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	<title>Arquivos Cristianismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
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	<title>Arquivos Cristianismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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		<title>O pensamento de Gramsci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos I. S. Azambuja]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 04:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Diz </em><span data-tooltip="Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) foi autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural." data-tooltip-position="bottom"><em>Goethe</em></span><em>, quando a gente não sabe o que fazer, uma palavra é como uma tábua para o náufrago.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947-2022), <em><a href="https://amzn.to/3QRajcF" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Jardim das Aflições</a></em> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Sebastiano Francesco Gramsci (1891-1937) militante marxista italiano, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Passou anos no cárcere, onde escreveu os ''Cadernos do Cárcere'' os quais descrevem suas ideias sobre hegemonia cultural e poder.">Antonio Gramsci</span>, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, foi o primeiro teórico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Marxismo é uma doutrina filosófica, política e econômica criada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX, baseada no materialismo histórico-dialético. Analisa a sociedade através da luta de classes e crítica do capitalismo, propondo a superação deste por um sistema socialista/comunista.">marxista</span> a compreender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Os bolcheviques eram a ala radical do Partido Operário Social-Democrata Russo, liderada por Vladimir Lenin, que defendia a revolução socialista imediata e a ditadura do proletariado.">bolcheviques russos</span>. Nesse sentido, ofereceu um novo “<em>Que Fazer</em>” ao Ocidente desenvolvido. Aquilo que ele chamou de&nbsp;<em>“sociedade civil</em>” — rede de instituições educativas, religiosas e culturais que disseminam modos de pensar — era, na Rússia, incapaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário, uma vez que o Estado <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Czarista refere-se ao regime político, partidários ou características da Rússia antes da Revolução de 1917, caracterizado pelo absolutismo monárquico onde o Czar (imperador) detinha poder total.">czarista</span> fundamentava-se na ignorância, na apatia e na repressão, e não no consentimento voluntário dos súditos. Na ausência de uma articulação complexa da <em>“sociedade civil</em>” em condições de absorver a insatisfação, a única defesa da velha ordem era constituída pelo aparelho do Estado, que Gramsci denomina de&nbsp;<em><em>“</em>sociedade política</em>”. O conjunto difuso da <em><em>“</em>sociedade civil</em>”, que propaga a ideologia da classe dominante, não existia na Rússia.</p>



<p>Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.</p>



<p>Dessa forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica.</p>



<p><strong>Segundo a linguagem colorida de Gramsci, o proletariado precisa transformar-se em força cultural e política dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o Partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.</strong></p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “<em>sociedade civil</em>” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “<em>revolução do espírito”,</em>&nbsp;toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.</p>



<p>O comunismo de Gramsci é a “<em>versão ocidental</em>” do comunismo, e ao proclamar o diálogo e aceitar o debate, próprios dos sistemas verdadeiramente democráticos, trabalha sobre todas as formas de expressão cultural, atuando sob a cobertura do pluralismo, com a contribuição de todos aqueles que por compartilhar a ideologia marxista, por&nbsp;<em>snobismo</em>, por conveniência ou por negligência, se somam voluntária ou involuntariamente a essa nova expressão do “<em>frentismo</em>”, chamando “<em>fascistas</em>” ou “<em>retrógados</em>” aqueles que se opõem a essa forma de pensar e atuar.</p>



<p>Nessa confusão de idéias, chega-se a substituir a contradição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere-se à filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel">hegeliana</span> de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“<em>burguês – proletário</em>”</span> (tese e antítese) pela de “<em>fascista – anti-fascista</em>”. O inimigo não é patrão e sim o fascista. Assim surge o mito do fascismo, que nada tem a ver com o fascismo histórico, sem dúvida questionável.</p>



<p>Quem quer que defenda os valores tradicionais da cultural ocidental é tachado de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>fascista</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> e considerado genericamente como&nbsp;<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span>um mal</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. O grande erro dos comunistas, segundo Gramsci, foi o de crer que o Estado se reduz a um simples aparato político. Na verdade, o Estado atua não apenas com a ajuda do seu aparato político, como também por meio de uma ideologia que descansa em valores admitidos que a maioria dos membros da sociedade têm como supostos. A referida ideologia engloba a cultura, as idéias, as tradições e até o sentido comum. Em todos esses campos atua um poder no qual também se apóia o Estado: o poder cultural.</p>



<p>A necessidade de uma reforma intelectual e moral para lograr uma mudança de mentalidade nas sociedades ocidentais que foram constituídas por convicções, critérios, normas, crenças, pautas, segundo a concepção cristã da vida, é de suma importância para o triunfo da revolução mundial.</p>



<p>Porém, nesse propósito de formação de uma nova consciência proletária, o gramscismo encontra um obstáculo: a religião. De acordo com os estudos de Gramsci, a Igreja Católica, encarada como inimiga irreconciliável do comunismo, utiliza elementos fundamentais e comuns na sociedade, chegando a toda população, tanto urbana como rural. O catolicismo, segundo Gramsci, é uma doutrina geral simplificada a fim de ser entendida por todos. Analisando esse fato, Gramsci chegou à conclusão que uma das chaves da sobrevivência do catolicismo ao longo dos séculos foi o fato de que em seu seio conviveram harmonicamente humildes e elites, sentenciando que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>a Igreja romana sempre foi a mais tenaz em impedir que oficialmente se formem duas religiões: a dos intelectuais e a das almas simples</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</p>



<p>Concluiu qu e é a Igreja Católica que inspira a formação desse sentido comum cristão e, por conseguinte, era preciso erradicá-lo mediante uma ação não violenta já que essa via seria repelida pelas sociedades ocidentais, onde influi e gravita o consenso e a vontade das maiorias. Gramsci afirmou que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>os elementos principais do sentido comum são ministrados pelas religiões e, por isso, a relação entre o sentido comum e a religião é muito mais íntima do que a relação entre o sentido comum e os sistemas filosóficos dos intelectuais</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. “<em>Então</em>&nbsp;— prossegue Gramsci —&nbsp;<em>todo o movimento cultural que tenda a substituir o sentido comum e as velhas concepções do mundo deve repetir incansavelmente os próprios argumentos, variando suas ‘formas’”.</em></p>



<p>Dessa forma, as novas concepções se difundem utilizando sofismas, dando novas interpretações a fatos históricos e chegando a parafrasear o Evangelho em alguns casos, mostrando distintos “<em>ensinamentos</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> de determinadas passagens bíblicas, tal como a expulsão dos mercadores do Templo de Deus, utilizando-os como argumentos para justificar a violência e fortalecer a imagem do “<em>Cristo guerrilheiro</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>, criada pelos&nbsp;<em>“cristãos revolucionários<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</em></p>



<p>Essas concepções, porém, não deverão ser apresentadas em formas puras, uma vez que o povo não as aceita na medida que provoquem uma mudança traumática. Para isso, devem ser apresentadas como combinações, explorando “<em>a crise intelectual e a perda da fé na concepção que se deseja mudar<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Por isso, diz Gramsci, não se deve enfrentar frontalmente a Igreja Católica, e sim criar os enfrentamentos em seu seio. Enfrentamentos que não sejam apresentados como provocados por causas exógenas e sim endógenas.</p>



<p>Acrescente-se que o marxismo de Gramsci se apresenta como uma interpretação “<em>filosófica</em>” distinta do marxismo conhecido. Não há filosofia e práxis; existe uma igualdade entre pensamento e ação ao ponto em que tudo é considerado ação. Em conseqüência, a “<em>filosofia da práxis<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> deve ser elaborada partindo de uma equivalência entre filosofia e política, e deverá ser construída como ciência da história, posto que filosofia e história são indissociáveis. Diz Gramsci que “<em>a filosofia da práxis supera as precedentes, por isso é original, especialmente porque abre uma via completamente nova, ou seja, renova totalmente o modo de conceber a filosofia mesma<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Quanto ao papel dos intelectuais, ele deixa claro que a tarefa de agente da mudança na nova concepção de mundo não pode ser desenvolvida pelos intelectuais burgueses, considerados “<em>o elo mais débil do bloco burguês<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>. Devem surgir “<em>novos<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> intelectuais da massa do povo. Dessa forma, a tarefa a ser desenvolvida por essa “<em>nova<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> elite será a de formar uma vontade coletiva e lograr a reforma moral e intelectual, agregando que uma reforma cultural que eleve os extratos submersos da sociedade não pode ocorrer sem uma prévia reforma econômica e uma mudança na sua posição social. Por isso, afirmou que&nbsp;<em>“uma reforma intelectual e moral tem que ser vinculada forçosamente a um programa de reforma econômica<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em><a href="https://web.archive.org/web/20160614015532/http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250"></a></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/carlosazambuja/">Carlos I. S. Azambuja</a><a href="https://culturadefato.com.br/author/ricardohashimoto/"></a>.<br>Publicado originalmente em 27 de abril de 2005, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Os embaixadores</em>” (1533), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hans Holbein (1497-1543), o Jovem, foi um pintor suíço, um dos mestres do retrato no Renascimento, além de desenhista de xilogravuras, vidrarias e peças de joalharia.">Hans Holbein</span> (1497-1543), o Jovem.<br><br>A imagem foi escolhida por sua densidade simbólica e pela forma como representa a complexa relação entre poder, conhecimento e construção da realidade. A obra reúne, de maneira aparentemente harmoniosa, elementos científicos, religiosos e políticos, sugerindo uma ordem racional e estável. No entanto, essa estabilidade é apenas aparente.<br><br>O detalhe mais emblemático da pintura — o crânio distorcido em primeiro plano [<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Embaixadores#/media/Ficheiro:Hans_Holbein_the_Younger_-_The_Ambassadors_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">consultar imagem integralmente</a>], visível apenas a partir de um ângulo específico — revela que a compreensão da realidade depende da perspectiva adotada. Esse recurso visual dialoga diretamente com a ideia de que valores, crenças e interpretações são moldados por mediações culturais e intelectuais.<br><br>Assim, a escolha da obra busca ilustrar, de forma sutil, o tema central do texto: a disputa no campo das ideias, onde a transformação social não se dá apenas por confrontos diretos, mas pela lenta e contínua reconfiguração dos modos de ver, pensar e interpretar o mundo.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?,</a></em><br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entenda-o-marxismo-em-um-minuto/"><em>Entenda o marxismo em um minuto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/henryhazlitt/">Henry Hazlitt</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/instituicoes-nao-se-derrubam-se-reformam/">Instituições não se derrubam, se reformam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/reflexoes-sobre-a-execucao-de-luis-xvi/">Reflexões sobre a execução de Luís XVI</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/liberte-egalite-fraternite-o-carvalho/"><em>Liberté, Egalité, Fraternité, o Carvalho…</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/edgarcia/">Ed Garcia</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/DisneylandWoke.jpg" alt="Disneyland Woke, Tearing Down the Past (2022). Desenho por Edwin Loftus." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><em>Wokismo nova face da revolução anticristã</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joseureta/">José A. Ureta</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SigningOfTheConstitution.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Scene at the Signing of the Constitution of the United States&quot;, criada por Howard Chandler Christy (1872 - 1952) em 1940." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><em>As contradições inerentes ao Estado</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/murrayrothbard/">Murray N. Rothbard</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MendingTheNation_Jon-McNaughton.jpg" alt="Obra: &quot;Mending the nation&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><em>A essência do conservadorismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<item>
		<title>O mistério da iniquidade: o mal como ausência de Deus em Santo Agostinho</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-misterio-da-iniquidade-o-mal-como-ausencia-de-deus-em-santo-agostinho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 02:59:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Ateu]]></category>
		<category><![CDATA[Catolicismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Livre-Arbítrio]]></category>
		<category><![CDATA[Problema do Mal]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Mônica]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Agostinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O mal não possui substância; ele é a ferida, a ausência e o vazio do Bem. Deus, em Sua infinita perfeição, não criou o mal; tudo o que procede de Suas mãos é inerentemente bom. O mal, portanto, é o <em>não-ser</em>.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-misterio-da-iniquidade-o-mal-como-ausencia-de-deus-em-santo-agostinho/">O mistério da iniquidade: o mal como ausência de Deus em Santo Agostinho</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Pois o mal não é uma substância; a corrupção do bem é que recebeu o nome de mal.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Agostinho de Hipona (354 d. C. - 430 d. C.) foi um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo.">Santo Agostinho</span> (354-430)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Por que o mal e o sofrimento são tão onipresentes em um mundo criado por Deus que é a própria essência do amor? Por que o mal existe e por que Deus permite que tragédias assolem até mesmo os justos?</p>



<p>Estas não são meras dúvidas existenciais; são perguntas fundamentais que todo católico deve estar apto a responder — tanto para a resistência da própria fé quanto para os embates com céticos e ateus, que frequentemente nos confrontam com questionamentos capciosos, lançados sem uma real intenção de busca pela Verdade, mas com o intuito de semear a dúvida.</p>



<p>Em qualquer debate onde a religião ocupe o centro das atenções, o “problema do mal” será, fatalmente, o primeiro ponto de ataque. No entanto, o católico não precisa se sentir encurralado: não é necessário “reinventar a roda”. Um dos maiores luminares da Igreja, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Agostinho de Hipona (354 d. C. - 430 d. C.) foi um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo.">Santo Agostinho</span> — o filho de muitas lágrimas e fruto de 33 anos de oração incessante de sua mãe, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Santa Mónica (331 d. C. - 387 d. C.) é a mãe de Santo Agostinho de Hipona. Nasceu Tagaste, norte da África, no seio de uma família opulenta, mas de antigas raízes cristãs. Aplicou-se, com dedicação, aos ensinamentos da Sagrada Escritura; sua forte espiritualidade foi forjada pela oração e assídua prática dos Sacramentos, além dos quais se coloca a serviço da comunidade eclesial.">Santa Mônica</span> — já trilhou esse caminho árduo. Após anos perdido em filosofias que davam ao mal um poder divino, ele nos legou uma síntese genial: o mal não possui substância; ele é a ferida, a ausência e o vazio do Bem.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">A Natureza do Mal</h2>



<br>



<p>Deus, em Sua infinita perfeição, não criou o mal; tudo o que procede de Suas mãos é inerentemente bom. O mal, portanto, é o “não-ser” — uma ferida na criação, o silêncio onde deveria haver louvor e a sombra onde deveria haver luz. O mal é a ausência do bem, assim como a cegueira é a ausência da visão, a escuridão a ausência de luz, a doença é a ausência da saúde, e o pecado, a ausência da justiça.</p>



<p>Deus criou o mundo e contemplou que tudo era bom; coroou Sua obra com a criação do homem e descansou, satisfeito com a formosura de Sua vontade realizada. Contudo, sendo Deus a própria Liberdade, Ele não poderia criar o homem como um escravo, caso contrário, seria um tirano. Em Sua essência de Amor, Ele nos deu a liberdade, ou seja, o Livre-Arbítrio.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">O Livre-Arbítrio e a Queda</h2>



<br>



<p>Portanto, Deus criou o Bem e a Liberdade. O mal, em contrapartida, não possui uma digital divina. Ele é o resultado trágico de quando o homem, no exercício dessa mesma liberdade, escolhe fugir da vontade de Deus. O mal acontece no exato instante em que nos afastamos da Ordem Original; ele é o vazio deixado pela nossa rejeição ao Autor da Vida. O mal moral (o pecado) acontece quando usamos nossa vontade para nos afastarmos do Bem Imutável (Deus) em direção a bens inferiores ou egoístas. Pecar é, essencialmente, preferir a criatura ao Criador.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">A Alquimia Divina</h2>



<br>



<p>Santo Agostinho nos deixou uma pérola teológica definitiva: Deus prefere extrair o bem do mal do que simplesmente não permitir que o mal exista. Ele jamais é o autor do pecado, mas é o Mestre Supremo em redimi-lo. Poderíamos citar inúmeros episódios da ação de Deus ao longo da história, mas, dada a brevidade deste artigo, traremos quatro exemplos clássicos dessa “alquimia divina” — momentos em que a Providência transformou o veneno da tragédia no remédio da salvação:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>José do Egito:</strong>&nbsp;Vendido como escravo por seus próprios irmãos, movidos por uma inveja cega, José enfrentou anos de injustiça, cárcere e abandono em terra estrangeira. Contudo, Deus não permitiu que aquele mal fosse o fim da história; ao contrário, usou essa trilha de sofrimento para elevá-lo ao trono do Egito. O que parecia uma tragédia familiar tornou-se o meio pelo qual nações inteiras foram salvas da fome, confirmando sua célebre declaração:&nbsp;<em>“Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o tornou em bem”</em>&nbsp;(<a href="https://www.bibliaon.com/versiculo/genesis_50_20/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Gn 50,20</a>).</li>



<li><strong>A Perseguição na Igreja Primitiva:</strong>&nbsp;O Império Romano empenhou toda a sua força brutal para extinguir a chama da fé católica através do martírio e do medo. No entanto, a “alquimia divina” operou de forma surpreendente: quanto mais os fiéis eram dispersos e perseguidos, mais o Evangelho alcançava terras distantes. O que o mundo via como a aniquilação de um movimento, Deus transformou em expansão missionária, validando a máxima de Tertuliano:&nbsp;<em>“O sangue dos mártires é a semente de novos cristãos”</em>.</li>



<li><strong>O Próprio Santo Agostinho:</strong>&nbsp;Deus não ignorou a inquietude, os vícios e os erros teológicos da juventude do Bispo de Hipona; Ele os utilizou como matéria-prima para forjar um dos maiores luminares da história da Igreja. As feridas passadas de Agostinho e suas lutas contra as paixões desordenadas não foram apagadas, mas redimidas, tornando-se o remédio espiritual e o mapa de navegação para milhões de almas que encontraram em suas&nbsp;<em><a href="https://culturadefato.com.br/downloads/cristianismo/2020/confissoes-santo-agostinho.pdf">Confissões</a></em>&nbsp;o caminho de volta para casa.</li>



