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	<title>Arquivos Nazismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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	<description>Cultura para evocar inteligência, responsabilidade e ética!</description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Mar 2026 03:03:03 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Nazismo &#8226; Cultura de Fato</title>
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		<title>Coração versus Bíblia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dennis Prager]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 03:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[GULAG]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Luther King Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Os olhos e o coração formam uma força extraordinariamente poderosa. Eles só podem ser superados, na formulação de políticas, por uma mente e um sistema de valores que sejam mais fortes do que a dupla coração-olho.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/coracao-versus-biblia/">Coração versus Bíblia</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas,</em><br><em>e perverso; quem o conhecerá?</em>”<br>Jeremias 17:9</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Recentemente, entrevistei uma estudante sueca de 26 anos a respeito de suas ideias sobre a vida. Perguntei se ela acreditava em Deus ou em alguma religião.</p>



<p>“Não, isso é tolice,” ela respondeu.</p>



<p>“Então como você sabe o que é certo e o que é errado?” perguntei.</p>



<p>“Meu coração me diz,” ela replicou.</p>



<p>Em poucas palavras, essa é a principal razão para a grande divergência que há na América, e também entre a América e boa parte da Europa. A maioria das pessoas usa o seu coração — incitado por seus olhos — para determinar o que é certo e o que é errado. Uma minoria usa sua mente e/ou a Bíblia para fazer essa determinação.</p>



<p>Escolha quase qualquer assunto e estas duas maneiras opostas de determinar certo e errado se tornam evidentes.</p>



<p>Aqui vão três exemplos.</p>



<p>Casamento entre pessoas do mesmo sexo: o coração favorece essa ideia. É preciso ter um coração endurecido para não ser comovido quando se veem muitos adoráveis casais do mesmo sexo que querem comprometer suas vidas mutuamente em casamento. O olho vê os casais; o coração se comove para redefinir o casamento.</p>



<p>Direitos dos animais: o coração os favorece. É difícil encontrar uma pessoa, por exemplo, cujo coração não se comova ao ver um animal sendo usado para pesquisas médicas. O olho vê o animal fofinho; o coração então equipara a vida animal e a vida humana.</p>



<p>Aborto: Como se pode olhar para uma menina de 18 anos, que teve relações sem proteção, e não ficar comovido? Que tipo de pessoa sem coração vai lhe dizer que ela não deveria abortar e que deveria dar à luz?</p>



<p>Os olhos e o coração formam uma força extraordinariamente poderosa. Eles só podem ser superados, na formulação de políticas, por uma mente e um sistema de valores que sejam mais fortes do que a dupla coração-olho.</p>



<p>Com o declínio das religiões judaico-cristãs, o coração, moldado pelo que o olho vê (aqui está o poder da televisão), tornou-se a fonte das decisões morais das pessoas.</p>



<p>Este é um problema potencialmente fatal para nossa civilização. O coração pode ser muito belo, entretanto não é nem intelectualmente nem moralmente profundo.</p>



<p>Portanto, é assustador que centenas de milhares de pessoas não vejam problema algum em admitir que o seu coração é a fonte dos seus valores. Seu coração sabe mais do que milhares de anos de sabedoria acumulada; sabe mais do que religiões moldadas pelos melhores pensadores de nossa civilização (e, para o crente, moldadas por Deus); e sabe mais do que o livro que guiou nossa sociedade — dos Fundadores de nossa singularmente bem-sucedida sociedade, passando pelos militantes contra a escravidão e chegando até ao Rev. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Martin Luther King, Jr. (1929 – 1968) foi pastor batista e ativista político estadunidense que se tornou a figura mais proeminente e líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos de 1955 até seu assassinato em 1968.">Martin Luther King Jr.</span> e à maioria dos líderes da luta pela igualdade racial.</p>



<p>Esta exaltação do próprio coração vai bem além da autoconfiança — é a autodeificação.</p>



<p>Uma das primeiras coisas que se aprende no judaísmo e no cristianismo é que os olhos e o coração são geralmente terríveis guias no que diz respeito ao bom e ao santo. “&#8230; não se prostituam nem sigam as inclinações do seu coração e dos seus olhos.” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/nm/15/39" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Números 15:39</a>);  “O coração é mais enganoso&nbsp;que qualquer outra coisa&#8230;” (<a href="https://www.bibliaonline.com.br/acf/jr/17/9" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Jeremias 17:9</a>).</p>



<p>Os apoiadores do casamento do mesmo sexo veem o adorável casal homossexual, e portanto não se interessam pelos efeitos das mudanças no casamento e na família sobre as crianças que não veem. E, como tem veneração pelos seus corações, o ideal bíblico de amor entre homem e mulher, casamento e família, não têm importância nenhuma para eles.</p>



<p>Os corações dos defensores dos direitos dos animais estão profundamente comovidos pelos animais que veem submetidos aos experimentos, mas não pelos milhões de pessoas que não veem que vão sofrer e morrer se pararmos com esses experimentos.</p>



<p>Da mesma forma, os corações das pessoas que apoiam a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais) estão tão comovidas pela &nbsp;condição dos frangos abatidos que a organização tem uma campanha intitulada “Holocausto no seu prato,” que compara o abate de galinhas com o massacre dos Judeus pelos nazistas.</p>



<p>Por 25 anos tenho perguntado a graduandos do ensino médio em toda a América se salvariam seu cão ou uma pessoa desconhecida, caso ambos estivessem se afogando. A maioria tem quase sempre votado contra a pessoa. Por quê? Porque, dizem sem hesitar, eles amam seu cão, não o estranho. Uma geração inteira foi criada sem referência a nenhum código moral acima dos sentimentos do seu coração. Não sabem, e não se importariam se soubessem, que a Bíblia ensina que os seres humanos, não os animais, foram criados à imagem de Deus.</p>



<p>Da mesma forma, aqueles que não conseguem chamar nenhum aborto de imoral estão comovidos pelo que veem — a mulher desolada que quer um aborto, não pelo feto humano que não veem. É por isso que os grupos pró-direitos abortivos são tão contra mostrar fotografias de fetos abortados — imagens assim podem comover o olho e o coração dos espectadores de maneira a julgar de outro modo a moralidade de muitos abortos.</p>



