de estratégias governamentais grandiosas, que entregam mais legislação, e que vão de encontro ao empreendedorismo e a inovação.</p>



<p>Em mercados livres, a soberania do consumidor é quem julga quem deve ter sucesso ou quem deve fracassar nos mercados.</p>



<p>Milei terá um desafio hercúleo pela frente. Terá que baixar dos céus a taxa de inflação e privatizar estatais ineficientes. Mas terá que realizar muito mais do que isso. Precisará desregulamentar os mercados, reduzir impostos, e cortar e reduzir os gastos abissais do governo argentino.</p>



<p>Ele, objetivamente, necessitará dessocializar o país, e romper com o correspondente Estado regulatório, que impede que produtos e serviços sejam comercializados, e que impossibilita as inovações.</p>



<p>Milei demonstra clara ojeriza pelo Estado, prometendo tornar protagonistas os indivíduos e as empresas.</p>



<p>Tanto no país hermano, como aqui, os empreendedores são taxados tais quais sujeitos espertos e exploradores, <em>a la</em> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Thomas Hobbes (1588 - 1679) afirmava que, em seu estado de natureza, ''o homem é o lobo do homem''. O estado civil seria a solução para uma convivência pacífica, em que o ser humano abriria mão de sua liberdade para obter a paz no convívio social.">Hobbes</span>.</p>



<p>Milei terá pela frente a missão de inverter tal conotação, limitando o Estado argentino e, precisamente, transformando o empreendedor em um ser visionário, legítimo criador de riqueza.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexpipkin/">Alex Pipkin</a>, PhD.<br>Publicado originalmente no <em><a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> de <a href="https://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Percival Puggina</a>, em 11 de dezembro de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em><a href="https://www.artelista.com/obra/5667195692981280-buenosairescasarosada.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Morning glory</a></em>”, por <a href="https://lauracliment.artelista.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Laura Climent</a>.<br><br>A <em>Casa Rosada</em>, localizada em Buenos Aires, serve como sede da presidência da República Argentina e está mais associada às atividades oficiais do governo. Por outro lado, a Quinta de Olivos (situada em Olivos, subúrbio de Buenos Aires), é a residência oficial destinada ao presidente argentino.</p>



<br>

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		<title>Salvemos a cultura e a civilização ocidental</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/salvemos-a-cultura-e-a-civilizacao-ocidental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 03:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Clausewitz]]></category>
		<category><![CDATA[Clube Bilderberg]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[David Rockfeller]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Foro de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Globalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Judaico-cristã]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<category><![CDATA[Socialistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A história mostra uma lenta agregação, expansão e ampliação das formas de poder. Entre o caos que sucedeu à queda do Império Romano (476 d. C.) e o estágio atual do chamado globalismo medeiam 16 séculos, despendidos para irmos dos burgos fortificados aos atuais organismos internacionais e transnacionais.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><span id="Epigrafe"></span>“<em>Somos gratos ao Washington Post, ao New York Times, à Time Magazine e a outras grandes publicações cujos diretores participaram de nossas reuniões e respeitaram suas promessas de discrição por quase quarenta anos. Seria impossível desenvolvermos nosso plano para o mundo, se tivéssemos sido expostos à luz da publicidade durante esses anos</em>.”<br><span data-tooltip="David Rockefeller (1915 - 2017), banqueiro estadunidense, atuou como presidente e executivo-chefe do Chase Manhattan Corporation." data-tooltip-position="top">David Rockfeller</span>, na reunião do Bilderberg Group em 1991</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Ao ler essas frases [<a href="#epigrafe">epígrafe</a>] me vem à lembrança o discurso de Lula no ato de celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo<a href="#Nota01"><sup id="ContemRefNota01"><strong>1</strong></sup></a> quando se referiu a ele como um espaço onde podiam “conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política”<sup id="ContemRefNota02"><a href="#Nota02"><strong>2</strong></a></sup>. Não, conspiração não é necessariamente teoria descartável.</p>



