<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Mídia Sem Máscara &#8226; Cultura de Fato</title>
	<atom:link href="https://culturadefato.com.br/tag/midia-sem-mascara/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://culturadefato.com.br/tag/midia-sem-mascara/</link>
	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Apr 2026 04:20:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/cropped-IconeCulturaDeFato-32x32.gif</url>
	<title>Arquivos Mídia Sem Máscara &#8226; Cultura de Fato</title>
	<link>https://culturadefato.com.br/tag/midia-sem-mascara/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O pensamento de Gramsci</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-pensamento-de-gramsci/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/o-pensamento-de-gramsci/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carlos I. S. Azambuja]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 04:20:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Gramsci]]></category>
		<category><![CDATA[Bolcheviques]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Catolicismo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Czarista]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Goethe]]></category>
		<category><![CDATA[Gramsci]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Johann Goethe]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo Econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=27903</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-pensamento-de-gramsci/">O pensamento de Gramsci</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Diz </em><span data-tooltip="Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) foi autor e estadista alemão do Sacro Império Romano-Germânico que também fez incursões pelo campo da ciência natural." data-tooltip-position="bottom"><em>Goethe</em></span><em>, quando a gente não sabe o que fazer, uma palavra é como uma tábua para o náufrago.</em>”<br>Olavo de Carvalho (1947-2022), <em><a href="https://amzn.to/3QRajcF" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Jardim das Aflições</a></em> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Sebastiano Francesco Gramsci (1891-1937) militante marxista italiano, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Passou anos no cárcere, onde escreveu os ''Cadernos do Cárcere'' os quais descrevem suas ideias sobre hegemonia cultural e poder.">Antonio Gramsci</span>, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, foi o primeiro teórico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Marxismo é uma doutrina filosófica, política e econômica criada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX, baseada no materialismo histórico-dialético. Analisa a sociedade através da luta de classes e crítica do capitalismo, propondo a superação deste por um sistema socialista/comunista.">marxista</span> a compreender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Os bolcheviques eram a ala radical do Partido Operário Social-Democrata Russo, liderada por Vladimir Lenin, que defendia a revolução socialista imediata e a ditadura do proletariado.">bolcheviques russos</span>. Nesse sentido, ofereceu um novo “<em>Que Fazer</em>” ao Ocidente desenvolvido. Aquilo que ele chamou de&nbsp;<em>“sociedade civil</em>” — rede de instituições educativas, religiosas e culturais que disseminam modos de pensar — era, na Rússia, incapaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário, uma vez que o Estado <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Czarista refere-se ao regime político, partidários ou características da Rússia antes da Revolução de 1917, caracterizado pelo absolutismo monárquico onde o Czar (imperador) detinha poder total.">czarista</span> fundamentava-se na ignorância, na apatia e na repressão, e não no consentimento voluntário dos súditos. Na ausência de uma articulação complexa da <em>“sociedade civil</em>” em condições de absorver a insatisfação, a única defesa da velha ordem era constituída pelo aparelho do Estado, que Gramsci denomina de&nbsp;<em><em>“</em>sociedade política</em>”. O conjunto difuso da <em><em>“</em>sociedade civil</em>”, que propaga a ideologia da classe dominante, não existia na Rússia.</p>



<p>Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.</p>



<p>Dessa forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica.</p>



<p><strong>Segundo a linguagem colorida de Gramsci, o proletariado precisa transformar-se em força cultural e política dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o Partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.</strong></p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “<em>sociedade civil</em>” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “<em>revolução do espírito”,</em>&nbsp;toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.</p>



<p>O comunismo de Gramsci é a “<em>versão ocidental</em>” do comunismo, e ao proclamar o diálogo e aceitar o debate, próprios dos sistemas verdadeiramente democráticos, trabalha sobre todas as formas de expressão cultural, atuando sob a cobertura do pluralismo, com a contribuição de todos aqueles que por compartilhar a ideologia marxista, por&nbsp;<em>snobismo</em>, por conveniência ou por negligência, se somam voluntária ou involuntariamente a essa nova expressão do “<em>frentismo</em>”, chamando “<em>fascistas</em>” ou “<em>retrógados</em>” aqueles que se opõem a essa forma de pensar e atuar.</p>



<p>Nessa confusão de idéias, chega-se a substituir a contradição <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Refere-se à filosofia de Georg Wilhelm Friedrich Hegel">hegeliana</span> de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“<em>burguês – proletário</em>”</span> (tese e antítese) pela de “<em>fascista – anti-fascista</em>”. O inimigo não é patrão e sim o fascista. Assim surge o mito do fascismo, que nada tem a ver com o fascismo histórico, sem dúvida questionável.</p>



<p>Quem quer que defenda os valores tradicionais da cultural ocidental é tachado de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>fascista</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> e considerado genericamente como&nbsp;<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span>um mal</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. O grande erro dos comunistas, segundo Gramsci, foi o de crer que o Estado se reduz a um simples aparato político. Na verdade, o Estado atua não apenas com a ajuda do seu aparato político, como também por meio de uma ideologia que descansa em valores admitidos que a maioria dos membros da sociedade têm como supostos. A referida ideologia engloba a cultura, as idéias, as tradições e até o sentido comum. Em todos esses campos atua um poder no qual também se apóia o Estado: o poder cultural.</p>



<p>A necessidade de uma reforma intelectual e moral para lograr uma mudança de mentalidade nas sociedades ocidentais que foram constituídas por convicções, critérios, normas, crenças, pautas, segundo a concepção cristã da vida, é de suma importância para o triunfo da revolução mundial.</p>



<p>Porém, nesse propósito de formação de uma nova consciência proletária, o gramscismo encontra um obstáculo: a religião. De acordo com os estudos de Gramsci, a Igreja Católica, encarada como inimiga irreconciliável do comunismo, utiliza elementos fundamentais e comuns na sociedade, chegando a toda população, tanto urbana como rural. O catolicismo, segundo Gramsci, é uma doutrina geral simplificada a fim de ser entendida por todos. Analisando esse fato, Gramsci chegou à conclusão que uma das chaves da sobrevivência do catolicismo ao longo dos séculos foi o fato de que em seu seio conviveram harmonicamente humildes e elites, sentenciando que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>a Igreja romana sempre foi a mais tenaz em impedir que oficialmente se formem duas religiões: a dos intelectuais e a das almas simples</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</p>



<p>Concluiu qu e é a Igreja Católica que inspira a formação desse sentido comum cristão e, por conseguinte, era preciso erradicá-lo mediante uma ação não violenta já que essa via seria repelida pelas sociedades ocidentais, onde influi e gravita o consenso e a vontade das maiorias. Gramsci afirmou que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">“</span><em>os elementos principais do sentido comum são ministrados pelas religiões e, por isso, a relação entre o sentido comum e a religião é muito mais íntima do que a relação entre o sentido comum e os sistemas filosóficos dos intelectuais</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>. “<em>Então</em>&nbsp;— prossegue Gramsci —&nbsp;<em>todo o movimento cultural que tenda a substituir o sentido comum e as velhas concepções do mundo deve repetir incansavelmente os próprios argumentos, variando suas ‘formas’”.</em></p>



<p>Dessa forma, as novas concepções se difundem utilizando sofismas, dando novas interpretações a fatos históricos e chegando a parafrasear o Evangelho em alguns casos, mostrando distintos “<em>ensinamentos</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span> de determinadas passagens bíblicas, tal como a expulsão dos mercadores do Templo de Deus, utilizando-os como argumentos para justificar a violência e fortalecer a imagem do “<em>Cristo guerrilheiro</em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>, criada pelos&nbsp;<em>“cristãos revolucionários<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span>.</em></p>



<p>Essas concepções, porém, não deverão ser apresentadas em formas puras, uma vez que o povo não as aceita na medida que provoquem uma mudança traumática. Para isso, devem ser apresentadas como combinações, explorando “<em>a crise intelectual e a perda da fé na concepção que se deseja mudar<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Por isso, diz Gramsci, não se deve enfrentar frontalmente a Igreja Católica, e sim criar os enfrentamentos em seu seio. Enfrentamentos que não sejam apresentados como provocados por causas exógenas e sim endógenas.</p>



<p>Acrescente-se que o marxismo de Gramsci se apresenta como uma interpretação “<em>filosófica</em>” distinta do marxismo conhecido. Não há filosofia e práxis; existe uma igualdade entre pensamento e ação ao ponto em que tudo é considerado ação. Em conseqüência, a “<em>filosofia da práxis<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> deve ser elaborada partindo de uma equivalência entre filosofia e política, e deverá ser construída como ciência da história, posto que filosofia e história são indissociáveis. Diz Gramsci que “<em>a filosofia da práxis supera as precedentes, por isso é original, especialmente porque abre uma via completamente nova, ou seja, renova totalmente o modo de conceber a filosofia mesma<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em></p>



<p>Quanto ao papel dos intelectuais, ele deixa claro que a tarefa de agente da mudança na nova concepção de mundo não pode ser desenvolvida pelos intelectuais burgueses, considerados “<em>o elo mais débil do bloco burguês<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>. Devem surgir “<em>novos<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> intelectuais da massa do povo. Dessa forma, a tarefa a ser desenvolvida por essa “<em>nova<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em> elite será a de formar uma vontade coletiva e lograr a reforma moral e intelectual, agregando que uma reforma cultural que eleve os extratos submersos da sociedade não pode ocorrer sem uma prévia reforma econômica e uma mudança na sua posição social. Por isso, afirmou que&nbsp;<em>“uma reforma intelectual e moral tem que ser vinculada forçosamente a um programa de reforma econômica<em><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A burguesia detém os meios de produção e o proletariado vende sua força de trabalho, gerando ''exploração''.">”</span></em>.</em><a href="https://web.archive.org/web/20160614015532/http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250"></a></p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/carlosazambuja/">Carlos I. S. Azambuja</a><a href="https://culturadefato.com.br/author/ricardohashimoto/"></a>.<br>Publicado originalmente em 27 de abril de 2005, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Os embaixadores</em>” (1533), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hans Holbein (1497-1543), o Jovem, foi um pintor suíço, um dos mestres do retrato no Renascimento, além de desenhista de xilogravuras, vidrarias e peças de joalharia.">Hans Holbein</span> (1497-1543), o Jovem.<br><br>A imagem foi escolhida por sua densidade simbólica e pela forma como representa a complexa relação entre poder, conhecimento e construção da realidade. A obra reúne, de maneira aparentemente harmoniosa, elementos científicos, religiosos e políticos, sugerindo uma ordem racional e estável. No entanto, essa estabilidade é apenas aparente.<br><br>O detalhe mais emblemático da pintura — o crânio distorcido em primeiro plano [<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Embaixadores#/media/Ficheiro:Hans_Holbein_the_Younger_-_The_Ambassadors_-_Google_Art_Project.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">consultar imagem integralmente</a>], visível apenas a partir de um ângulo específico — revela que a compreensão da realidade depende da perspectiva adotada. Esse recurso visual dialoga diretamente com a ideia de que valores, crenças e interpretações são moldados por mediações culturais e intelectuais.<br><br>Assim, a escolha da obra busca ilustrar, de forma sutil, o tema central do texto: a disputa no campo das ideias, onde a transformação social não se dá apenas por confrontos diretos, mas pela lenta e contínua reconfiguração dos modos de ver, pensar e interpretar o mundo.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/">As origens do politicamente correto</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-2qqhtkq" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-2qqhtkq gutentor-carousel-item"><div id="section-g-2qqhtkq" class="section-g-2qqhtkq gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-trdk7rb" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-trdk7rb gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CalaABoca.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?,</a></em><br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-6b1zz9m" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-6b1zz9m gutentor-carousel-item"><div id="section-g-6b1zz9m" class="section-g-6b1zz9m gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-viie8i7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-viie8i7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/entenda-o-marxismo-em-um-minuto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MaoSaindoDoOlho.jpg" alt="Mão saindo de dentro do olho representando inveja e/ou orgulho." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/entenda-o-marxismo-em-um-minuto/"><em>Entenda o marxismo em um minuto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/henryhazlitt/">Henry Hazlitt</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-tj27ll1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-tj27ll1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-tj27ll1" class="section-g-tj27ll1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-87a173l" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-87a173l gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/instituicoes-nao-se-derrubam-se-reformam/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/06/EdmundBurke.jpg" alt="Obra: &quot;Edmund Burke&quot;, de James Barry." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/instituicoes-nao-se-derrubam-se-reformam/">Instituições não se derrubam, se reformam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-g79x41c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g79x41c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g79x41c" class="section-g-g79x41c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/reflexoes-sobre-a-execucao-de-luis-xvi/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/LouisXVI_1789_Antoine-FrancoisCallet.jpg" alt="Obra: &quot;Luís XVI, rei da França e Navarra, vestindo seu grande traje real em 1779&quot; (1789), por Antoine-François Callet (1741 – 1823)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/reflexoes-sobre-a-execucao-de-luis-xvi/">Reflexões sobre a execução de Luís XVI</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/liberte-egalite-fraternite-o-carvalho/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/LiberteEgaliteFraternite.jpg" alt="Fachada de prédio com os dizeres: “Liberté, Egalité, Fraternité” ." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/liberte-egalite-fraternite-o-carvalho/"><em>Liberté, Egalité, Fraternité, o Carvalho…</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/edgarcia/">Ed Garcia</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/DisneylandWoke.jpg" alt="Disneyland Woke, Tearing Down the Past (2022). Desenho por Edwin Loftus." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/wokismo-nova-face-da-revolucao-anticrista/"><em>Wokismo nova face da revolução anticristã</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joseureta/">José A. Ureta</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SigningOfTheConstitution.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Scene at the Signing of the Constitution of the United States&quot;, criada por Howard Chandler Christy (1872 - 1952) em 1940." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-contradicoes-inerentes-ao-estado/"><em>As contradições inerentes ao Estado</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/murrayrothbard/">Murray N. Rothbard</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MendingTheNation_Jon-McNaughton.jpg" alt="Obra: &quot;Mending the nation&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><em>A essência do conservadorismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/o-pensamento-de-gramsci/">O pensamento de Gramsci</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/o-pensamento-de-gramsci/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Proposta para a Copa: cotas para japonês</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/proposta-para-a-copa-cotas-para-japones/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/proposta-para-a-copa-cotas-para-japones/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Hashimoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 02:59:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=27860</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Proponho uma lei de cotas para japonês em times de futebol. Cada equipe deverá ter pelo menos um jogador titular de origem nipônica.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/proposta-para-a-copa-cotas-para-japones/">Proposta para a Copa: cotas para japonês</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Arrigo Sacchi é um ex-treinador de futebol italiano, vice-campeão mundial à frente da Itália na Copa do Mundo de 1994. Em setembro de 2007, o The Times o nomeou melhor treinador italiano de todos os tempos e 11º a nível mundial.">Arrigo Sacchi</span><br></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Já que a moda são as cotas raciais, vou dar a minha contribuição.</p>