<p>É inegável que muitas pessoas usaram suas mentes e muitos usaram a Bíblia de maneiras que conduziram ao mal. E algumas dessas pessoas de fato não tinham coração. Mas nenhuma das grandes crueldades do século XX — o <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAG</span>, Auschwitz, Camboja, Coréia do Norte, a <span data-tooltip="A Revolução Cultural (1966-1976) foi um movimento sociopolítico radical lançado por Mao Tsé-Tung para reafirmar seu poder, expurgar rivais e eliminar elementos ''burgueses'' na China." data-tooltip-position="top">Revolução Cultural de Mao</span> — veio daqueles que obtiveram seus valores da Bíblia. E o maior mal deste século XXI, ainda que baseado numa religião, também não veio da Bíblia.</p>



<p>Enquanto isso, a combinação de mente, valores judaico-cristãos e coração produziu, ao longo dos séculos, o sucesso singular conhecido como América. Estribar-se no coração vai destruir esta diligente conquista em uma geração.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por Dennis Prager.<br><br>Publicado originalmente em inglês em 16 de março de 2004, no endereço:<br><a href="https://web.archive.org/web/20160313134016/http://www.dennisprager.com/its-the-heart-versus-the-bible/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://web.archive.org/web/20160313134016/http://www.dennisprager.com/its-the-heart-versus-the-bible/</a><br><br>O artigo foi traduzido por Timóteo Kühn para publicação no <em>website</em> <a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Mídia Sem Máscara</a>, em 30 de janeiro de 2014.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>Queda de Ícaro</em>” (aprox. 1558), por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pieter Bruegel the Elder (Brueghel), o Velho: pintor e gravurista holandês, nasceu entre 1525 e 1530 e faleceu em 1569.">Pieter Bruegel</span> (1525/1530–1569).<br><br>A pintura foi inspirada no mito de Ícaro. Como se sabe, Ícaro ignora os avisos de seu pai, Dédalo, voa alto demais e, ao aproximar-se do sol, tem a cera de suas asas derretida, caindo no mar. Na obra, sua queda aparece quase escondida — visível apenas pelas pernas que emergem da água no canto inferior direito, enquanto o restante do mundo segue sua rotina. A imagem dialoga com o argumento do artigo ao sugerir que o entusiasmo ou os impulsos humanos, quando ignoram advertências e princípios mais sólidos, podem conduzir à queda.</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="1" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="1">
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<div id="section-g-lepfdsl" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-lepfdsl gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2026/01/DisputaSantissimoSacramento.jpg" alt="Obra: &quot;A Disputa do Santíssimo Sacramento&quot; (1509–1510). Primeira parte da encomenda feita a Rafael para a decoração em afrescos das salas hoje conhecidas como Salas de Rafael (Stanze di Raffaello), no Palácio Apostólico do Vaticano." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/desmentindo-os-mitos-da-idade-media-como-a-igreja-catolica-construiu-a-civilizacao-ocidental/"><em>Desmentindo mitos da Idade Média: “Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental”</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-barbarie-legalizada-civilizacao-sem-deus-justica-sem-alma/">A barbárie legalizada: civilização sem Deus, justiça sem alma</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-sobre-a-inquisicao-desfazendo-os-mitos/">A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-ssqpa11" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-ssqpa11 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-cristianismo-como-ideia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/11/CreationOfAdam_BradleyJParrish.jpg" alt="Obra &quot;Creation of Adam&quot;, por Bradley J. Parrish" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://patriciacastro.org/">O cristianismo como ideia</a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/danielmarcondes/">Daniel Marcondes</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-y5bwbjw" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-y5bwbjw gutentor-carousel-item"><div id="section-g-y5bwbjw" class="section-g-y5bwbjw gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-t1qfim1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-t1qfim1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/docura-comovedora-severidade-fulminante/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CristoMulherAdultera.jpg" alt="Obra: &quot;Jesus Cristo e a mulher apanhada em adultério&quot; (após 1532), de Lucas Cranach, o Jovem (1515 – 1586)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>Doçura comovedora, severidade fulminante</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/pliniocoliveira/">Plinio Corrêa de Oliveira</a></p>
</div></div>



<div id="col-g-11hferx" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-11hferx gutentor-carousel-item"><div id="section-g-11hferx" class="section-g-11hferx gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-uoe9loo" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-uoe9loo gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-ateismo-e-o-problema-do-bem/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/01/AlegoriaDaBondade.jpg" alt="Obra: &quot;Alegoria da bondade&quot; (1564), por Jacopo Robusti (1518 - 1594)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="#main"><em>O ateísmo e o problema do bem</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jonathansilveira/">Jonathan Silveira</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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			</item>
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		<title>Comunismo e nazismo: dois monstros idênticos</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/comunismo-e-nazismo-dois-monstros-identicos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ion Mihai Pacepa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 03:49:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O livro <em>O Diabo na História</em>, do professor Vladimir Tismaneanu, é a obra definitiva sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Lênin não foi apenas o fundador da propaganda política,</em><br><em>o sacerdote supremo de uma nova eclesiologia do partido infalível onisciente,</em><br><em>mas também o demiurgo do sistema do campo de concentração e o apóstolo do terror universal.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



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<p class="has-drop-cap">O livro “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil in History: Communism, Fascism and Some Lessons of the Twentieth Century</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”], do professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Tismăneanu é um cientista político romeno-americano, analista político, sociólogo e professor da Universidade de Maryland, College Park.">Vladimir Tismaneanu</span>, é o livro definitivo sobre estas duas pestes bubônicas. Extremamente documentado e elegantemente escrito, traz à luz não apenas as semelhanças ideológicas entre fascismo e comunismo mas também os métodos de manipulação semelhantes usados por ambos para criar movimentos de massa destinados a fins apocalípticos.</p>