<p>Os impérios são expansionistas. Todos os movidos a ambição e poder também o são. Por isso, muitos descrentes da Criação, têm um projeto pessoal para recriar a sociedade humana noutros padrões. Forma sagaz de exercer domínio! Em suas manifestações atuais, requerem e propõem novos engenhos e artes tanto para a guerra (que é a política em sua expressão <em>hard</em>) quanto para a política (que é a guerra em sua expressão <em>soft</em>) como talvez dissesse hoje <span data-tooltip="Carl Phillip Gottlieb von Clausewitz (1780 - 1831), militar do Reino da Prússia que ocupou o posto de general e é considerado um grande estrategista militar e teórico da guerra por sua obra ''Da Guerra''." data-tooltip-position="top">Clausewitz</span> se integrasse a geração dos <span data-tooltip="Geração Y, também chamada geração da internet. Conceito em Sociologia que se refere à corte dos nascidos após o início da década de 1980 até, aproximadamente, a primeira metade da década de 1990." data-tooltip-position="top"><em>millenials</em></span>.</p>



<p>A experiência com o coronavírus serve ao caso. Ele universalizou o medo, mudou as rotinas dos povos, sustou as atividades produtivas, derrubou a economia mundial, estabeleceu novos protocolos de conduta civilizada, desacreditou a OMS, fez crescer enormemente o poder estatal sobre os cidadãos e restabeleceu a fé naquela “segurança que só o Estado pode lhe dar”. Em proporções que antes seriam inaceitáveis, cada homem, mulher e criança contemporânea percebe sua sujeição a imposições e a restrições de liberdade, com vistas à segurança coletiva. O vírus proporcionou um treino para a submissão aos rigores da burocracia. Levantamento recente revelou a edição, nesse específico tema, no Brasil, de 9455 leis e decretos municipais e 545 normas estaduais restringindo a liberdade dos cidadãos.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>A história mostra uma lenta agregação, expansão e ampliação das formas de poder. Entre o caos que sucedeu à queda do Império Romano (476 d. C.) e o estágio atual do chamado globalismo medeiam 16 séculos, despendidos para irmos dos burgos fortificados aos atuais organismos internacionais e transnacionais. No século passado, grandes empresas, após um formidável acúmulo de capital, começaram a criar fundações dedicadas a uma seleção de objetivos de larga escala para uma nova humanidade. Entre esses objetivos se inclui o financiamento de ações e projetos voltados ao aborto, práticas antinatalistas, <a href="https://culturadefato.com.br/a-religiao-do-seculo-xxi/">ambientalismo</a>, laicismo, aquecimento global, feminismo, questões de gênero, diversidade e multiculturalismo. Enquanto preparam o terreno para uma futura governança mundial, grandes fundações subsidiam, em todo o Ocidente, boa parte da publicidade e do discurso dito “progressista”. Muitos acontecimentos nacionais e internacionais dos últimos anos devem ser atribuídos ao poder outorgado por essas fontes de financiamento.</p>



<p>Fazer tábua rasa da cultura do Ocidente é a 1ª página do breviário globalista, cujo “plano para o mundo” precisa destruir fundamentos que procedam da filosofia grega, do direito romano e da tradição religiosa judaico-cristã.</p>



<p>Fingir que não vê, ou supor que orquestradas ações políticas mundiais como as mencionadas anteriormente, que invadem e saturam a mídia e os espaços de opinião, sejam apenas reflexos de um democrático livre pensar diferente, constitui terrível imprudência. Pergunto: como, num estalo de dedos, multidões enchem as ruas no mundo todo portando cartazes que são meras traduções dos que por aqui se leem? Ou vice-versa? Como explicar que os antifas exsurjam entre nós como movimento “pró-democracia”, sendo que historicamente abrigaram anarquistas, socialistas e comunistas? Sendo que, tanto quanto qualquer grupo de esquerda, chama fascistas e assume como adversários todos os defensores do livre mercado e da cultura do Ocidente?</p>



<p>Ao fim e ao cabo, numa perspectiva das ações concretas, estamos assistindo a intolerância de um modo contemplativo. Valores que são caros ao Ocidente estão sendo minados em nome de uma diversidade que faz exatamente o oposto dela, acentuando contornos, afirmando incompatibilidades e promovendo conflitos.</p>