<p>Proponho uma lei de cotas para japonês em times de futebol. Isso mesmo, cada equipe deverá ter pelo menos um jogador titular de origem nipônica.</p>



<p>A razão disto é muito simples: trata-se de corrigir um erro histórico! Em mais de 100 anos de imigração japonesa, nenhum dos grandes times de futebol jamais teve um único jogador japonês de destaque! Apesar de constituir boa parte da população brasileira, a participação oriental no futebol é zero, nada, nadinha!</p>



<p>Além disso, os meninos japoneses precisam se livrar da tirania paterna (e materna também) que os obriga a estudar para serem médicos, engenheiros, advogados, dentistas e inúmeras outras profissões de destaque. Mais ainda: depois de chegar em casa, após horas de estudo na escola, os pais ainda obrigam o japonesinho a ir ao Kumon! Onde já se viu tamanha exploração capitalista? Onde é que o menininho vai aranjar tempo para jogar bola e treinar?</p>



<p>A lei deve ser bem clara: nada de colocar japonês no banco de reservas! Deve ter a participação mínima de 1/11 no elenco principal. E, para evitar malandragens na substituição, o banco deverá contar com pelo menos dois outros nipônicos.</p>



<p>A determinação de origem será feita por métodos científicos, aqueles citados anos atrás por um sindicalista, que garantiu que as cotas raciais podem seguir critérios estritamente racionais. Isso é muito bom, para o caso de espertinho índio, peruano, chinês ou coreano querer se passar por japonês.</p>



<p>Vamos aproveitar para aprovar logo esta lei. A Copa do Mundo está às portas!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aviso:</h2>



<br>



<p>Peço aos leitores do Mídia Sem Máscara que me ajudem a elucidar um mistério. Na semana passada, todas as curtidas do meu post “Cota para japonês” desapareceram misteriosamente. Sumiram. Evaporaram.</p>



<p>O que pode ter acontecido? Algum problema no WordPress? Boicote? Invasão? Alguém se sentiu ofendido? Tentei contato com o WordPress mas não consegui. Por isso, recorro aos leitores do MSM.</p>



<p>Vamos lá, faltam poucos dias para o início da Copa e ainda dá tempo de aprovar esta lei em regime de urgência!</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ricardohashimoto/">Ricardo Hashimoto</a>. O autor é engenheiro e <em>coach</em>.<br>Publicado originalmente em 16 de maio de 2014, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Futebol</em>” (2026), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Elijah Oyinkansola Olanase é um artista nascida no estado de Ogun, Nigéria, em 1999.">Elijah Olanase</span>.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais textos, vídeos e áudios para rir:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
<div id="col-g-y5bwbjw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y5bwbjw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y5bwbjw" class="section-g-y5bwbjw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-dezembro-de-2025/#Top02"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/AdoracaoDosPastores.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Adoração dos Pastores&quot; (1505 - 1510), de Giorgio Barbarelli da Castelfranco (1478–1510)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-dezembro-de-2025/#Top02">Quem é o lateral?</a></em>,<br>por José de Vasconcellos (vídeo)</p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/entre-ideias-fatos-e-ironias-janeiro-de-2026/#Top03"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/OlavoDeCarvalho.jpg" alt="Olavo de Carvalho. Esboço à lápis grafite." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/entre-ideias-fatos-e-ironias-janeiro-de-2026/#Top03">Chega de notícias lidas, agora elas serão cantadas!</a></em>,<br>por Eduard Khil (vídeo)</p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/entre-ideias-fatos-e-ironias-fevereiro-de-2026/#Top02"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/03/StillLifeWithFruit.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Still Life with Fruit &quot; (1855), de Severin Roesen (1815–1872)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/entre-ideias-fatos-e-ironias-fevereiro-de-2026/#Top02">Saiba vender de canetas a descascadores automáticos de banana</a></em>, José de Vasconcellos (áudio)</p>
</div></div>



<div id="col-g-pn8u841" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-pn8u841 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-pn8u841" class="section-g-pn8u841 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-xow0vpe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-xow0vpe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-novembro-de-2025/#Top05"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Bolsonaro_LucimaryBillhardt.jpg" alt="Obra &quot;Bolsonaro&quot;, por Lucimary Billhardt." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-novembro-de-2025/#Top05">Dia da Consciência Polaca</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a> (vídeo)</p>
</div></div>



<div id="col-g-ctbvc67" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ctbvc67 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ctbvc67" class="section-g-ctbvc67 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kk2f56s" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kk2f56s gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/oracao-do-bom-humor-de-sao-tomas-more/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/06/ThomasMore.jpg" alt="Obra: &quot;São Thomas More&quot; (1527), por Hans Holbein (1497 - 1543)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/oracao-do-bom-humor-de-sao-tomas-more/">Oração do bom humor de São Tomás More</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a> (texto)</p>
</div></div>



<div id="col-g-ebeq1tw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ebeq1tw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ebeq1tw" class="section-g-ebeq1tw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-im61ms1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-im61ms1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-maio-de-2025/#Top01"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/06/AlegoriaDoMauGoverno_AmbrogioLorenzetti.jpg" alt="Obra: &quot;A Alegoria do Mau Governo&quot; (1338), de Ambrogio Lorenzetti (1285/1290 - 1348)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-maio-de-2025/#Top01">“Carona Filosófica”</a></em>,<br>por Salomão Schvartzman (áudio)</p>
</div></div>



<div id="col-g-11hferx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-11hferx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-11hferx" class="section-g-11hferx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-uoe9loo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-uoe9loo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2025/#Top01"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/OldManPlaysTheViolin.jpg" alt="Obra: &quot;Old man plays the violin&quot;, de Abraham Straski (1903 - 1987)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2025/#Top01">Trechos do programa “Diário da Manhã”</a></em>,<br>por Salomão Schvartzman (áudios)</p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-umah1vs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-umah1vs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-melhor-carta-de-admissao/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/07/TheSchoolOfAthens.jpg" alt="Recorte da obra &quot;A Escola de Atenas', pintada por Rafael Sanzio (1483 - 1520)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-melhor-carta-de-admissao/">A melhor carta de admissão</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/stephenkanitz/">Stephen Kanitz</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ssqpa11" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ssqpa11 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tag/humor/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Sorrindo.jpg" alt="Sorrindo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/tag/humor/">Acessar todas as postagens humorísticas</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/proposta-para-a-copa-cotas-para-japones/">Proposta para a Copa: cotas para japonês</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/proposta-para-a-copa-cotas-para-japones/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saudades dos cigarros que nunca fumarei</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/saudades-dos-cigarros-que-nunca-fumarei/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/saudades-dos-cigarros-que-nunca-fumarei/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Nogy]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 03:04:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
		<category><![CDATA[Cigarro]]></category>
		<category><![CDATA[George Orwell]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Béraud]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Hawking]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=27817</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Eu, quando criança, confesso: fumei chocolates e cometi genocídios com brinquedos. Eu sabia que adultos fumavam cigarros de verdade e homens carregavam armas de verdade. E, curiosamente, era muito claro: adultos fumavam porque, sendo adultos, podiam fumar, fizesse mal ou não; homens carregavam armas por duas razões muito evidentes...”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/saudades-dos-cigarros-que-nunca-fumarei/">Saudades dos cigarros que nunca fumarei</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Se o pensamento corrompe a linguagem,</em><br><em>a linguagem também pode corromper o pensamento.</em>”<br><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="George Orwell (1903–1950) é pseudônimo do escritor inglês Eric Arthur Blair.">George Orwell</span> (1903–1950)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Houve um tempo, há não muito tempo, em que um garotinho negro marotamente fumando (comendo) um cigarro (confeito) de chocolate ao leite não passava mesmo disso: um garotinho negro marotamente fumando um cigarro de chocolate ao leite. Acreditem: eu mesmo fumei o chocolate. Hoje, não mais. Hoje, o garotinho negro marotamente fumando um cigarro de chocolate ao leite significa: a sórdida propaganda capitalista de um menino afrodescendente em situação de risco a imitar, inocentemente, o não menos sórdido hábito capitalista de inalar duas mil substâncias tóxicas que o vão, curto prazo, levar inevitavelmente à impotência, ao câncer e à morte. Pior: a um quadro televisivo com a gárgula vestida de branco que atende pelo nome de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antônio Drauzio Varella é um médico, oncologista, cientista e escritor brasileiro. Formado pela Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado em 2° lugar, é conhecido por popularizar a informação médica no Brasil, através de aparições em programas de rádio, TV e pela Internet, com um site e canal no YouTube.">Drauzio Varella</span>.</p>



<p class="img-direita"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="436" height="528" class="wp-image-27827" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/04/CigarrinhosPanDeChocolateAoLeite.jpg" alt="Cigarrinhos Pan de Chocolate ao Leite">Estatísticas provam. Estatísticos — dedo em riste! — asseveram: todos os fumantes morrerão. Incrível, nunca havia pensado nisso. Mas nunca havia pensado também noutra coisa.</p>



<p>Nunca havia pensado no quanto, de repente, governos de todo o mundo, governantes de todos os países, burocratas, legisladores, apresentadores de televisão, esportistas, os chamados intelectuais públicos (nojo da expressão), profissionais da medicina — e, claro, o interminável <span data-tooltip="Stephen William Hawking (1942-2018) foi um físico teórico e cosmólogo britânico." data-tooltip-position="top">Stephen Hawking</span>, que sempre está aí pronto para achar qualquer coisa e dizer merda respectiva — resolveram cuidar da minha saúde de forma tão, como direi, paternal. Eles me proíbem aquilo que nem meus pais pensaram proibir. Eles me proíbem aquilo que nem mesmo aquele severíssimo apóstolo ousou proibir: “Experimentai tudo; ficai com o que é bom”.</p>



<p>São Paulo que me perdoe, mas não posso mais experimentar certas coisas. Eu, um não-fumante resignado, já estou terminantemente proibido de sequer pensar em desenvolver o hábito. Eu já não posso mais morrer como bem queira. Tenho o estado para cuidar da minha saúde e me proibir o cigarro e — em breve, aguardem — os açúcares e as gorduras. Mas a nicotina, os açúcares e as gorduras são apenas os objetos visíveis de uma proibição muitíssimo mais abrangente, sutil e diabolicamente perigosa: eles, nossos benfeitores, nos querem proibir a linguagem. Eles, zelosos, nos querem proteger de imagens, propagandas e expressões que nos inoculem vícios e nos levem à degradação. Ou à liberdade.</p>



<p>A imagem de um garoto fingindo fumar o que — todos sabiam, inclusive os garotos — não passava de um confeito de chocolate vale por toda uma declaração de princípios e representa uma época, ou o fim de uma época, em que armas de brinquedo e cigarros de chocolate não eram outra coisa senão brinquedo e chocolate. Eu, quando criança, confesso: fumei chocolates e cometi genocídios com brinquedos. Eu sabia que adultos fumavam cigarros de verdade e homens carregavam armas de verdade. E, curiosamente, era muito claro: adultos fumavam porque, sendo adultos, podiam fumar, fizesse mal ou não; homens carregavam armas por duas razões muito evidentes: ou eram bandidos e queriam ferir os outros, ou eram policiais e deviam nos proteger dos bandidos. Por mais simplória que fosse a solução, me parecia muito bem e os valores estavam claros pra mim e para os outros garotos que eu conhecia, negrinhos ou não (alto lá: afrodescendentinhos ou não!). Engano meu.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gustavonogy/">Gustavo Nogy</a>.<br>Publicado originalmente em 22 de maio de 2012, no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Dîner aux Ambassadeurs</em>” (aprox. 1880), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jean Béraud (1849-1935) foi um pintor impressionista francês, conhecido por seus diversos quadros retratando a noite parisiense e da alta sociedade. Inúmeros quadros da Champs Elysees, cafés, Montmartre, com detalhados retratos do cotidiano de Paris durante a era conhecida como ''Belle Époque''.">Jean Béraud</span> (1849–1935). </p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
<div id="col-g-y5bwbjw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y5bwbjw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y5bwbjw" class="section-g-y5bwbjw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/relatorio-iron-mountain/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ManSmokingPipe_GiovanniMadonini.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Man smoking pipe&quot;, criada pelo pintor italiano Giovanni Madonini (1915 - 1989)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/relatorio-iron-mountain/">Relatório Iron Mountain</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexandrecosta/">Alexandre Costa</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/jingles-inesqueciveis-mas-evitaveis/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Radio.jpg" alt="Radio" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/jingles-inesqueciveis-mas-evitaveis/">Jingles inesquecíveis, mas evitáveis</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ericrabello/">Eric M. Rabello</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-pn8u841" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-pn8u841 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-pn8u841" class="section-g-pn8u841 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-xow0vpe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-xow0vpe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/breve-historia-do-blue-jeans/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/RebiteDeCalcaJeans.jpg" alt="Calça jeans com foco no rebite" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/breve-historia-do-blue-jeans/">Breve história do blue jeans</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/nelsonribeirofragelli/">Nelson Ribeiro Fragelli</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-ctbvc67" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ctbvc67 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ctbvc67" class="section-g-ctbvc67 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kk2f56s" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kk2f56s gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/edward-bernays-e-o-controle-da-opiniao-publica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/FlautistaDeHamelin_MaxfieldParrish.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/edward-bernays-e-o-controle-da-opiniao-publica/">Edward Bernays e o controle da opinião pública</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/cristianderosa/">Cristian Derosa</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-ebeq1tw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-ebeq1tw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-ebeq1tw" class="section-g-ebeq1tw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-im61ms1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-im61ms1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-engenheira-social-inclusa-nas-telenovelas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ControleRemotoTV.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-engenheira-social-inclusa-nas-telenovelas/">A engenheira social inclusa nas telenovelas</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/diogowaki/">Diogo Waki</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-11hferx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-11hferx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-11hferx" class="section-g-11hferx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-uoe9loo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-uoe9loo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/tecnicas-de-manipulacao-psicologica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Cerebro.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/tecnicas-de-manipulacao-psicologica/">Técnicas de manipulação psicológica</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pascalbernardin/">Pascal Bernardin</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-arrogancia-dos-manipulados/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/VaralDeManipulados.jpg" alt="Bonecos de pessoas pendurados em uma espécie de Varal." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-arrogancia-dos-manipulados/">A arrogância dos manipulados</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-umah1vs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-umah1vs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/truque-dos-tres-estagios-e-seis-passos-para-aprovar-uma-proposta-absurda/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/OsTrapaceiros.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Os trapaceiros&quot;. Pintura do artista barroco italiano Michelangelo Merisi da Caravaggio (1671 - 1610)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/truque-dos-tres-estagios-e-seis-passos-para-aprovar-uma-proposta-absurda/">“Truque dos três estágios” e “Seis passos para aprovar uma proposta absurda”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexandrecosta/">Alexandre Costa</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ssqpa11" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ssqpa11 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/mentiras-sinceras-me-interessam/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/VoluntaryHumanExtinction.jpg" alt="Movimento da Extinção Humana Voluntária (VHEMT)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/mentiras-sinceras-me-interessam/">Mentiras sinceras me interessam</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gustavonogy/">Gustavo Nogy</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/saudades-dos-cigarros-que-nunca-fumarei/">Saudades dos cigarros que nunca fumarei</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/saudades-dos-cigarros-que-nunca-fumarei/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Minha descoberta racional do conservadorismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luís Afonso Assumpção]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 00:38:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Voegelin]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Marx]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Maquiavel]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Nazifascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Olavo de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Paralaxe Cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[Relativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=27574</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Encontrei num dicionário na web uma definição de <em>conservador</em> absolutamente perfeita: 'é o sujeito otimista com relação ao passado e pessimista com relação ao futuro'. É exatamente isto.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/">Minha descoberta racional do conservadorismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Não tire uma cerca antes de saber por que ela foi colocada.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span> <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span> <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874-1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Sempre imaginei o ser humano como resultado concreto e final de um exercício de criação divino.</p>