<p>Eu vivi tanto sob o Terceiro Reich quanto sob o Império Soviético e sei que um mero mortal qualquer que ousasse traçar um mínimo paralelo entre comunismo e nazismo acabaria atrás das grades — se tivesse sorte. Os nazistas, indignados, descartavam qualquer relação com o comunismo, do mesmo modo como os comunistas, nervosamente, rejeitavam qualquer comparação com o nazismo/fascismo. Mas não os seus líderes. No dia 23 de agosto de 1939, quando o ministro das Relações Exteriores soviético, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Viatcheslav Mikhailovitch Molotov (1890 - 1986), nascido Scriabin, foi um diplomata e político da União Soviética de destaque entre os anos 20 e 50 do século XX.">Vyacheslav Molotov</span>, e o seu colega alemão equivalente, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ulrich Friedrich Wilhelm Joachim von Ribbentrop (1893 - 1946) foi um político alemão, ministro de Relações Exteriores da Alemanha Nazista entre 1938 e 1945 e uma das principais e influentes figuras do Terceiro Reich de Adolf Hitler.">Joachim von Ribbentrop</span>, se reuniram no Kremlin para assinar o infame <a href="https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/german-soviet-pact" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pacto de Não-agressão <span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span>&#8211;<span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stalin</span></a>, Stalin estava eufórico. Ele disse a Ribbentrop: “O governo soviético leva muito a sério este novo pacto. Eu posso garantir, sob a minha palavra de honra, que a União Soviética não trairá o seu parceiro”. (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="John Willard Toland (1912 - 2004) foi um escritor e historiador americano. Ele é mais conhecido por uma biografia de Adolf Hitler e uma história vencedora do Prêmio Pulitzer do Japão na época da Segunda Guerra Mundial, ''The Rising Sun''.">John Toland</span>, “<a href="https://amzn.to/4okZw6k" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Adolf Hitler</a>”. New York: Doubleday, 1976, página 548)</p>



<p>Havia muitas razões para Stalin estar alegre. Tanto ele quanto Hitler acreditavam na necessidade histórica de expandir o território dos seus impérios. Stalin chamava isso de “revolução do proletariado mundial”. Hitler chamava de “Lebensraum” (espaço vital). Ambos basearam as suas tiranias no roubo. Hitler roubou a riqueza dos judeus. Stalin roubou a riqueza da igreja e da burguesia. Ambos odiavam religião, e ambos substituíram Deus pelo culto às suas próprias pessoas. Ambos eram também profundamente anti-semitas. Hitler matou cerca de 6 milhões de judeus. Durante a década de 1930, apenas Stalin — oriundo da Georgia, onde os judeus haviam sido escravos até 1871 — prendeu cerca de 7 milhões de russos (a maior parte judeus) sob a acusação de espionagem a serviço do sionismo americano e os matou.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="489" height="745" class="wp-image-25951" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/10/ODiaboNaHistoria.jpg" alt="Capa da obra: &quot;O Diabo naHistória&quot;, de Vladimir Tismăneanu."></a>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] não é o primeiro livro a estudar a relação entre fascismo e comunismo, mas é o primeiro escrito por um eminente estudioso em cujo sangue correm os genes dos dois movimentos. Os pais de Vladimir Tismaneanu lutaram pelo fascismo nas Brigadas Internacionais durante a <span data-tooltip="A Guerra Civil Espanhola (1936–1939) opôs republicanos e nacionalistas; estes contaram com apoio de Hitler e Mussolini, enquanto a União Soviética apoiou os republicanos." data-tooltip-position="top">Guerra Civil Espanhola</span>, viveram em Moscou durante a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Segunda Guerra Mundial: conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span> como ativistas comunistas, compreenderam as tragédias provocadas pelo comunismo e terminaram a vida profundamente desencantados. O próprio Vladimir foi seduzido pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Karl Marx (1818 - 1883), que foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">marxismo</span> (especialmente pelo neo-marxismo da Escola de Frankfurt) até deixar a Romênia, aos 30 anos de idade, em 1981. Ele se tornou professor anti-comunista especialista em estudos soviéticos e do leste europeu quando o marxismo-<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filosofia baseada em Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924), que foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">leninismo</span> estava com força total e chefiou a Comissão Presidencial da Romênia para o Estudo da Ditadura Comunista em seu país, que condenou fortemente as atrocidades do comunismo. O primeiro livro de Vladimir em inglês foi publicado em 1988.&nbsp;O título é revelador — “<a href="https://amzn.to/4h32zxi" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow" style="color: #4682b4;"><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">The Crisis&nbsp;</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> of Marxist</span> <span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;">Ideology in Eastern</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;"> Europe: The</span><span data-tooltip="A Crise da Ideologia Marxista na Europa Oriental: A Pobreza da Utopia" style="color: #4682b4;" data-tooltip-position="top"> Poverty of Utopia</span></a>”.&nbsp;Quando muitos kremlinologistas focavam os seus estudos nas elites comunistas e nos conflitos mortais, Tismaneanu percebeu que o comportamento das elites era explicado pelo sistema de crenças leninista. Os líderes comunistas eram assassinos, sem dúvida, mas eram assassinos com uma ideologia. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Nicolae Ceaușescu (1918 -1989) foi um político romeno que serviu como Secretário-Geral do Partido Comunista do seu país de 1965 a 1989, servindo também, a partir de 1974, como Presidente da República Socialista da Romênia. Seu governo ditatorial foi derrubado como um resultado do que ficou conhecido como Revolução de Natal.">Nicolae Ceausescu</span>, a quem conheci muito bem, era um comunista fanático que acreditava realmente que o comunismo estava do lado certo da história.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é tanto um livro sobre o passado quanto um livro sobre o futuro. Em novembro de 1989, quando o Muro de Berlim foi derrubado, milhões de pessoas gritaram “O comunismo morreu”. O comunismo soviético, como forma de governo, realmente morrera. Mas uma nova geração de pessoas, cujo conhecimento da vida sob o comunismo é pouco ou nulo, está tentando dar a esta heresia, agora vestida em trajes socialistas, uma nova vida na França, Grécia, Espanha, Portugal, Venezuela, Argentina, Brasil e Equador, e poucas pessoas estão prestando atenção a este fato. Em 15 de fevereiro de 2003, milhões de europeus tomaram as ruas, não para celebrar a liberdade desfrutada graças à luta dos americanos para impedir que eles se tornassem escravos soviéticos, mas para condenar o imperialismo americano, conforme descrito em “<a href="https://amzn.to/4h8VOdA" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Empire</a>” (de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Michael Hardt é um teórico literário e filósofo político estadunidense que leciona na Duke University.">Michael Hardt</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Antonio Negri (1933 - 2023), também conhecido como Toni Negri, foi um filósofo político marxista, acadêmico e militante político italiano.">Antonio Negri</span>, Harvard University Press, 2000), livro cujo co-autor, Antonio Negri, um terrorista disfarçado de professor marxista, esteve preso pelo envolvimento no sequestro e assassinato do primeiro ministro italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Aldo Moro foi um jurista, professor e político italiano. Foi primeiro-ministro da Itália de 1963 até 1968 e de 1974 até 1976. Membro ativo da Igreja Católica, foi um dos líderes mais destacados da democracia cristã na Itália.">Aldo Moro</span>. O jornal The New York Times chamou o atual Manifesto Comunista de Negri de “o livro quente e inteligente do momento”. (David Pryce-Jones, “Evil Empire, The Communist ‘hot, smart book of the moment’”, National Review Online, 17 de setembro de 2001).</p>