<p>O fenômeno do globalismo, que internacionaliza essas pautas enquanto um jornalismo militante as aplaude e promove, não se confunde com a globalização, ou seja, com a integração econômica, social, cultural e a articulação política entre nações. É um sistema sutil de transferência de poder, um meio pelo qual a <em>penthouse</em> da elite mundial furta o poder político das nações transferindo-o para organismos tecnoburocráticos que lhes sejam próximos. Teremos, então, democracia para o que não importa e tecnoburocracia para tudo mais.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no <em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em> do autor em 3 de agosto de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas inclusas pela editoria da Cultura de Fato:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>Para acessar a transcrição do discurso, <a href="https://culturadefato.com.br//downloads/politica_e_economia/2020/discurso-de-lula-nos-15-anos-do-foro-de-sao-paulo.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clique aqui</a>. <a href="#ContemRefNota01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li><span id="Nota02"></span>Consulte a segunda página do discurso disponibilizado pelo item anterior. <a href="#ContemRefNota02"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Two men consulting the globe</em>” (1922), por Norman Rockwell (1894 &#8211; 1978).</p>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dennis Prager]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 23:02:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Rayfield]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Ludwig von Mises Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mao Tse-tung]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Picasso]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Conquest]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Lenin]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=16538</guid>

					<description><![CDATA[<p>"Considerando o inigualável volume de sofrimento humano causado pelos comunistas, por que o termo 'comunista' causa muito menos repulsa que 'nazista'?"</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Os dois monstros gêmeos, o comunismo e o nazismo,</em><br><em>têm vocação genocida.</em>&nbsp;<em>Naquele, o genocídio de classe; neste, o genocídio de raça.</em>”,<br>Roberto de Oliveira Campos (1917 – 2001): economista, diplomata e político brasileiro.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Quando as pessoas descrevem indivíduos ou regimes particularmente maléficos, por que elas utilizam os termos &#8220;nazista&#8221; ou &#8220;fascista&#8221;, mas quase nunca &#8220;comunista&#8221;? Considerando o inigualável volume de sofrimento humano causado pelos comunistas, por que o termo &#8220;comunista&#8221; causa muito menos repulsa que &#8220;nazista&#8221;?</p>



<p>Os comunistas mataram 70 milhões de pessoas na China<a href="#Nota01"><sup id="ContemRefNota01">1</sup></a>, mais de&nbsp;<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Excess_mortality_in_the_Soviet_Union_under_Joseph_Stalin" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">20 milhões</a>&nbsp;de pessoas na União Soviética (e isso sem incluir os aproximadamente&nbsp;<a href="https://www.britannica.com/event/Holodomor" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">3.9 milhões de ucranianos</a><a href="#Nota02"><sup id="ContemRefNota02">2</sup></a>), e exterminaram&nbsp;<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Pol_Pot" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">um terço</a>&nbsp;(33%) da população do Camboja. No total, os regimes comunistas assassinaram aproximadamente&nbsp;<a href="https://www.hawaii.edu/powerkills/COM.ART.HTM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">110 milhões de pessoas</a>&nbsp;de 1917 a 1987. Adicionalmente, os comunistas escravizaram a população de nações inteiras, como Rússia, Vietnã, China, Leste Europeu, Coréia do Norte, Cuba e boa parte da Ásia Central. Eles arruinaram as vidas de mais de um bilhão de pessoas.</p>



<p>Sendo assim, de novo, por que o comunismo não tem a mesma reputação horrenda do nazismo?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motivo número 1</h2>



<br>



<p>Falando bem diretamente, há uma ignorância avassaladora sobre o histórico do comunismo.</p>



<p>Ao passo que tanto a direita quanto a esquerda desprezam o nazismo e estão sempre ensinando lições de seu odioso legado, a esquerda jamais odiou o comunismo. E dado que a esquerda domina o ambiente acadêmico, praticamente ninguém leciona sobre a história maléfica do comunismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motivo número 2</h2>



<br>



<p>Os nazistas fizeram o Holocausto. E nada se compara ao Holocausto em termos maldade pura.</p>



<p>A perseguição e a captura de praticamente todo e qualquer indivíduo judeu — homens, mulheres, crianças e bebês — no continente europeu e o subsequente envio de todos eles para campos de concentração e trabalho forçado, onde em seguida eram assassinados, foi algo sem precedentes e sem paralelos em termos de perversidade.</p>



<p>Os comunistas mataram muito mais pessoas que os nazistas, mas jamais se igualaram ao Holocausto em termos de sistematização do genocídio. A singularidade do Holocausto e a enorme atenção corretamente dada ao fenômeno ajudaram a garantir ao nazismo uma reputação bem pior que a do comunismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motivo número 3</h2>



<br>



<p>O comunismo se baseia em teorias igualitárias que soam bonitas e humanistas para os mais ingênuos. O nazismo, não. O nazismo se baseia explicitamente em teorias atrozes.</p>