<li><strong>A Cruz de Cristo:</strong>&nbsp;O ápice absoluto desse mistério reside na Cruz de Cristo. Naquele momento, o mundo testemunhou o maior crime e a maior malícia de que a humanidade é capaz: o assassinato do próprio Deus encarnado, o único puramente inocente. Todavia, o que era para ser o triunfo definitivo das trevas foi transformado pelo Pai no instrumento supremo da nossa redenção. Pela mão de Deus, a Cruz — outrora o símbolo máximo de tortura e morte — foi transmutada para sempre no Trono da Vida.</li>
</ul>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">Natureza Humana: Ferida, mas não Destruída</h2>



<br>



<p>Diferente da visão <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="O calvinismo é um sistema teológico protestante do século XVI, baseado nos ensinamentos de João Calvino, com forte ênfase na soberania absoluta de Deus sobre todas as coisas, incluindo a salvação.">calvinista</span> de que o homem tornou-se “totalmente depravado” e incapaz de qualquer bem após a Queda, a visão católica, fundamentada na síntese agostiniana, acredita em algo mais esperançoso: o homem não é essencialmente mau; ele está essencialmente ferido. Como o mal é apenas uma “privação”, o pecado não tem poder para destruir a substância da nossa alma, que continua sendo uma criação de Deus. O pecado original nos tirou a santidade e enfraqueceu nossa vontade — como um pássaro de asa quebrada que não consegue voar sozinho —, mas não nos transformou em seres malignos. Com o auxílio da Graça de Deus, o ser humano é plenamente capaz de cooperar com o bem e buscar a virtude. A Graça não destrói a nossa natureza; ela a cura e a eleva.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading">A Insuficiência da Vontade: Agostinho contra Pelágio</h2>



<br>



<p>É fundamental compreender que, ao falarmos de liberdade, não caímos no erro do Pelagianismo. Enquanto Pelágio acreditava que o homem nasce como uma “folha em branco” (mantendo a mesma capacidade de Adão de nunca pecar pelo esforço próprio), Santo Agostinho nos recorda a dura realidade: o pecado original feriu profundamente a natureza humana. Nascemos com uma inclinação ao erro, a chamada concupiscência. Para Agostinho, o homem sem Deus é como um prisioneiro que não consegue abrir a própria cela por dentro. O nosso livre-arbítrio, embora ainda exista, está cativo e doente; ele possui força para pecar, mas carece de poder para, sozinho, alcançar a santidade.</p>



<p>Neste embate, a Graça Divina deixa de ser um mero “facilitador” para se tornar uma necessidade absoluta. A Graça não é apenas um empurrão externo, mas a força interna que cura a vontade e a move em direção ao Bem. Sem ela, não podemos sequer dar o primeiro passo de retorno ao Pai. A postura do católico diante do mal resume-se na célebre prece agostiniana:&nbsp;<em>“Dá-me o que mandas e manda o que queiras”</em>. Reconhecemos que Deus nos pede a perfeição, mas confessamos que só podemos entregá-la se Ele mesmo a infundir em nossos corações.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;da autora,&nbsp;<a href="https://patriciacastro.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">patriciacastro.org</a>, em 18 de março de 2026.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Têmpera sobre painel é uma técnica de pintura clássica que utiliza pigmentos de cor misturados com um aglutinante solúvel em água (tradicionalmente gema de ovo) aplicados sobre uma superfície de madeira rígida.">têmpera sobre painel</span>: “<em>A Conversão de Santo Agostinho</em>” (c. 1430–1435), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Fra Angelico (c. 1395–1455), nascido Guido di Pietro, foi um frade dominicano e pintor italiano, figura central do início do Renascimento. Beatificado em 1982 pelo Papa João Paulo II e declarado padroeiro dos artistas. É o autor dos afrescos do Convento de São Marcos em Florença.">Fra Angelico</span> (c. 1395–1455).</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais da autora:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>O conforto de errar com a maioria</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/"><em>Desmentindo mitos da Idade Média: “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental”</em></a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/">A barbárie legalizada: civilização sem Deus, justiça sem alma</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/quando-o-tempo-andava-devagar/">Quando o tempo andava devagar</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/">A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://patriciacastro.org/">Conheça o <em>website</em> da autora</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>Minha descoberta racional do conservadorismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luís Afonso Assumpção]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 00:38:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Voegelin]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
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		<category><![CDATA[Maquiavel]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Nazifascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Paralaxe Cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[Relativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=27574</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Encontrei num dicionário na web uma definição de <em>conservador</em> absolutamente perfeita: 'é o sujeito otimista com relação ao passado e pessimista com relação ao futuro'. É exatamente isto.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/">Minha descoberta racional do conservadorismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Não tire uma cerca antes de saber por que ela foi colocada.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span> <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874-1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Sempre imaginei o ser humano como resultado concreto e final de um exercício de criação divino.</p>



<p>Isso pode ser um pouco religioso ou metafísico demais para um mundo que se acostumou a nivelar tudo por baixo, que simplesmente finge que o que não entende “não existe”, mas é ainda a melhor explicação para o ser humano.</p>



<p id="RefNota01">“Melhor” por quê? Oras porque não somos de maneira alguma “animais”. Talvez a classificação do ser humano como representante do reino animal — feita pelo próprio ser humano — seja o único caso em que a famosa “paralaxe cognitiva”<strong><sup><a href="#Nota01">1</a></sup></strong> seria de fato autêntica. Explico: o simples fato de o homem ser o único ser que tem a capacidade de classificar dentro de uma estrutura racional de significados todos os outros animais, o deveria colocar automaticamente fora desta mesma classificação — afinal, nenhum dos animais analisados é capaz de tal façanha. Então o homem, quando classifica todas as espécies animais em filo, gênero e espécie, se coloca evidentemente numa visão superior a todos os animais. E o faz por estar fora desta mesma classificação. Foi nada menos do que uma tragédia o fato de que ao final do processo tenha ele mesmo se auto-classificado junto aos primatas, com um título nada animador de “animal racional”. Nem o cargo de “rei dos animais” nos sobrou.</p>



<p>Pois bem, esta percepção de que estamos acima do reino animal em todos os aspectos, menos no “construtivo”, é derivada de um senso comum. E a origem deste “senso comum”, descobri agora há pouco, tem a ver com uma tradição conservadora.&nbsp;</p>



<p>Encontrei num dicionário na <em>web</em> uma definição de “conservador” absolutamente perfeita: “é o sujeito otimista com relação ao passado e pessimista com relação ao futuro”. É exatamente isto. E ainda acrescento que o pessimismo em relação ao futuro se dá na exata percepção de avançamos no tempo perdendo a cada dia pedaços ainda maiores de nossa própria humanidade. Num futuro não muito distante talvez nem o título de animais “racionais” possamos usar. O racionalismo é conservador.</p>



<p>Mas de onde surge esta sensação de perda? Não é nostalgia. Para mim é o simples ceticismo que acompanha qualquer análise minimamente racional da atualidade.</p>



<p>Descobri que o meu modo de funcionamento era mesmo este: sempre desconfiar de qualquer explicação inovadora ou “revolucionária”, daquelas do tipo “esqueça tudo o que você já viu sobre&#8230;”. O fato é que não dá para esquecer, não podemos partir do zero a cada pseudo-revolução. Este é o ponto. Se a “novidade” é inconsistente, prefiro ficar com a última explicação.</p>



<p>Este é o porquê do meu apego pelo capitalismo: não é que eu morra de amores por ele (já escrevi até que o “odeio” em <em>post</em> anterior), mas é o único sistema econômico que funcionou até hoje. E o que mais respeitou a liberdade individual e econômica, quando atrelada ao regime democrático.</p>



<p>O binômio capitalismo (liberal) de um lado e a democracia de outro são dois dos pilares básicos do que eu chamaria de “realismo” político/econômico. Considero como “realismo” tudo o que se pode estabelecer como verdade absoluta ou pelo menos a coisa mais próxima dela. No caso do capitalismo e a democracia ainda têm a vantagem de serem verdades perfeitamente mensuráveis: não há outro regime que possa ser considerado mais justo e mais eficiente em produzir riquezas e gerar satisfação material às pessoas.</p>



<p>O fato de haver milhares de pessoas lutando por ditaduras e pela implantação de alguma forma de comunismo hoje em dia, só me faz ver que existem outras verdades absolutas: a burrice e a apatia mental dos tempos atuais são incontestáveis.</p>



<p>Mas faltava alguma coisa: eu tinha elementos realistas para embasar minha defesa da liberdade política e econômica, mas não para um sistema de valores morais ou “humanistas”, em que se baseia o conservadorismo.</p>



<p>Mas havia a certeza de que o binômio democracia/capitalismo só pode existir num ambiente social no qual as pessoas compartilhem a mesma visão e os mesmos valores morais. É o que chamam de sociedade de confiança.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Eric Voegelin (1901-1985) foi filósofo, historiador e cientista político alemão, radicado nos Estados Unidos.">Voegelin</span> observou como o “senso comum” era um grande diferencial nas sociedades britânicas e americanas. Um senso comum tão arraigado que “blindou” estes países às influências mais perversas do século vinte: totalitarismo nazi-fascista e comunista. O senso comum é também a minha base de avaliação do mundo. É uma percepção intuitiva de conservadorismo.</p>



<p>A base deste conservadorismo não é só a “nostalgia” do passado ou a manutenção de tradicionalismos. Significa que determinados valores não podem ser colocados de lado em favor de outros “mais evoluídos” simplesmente pela razão de que a “evolução” nunca ter sido provada.</p>



<p>A compreensão de que minha simpatia pelo passado era muito mais do que simples “nostalgia”, mas a intuição de que elas abarcavam definições muito mais completas e complexas da própria humanidade, veio com o estudo dos filósofos clássicos.</p>



<p>A isto eu devo imensamente ao meu mestre Olavo de Carvalho: antes de tudo Olavo é um grande divulgador da tradição filosófica conservadora, traçando uma linha que vai dos antigos gregos até o judaísmo-cristianismo. Ao conhecer a história do pensamento filosófico, acabei por conhecer os fundamentos teóricos do conservadorismo.</p>



<p>Com isso pude enfim somar mais um sustentáculo — o mais importante — ao edifício do capitalismo liberal e democrático. Sem uma base de defesa de valores conservadora, o edifício não se sustenta.</p>



<p>No mundo de hoje, isso é especialmente dramático, pois o curso do pensamento conservador acabou assoreado por toneladas de relativismos, pós-modernismos entre outros, que transformaram a filosofia num grande supermercado de idéias, sem que nenhuma contradiga outra.</p>



<p>Os tempos atuais avançam até para dizer que o conservadorismo, o realismo não passam de mais um relativismo&#8230;</p>



<p>Tomo como exemplo a obra do “filósofo” <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles Feitosa é doutor em Filosofia pela Universidade de Freiburg, Alemanha. É professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da UNIRIO.">Charles Feitosa</span> “<a href="https://www.estantevirtual.com.br/livro/explicando-a-filosofia-com-arte-0V3-9962-000-BK" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Filosofia com arte</a>” em que sob o capítulo “vantagens e desvantagens do relativismo” afirma que o realismo (e os realistas) querem impor a “sua” visão a todos os outros. Cita como exemplo de “realista” o nacional-socialismo alemão&#8230; Do outro lado temos o relativismo, que é uma maravilha, pois “respeita” a todos os tipos de pensamento&#8230;</p>



<p>O autor só não explicou como “realistas” puderam relativizar até mesmo a existência de seres humanos como fizeram nazistas e comunistas&#8230;</p>



<p>Para finalizar: a descoberta da tradição filosófica na qual se baseia o conservadorismo foi para mim como se encontrasse, no fundo de uma caverna esquecida, um tesouro, uma essência rara. Nossa obrigação é a de guardar e espalhar esta boa nova às novas gerações.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/luisafonsoassumpcao/">Luís Afonso Assumpção</a>.<br>Publicado originalmente em 21 de maio de 2005, no <em>website</em> <em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li id="Nota01">“Paralaxe cognitiva” é o fenômeno pelo qual o observador se coloca fora do campo de ação do fenômeno “universal” que pretende explicar. Exemplos: <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Karl Marx foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido). É considerado o ''pai do comunismo'', junto com Friedrich Engels.">Marx</span> explicando que à classe trabalhadora e não à burguesia pertencia o futuro da humanidade (Marx era um burguês); <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento.">Maquiavel</span> defendendo que o príncipe deveria em primeiro lugar eliminar os seus apoiadores e influenciadores, dando a entender que ele mesmo, Maquiavel, deveria ser uma das primeiras vítimas de sua invenção. <a href="#RefNota01"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Caminhante sobre o mar de névoa</em>” (aprox. 1818), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Caspar David Friedrich (1774–1840) foi um pintor de paisagens do romântico alemão, geralmente considerado o mais importante artista alemão da sua geração.">Caspar David Friedrich</span> (1774–1840).<br><br>A obra retrata um homem solitário, posicionado acima de uma paisagem encoberta por névoa, portanto contemplando um horizonte incerto. A cena simboliza a condição do indivíduo que, apoiado em fundamentos sólidos, observa criticamente um mundo cada vez mais obscurecido pela perda de referências.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-voce-deveria-ser-um-conservador/">Por que você deveria ser um conservador</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/davidcharlesstove/">David Charles Stove</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/eu-sou-um-conservador/">Eu sou um conservador</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joaomellaoneto/">João Mellão Neto</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-g79x41c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g79x41c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g79x41c" class="section-g-g79x41c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/">A essência do conservadorismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/10/LeSermentDuJeuDePaume_Jacques-LouisDavid.jpg" alt="Obra: &quot;Le Serment du Jeu de paume&quot; (década de 1790), por Jacques-Louis David (1748 – 1825)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/">Qual é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/acepcoes-do-adjetivo-reacionario/">Acepções do adjetivo “reacionário”</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/12/LiberdadeArmada.jpg" alt="Obra: &quot; Liberdade armada com o cetro da razão derrubando a ignorância e o fanatismo&quot; (1793), de Louis-Simon Boizot (1743 – 1809)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/">A necessidade de uma doutrina conservadora</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/">Conservação e progresso</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-ce07mde" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ce07mde gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-nao-sou-liberal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/07/SedutaDOuvertureDelAssembleeDesEtatsGeneraux.jpg" alt="Recorte da obra &quot;Seduta d'ouverture de l'Assemblée des états généraux , 5 mai 1789&quot;, criada pelo pintor francês Couder Auguste (1789 - 1873)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-nao-sou-liberal/"><em>Por que não sou liberal</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/stephenkanitz/">Stephen Kanitz</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-n7aoo11" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-n7aoo11 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-n7aoo11" class="section-g-n7aoo11 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ac1vcz5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ac1vcz5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/NoiteEstreladaVincentVanGogh.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/">Excertos da obra “Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/norbertobobbio/">Norberto Bobbio</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
		<item>
		<title>Coração versus Bíblia</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/coracao-versus-biblia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dennis Prager]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 03:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[GULAG]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Luther King Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Os olhos e o coração formam uma força extraordinariamente poderosa. Eles só podem ser superados, na formulação de políticas, por uma mente e um sistema de valores que sejam mais fortes do que a dupla coração-olho.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas,</em><br><em>e perverso; quem o conhecerá?</em>”<br>Jeremias 17:9</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Recentemente, entrevistei uma estudante sueca de 26 anos a respeito de suas ideias sobre a vida. Perguntei se ela acreditava em Deus ou em alguma religião.</p>



<p>“Não, isso é tolice,” ela respondeu.</p>



<p>“Então como você sabe o que é certo e o que é errado?” perguntei.</p>



<p>“Meu coração me diz,” ela replicou.</p>



<p>Em poucas palavras, essa é a principal razão para a grande divergência que há na América, e também entre a América e boa parte da Europa. A maioria das pessoas usa o seu coração — incitado por seus olhos — para determinar o que é certo e o que é errado. Uma minoria usa sua mente e/ou a Bíblia para fazer essa determinação.</p>



<p>Escolha quase qualquer assunto e estas duas maneiras opostas de determinar certo e errado se tornam evidentes.</p>



<p>Aqui vão três exemplos.</p>



<p>Casamento entre pessoas do mesmo sexo: o coração favorece essa ideia. É preciso ter um coração endurecido para não ser comovido quando se veem muitos adoráveis casais do mesmo sexo que querem comprometer suas vidas mutuamente em casamento. O olho vê os casais; o coração se comove para redefinir o casamento.</p>



<p>Direitos dos animais: o coração os favorece. É difícil encontrar uma pessoa, por exemplo, cujo coração não se comova ao ver um animal sendo usado para pesquisas médicas. O olho vê o animal fofinho; o coração então equipara a vida animal e a vida humana.</p>



<p>Aborto: Como se pode olhar para uma menina de 18 anos, que teve relações sem proteção, e não ficar comovido? Que tipo de pessoa sem coração vai lhe dizer que ela não deveria abortar e que deveria dar à luz?</p>



<p>Os olhos e o coração formam uma força extraordinariamente poderosa. Eles só podem ser superados, na formulação de políticas, por uma mente e um sistema de valores que sejam mais fortes do que a dupla coração-olho.</p>



<p>Com o declínio das religiões judaico-cristãs, o coração, moldado pelo que o olho vê (aqui está o poder da televisão), tornou-se a fonte das decisões morais das pessoas.</p>