<p>Durante 27 anos da minha outra vida, na Romênia, eu estive envolvido em operações destinadas a criar inúmeros Antonios Negris para desempenhar o papel de guerreiros da <span data-tooltip="Rivalidade política, ideológica e militar entre os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial. Sem confronto direto, o conflito se manifestou por meio de disputas econômicas, tecnológicas, armamentistas e de influência global." data-tooltip-position="top">Guerra Fria</span> em toda a Europa Oriental e usá-los para jogar a região contra os Estados Unidos. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] é um estudo enciclopédico sobre como a máquina de desinformação soviética e pós-soviética usou aqueles Negris para converter o antigo ódio europeu pelos nazistas em ódio aos EUA, o novo poder de ocupação.</p>



<p>Em 1851, quando <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Luís Napoleão Bonaparte (1808 - 1873), conhecido como Napoleão III, o primeiro presidente da República Francesa eleito por sufrágio universal e o último imperador da França. Ele era filho do irmão de Napoleão, Luís Bonaparte, que foi Rei da Holanda.">Luís Bonaparte</span>, o vil sobrinho de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Napoleão Bonaparte (1769 - 1821) foi um estadista e líder militar francês que ganhou destaque durante a Revolução Francesa e liderou várias campanhas militares de sucesso durante as Guerras Revolucionárias Francesas. Foi Imperador dos Franceses como Napoleão I de 1804 a 1814 e brevemente em 1815 durante os Cem Dias.">Napoleão</span>, tomou o poder na França, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Karl Marx (1818 - 1883) foi um revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">Karl Marx</span> disse a sua agora famosa máxima: “A história sempre se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. “<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] documenta os atuais esforços dos esquerdistas para reviver as mentiras soviéticas, e isto mostra a sua ridícula natureza.</p>



<p>“<a href="https://amzn.to/42EWTUt" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Devil In History</a>” [“<a href="https://amzn.to/43b0kSP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">O Diabo na História</a>”] tem não apenas importância ideológica mas também histórica, pois torna o seu autor, Vladimir Tismaneanu, uma versão americana conservadora de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Eric John Ernest Hobsbawm (1917 - 2012) foi um historiador marxista britânico bastante reconhecido do século XX. Ao longo de toda a sua vida, Hobsbawm foi membro do Partido Comunista Britânico.">Eric Hobsbawm</span>, o mais respeitado historiador britânico.</p>



<p>Hobsbawm, morto há pouco com a venerável idade de 95 anos, era um polímata erudito, um esplêndido pesquisador e um excelente escritor. Infelizmente, também resolveu ser um marxista profissional e os marxistas são, por definição, mentirosos. Eles são&nbsp;<em>obrigados a mentir</em>&nbsp;porque a realidade de todas as sociedades marxistas tem sido devastadora, a um nível espantoso. Mais de 115 milhões de pessoas foram mortas em todo mundo na tentativa de manter vivas as mentiras do marxismo.</p>



<p>O quarteto de livros mais respeitado de Hobsbawm, “<a href="https://amzn.to/43eLryU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Revolution</a>” e “<a href="https://amzn.to/3KRevWW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">The Age of Extremes</a>”, aos quais dedicou a maior parte da sua vida, também são uma mentira: apresentam a história da revolução marxista soviética, evolução e ‘descentralização’ (<em>evolution and devolution</em>) que ignoram totalmente os <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAGs</span>. São como uma história do nazismo ignorando o Holocausto, ou uma história do Egito desconsiderando os faraós e as pirâmides. Hobsbawm filiou-se ao Partido Comunista Britânico em 1936, e nele permaneceu mesmo após o seu eterno ídolo, a União Soviética, ter sucumbido. Hobsbawm jamais retirou a sua filiação ao Partido Comunista. Ele explicou: “O Partido… teve o primeiro, ou mais precisamente, o único direito real das nossas vidas… As exigências do Partido têm prioridade absoluta… Se ele mandar você abandonar a namorada ou a esposa, você deve fazê-lo”.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu também se filiou ao Partido Comunista quando jovem – como eu fiz – mas rompeu com o partido quando o comunismo ainda estava com força total — como eu fiz — e expôs os seus males ao resto do mundo — como eu também fiz. A bem da verdade, devo registrar a minha imensa admiração por Tismaneanu e dizer que o considero um bom amigo, embora jamais tenhamos nos encontrado. Sob o meu ponto de vista, ele é o maior especialista em comunismo romeno e um dos maiores estudiosos do mundo sobre o Leste Europeu. O seu “<a href="https://amzn.to/438eXGC" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Stalinism for All Seasons</a>” é o mais amplo estudo sobre o comunismo romeno e o seu “<a href="https://amzn.to/4qcKmBU" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Fantasies of Salvation: Democracy, Nationalism, and Myth in Post-Communist Europe</a>” recebeu o prêmio romeno-americano da Academy of Arts and Sciences. Por sua incansável atividade de pesquisa, Vladimir Tismaneanu tornou-se um membro do prestigioso Institut fur die Wissenschaften von Menschen em Viena, Áustria, e recebeu o título de Public Policy Scholar do Woodrow Wilson International Center for Scholars.</p>