<p>Isso pode ser um pouco religioso ou metafísico demais para um mundo que se acostumou a nivelar tudo por baixo, que simplesmente finge que o que não entende “não existe”, mas é ainda a melhor explicação para o ser humano.</p>



<p id="RefNota01">“Melhor” por quê? Oras porque não somos de maneira alguma “animais”. Talvez a classificação do ser humano como representante do reino animal — feita pelo próprio ser humano — seja o único caso em que a famosa “paralaxe cognitiva”<strong><sup><a href="#Nota01">1</a></sup></strong> seria de fato autêntica. Explico: o simples fato de o homem ser o único ser que tem a capacidade de classificar dentro de uma estrutura racional de significados todos os outros animais, o deveria colocar automaticamente fora desta mesma classificação — afinal, nenhum dos animais analisados é capaz de tal façanha. Então o homem, quando classifica todas as espécies animais em filo, gênero e espécie, se coloca evidentemente numa visão superior a todos os animais. E o faz por estar fora desta mesma classificação. Foi nada menos do que uma tragédia o fato de que ao final do processo tenha ele mesmo se auto-classificado junto aos primatas, com um título nada animador de “animal racional”. Nem o cargo de “rei dos animais” nos sobrou.</p>



<p>Pois bem, esta percepção de que estamos acima do reino animal em todos os aspectos, menos no “construtivo”, é derivada de um senso comum. E a origem deste “senso comum”, descobri agora há pouco, tem a ver com uma tradição conservadora.&nbsp;</p>



<p>Encontrei num dicionário na <em>web</em> uma definição de “conservador” absolutamente perfeita: “é o sujeito otimista com relação ao passado e pessimista com relação ao futuro”. É exatamente isto. E ainda acrescento que o pessimismo em relação ao futuro se dá na exata percepção de avançamos no tempo perdendo a cada dia pedaços ainda maiores de nossa própria humanidade. Num futuro não muito distante talvez nem o título de animais “racionais” possamos usar. O racionalismo é conservador.</p>



<p>Mas de onde surge esta sensação de perda? Não é nostalgia. Para mim é o simples ceticismo que acompanha qualquer análise minimamente racional da atualidade.</p>



<p>Descobri que o meu modo de funcionamento era mesmo este: sempre desconfiar de qualquer explicação inovadora ou “revolucionária”, daquelas do tipo “esqueça tudo o que você já viu sobre&#8230;”. O fato é que não dá para esquecer, não podemos partir do zero a cada pseudo-revolução. Este é o ponto. Se a “novidade” é inconsistente, prefiro ficar com a última explicação.</p>



<p>Este é o porquê do meu apego pelo capitalismo: não é que eu morra de amores por ele (já escrevi até que o “odeio” em <em>post</em> anterior), mas é o único sistema econômico que funcionou até hoje. E o que mais respeitou a liberdade individual e econômica, quando atrelada ao regime democrático.</p>



<p>O binômio capitalismo (liberal) de um lado e a democracia de outro são dois dos pilares básicos do que eu chamaria de “realismo” político/econômico. Considero como “realismo” tudo o que se pode estabelecer como verdade absoluta ou pelo menos a coisa mais próxima dela. No caso do capitalismo e a democracia ainda têm a vantagem de serem verdades perfeitamente mensuráveis: não há outro regime que possa ser considerado mais justo e mais eficiente em produzir riquezas e gerar satisfação material às pessoas.</p>



<p>O fato de haver milhares de pessoas lutando por ditaduras e pela implantação de alguma forma de comunismo hoje em dia, só me faz ver que existem outras verdades absolutas: a burrice e a apatia mental dos tempos atuais são incontestáveis.</p>



<p>Mas faltava alguma coisa: eu tinha elementos realistas para embasar minha defesa da liberdade política e econômica, mas não para um sistema de valores morais ou “humanistas”, em que se baseia o conservadorismo.</p>



<p>Mas havia a certeza de que o binômio democracia/capitalismo só pode existir num ambiente social no qual as pessoas compartilhem a mesma visão e os mesmos valores morais. É o que chamam de sociedade de confiança.</p>



<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Eric Voegelin (1901-1985) foi filósofo, historiador e cientista político alemão, radicado nos Estados Unidos.">Voegelin</span> observou como o “senso comum” era um grande diferencial nas sociedades britânicas e americanas. Um senso comum tão arraigado que “blindou” estes países às influências mais perversas do século vinte: totalitarismo nazi-fascista e comunista. O senso comum é também a minha base de avaliação do mundo. É uma percepção intuitiva de conservadorismo.</p>



<p>A base deste conservadorismo não é só a “nostalgia” do passado ou a manutenção de tradicionalismos. Significa que determinados valores não podem ser colocados de lado em favor de outros “mais evoluídos” simplesmente pela razão de que a “evolução” nunca ter sido provada.</p>



<p>A compreensão de que minha simpatia pelo passado era muito mais do que simples “nostalgia”, mas a intuição de que elas abarcavam definições muito mais completas e complexas da própria humanidade, veio com o estudo dos filósofos clássicos.</p>



<p>A isto eu devo imensamente ao meu mestre Olavo de Carvalho: antes de tudo Olavo é um grande divulgador da tradição filosófica conservadora, traçando uma linha que vai dos antigos gregos até o judaísmo-cristianismo. Ao conhecer a história do pensamento filosófico, acabei por conhecer os fundamentos teóricos do conservadorismo.</p>



<p>Com isso pude enfim somar mais um sustentáculo — o mais importante — ao edifício do capitalismo liberal e democrático. Sem uma base de defesa de valores conservadora, o edifício não se sustenta.</p>



<p>No mundo de hoje, isso é especialmente dramático, pois o curso do pensamento conservador acabou assoreado por toneladas de relativismos, pós-modernismos entre outros, que transformaram a filosofia num grande supermercado de idéias, sem que nenhuma contradiga outra.</p>



<p>Os tempos atuais avançam até para dizer que o conservadorismo, o realismo não passam de mais um relativismo&#8230;</p>



<p>Tomo como exemplo a obra do “filósofo” <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles Feitosa é doutor em Filosofia pela Universidade de Freiburg, Alemanha. É professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da UNIRIO.">Charles Feitosa</span> “<a href="https://www.estantevirtual.com.br/livro/explicando-a-filosofia-com-arte-0V3-9962-000-BK" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Filosofia com arte</a>” em que sob o capítulo “vantagens e desvantagens do relativismo” afirma que o realismo (e os realistas) querem impor a “sua” visão a todos os outros. Cita como exemplo de “realista” o nacional-socialismo alemão&#8230; Do outro lado temos o relativismo, que é uma maravilha, pois “respeita” a todos os tipos de pensamento&#8230;</p>



<p>O autor só não explicou como “realistas” puderam relativizar até mesmo a existência de seres humanos como fizeram nazistas e comunistas&#8230;</p>



<p>Para finalizar: a descoberta da tradição filosófica na qual se baseia o conservadorismo foi para mim como se encontrasse, no fundo de uma caverna esquecida, um tesouro, uma essência rara. Nossa obrigação é a de guardar e espalhar esta boa nova às novas gerações.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/luisafonsoassumpcao/">Luís Afonso Assumpção</a>.<br>Publicado originalmente em 21 de maio de 2005, no <em>website</em> <em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li id="Nota01">“Paralaxe cognitiva” é o fenômeno pelo qual o observador se coloca fora do campo de ação do fenômeno “universal” que pretende explicar. Exemplos: <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Karl Marx foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido). É considerado o ''pai do comunismo'', junto com Friedrich Engels.">Marx</span> explicando que à classe trabalhadora e não à burguesia pertencia o futuro da humanidade (Marx era um burguês); <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento.">Maquiavel</span> defendendo que o príncipe deveria em primeiro lugar eliminar os seus apoiadores e influenciadores, dando a entender que ele mesmo, Maquiavel, deveria ser uma das primeiras vítimas de sua invenção. <a href="#RefNota01"><img decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Caminhante sobre o mar de névoa</em>” (aprox. 1818), de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Caspar David Friedrich (1774–1840) foi um pintor de paisagens do romântico alemão, geralmente considerado o mais importante artista alemão da sua geração.">Caspar David Friedrich</span> (1774–1840).<br><br>A obra retrata um homem solitário, posicionado acima de uma paisagem encoberta por névoa, portanto contemplando um horizonte incerto. A cena simboliza a condição do indivíduo que, apoiado em fundamentos sólidos, observa criticamente um mundo cada vez mais obscurecido pela perda de referências.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
<div id="col-g-niki8r7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-niki8r7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-niki8r7" class="section-g-niki8r7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-li911bh" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-li911bh gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-voce-deveria-ser-um-conservador/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/JusticeForAll.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Justice for All&quot;, criada pelo artista americano Jon McNauhgton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-voce-deveria-ser-um-conservador/">Por que você deveria ser um conservador</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/davidcharlesstove/">David Charles Stove</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/eu-sou-um-conservador/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/VoceNaoEstaEsquecido.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;You Are Not Forgotten&quot;, por Jon McNauhgton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/eu-sou-um-conservador/">Eu sou um conservador</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/joaomellaoneto/">João Mellão Neto</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-g79x41c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-g79x41c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-g79x41c" class="section-g-g79x41c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-3g3enag" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-3g3enag gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/MendingTheNation_Jon-McNaughton.jpg" alt="Obra: &quot;Mending the nation&quot;, por Jon McNaughton." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/">A essência do conservadorismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-bx5lbj1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-bx5lbj1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-bx5lbj1" class="section-g-bx5lbj1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-8op5vvg" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-8op5vvg gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/10/LeSermentDuJeuDePaume_Jacques-LouisDavid.jpg" alt="Obra: &quot;Le Serment du Jeu de paume&quot; (década de 1790), por Jacques-Louis David (1748 – 1825)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/">Qual é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/acepcoes-do-adjetivo-reacionario/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/10/CollectiveReaction_2020_MariahKaminsky.jpg" alt="Obra: &quot;Reaction&quot; (2020), por Mariah Kaminsky" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/acepcoes-do-adjetivo-reacionario/">Acepções do adjetivo “reacionário”</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/12/LiberdadeArmada.jpg" alt="Obra: &quot; Liberdade armada com o cetro da razão derrubando a ignorância e o fanatismo&quot; (1793), de Louis-Simon Boizot (1743 – 1809)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-necessidade-de-uma-doutrina-conservadora/">A necessidade de uma doutrina conservadora</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-a3rdur1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-a3rdur1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-a3rdur1" class="section-g-a3rdur1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-vel8ypd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-vel8ypd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/TheConsummationTheCourseEmpire_ColeThomas.jpg" alt="Obra: &quot;The Consummation The Course of the Empire&quot; (1836), de Thomas Cole (1801 – 1848)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/conservacao-e-progresso/">Conservação e progresso</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-135854c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-135854c gutentor-carousel-item"><div id="section-g-135854c" class="section-g-135854c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ce07mde" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ce07mde gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-nao-sou-liberal/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/07/SedutaDOuvertureDelAssembleeDesEtatsGeneraux.jpg" alt="Recorte da obra &quot;Seduta d'ouverture de l'Assemblée des états généraux , 5 mai 1789&quot;, criada pelo pintor francês Couder Auguste (1789 - 1873)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-nao-sou-liberal/"><em>Por que não sou liberal</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/stephenkanitz/">Stephen Kanitz</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-n7aoo11" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-n7aoo11 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-n7aoo11" class="section-g-n7aoo11 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ac1vcz5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ac1vcz5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/NoiteEstreladaVincentVanGogh.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/">Excertos da obra “Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/norbertobobbio/">Norberto Bobbio</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/">Minha descoberta racional do conservadorismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/minha-descoberta-racional-do-conservadorismo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coração versus Bíblia</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/coracao-versus-biblia/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/coracao-versus-biblia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dennis Prager]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 03:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[GULAG]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Luther King Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=27469</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Os olhos e o coração formam uma força extraordinariamente poderosa. Eles só podem ser superados, na formulação de políticas, por uma mente e um sistema de valores que sejam mais fortes do que a dupla coração-olho.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/coracao-versus-biblia/">Coração versus Bíblia</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas,</em><br><em>e perverso; quem o conhecerá?</em>”<br>Jeremias 17:9</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Recentemente, entrevistei uma estudante sueca de 26 anos a respeito de suas ideias sobre a vida. Perguntei se ela acreditava em Deus ou em alguma religião.</p>