<p>Intelectuais — inclusive, é claro, os intelectuais que escrevem a história — são, no geral, seduzidos por palavras. Eles tendem a considerar que ações são menos importantes do que palavras e intenções. Por esse motivo, eles raramente dão às horrendas ações do comunismo a mesma atenção que dão às horrendas ações do nazismo. Eles raramente atribuem aos comunistas a mesma responsabilidade que atribuem aos nazistas. Nas raras vezes em que reconhecem as atrocidades dos comunistas, eles as ignoram dizendo que foram perversões do &#8220;verdadeiro comunismo&#8221;, o qual teria sido &#8220;deturpado&#8221;.</p>



<p>No entanto, eles (corretamente) consideram que as atrocidades cometidas pelos nazistas foram as consequências lógicas e inevitáveis do arcabouço teórico do nazismo, o qual não foi deturpado nem pervertido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motivo número 4</h2>



<br>



<p>Os alemães assumiram a responsabilidade pelo nazismo, expuseram completamente suas atrocidades, e tentaram reparar seus erros. Já os russos nunca fizeram nada similar em relação aos horrores perpetrados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924), revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953), revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stálin</span>.</p>



<p>Muito pelo contrário, aliás. Lênin, o pai do comunismo soviético, ainda é amplamente&nbsp;<a href="https://www.economist.com/books-and-arts/2007/08/09/compare-and-contrast" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">venerado</a>&nbsp;na Rússia. Quanto a Stálin, como&nbsp;<a href="https://www.amazon.com/Stalin-His-Hangmen-Tyrant-Killed/dp/0375757716" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">disse</a>&nbsp;o especialista em história da Rússia <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Patrick Donald Rayfield OBE é um acadêmico inglês e professor emérito de russo e georgiano na Queen Mary University of London. Ele é autor de livros sobre literatura russa e georgiana e sobre Joseph Stalin e sua polícia secreta.">Donald Rayfield</span>, historiador da Universidade de Londres, &#8220;as pessoas ainda negam, assertivamente ou implicitamente, o holocausto de Stalin&#8221;.</p>



<p>A China fez ainda menos. O país jamais se expiou pelo maior homicida e escravizador dentre todos os comunistas, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mao Tsé-Tung (1893 - 1976), político, teórico, líder comunista e revolucionário chinês.">Mao Tsé-Tung</span>. O governo do país sequer reconhece oficialmente os crimes de Mao, que continua reverenciado na China.&nbsp;<a href="https://www.google.com.br/search?q=renminbi&amp;source=lnms&amp;tbm=isch&amp;sa=X&amp;ved=0ahUKEwio97eMrN7UAhUFvJAKHQ_gADYQ_AUICygC&amp;biw=1366&amp;bih=650" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Todas as cédulas da moeda chinesa carregam o seu retrato</a>.</p>



<p>Enquanto Rússia e China — e Vietnã, Cuba e Córeia do Norte — não reconhecerem e admitirem as atrocidades que cometeram sob o comunismo, os horrores do comunismo continuarão menos conhecidos do que os horrores cometidos pelo governo alemão sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945): Figura central do Holocausto.">Hitler</span>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motivo número 5</h2>



<br>



<p>Os comunistas assassinaram majoritariamente seu próprio povo. Já os nazistas mataram relativamente poucos alemães.</p>



<p>A &#8220;opinião mundial&#8221; — esse termo amoral e praticamente sem significado — considera que assassinatos de membros pertencentes a um mesmo grupo são bem menos dignos de atenção do que o assassinato de quem está de fora. É por isso que, por exemplo, negros chacinando milhões de compatriotas negros na África não obtém praticamente nenhuma atenção da &#8220;opinião mundial.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motivo número 6</h2>



<br>



<p>Na visão da esquerda, a última &#8220;guerra justa&#8221; foi a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Segunda Guerra Mundial: conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span>, a guerra contra o nazismo alemão e o fascismo japonês.</p>



<p>A esquerda não considera que guerras contra regimes comunistas sejam &#8220;guerras justas&#8221;. Por exemplo, a guerra americana contra o comunismo vietnamita é considerada imoral. Já a guerra contra o comunismo coreano — e seus apoiadores comunistas chineses — é simplesmente ignorada.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>Enquanto a esquerda e todas as instituições influenciadas pela esquerda continuarem se recusando a reconhecer quão atroz, maléfico e desumano foi o comunismo, continuaremos a viver em um mundo moralmente confuso, no qual ideias abertamente comunistas são saudadas por intelectuais influentes e políticos declaradamente simpáticos a este regime são eleitos e respeitados.</p>