<p>A despeito da cobertura da imprensa sobre a corrida nuclear durante a Guerra Fria, nós, no topo do serviço de inteligência do bloco soviético naqueles anos, lutamos, naquela guerra, pela conquista das mentes — na Europa, na esquerda americana, no Terceiro Mundo — pois sabíamos ser impossível ganhar as batalhas militares. A Guerra Fria acabou realmente, mas, diferentemente das outras guerras, não terminou com um inimigo derrotado depondo as armas. No ano 2000, alguns dos meus antigos colegas da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti,em português: ''Comitê de Segurança do Estado''.">KGB</span> tomaram o Kremlin e transformaram a Rússia na primeira ditadura de inteligência da história. Mais de seis mil antigos agentes da KGB estão nos governos russos federal e local. Seria como tentar democratizar a Alemanha com os oficiais da Gestapo no comando.</p>



<p>Vladimir Tismaneanu é o analista político perfeito para os dias de hoje, pois é um especialista nos dois legados, nazista e comunista. A despeito de diagnósticos otimistas e do excessivo&nbsp;<em>wishful thinking</em>, estas duas patologias não estão mortas. O esclarecedor livro de Vladimir Tismaneanu é um antítodo contra os novos experimentos do radicalismo utópico e da engenharia social.</p>



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<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a> (1928 &#8211; 2021).<br><br>O autor, general <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion Mihai Pacepa</a>, foi o oficial de mais alta patente a desertar do bloco comunista,<br>obtendo asilo político nos Estados Unidos.<br><br>No Brasil, <a href="https://culturadefato.com.br/author/ionmihaipacepa/">Ion</a> ficou conhecido pelo livro <a href="https://amzn.to/4ncDp0Y" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow"><em>Disinformation</em></a> (<em><a href="https://amzn.to/47mtCQW" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Desinformação</a></em>), escrito em coautoria com<br>o professor <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ronald J. Rychlak é um advogado, jurista, autor e comentarista político americano. Ele é um Distinguished Professor of Law na University of Mississippi School of Law e é titular da Cátedra Jamie L. Whitten em Direito e Governo.">Ronald Rychlak</span> e publicado pela WND Books em junho de 2013.<br><br>Artigo originalmente publicado em 14 de fevereiro de 2014<br>no <em>website <a href="https://midiasemmascara.net/">Mídia Sem Máscara</a></em>. Tradução de Ricardo Hashimoto.</p>



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<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>A imagem da capa é um recorte da obra: “<em>As duas Fridas</em>” (1939), de <span data-tooltip="Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (1907 - 1954), mais conhecida como Frida Kahlo, foi uma pintora mexicana conhecida pelos seus muitos retratos, autorretratos, e obras inspiradas na natureza e artefatos do México." data-tooltip-position="top">Frida Kahlo</span> (1907 &#8211; 1954).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



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<section id="gm23ceb0f" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm23ceb0f gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-gc06e0a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gc06e0a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/ComunismoNazismo.jpg" alt="Comunismo e Nazismo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
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<div id="section-g5485d9" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5485d9 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/05/BenitoMussolini_1941_Ernest-Hamlin-Baker.jpg" alt="Obra: &quot;Benito Mussolini&quot; (1941), de Ernest Hamlin Baker (1889 - 1975)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/" rel="sponsored nofollow"><em>As raízes socialistas de Benito Mussolini</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/bryancaplan/">Bryan Caplan</a>.</p>
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<div id="col-g-7nfl472" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-7nfl472 gutentor-carousel-item"><div id="section-g-7nfl472" class="section-g-7nfl472 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-l1yi72r" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-l1yi72r gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_Mussolini.jpg" alt="Pintura a óleo de Hitler &amp; Mussolini." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens socialistas do fascismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/diversos/">diversos autores</a></p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/" rel="sponsored nofollow"><em>Por que os alemães apoiaram Hitler</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a>.</p>
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<div id="col-g-p13mi2s" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-p13mi2s gutentor-carousel-item"><div id="section-g-p13mi2s" class="section-g-p13mi2s gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-5b2b7o1" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-5b2b7o1 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/07/KnutHamsun.jpg" alt="Knut Hamsun, fotografado em 1941 por Anders Beer Wilse (1865 – 1949)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/" rel="sponsored nofollow"><em>Knut Hamsun: entre a poesia da terra e o abismo da história</em></a>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/douglasalfini/">Douglas Alfini Jr</a>.</p>
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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-o-comunismo-nao-e-tao-odiado-quanto-o-nazismo-embora-tenha-matado-mais/">Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado mais?</a>,<br></em>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/dennisprager/">Dennis Prager</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-do-politicamente-correto/" rel="sponsored nofollow"><em>As origens do politicamente correto</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamlind/">William S. Lind</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-grande-mentira-socialista/"><em>A grande mentira socialista</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/eguinaldosouza/">Eguinaldo Hélio de Souza</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><a href="https://culturadefato.com.br/postagens-selecionadas-do-telegram-marco-de-2023/"></a><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-socialismo-reflete-a-atitude-interior-de-seus-adeptos/"><em>O socialismo reflete a atitude interior de seus adeptos</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/antonymueller/">Antony Mueller</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>A Verdade sobre a Inquisição: desfazendo os mitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 02:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
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		<category><![CDATA[Santa Inquisição]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Ofício]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Quando se fala em Inquisição, logo vêm à mente imagens de fogueiras, torturas e tribunais cruéis, sempre associadas à Igreja Católica de forma negativa. Poucos sabem, porém, que essa visão foi construída ao longo de séculos por iluministas, protestantes e propagandistas anticatólicos.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Quem controla o passado, controla o futuro.</em><br><em>Quem controla o presente, controla o passado.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="George Orwell (1903 – 1950) é pseudônimo do escritor inglês Eric Arthur Blair.">George Orwell</span> (1903 – 1950)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Quando se fala em Inquisição, logo vêm à mente imagens de fogueiras, torturas e tribunais cruéis, sempre associadas à Igreja Católica de forma negativa. Poucos sabem, porém, que essa visão foi construída ao longo de séculos por iluministas, protestantes e propagandistas anticatólicos, que distorceram a realidade e transformaram a Inquisição em sinônimo de intolerância e violência.</p>



<p>Hoje contamos com pesquisas sérias que desmistificam esse período e, graças ao acesso à informação, podemos confrontar narrativas que por muito tempo foram aceitas sem questionamento. Buscar a verdade, entretanto, exige humildade e disposição — afinal, se tantas mentiras se repetiram, é porque alguém tirava e ainda tira proveito dessas falsificações históricas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Não houve uma única Inquisição</h2>