<p>“Não, isso é tolice,” ela respondeu.</p>



<p>“Então como você sabe o que é certo e o que é errado?” perguntei.</p>



<p>“Meu coração me diz,” ela replicou.</p>



<p>Em poucas palavras, essa é a principal razão para a grande divergência que há na América, e também entre a América e boa parte da Europa. A maioria das pessoas usa o seu coração — incitado por seus olhos — para determinar o que é certo e o que é errado. Uma minoria usa sua mente e/ou a Bíblia para fazer essa determinação.</p>



<p>Escolha quase qualquer assunto e estas duas maneiras opostas de determinar certo e errado se tornam evidentes.</p>



<p>Aqui vão três exemplos.</p>



<p>Casamento entre pessoas do mesmo sexo: o coração favorece essa ideia. É preciso ter um coração endurecido para não ser comovido quando se veem muitos adoráveis casais do mesmo sexo que querem comprometer suas vidas mutuamente em casamento. O olho vê os casais; o coração se comove para redefinir o casamento.</p>



<p>Direitos dos animais: o coração os favorece. É difícil encontrar uma pessoa, por exemplo, cujo coração não se comova ao ver um animal sendo usado para pesquisas médicas. O olho vê o animal fofinho; o coração então equipara a vida animal e a vida humana.</p>



<p>Aborto: Como se pode olhar para uma menina de 18 anos, que teve relações sem proteção, e não ficar comovido? Que tipo de pessoa sem coração vai lhe dizer que ela não deveria abortar e que deveria dar à luz?</p>



<p>Os olhos e o coração formam uma força extraordinariamente poderosa. Eles só podem ser superados, na formulação de políticas, por uma mente e um sistema de valores que sejam mais fortes do que a dupla coração-olho.</p>



<p>Com o declínio das religiões judaico-cristãs, o coração, moldado pelo que o olho vê (aqui está o poder da televisão), tornou-se a fonte das decisões morais das pessoas.</p>



<p>Este é um problema potencialmente fatal para nossa civilização. O coração pode ser muito belo, entretanto não é nem intelectualmente nem moralmente profundo.</p>



<p>Portanto, é assustador que centenas de milhares de pessoas não vejam problema algum em admitir que o seu coração é a fonte dos seus valores. Seu coração sabe mais do que milhares de anos de sabedoria acumulada; sabe mais do que religiões moldadas pelos melhores pensadores de nossa civilização (e, para o crente, moldadas por Deus); e sabe mais do que o livro que guiou nossa sociedade — dos Fundadores de nossa singularmente bem-sucedida sociedade, passando pelos militantes contra a escravidão e chegando até ao Rev. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Martin Luther King, Jr. (1929 – 1968) foi pastor batista e ativista político estadunidense que se tornou a figura mais proeminente e líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos de 1955 até seu assassinato em 1968.">Martin Luther King Jr.</span> e à maioria dos líderes da luta pela igualdade racial.</p>



<p>Esta exaltação do próprio coração vai bem além da autoconfiança — é a autodeificação.</p>



<p>Uma das primeiras coisas que se aprende no judaísmo e no cristianismo é que os olhos e o coração são geralmente terríveis guias no que diz respeito ao bom e ao santo. “&#8230; não se prostituam nem sigam as inclinações do seu coração e dos seus olhos.” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/nm/15/39" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Números 15:39</a>);  “O coração é mais enganoso&nbsp;que qualquer outra coisa&#8230;” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/jr/17/9" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Jeremias 17:9</a>).</p>



<p>Os apoiadores do casamento do mesmo sexo veem o adorável casal homossexual, e portanto não se interessam pelos efeitos das mudanças no casamento e na família sobre as crianças que não veem. E, como tem veneração pelos seus corações, o ideal bíblico de amor entre homem e mulher, casamento e família, não têm importância nenhuma para eles.</p>



<p>Os corações dos defensores dos direitos dos animais estão profundamente comovidos pelos animais que veem submetidos aos experimentos, mas não pelos milhões de pessoas que não veem que vão sofrer e morrer se pararmos com esses experimentos.</p>



<p>Da mesma forma, os corações das pessoas que apoiam a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais) estão tão comovidas pela &nbsp;condição dos frangos abatidos que a organização tem uma campanha intitulada “Holocausto no seu prato,” que compara o abate de galinhas com o massacre dos Judeus pelos nazistas.</p>



<p>Por 25 anos tenho perguntado a graduandos do ensino médio em toda a América se salvariam seu cão ou uma pessoa desconhecida, caso ambos estivessem se afogando. A maioria tem quase sempre votado contra a pessoa. Por quê? Porque, dizem sem hesitar, eles amam seu cão, não o estranho. Uma geração inteira foi criada sem referência a nenhum código moral acima dos sentimentos do seu coração. Não sabem, e não se importariam se soubessem, que a Bíblia ensina que os seres humanos, não os animais, foram criados à imagem de Deus.</p>



<p>Da mesma forma, aqueles que não conseguem chamar nenhum aborto de imoral estão comovidos pelo que veem — a mulher desolada que quer um aborto, não pelo feto humano que não veem. É por isso que os grupos pró-direitos abortivos são tão contra mostrar fotografias de fetos abortados — imagens assim podem comover o olho e o coração dos espectadores de maneira a julgar de outro modo a moralidade de muitos abortos.</p>



<p>É inegável que muitas pessoas usaram suas mentes e muitos usaram a Bíblia de maneiras que conduziram ao mal. E algumas dessas pessoas de fato não tinham coração. Mas nenhuma das grandes crueldades do século XX — o <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAG</span>, Auschwitz, Camboja, Coréia do Norte, a <span data-tooltip="A Revolução Cultural (1966-1976) foi um movimento sociopolítico radical lançado por Mao Tsé-Tung para reafirmar seu poder, expurgar rivais e eliminar elementos ''burgueses'' na China." data-tooltip-position="top">Revolução Cultural de Mao</span> — veio daqueles que obtiveram seus valores da Bíblia. E o maior mal deste século XXI, ainda que baseado numa religião, também não veio da Bíblia.</p>



<p>Enquanto isso, a combinação de mente, valores judaico-cristãos e coração produziu, ao longo dos séculos, o sucesso singular conhecido como América. Estribar-se no coração vai destruir esta diligente conquista em uma geração.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por Dennis Prager.<br><br>Publicado originalmente em inglês em 16 de março de 2004, no endereço:<br><a href="https://web.archive.org/web/20160313134016/http://www.dennisprager.com/its-the-heart-versus-the-bible/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://web.archive.org/web/20160313134016/http://www.dennisprager.com/its-the-heart-versus-the-bible/</a><br><br>O artigo foi traduzido por Timóteo Kühn para publicação no <em>website</em> <a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mídia Sem Máscara</a>, em 30 de janeiro de 2014.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Queda de Ícaro</em>” (aprox. 1558), por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pieter Bruegel the Elder (Brueghel), o Velho: pintor e gravurista holandês, nasceu entre 1525 e 1530 e faleceu em 1569.">Pieter Bruegel</span> (1525/1530–1569).<br><br>A pintura foi inspirada no mito de Ícaro. Como se sabe, Ícaro ignora os avisos de seu pai, Dédalo, voa alto demais e, ao aproximar-se do sol, tem a cera de suas asas derretida, caindo no mar. Na obra, sua queda aparece quase escondida — visível apenas pelas pernas que emergem da água no canto inferior direito, enquanto o restante do mundo segue sua rotina. A imagem dialoga com o argumento do artigo ao sugerir que o entusiasmo ou os impulsos humanos, quando ignoram advertências e princípios mais sólidos, podem conduzir à queda.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
<div id="col-g-03n81ua" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-03n81ua gutentor-carousel-item"><div id="section-g-03n81ua" class="section-g-03n81ua gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/DisputaSantissimoSacramento.jpg" alt="Obra: &quot;A Disputa do Santíssimo Sacramento&quot; (1509–1510). Primeira parte da encomenda feita a Rafael para a decoração em afrescos das salas hoje conhecidas como Salas de Rafael (Stanze di Raffaello), no Palácio Apostólico do Vaticano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/"><em>Desmentindo mitos da Idade Média: “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental”</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-z0m70zr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z0m70zr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z0m70zr" class="section-g-z0m70zr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-9xl3an4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-9xl3an4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/AEntradaDeCristoEmBruxelas.jpg" alt="Obra: &quot;A Entrada de Cristo em Bruxelas&quot; (1888), de James Ensor (1860 - 1949)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/">A barbárie legalizada: civilização sem Deus, justiça sem alma</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-l2y76wp" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l2y76wp gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l2y76wp" class="section-g-l2y76wp gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-umah1vs" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-umah1vs gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/AutoDeFeEnLaPlazaMayorDeMadrid.jpg" alt="Obra: &quot;Auto de Fe en la plaza Mayor de Madrid&quot; (1683), por Francisco Rizi (1614 – 1685)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/">A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-gg5bpgr" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-gg5bpgr gutentor-carousel-item"><div id="section-g-gg5bpgr" class="section-g-gg5bpgr gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-ssqpa11" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ssqpa11 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-cristianismo-como-ideia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/11/CreationOfAdam_BradleyJParrish.jpg" alt="Obra &quot;Creation of Adam&quot;, por Bradley J. Parrish" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://patriciacastro.org/">O cristianismo como ideia</a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-y5bwbjw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y5bwbjw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y5bwbjw" class="section-g-y5bwbjw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/docura-comovedora-severidade-fulminante/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CristoMulherAdultera.jpg" alt="Obra: &quot;Jesus Cristo e a mulher apanhada em adultério&quot; (após 1532), de Lucas Cranach, o Jovem (1515 – 1586)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>Doçura comovedora, severidade fulminante</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-11hferx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-11hferx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-11hferx" class="section-g-11hferx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-uoe9loo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-uoe9loo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-ateismo-e-o-problema-do-bem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/01/AlegoriaDaBondade.jpg" alt="Obra: &quot;Alegoria da bondade&quot; (1564), por Jacopo Robusti (1518 - 1594)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>O ateísmo e o problema do bem</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jonathansilveira/">Jonathan Silveira</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/coracao-versus-biblia/">Coração versus Bíblia</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/coracao-versus-biblia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Espírito de época</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jeffrey R. Nyquist]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 03:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Livre Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Gottfried]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Baskerville]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=26113</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Por conta de o pai não ser mais necessário e o novo regime prometer dar apoio a todos que passarem por necessidades, a sociedade se transformou e o espírito da época já não é mais capitalista.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/">Espírito de época</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>O futuro da humanidade passa pela família.</em>”<br><span data-tooltip-position="bottom" data-tooltip="Karol Józef Wojtyła (1920 - 2005), papa João Paulo II. Iniciou o pontificado em 22 de outubro de 1978 e finalizou em 2 de abril de 2005. Foi canonizado no dia 27 de Abril de 2014, dia em que foi comemorada a festa da Divina Misericórdia, estabelecida por João Paulo II.">Papa João Paulo II</span> (1920 &#8211; 2005)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Por que o livre mercado está recuando e por que o Estado está sempre avançando? Em tempos passados era óbvio a todos que a única garantia da prosperidade era a liberdade. Hoje as pessoas acreditam que o governo pode resgatar todos da pobreza. Só que agora o governo está secando a economia até a última gota, pois ele se tornou o grande monstro consumidor que pisoteia o mercado e desmoraliza o investimento. Uma pergunta tem de ser feita: Por que o mercado não conseguiu se defender satisfatoriamente? Acredito que a resposta está no espírito da épica e nas condições que possibilitaram a ascensão desse espírito.</p>



<p>Na parte final do livro&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/436Whau" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Strange Death of Marxism</a>,</em> <span data-tooltip="Paul Edward Gottfried é um filósofo político paleoconservador americano, historiador, colunista e professor emérito de Humanidades no Elizabethtown College na Pensilvânia. Atualmente é editor-chefe da revista Crônicas. Nasceu em 1941 na cidade de New York." data-tooltip-position="top">Paul Gottfried</span>, há uma breve explicação sobre o declínio da sociedade de mercado, que logo recai para uma “democracia administrada”. Gottfried escreve que “A consolidação de um estado administrativo que apela à ideia de oferecer serviço ao povo por meio de uma gestão &#8216;científica&#8217;, selou o destino da sociedade a qual ele tomou conta. O novo regime se apropriou das funções da família vitoriana e passou a mediar as relações entre pais e filhos e de casais em disputa; eventualmente ele passou a presidir uma sociedade de consumidores descuidados e desenraizados.”</p>



<p>Deve-se admitir que Gottfried está na pista certa quando ele escreve sobre o “novo regime” que se apropria das funções da família vitoriana. Eis a chave para se entender tudo que está acontecendo nos dias de hoje. Além disso, o novo regime “administrado” teve como seu maior e mais decisivo feito a aniquilação do pai de família. Se alguém duvida do impacto dessa revelação, considere a&nbsp;<a href="https://web.archive.org/web/20150322203154/http://www.cdc.gov/nchs/fastats/unmarry.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">estatística de 2010 do CDC</a>&nbsp;dizendo que 40.8% de todos os nascimentos provém de mulheres solteiras.</p>



<p>Meus colegas libertários podem perguntar porque nascimentos fora do casamento estão relacionados com a destruição do capitalismo. A resposta é simples. O Estado de bem-estar social alimentou essa catástrofe social da orfandade paterna. Por conta de o pai não ser mais necessário e o novo regime prometer dar apoio a todos que passarem por necessidades, a sociedade se transformou e o espírito da época já não é mais capitalista. Ele é agora estadista. E agora, ao invés de milhões de pais tomando conta dos seus filhos e esposas, temos o governo no lugar. Isso é verdade pelo menos em princípio, pois em última análise pode se dizer que todas mulheres têm um verdadeiro e firme esposo. Esse esposo é o Estado.</p>



<p>O capitalismo é um sistema de propriedades, e a paternidade é a fonte permanente da propriedade. Isso está melhor exposto na sábia obra de <span data-tooltip="Stephen K. Baskerville é um autor e teórico político americano. Anteriormente, foi professor associado de governo no Patrick Henry College e atualmente leciona no Collegium Intermarium em Varsóvia. Nasceu em 1957." data-tooltip-position="top">Stephen Baskerville</span>, cujo artigo recente, “Porquê estamos perdendo a batalha pelo casamento” explica que “o casamento existe para ligar o pai à família”. O casamento, segundo ele, não é uma instituição de gênero neutro. É a propriedade do pai que estabelece a família como unidade econômica e que possibilita a regeneração da função materna. Sem essa propriedade não pode haver capitalismo, propriedade efetiva ou uma firme base para sustentar a economia nacional.</p>