<p>Em respeito às vítimas do comunismo, devemos estudar, aprender e divulgar tudo o que elas sofreram sob este regime. Afinal, ainda pior do que ser assassinado ou escravizado é um mundo que nem sequer reconhece que você o foi.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por Dennis Prager.<br><br>Artigo adaptado pelo <em><a href="https://mises.org.br/artigos/3099/os-veiculos-eletricos-vao-desaparecer" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Ludwig von Mises Brasil</a></em> de uma apresentação da <a href="https://www.prageru.com/video/why-isnt-communism-as-hated-as-nazism" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Prager University</em></a>.<br>Publicado no <em>website </em>do <em><a href="https://mises.org.br/artigos/3099/os-veiculos-eletricos-vao-desaparecer" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Ludwig von Mises Brasil</a></em> em 1º de julho de 2023.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas:</strong></p>



<br>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>Há historiadores que dizem que o número total pode ser de 100 milhões ou mais. Somente durante o Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961, o número de mortos varia entre 20 milhões e 75 milhões. No período anterior foi de 20 milhões. No período posterior, dezenas de milhões a mais. <a href="#ContemRefNota01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li><span id="Nota02"></span>Normalmente é dito que o número de ucranianos mortos na fome de 1932-33 foi de cinco milhões. De acordo com o historiador <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Robert Ackworth (1917 - 2015), historiador britânico.">Robert Conquest</span>, se acrescentarmos outras catástrofes ocorridas com camponeses entre 1930 e 1937, incluindo-se aí um enorme número de deportações de supostos &#8220;kulaks&#8221;, o grande total é elevado para entorpecentes 14,5 milhões de mortes. <a href="#ContemRefNota02"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Massacre na Coreia</em>” (1951), Pablo Picasso (1881 &#8211; 1973).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos relacionados:</h2>



<br>



<section id="gmbb1a65f" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmbb1a65f gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/edward-bernays-e-o-controle-da-opiniao-publica/">Edward Bernays e o controle da opinião pública</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/cristianderosa/">Cristian Derosa</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/desmistificando-a-democracia/"><em>Desmistificando a democracia</em></a><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joaoluizmauad/">João Luiz Mauad</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-mal-na-politica/">O mal na política</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jeffreynyquist/">Jeffrey R. Nyquist</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-intelectuais-odeiam-o-capitalismo/">Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jesushuertasoto/">Jesús Huerta de Soto</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm77482b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm77482b gutentor-carousel-item"><div id="section-gm77482b" class="section-gm77482b gutentor-col-wrap">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-nova-velha-reductio-ad-fascistum/">A nova-velha reductio ad fascistum</a></em><br>Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/felipemelo/">Felipe Melo</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/">Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>Excertos da obra “Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norberto Bobbio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jun 2023 16:53:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Bolchevismo]]></category>
		<category><![CDATA[Democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Ernst Nolte]]></category>
		<category><![CDATA[Excerto de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Terceiro Excluído]]></category>
		<category><![CDATA[Terceiro Incluído]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=16019</guid>

					<description><![CDATA[<p>Extraímos três trechos da obra “Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política”, de Norberto Bobbio, referentes aos capítulos I, II e V, respectivamente intitulados: “A distinção contestada”, “Extremistas e moderados” e “Outros Critérios”, leia-os neste <em>link</em>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">&#8220;<em>O PT toca o socialismo com uma banda de pagode; o PSDB toca o socialismo com uma banda de jazz.</em>&#8220;<br>José Monir Nasser (1957 &#8211; 2013), economista e escritor brasileiro</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo I: <em>A distinção contestada</em></h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">A distinção entre direita e esquerda não exclui de modo algum, sequer na linguagem comum, a configuração de uma linha contínua sobre a qual entre a esquerda inicial e a direita final, ou, o que é o mesmo, entre a direita inicial e a esquerda final, se colocam posições intermediárias que ocupam o espaço central entre os dois extremos, normalmente designado, e bastante conhecido, com o nome de “centro”. Se se quiser flertar com a linguagem da lógica, pode dizer que, enquanto a visão diádica da política, segundo a qual o espaço político é concebido como dividido em duas únicas, partes, uma das quais exclui a outra e nada entre elas se interpõe, pode ser denominada de Terceiro Excluído, a visão triádica, que inclui entre direita e esquerda um espaço intermediário, que não é nem de direita nem de esquerda, mas está entre uma e outra, pode ser denominada de Terceiro Incluído. No primeiro caso, os dois termos, que mantêm entre si uma relação de “ou-ou”, dizem-se contraditórios; no segundo caso, em que existe um espaço intermediário simbolizado pela fórmula “nem-nem”, dizem se contrários. Nada de estranho: entre o branco e o preto pode existir o cinza; entre o dia e a noite há o crepúsculo. Mas o cinza não elimina a diferença entre o branco e o preto, nem o crepúsculo elimina a diferença entre a noite e o dia.</p>