<p>Este é um problema potencialmente fatal para nossa civilização. O coração pode ser muito belo, entretanto não é nem intelectualmente nem moralmente profundo.</p>



<p>Portanto, é assustador que centenas de milhares de pessoas não vejam problema algum em admitir que o seu coração é a fonte dos seus valores. Seu coração sabe mais do que milhares de anos de sabedoria acumulada; sabe mais do que religiões moldadas pelos melhores pensadores de nossa civilização (e, para o crente, moldadas por Deus); e sabe mais do que o livro que guiou nossa sociedade — dos Fundadores de nossa singularmente bem-sucedida sociedade, passando pelos militantes contra a escravidão e chegando até ao Rev. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Martin Luther King, Jr. (1929 – 1968) foi pastor batista e ativista político estadunidense que se tornou a figura mais proeminente e líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos de 1955 até seu assassinato em 1968.">Martin Luther King Jr.</span> e à maioria dos líderes da luta pela igualdade racial.</p>



<p>Esta exaltação do próprio coração vai bem além da autoconfiança — é a autodeificação.</p>



<p>Uma das primeiras coisas que se aprende no judaísmo e no cristianismo é que os olhos e o coração são geralmente terríveis guias no que diz respeito ao bom e ao santo. “&#8230; não se prostituam nem sigam as inclinações do seu coração e dos seus olhos.” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/nm/15/39" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Números 15:39</a>);  “O coração é mais enganoso&nbsp;que qualquer outra coisa&#8230;” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/jr/17/9" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Jeremias 17:9</a>).</p>



<p>Os apoiadores do casamento do mesmo sexo veem o adorável casal homossexual, e portanto não se interessam pelos efeitos das mudanças no casamento e na família sobre as crianças que não veem. E, como tem veneração pelos seus corações, o ideal bíblico de amor entre homem e mulher, casamento e família, não têm importância nenhuma para eles.</p>



<p>Os corações dos defensores dos direitos dos animais estão profundamente comovidos pelos animais que veem submetidos aos experimentos, mas não pelos milhões de pessoas que não veem que vão sofrer e morrer se pararmos com esses experimentos.</p>



<p>Da mesma forma, os corações das pessoas que apoiam a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais) estão tão comovidas pela &nbsp;condição dos frangos abatidos que a organização tem uma campanha intitulada “Holocausto no seu prato,” que compara o abate de galinhas com o massacre dos Judeus pelos nazistas.</p>



<p>Por 25 anos tenho perguntado a graduandos do ensino médio em toda a América se salvariam seu cão ou uma pessoa desconhecida, caso ambos estivessem se afogando. A maioria tem quase sempre votado contra a pessoa. Por quê? Porque, dizem sem hesitar, eles amam seu cão, não o estranho. Uma geração inteira foi criada sem referência a nenhum código moral acima dos sentimentos do seu coração. Não sabem, e não se importariam se soubessem, que a Bíblia ensina que os seres humanos, não os animais, foram criados à imagem de Deus.</p>



<p>Da mesma forma, aqueles que não conseguem chamar nenhum aborto de imoral estão comovidos pelo que veem — a mulher desolada que quer um aborto, não pelo feto humano que não veem. É por isso que os grupos pró-direitos abortivos são tão contra mostrar fotografias de fetos abortados — imagens assim podem comover o olho e o coração dos espectadores de maneira a julgar de outro modo a moralidade de muitos abortos.</p>



<p>É inegável que muitas pessoas usaram suas mentes e muitos usaram a Bíblia de maneiras que conduziram ao mal. E algumas dessas pessoas de fato não tinham coração. Mas nenhuma das grandes crueldades do século XX — o <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAG</span>, Auschwitz, Camboja, Coréia do Norte, a <span data-tooltip="A Revolução Cultural (1966-1976) foi um movimento sociopolítico radical lançado por Mao Tsé-Tung para reafirmar seu poder, expurgar rivais e eliminar elementos ''burgueses'' na China." data-tooltip-position="top">Revolução Cultural de Mao</span> — veio daqueles que obtiveram seus valores da Bíblia. E o maior mal deste século XXI, ainda que baseado numa religião, também não veio da Bíblia.</p>



<p>Enquanto isso, a combinação de mente, valores judaico-cristãos e coração produziu, ao longo dos séculos, o sucesso singular conhecido como América. Estribar-se no coração vai destruir esta diligente conquista em uma geração.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por Dennis Prager.<br><br>Publicado originalmente em inglês em 16 de março de 2004, no endereço:<br><a href="https://web.archive.org/web/20160313134016/http://www.dennisprager.com/its-the-heart-versus-the-bible/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://web.archive.org/web/20160313134016/http://www.dennisprager.com/its-the-heart-versus-the-bible/</a><br><br>O artigo foi traduzido por Timóteo Kühn para publicação no <em>website</em> <a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mídia Sem Máscara</a>, em 30 de janeiro de 2014.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Queda de Ícaro</em>” (aprox. 1558), por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pieter Bruegel the Elder (Brueghel), o Velho: pintor e gravurista holandês, nasceu entre 1525 e 1530 e faleceu em 1569.">Pieter Bruegel</span> (1525/1530–1569).<br><br>A pintura foi inspirada no mito de Ícaro. Como se sabe, Ícaro ignora os avisos de seu pai, Dédalo, voa alto demais e, ao aproximar-se do sol, tem a cera de suas asas derretida, caindo no mar. Na obra, sua queda aparece quase escondida — visível apenas pelas pernas que emergem da água no canto inferior direito, enquanto o restante do mundo segue sua rotina. A imagem dialoga com o argumento do artigo ao sugerir que o entusiasmo ou os impulsos humanos, quando ignoram advertências e princípios mais sólidos, podem conduzir à queda.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/DisputaSantissimoSacramento.jpg" alt="Obra: &quot;A Disputa do Santíssimo Sacramento&quot; (1509–1510). Primeira parte da encomenda feita a Rafael para a decoração em afrescos das salas hoje conhecidas como Salas de Rafael (Stanze di Raffaello), no Palácio Apostólico do Vaticano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/"><em>Desmentindo mitos da Idade Média: “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental”</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/AEntradaDeCristoEmBruxelas.jpg" alt="Obra: &quot;A Entrada de Cristo em Bruxelas&quot; (1888), de James Ensor (1860 - 1949)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/">A barbárie legalizada: civilização sem Deus, justiça sem alma</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-umah1vs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-umah1vs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/AutoDeFeEnLaPlazaMayorDeMadrid.jpg" alt="Obra: &quot;Auto de Fe en la plaza Mayor de Madrid&quot; (1683), por Francisco Rizi (1614 – 1685)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/">A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ssqpa11" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ssqpa11 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-cristianismo-como-ideia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/11/CreationOfAdam_BradleyJParrish.jpg" alt="Obra &quot;Creation of Adam&quot;, por Bradley J. Parrish" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://patriciacastro.org/">O cristianismo como ideia</a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-y5bwbjw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y5bwbjw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y5bwbjw" class="section-g-y5bwbjw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/docura-comovedora-severidade-fulminante/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CristoMulherAdultera.jpg" alt="Obra: &quot;Jesus Cristo e a mulher apanhada em adultério&quot; (após 1532), de Lucas Cranach, o Jovem (1515 – 1586)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>Doçura comovedora, severidade fulminante</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-11hferx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-11hferx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-11hferx" class="section-g-11hferx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-uoe9loo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-uoe9loo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-ateismo-e-o-problema-do-bem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/01/AlegoriaDaBondade.jpg" alt="Obra: &quot;Alegoria da bondade&quot; (1564), por Jacopo Robusti (1518 - 1594)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>O ateísmo e o problema do bem</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jonathansilveira/">Jonathan Silveira</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>Fraternidade e conversão</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/fraternidade-e-conversao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dom Rogério Augusto das Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 03:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Leão XIV]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Pio de Pietrelcina]]></category>
		<category><![CDATA[Povo de Deus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Beneficência e caridade não são necessariamente a mesma coisa. São Paulo falou sobre isso quando escreveu aos Coríntios: <em>Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!</em> (1Cor 13,3).”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo,</em><br><em>que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Francesco Forgione (1887-1968) foi um frade capuchinho e sacerdote católico italiano, nascido na comuna de Pietrelcina e falecido em San Giovanni Rotondo é(comuna italiana da região da Puglia). Foi canonizado em 2002 pelo Papa São João Paulo II com o título de São Pio de Pietrelcina.">Padre Pio de Pietrelcina</span> (1887-1968)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Beneficência e caridade não são necessariamente a mesma coisa. São Paulo falou sobre isso quando escreveu aos Coríntios: “<em>Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/13/3" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">1Cor 13,3</a>).</p>



<p>O bem realizado só se torna caridade, quando é realizado por quem seja capaz de buscar a conversão e a bondade. Desse modo, a própria pessoa assume as características do amor que pratica, conforme ensina o mesmo Paulo: “<em>A caridade é paciente, é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1co/13/4-7" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">1Cor 13,4-7</a>).</p>



<p>É por isso que não faz sentido pensar que o bem possa ser realizado por quem só alimenta o ódio. E também é inconcebível que se fale de fraternidade sem que se assuma a atitude fraterna que caracteriza quem quer construí-la. “<em>A fraternidade nasce de um dado profundamente humano. Somos capazes de relação e, se quisermos, sabemos construir ligames autênticos entre nós. Sem relações, que nos sustentam e que nos enriquecem desde o início da nossa vida, não poderemos sobreviver, crescer e aprender. (…) Se somos inclinados sobre nós mesmos, corremos o risco de adoecermos de solidão, e também de um narcisismo que só se preocupa com os outros por interesse. O outro se reduz então a alguém do qual se recebe, sem que nunca estejamos dispostos a dar, a doar&#8211;nos. Sabemos bem que também hoje a fraternidade não nasce sozinha, não é imediata. Muitos conflitos, tantas guerras espalhadas pelo mundo, tensões sociais e sentimentos de ódio parecem demonstrar o contrário. Todavia, a fraternidade não é só um belo sonho impossível, não é um desejo de poucos iludidos. Mas, para superar as sombras que a ameaçam, é necessário ir às fontes, e sobretudo encontrar luz e força no único que nos liberta do veneno da inimizade</em>” (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Robert Francis Prevost, atualmente o 267º Papa da História. Nasceu em território estadunidense (1955, Chicago, Illinois), é cidadão naturalizado peruano. É bacharel em Matemática, e aos 27 anos foi enviado por seus superiores a Roma para estudar Direito Canônico.">Leão XIV</span>, <a href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/audiences/2025/documents/20251112-udienza-generale.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Audiência Geral, 12.11.2025</a>). “<em>Porque Ele é a nossa paz, Ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizada que os separava</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/ef/2/14" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Ef 2,14</a>). É, portanto, de nossa conversão a Cristo que nasce a verdadeira fraternidade e, sem essa conversão, não é possível falar de Cristo.</p>



<p>Por isso, Ele ensinou: “<em>Quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/6/2-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mt 6,2-4</a>).</p>



<p>Mas, falando em conversão, não podemos pensar que se trate de uma coisa íntima, que diga respeito só a nós mesmos, tal como ensina São Tiago: “<em>De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: ‘Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos’, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma</em>” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/14-17" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Tg 2, 14-17</a>).</p>



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<p class="has-text-align-right">Escrito por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domrogerioaugustodasneves/">Dom Rogério Augusto das Neves</a> (Bispo Auxiliar de São Paulo, SP).<br>Artigo extraído do suplemento do folheto litúrgico <em><a href="https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-16-4a-FEIRA-DE-CINZAS.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Povo de Deus</a></em>, de 18 de fevereiro de 2026 (quarta-feira de cinzas).<br>Para acessar folhetos litúrgicos de outras datas, acesse o <em>website </em>da <a href="http://arquisp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Arquidiocese de São Paulo</a> ou <a href="https://arquisp.org.br/folheto-povo-de-deus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clique aqui</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>As Respigadoras</em>” (1857), de Jean-François Millet (1814-1875).<br><br><strong>Sobre a pintura:</strong> retrata três camponesas em primeiro plano, inclinadas para recolher os restos da colheita de trigo. Seus olhares não se dirigem ao espectador, e seus rostos permanecem sombreados, quase anônimos. Ao fundo, o senhorio supervisiona os trabalhadores à distância, o que sugere que as mulheres em primeiro plano ocupam posição tão baixa na hierarquia social que sequer exigem vigilância direta. A solidariedade silenciosa e a dignidade partilhada no trabalho evocam uma fraternidade social discreta, nascida da própria condição comum.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais textos originalmente publicados no Povo de Deus:</h2>



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<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/como-nao-ser-surpreendidos-por-aquilo-que-estavamos-esperando/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/CincoDelasEramPrudentes_WalterRane.jpg" alt="Obra: &quot;Cinco delas eram prudentes&quot;, por Walter Rane." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/como-nao-ser-surpreendidos-por-aquilo-que-estavamos-esperando/">Como não ser surpreendidos por aquilo que estávamos esperando?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domrogerioaugustodasneves/">Dom Rogério Augusto das Neves</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/foi-morar-em-nazare/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MariaJoseJesus.jpg" alt="José, Maria e Jesus" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/foi-morar-em-nazare/">Foi morar em Nazaré</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domdevairaraujofonseca/">Dom Devair Araújo da Fonseca</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vai-e-faz-a-mesma-coisa/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/BomSamaritano_Langetti.jpg" alt="Obra: &quot;O bom samaritano&quot; (entre 1660 e 1665), por Giovan Battista Langetti (1625 – 1676)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vai-e-faz-a-mesma-coisa/">“Vai e faz a mesma coisa”</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/padrecarlosalbertodoutel/">Padre Carlos Alberto Doutel</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-umah1vs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-umah1vs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-um-sinodo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Clerigos.jpg" alt="Clérigos (representando um sínodo)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-um-sinodo/">O que é um sínodo?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/domdevairaraujofonseca/">Dom Devair Araújo da Fonseca</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ssqpa11" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ssqpa11 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-fevereiro-de-2025/#Top3"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BoloDe10Anos.jpg" alt="Bolo de 10 anos" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-fevereiro-de-2025/#Top3">Panfleto Povo de Deus</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/editoriaculturadefato/">Editoria Cultura de Fato</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-y5bwbjw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y5bwbjw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y5bwbjw" class="section-g-y5bwbjw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="#main"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/02/AsRespigadoras.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;As Respigadoras&quot; (1857), de Jean-François Millet (1814-1875)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main">Retornar ao topo</a></p>
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</div></div></section>



<br>
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		<title>Desmentindo mitos da Idade Média: “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental”</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 16:17:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Catolicismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Santo Alberto Magno]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Tomás de Aquino]]></category>
		<category><![CDATA[São Tomás de Aquino]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas E. Woods]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Foram eles [religiosos católicos] que criaram instituições sociais, como hospitais, escolas, orfanatos e outras obras assistenciais. Essa preocupação com a dignidade humana e o bem comum mostra que o cristianismo medieval não se limitava à vida espiritual, mas buscava construir uma sociedade mais justa, culta e solidária, cujo impacto atravessou séculos.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O conhecimento é poder, mas só a sabedoria é liberdade.</em>”<br><span data-tooltip="William James Durant (1885 - 1981) foi historiador e escritor estadunidense." data-tooltip-position="top">Will Durant</span> (1885 &#8211; 1981)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Você já parou para pensar por que você não é budista, hinduísta ou muçulmano? Ter nascido no Brasil, no século XX ou XXI, te coloca em uma posição que, embora não seja considerada “privilegiada” pelos insatisfeitos, talvez nem fosse uma possibilidade em sociedades antigas onde a guerra era a norma e a noção de “justiça” era desconhecida. A vida em tempos pré-cristãos era marcada por uma barbárie que, se relatada, seria digna de um filme de terror. Ao contrário do que muita gente pensa, o mundo de hoje, apesar de seus desafios, já foi muito pior antes da chegada do Cristianismo. E foi a Igreja Católica&nbsp; que, com um trabalho persistente, levou o Evangelho aos povos, florescendo, principalmente, em um período que o mundo moderno, de forma maliciosa, chama de “Idade das Trevas”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Desmistificando a “Idade das Trevas” e o Legado da Igreja</h2>



<br>



<p>Quando se fala em Idade Média, a imagem que surge com mais frequência são fogueiras, torturas e perseguições. Essa visão, repetida por séculos em filmes, séries e livros escolares, consolidou-se como um “senso comum” distorcido da história. A ideia de que a Igreja foi inimiga do conhecimento é, na verdade, um mito. Quem se dispõe a examinar os fatos históricos descobre que a Igreja preservou o saber, fomentou a educação e lançou as bases da ciência, da filosofia e da cultura ocidental.</p>