<p>Como mostra Baskerville, onde quer que a paternidade seja descartada ou diminuída, vemos “matriarcados empobrecidos e dominados pela criminalidade e pelas drogas”. Ao fazer o papel de proprietário, o estado se torna pai desses “matriarcados”. De acordo com Baskerville, “sem a autoridade paterna, adolescentes viram selvagens e a sociedade descende ao caos”. Naturalmente, o estado tem um número cada vez maior de razões para intervir na sociedade e, por conseguinte, na economia. O que muitos defensores do capitalismo não conseguiram entender é que a conexão existente entre a autoridade paterna e o livre mercado. Eles não conseguiram entender que a erosão do patriarcado significa o surgimento de um estado leviatã (isto é, um governo cujo controle sobre a economia é cada vez maior — o socialismo).</p>



<p>A erosão do patriarcado não é acidente. Ela foi levada a cabo pelas cortes, que por meio de sentenças violaram os direitos de propriedade. Conforme explicado por Baskerville, o divórcio é o primeiro passo na destruição da liberdade: “Assim como o casamento cria a paternidade, o divórcio deliberadamente a destrói. As cortes de divórcio são, em grande parte, um método para saquear e criminalizar os pais — homens que não são acusados de crime nenhum, porém criminalizados pelos procedimentos que literalmente e legalmente não atribuem culpa alguma a eles.” Baskerville acrescenta que “Com os atuais métodos formulados contra o homem, nenhum em sã consciência irá casar e formar uma família. Nenhuma pressão de um moralista de poltrona [&#8230;] será suficiente para persuadir o homem a entrar em um casamento que é sinônimo de [&#8230;] expropriação e encarceramento”.</p>



<p>Portanto, se voltarmos às colocações de Gottfried as quais ele descreve o atual regime como um estado se apropriando das “funções da família vitoriana”, podemos encontrar uma ligação perigosa entre o colapso do livre mercado e o colapso dos lares biparentais. Dos destroços da instituição familiar, surge agora uma nova ideologia multicultural. Com a família burguesa destruída e a propriedade paterna descartada, não há nada além da administração burocrática dos destroços humanos — das crianças sem pai e das mães necessitadas de apoio estatal. Uma vez dentro desse regime, diz Gottfried, não há volta. “Os pré-requisitos sociais para um retorno ao passado, mesmo que num sentido limitado, como a volta dos papéis de gênero e um estado de bem-estar social constitucionalmente limitado como era em meados do século XX deixam de existir”. O establishment midiático e educacional “alteraram a moralidade social”.</p>



<p>Esse último assunto deve ser profundamente entendido antes de entendermos o próximo —e mais devastador — assunto colocado em pauta por Gottfried; nomeadamente, que o novo regime se estabeleceu como moralmente superior ao sistema que ele destruiu, e que essa superioridade moral é baseada na ideia de que a mídia e os educadores estão “libertando” indivíduos oprimidos da intolerância, da ignorância, da desigualdade e das injustiças do patriarcado. Segundo Gottfried, a Europa está mais susceptível a esse regime do que os Estados Unidos. E se olharmos para a falência da Europa e considerarmos a iminente falência da América, há apenas uma diferença de meses — ou poucos anos — entre o colapso daquele continente e deste país.</p>



<p>Por que o livre mercado está recuando e por que o Estado está sempre avançando? Nós mudamos a sociedade desde as suas fundações. Fizemos isso sem olharmos para o todo. Eis o espírito da época. O que se segue e ó cataclismo da época.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jeffreynyquist/">Jeffrey R. Nyquist</a>.<br><br>Artigo originalmente publicado em 17 de abril de 2013<br>no&nbsp;<em>website&nbsp;<a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>. Tradução de Leonildo Trombela Júnior.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Lendo o testamento</em>” (1820), de David Wilkie (1785 &#8211; 1841).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-g-e77qeb7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-e77qeb7 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-e77qeb7" class="section-g-e77qeb7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-010n3oe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-010n3oe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-mal-na-politica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/DitadoresDaHistoria.jpg" alt="&quot;Hitler, Mao, Fidel, Stalin, Pol Pot, Arafat, Pinochet, Videla, Franco, Chavéz e Maduro&quot;" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-mal-na-politica/">O mal na política</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm666515" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm666515 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm666515" class="section-gm666515 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1aec69" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1aec69 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/aviso-de-um-filosofo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/OlavoLendo.jpg" alt="Olavo de Carvalho (lendo)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/aviso-de-um-filosofo/">Aviso de um filósofo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-kgvn121" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-kgvn121 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-kgvn121" class="section-g-kgvn121 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-biscskb" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-biscskb gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="#main"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/11/ReadingTheWill.jpg" alt="Obra: &quot;Reading the Will&quot; (1820), por David Wilkie (1785 - 1841)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main">Retornar ao topo</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/">Espírito de época</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/espirito-de-epoca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comunismo e nazismo: dois monstros idênticos</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ion Mihai Pacepa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 03:49:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Aldo Moro]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Negri]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Hobsbawm]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Civil Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Joachim von Ribbentrop]]></category>
		<category><![CDATA[KGB]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Bonaparte]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Hardt]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Napoleão]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolae Ceausescu]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Terceiro Reich]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Tismaneanu]]></category>
		<category><![CDATA[Vyacheslav Molotov]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=25940</guid>

					<description><![CDATA[<p>“O livro <em>O Diabo na História</em>, do professor Vladimir Tismaneanu, é a obra definitiva sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/">Comunismo e nazismo: dois monstros idênticos</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Lênin não foi apenas o fundador da propaganda política,</em><br><em>o sacerdote supremo de uma nova eclesiologia do partido infalível onisciente,</em><br><em>mas também o demiurgo do sistema do campo de concentração e o apóstolo do terror universal.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">O livro “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil in History: Communism, Fascism and Some Lessons of the Twentieth Century</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”], do professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span>, é o livro definitivo sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos para criar movimentos de massa destinados a fins apocalípticos.</p>



<p>Eu vivi tanto sob o Terceiro Reich quanto sob o Império Soviético e sei que um mero mortal qualquer que ousasse traçar um mínimo paralelo entre comunismo e nazismo acabaria atrás das grades — se tivesse sorte. Os nazistas, indignados, descartavam qualquer relação com o comunismo, do mesmo modo como os comunistas, nervosamente, rejeitavam qualquer comparação com o nazismo/fascismo. Mas não os seus líderes. No dia 23 de agosto de 1939, quando o ministro das Relações Exteriores soviético, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Viatcheslav Mikhailovitch Molotov (1890 - 1986), nascido Scriabin, foi um diplomata e político da União Soviética de destaque entre os anos 20 e 50 do século XX.">Vyacheslav Molotov</span>, e o seu colega alemão equivalente, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ulrich Friedrich Wilhelm Joachim von Ribbentrop (1893 - 1946) foi um político alemão, ministro de Relações Exteriores da Alemanha Nazista entre 1938 e 1945 e uma das principais e influentes figuras do Terceiro Reich de Adolf Hitler.">Joachim von Ribbentrop</span>, se reuniram no Kremlin para assinar o infame <a href="https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/german-soviet-pact" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pacto de Não-agressão <span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span>&#8211;<span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stalin</span></a>, Stalin estava eufórico. Ele disse a Ribbentrop: “O governo soviético leva muito a sério este novo pacto. Eu posso garantir, sob a minha palavra de honra, que a União Soviética não trairá o seu parceiro”. (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Willard Toland (1912 - 2004) foi um escritor e historiador americano. Ele é mais conhecido por uma biografia de Adolf Hitler e uma história vencedora do Prêmio Pulitzer do Japão na época da Segunda Guerra Mundial, ''The Rising Sun''.">John Toland</span>, “<a href="https://amzn.to/4okZw6k" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Adolf Hitler</a>”. New York: Doubleday, 1976, página 548)</p>



<p>Havia muitas razões para Stalin estar alegre. Tanto ele quanto Hitler acreditavam na necessidade histórica de expandir o território dos seus impérios. Stalin chamava isso de “revolução do proletariado mundial”. Hitler chamava de “Lebensraum” (espaço vital). Ambos basearam as suas tiranias no roubo. Hitler roubou a riqueza dos judeus. Stalin roubou a riqueza da igreja e da burguesia. Ambos odiavam religião, e ambos substituíram Deus pelo culto às suas próprias pessoas. Ambos eram também profundamente anti-semitas. Hitler matou cerca de 6 milhões de judeus. Durante a década de 1930, apenas Stalin — oriundo da Georgia, onde os judeus haviam sido escravos até 1871 — prendeu cerca de 7 milhões de russos (a maior parte judeus) sob a acusação de espionagem a serviço do sionismo americano e os matou.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img decoding="async" width="489" height="745" class="wp-image-25951" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/10/ODiaboNaHistoria.jpg" alt="Capa da obra: &quot;O Diabo naHistória&quot;, de Vladimir Tismăneanu."></a>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] não é o primeiro livro a estudar a relação entre fascismo e comunismo, mas é o primeiro escrito por um eminente estudioso em cujo sangue correm os genes dos dois movimentos. Os pais de Vladimir Tismaneanu lutaram pelo fascismo nas Brigadas Internacionais durante a <span data-tooltip="A Guerra Civil Espanhola (1936–1939) opôs republicanos e nacionalistas; estes contaram com apoio de Hitler e Mussolini, enquanto a União Soviética apoiou os republicanos." data-tooltip-position="top">Guerra Civil Espanhola</span>, viveram em Moscou durante a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Segunda Guerra Mundial: conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span> como ativistas comunistas, compreenderam as tragédias provocadas pelo comunismo e terminaram a vida profundamente desencantados. O próprio Vladimir foi seduzido pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Karl Marx (1818 - 1883), que foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">marxismo</span> (especialmente pelo neo-marxismo da Escola de Frankfurt) até deixar a Romênia, aos 30 anos de idade, em 1981. Ele se tornou professor anti-comunista especialista em estudos soviéticos e do leste europeu quando o marxismo-<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924), que foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">leninismo</span> estava com força total e chefiou a Comissão Presidencial da Romênia para o Estudo da Ditadura Comunista em seu país, que condenou fortemente as atrocidades do comunismo. O primeiro livro de Vladimir em inglês foi publicado em 1988.&nbsp;O título é revelador — “<a href="https://amzn.to/4h32zxi" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow" style="color: #4682b4;"><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">The Crisis&nbsp;</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> of Marxist</span> <span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">Ideology in Eastern</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> Europe: The</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" style="color: #4682b4;" data-tooltip-position="top"> Poverty of Utopia</span></a>”.&nbsp;Quando muitos kremlinologistas focavam os seus estudos nas elites comunistas e nos conflitos mortais, Tismaneanu percebeu que o comportamento das elites era explicado pelo sistema de crenças leninista. Os líderes comunistas eram assassinos, sem dúvida, mas eram assassinos com uma ideologia. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolae Ceaușescu (1918 -1989) foi um político romeno que serviu como Secretário-Geral do Partido Comunista do seu país de 1965 a 1989, servindo também, a partir de 1974, como Presidente da República Socialista da Romênia. Seu governo ditatorial foi derrubado como um resultado do que ficou conhecido como Revolução de Natal.">Nicolae Ceausescu</span>, a quem conheci muito bem, era um comunista fanático que acreditava realmente que o comunismo estava do lado certo da história.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é tanto um livro sobre o passado quanto um livro sobre o futuro. Em novembro de 1989, quando o Muro de Berlim foi derrubado, milhões de pessoas gritaram “O comunismo morreu”. O comunismo soviético, como forma de governo, realmente morrera. Mas uma nova geração de pessoas, cujo conhecimento da vida sob o comunismo é pouco ou nulo, está tentando dar a esta heresia, agora vestida em trajes socialistas, uma nova vida na França, Grécia, Espanha, Portugal, Venezuela, Argentina, Brasil e Equador, e poucas pessoas estão prestando atenção a este fato. Em 15 de fevereiro de 2003, milhões de europeus tomaram as ruas, não para celebrar a liberdade desfrutada graças à luta dos americanos para impedir que eles se tornassem escravos soviéticos, mas para condenar o imperialismo americano, conforme descrito em “<a href="https://amzn.to/4h8VOdA" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Empire</a>” (de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Michael Hardt é um teórico literário e filósofo político estadunidense que leciona na Duke University.">Michael Hardt</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Negri (1933 - 2023), também conhecido como Toni Negri, foi um filósofo político marxista, acadêmico e militante político italiano.">Antonio Negri</span>, Harvard University Press, 2000), livro cujo co-autor, Antonio Negri, um terrorista disfarçado de professor marxista, esteve preso pelo envolvimento no sequestro e assassinato do primeiro ministro italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aldo Moro foi um jurista, professor e político italiano. Foi primeiro-ministro da Itália de 1963 até 1968 e de 1974 até 1976. Membro ativo da Igreja Católica, foi um dos líderes mais destacados da democracia cristã na Itália.">Aldo Moro</span>. O jornal The New York Times chamou o atual Manifesto Comunista de Negri de “o livro quente e inteligente do momento”. (David Pryce-Jones, “Evil Empire, The Communist ‘hot, smart book of the moment’”, National Review Online, 17 de setembro de 2001).</p>



<p>Durante 27 anos da minha outra vida, na Romênia, eu estive envolvido em operações destinadas a criar inúmeros Antonios Negris para desempenhar o papel de guerreiros da <span data-tooltip="Rivalidade política, ideológica e militar entre os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Sem confronto direto, o conflito se manifestou por meio de disputas econômicas, tecnológicas, armamentistas e de influência global." data-tooltip-position="top">Guerra Fria</span> em toda a Europa Oriental e usá-los para jogar a região contra os Estados Unidos. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é um estudo enciclopédico sobre como a máquina de desinformação soviética e pós-soviética usou aqueles Negris para converter o antigo ódio europeu pelos nazistas em ódio aos EUA, o novo poder de ocupação.</p>



