Limites de viagem na Europa

Até 1914 não se precisava de um passaporte para nenhum país, exceto a Rússia. O migrante europeu, se conseguisse arranjar umas poucas libras para a passagem, simplesmente embarcava para a América ou a Austrália, e quando lá chegava não lhe faziam perguntas. No século XVIII era quase normal e seguro viajar para um país com o qual seu próprio país estava em guerra.

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Monir por Silvio Grimaldo

José Monir Nasser

Os brasileiros ainda não perceberam a relação de subordinação entre alta cultura e economia, entre o espírito e a matéria, como Monir bem observou: “O Brasil chamava-se Ilha de Vera Cruz, depois virou Terra de Santa Cruz, que eram menções religiosas, ou seja, o país estava sendo fundado como derivação de algo que o transcendia, mas no último momento virou Brasil, que é uma commodity.

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Unidos pelo vício

Recorte da obra: "São Wolfgang e o Diabo", criada pelo pintor e escultor austríaco Michael Pacher (1435 - 1498).

“A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender tua casa, o teu boi, o teu sapato, teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que em todo caso estão fora de ti, como é que não podes vender tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas”

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