<p>A educação na <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Período da história da Europa entre os séculos V e XV.">Idade Média</span> tinha um propósito claro: formar pessoas sábias e santas, integrando conhecimento e virtude, como bem lembra o padre <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é sacerdote católico, escritor e professor universitário. Foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Papa João Paulo II. Nasceu em 1966 no Recife (Pernambuco).">Paulo Ricardo</span>. O verdadeiro legado medieval não é de “trevas”; pelo contrário, foi uma época de construção do conhecimento, da civilização e da própria identidade cultural do Ocidente.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Thomas E. Woods Jr. é católico, historiador, escritor e comentarista político norte-americano. Doutor em História pela Universidade de Columbia, é conhecido por suas obras sobre economia, história dos Estados Unidos e defesa das ideias libertárias. Nasceu em 1972 em Melrose (Massachusetts, EUA).">Thomas E. Woods Jr</span>., em seu livro&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/30n2n60" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental</a></em>, mostra que os verdadeiros centros de preservação e difusão do saber estavam nos mosteiros, catedrais e universidades. Eram os monges que copiavam manuscritos antigos, estudavam filosofia, teologia e ciências naturais, e transmitiam esse conhecimento às gerações seguintes. Entre os grandes estudiosos medievais, destacam-se <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Santo Alberto Magno (1200 - 1280), conhecido também como Alberto, o Grande, e Alberto de Colônia, foi filósofo, escritor, cientista e teólogo católico - venerado como santo. Era um frade dominicano alemão e bispo. Ainda em vida era conhecido como ''doctor universalis'' e ''doctor expertus'' e, já idoso, ganhou o epíteto ''Magnus''.">Santo Alberto Magno</span>, mestre de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Tomás de Aquino (1225 - 1274) foi filósofo e frade italiano. É conhecido como ''Doctor Angelicus''.">São Tomás de Aquino</span> e pioneiro nos estudos das ciências naturais; <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Roger Bacon (1220 - 1292), também conhecido como Doctor Mirabilis, foi um dos mais famosos frades de seu tempo. Ele foi um Padre e filósofo inglês que deu bastante ênfase ao empirismo e ao uso da matemática no estudo da natureza. Estudou nas universidades de Oxford e Paris.">Roger Bacon</span>, frade franciscano que defendia a observação e a experimentação como fundamentos do conhecimento; e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolau de Oresme (1325 - 1382), também conhecido como Nicole d' Oresme, Nicole Oresme, ou Nicolas de Oresme, foi um economista, filósofo, matemático, físico, astrônomo, biólogo, psicólogo, musicólogo, teólogo e tradutor francês do período medieval, além de bispo e conselheiro do rei Carlos V de França.">Nicole Oresme</span>, bispo e matemático que antecipou ideias sobre o movimento da Terra séculos antes de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolau Copérnico (1473 - 1543) foi astrônomo e matemático polonês.">Copérnico</span>. Esses são apenas alguns exemplos que demonstram claramente que a ciência floresceu em solo cristão, enquanto fora do cristianismo predominavam povos com costumes rudimentares e sem acesso sistemático ao conhecimento.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/30n2n60" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="409" height="580" class="wp-image-5529" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IgrejaCatolicaConstruiuCivilizacaoOcidental.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental&quot;, escrita por: Thomas Woods Jr. Publicada pela Quadrante Editora, sob ISBN-13 : 978-8574651255."></a>Poucos sabem que foi a Igreja que criou as primeiras universidades, instituições revolucionárias que sistematizaram o ensino e consolidaram o conhecimento. A Universidade de Bolonha, na Itália, considerada a mais antiga do mundo, foi fundada, em 1088, por monges católicos e funcionava como polo de aprendizado e cultura, uma referência mundial por onde passaram, entre outras celebridades, Nicolau Copérnico, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Dante Alighieri (1262-1321) foi um poeta, escritor e político florentino nascido na atual Itália.">Dante Alighieri</span>, autor da <a href="https://amzn.to/3ZB6XM0"><em>Divina Comédia</em></a>, e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Enzo Anselmo Giuseppe Maria Ferrari (1898 - 1988) foi o fundador da Scuderia Ferrari e da fábrica de automóveis Ferrari.">Enzo Ferrari</span>, o fundador da renomada marca de carros esportivos. Outras universidades importantes, como Paris, Oxford e Salamanca, seguiram o mesmo modelo, consolidando a educação formal e crítica na Europa.</p>



<p>A influência da Igreja na política, tantas vezes alvo de críticas, foi fruto da sua autoridade intelectual e moral num tempo em que o saber estava concentrado em suas mãos. Hoje, o que se vê é o contrário: governantes que rejeitam os ensinamentos de Cristo e de Sua Igreja acabam abrindo espaço para leis que legalizam a injustiça e normalizam a imoralidade. Basta olhar para o <a href="https://culturadefato.com.br/tag/aborto/">aborto</a> — um crime hediondo contra os mais indefesos — tratado com frieza por legisladores que perderam a noção do que é certo e do que é verdadeiramente humano.</p>



<p>Para além da ciência e da educação, a Igreja legou à arte e à cultura um vasto patrimônio. Catedrais, esculturas, pinturas e música sacra, como veículos de conhecimento, beleza e tecnologia, demandaram planejamento, engenharia e matemática em sua construção, comprovando a união entre fé e razão na moldagem da civilização ocidental.</p>



<p>A Europa é, hoje, um verdadeiro museu a céu aberto, repleto de obras de arte valiosíssimas. Dificilmente encontramos hoje construções que se igualem à grandiosidade das edificações medievais. A engenharia, o senso estético e a harmonia entre funcionalidade e beleza dessas obras revelam um conhecimento e uma visão que, lamentavelmente, nós perdemos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Legado Jurídico, Ético e Social da Igreja</h2>



<br>



<p>Muitas pessoas nutrem preconceito ou aversão à Igreja Católica por desconhecimento. Ignoram, contudo, que&nbsp;o Direito Canônico serviu de base para os sistemas legais ocidentais, estabelecendo justiça, codificação normativa e proteção&nbsp;aos direitos individuais. A noção de justiça que temos hoje no Ocidente é um legado cristão, cuidadosamente sistematizado pela Igreja. Fora desse contexto, predominava o desrespeito à vida humana e um estilo de vida marcado pela violência entre povos que não professavam o cristianismo.</p>



<p>Filósofos e teólogos da Escolástica, como Santo Tomás de Aquino e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Francisco de Vitória (1483 - 1546): teólogo espanhol neo-escolástico e um dos fundadores da tradição filosófica da chamada ''Escola de Salamanca'', sendo também conhecido por suas contribuições para a teoria da Guerra Justa e como um dos criadores do moderno direito internacional. Entrou na Ordem dos Pregadores em 1504.">Francisco de Vitória</span>, estabeleceram princípios que continuam a influenciar a economia, a moral e o direito internacional até os dias de hoje, evidenciando a profunda contribuição da Igreja para a civilização ocidental.</p>



<p>O trabalho dos religiosos católicos também se manifestou nas ações práticas de caridade. Foram eles que criaram instituições sociais, como hospitais, escolas, orfanatos e outras obras assistenciais. Essa preocupação com a dignidade humana e o bem comum mostra que o cristianismo medieval não se limitava à vida espiritual, mas buscava construir uma sociedade mais justa, culta e solidária, cujo impacto atravessou séculos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Verdade Redescoberta: Uma Reflexão Chestertoniana</h2>



<br>



<p>Em suma, como ressalta Thomas E. Woods Jr., o mito de que a Igreja se opôs ao progresso científico e cultural é completamente equivocado. Ao contrário, ela foi guardiã do saber, promotora da ciência, da arte e da educação, e fundadora das bases que sustentam a civilização ocidental até os dias de hoje.</p>



<p>Podemos traçar um paralelo com a reflexão de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> em sua obra&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3tlacpq" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Ortodoxia</a></em>. Chesterton descreve como ele navegou por diversos mares de pensamento e filosofia, buscando novas verdades e horizontes. Contudo, ao final de sua jornada intelectual, ele percebeu que tudo o que havia descoberto, todas as revelações que o impressionaram, já estavam contidos em sua “terra natal” — a doutrina cristã, aprendida em uma boa aula de catequese. Assim como Chesterton, muitas vezes, em nossa busca por conhecimento e em nossas críticas ao passado, deixamos de reconhecer a profundidade e a sabedoria inerentes à tradição que nos moldou. As bases da nossa civilização, da nossa moral e do nosso entendimento do mundo, que acreditamos ter descoberto em nossos “mares de exploração”, frequentemente ecoam os ensinamentos que poderiam ter sido compreendidos de forma mais plena e integrada desde o início.</p>



<p>Atualmente, percebemos um declínio em nossa civilização, um retorno a valores pagãos, que ocorre, em grande parte, por desconhecermos ou esquecermos os pilares que nos sustentam. Valores fundamentais como os da educação, ciência, arte, moral e o respeito à dignidade humana estão sob ataque. Para preservar esse legado, é essencial comprometermo-nos com nossa própria formação e com a educação de nossos filhos. Devemos reconhecer que a herança cultural, espiritual e intelectual da Igreja Católica não é apenas um registro histórico, mas sim a base sobre a qual se sustentam a liberdade, a justiça e a prosperidade da sociedade em que vivemos.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a>.</p>



<p class="has-text-align-right">Publicado no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;da autora,&nbsp;<a href="https://patriciacastro.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">patriciacastro.org</a>,<br>em 7 de setembro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>A Disputa do Santíssimo Sacramento</em>” (1509 – 1510). Trata-se da primeira parte da encomenda feita a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Rafael Sanzio (1483 - 1520) foi mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano.">Rafael</span> para a decoração em afrescos das salas hoje conhecidas como Salas de Rafael (Stanze di Raffaello), no Palácio Apostólico do Vaticano.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais da autora:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/AutoDeFeEnLaPlazaMayorDeMadrid.jpg" alt="Obra: &quot;Auto de Fe en la plaza Mayor de Madrid&quot; (1683), por Francisco Rizi (1614 – 1685)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/">A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-g79x41c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g79x41c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g79x41c" class="section-g-g79x41c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/quando-o-tempo-andava-devagar/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TheDanceToTheMsicOfTime.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Uma dança ao som da música do tempo&quot; (1634 – 1636), de Nicolas Poussin (1594 - 1665)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/quando-o-tempo-andava-devagar/">Quando o tempo andava devagar</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/AEntradaDeCristoEmBruxelas.jpg" alt="Obra: &quot;A Entrada de Cristo em Bruxelas&quot; (1888), de James Ensor (1860 - 1949)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/"><em>A barbárie legalizada: civilização sem Deus, justiça sem alma</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<item>
		<title>Do Natal ao paganismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/do-natal-ao-paganismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 03:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[C. S. Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Materialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Yule]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=26670</guid>

					<description><![CDATA[<p>“O Natal virou símbolo, também, de incorreção política. Papai Noel é politicamente correto. O Menino Jesus, não. E, por isso, sumiu Ele do seu próprio Natal. O trenó é politicamente correto; o presépio, não. A árvore de Natal é politicamente correta; a manjedoura, não. A ceia da noite de 24 de dezembro é politicamente correta; a Sagrada Família, não.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/do-natal-ao-paganismo/">Do Natal ao paganismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O Natal é uma invasão divina: uma descida do alto em nossa<br>Terra para nos levar de volta para Ele.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Clive">C</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Staples">S</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="C. S. Lewis (1898 - 1963), escritor e apologista cristão irlandês.">Lewis</span> (1898 – 1963)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Por volta de 1950, eu já suspeitava de que o tal Papai Noel fosse uma grande lorota quando, certa noite, meus pais e tios se reuniram na sala de estar e fecharam a porta onde, como sagaz detetive mirim, colei o ouvido para receber a má notícia: Papai Noel não existia e meu desejado carrinho de pedais não estava em cogitação.</p>



<p>Papai Noel é um mito da infância. Representa-o um aposentado gordo e simpático buscando graninha extra para o próprio Natal ou um parente bem disfarçado, com touca vermelha de pompom branco, sumido nas recordações infantis referentes ao 25 de dezembro. E o Menino Jesus vai embora junto, como parte do elenco? Ignorá-lo nesse dia, nesse período do ano, notadamente numa família cristã, é colocar no barquinho de papel do politicamente correto o maior acontecimento histórico da aventura humana. É transformar uma data marcante da Fé e da humanidade numa festa pagã e comemorar, como em tempos remotos, o <span data-tooltip="Yule é uma antiga festividade pagã, anterior ao cristianismo, celebrada pelos povos germânicos e nórdicos por ocasião do solstício de inverno no hemisfério norte. A origem das árvores decoradas e das guirlandas e ramos verdes têm origem nessas celebrações." data-tooltip-position="top">Yule</span> no solstício de inverno nórdico. &nbsp;Convenhamos!</p>



<p>É sobre esses êxitos que avança o batalhão cristofóbico da guerra cultural, forçando qualquer expressão socialmente percebida de religiosidade cristã a um recuo para a vida privada e impondo sua gradual interdição nos espaços públicos. Neles, os fatos da realidade podem ser escrutinados por opiniões de ateus, materialistas, comunistas, agnósticos, juristas, filósofos, antropólogos, consumidores, empreendedores, sindicalistas, seja em que condição for. Pode-se dar palpites a propósito de temas morais e sociais com qualquer fundamento e, mesmo, sem fundamento algum. Mas não se ouse abrir o bico se algo, naquilo que se diz, puder ser identificado como tendo semelhança ou raiz em algum princípio da moral ou da fé cristã. Já é coisa sabida que isso seria politicamente incorreto.</p>



<p>Então, o Natal virou símbolo, também, de incorreção política. Papai Noel é politicamente correto. O Menino Jesus, não. E, por isso, sumiu Ele do seu próprio Natal. O trenó é politicamente correto; o presépio, não. A árvore de Natal é politicamente correta; a manjedoura, não. A ceia da noite de 24 de dezembro é politicamente correta; a Sagrada Família, não. Felizmente, Deus me concedeu a graça de rejeitar essa barganha sem sentido, que leva a um feriado ou feriadão pagão, cujo motivo não pode ser explicitado. A mesma irrazão leva a uma troca de lembrancinhas sem algo que lhe dê causa e a algo que morre quando longe de sua seiva cristã.</p>



<p>Feliz Natal do Menino Jesus!</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do autor, em 19 de dezembro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Natividade</em>” (1529 – 1530), de Antônio da Correggio (1489 &#8211; 1534).</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais artigos sobre Natal:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-g-noai4ve" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-noai4ve gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/prece-e-soneto-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/12/NascimentoDeJesus.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Nascimento de Jesus&quot; (1306), de Giotto di Bondone (1266–1337)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/prece-e-soneto-de-natal/">Prece e soneto de Natal</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-wjwswuw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-wjwswuw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-wjwswuw" class="section-g-wjwswuw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-l6tzzl7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-l6tzzl7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-primeiro-presepio-da-historia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/12/PresepioDaCapelaDeNossaSenhoraDaGloria_Recorte05.jpg" alt="Recorte 05: Presépio da Capela de Nossa Senhora da Glória e São Gens, mais conhecida como Capela de Nossa Senhora do Monte, situada em Lisboa, Portugal. A obra data do século XVIII (meados do século de 1700) e é tradicionalmente atribuída ao célebre escultor barroco António Ferreira, um dos mais notáveis mestres portugueses na arte dos presépios." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-primeiro-presepio-da-historia/">O primeiro presépio da História</a></em><br>(<a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a>)</p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/jesus-nasceu-mesmo-no-dia-25-de-dezembro/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/GilmondeAzulejosNascimentoDeJesus.jpg" alt="Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/jesus-nasceu-mesmo-no-dia-25-de-dezembro/">Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/padrepauloricardo/">Padre Paulo Ricardo</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-kgvn121" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-kgvn121 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-kgvn121" class="section-g-kgvn121 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-biscskb" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-biscskb gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/ChristmasWindow.jpg" alt="Obra &quot;Christmas Window in Chicago&quot; (1945), por Don Freeman (1908 - 1978)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-espirito-de-natal/">O espírito de Natal,<br></a></em>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gkchesterton/">G. K. Chesterton</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-6e6okt1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-6e6okt1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-6e6okt1" class="section-g-6e6okt1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-arzuznf" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-arzuznf gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-novembro-e-dezembro-de-2024/#Post10"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Presepio.jpg" alt="Presépio" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-novembro-e-dezembro-de-2024/#Post10"><em>O verdadeiro significado do Natal</em></a>,<br>por &nbsp;<a href="https://escritoralexandrecosta.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alexandre Costa</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-vpxut4y" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-vpxut4y gutentor-carousel-item"><div id="section-g-vpxut4y" class="section-g-vpxut4y gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-6phfzpv" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-6phfzpv gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-celebrar-o-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/GilmondeAzulejosNascimentoDeJesus.jpg" alt="Painel de Azulejos em Gilmonde, Barcelos, Portugal. (Fábrica Aleluia, Aveiro, 1988)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-celebrar-o-natal/">Por que celebrar o Natal</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-i9tdee6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-i9tdee6 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-i9tdee6" class="section-g-i9tdee6 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-zleysje" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-zleysje gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/quatro-perigos-do-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/AAdoracaoDosPastores.jpg" alt="Obra: &quot;A adoração dos pastores&quot;, por Gerard van Honthorst (1592 – 1656)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/quatro-perigos-do-natal/"><em>Quatro perigos do Natal</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-0i4zv6s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-0i4zv6s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-0i4zv6s" class="section-g-0i4zv6s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-4rdgwes" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-4rdgwes gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/natal-2014/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/NascimentoDeJesus.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/natal-2014/">Natal 2014</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-0bzf1wf" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-0bzf1wf gutentor-carousel-item"><div id="section-g-0bzf1wf" class="section-g-0bzf1wf gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-1iic1u5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-1iic1u5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-impregnacao-das-alegrias-de-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Presepio.jpg" alt="Presépio" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-impregnacao-das-alegrias-de-natal/"><em>A impregnação das alegrias de Natal</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-j7k7287" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-j7k7287 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-j7k7287" class="section-g-j7k7287 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-o22cq7p" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-o22cq7p gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/agora-por-exemplo-e-natal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/12/AAdoracaoDosMagos_1828_DomingosSequeira.jpg" alt="Obra: &quot;A Adoração dos Magos&quot; (1828), por Domingos Sequeira (1768 - 1837)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/agora-por-exemplo-e-natal/">Agora, por exemplo, é Natal</a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Loucos (ou desequilibrados) pela razão</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/loucos-ou-desequilibrados-pela-razao/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/loucos-ou-desequilibrados-pela-razao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eric M. Rabello]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 02:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Cardeal Joseph Aloisius Ratzinger]]></category>
		<category><![CDATA[Catolicismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Ortodoxia]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Antônio Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Jesuíta Antônio Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Bomfim]]></category>
		<category><![CDATA[Príncipe dos poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Salomão Schvartzman]]></category>
		<category><![CDATA[Sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas E. Woods]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=2575</guid>