<p>Em 1851, quando <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Luís Napoleão Bonaparte (1808 - 1873), conhecido como Napoleão III, o primeiro presidente da República Francesa eleito por sufrágio universal e o último imperador da França. Ele era filho do irmão de Napoleão, Luís Bonaparte, que foi Rei da Holanda.">Luís Bonaparte</span>, o vil sobrinho de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Napoleão Bonaparte (1769 - 1821) foi um estadista e líder militar francês que ganhou destaque durante a Revolução Francesa e liderou várias campanhas militares de sucesso durante as Guerras Revolucionárias Francesas. Foi Imperador dos Franceses como Napoleão I de 1804 a 1814 e brevemente em 1815 durante os Cem Dias.">Napoleão</span>, tomou o poder na França, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Karl Marx (1818 - 1883) foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">Karl Marx</span> disse a sua agora famosa máxima: “A história sempre se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] documenta os atuais esforços dos esquerdistas para reviver as mentiras soviéticas, e isto mostra a sua ridícula natureza.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] tem não apenas importância ideológica mas também histórica, pois torna o seu autor, Vladimir Tismaneanu, uma versão americana conservadora de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Eric John Ernest Hobsbawm (1917 - 2012) foi um historiador marxista britânico bastante reconhecido do século XX. Ao longo de toda a sua vida, Hobsbawm foi membro do Partido Comunista Britânico.">Eric Hobsbawm</span>, o mais respeitado historiador britânico.</p>



<p>Hobsbawm, morto há pouco com a venerável idade de 95 anos, era um polímata erudito, um esplêndido pesquisador e um excelente escritor. Infelizmente, também resolveu ser um marxista profissional e os marxistas são, por definição, mentirosos. Eles são&nbsp;<em>obrigados a mentir</em>&nbsp;porque a realidade de todas as sociedades marxistas tem sido devastadora, a um nível espantoso. Mais de 115 milhões de pessoas foram mortas em todo mundo na tentativa de manter vivas as mentiras do marxismo.</p>



<p>O quarteto de livros mais respeitado de Hobsbawm, “<a href="https://amzn.to/43eLryU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Revolution</a>” e “<a href="https://amzn.to/3KRevWW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Extremes</a>”, aos quais dedicou a maior parte da sua vida, também são uma mentira: apresentam a história da revolução marxista soviética, evolução e ‘descentralização’ (<em>evolution and devolution</em>) que ignoram totalmente os <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAGs</span>. São como uma história do nazismo ignorando o Holocausto, ou uma história do Egito desconsiderando os faraós e as pirâmides. Hobsbawm filiou-se ao Partido Comunista Britânico em 1936, e nele permaneceu mesmo após o seu eterno ídolo, a União Soviética, ter sucumbido. Hobsbawm jamais retirou a sua filiação ao Partido Comunista. Ele explicou: “O Partido… teve o primeiro, ou mais precisamente, o único direito real das nossas vidas… As exigências do Partido têm prioridade absoluta… Se ele mandar você abandonar a namorada ou a esposa, você deve fazê-lo”.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu também se filiou ao Partido Comunista quando jovem – como eu fiz – mas rompeu com o partido quando o comunismo ainda estava com força total — como eu fiz — e expôs os seus males ao resto do mundo — como eu também fiz. A bem da verdade, devo registrar a minha imensa admiração por Tismaneanu e dizer que o considero um bom amigo, embora jamais tenhamos nos encontrado. Sob o meu ponto de vista, ele é o maior especialista em comunismo romeno e um dos maiores estudiosos do mundo sobre o Leste Europeu. O seu “<a href="https://amzn.to/438eXGC" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Stalinism for All Seasons</a>” é o mais amplo estudo sobre o comunismo romeno e o seu “<a href="https://amzn.to/4qcKmBU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Fantasies of Salvation: Democracy, Nationalism, and Myth in Post-Communist Europe</a>” recebeu o prêmio romeno-americano da Academy of Arts and Sciences. Por sua incansável atividade de pesquisa, Vladimir Tismaneanu tornou-se um membro do prestigioso Institut fur die Wissenschaften von Menschen em Viena, Áustria, e recebeu o título de Public Policy Scholar do Woodrow Wilson International Center for Scholars.</p>



<p>A despeito da cobertura da imprensa sobre a corrida nuclear durante a Guerra Fria, nós, no topo do serviço de inteligência do bloco soviético naqueles anos, lutamos, naquela guerra, pela conquista das mentes — na Europa, na esquerda americana, no Terceiro Mundo — pois sabíamos ser impossível ganhar as batalhas militares. A Guerra Fria acabou realmente, mas, diferentemente das outras guerras, não terminou com um inimigo derrotado depondo as armas. No ano 2000, alguns dos meus antigos colegas da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti,em português: ''Comitê de Segurança do Estado''.">KGB</span> tomaram o Kremlin e transformaram a Rússia na primeira ditadura de inteligência da história. Mais de seis mil antigos agentes da KGB estão nos governos russos federal e local. Seria como tentar democratizar a Alemanha com os oficiais da Gestapo no comando.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu é o analista político perfeito para os dias de hoje, pois é um especialista nos dois legados, nazista e comunista. A despeito de diagnósticos otimistas e do excessivo&nbsp;<em>wishful thinking</em>, estas duas patologias não estão mortas. O esclarecedor livro de Vladimir Tismaneanu é um antítodo contra os novos experimentos do radicalismo utópico e da engenharia social.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a> (1928 &#8211; 2021).<br><br>O autor, general <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a>, foi o oficial de mais alta patente a desertar do bloco comunista,<br>obtendo asilo político nos Estados Unidos.<br><br>No Brasil, <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion</a> ficou conhecido pelo livro <a href="https://amzn.to/4ncDp0Y" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><em>Disinformation</em></a> (<em><a href="https://amzn.to/47mtCQW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Desinformação</a></em>), escrito em coautoria com<br>o professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ronald J. Rychlak é um advogado, jurista, autor e comentarista político americano. Ele é um Distinguished Professor of Law na University of Mississippi School of Law e é titular da Cátedra Jamie L. Whitten em Direito e Governo.">Ronald Rychlak</span> e publicado pela WND Books em junho de 2013.<br><br>Artigo originalmente publicado em 14 de fevereiro de 2014<br>no <em>website <a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>. Tradução de Ricardo Hashimoto.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>As duas Fridas</em>” (1939), de <span data-tooltip="Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (1907 - 1954), mais conhecida como Frida Kahlo, foi uma pintora mexicana conhecida pelos seus muitos retratos, autorretratos, e obras inspiradas na natureza e artefatos do México." data-tooltip-position="top">Frida Kahlo</span> (1907 &#8211; 1954).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm23ceb0f" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm23ceb0f gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gm3c9963" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm3c9963 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm3c9963" class="section-gm3c9963 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gc06e0a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc06e0a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/ComunismoNazismo.jpg" alt="Comunismo e Nazismo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmacf316" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmacf316 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmacf316" class="section-gmacf316 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5485d9" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5485d9 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/BenitoMussolini_1941_Ernest-Hamlin-Baker.jpg" alt="Obra: &quot;Benito Mussolini&quot; (1941), de Ernest Hamlin Baker (1889 - 1975)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/" rel="sponsored nofollow"><em>As raízes socialistas de Benito Mussolini</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/bryancaplan/">Bryan Caplan</a>.</p>
</div></div>



<div id="col-g-7nfl472" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7nfl472 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7nfl472" class="section-g-7nfl472 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-l1yi72r" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-l1yi72r gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_Mussolini.jpg" alt="Pintura a óleo de Hitler &amp; Mussolini." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens socialistas do fascismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-y048nel" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y048nel gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y048nel" class="section-g-y048nel gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-0l520d4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-0l520d4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/EnterrandoUmCamarada_DavidFriedman.jpg" alt="Obra: &quot;Enterrando um camarada&quot;, por David Friedman (1893 - 1980)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/" rel="sponsored nofollow"><em>Por que os alemães apoiaram Hitler</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a>.</p>
</div></div>



<div id="col-g-p13mi2s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p13mi2s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p13mi2s" class="section-g-p13mi2s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-5b2b7o1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-5b2b7o1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/KnutHamsun.jpg" alt="Knut Hamsun, fotografado em 1941 por Anders Beer Wilse (1865 – 1949)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/" rel="sponsored nofollow"><em>Knut Hamsun: entre a poesia da terra e o abismo da história</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/douglasalfini/">Douglas Alfini Jr</a>.</p>
</div></div>



<div id="col-gmdaa1c4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmdaa1c4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmdaa1c4" class="section-gmdaa1c4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9e98c1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9e98c1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MassacreNaCoreia.jpg" alt="Obra: &quot;Massacre na Coreia&quot; (1951), por Pablo Picasso (1881 - 1973)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/">Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</a>,<br></em>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/dennisprager/">Dennis Prager</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-dp1115s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-dp1115s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-dp1115s" class="section-g-dp1115s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-sufhsup" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-sufhsup gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/PoliticamenteCorreto.jpg" alt="Politicamente Correto" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens do politicamente correto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm6bd01f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm6bd01f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm6bd01f" class="section-gm6bd01f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gc1a09e" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc1a09e gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/KarlMarx.jpg" alt="Karl Marx" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><em>A grande mentira socialista</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/eguinaldosouza/">Eguinaldo Hélio de Souza</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm15c1af" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm15c1af gutentor-carousel-item"><div id="section-gm15c1af" class="section-gm15c1af gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g7203e6" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7203e6 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/1May_1958_Alexandru-Ciucurencu.jpg" alt="Obra: &quot;Primeiro de Maio&quot; (1958), de Alexandru Ciucurencu (1903 - 1977)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><em>O socialismo reflete a atitude interior de seus adeptos</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/antonymueller/">Antony Mueller</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/">Comunismo e nazismo: dois monstros idênticos</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As raízes socialistas de Benito Mussolini</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bryan Caplan]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2025 18:09:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[A. James Gregor]]></category>
		<category><![CDATA[Benito Mussolini]]></category>
		<category><![CDATA[Che Guevara]]></category>
		<category><![CDATA[Costantino Lazzari]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Giolitti]]></category>
		<category><![CDATA[Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Ivanoe Bonomi]]></category>
		<category><![CDATA[Lênin]]></category>
		<category><![CDATA[Leonida Bissolati]]></category>
		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Mussolini]]></category>
		<category><![CDATA[PSI]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=24662</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Mussolini não era só mais um socialista; ele era o Lênin italiano - o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um 'jornalista'; ele era o editor do Avanti!, o jornal oficial do Partido Socialista.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/">As raízes socialistas de Benito Mussolini</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Eu sempre achei mais fácil convencer uma grande massa do que uma só pessoa.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span> (1883 &#8211; 1945)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Quando eu estava na 6ª série, uma cópia de 1967 do livro &#8220;<a href="https://amzn.to/4k0rbHh" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Pageant of World History</a>&#8221; (por <a href="https://www.goodreads.com/author/list/591159.Gerald_Leinwand" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Gerald Leinwand</a>) chegou-me as mãos. Embora eu tenha aprendido muito com o mesmo, ele contém omissões chocantes. Eis aqui o que Leinwand diz dos anos iniciais de Mussolini:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Mussolini, que a dada altura havia sido um socialista, e um jornalista, escreveu alguns artigos apelando à subversão do capitalismo.</p>
</blockquote>



<p>Tudo verdade, mas muito enganador. Da forma como Leinwand escreve, ficamos com a impressão que Mussolini havia sido um jornalista menor que, por acaso, havia sido um membro casual do partido socialista. Só décadas mais tarde, quando descobri os trabalhos de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Anthony James Gregor (1929 - 2029) foi um professor emérito de ciência política da Universidade da Califórnia, em Berkeley, reconhecido pelos seus estudos sobre fascismo, marxismo e segurança nacional.">A. James Gregor</span>, especialmente o seu&nbsp;“<a href="https://www.amazon.com/Young-Mussolini-Intellectual-Origins-Fascism/dp/0520037995" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Young Mussolini and the Intellectual Origins of Fascism</a>“, é que fiquei a saber toda a história.</p>



<p>Felizmente para os alunos que atualmente se encontram no 6º ano, a Wikipédia tem consigo os fatos que Leinwand deixou de fora.</p>



<p>Mussolini não era só mais um socialista; ele era o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span> italiano &#8211; o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um &#8220;jornalista&#8221;; ele era o editor do&nbsp;<em>Avanti!</em>, o jornal oficial do Partido Socialista.</p>



<p>Por volta de 1910, ele&#8230;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8230;era considerado um dos mais proeminentes socialistas de Itália. Em setembro de 1911, Mussolini participou num motim, liderado por socialistas, contra a guerra italiana contra a Líbia. Ele denunciou amargamente a &#8220;guerra imperialista&#8221; italiana feita para capturar a capital da Líbia (Tripoli), ação que lhe custou 5 meses de prisão.</em></p>



<p><em>Depois de liberto, ele ajudou a expulsar das fileiras do partido socialista dois &#8220;revisionistas&#8221; que haviam apoiado a guerra, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ivanoe Bonomi (1853 - 1951) foi um político italiano. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da Itália.">Ivanoe Bonomi</span>, e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Leonida Bissolati (1857 - 1920) foi um expoente líder do movimento socialista italiano, na virada do século XIX.">Leonida Bissolati</span>. Como resultado, ele foi recompensado com o lugar de editor do jornal do Partido Socialista, Avanti! Sob a sua liderança, a circulação do jornal subiu de 20 mil para 100 mil exemplares.</em></p>
</blockquote>



<p>O artigo da Wikipédia em torno do Partido Socialista Italiano contém ainda mais detalhes em torno da purga de &#8220;revisionistas&#8221; levada a cabo por Mussolini:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>No princípio do século XX, no entanto, o PSI escolheu não se opor de modo vigoroso ao governo liderado pelo cinco-vezes primeiro ministro <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Giolitti (1842 - 1928) foi um político italiano, Presidente do Conselho de Ministros de seu país, em cinco diferentes mandatos. O período durante o qual guiou a vida política da Itália é geralmente referido como ''era giolittiana''.">Giovanni Giolitti</span>. Esta conciliação com o governo existente e o aumento da sua influência eleitoral, ajudaram a estabelecer o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Partido Socialista Italiano">PSI</span> como um partido italiano &#8220;mainstream&#8221; por volta da década com início em 1910.</em></p>



<p>No entanto, apesar da melhoria dos resultados eleitorais, o PSI permaneceu divido em dois ramos distintos: os&nbsp;<strong>reformistas</strong>, liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filippo Turati (1857 - 1932) foi um sociólogo, poeta e político socialista italiano.">Filippo Turati</span>, e bastante influentes junto dos sindicatos e dentro do grupo parlamentar, e os&nbsp;<strong>maximalistas</strong>, liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Costantino Lazzari (1857 - 1927) foi um político italiano. Foi um dos fundadores e principais líderes do Partido Socialista Italiano .">Costantino Lazzari</span>, afiliados ao &#8220;London Bureau&#8221; de grupos socialistas, uma associação internacional de partidos socialistas.</p>