<p>O fato de que, em muitos sistemas democráticos com acentuado pluralismo, o Terceiro Incluído tenda a se tornar tão exorbitante que passa a ocupar a parte mais ampla do sistema político, relegando a direita e a esquerda às margens, não elimina nada da antítese originária; o próprio centro, ao se definir nem como direita nem como esquerda e não podendo se definir de outro modo, pressupõe a antítese e extraí da existência dela a sua própria razão de existir. Conforme as estações e as latitudes, crepúsculo pode ser mais ou menos longo, mas a maior ou menor duração em nada altera o fato de que sua definição depende das definições do dia e da noite.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo V: <em>Outros critérios</em></h2>



<br>



<p class="has-drop-cap img-direita"><a href="https://amzn.to/43nFCgO" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="301" height="494" class="wp-image-16022" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/DireitaEsquerda_NorbertoBobbio.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Direita E Esquerda: Razoes E Significados De Uma Distincao Politica&quot;, de Norberto Bobbio (1909 - 2004)"></a>É incrível a dificuldade para se fazer compreender que a descoberta de uma diversidade não tem qualquer relevância com respeito ao princípio de justiça, o qual prescrevendo que os iguais devem ser tratado de modo igual e os desiguais de modo desigual, reconhece que ao lado dos que são considerados iguais existem os que são considerados desiguais ou diversos. Quanto à questão de saber quem são os iguais e quem são os desiguais, trata-se de um problema histórico, que não se resolve de uma vez para sempre, pois são mutáveis os critérios adotados para unir os diversos em uma categoria de iguais ou desunir os iguais em uma categoria de diversos. A descoberta do diverso é irrelevante no que diz respeito ao problema da justiça, desde que se demonstre que se trata de uma diversidade que justifica um tratamento diverso. A confusão é tanta que a maior revolução igualitária dos nossos tempos, a revolução feminina, com a qual nas sociedade mais avançadas as mulheres adquiriram direitos paritários em muitíssimos campos, a começar da esfera política até chagar à esfera familiar e terminar na esfera do trabalho, foi feita por movimentos que as mulheres davam particular evidência, de modo fortemente polêmico, à diversidade.</p>



<p>A categoria do “diverso” não tem qualquer autonomia analítica com respeito ao tema da justiça: não só as mulheres são diversas dos homens, como cada mulher e cada homem são diversos uns dos outros. A diversidade torna-se relevante quando está na base de uma discriminação injusta. Porém, que a discriminação seja injusta não depende da diversidade, mas do reconhecimento de que inexistem boas razões para um tratamento desigual.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Capítulo II: <em>Extremistas e moderados</em></h2>



<br>



<p class="has-drop-cap">A tese dos opostos extremismos, que, do ponto de vista dos moderados, não são opostos, mas sob muito aspectos análogos, acabou por obter uma confirmação, embora em uma história menor, nos assim chamados “anos de chumbo”, durante os quais a sociedade italiana foi continuamente alarmada por atos terroristas provenientes de ambas as partes extremas do universo político. Esta mesma tese, em um plano bem mais alto, de história maior, de história universal, está na base do debate historiográfico a respeito da assim chamada “guerra civil europeia” — cujo protagonista principal é o historiador <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ernst Nolte (1923 - 2016), historiador e filósofo alemão.">Ernst Nolte</span> —, de acordo com o qual bolchevismo e fascismo (ou <a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">nazismo</a>) estão ligados por um fio duplo, o segundo sendo a inversão do primeiro, e a reação segue à ação, a revolução-contra, mas sempre revolução, a catástrofe após a catástrofe.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Excertos da obra “<em><a href="https://amzn.to/43nFCgO" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política</a></em>”,<br>escrita por <a href="https://culturadefato.com.br/author/norbertobobbio/">Norberto Bobbio</a> (1909 &#8211; 2004).<br><br>Publicado pela <a href="https://editoraunesp.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Editora Unesp</a>, sob <span data-tooltip="International Standard Book Number" data-tooltip-position="top">ISBN</span> 978-8571393561.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>A noite estrelada</em>” (1889), de Vincent van Gogh (1853 – 1890).</p>