					<description><![CDATA[<p>"Na obra <em>Ortodoxia</em>, o autor, G. K. Chesterton, explica: <em>A mente de um louco é rápida, pois não é embaraçada pelo senso de humor, pela caridade ou pelas certezas das experiências. É mais lógica por perder certos afetos da sanidade</em>."</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/loucos-ou-desequilibrados-pela-razao/">Loucos (ou desequilibrados) pela razão</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O louco não é um homem que perdeu a razão.</em><br><em>O louco é um homem que perdeu tudo, exceto a razão.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span>. <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) foi um escritor inglês, reconhecido como caridoso e de uma inteligência honesta e brilhante. Era um católico romano que se converteu à fé em 1922, aos 48 anos." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 – 1936)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="Epigrafe"><em>* <a href="#NotasDaEditoria02">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Nash <a href="#Nota01"><sup id="ContemNota01"><strong>1</strong></sup></a>, o matemático nem terminou de convidar Bomfim <a href="#Nota02"><sup id="ContemNota02"><strong>2</strong></sup></a> para um chá da tarde e já obteve uma resposta requintada: “Desde que possamos encerrá-lo após o anoitecer, eu aceito! Assim, sentaremos à beira da tarde e veremos a noite que plantaremos” <a href="#Nota03"><sup id="ContemNota03"><strong>3</strong></sup></a>. O poeta ainda completou: “Gosto de despentear os cabelos da noite, para depois uni-los em tranças úmidas de orvalho com fivelas de pirilampos” <a href="#Nota04"><sup id="ContemNota04"><strong>4</strong></sup></a>. Na verdade, Nash já previa que seu pedido seria aceito, em muitas outras ocasiões seu amigo havia lhe dito: “Em sua casa, no alto daquele rochedo, eu abriria uma janela sempre que precisasse colher um poema” <a href="#Nota05"><sup id="ContemNota05"><strong>5</strong></sup></a>!</p>



<p>O encontro levou meses para ocorrer, porém, logo no início daquela visita, Bomfim ficou perplexo — notou que a mesa e a cadeira nas quais Nash trabalhava estavam voltadas para o lado oposto ao da janela, além do mais, a ventana estava encoberta por uma cortina espessa e bicolor (amarela do lado direito e bordô do lado esquerdo).</p>



<p>Diante daquela cena, o visitante não se conteve, e mesmo prevendo que o morador teria argumentos extremamente lógicos, provocou. Bomfim apontou o dedo indicador para a cortina e disse: “Assim você realmente não perderá sua concentração; perderá o <em>seu</em> norte”.</p>



<p>Perante uma coincidência descomunal, Nash apontou para o topo de cada estante e de cada cantoneira que encobriam as paredes daquele escritório octogonal, mostrando que cada seção era nomeada pela sigla de um ponto <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pontos cardeais: norte (N), sul (S), leste (E) e oeste (O).">cardeal</span> ou <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Pontos colaterais: Nordeste (NE), Sudeste (SE), Noroeste (NW) e Sudoeste (SW).">colateral</span>. O matemático ainda explicou que os objetos predominantemente claros eram deixados a leste (analogamente com a nascente do Sol), enquanto os mais escuros eram posicionados a oeste. Em seguida, Nash, que trajava vestimentas pretas, contornou seu amigo com indumentárias claras e prosseguiu a conversa.</p>



<p>Nada mais se sabe sobre aquela visita, exceto que nos dois ou três dias posteriores o matemático não fez cálculos, e o poeta não escreveu poemas.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>O fictício encontro entre o poeta e o matemático permite revelar o âmago de um dos muitos pensamentos descritos na obra <a href="https://amzn.to/30lThq8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Ortodoxia</em></a>, na qual, logo nas primeiras páginas, o autor, G. K. Chesterton (1874 – 1936), afirma: “O poeta apenas pede para pôr a cabeça nos céus. O lógico é que procura pôr os céus dentro de sua cabeça” <a href="#Nota06"><sup id="ContemNota06"><strong>6</strong></sup></a>. Contudo, o livro, que busca expor as contradições da natureza humana, não ataca a lógica, apenas alerta que “O louco não é um homem que perdeu a razão. O louco é um homem que perdeu tudo, exceto a razão” <a href="#Nota07"><sup id="ContemNota07"><strong>7</strong></sup></a>.</p>



<p>Talvez, aqueles que nunca tenham lido <a href="https://amzn.to/30lThq8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Ortodoxia</em></a> e que jamais tenham discutido com loucos discordem de Chesterton, pois pessoas sãs, quando debatem com desvairados, comumente levam a pior e desvendam os fatores da derrota. Causas que também são documentadas pelo escritor inglês.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A mente dele [o louco] move muito mais rápido por não se atrapalhar com coisas que costumam acompanhar o bom juízo. Ele não é embaraçado pelo senso de humor ou pela caridade, ou pelas tolas certezas das experiências. Ele é muito mais lógico por perder certos afetos da sanidade” <a href="#Nota08"><sup id="ContemNota08"><strong>8</strong></sup></a>.</p>
</blockquote>



<p>Agora, deixemos de lado os cálculos e as poesias, para considerarmos genericamente todas as possibilidades inerentes da vida humana.</p>



<p class="img-direita"><img decoding="async" class="size-full wp-image-11112 alignright" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PossibilidadesHumanas.jpg" alt="">De modo bastante sumário, podemos categorizar todos os nossos esforços em quatro tipos: artísticos, científicos (no qual, incluiremos o “ramo” tecnológico), políticos e credos (crenças das quais não devem ser limitadas por religiões <a href="#Nota09"><sup id="ContemNota09"><strong>9</strong></sup></a>). Obviamente, assim como somente os pontos cardeais não sinalizam todas as direções possíveis de modo preciso, nossas quatro categorias também não explicitam pontualmente todas as nossas atividades, mas ambos os conceitos oferecem “um norte”. Além do mais, algumas pautas são neutras. Por exemplo: quando focamos em nossas finanças (pauta econômica), o objetivo poderá ser a compra de um aparato tecnológico, um livro religioso ou, talvez, um ingresso para uma peça teatral. O valor do dinheiro não está no próprio dinheiro, salvas exceções paradoxais — por meio de uma moeda muito antiga não é possível pagar uma “conta de luz”, mas é possível vendê-la devido ao valor histórico!</p>



<p>E entretenimento, é catalogável como “atividade neutra”? Na realidade, assim como não precisamos de uma bússola para chegar onde estamos, não precisamos, neste caso, “catalogar” entretenimento. Explico. Quando fazemos um curso profissionalizante (seja de administração de empresas ou de mecânica dos fluidos), almejamos adquirir uma qualificação; uma vez especializados, desejamos obter ganhos financeiros; em posse de dinheiro aspiramos a, por exemplo, adquirir um automóvel para nos deslocarmos com maior rapidez e mais conforto, e assim indeterminadamente. Mas, quando pegamos um baralho e jogamos paciência, o nosso único objetivo é “jogar paciência”, ou seja, desejamos apenas “passar o tempo” <a href="#Nota10"><sup id="ContemNota10"><strong>10</strong></sup></a>.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/30lThq8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" class="wp-image-2582" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Ortodoxia_MundoCristao_GKChesterton.jpg" alt="Obra &quot;Ortodoxia&quot;, escrita por G. K. Chesterton (1874–1936). Publicada pela Mundo Cristão, sob ISBN-13 : 978-8543302751."></a>Entretanto, antes de classificar entretenimento como algo inútil, voltemos a G. K. Chesterton. Ainda em <a href="https://amzn.to/30lThq8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Ortodoxia</em></a>, o autor afirma que os loucos são incapazes de executar ações sem metas. “Assobiar andando por aí, golpear o capim com uma bengala, bater os calcanhares no chão ou esfregar as mãos” <a href="#Nota11"><sup id="ContemNota11"><strong>11</strong></sup></a> são coisas apenas para homens sensatos! Elucidando. Um louco que acreditasse que todos estão conspirando contra ele, possivelmente, seria incapaz de observar passivamente alguém esfregando as mãos ou golpeando um gramado, pois iria acreditar que tais atitudes fossem sinas para que outras pessoas, por exemplo, devam atacá-lo.</p>



<p>Hoje é notável que muitas crianças não possam brincar com bolas, mas precisem frequentar cursos de futebol; ou não possam usufruir de uma piscina no próprio condomínio, sem que haja um professor de natação; brinquedos com efeitos sonoros e luminosos também não são admitidos se os sons não ensinarem outros idiomas e se as luzes não piscarem com base em algum algoritmo que ensine matemática! Contudo, é evidente que entre golpear capim e jogar futebol existem fortes diferenças: o segundo requer técnica, cooperação mútua e preparo físico. No entanto, lembre-se que nossas quatro categorias (artes, políticas, ciências/tecnologias e crenças) são extremamente sumarizadas. Mesmo assim, se essas atividades requerem aulas técnicas, quais seriam realmente do tipo “passatempo”? Além do mais, é válido mencionar que aqui a criança é a vítima, portanto, a origem do problema está no adulto.</p>



<p>Qualquer excesso faz mal: comer espinafre faz bem; comer somente espinafre faz mal! Analogamente, um sacerdote que não tenha senso administrativo e político poderá encontrar dificuldades para gerenciar seu templo, enquanto um administrador de empresas dotado de grande racionalidade e que sofra de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Transtorno Obsessivo Compulsivo">TOC</span> não poderá ser salvo pela razão — que é a causa raiz do problema —, mas poderá ser recuperado pela fé. Mesmo assim, é claro que um sacerdote passará a maior parte do tempo envolvido com teologia, enquanto um gestor se envolverá mais com processos administrativos e políticos. No entanto, até mesmo uma perfeita divisão não basta.</p>



<p>Caso um padre divida igualmente seu tempo entre celebrar missas e apresentar <em>shows</em> de <em>Heavy Metal</em>, ele certamente não será um bom profissional em uma, ou em ambas as atividades. Entre as ações de cada um de nós, espera-se uma certa compatibilidade, ou em outras palavras, ininterruptamente exige-se uma “filosofia de vida”. Sendo que filosofia transcende cursos universitários e é aperfeiçoada durante toda a vida.</p>



<p>Todavia, existem algumas atividades que exigem muita lógica e pouca experiência de vida. Talvez, um programador de computadores seja capaz de, solitariamente, especificar um minucioso algoritmo que descreva como jogar pôquer, para, depois, ainda sozinho, converter tais regras em um belo jogo eletrônico. Porém, este mesmo profissional poderá perder uma partida real pela sua incapacidade de perceber os blefes de seus adversários. Este é o motivo pelo qual o filósofo Olavo de Carvalho (1947 &#8211; 2022), em algumas ocasiões, proferiu: “existem matemáticos prodígios, mas não existem filósofos prodígios”. Ciências humanas exigem continuamente mergulhar no mundo, retornar à superfície e avaliar tudo o que foi profundamente vivenciado; ciências exatas exigem que o indivíduo mergulhe veemente para dentro de si próprio.</p>



<p>Atualmente é evidente que evoluímos tecnicamente, o que é ótimo. Das grandes aeronaves aos nossos pequenos automóveis, temos “algoritmos” que contribuem com a nossa segurança e o nosso conforto, ou dos grandes laboratórios clínicos aos nossos domésticos medidores de pressão arterial, temos a ciência e a tecnologia como grandes aliadas. Por outro lado, é claro que progredimos pouco nas ciências humanas. E pior, parece que muitos veem nas tecnologias e no “mundo empírico” uma futura possibilidade de eliminar muitos (ou todos) os sofrimentos humanos.</p>



<p>Porém, assim como é inerente da água não ter forma própria, o sofrimento é inerente ao ser humano. É ótimo que existam vacinas, antibióticos e aspirinas, mas seres humanos transcendem os problemas físicos. Um poderosíssimo computador (mesmo quando dotado de inteligência artificial) não sofre, pois não reconhece o seu próprio ser, ao contrário de nós, que somos conscientes de nossas próprias existências, e, portanto, padecemos psicologicamente. E mesmo que no futuro as ciências compreendam tudo (o que é tão plausível quanto um conto de fadas), ainda teríamos outro problema, que seria o excesso de tédio alavancado pela ausência do mistério!</p>



<p>Ainda em <a href="https://amzn.to/30lThq8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Ortodoxia</em></a>, Chesterton afirmou que “enquanto se tem um mistério se tem saúde; quando se destrói o mistério se cria a morbidez <a href="#Nota12"><sup id="ContemNota12"><strong>12</strong></sup></a>”, enquanto o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Padre António Vieira (1608, Lisboa – 1697, Salvador) foi jesuíta, pregador e diplomata, uma das figuras mais notáveis do século XVII luso-brasileiro. Destacou-se como missionário no Brasil, onde defendeu com eloquência os povos indígenas, combatendo sua exploração e escravização, e promovendo sua evangelização.">Padre Jesuíta Antônio Vieira</span> (1608 – 1697) declarou:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A admiração é filha da ignorância, porque ninguém se admira senão das coisas que ignora, principalmente se são grandes; e mãe da ciência, porque admirados os homens das coisas que ignoram, inquirem e investigam as causas delas até as alcançar, e isto é o que se chama ciência”.</p>
</blockquote>



<p>Quando o cristianismo afirma que cada um nós deve carregar sua cruz, ele não ignora nenhum dos conceitos anteriores. Além do mais, nossos sofrimentos contribuem para os nossos aperfeiçoamentos, a mesma lógica torna plausível até mesmo imaginar o demônio como uma espécie de <em>personal trainer</em>, sobretudo de pessoas já capacitadas de boa ética! Contudo, o cristianismo também defende que devemos amar ao próximo como amamos a nós mesmos, e foi, certamente, pensando nisto que a Igreja Católica consolidou instituições como os hospitais. Além do mais, a mesma igreja que possibilitou o método cientifico <a href="#Nota13"><sup id="ContemNota13"><strong>13</strong></sup></a> nunca pretendeu eliminar, por exemplo, o mistério da Santíssima Trinidade.</p>



<p>Em 2003 o então cardeal <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Joseph Aloisius Ratzinger (1927 - 2022) exerceu o pontificado de 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013. Nasceu em Marktl na Alemanha em 1927.">Joseph Aloisius Ratzinger</span> (1927 &#8211; 2022) proferiu, em entrevista concedida ao jornalista italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Socci é um jornalista, escritor e ensaísta italiano. Conhecido por suas obras sobre fé, cultura e política, tornou-se uma das vozes mais proeminentes do jornalismo católico contemporâneo. Nasceu em 1959 em Siena (Itália).">António Socci</span>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>É fácil perceber que as coisas proporcionadas por um mundo meramente material — ou mesmo intelectual — não atendem à necessidade mais profunda, mais radical, que existe em todo o homem: porque — como dizem os Padres da Igreja — o homem anseia pelo infinito. Parece-me que precisamente o nosso tempo, com as suas contradições, os seus desesperos, o seu massivo empenho em refugiar-se em becos sem saída como a droga, manifesta visivelmente essa sede do infinito.</p>
</blockquote>



<p>Quando o homem busca o infinito por meio de algo materialmente ou intelectualmente demonstrável (mensurável), ele pode acabar como o louco que acredita que todos estão conspirando contra ele, ou seja, doentio pelo egocentrismo. Por exemplo, é evidente que devemos desempenhar nossas profissões com total perseverança, responsabilidade e máxima perfeição, mas seria errôneo buscarmos “o infinito” trabalhando em uma indústria, comércio, órgão educacional ou outras instituições. Afinal, é claro que aqueles que buscam o infinito unicamente por meio de um ofício finito acabam adquirindo um grande desequilíbrio em sua vida, ou seja, mesmo que sejam sublimes em determinado segmento, irão desprezar outros ramos, cargos e, consequentemente, outras pessoas. Na ânsia de se engradecerem, não notarão o quanto se apequenarão em seus “próprios mundos”!</p>



<p>Quando um egocêntrico acredita que todos só se interessam por ele, já que se vê como medida máxima, ele não será capaz de ver nos outros nada além daquilo que ele mesmo não possa conter, assim não encontrará nada de substancial ou misterioso em ninguém — todos se tornam desinteressantes, e ele se tornará um chato de tão limitado por suas atuais capacitações! <a href="#Nota14"><sup id="ContemNota14"><strong>14</strong></sup></a> De certo modo, estamos presenciando algo similar no campo artístico.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/30n2n60" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img decoding="async" class="wp-image-2587" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/IgrejaCatolicaConstruiuCivilizacaoOcidental.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental&quot;, escrita por: Thomas Woods Jr. Publicada pela Quadrante Editora, sob ISBN-13 : 978-8574651255."></a>Na obra <a href="https://amzn.to/30n2n60" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental</em></a>, o autor, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Thomas E. Woods Jr. é católico, historiador, escritor e comentarista político norte-americano. Doutor em História pela Universidade de Columbia, é conhecido por suas obras sobre economia, história dos Estados Unidos e defesa das ideias libertárias. Nasceu em 1972 em Melrose (Massachusetts, EUA).">Thomas Woords Jr.</span>, deixa claro que, quando um artista perde a expectativa de transcendência de si e deste mundo, ele produzirá obras que exprimam suas próprias lutas e seus próprios sentimentos, enfim irá explorar sua essência. Woods sela tal conceito documentando que “o artista medieval, consciente de que seu papel era comunicar algo maior do que ele mesmo, normalmente não assinava as obras” <a href="#Nota15"><sup id="ContemNota15"><strong>15</strong></sup></a>. Talvez, este seja o motivo pelo qual artistas comumente tornam-se militantes de políticos totalitários — ambos são individualistas.</p>