<p><em>Em 1912 os maximalistas, liderados Benito Mussolini, prevaleceram durante a convenção do partido, o que levou a divisão do Partido Socialista Reformador Italiano.</em></p>
</blockquote>



<p class="img-direita"><img loading="lazy" decoding="async" width="571" height="432" class="wp-image-24261" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_e_Mussolini.jpg" alt="Foto de Hitler e Mussolini">Para os socialistas, obviamente, a apostasia de Mussolini nada mais prova para além do fato dele ser o mal encarnado. Para todos os outros, a história em torno das origens de Mussolini coloca toda a sua carreira sob uma nova luz. Quem vê as coisas de fora, observa o que quem se encontra do lado de dentro se nega a admitir: a fruta apóstata raramente cai longe da árvore ortodoxa.</p>



<p>Sim, Mussolini percebeu que o socialismo mais o nacionalismo tinham um apelo de massas superior que o socialismo simples. Sim, Mussolini percebeu que o socialismo ficaria mais forte se ele se aliasse com a Igreja em vez dele tentar destruí-la. Sim, Mussolini percebeu que a apropriação em massa da propriedade privada devastaria a economia.</p>



<p>E sim, Mussolini percebeu que a palavra &#8220;socialismo&#8221; alienaria milhões de italianos que estariam de outro modo receptivos à sua mensagem. Mas isto não faz de Mussolini um socialista radical que traiu tudo aquilo em que acreditava, mas sim um socialista radical que se livrou de dogmas socialistas periféricos como forma de desbravar o caminho entre ele e o poder absoluto.</p>



<p>Se ele tivesse mantido a etiqueta socialista e tivesse evitado a aliança com Hitler (outro socialista), Mussolini hoje poderia ser um ícone esquerdista tão grande como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ernesto Guevara (1928 - 1967): revolucionário marxista argentino.">Che Guevara</span>.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/bryancaplan/">Bryan Caplan</a>.<br>Artigo originalmente escrito em ingês, e publicado em <em><a href="https://www.econlib.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Library of Economics and Liberty</a></em>.<br>Traduzido e publicado por <a href="https://omarxismocultural.blogspot.com/"><em>O Marxismo Cultural</em></a>, em 22 de setembro de 2012.<br>Republicado em 8 de outubro de 2012 pelo <em>website</em> <em><a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Benito Mussolini</em>” (1941), de Ernest Hamlin Baker (1889 &#8211; 1975).<br>A foto interna ao artigo expõe Hitler e Mussolini juntos.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos similares ou complementares:</h2>



<br>



<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_Mussolini.jpg" alt="Pintura a óleo de Hitler &amp; Mussolini." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/">As origens socialistas do fascismo</a><br>(diversos autores)</p>
</div></div>



<div id="col-g-z3qlf3k" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-z3qlf3k gutentor-carousel-item"><div id="section-g-z3qlf3k" class="section-g-z3qlf3k gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-ntb3ulj" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ntb3ulj gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/ComunismoNazismo.jpg" alt="Comunismo e Nazismo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gme8a29d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme8a29d gutentor-carousel-item"><div id="section-gme8a29d" class="section-gme8a29d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/EnterrandoUmCamarada_DavidFriedman.jpg" alt="Obra: &quot;Enterrando um camarada&quot;, por David Friedman (1893 - 1980)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/"><em>Por que os alemães apoiaram Hitler</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmfa71c5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfa71c5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfa71c5" class="section-gmfa71c5 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-fascista-manso/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/05/GeorgeOrwell1984.jpg" alt="George Orwell 1984" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-fascista-manso/">O fascista manso</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/amirkanitz/">Amir Kanitz</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm057615" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm057615 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm057615" class="section-gm057615 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MassacreNaCoreia.jpg" alt="Obra: &quot;Massacre na Coreia&quot; (1951), por Pablo Picasso (1881 - 1973)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/">Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/dennisprager/">Dennis Prager</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm1f6884" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6884 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6884" class="section-gm1f6884 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gced1ad" class="wp-block-gutentor-e6 section-gced1ad gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/1May_1958_Alexandru-Ciucurencu.jpg" alt="Obra: &quot;Primeiro de Maio&quot; (1958), de Alexandru Ciucurencu (1903 - 1977)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/">O socialismo reflete a atitude interior de seus adeptos</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/antonymueller/">Antony Mueller</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/true-outspeak-desmantelando-o-socialismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/OlavoDeCarvalho.jpeg" alt="Olavo de Carvalho" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/true-outspeak-desmantelando-o-socialismo/">True Outspeak: desmantelando o socialismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc9f9db" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc9f9db gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc9f9db" class="section-gmc9f9db gutentor-col-wrap">
<div id="section-g935342" class="wp-block-gutentor-e6 section-g935342 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-mito-das-raizes-socialistas-do-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/UltimaCeia_LeonardoDaVinci.jpg" alt="Obra: afresco &quot;A última ceia&quot; (1495 - 1498), de Leonardo da Vinci (1452 - 1519). Obrado em uma parede do antigo refeitório dos monges no Convento de Santa Maria Delle Grazie, em Milão (Itália)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-mito-das-raizes-socialistas-do-cristianismo/">O mito das “raízes socialistas” do cristianismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/lawrencewreed/">Lawrence W. Reed</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-6man6ep" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-6man6ep gutentor-carousel-item"><div id="section-g-6man6ep" class="section-g-6man6ep gutentor-col-wrap">
<div id="section-g-z1c123r" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-z1c123r gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/KarlMarx.jpg" alt="Karl Marx" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><em>A grande mentira socialista</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/eguinaldosouza/">Eguinaldo Hélio de Souza</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/">As raízes socialistas de Benito Mussolini</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mundo estranho mundo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/mundo-estranho-mundo/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/mundo-estranho-mundo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eguinaldo Hélio de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 22:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Friederich Nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão Religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[Sati]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[William Carey]]></category>
		<category><![CDATA[William Wilberforce]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=24006</guid>

					<description><![CDATA[<p>“A 'transmutação de todos os valores' como queria Nietzsche está em andamento. Uma nuvem escura se projeta no horizonte, muito mais escura do que aquela que um dia mergulhou a Alemanha em uma barbárie da qual até hoje se lamenta.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/mundo-estranho-mundo/">Mundo estranho mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>A tolerância é a virtude do homem sem convicções.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gilbert">G</span>. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Keith">K</span> <span data-tooltip="Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936) é mais conhecido como G. K. Chesterton, foi um escritor inglês." data-tooltip-position="top">Chesterton</span> (1874 &#8211; 1936)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Estamos vivendo em uma era bastante estranha. Uma era na qual a religião é vista como um mal social e as preferências sexuais como direito inalienável. O que eu creio deve ficar guardado a sete chaves em um baú escondido embaixo da minha cama. E os desejos sexuais de muitos, não importam quais sejam, devem ser respeitados como sacrossantos, acima de qualquer julgamento. No caso de um choque entre conceitos religiosos e preferências sexuais, estas últimas têm todas as regalias e todas as primazias, sem levar em conta o desejo da maioria, a opinião de cidadãos responsáveis, as tradições, a história, a cultura e sequer a ciência. É um mundo estranho.</p>



<p>Recentemente um advogado reclamou do fato da Justiça paulistana estar negando converter a união estável de pessoas do mesmo sexo em casamento. Ele acredita que os juízes agem “por questões religiosas e pessoais” e esse tipo de discurso tem se tornado uma arma retórica poderosa nas mãos daqueles que querem fazer valer sua opinião. Alguém que tenha convicções religiosas é logo acusado de estar agindo conforme elas, seja isso verdade ou não. Aplaude-se o “orgulho <em>gay</em>” enquanto sutil e sistematicamente se tenta sufocar qualquer “orgulho cristão”.</p>



<p>Quando <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William Carey (1761 - 1834) foi um missionário batista inglês, conhecido como o ''pai das missões modernas''. Foi um dos fundadores da Sociedade Missionária Batista de Londres, na Inglaterra.">William Carey</span> chegou à Índia havia um costume cruel e desumano chamado <em>sati</em> — as viúvas eram queimadas sobre o túmulo dos maridos. Na visão dos indianos tal prática era normal e muitas viúvas aceitavam sem reclamar. Todavia, “a visão religiosa” de Carey não conseguiu aceitar isso como certo e motivado por sua “visão religiosa” ele conseguiu que tal prática fosse abolida. As viúvas da Índia agradecem que alguém tenha agido por “questões religiosas”.</p>



<p>E o que falar dos sacrifícios humanos no México onde as vítimas tinham seus corações arrancados ainda vivos? E o que dizer dos infanticídios ao redor do mundo? E o que dizer do canibalismo entre diversos povos nativos, tão normal quanto comer um bife e que só terminaram porque milhões de missionários cristãos se opuseram devido aos seus conceitos “religiosos”? Ao contrário do que dizem os marxistas a escravidão, uma instituição milenar no mundo, terminou porque um grupo de cristãos, movidos pelos seus “conceitos religiosos” pressionou o Parlamento inglês. Caso desconheçam o fato procurem saber quem foi <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="William Wilberforce (1759 - 1833) foi um político britânico, filantropo e líder do movimento abolicionista do tráfico negreiro. Nativo de Kingston upon Hull, Yorkshire, começou sua carreira política em 1780 como candidato independente, sendo deputado do condado de Yorkshire entre 1784 e 1812.">William Wilberforce</span>.</p>



<p>Estamos vivendo num tempo onde o doce é chamado de amargo e o amargo é chamado de doce. Onde a luz é considerada escuridão e a escuridão luz. Onde o bem é mal e o mal é bem. Onde declarar-se <em>gay</em> é motivo de orgulho e declarar-se cristão é visto como vergonhoso. Literalmente, o número dos que acham bonito ser feio tem crescido assustadoramente.</p>



<p>O mais esquisito em tudo isso é que agora não se trata mais de um simples Ló, um temente a Deus ilhado em um mar de sodomitas e gomorritas que não aceitam seu estilo de vida e por isso ele se sente acuado. Agora é um punhado de sodomitas e gomorritas que acuam um imenso mar de ditos cristãos e estes são obrigados a negar diante do mundo suas convicções sob o risco de serem linchados. A maioria deve calar-se porque é cristã, então sua opinião não vale.</p>



<p>Sem dúvida alguma, as leis e os tempos estão sendo mudados. A “transmutação de todos os valores” como queria <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 - 1900) foi filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual Alemanha.">Nietzsche</span> está em andamento. Uma nuvem escura se projeta no horizonte, muito mais escura do que aquela que um dia mergulhou a Alemanha em uma barbárie da qual até hoje se lamenta. Não é de admirar que o filósofo louquinho veja prevalecer seu vaticínio infernal sobre um mundo que rejeita o amor e a luz de Deus. Não é difícil imaginar porque “veio o dilúvio e levou a todos” (Lucas 17.27).</p>



<p>Mundo estranho mundo.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/eguinaldosouza/">Eguinaldo Hélio de Souza</a>.</p>



<p class="has-text-align-right">Publicado originalmente no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a>,<br>em 3 de julho de 2012.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Man on fire</em>”, de Mario Sanchez Nevado.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Artigos relacionados:</h2>