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		<title>O idiota em sentido estrito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2023 23:23:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Homofóbico]]></category>
		<category><![CDATA[Husserl]]></category>
		<category><![CDATA[Ignoratio Elenchi]]></category>
		<category><![CDATA[Injusticas]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Nicolélis]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Álvares Cabral]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Reuven Feuerstein]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Quando digo que alguém é idiota ou imbecil, ou quando o sugiro mediante outras palavras, é porque notei claramente, na pessoa de quem falo, uma ou várias das 28 deficiências intelectuais assinaladas pelo célebre educador romeno Reuven Feuerstein.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O segredo do demagogo é de se fazer passar por tão estúpido quanto a sua plateia,</em><br><em>para que esta imagine ser tão esperta quanto ele.</em>”<br>Karl Kraus (1874 – 1936), escritor austríaco</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



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<p class="has-drop-cap">Termos como “idiota”, “imbecil”, “mentecapto” etc. podem ser usados como meros xingamentos. Neste caso, não indicam nenhuma deficiência mental objetiva no indivíduo a que se aplicam, mas somente a raiva que os falantes sentem dele – a qual pode até mesmo ser, e frequentemente é, causada pela percepção de uma superioridade intelectual que os incomoda e humilha.</p>



<p>Não uso jamais – repito: jamais – esses termos com esse sentido. Quando digo que alguém é idiota ou imbecil, ou quando o sugiro mediante outras palavras, é porque notei claramente, na pessoa de quem falo, uma ou várias das 28 deficiências intelectuais assinaladas pelo célebre educador romeno <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Reuven Feuerstein (1921 - 2014), professor e psicólogo judeu-israelense, criador da Teoria da modificabilidade cognitiva estrutural, a teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, e o Programa de Enriquecimento Instrumental.">Reuven Feuerstein</span> (v. por exemplo <a href="http://educacaodialogica.blogspot.com.br/2013/07/as-28-deficiencias-da-inteligencia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>), as quais resultam sempre em julgamentos impulsivos, deslocados da situação.</p>



<p>Esse erro, o mais frequente hoje em dia entre os debatedores brasileiros de qualquer assunto, corresponde esquematicamente à falácia lógica que os antigos denominavam “<em>ignoratio elenchi</em>”, em que o sujeito pensa ter provado alguma coisa quando de fato provou, se tanto, outra completamente diversa. Isso acontece, evidentemente, quando o cidadão é incapaz de entender qual o ponto em debate. É impossível que um estudante não adquira esse vício quando adestrado desde pequeno para remeter tudo de volta, sempre e sistematicamente, a meia dúzia de chavões tidos como universalmente explicativos, em vez de tentar perceber o que está realmente em jogo na discussão. O apelo compulsivo a rótulos infamantes como “fascismo”, “fundamentalismo religioso”, “preconceito e discriminação”, “racismo”, “homofobia”, “teoria da conspiração”, “elite exploradora” etc., é hoje praticamente obrigatório e funciona como substitutivo socialmente aprovado do esforço de compreender aquilo que se pretende impugnar mediante o emprego fácil e desesperadoramente mecânico desses termos.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><img loading="lazy" decoding="async" width="496" height="292" class="wp-image-15998" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Pare.jpg" alt="Pare!"></a>O controle “<a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">politicamente correto</a>” do vocabulário tenta vestir uma camisa-de-força verbal no adversário mas termina por aleijar intelectualmente o próprio usuário desse artifício, reduzindo-o à condição de repetidor histérico de insultos completamente despropositados.</p>



<p>Como o que no Brasil de hoje se chama “educação universitária” consiste eminentemente em adestrar os alunos nessa prática, não é de espantar que quatro entre cada dez estudantes das nossas faculdades sejam analfabetos funcionais, o que não significa que os outros seis tenham uma inteligência à altura das funções para as quais ali se preparam.</p>