<br>



<p>É importante lembrar que existiram quatro principais formas de Inquisição:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Medieval – fundada no século XIII, voltada contra heresias que ameaçavam a unidade da cristandade, como os <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Movimento herético dos séculos XI a XIII, difundido sobretudo no sul da França. Pregavam um dualismo contrário à fé cristã (para eles, o mundo visível seria uma criação do deus mau, pois é onde existe a matéria que é corruptível, portanto, também o pecado), negavam os sacramentos e a autoridade da Igreja.">cátaros</span>.</li>



<li>Espanhola – instituída em 1478 pela Coroa da Espanha, com forte dimensão política.</li>



<li>Portuguesa – criada em 1536, semelhante à espanhola, mas adaptada ao contexto lusitano e colonial.</li>



<li>Romana – fundada em 1542 pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Alessandro Farnese (1468 - 1549): chefe da Igreja Católica e governante dos Estados papais de 13 de outubro de 1534 até à sua morte em 1549.">Papa Paulo III</span>, também chamada de Santo Ofício, atuando principalmente após a Reforma Protestante.</li>
</ol>



<p>Embora diferentes em contexto e funcionamento, todas tinham como princípio central a defesa da fé e da unidade social. Aqui, vamos nos concentrar na Inquisição Medieval, diretamente ligada à Igreja.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Origem e o Contexto da Inquisição Medieval</h2>



<br>



<p>A Inquisição Medieval (séculos XIII a XV) surgiu em um tempo em que a fé era vista como alicerce da ordem social e política. Diferente do Estado moderno, que separa religião e governo, a cristandade considerava a heresia não apenas como erro doutrinário, mas como ameaça à estabilidade coletiva.</p>



<figure class="wp-block-pullquote alignright has-small-font-size"><blockquote><p>“Lendo os autos dos processos inquisitoriais, encontramos bandidos comuns que, surpreendidos pela polícia no ato de violação, rapidamente inventavam uma motivação religiosa para explicar o seu delito, simplesmente para cair na esfera da justiça da Inquisição e não da justiça civil ou temporal.”</p><cite>Roman Konik <a href="https://culturadefato.com.br/inquisicao-mito-e-realidade-historica/"><img decoding="async" width="16" height="16" class="wp-image-25740" style="width: 16px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/09/IconeLupa.png" alt="Lupa"></a></cite></blockquote></figure>



<p>Oficialmente instituída em 1231 por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gregório IX (1145 - 1241), nascido Ugolino di Conti na comuna italiana Anagni; foi o Papa da Igreja Católica e Soberano dos Estados Papais de 19 de março de 1227 até a data de sua morte em 22 de agosto de 1241 em Roma.">Gregório IX</span>, tinha como alvo movimentos como o dos cátaros, que se diziam cristão, mas rejeitavam a matéria, desprezavam a vida e até incentivavam a morte por inanição. Ideias tão radicais, se difundidas, poderiam desestruturar a sociedade tanto naquela época, como nos dias de hoje.</p>



<p>A historiadora <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Régine Pernoud (1909 - 1998) foi uma historiadora medievalista, arquivista e paleógrafa francesa do século XX. Recebeu o Prêmio Gobert em 1997.">Régine Pernoud</span>, em&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3KjwDbP" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Idade Média: O que não nos ensinaram</a></em>, lembra que muitos preconceitos atuais resultam de uma leitura anacrônica. Não se pode julgar o passado com os critérios de hoje, mas compreender cada fato dentro da mentalidade de sua época.</p>



<p>Ao contrário da imagem popular, a Inquisição buscava evitar linchamentos e execuções sumárias, muitos comuns naquele tempo. Frequentemente, a Igreja oferecia julgamentos mais equilibrados do que a justiça civil, que aplicava punições muito mais severas. A chamada “lenda negra”, criada por inimigos da Igreja, tinha como objetivo retratá-la como inimiga da liberdade e do progresso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mitos e Realidade</strong></h2>



<br>



<p>A ideia de que a Inquisição matou milhões é pura invenção. Pesquisadores como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Henry A. Kamen (nascido em 1936 em Rangun, Birmânia) é é um historiador britânico, que publicou extensivamente sobre a Europa, a Espanha e o Império Espanhol.">Henry Kamen</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Edward Murray Peters nasceu em 1936, é professor emérito da Universidade da Pensilvânia, especializado em história religiosa e política da Europa primitiva. Ele realizou pesquisas aprofundadas sobre heresia, repressão e os limites e o tratamento da investigação intelectual na Baixa Idade Média.">Edward Peters</span> apontam entre 2 mil e 5 mil mortos em todo o período. O historiador italiano <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Rino Cammilleri nasceu em 1950, é um escritor e jornalista italiano.">Rino Cammilleri</span>, em&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3Ih1HZg" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">A Verdadeira História da Inquisição</a></em>, calcula cerca de 1.200 execuções ao longo de quatro séculos — número ínfimo diante dos exageros.</p>



<p>A maior parte das penas era espiritual: orações, peregrinações e penitências. A intenção não era punir fisicamente, mas reconciliar a pessoa com a fé.</p>



<p>Quanto à tortura, seu uso foi restrito e controlado, muito menos severo do que nos tribunais civis, que recorriam a práticas brutais e frequentes. Em contraste, em um único dia, cortes seculares chegavam a executar mais do que a Inquisição em décadas.</p>



<p>Até mesmo a Inquisição Espanhola, sempre lembrada como exemplo negativo, teve números muito menores do que a propaganda anticatólica divulgou. A historiografia moderna confirma que protestantes ingleses e iluministas franceses deliberadamente exageraram os fatos para enfraquecer a Igreja.</p>



<p>Outro mito recorrente é o de que a Inquisição perseguiu cientistas. O <a href="https://youtu.be/kCMyB3qhKhY?si=tK9zYNJVQ0aV07ER" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">caso de <span data-tooltip-position="top" style="color: #4682b4;" data-tooltip="Galileu Galilei (1564 – 1642), astrônomo e físico considerado o pai da ciência moderna e uma das figuras centrais da Revolução Científica.">Galileu</span></a>, frequentemente citado, foi mais uma questão de interpretação bíblica e de postura pessoal do que de ciência. A própria Igreja fundou universidades, apoiou pesquisas e deu origem a inúmeros cientistas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os Frutos Positivos da Inquisição</h2>



