Ressurreição de Cristo

Recorte da obra: "Ressurreição" ( 1457/1459), de Andrea Mantegna (1431-1506).

Quando um homem deixa de acreditar em Deus,
ele não passa a acreditar em nada — passa a acreditar em qualquer coisa.
G. K. Chesterton (1874-1936)



Sumário


  1. Dez evidências concisas da Ressurreição de Cristo, por George Sinclair (artigo)
  2. As evidências históricas da Ressurreição de Cristo, por William Lane Craig (vídeo)
  3. Ressureição de Cristo: fundamentos da nossa fé, triunfo da verdade; por Revista Catolicismo (artigo)
  4. Ressureição de Cristo: fato ou embuste, por Rodrigo Silva (vídeo)



1. Dez evidências concisas da Ressurreição de Cristo Subir


Cristo provou sua ressurreição de três maneiras: pela vista: ‘Vede minhas mãos e meus pés’ (Lc 24,39); pelo toque, para o qual ele continua: ‘Apalpai e vede: um espírito não tem carne’; pelo paladar: ‘Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: ‘Tendes aqui alguma coisa para comer?’
São Tomás de Aquino (1225-1274)



Para sua consideração, o que se segue é uma declaração concisa das evidências da real, verdadeira e histórica ressurreição do Messias Jesus.

1. Há quatro biografias antigas de Jesus. Todas foram escritas por testemunhas oculares e/ou baseadas em testemunhas oculares. Foram escritas e circularam enquanto muitas outras testemunhas ainda estavam vivas. Todas estas biografias dizem que Jesus ressuscitou dos mortos. Estas biografias são complementadas por cartas escritas por testemunhas oculares enquanto muitas outras testemunhas ainda estavam vivas. Estas cartas antigas afirmam que Jesus morreu por crucificação e que ao terceiro Jesus ressuscitou dos mortos.

2. Escritores pagãos e judeus relatam que os cristãos criam que Jesus ressuscitou dos mortos.

3. Muitas das principais testemunhas oculares da ressurreição de Jesus, morreram por alegarem que Jesus havia ressuscitado. Suas vidas provavelmente teriam sido poupadas se eles tivessem se retratado. Isto é muito significativo. Sabemos que pessoas morrem por uma causa. Mas aqueles homens e mulheres morreram por um conjunto de fatos. Escolheram ir para o túmulo ao invés de dizer que aqueles fatos eram falsos. Morreram por dizerem que os fatos da crucificação e da ressurreição de Jesus eram verdadeiros.

4. A história narrada pela testemunha ocular João é muito importante. Muitas pessoas hoje afirmam que a história de João (tal como outras histórias de testemunhas oculares) deve ser entendida como uma história simbólica e metafórica. No entanto, sabemos que João entendia claramente a diferença entre fazer um relato histórico e contar uma história transbordando de símbolos e metáforas. Por que? Porque ele escreveu dois livros, um que claramente afirma ser histórico (que conhecemos como O Evangelho de João) o outro é um livro claramente cheio de símbolos e metáforas (que conhecemos como O Livro do Apocalipse). Portanto, João é uma testemunha importante do que aconteceu na morte e ressurreição de Jesus.

5. A evidência histórica demonstra que: a sepultura estava vazia; as roupas sepulcrais estavam cuidadosamente arrumadas; a pedra que lacrava o túmulo havia sido movida; o corpo de Jesus jamais foi encontrado; a sepultura tinha sido guardada por soldados romanos; e ninguém jamais alegou ter roubado o corpo. A presença das roupas sepulcrais são significativas. Eram as especiarias colocadas nas vestes que tinham valor. Caso alguém houvesse removido o corpo para fins lucrativos ou por maldade, teria levado o corpo embrulhado e separado a valiosa mistura oportunamente. Na verdade, a disposição das roupas no túmulo, tal como a posição da pedra, se encaixam perfeitamente com a ressurreição ser a sua causa, e não alguma ação humana.

6. Há (sem contar Paulo), onze momentos registrados em que Jesus apareceu às pessoas provando que havia ressuscitado. Tais aparições foram para: homens e mulheres, indivíduos, casais, grupos e pelo menos uma multidão. As aparências ocorreram em locais fechados e ao ar livre, em diferentes lugares e em diferentes momentos do dia. Ele foi tocado fisicamente, ouvido audivelmente, visto e comeu na presença de testemunhas. Nenhuma destas testemunhas cria que Jesus ressuscitaria dos mortos antes de Ele ter ressuscitado dos mortos. Todos o conheciam antes de Sua morte, portanto sabiam que Ele era o mesmo Jesus que morreu na cruz.