<p>Por fim, não basta ter senso político, artístico, científico e estar envolto de mistérios e entretenimentos. Também não basta esvaziar-se de si, para que, no espaço vago, se possa engrandecer-se dos outros. Nossas necessidades são ainda mais elevadas.</p>



<p>Assim como nossas ações do presente visam a algo no futuro (frequentamos o ensino fundamental, objetivando cursar universidades; obtemos diplomas, visando a alcançar empregos, e assim sucessivamente), também precisamos atribuir a esta vida um propósito que esteja em outra, do contrário, inevitavelmente consideraremos que o sepulcro é o único troféu para toda a biografia! Neste caso, é válido agirmos de modo oposto ao matemático e ao poeta do conto — enobrecermo-nos diante da possibilidade de conhecer o desconhecido.</p>



<p>Se um matemático desejar se comover pelos poemas, ele deverá “lê-los com o coração”; se um poeta desejar desfrutar de cálculos, ele deverá estudá-los com a razão. Da mesma maneira, se desejamos viver esta vida plenamente, precisamos considerar a morte como um fato, acreditar na transcendência com o coração e, se nada disso for suficiente, devemos fortalecer nossa fé pelas ciências, por evidências arqueológicas e por outros aspectos históricos ou empíricos. Afinal, acreditar que o cristianismo se mantém por séculos alicerçados exclusivamente na coluna da fé é como acreditar que alguém realmente goste de “despentear os cabelos da noite, para depois uni-los em tranças úmidas de orvalho com fivelas de pirilampos”.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>Em alusão ao matemático norte-americano <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Forbes_Nash" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">John Forbes Nash</a> (1928 – 2015), que além de ter sido reconhecido academicamente, tornou-se figura popular por meio do filme <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Uma_Mente_Brilhante" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Uma mente brilhante</em></a> (drama biográfico).&nbsp;<a href="#ContemNota01"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota02"></span>Em alusão ao poeta brasileiro <a href="https://www.paulobomfim.com/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Paulo Bomfim</a> (1926 &#8211; 2019). Foi membro da <a href="http://www.academiapaulistadeletras.org.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Academia Paulista de Letras</a>, ocupou a cadeira de número 35.&nbsp;<a href="#ContemNota02"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota03"></span>Citação baseada em <a href="https://culturadefato.com.br/o-colecionador-de-minutos/">entrevista</a> que Paulo Bomfim (1926 &#8211; 2019) concedeu ao jornalista <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Salom%C3%A3o_Schvartzman" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Salomão Schvartzman</a> (1934 – 2019), em 15 de maio de 2006 (<a href="http://culturafm.cmais.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Rádio Cultura FM de São Paulo</a>, 103,3 Mhz).&nbsp;<a href="#ContemNota03"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota04"></span><em>ibid</em>., p. N/D.&nbsp;<a href="#ContemNota04"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota05"></span><a href="https://culturadefato.com.br/o-colecionador-de-minutos/"><em>O Colecionador de Minutos</em></a>, São Paulo, <a href="https://www.editoragente.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Editora Gente</a> 2006. p. 11.&nbsp;<a href="#ContemNota05"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota06"></span><a href="https://amzn.to/30lThq8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Ortodoxia</em></a>, São Paulo, <a href="http://www.mundocristao.com.br" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Editora Mundo Cristão</a> 2017. p. 26.&nbsp;<a href="#ContemNota06"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota07"></span><em>ibid.</em>, p. 28.&nbsp;<a href="#ContemNota07"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota08"></span>G. K. Chesterton. <em>loc. cit.&nbsp;<a href="#ContemNota08"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></em></li>



<li><span id="Nota09"></span>Por exemplo, quando temos no mercado problemas financeiros, a origem poderá ser a falta de <em>crédito</em>, ou seja, a carência de fé (<em>crer</em>, acreditar).&nbsp;<a href="#ContemNota09"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota10"></span>No contexto deste artigo, tecnologia, sobretudo tecnologia da informação, também pode ser enquadrada como “atividade neutra”, contudo foi associada às ciências devido ao grande valor contemporâneo deste setor. <a href="#ContemNota10"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota11"></span><a href="https://amzn.to/30lThq8" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>Ortodoxia</em></a>, São Paulo, <a href="http://www.mundocristao.com.br" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Editora Mundo Cristão</a> 2017. p. 27.&nbsp;<a href="#ContemNota11"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota12"></span><em>ibid</em>., p. 39.&nbsp;<a href="#ContemNota12"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota13"></span>Na obra <a href="https://amzn.to/30n2n60" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental</em></a> (São Paulo, <a href="https://www.quadrante.com.br" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Editora Quadrante</a> 2010. p. 72.), o autor, Thomas Woods Jr. menciona que o <a href="http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/1388/26/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">pe. Stanley Jaki</a> alerta que o livro da <a href="https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sabedoria/11/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sabedoria</a> (11, 20) diz que “Deus dispôs todas as coisas com medida, quantidade e peso”, e que a partir de tal fato foi possível arquitetar o método cientifico.&nbsp;<a href="#ContemNota13"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota14"></span>Até mesmo clérigos, se desejarem “cegamente” um crescimento intelectual na teologia, poderão utilizá-lo, sobretudo, para sobrepujar outros sacerdotes e leigos! <a href="#ContemNota14"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>



<li><span id="Nota15"></span><em>ibid</em>., p. 210.&nbsp;<a href="#ContemNota15"><img decoding="async" width="14" height="10" class="alignnone size-full wp-image-6655" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt=""></a></li>
</ol>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="NotasDaEditoria02"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br><strong>1</strong>. Imagem de capa: “<em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Navio_dos_Loucos" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">O navio dos loucos</a></em>” (1503 &#8211; 1504), por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jeroen van Aken (1450 - 1516) foi pintor e gravador brabantino. É mais conhecido pelo pseudônimo Hieronymus Bosch, mas também é chamado de Jeroen Bosch.">Hieronymus Bosch</span> (1450 &#8211; 1516). <a href="#main"><img loading="lazy" decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br><strong>2</strong>. Este artigo foi originalmente publicado em 2 de outubro de 2020. 28 de outubro de 2025 corresponde à última edição. <a href="#Epigrafe"><img loading="lazy" decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a></p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gmc8eb5aa" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmc8eb5aa gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/destino-o-todo-via-o-nada/">Destino: “O Todo”, via “O Nada”</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gma1c95c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma1c95c gutentor-carousel-item"><div id="section-gma1c95c" class="section-gma1c95c gutentor-col-wrap">
<div id="section-g499d04" class="wp-block-gutentor-e6 section-g499d04 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/profissionais-da-efemeridade"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/BusDriverNewYorkCity.jpg" alt="Bus Driver, New York City. Pintura a óleo. Imagem extraída do liivro: &quot;Schroeder: A man and his art&quot;." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/profissionais-da-efemeridade">Profissionais da efemeridade</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmc4b018" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc4b018 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc4b018" class="section-gmc4b018 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g2bee61" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2bee61 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/breve-expedicao-musical-dos-jingles-aos-classicos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Harmonious_PatriciaBellerose.jpg" alt="Obra &quot;Harmonious&quot;, por Patricia Bellerose" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/breve-expedicao-musical-dos-jingles-aos-classicos/"><em>Breve expedição musical: dos jingles aos clássicos (via formação de caráter)</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf3ee14" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf3ee14 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf3ee14" class="section-gmf3ee14 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-ga8e64c" class="wp-block-gutentor-e6 section-ga8e64c gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/burrice-artificial/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/05/PuppetMaster_NatalyaSyuzeva.jpg" alt="Obra: &quot;Puppet master&quot;, por Natalya Syuzeva" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/burrice-artificial/">Burrice artificial</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm6571fa" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm6571fa gutentor-carousel-item"><div id="section-gm6571fa" class="section-gm6571fa gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gb4f284" class="wp-block-gutentor-e6 section-gb4f284 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-mais-importante-a-viagem-ou-o-destino/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Dente-De-Leao_O_Voo_Das_Sementes.jpg" alt="O voo das sementes de um dente-de-leão" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-mais-importante-a-viagem-ou-o-destino/"><em>O que é mais importante: a viagem ou o destino?</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm0e78ba" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0e78ba gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0e78ba" class="section-gm0e78ba gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g63958e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g63958e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/viagem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/01/TheTravellingCompanions_1862_AugustusLeopoldEgg.jpg" alt="Obra: &quot;The Travelling Companions&quot; (1862), por Augustus Leopold Egg (1816 - 1863)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/viagem/"><em>Viagem</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm08f111" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm08f111 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm08f111" class="section-gm08f111 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-ga02353" class="wp-block-gutentor-e6 section-ga02353 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sorte-em-abundancia-ou-razao-em-escassez/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/07/SteampunkGears_CindyPinnock.jpg" alt="Obra: &quot;Steampunk Gears&quot;, por Cindy Pinnock." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/sorte-em-abundancia-ou-razao-em-escassez/"><em>Sorte em abundância ou razão em escassez?</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm10f588" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm10f588 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm10f588" class="section-gm10f588 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1eb3e1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1eb3e1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-barbeiro-e-sao-tomas-de-aquino/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BarbershopAtChristmasTime_WilliamASmith.jpg" alt="Obra: &quot;Barbershop at Christmas Time&quot;, por William A. Smith (1918 - 1989)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-barbeiro-e-sao-tomas-de-aquino/">O barbeiro e São Tomás de Aquino</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm65933f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm65933f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm65933f" class="section-gm65933f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9bbc72" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9bbc72 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/os-primitivos-do-futuro-ou-os-documentadores-musicais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/TribalMusette.jpg" alt="Capa do CD &quot;Tribal Musette&quot;, da banda ''Les Primitifs du Futur''. Arte gráfica de Robert Crumb." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/os-primitivos-do-futuro-ou-os-documentadores-musicais/">“Os primitivos do futuro” ou “Os documentadores musicais”</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm62bdf0" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm62bdf0 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm62bdf0" class="section-gm62bdf0 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gf9a5fb" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf9a5fb gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/deus-existe-nada-prova-tudo-evidencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ACriacaoDeAdao.jpg" alt="&quot;A Criação de Adão&quot;, parte do afresco pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina entre os anos de 1508 e 1510, a pedido do papa Júlio II." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/"><em>Deus existe? Nada prova; t</em></a><a href="https://culturadefato.com.br/deus-existe-nada-prova-tudo-evidencia/"><em>udo evidencia!</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm908f95" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm908f95 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm908f95" class="section-gm908f95 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g804e1e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g804e1e gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sao-paulo-nao-dorme-paulistanos-nao-acordam/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/BandeiraDaCidadeDeSaoPaulo.jpg" alt="Bandeira da Cidade de São Paulo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="http://São Paulo não dorme; paulistanos não acordam!"><em>São P</em></a><a href="https://culturadefato.com.br/sao-paulo-nao-dorme-paulistanos-nao-acordam/"><em>aulo não dorme; paulistanos não acordam!</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd2bd84" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd2bd84 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd2bd84" class="section-gmd2bd84 gutentor-col-wrap">
<div id="section-ge35124" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge35124 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-a-verdade-e-por-qual-motivo-e-tao-dificil-defini-la/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/LuzArtificial_LuzNatural.jpg" alt="Lâmpada fotografada ao por do sol, onde o sol aparece no lugar do bulbo devido a transparência do vidro." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-a-verdade-e-por-qual-motivo-e-tao-dificil-defini-la/"><em>O que é a verdade e por qual motivo é tão difícil defini-la</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm69286f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm69286f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm69286f" class="section-gm69286f gutentor-col-wrap">
<div id="section-gdab742" class="wp-block-gutentor-e6 section-gdab742 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/loucos-ou-desequilibrados-pela-razao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/NavioDosLoucos_HieronymusBosch.jpg" alt="Obra: &quot;O Navio dos Loucos&quot; (1503-1504), por Hieronymus Bosch (1450 - 1516)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/loucos-ou-desequilibrados-pela-razao/"><em>Loucos (ou desequilibrados) pela razão</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmce2761" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmce2761 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmce2761" class="section-gmce2761 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gb9e353" class="wp-block-gutentor-e6 section-gb9e353 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nao-tenho-fe-suficiente-para-ser-ateu/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/DNA_Azul.jpg" alt="Representação do DNA" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/nao-tenho-fe-suficiente-para-ser-ateu/"><em>Não tenho fé suficiente para ser ateu</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm3c87c3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm3c87c3 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm3c87c3" class="section-gm3c87c3 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g5681dc" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5681dc gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/jingles-inesqueciveis-mas-evitaveis/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/RadioAntigo-Cafe-Livre.jpg" alt="Rádio antigo, café e livro. Representando jingles antigos." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/jingles-inesqueciveis-mas-evitaveis/"><em>Jingles inesquecíveis, mas evitáveis</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmbf3543" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbf3543 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbf3543" class="section-gmbf3543 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gc5f9e4" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc5f9e4 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/decolando-na-liberdade-aterrissando-na-escravidao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FlyHigh_RachanaMathradan.jpg" alt="Obra: &quot;Fly high!&quot;, por Rachana Mathradan" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/decolando-na-liberdade-aterrissando-na-escravidao/">Decolando na liberdade; aterrissando na escravidão</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmbe7272" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbe7272 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbe7272" class="section-gmbe7272 gutentor-col-wrap">
<div id="section-ga80954" class="wp-block-gutentor-e6 section-ga80954 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/decolando-na-liberdade-aterrissando-na-escravidao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/O_Que_E_Cultura.jpg" alt="O que é cultura?" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-cultura/">O que é cultura?</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 02:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[Calvino]]></category>
		<category><![CDATA[Cátaros]]></category>
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		<category><![CDATA[Rino Cammilleri]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Inquisição]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Ofício]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Quando se fala em Inquisição, logo vêm à mente imagens de fogueiras, torturas e tribunais cruéis, sempre associadas à Igreja Católica de forma negativa. Poucos sabem, porém, que essa visão foi construída ao longo de séculos por iluministas, protestantes e propagandistas anticatólicos.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Quem controla o passado, controla o futuro.</em><br><em>Quem controla o presente, controla o passado.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Orwell (1903 – 1950) é pseudônimo do escritor inglês Eric Arthur Blair.">George Orwell</span> (1903 – 1950)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Quando se fala em Inquisição, logo vêm à mente imagens de fogueiras, torturas e tribunais cruéis, sempre associadas à Igreja Católica de forma negativa. Poucos sabem, porém, que essa visão foi construída ao longo de séculos por iluministas, protestantes e propagandistas anticatólicos, que distorceram a realidade e transformaram a Inquisição em sinônimo de intolerância e violência.</p>



<p>Hoje contamos com pesquisas sérias que desmistificam esse período e, graças ao acesso à informação, podemos confrontar narrativas que por muito tempo foram aceitas sem questionamento. Buscar a verdade, entretanto, exige humildade e disposição — afinal, se tantas mentiras se repetiram, é porque alguém tirava e ainda tira proveito dessas falsificações históricas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Não houve uma única Inquisição</h2>



<br>



<p>É importante lembrar que existiram quatro principais formas de Inquisição:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Medieval – fundada no século XIII, voltada contra heresias que ameaçavam a unidade da cristandade, como os <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Movimento herético dos séculos XI a XIII, difundido sobretudo no sul da França. Pregavam um dualismo contrário à fé cristã (para eles, o mundo visível seria uma criação do deus mau, pois é onde existe a matéria que é corruptível, portanto, também o pecado), negavam os sacramentos e a autoridade da Igreja.">cátaros</span>.</li>



<li>Espanhola – instituída em 1478 pela Coroa da Espanha, com forte dimensão política.</li>



<li>Portuguesa – criada em 1536, semelhante à espanhola, mas adaptada ao contexto lusitano e colonial.</li>



<li>Romana – fundada em 1542 pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Alessandro Farnese (1468 - 1549): chefe da Igreja Católica e governante dos Estados papais de 13 de outubro de 1534 até à sua morte em 1549.">Papa Paulo III</span>, também chamada de Santo Ofício, atuando principalmente após a Reforma Protestante.</li>
</ol>



<p>Embora diferentes em contexto e funcionamento, todas tinham como princípio central a defesa da fé e da unidade social. Aqui, vamos nos concentrar na Inquisição Medieval, diretamente ligada à Igreja.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Origem e o Contexto da Inquisição Medieval</h2>



<br>



<p>A Inquisição Medieval (séculos XIII a XV) surgiu em um tempo em que a fé era vista como alicerce da ordem social e política. Diferente do Estado moderno, que separa religião e governo, a cristandade considerava a heresia não apenas como erro doutrinário, mas como ameaça à estabilidade coletiva.</p>



<figure class="wp-block-pullquote alignright has-small-font-size"><blockquote><p>“Lendo os autos dos processos inquisitoriais, encontramos bandidos comuns que, surpreendidos pela polícia no ato de violação, rapidamente inventavam uma motivação religiosa para explicar o seu delito, simplesmente para cair na esfera da justiça da Inquisição e não da justiça civil ou temporal.”</p><cite>Roman Konik <a href="https://culturadefato.com.br/inquisicao-mito-e-realidade-historica/"><img loading="lazy" decoding="async" width="16" height="16" class="wp-image-25740" style="width: 16px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IconeLupa.png" alt="Lupa"></a></cite></blockquote></figure>