<br>



<p>Apesar da má fama, a Inquisição trouxe contribuições significativas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior racionalidade jurídica: introduziu normas que protegiam acusados contra arbitrariedades.</li>



<li>Redução da violência social: muitos foram poupados de execuções populares por poderem ser julgados pela Inquisição.</li>



<li>Unidade cultural e religiosa: em uma época em que divisões levavam a guerras civis, a fé comum ajudava a manter a coesão social.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<br>



<p>Pouco se comenta que os próprios reformadores protestantes criaram tribunais semelhantes. <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Martinho Lutero (1483 - 1546) foi monge agostiniano e professor de teologia germânico que tornou-se uma das figuras centrais da Reforma Protestante.">Lutero</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="João Calvino (1509 - 1564) foi um teólogo, líder religioso e escritor cristão francês. Considerado como um dos principais líderes da Reforma Protestante, em particular na França.">Calvino</span> apoiaram perseguições contra anabatistas e bruxas. Em Genebra, Calvino levou o médico <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Miguel Servet (1511 - 1553), foi um teólogo, médico e filósofo aragonês, humanista, interessando-se por assuntos como astronomia, meteorologia, geografia, jurisprudência, matemática, anatomia, estudos bíblicos e medicina. Servet foi o primeiro europeu a descrever a circulação pulmonar.">Miguel Serveto</span> à fogueira, em 1553. Já na Inglaterra, sob <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Isabel I (1533 - 1603) ou Elizabeth I, também chamada de ''A Rainha Virgem'', ''Gloriana'' ou ''Boa Rainha Bess'' foi Rainha Reinante da Inglaterra e Irlanda de 1558 até sua morte.">Isabel I</span>, inúmeros católicos foram executados por resistirem ao anglicanismo.</p>



<p>É curioso notar que muitos que condenam a Inquisição hoje aceitam práticas infinitamente mais cruéis, como o aborto, a eutanásia, as perseguições ideológicas contra cristãos e até a censura cultural. Se os governantes atuais se orientassem pelo Evangelho, não veríamos tantas imoralidades travestidas de lei.</p>



<p>Claro, a Inquisição não foi perfeita. Mas reduzi-la a um “monstro sanguinário” é fraude histórica. Regimes modernos, como o comunismo (mais de 100 milhões de mortos) e o nazismo (cerca de 20 milhões), revelaram ao mundo o verdadeiro rosto da tirania e da crueldade — acusando a Igreja daquilo que eles próprios praticaram em escala incomparavelmente maior.</p>



<p>No seu contexto, a Inquisição foi uma tentativa de aplicar justiça em meio à instabilidade religiosa e social. Cabe a nós desmascarar as falsificações e reconhecer que, apesar dos ataques de ontem e de hoje, a Igreja permanece como guardiã da verdade — inclusive sobre o seu próprio passado.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/patriciacastro/">Patrícia Castro</a>.<br>Publicado no <em>website</em> da autora, <a href="https://patriciacastro.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">patriciacastro.org</a>, em 22 de setembro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Auto de Fe en la plaza Mayor de Madrid</em>” (1683), por Francisco Rizi (1614 – 1685).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



<br>



<section id="gm71bf303" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm71bf303 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/inquisicao-mito-e-realidade-historica/">Inquisição: Mito e realidade histórica</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/romankonik/">Roman Konik</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/um-martir-da-ciencia/">Um mártir da ciência</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/olavodecarvalho/">Olavo de Carvalho</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-sacerdote-cientista/">O sacerdote cientista</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/thomas-e-woods-jr/">Thomas E. Woods Jr.</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/como-a-igreja-desenvolveu-a-ciencia-e-a-tecnologia-na-idade-media/">Como a Igreja desenvolveu a ciência e a tecnologia na Idade Média</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/felipeaquino/">Felipe Aquino</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/cristianismo-mae-da-liberdade-politica/">Cristianismo: mãe da liberdade política</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/andrewsandlin/">P. Andrew Sandlin</a></p>
</div></div>



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<div id="section-g-11n1exc" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-11n1exc gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/religiao-e-industria/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Factory_CamillePissarro.jpg" alt="Obra: &quot;The factory at pontoise&quot; (1873), de Camille Pissarro (1830 - 1903)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/religiao-e-industria/">Religião e indústria</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/fabioblanco/">Fabio Blanco</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



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		<title>Knut Hamsun: entre a poesia da terra e o abismo da história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Douglas Alfini Jr.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 01:06:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes e Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Knut Hamsun é uma das figuras mais complexas e paradoxais da literatura mundial. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1920, sua obra foi aclamada por sua sensibilidade psicológica [...]. Contudo, a vida de Hamsun também é marcada por uma pesada sombra: seu apoio público ao regime nazista.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>No meio de um salão de festas, você pode permanecer indiferente,</em><br><em>seguro e não ser levado pela atmosfera geral. Pois é a própria</em><br><em>alma do homem a fonte de sua tristeza e alegria.</em>”<br>Knut Hamsun (1859 – 1952)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Knut Hamsun (1859 – 1952) é uma das figuras mais complexas e paradoxais da literatura mundial. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1920, sua obra foi aclamada por sua sensibilidade psicológica, seu lirismo telúrico e sua capacidade de mergulhar na alma humana com singular delicadeza. Contudo, a vida de Hamsun também é marcada por uma pesada sombra: seu apoio público ao regime nazista durante a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Segunda Guerra Mundial: conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span>.</p>



<p>Hamsun nasceu na Noruega rural, e toda a sua obra carrega esse vínculo profundo com a natureza, com o ritmo da terra e com a solidão do homem diante do mundo. Seu romance <em><a href="https://amzn.to/3IE5MX5" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Os Frutos da Terra</a></em> (“<em><a href="https://amzn.to/45dqu8X" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Markens Grøde</a></em>”, 1917) é talvez o exemplo mais acabado dessa visão. A obra acompanha a vida de Isak, um colono rude e obstinado que, com suas próprias mãos, desbrava um pedaço de terra inóspita e o transforma em uma fazenda próspera. É um hino à vida simples, ao trabalho árduo, à persistência do homem em comunhão com o solo. Hamsun celebra a força silenciosa do indivíduo que constrói, planta, cria e colhe. Sua prosa delicada e ao mesmo tempo vigorosa confere uma espécie de dignidade poética ao labor manual e à vida no campo.</p>