7. No mesmo lugar onde Jesus morreu e foi enterrado, houve uma explosão de crescimento do movimento cristão — que estava centrado na afirmação de que a sepultura estava vazia e que Jesus tinha realmente ressuscitado. Esta explosão de crescimento aconteceu poucas semanas após a morte e ressurreição de Jesus no lugar onde Ele morreu. O crescimento ocorreu diante da hostilidade, oposição e perseguição de líderes civis e religiosos.

8. A morte e ressurreição de Jesus não foi um evento aleatório. Jesus havia previsto que morreria crucificado, seria enterrado e ressuscitaria dos mortos. Sua previsão de que morreria crucificado é muito significativa. Ele não podia controlar isso. A crucificação era um meio de morte reservado às autoridades imperiais romanas. Jesus alegou, razoavelmente, que Sua morte por crucificação e Sua ressurreição ao terceiro dia seriam um “sinal” que confirmaria quem Ele era, aquilo que ensinava e aquilo que Sua morte e ressurreição iriam trazer como resultado.

9. A morte e ressurreição de Jesus também ocorreu num contexto de séculos de profecia que tal Messias viria da parte de Deus, morreria e ressuscitaria. O próprio Jesus afirmou que Sua vida, morte e ressurreição eram o cumprimento destas profecias.

10. Há mais ainda. A morte e ressurreição de Jesus ocorreu no contexto de uma história abrangente com profundos e poderosos insights sobre a condição humana. Sua vida, morte e ressurreição ocorreram no contexto de um conjunto de escritos que há milênios provaram serem sábios e perspicazes quanto à condição humana. Tais escritos serviram como base para o desenvolvimento da ciência, dos direitos humanos e do bom governo. A vida, a morte e a ressurreição de Jesus realizaram-se no contexto de uma visão de mundo insuperável na sua amplitude, profundidade, coerência, consistência e poder emocional e racional.

Amigos, considerem a Jesus, o Salvador Crucificado e Ressurreto, o Senhor amoroso. Venham a Ele com humilde confiança.


Por George Sinclair. Tradução de Vittor Rocha.
Publicado originalmente em português pelo website Coalizão pelo Evengelho, em 21 de abril de 2020




2. As evidências históricas da Ressurreição de Cristo Subir





3. Ressureição de Cristo: fundamentos da nossa fé, triunfo da verdade Subir


Vale mencionar que nós, da Cultura de Fato, não temos ligação com a Revista Catolicismo.
Ainda assim, a recomendamos fortemente. Nos próximos parágrafos, você lerá o conteúdo da
contracapa da edição nº 903 deste mês (abril de 2026).



O Abade de Solesmes, Dom Prosper Guéranger (1805-1875), na sua famosa obra L’Année Liturgique, expõe que se pode dizer que o “Tempo Pascal” não é composto por várias festividades, mas de uma única solenidade prolongada: “É a mais longa das solenidades da Igreja. Forma um único período festivo, no qual a alegria da Ressurreição não conhece interrupção.”

Nesse período, como se fosse um “prolongado domingo”, o “Aleluia”, como manifestação de júbilo pela Ressurreição, é repetido frequentemente nos cânticos da Liturgia, após ter sido emudecido durante a Quaresma. O Círio Pascal (símbolo de Cristo ressuscitado), aceso na Vigília da Páscoa, assim permanece durante todas as Missas do “Tempo Pascal”.

O ápice das solenidades comemora-se no Domingo de Páscoa. Por excelência, a proclamação da vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo com a Ressurreição. Vitória inequívoca e fato histórico, pois testemunhado por numerosas pessoas, tanto por amigos quanto por inimigos. Elas O viram morrer na Cruz, assistiram seu sepultamento e depois O viram em diversas ocasiões. Inclusive, entabularam conversas com Jesus. Algumas até, como no caso dos Apóstolos, tomaram refeições com Ele e deixaram registros — basta ler os Evangelhos — de que, após a Ressurreição, passou 40 dias na Terra antes de sua Ascensão ao Céu em corpo e alma.

É o que demonstra brilhantemente Mons. Tihamer Toth (1889-1939), bispo-coadjutor de Veszprém (Hungria), num de seus célebres sermões, em estilo muito agradável, que reproduziremos proximamente.

Complementando esse tema, o Pe. David Francisquini, na seção “A Palavra do Sacerdote” (p. 36), responde a questão falaciosa: a Ressurreição de Cristo foi um fato empírico acessível aos métodos da história científica ou uma subjetiva “experiência de fé”?

Desejando a todos uma boa leitura, fazemos nossos os conselhos de São Paulo Apóstolo: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com Ele na glória” (Col. 3, 1-4).


Por Revista Catolicismo.
Edição nº 903 de abril de 2026.




4. Prova que Jesus ressuscitou Subir


Assista também a parte II e a parte III



Nota da editoria:

A imagem da capa é um recorte da obra: “A Ressurreição” (1457 / 1459), de Andrea Mantegna (1431-1506).




Saiba mais, leia:



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