<p>Oficialmente instituída em 1231 por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gregório IX (1145 - 1241), nascido Ugolino di Conti na comuna italiana Anagni; foi o Papa da Igreja Católica e Soberano dos Estados Papais de 19 de março de 1227 até a data de sua morte em 22 de agosto de 1241 em Roma.">Gregório IX</span>, tinha como alvo movimentos como o dos cátaros, que se diziam cristão, mas rejeitavam a matéria, desprezavam a vida e até incentivavam a morte por inanição. Ideias tão radicais, se difundidas, poderiam desestruturar a sociedade tanto naquela época, como nos dias de hoje.</p>



<p>A historiadora <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Régine Pernoud (1909 - 1998) foi uma historiadora medievalista, arquivista e paleógrafa francesa do século XX. Recebeu o Prêmio Gobert em 1997.">Régine Pernoud</span>, em&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3KjwDbP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Idade Média: O que não nos ensinaram</a></em>, lembra que muitos preconceitos atuais resultam de uma leitura anacrônica. Não se pode julgar o passado com os critérios de hoje, mas compreender cada fato dentro da mentalidade de sua época.</p>



<p>Ao contrário da imagem popular, a Inquisição buscava evitar linchamentos e execuções sumárias, muitos comuns naquele tempo. Frequentemente, a Igreja oferecia julgamentos mais equilibrados do que a justiça civil, que aplicava punições muito mais severas. A chamada “lenda negra”, criada por inimigos da Igreja, tinha como objetivo retratá-la como inimiga da liberdade e do progresso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mitos e Realidade</strong></h2>



<br>



<p>A ideia de que a Inquisição matou milhões é pura invenção. Pesquisadores como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Henry A. Kamen (nascido em 1936 em Rangun, Birmânia) é é um historiador britânico, que publicou extensivamente sobre a Europa, a Espanha e o Império Espanhol.">Henry Kamen</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Edward Murray Peters nasceu em 1936, é professor emérito da Universidade da Pensilvânia, especializado em história religiosa e política da Europa primitiva. Ele realizou pesquisas aprofundadas sobre heresia, repressão e os limites e o tratamento da investigação intelectual na Baixa Idade Média.">Edward Peters</span> apontam entre 2 mil e 5 mil mortos em todo o período. O historiador italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Rino Cammilleri nasceu em 1950, é um escritor e jornalista italiano.">Rino Cammilleri</span>, em&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3Ih1HZg" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">A Verdadeira História da Inquisição</a></em>, calcula cerca de 1.200 execuções ao longo de quatro séculos — número ínfimo diante dos exageros.</p>



<p>A maior parte das penas era espiritual: orações, peregrinações e penitências. A intenção não era punir fisicamente, mas reconciliar a pessoa com a fé.</p>



<p>Quanto à tortura, seu uso foi restrito e controlado, muito menos severo do que nos tribunais civis, que recorriam a práticas brutais e frequentes. Em contraste, em um único dia, cortes seculares chegavam a executar mais do que a Inquisição em décadas.</p>



<p>Até mesmo a Inquisição Espanhola, sempre lembrada como exemplo negativo, teve números muito menores do que a propaganda anticatólica divulgou. A historiografia moderna confirma que protestantes ingleses e iluministas franceses deliberadamente exageraram os fatos para enfraquecer a Igreja.</p>



<p>Outro mito recorrente é o de que a Inquisição perseguiu cientistas. O <a href="https://youtu.be/kCMyB3qhKhY?si=tK9zYNJVQ0aV07ER" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">caso de <span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Galileu Galilei (1564 – 1642), astrônomo e físico considerado o pai da ciência moderna e uma das figuras centrais da Revolução Científica.">Galileu</span></a>, frequentemente citado, foi mais uma questão de interpretação bíblica e de postura pessoal do que de ciência. A própria Igreja fundou universidades, apoiou pesquisas e deu origem a inúmeros cientistas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os Frutos Positivos da Inquisição</h2>



<br>



<p>Apesar da má fama, a Inquisição trouxe contribuições significativas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior racionalidade jurídica: introduziu normas que protegiam acusados contra arbitrariedades.</li>



<li>Redução da violência social: muitos foram poupados de execuções populares por poderem ser julgados pela Inquisição.</li>



<li>Unidade cultural e religiosa: em uma época em que divisões levavam a guerras civis, a fé comum ajudava a manter a coesão social.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<br>



<p>Pouco se comenta que os próprios reformadores protestantes criaram tribunais semelhantes. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Martinho Lutero (1483 - 1546) foi monge agostiniano e professor de teologia germânico que tornou-se uma das figuras centrais da Reforma Protestante.">Lutero</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="João Calvino (1509 - 1564) foi um teólogo, líder religioso e escritor cristão francês. Considerado como um dos principais líderes da Reforma Protestante, em particular na França.">Calvino</span> apoiaram perseguições contra anabatistas e bruxas. Em Genebra, Calvino levou o médico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Miguel Servet (1511 - 1553), foi um teólogo, médico e filósofo aragonês, humanista, interessando-se por assuntos como astronomia, meteorologia, geografia, jurisprudência, matemática, anatomia, estudos bíblicos e medicina. Servet foi o primeiro europeu a descrever a circulação pulmonar.">Miguel Serveto</span> à fogueira, em 1553. Já na Inglaterra, sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Isabel I (1533 - 1603) ou Elizabeth I, também chamada de ''A Rainha Virgem'', ''Gloriana'' ou ''Boa Rainha Bess'' foi Rainha Reinante da Inglaterra e Irlanda de 1558 até sua morte.">Isabel I</span>, inúmeros católicos foram executados por resistirem ao anglicanismo.</p>



<p>É curioso notar que muitos que condenam a Inquisição hoje aceitam práticas infinitamente mais cruéis, como o aborto, a eutanásia, as perseguições ideológicas contra cristãos e até a censura cultural. Se os governantes atuais se orientassem pelo Evangelho, não veríamos tantas imoralidades travestidas de lei.</p>



<p>Claro, a Inquisição não foi perfeita. Mas reduzi-la a um “monstro sanguinário” é fraude histórica. Regimes modernos, como o comunismo (mais de 100 milhões de mortos) e o nazismo (cerca de 20 milhões), revelaram ao mundo o verdadeiro rosto da tirania e da crueldade — acusando a Igreja daquilo que eles próprios praticaram em escala incomparavelmente maior.</p>



<p>No seu contexto, a Inquisição foi uma tentativa de aplicar justiça em meio à instabilidade religiosa e social. Cabe a nós desmascarar as falsificações e reconhecer que, apesar dos ataques de ontem e de hoje, a Igreja permanece como guardiã da verdade — inclusive sobre o seu próprio passado.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a>.<br>Publicado no <em>website</em> da autora, <a href="https://patriciacastro.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">patriciacastro.org</a>, em 22 de setembro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Auto de Fe en la plaza Mayor de Madrid</em>” (1683), por Francisco Rizi (1614 – 1685).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/inquisicao-mito-e-realidade-historica/">Inquisição: Mito e realidade histórica</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/romankonik/">Roman Konik</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-tle1ej4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-tle1ej4 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-tle1ej4" class="section-g-tle1ej4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/um-martir-da-ciencia/">Um mártir da ciência</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-sacerdote-cientista/">O sacerdote cientista</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/thomas-e-woods-jr/">Thomas E. Woods Jr.</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/como-a-igreja-desenvolveu-a-ciencia-e-a-tecnologia-na-idade-media/">Como a Igreja desenvolveu a ciência e a tecnologia na Idade Média</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/felipeaquino/">Felipe Aquino</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-e4to3nw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e4to3nw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e4to3nw" class="section-g-e4to3nw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cristianismo-mae-da-liberdade-politica/">Cristianismo: mãe da liberdade política</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/andrewsandlin/">P. Andrew Sandlin</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-qxmhejp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-qxmhejp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-qxmhejp" class="section-g-qxmhejp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/religiao-e-industria/">Religião e indústria</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>O cristianismo como ideia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Marcondes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2025 23:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Tolentino]]></category>
		<category><![CDATA[Galileu]]></category>
		<category><![CDATA[Galileu Galilei]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Pensées]]></category>
		<category><![CDATA[René Descartes]]></category>
		<category><![CDATA[Verbo Encarnado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Em Deus, ser e conhecer coincidem completamente; em nós, porém, não é assim. Mas justamente o fato de sermos feitos à Sua imagem e semelhança é o que nos permite aspirar, neste nosso estado, a um nível ontológico superior, no qual esse hiato entre ser e conhecer — e as tensões próprias da experiência humana que ele acarreta — possa ser transcendido e superado finalmente.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Há sempre um paradoxo no aparente,<br>que é por um lado simples emergência<br>e por outro o portal da consciência;<br>a partir de um momento, no Ocidente,<br>os dois aspectos gêmeos da aparência,<br>que em Platão se completam, bruscamente<br>se separam. Talvez na Renascença<br>a tensão que a escolástica consente<br>à imanência do eterno no real,<br>perdido aquele instinto, se perdesse<br>na sacralização do temporal,<br>mas não creio: o que antes acontece<br>é que o humanismo faz do que aparece<br>o que parece, e do todo um total.</em>”</p>



<br>



<p class="has-text-align-center">(<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino Sobrinho (1940 – 2007), poeta e intelectual brasileiro, vencedor do Prêmio Jabuti em 1994, 2000 e 2007.">Bruno Tolentino</span>, “A imitação da música” (92), em <em><a href="https://amzn.to/3TkeCJ2" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O mundo como Idéia</a></em>)</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="Epigrafe"><em>* <a href="#NotasDaEditoria02">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Após os eventos da vida, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, algo tornou-se óbvio: sendo Ele o Verbo Encarnado, a Inteligência Divina, todo e qualquer corpo filosófico, científico e teológico, bem como toda ordem sociopolítica subjacente, para atinar com a verdade, precisaria constituir-se necessariamente de um desdobramento, um reflexo, em alguma medida, das verdades por Ele reveladas. Isto levou a um ingente esforço para se compreender e organizar, tanto quanto possível, em um quadro harmônico e favorável à inteligência humana, as palavras e atos de Cristo, que, sendo expressões da Verdade — “<em>plenum gratiae et veritatis” </em>(Jo 1, 14) — e produtos diretos do intelecto divino, só podem assumir, para nós, um caráter compacto, ainda que absolutamente luminoso, jamais esgotando-se na imensidão de seus conteúdos e significados.<a href="#Nota01" id="Ref01"><strong><sup>1</sup></strong></a> É a Palavra sempre viva, sempre nova, que fez São Pedro exclamar: “Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6, 68). Esse esforço resultou nos cimos dos maiores edifícios intelectuais da história da humanidade, nos ápices do desenvolvimento filosófico e teológico, e, <em>pari passu</em>, na construção da civilização ocidental como a conhecemos, mesmo em seus detalhes aparentemente mais secundários.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isto é dizer que o cristianismo foi sempre se espargindo como que uma luz a irradiar-se para todos os recantos, permeando todos os domínios da vida do homem e coadunando-os à volta de si. Esta luz provém do “Verbo [que] era a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9). Inescapavelmente, o próprio Cristo tornava-se, então, ao mesmo tempo o ponto de partida e o destino da peregrinação humana sobre esta terra, em todos os seus níveis e aspectos: da formulação de uma tese filosófica à promulgação de uma lei, da vida simples em família à mais profunda atividade contemplativa, Ele haveria de ser, a quem desejasse manter-se na realidade, “o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim” (Ap 22, 13).</p>



<p>Tudo o que dissemos até agora foi sempre cristalino para praticamente qualquer pessoa de qualquer nível de instrução (ou de instrução nenhuma), de qualquer classe socioeconômica, de qualquer sociedade cristã pré-moderna — para não mencionar até mesmo as sociedades pré-cristãs, uma vez que os melhores filósofos gregos antigos, por exemplo, mesmo sem a Revelação, souberam conservar maravilhosamente, com o que tinham em mãos, a relação e a proporção, digamos, do <em>status </em>ontológico humano em face das verdades metafísicas em geral, também preservando, portanto, uma visão realista do homem diante da<em> sophia</em>. Hoje, porém, as coisas são diferentes.</p>



<p>Da miríade de assaltos e ultrajes que a verdade sofre desde tempos imemoriais, os que mais definitivamente inauguram a era moderna merecem aqui um destaque especial, tanto pela gravidade quanto pela presença, em todo seu vigor, nos dias atuais.</p>



<p>Antes de tudo, a civilização viu despedaçar-se toda uma cosmologia tradicional que não apenas se adequava perfeitamente ao que apreendemos da realidade através da percepção sensível — faculdade luminosa, absolutamente elementar à inteligência, que vem sendo sistematicamente rebaixada desde então —, mas que também constituía, na estrutura que oferecia do universo físico, um reflexo e uma espécie de atualização da dimensão <em>meta</em>-física e dos planos ontológicos superiores, e no interior da qual o homem surgia como um microcosmo deste universo. A revolução científica de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Galileu Galilei (1564 – 1642), astrônomo e físico considerado o pai da ciência moderna e uma das figuras centrais da Revolução Científica.">Galileu</span> — muito mais espiritual e cultural do que científica — tirou do homem sua capacidade de ler o mundo criado em toda sua dimensão qualitativa, simbólica e transcendente, e fê-lo perder qualquer noção de objetividade deste mundo (e sua própria), bem como o fundamental senso de integração real a este, algo inconcebivelmente distante de crer-se uma partícula de matéria cujo acaso teve por bem dispersar aleatoriamente em uma parte qualquer de um universo interminável e vago de qualquer significado.</p>



<p>No fundo do cenário mental sobre o qual Galileu monta suas alegações, jaz um subjetivismo radical cuja máxima expressão pôde ser encontrada na filosofia de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="René Descartes (1596 – 1650), filósofo e matemático francês, geralmente referido como o pai da filosofia moderna e considerado um dos maiores expoentes da escola racionalista.">René Descartes</span>, antes de desaguar em um dilúvio de outras teorias nela inspiradas. Até hoje a inteligência humana não se recuperou — e talvez nunca tenha estado tão longe de fazê-lo — da esquizofrenia pseudointelectual que, primeiro, cindiu estrutural e formalmente a realidade entre o “mundo do pensamento” e o “mundo material”, e, depois, não satisfeita, fez e ainda faz muita gente tomar como fato evidente que as qualidades sensíveis dos objetos não pertençam aos próprios objetos, mas sejam elementos mentais como que neles projetados. Em outras palavras: o que observamos diretamente não é o mundo físico, e sim o mundo das coisas do pensamento, das coisas mentais; e os elementos mentais não são assim tão mentais, uma vez que constituem o que antes julgávamos ser próprio do mundo físico da nossa experiência quotidiana. Tudo, então, está de ponta-cabeça: lá se vão séculos e mais séculos não apenas da tradição intelectual que culminou naqueles altíssimos edifícios já mencionados, mas também de simples normalidade psicológica e senso comum, através dos quais qualquer pessoa é capaz — desde que jamais tenha frequentado uma universidade moderna — de dizer que aquilo que vê é aquilo que vê e aquilo que pensa é aquilo que pensa.</p>



<p>Tal cisão da experiência, que se torna uma cisão da consciência, juntamente com suas mais profundas e danosas consequências, assumiu, com o passar do tempo, “muitas formas e muitos nomes”, vindo a constituir não somente mais um elemento entre muitos da profusa paisagem de ideologias e pseudofilosofias modernas, mas, antes, o fundo mesmo da tela sobre a qual esta se desenha. Já quase onipresente, tão sutilmente disseminado que é, este chamado dualismo, que é de fato mais uma desintegração total, tornou-se, para muita gente, a base da própria estrutura do pensamento — ou de sua corrupção —, passando, por isso mesmo, como algo imperceptível e, muitas vezes, sendo prontamente negado no próprio ato em que é acionado.</p>



<p>Acontece que no exato momento em que essa desintegração se torna a lente através da qual se enxerga o mundo e a si mesmo, o cristianismo, em sua inteireza, em sua unidade integral, torna-se imediatamente impossível. É que justamente por esta sua unidade, consequência do fato de ser expressão da Verdade mesma, como já dissemos, o cristianismo ou é integralmente ou não é absolutamente. A Verdade revelada por Aquele que é a suprema inteligência não pode subsistir em um ambiente psicológico no qual nenhuma unidade é possível, marcado por um fragmentarismo radical.</p>



<p>Não podemos nos esquecer de que, em Deus, ser e conhecer coincidem completamente; em nós, porém, não é assim. Mas justamente o fato de sermos feitos à Sua imagem e semelhança é o que nos permite aspirar, neste nosso estado, a um nível superior no qual esse hiato entre ser e conhecer — e as tensões próprias da experiência humana que ele acarreta — possa ser transcendido e superado finalmente. Aspiramos a isto, apenas, sabendo que o destino final, em sua completude, pertence apenas a Deus, tal como também os filósofos pré-cristãos definiam a jornada no caminho da sabedoria, cuja posse total jamais tiveram a pretensão de alcançar, reconhecendo-a própria do domínio da divindade. Ora, essa superação só pode ser buscada uma vez que se pressuponha haver, em uma dimensão mais elevada, ser e conhecer em unidade, em Deus; mas a mente acostumada a considerar as tensões (como mente vs. corpo, subjetivo vs. objetivo, interno vs. externo, e assim por diante) não como desdobramentos ou expressões temporais do que é resolvido apenas no mais alto plano metafísico, mas como antagonismos formais e estruturais, como é característico de praticamente todas as filosofias dos últimos três ou quatro séculos, jamais será capaz de conceber a unidade superior que as abrange e explica (e sem a qual não poderiam ser sequer percebidas).</p>