<br>



<section id="gm24fa5dc" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm24fa5dc gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gmcbe1da" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmcbe1da gutentor-carousel-item"><div id="section-gmcbe1da" class="section-gmcbe1da gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g28359d" class="wp-block-gutentor-e6 section-g28359d gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/sexo-e-controle-social/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/04/The-Nightmar_1781_HenryFuseli.jpg" alt="Obra: &quot;The Nightmare &quot; (1781), de Henry Fuseli (1741 - 1825)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/sexo-e-controle-social/">Sexo e controle social</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/staugustinespress/">St. Augustine&#8217;s Press</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm205435" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm205435 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm205435" class="section-gm205435 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g705376" class="wp-block-gutentor-e6 section-g705376 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/por-que-e-vital-manter-os-pronomes-tradicionais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TenderMomentInTheGarden_FedericoAndreotti.jpg" alt="Obra &quot;A tender moment in the garden&quot;, por Federico Andreotti (1847-1930)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-e-vital-manter-os-pronomes-tradicionais/">Por que é vital manter os pronomes tradicionais</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/georgereisman/">George Reisman</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-7v8yka1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7v8yka1 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7v8yka1" class="section-g-7v8yka1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-60w3eoe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-60w3eoe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/liberdade-sexual-ou-escravidao-pelo-desejo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/APrimaveraBotticelli.jpg" alt="Obra: &quot;A Primavera&quot; (1477 – 1482), de Sandro Botticelli (1445 - 1510)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><strong><em><a href="https://culturadefato.com.br/liberdade-sexual-ou-escravidao-pelo-desejo/">Liberdade sexual ou escravidão pelo desejo</a></em></strong>?, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/noemerodriguesdesouzacampos/">Noeme Rodrigues de Souza Campos</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm8e78c0" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm8e78c0 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm8e78c0" class="section-gm8e78c0 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gd8ac36" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd8ac36 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/bencao-para-unioes-homossexuais/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/IsaacBlessingJacob1638_GovertFlinck.jpeg" alt="Obra: &quot;Isaac abençoando Jacob&quot; (1638), por Govert Flinck (1615 - 1660)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/bencao-para-unioes-homossexuais/">Bênção para uniões homossexuais?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pelodicruz/">Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm82c1e3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm82c1e3 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm82c1e3" class="section-gm82c1e3 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9cde27" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9cde27 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-civilizacao-do-prazer/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/AdaoEva_ExpulsosDoParaiso.jpg" alt="Seção denominada: “A tentação e a expulsão”, pertencente ao extenso afresco da Capela Sistina concebido por Michelangelo (1475 – 1564)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-civilizacao-do-prazer/">A civilização do prazer</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gustavocorcao/">Gustavo Corção</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm1c4037" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1c4037 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1c4037" class="section-gm1c4037 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g68f655" class="wp-block-gutentor-e6 section-g68f655 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/disney-ja-nao-e-disney/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/12/MickeyLamentandoMorteDoSeuCriador_PB.jpg" alt="“Mickey lamentando a morte de seu criador” (1966), por Gene Basset (1927 – 2022)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/disney-ja-nao-e-disney/"><em>Agenda LGBT e satanismo para crianças e adolescentes: Disney já não é Disney</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/correadesa/">Correa de Sá</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm200317" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm200317 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm200317" class="section-gm200317 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g888c48" class="wp-block-gutentor-e6 section-g888c48 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/parlamento-alemao-aceita-peticao-constitucional-de-grupo-ativista-pro-pedofilia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/11/TheLastJudgment_1523_JehanBellegambe.jpg" alt="Obra: &quot;O juízo final&quot; (1523), por Jehan Bellegambe (1470 - 1536)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/parlamento-alemao-aceita-peticao-constitucional-de-grupo-ativista-pro-pedofilia/">Parlamento alemão aceita petição constitucional de grupo ativista pró-pedofilia</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/genevievegluck/">Genevieve Gluck</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm3905d3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm3905d3 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm3905d3" class="section-gm3905d3 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gaa72f3" class="wp-block-gutentor-e6 section-gaa72f3 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-hedonismo-sexual-e-a-destruicao-das-civilizacoes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/11/DestruicaoSodomaGomorra_JohnMartin.jpg" alt="Obra “A destruição de Sodoma e Gomorra” (1852), por John Martin (1789 – 1854)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-hedonismo-sexual-e-a-destruicao-das-civilizacoes/">O hedonismo sexual e a destruição das civilizações</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/dougmainwaring/">Doug Mainwaring</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-41sjohl" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-41sjohl gutentor-carousel-item"><div id="section-g-41sjohl" class="section-g-41sjohl gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-isbl9sd" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-isbl9sd gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/redesignacao-sexual-uma-mentira/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/TheVenetianMask_2007_MarcoOrtolan.jpg" alt="Obra: &quot;The Venetian Mask&quot; (2007), por Marco Ortolan." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/redesignacao-sexual-uma-mentira/">Redesignação sexual: uma mentira</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pelodicruz/">Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-jz52mex" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-jz52mex gutentor-carousel-item"><div id="section-g-jz52mex" class="section-g-jz52mex gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-i221jey" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-i221jey gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/margaret-sanger-doente-sexual-e-icone-do-feminismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/08/LesDemoisellesDAvignon_Picasso.jpg" alt="Obra &quot;Les Demoiselles d'Avignon&quot; (1907), por Pablo Ruiz Picasso (1881 - 1973);" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/margaret-sanger-doente-sexual-e-icone-do-feminismo/">Margaret Sanger: doente sexual e ícone do feminismo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/magdalenadelamo/">Magdalena del Amo</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-uff1b11" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-uff1b11 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-uff1b11" class="section-g-uff1b11 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-kk84swp" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-kk84swp gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/ceu-e-sexualidade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Casamento.jpg" alt="Casamento (casal sentado nas nuvens)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="http://Casamento">Céu e sexualidad</a><a href="https://culturadefato.com.br/ceu-e-sexualidade/">e</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/cslewis/">C. S. Lewis</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/mundo-estranho-mundo/">Mundo estranho mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/mundo-estranho-mundo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A liberdade e a esquerda</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/a-liberdade-e-a-esquerda/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/a-liberdade-e-a-esquerda/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thomas Sowell]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 03:01:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine de Saint-Exupéry]]></category>
		<category><![CDATA[Hitler]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Sowell]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=23336</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Liberdade significa, no fim das contas, o direito de as pessoas fazerem coisas que nós não aprovamos. Os nazistas tinham o direito de ser nazistas sob Hitler. Somos livres apenas quando somos capazes de fazer coisas que outros não aprovam.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-liberdade-e-a-esquerda/">A liberdade e a esquerda</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade do pensamento.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antoine de Saint-Exupéry (1900 – 1944) escritor, ilustrador e piloto de aeronaves nascido na França. Autor da obra ''O Pequeno Príncipe''.">Antoine de Saint-Exupéry</span> (1900 – 1944)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">A maior parte das pessoas na esquerda não se opõe à liberdade. Elas apenas são favoráveis a todo tipo de coisas que são incompatíveis com a liberdade.</p>



<p>Liberdade significa, no fim das contas, o direito de as pessoas fazerem coisas que nós não aprovamos. Os nazistas tinham o direito de ser nazistas sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span>. Somos livres apenas quando somos capazes de fazer coisas que outros não aprovam.</p>



<p>Um dos mais aparentemente inocentes exemplos das muitas imposições da visão da esquerda sobre os outros é a difundida exigência das escolas e universidades do “serviço comunitário”, para admissão de estudantes.</p>



<p>Há escolas de ensino médio em todo o país em que você não se forma, e faculdades em que você não entra, a menos que tenha se engajado em atividades arbitrariamente definidas como “serviço comunitário”.</p>



<p>A arrogância de se confiscar o tempo dos jovens — em vez de deixá-los (e a seus pais) livres para decidir como usar seu tempo — só não é maior que a arrogância de se impor o que é ou não é um serviço à comunidade.</p>



<p>Trabalhar num abrigo de sem-teto é amplamente considerado um “serviço comunitário” — como se ajudar e se acumpliciar com a vagabundagem fosse necessariamente um serviço, em vez de um desserviço, à comunidade.</p>



<p>Estará a comunidade mais bem servida com mais desempregados vagando pelas ruas, agressivamente mendigando pelas calçadas, urinando nos muros, deixando agulhas e seringas nos parques onde as crianças brincam?</p>



<p>Este é apenas um dos muitos modos em que a distribuição dos vários tipos de benefícios a pessoas que não trabalham rompe a conexão entre produtividade e recompensa.</p>



<p>Mas essa conexão permanece tão inquebrável como sempre esteve para a sociedade como um todo. Você pode fazer de qualquer coisa um “direito” para indivíduos ou grupos, mas nada é um direito para a sociedade como um todo, nem mesmo comida ou abrigo, que têm de ser produzidos pelo trabalho de alguém ou eles não existirão.</p>



<p>Para alguns, o que “direitos” significam é forçar outras pessoas a trabalharem para o benefício deles. Como uma frase de para-choque de caminhão diz: “Trabalhe duro. Milhões de pessoas on <em>welfare</em> [vivendo dos programas sociais do governo] estão dependendo de você.”</p>



<p>O mais fundamental dos problemas, contudo, não é que atividades particulares são exigidas dos estudantes sob o título “serviços comunitários”.</p>



<p>A pergunta fundamental é: O que, afinal, qualifica professores e membros das comissões de admissão das faculdades a definir o que é bom para a sociedade como um todo, ou mesmo para os estudantes sobre os quais são impostas suas noções arbitrárias?</p>



<p>Qual especialidade eles têm que justifica sobrepor-se à liberdade dos outros? O que suas imposições mostram, exceto que “os idiotas abundam onde os anjos temem pisar” <strong><sup><a href="#Nota01" id="Ref01">1</a></sup></strong>?</p>



<p>Que lições os estudantes aprendem disso, exceto a de submissão a um poder arbitrário?</p>



<p>A finalidade é, supostamente, a de que os estudantes adquiram um sentido de compaixão ou nobreza por meio do serviço aos outros. Mas isso depende de quem define compaixão. Na prática, isso significa forçar os estudantes a se submeterem à propaganda para fazê-los receptivos à visão de mundo da esquerda.</p>



<p>Estou certo de que aqueles favoráveis às exigências de “serviços comunitários” entenderiam o princípio por trás das objeções a esses serviços se exercícios militares fossem exigidos nas escolas de ensino médio.</p>



<p>De fato, muitos que promovem o “serviço comunitário” obrigatório são fortemente contrários ao treinamento militar mesmo voluntário nas escolas de ensino médio e faculdades, embora muitos outros considerem esse treinamento como uma contribuição à sociedade muito maior que alimentar pessoas que se recusam a trabalhar.</p>



<p>Em outras palavras, esquerdistas querem o direito de impor suas ideias do que é bom para toda a sociedade — um direito que eles veementemente negam àqueles cujas ideias do que é bom para a sociedade diferem das deles.</p>



<p>A essência da intolerância é recusar aos outros os direitos que você exige para si próprio. Tal intolerância é inerentemente incompatível com a liberdade, embora muitos esquerdistas fiquem chocados de serem considerados oponentes da liberdade.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/thomassowell/">Thomas Sowell</a>.<br>Tradução de Antônio Emílio Angheth de Araújo.</p>



<p class="has-text-align-right">Publicado originalmente no&nbsp;<em>website</em>&nbsp;<a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a>,<br>em 14 de janeiro de 2009.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas:</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><span id="Nota01"></span>No original “<em>fools rush in where angels fear to tread</em>”. Verso de um poema de Alexander Pope, “<em>An essay on Criticism</em>”, de 1709. <a href="#Ref01"><img loading="lazy" decoding="async" width="14" height="10" class="wp-image-105" style="width: 14px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Subir.jpg" alt="Subir"></a></li>
</ol>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Statue of Liberty in New York City</em>”, por Leon Devenice. Para mais detalhes, <a href="https://leondevenice.com/products/statue-of-liberty-acrylic-painting-on-canvas-by-leon-devenice" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gma7ef691" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gma7ef691 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gm993731" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm993731 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm993731" class="section-gm993731 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9a9c5d" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9a9c5d gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-dogma-da-desigualdade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/06/OsEsportistas_KazimirMalevich.jpg" alt="Obra: &quot;Esportistas&quot; (1931), por Kazimir Severinovich Malevich (1879 - 1935)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-dogma-da-igualdade/"><em>O dogma da Igualda</em></a><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-dogma-da-desigualdade/">de</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-mesxslx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-mesxslx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-mesxslx" class="section-g-mesxslx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-tfydee5" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-tfydee5 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-dogma-da-igualdade/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/06/RaparigasEmUmCampo_KazimirSeverinovichMalevich.jpg" alt="Obra: &quot;Raparigas em um campo&quot; (1928-32), por Kazimir Severinovich Malevich (1879 - 1935)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-dogma-da-igualdade/"><em>O dogma da Igualdade</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm32b3c7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm32b3c7 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm32b3c7" class="section-gm32b3c7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g9c10a3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g9c10a3 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/naquele-tempo-e-agora/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/06/BattleOfBritain_PaulNash.jpg" alt="Obra: &quot;Battle of Britain&quot; (1941), por Paul Nash (1889 – 1946)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/naquele-tempo-e-agora/"><em>Naquele tempo e agora</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm5b916b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5b916b gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5b916b" class="section-gm5b916b gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5324c4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5324c4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/igualdade-desigualdade-e-destino/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/06/OculosTriplo.jpg" alt="Óculos Triplo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/igualdade-desigualdade-e-destino/"><em>Igualdade, desigualdade e destino</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm34cfcc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm34cfcc gutentor-carousel-item"><div id="section-gm34cfcc" class="section-gm34cfcc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g6a7277" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6a7277 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/pare-de-fazer-diferenca/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Golconde_1953_ReneMagritte.jpg" alt="Obra: &quot;Golconda&quot; (1953), por René Magritte (1898 - 1967)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/pare-de-fazer-diferenca/"><em>Pare de “fazer diferença”</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc7ae6a" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc7ae6a gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc7ae6a" class="section-gmc7ae6a gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gff95a3" class="wp-block-gutentor-e6 section-gff95a3 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/estatisticas-aha-excerto-da-obra-os-ungidos-de-thomas-sowell/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/04/SurprisedStakeholdersOfBusiness.jpg" alt="Surprised stakeholders of a business, renaissance painting, oil painting in the dutch master style." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/estatisticas-aha-excerto-da-obra-os-ungidos-de-thomas-sowell/"><em>Estatísticas “Aha” (Excerto da obra: “Os ungidos”, de Thomas Sowell)</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm29d9ca" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm29d9ca gutentor-carousel-item"><div id="section-gm29d9ca" class="section-gm29d9ca gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1d6f42" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1d6f42 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/estudos-provam-que/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/TheStockExchange.jpg" alt="Obra: &quot;The Stock Exchange&quot; (1878 – 1879), por Edgar Degas (1834 - 1917)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/estudos-provam-que/"><em>Estudos provam que…</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm5fc9f2" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5fc9f2 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5fc9f2" class="section-gm5fc9f2 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g02bff4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g02bff4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-falacia-da-cobica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/02/AllegoryOfGreed.jpg" alt="Obra: &quot;Allegory of Greed&quot; (1670-75), por Johann Ulrich Mayr (1630 - 1704)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-falacia-da-cobica/"><em>A falácia da “cobiça“</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm7203f7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7203f7 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7203f7" class="section-gm7203f7 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gd46cd1" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd46cd1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/obsessao-perigosa/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/TheTaxCollectors.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;O cobrador de impostos&quot;, de Marinus van Reymerswaele (1490–1546)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/esperanca/"><em>Obsessão perigosa</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gma06433" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma06433 gutentor-carousel-item"><div id="section-gma06433" class="section-gma06433 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g76563b" class="wp-block-gutentor-e6 section-g76563b gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/exibicionistas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/PunkTattooed_LucianFreud.jpg" alt="Obra: &quot;Portrait of punk tattooed girl&quot;, por Lucian Freud." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/exibicionistas/">Exibicionistas</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmd127f8" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd127f8 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd127f8" class="section-gmd127f8 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5c676f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5c676f gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-falacia-do-infindavel/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/11/ThreeWomenSharingAnUmbrella_1968_JamesCRinehart.jpg" alt="Obra: &quot;Three Women Sharing an Umbrella&quot; (1968), por James C. Rinehart." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-falacia-do-infindavel/"><em>A falácia do infindável</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gme2c1e3" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme2c1e3 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme2c1e3" class="section-gme2c1e3 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g859a45" class="wp-block-gutentor-e6 section-g859a45 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/substituindo-o-raciocinio-critico/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/MaosRepresentandoDiversidade.jpg" alt="Mãos representando diversidades" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/substituindo-o-raciocinio-critico/">Substituindo o raciocínio crítico</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gma0a7dd" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma0a7dd gutentor-carousel-item"><div id="section-gma0a7dd" class="section-gma0a7dd gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g0359fe" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0359fe gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/do-marxismo-ao-livre-mercado/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/LivreMercado.jpg" alt="Livre Mercado" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/do-marxismo-ao-livre-mercado/">Do marxismo ao livre mercado</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/a-liberdade-e-a-esquerda/">A liberdade e a esquerda</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/a-liberdade-e-a-esquerda/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