<p>Demonstrações de inépcia em doses francamente escandalosas são frequentes não só entre maus estudantes, mas entre pessoas que ocupam os postos mais destacados na esfera da alta cultura neste país. Quando, por exemplo, o escritor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Luiz Ruffato é um escritor brasileiro.">Luiz Ruffato</span> é aplaudido pela mídia ao classificar como “genocídio” a redução do número de índios brasileiros de quatro milhões (número hipotético) para 900 mil desde os tempos de <span data-tooltip="Pedro Álvares Cabral (1467 - 1520), fidalgo, comandante militar, navegador e explorador português, creditado como o descobridor do Brasil. Realizou significativa exploração da costa nordeste da América do Sul, reivindicando-a para Portugal." data-tooltip-position="top">Pedro Álvares Cabral</span> até hoje, tanto ele quanto sua plateia demonstram que não têm a menor ideia do que venha a ser um genocídio e só usam a palavra como reforço da identidade grupal dos “bons” contra os “malvados”. “Pensar”, no Brasil, significa que o sujeito se apaixona por um símbolo do que lhe parece “o bem” e “a justiça”, e imediatamente liga o gerador de lero-lero para acabar com o mal no mundo.</p>



<p>Outro tanto deve ser dito do <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Miguel Angelo Laporta Nicolelis é um médico e cientista brasileiro.">dr. Miguel Nicolélis</span>, que se escora na sua autoridade de neurocientista para dizer que Jesus, Abraão e Maomé eram apenas esquizofrênicos que imaginavam falar com Deus. Esse homem estuda o cérebro há décadas, mas ainda não se deu conta de que é impossível encontrar, nesse órgão, qualquer prova de que algum objeto pensado exista ou inexista fora dele.</p>



<p>Isto aplica-se a Deus como a um gato, a uma pedra ou a uma banana. Aplica-se aliás até ao próprio cérebro. Com toda a evidência, o ilustre membro da Academia Pontifícia de Ciências não entende o alcance da sua própria afirmação, produzida no gerador de lero-lero para fazer bonito ante pessoas que também não a compreendem. Seis meses de estudo das “<a href="https://amzn.to/43xAma5" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Investigações Lógicas</a>” de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Edmund Gustav Albrecht Husserl (1859 - 1938):  filósofo e matemático alemão fundador da escola da fenomenologia.">Husserl</span> não lhe fariam nenhum mal.</p>



<p>Já nem comento os palpiteiros <em>enragés</em> que, em explosões verbais de uma comicidade irresistível, aparecem a toda hora professando dar cabo do Olavo de Carvalho de uma vez por todas. Um deles, a quem eu tentava explicar que não é possível ter serviço públicos gratuitos e ao mesmo tempo “acabar com a desigualdade social”, não parecia entender que um serviço público só é gratuito quando custeado por alguém que <em>não é</em> o seu beneficiário: a redução da desigualdade social distribui as despesas mais equitativamente entre todos e acaba automaticamente com a gratuidade. Numa situação idealizada, onde todos tivessem ganhos equivalentes, das duas uma: ou todos pagariam contribuições iguais para custear os serviços independentemente de usá-los ou não, ou cada um pagaria proporcionalmente aos serviços que recebesse. No primeiro caso estaria imediatamente instaurada a desigualdade entre os que pagam sem usar e os que usam sem pagar. No segundo, os serviços não seriam gratuitos de maneira alguma. Por mais que eu explicasse, analisasse e desenhasse essa equação simples, o sujeito, homem de formação universitária, continuou esperneando e jurando que eu era um adepto da injustiça social.</p>



<p>Só pode haver divergência de opiniões entre pessoas com nível similar de inteligência e conhecimento. Com mentecaptos, só o que existe é uma dificuldade de comunicação quase invencível.</p>



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<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://olavodecarvalho.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Olavo de Carvalho</a> (1947 &#8211; 2022).<br>Publicado originalmente no jornal Diário do Comércio, em 13 de outubro de 2013.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Le monde se nourrit de grands imbéciles</em>”(1600), obra originária do círculo de conhecidos do pintor Pieter Balten (holandês, nascido por volta de 1526 e falecido antes de 1584).</p>



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<p>Ouça os comentários do próprio autor sobre este artigo:</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://culturadefato.com.br/downloads/filosofia_e_historia/2023/OIdiota.mp3"></audio></figure>



<p><audio src="https://culturadefato.com.br/downloads/filosofia_e_historia/2022/SobreFilosofiaFilosofos.mp3"></audio></p>



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