<p>O cristão moderno, de mentalidade tipicamente cartesiana, costuma, portanto, ter diante de si duas opções principais de deformação do cristianismo: ou o relega a um mero conjunto de regras de conduta, totalmente esvaziado de qualquer conteúdo religioso e espiritual autêntico, ou o toma como uma espécie de subjetivismo espiritualista a prescindir de quaisquer ações concretas. De um lado, um pragmatismo esvaziado de conteúdo espiritual real; de outro, um espiritualismo inerte e emasculado a desaguar invariavelmente no mais tacanho dos idealismos. No campo político, por exemplo, é possível identificar claramente, hoje, essas duas tendências: a primeira naqueles que arrogam aos quatro cantos os tais “valores cristãos”, mas não fazem o menor esforço para configurar-se a eles através de um contínuo saneamento intelectual e cultural, uma reconstrução da vida interior, pela mudança dos hábitos, pela busca da conquista das virtudes, pela prática religiosa genuína, entre outros; a segunda, nos paladinos do “isentismo cristão”, que enxergam na completa omissão em plena guerra um sinal de virtude angélica. Seja como for, o cristianismo autêntico não se encontra, certamente, nem no farisaísmo moderno do primeiro grupo, nem na mornidão afetada do segundo. A articulação entre os aspectos ativos, práticos e “externos” e os aspectos contemplativos, meditativos e “internos” da vida cristã pode ser de fato algo complexo, principalmente diante de situações específicas frente às quais é preciso posicionar-se ou tomar decisões rapidamente. Estas, no entanto, são contradições apenas aparentes, que, repito, jamais chegarão perto de ser ultrapassadas — e não “solucionadas”<a id="Ref02" href="#Nota02"><strong><sup>2</sup></strong></a> — nas mentes em que não possa subsistir sequer a própria concepção da unidade no interior da qual isso pode ser operado.</p>



<p><em>Falar</em> de Deus como unidade e onipresença é algo muito diferente de experienciá-lo realmente, existencialmente (na falta de um termo melhor), como tal. O simples salto entre esses dois níveis — o da linguagem e o do ser propriamente — já traz em si uma tensão própria da estrutura do real, tensão que só pode ser diluída no próprio Deus, no qual, novamente, ser e conhecer são um só. Isso não significa, porém, que devamos viver no sentimento da imperscrutabilidade dessas tensões e, assim, como que nos comprometer exclusiva e resolutamente com uma de suas faces em detrimento da outra, quando estas se nos apresentam de modo mais urgente, mas sim em vista dessa superação que, mesmo quando escapa às condições do nosso intelecto, sabemos encontrar-se perfeitamente realizada no intelecto divino. Só então entenderemos, sem exasperação, o que está sintetizado nas palavras de Pascal, quando diz que “<em>ni la contradiction n’est marque de fausseté, ni l’incontradiction n’est marque de vérité</em>”.<a href="#Nota03" id="Ref03"><strong><sup>3</sup></strong></a></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Daniel Marcondes</a></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color">Notas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>Sempre, é claro, não no sentido de admitir novidades, mas tão somente um maior <em>aprofundamento </em>nas <em>mesmas</em> verdades originais, como já distinguia São Vicente de Lerins ainda no século V. <a href="#Ref01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li><span id="Nota02"></span>As tentativas de se “resolver” essas tensões pela subordinação radical de um aspecto ao outro, ou mesmo pela negação total de um deles, resultaram nos mais atrozes exemplos de reducionismo jamais vistos, justamente por ter-se perdido de vista que a tensão é parte estruturante da realidade, não sendo passível de ser “resolvida” em seu plano mais imediato, mas integrada e superada — “dissolvida”, se quisermos — em níveis metafísicos mais elevados que a abranjam, transcendam e absorvam. Uma ilustração clara de até que ponto esse impasse pode chegar é a psicologia moderna: formada por uma galeria de diferentes escolas de pensamento, cada uma dessas escolas reivindica para si a autoridade de falar em nome daquela ciência, ao mesmo tempo em que opera de mil maneiras todo tipo de recorte artificial que deveria solucionar o problema das tensões inerentes às suas investigações, como psique vs. corpo, influência ambiental vs. influência hereditária, individual vs. social, consciente vs. inconsciente, e assim por diante. Uma concebe um homem puramente biológico, outra um cujo corpo esteja totalmente submetido às funções psíquicas, outra um que seja miraculosamente determinado apenas por elementos sociais, e coisas do tipo. Por conta disso, essas escolas não conseguem chegar a um acordo sequer a respeito do que deveria ser o próprio objeto de estudo da psicologia. Ora, todas essas tensões poderiam ser enormemente enriquecidas e reorganizadas em um todo superior, ressurgindo, vigorosas, como expressões não de meras contradições intrínsecas, mas de particularidades e características de realidades muito mais profundas e elevadas, uma vez que fossem simplesmente germinadas no interior de um conceito de ordem mais alta: o da<em> alma</em> humana — o “psico” em “psicologia”, afinal —, cujos cientistas modernos, no auge do estabelecimento de uma psicologia que, à época, como todas as ciências, precisava ser naturalista, utilitarista e, de preferência, laboratorial, fizeram questão de jogar fora. <a href="#Ref02"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>



<li id="Nota03">“Nem a contradição é sinal de falsidade, nem a falta de contradição é sinal de verdade.”  <em><a href="https://amzn.to/3tkg5o9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pensées</a></em><span id="Nota03"></span>, 1670. <a href="#Ref03"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="NotasDaEditoria"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br><strong id="NotasDaEditoria01">1</strong>. Imagem da capa: “<em><a href="https://www.parrishfineart.com/index#/inspirational-gallery" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Creation of Adam</a></em>” (2017), por <a href="https://www.parrishfineart.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Bradley J. Parrish</a>. <a href="#main"><img loading="lazy" decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br><strong id="NotasDaEditoria02">2</strong>. Este artigo foi originalmente publicado em 2 de novembro de 2022. 14 de setembro de 2025 corresponde à última edição. <a href="#Epigrafe"><img loading="lazy" decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a><br></p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



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<section id="gm8ae840c" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm8ae840c gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gmb7aac2" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb7aac2 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb7aac2" class="section-gmb7aac2 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-ge721f7" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge721f7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/e-subirei-ao-altar-de-deus/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/01/SaturnoDevorandoSeuFilho_PeterPaulRubens.jpg" alt="Obra: &quot;Saturno devorando seu filho&quot; (1636), de Peter Paul Rubens (1577 - 1640)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/e-subirei-ao-altar-de-deus/">E subirei ao altar de Deus</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-cel6el8" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-cel6el8 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-cel6el8" class="section-g-cel6el8 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vc1fr2c" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vc1fr2c gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/verdade-e-falsidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TheEarlyScholar_1865_EastmanJohnson.jpg" alt="Obra: &quot;The Early Scholar&quot; (1865), por Eastman Johnson (1824 - 1906)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/verdade-e-falsidade/">Verdade e falsidade</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-146yjem" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-146yjem gutentor-carousel-item"><div id="section-g-146yjem" class="section-g-146yjem gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-s2xjixq" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-s2xjixq gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/literatos-de-monociclo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Stanczyk_1862_JanMatejko.jpg" alt="Obra: “Stańczyk” (1862), de Jan Matejko (1838 – 1893)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/reino-dividido/">Literatos de m</a><a href="https://culturadefato.com.br/literatos-de-monociclo/">onociclo</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm351943" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm351943 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm351943" class="section-gm351943 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gb80a6e" class="wp-block-gutentor-e6 section-gb80a6e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/reino-dividido/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/JuramentoDoJogoPela_Jacques-LouisDavid.jpg" alt="Obra “O Juramento do Jogo da Péla” (1791), de Jacques-Louis David (1748 – 1825)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/reino-dividido/">Reino dividido</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc0cdaa" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc0cdaa gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc0cdaa" class="section-gmc0cdaa gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gd52836" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd52836 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/dia-das-bruxas-ou-dia-do-rei/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/EternalFlame_DianaJanson.jpg" alt="Obra: &quot;Eternal flame&quot; (2016), por Diana Janson." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/dia-das-bruxas-ou-dia-do-rei/">Dia das bruxas ou dia do Rei?</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmfe97a1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfe97a1 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfe97a1" class="section-gmfe97a1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gcbde01" class="wp-block-gutentor-e6 section-gcbde01 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-morte-do-gramofone/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/HisMastersVoice_Francis-Barraud.jpg" alt="“His Master’s Voice” (1898), de Francis Barraud (1856 – 1924), pintura mundialmente conhecida como logotipo da gravadora americana RCA Victor." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-morte-do-gramofone/">A morte do gramofone</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm7ffa4e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7ffa4e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7ffa4e" class="section-gm7ffa4e gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gb63807" class="wp-block-gutentor-e6 section-gb63807 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/messianismo-freudiano/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/09/TheIsraelitesDancingAroungTheGoldenCalf.jpg" alt="Obra: &quot;The Israelites Dancing Aroung the Golden Calf&quot; (1899), por Henri Paul Motte (1846-1922)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/messianismo-freudiano/">Messianismo freudiano</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd98979" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd98979 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd98979" class="section-gmd98979 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g3da01f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g3da01f gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-corrupcao-dos-olhares/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/GustaveCaillebotte_YoungManAtHisWindow.jpg" alt="Obra: &quot;Young Man at His Window&quot; (1876), por Gustave Caillebotte (1848 - 1894)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-corrupcao-dos-olhares/">A corrupção dos olhares</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm1562ea" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1562ea gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1562ea" class="section-gm1562ea gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g893f42" class="wp-block-gutentor-e6 section-g893f42 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sobre-a-vocacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/ThePassionOfCreation_LeonidPasternak.jpg" alt="Obra: &quot;The Passion of Creation&quot;, Leonid Pasternak (1862 – 1945)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sobre-a-vocacao/">Sobre a vocação</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm6cbaad" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm6cbaad gutentor-carousel-item"><div id="section-gm6cbaad" class="section-gm6cbaad gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g13e3b5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g13e3b5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/fogo-fatuo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/MoisesSarcaArdenteDomenicoFetti.jpg" alt="Obra &quot;Moisés diante da sarça ardente&quot; (c. 1613 - 1614), por Domenico Fetti (1589 - ?)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/fogo-fatuo/">Fogo-fátuo</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf1e8f6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf1e8f6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf1e8f6" class="section-gmf1e8f6 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g05047e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g05047e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/os-ovnis-outra-vez-e-a-letargia-coletiva/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/SaoWolfgang_e_o_Diabo_MichaelPacher.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;São Wolfgang e o Diabo&quot;, criada pelo pintor e escultor austríaco Michael Pacher (1435 - 1498)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/os-ovnis-outra-vez-e-a-letargia-coletiva/">Os OVNIs (outra vez) e a letargia coletiva</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm9316ba" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm9316ba gutentor-carousel-item"><div id="section-gm9316ba" class="section-gm9316ba gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9974f8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9974f8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/palavras-do-avesso/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/05/SaoJeronimoEscrevendo_1607_Caravaggio.jpg" alt="Obra &quot;São Jerônimo escrevendo&quot; (c. 1607), de Caravaggio (1571 – 1610)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/palavras-do-avesso/">Palavras do avesso</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmf5235c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmf5235c gutentor-carousel-item"><div id="section-gmf5235c" class="section-gmf5235c gutentor-col-wrap">
<div id="section-g7dc3ac" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7dc3ac gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/04/TheSevereTeacher_JanSteen.jpg" alt="Obra: &quot;The severe teacher&quot; (1668), por Jan Steen (1626 – 1679)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/educacao-e-anti-educacao/">Educação e anti-educação</a></p>
</div></div>



<div id="col-gme52d41" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme52d41 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme52d41" class="section-gme52d41 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g5385f2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5385f2 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-falacia-da-construcao-social/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/AReproducaoInterdita_1937_ReneMagritte.jpg" alt="Obra: &quot;A Reproducao Interdita&quot; (1937), por René Magritte (1898 - 1967)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-falacia-da-construcao-social/">A falácia da construção social</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm47ee36" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm47ee36 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm47ee36" class="section-gm47ee36 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gf31ead" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf31ead gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-experiencia-do-profeta/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/02/ProfetaIsaias_AntonioBalestra.jpg" alt="Obra: &quot;Profeta Isaías&quot; (1707), de Antonio Balestra (1666 - 1740)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-experiencia-do-profeta/">A experiência do profeta</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm16be08" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm16be08 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm16be08" class="section-gm16be08 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g8a8420" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8a8420 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/entre-santos-e-reis/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/02/SaintLouis_1844_EmileSignol.jpg" alt="Obra: &quot;Louis IX, dit Saint Louis, Roi de France (1215-1270)&quot; (1844), por Émile Signol (1804 – 1892)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entre-santos-e-reis/">Entre santos e reis</a></p>
</div></div>



<div id="col-gma7a39b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma7a39b gutentor-carousel-item"><div id="section-gma7a39b" class="section-gma7a39b gutentor-col-wrap">
<div id="section-g1e169f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1e169f gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/monocromatismo-mental/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/02/SemTituloJackMallon.jpg" alt="Obra sem título, de Jack Mallon" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/monocromatismo-mental/">Monocromatismo mental</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm61f1f2" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm61f1f2 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm61f1f2" class="section-gm61f1f2 gutentor-col-wrap">
<div id="section-ge706dc" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge706dc gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/saber-e-querer-saber/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/01/SaoPaulo_EscrevendoEpistolas.jpg" alt="São Paulo escrevendo suas epístolas, atribuído a Valentin de Boulogne (1591 – 1632)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/saber-e-querer-saber/">Saber é querer saber</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm3a8ae5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm3a8ae5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm3a8ae5" class="section-gm3a8ae5 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g87a81e" class="wp-block-gutentor-e6 section-g87a81e gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/primatas-no-diva/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/01/OurPsychoanalystsDrFreudIntroducesPatientToHerUnconscious.jpg" alt="Obra: &quot;Dr. Freud Introduz Uma Paciente em seu Inconsciente&quot; (1929), por William Henry Dyson (1880 - 1938)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/primatas-no-diva/">Primatas no divã</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm1a46df" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1a46df gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1a46df" class="section-gm1a46df gutentor-col-wrap">
<div id="section-g0d8608" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0d8608 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/entre-as-nuvens-e-a-lama/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/11/PocaDeLamaNoDeserto_EricaGreen.jpg" alt="Obra &quot;Poça de lama no deserto&quot;, por Erica Green." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entre-as-nuvens-e-a-lama/">Entre as nuvens e a lama</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmaeb26b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmaeb26b gutentor-carousel-item"><div id="section-gmaeb26b" class="section-gmaeb26b gutentor-col-wrap">
<div id="section-g9c72ff" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9c72ff gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ciencia-e-ideologia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/08/AnAlchemistsLaboratory_JohannesStradanusJanVanDerStraet.jpg" alt="Obra: &quot;An Alchemist's Laboratory&quot; (1570), por Johannes Stradanus (1523 -1605)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/ciencia-e-ideologia/">Ciência e ideologia</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc00bfa" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc00bfa gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc00bfa" class="section-gmc00bfa gutentor-col-wrap">
<div id="section-g533e9d" class="wp-block-gutentor-e6 section-g533e9d gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/fragmentacao-historica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/08/GenerationGap_TroyRohn.jpg" alt="Obra: &quot;Generation Gap&quot;, por Troy Rohn" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/fragmentacao-historica/">Fragmentação histórica</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc82832" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc82832 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc82832" class="section-gmc82832 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g4d7212" class="wp-block-gutentor-e6 section-g4d7212 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-cristao-e-sua-expressao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/08/PrayingDorinaCostras.jpg" alt="Obra &quot;Praying&quot; (2017), por Dorina Costras" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-cristao-e-sua-expressao/">O cristão e sua expressão</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm3dc892" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm3dc892 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm3dc892" class="section-gm3dc892 gutentor-col-wrap">
<div id="section-ge8f4b7" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge8f4b7 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sobre-filosofia-leis-morais-e-ciencia-moderna/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/08/AlexaMeade.jpg" alt="Obra de Alexa Meade. Obs.: Não é uma pintura a óleo, é um modelo coberto de tinta acrílica." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sobre-filosofia-leis-morais-e-ciencia-moderna/">Sobre filosofia, leis morais e ciência moderna</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmda292d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmda292d gutentor-carousel-item"><div id="section-gmda292d" class="section-gmda292d gutentor-col-wrap">
<div id="section-g9b50c7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9b50c7 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/em-busca-do-eterno/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TouchOfHorizon_LeonildAlfremov.jpg" alt="Obra: &quot;Touch of horizon&quot;, de Leonid Afremov (1955 - 2019)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/em-busca-do-eterno/">Em busca do eterno</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm45c343" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm45c343 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm45c343" class="section-gm45c343 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gff9079" class="wp-block-gutentor-e6 section-gff9079 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vigiar-e-punir-estuprar-e-omitir/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/04/MichelFoucault.jpg" alt="Michel Foucault" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/vigiar-e-punir-estuprar-e-omitir/">Vigiar e punir, estuprar e omitir</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm55bf20" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm55bf20 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm55bf20" class="section-gm55bf20 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2a1054" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2a1054 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sub-specie-aeternitatis/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/TheDivineComedy.jpg" alt="obra: “Discutindo a Divina Comédia com Dante”, criada em 2006 pelos taiwaneses Dai Dudu, Li Tieze e Zhang An" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/sub-specie-aeternitatis/">Sub Specie Aeternitatis</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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