<p><em><a href="https://amzn.to/3IE5MX5" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Os Frutos da Terra</a></em> foi lido como um manifesto agrário, uma defesa da simplicidade contra a modernização crescente e alienante das cidades. Nele, Hamsun parece propor um retorno quase espiritual à terra, onde o homem reencontra seu verdadeiro propósito e sua essência. Mas a obra de Hamsun vai além da exaltação da vida campestre. <em><a href="https://amzn.to/3ISFQqG" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Em Fome</a></em> (“<em><a href="https://amzn.to/40slaMk" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Sult</a></em>”, 1890), seu primeiro grande romance e considerado um marco do modernismo literário, Hamsun mergulha na miséria física e espiritual de um jovem escritor faminto nas ruas de Kristiania (atual Oslo). A narrativa acompanha os delírios do protagonista enquanto este busca sobreviver à pobreza extrema, oscilando entre momentos de orgulho, desespero, alucinação e uma quase mística entrega ao sofrimento. Com um estilo inovador, introspectivo e psicológico, Hamsun inaugurou uma forma de escrever o fluxo de consciência que influenciaria autores como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Franz Kafka (1883 — 1924) Franz Kafka (1883–1924) foi um escritor tcheco de língua alemã, conhecido por suas obras que exploram sentimentos de angústia, absurdo e opressão burocrática.">Kafka</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="James Augustine Aloysius Joyce (1882 - 1941) foi um romancista, contista e poeta da Irlanda que viveu boa parte de sua vida expatriado.">Joyce</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Albert Camus (1913 - 1960) foi um escritor, filósofo e jornalista franco-argelino, conhecido por suas contribuições à literatura e ao pensamento filosófico do século XX.">Camus</span>. <em>Fome</em> revela sua impressionante capacidade de captar não apenas a degradação material, mas o esfacelamento interior, a solidão e o orgulho do homem diante de sua própria ruína. É uma dissecação visceral da condição humana, escrita com candura e crueza, antecipando as angústias existenciais do século XX.</p>



<p>Paradoxalmente, essa mesma visão de mundo, ora lírica, ora brutal, ora profundamente empática com o sofrimento de cada um, não impediu que Hamsun fosse seduzido por ideologias perigosas. Quando o nazismo ascendeu na Europa, Hamsun viu aí um movimento que prometia restaurar uma ordem natural, rural e disciplinada, em contraste com o caos urbano e as decadências que tanto criticava. Durante a ocupação alemã da Noruega, ele apoiou abertamente o regime nazista, chegando a encontrar-se pessoalmente com <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span>, a quem elogiou publicamente. Seu apoio ao colaboracionista norueguês <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vidkun Abraham Lauritz Jonssøn Quisling (1887 - 1945) foi um oficial militar e político norueguês que chefiou nominalmente o governo da Noruega como Ministro-Presidente depois do país ter sido ocupado pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.">Vidkun Quisling</span> e suas declarações favoráveis ao Terceiro Reich causaram espanto e repulsa em boa parte do mundo intelectual. Essa aprovação incondicional do nazismo, no entanto, mancharia irremediavelmente sua biografia; como pôde um escritor capaz de descrever com tanta ternura a relação do homem com a natureza, e de explorar com tanta profundidade as contradições da alma, sucumbir a uma ideologia brutal, racista e assassina?</p>



<p>A história de Hamsun é um lembrete trágico de que mesmo os mais sensíveis à arte e à beleza não estão imunes às seduções políticas do seu tempo. O escritor, voltado ao íntimo, ao lírico e ao essencial, pode, em momentos críticos, perder o discernimento diante de promessas de ordem, grandeza e purismo idealizado. Em Hamsun, vemos como o artista, mesmo sendo essa espécie de antena do espírito, pode cegar-se quando confunde estética com ideologia, pureza poética com pureza étnica, ordem natural com autoritarismo político.</p>



<p>Curiosamente, apesar de sua importância literária, Hamsun continua sendo um autor relativamente pouco conhecido no Brasil. Sua obra, embora admirada por círculos restritos de leitores e estudiosos, nunca alcançou a mesma popularidade de outros gigantes europeus. Talvez por sua escrita extremamente introspectiva e existencial, ou talvez pelo peso de sua biografia política, sua leitura ainda não se disseminou amplamente entre o público brasileiro. No entanto, para aqueles que se aventuram por suas páginas, Hamsun oferece uma experiência literária intensa, dolorosa e sublime, que continua a dialogar com as angústias e dilemas mais universais da nossa condição.</p>



<p>Hoje, não obstante o peso das escolhas de Hamsun, sua literatura permanece como um exemplo de sensibilidade ímpar e altíssimo refinamento técnico. Seus romances conservam intacta sua capacidade de emocionar e perturbar, de penetrar no mais recôndito das nossas experiências com uma força e beleza que atravessam o tempo, resistindo às manchas de sua história de vida.</p>



<p>Esse paradoxo também nos leva a uma reflexão atual. Observando o panorama literário contemporâneo, especialmente no Brasil, percebemos como muitos autores parecem não mais buscar a expressão estética e a imersão honesta nas experiências que descrevem, mas apenas uma constante instrumentalização da literatura em função das causas políticas do dia. Especialmente entre simpatizantes do socialismo e de correntes progressistas em geral, observa-se uma tendência crescente à panfletagem, pela qual a literatura se torna um veículo de doutrinação e militância, muitas vezes sacrificando a profundidade e qualquer sinceridade artística. A complexidade interior, que Hamsun soube explorar com tanta maestria em <em><a href="https://amzn.to/3ISFQqG" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Fome</a></em> ou n’<em><a href="https://amzn.to/3IE5MX5" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Os Frutos da Terra</a></em>, cede lugar a personagens esquemáticos, discursos maniqueístas e narrativas rigidamente alinhadas a agendas ideológicas.</p>



<p>O drama de Knut Hamsun serve, assim, como um duplo alerta: tanto para o perigo de se misturar arte e política a ponto de comprometer-se moralmente, quanto para a importância de se preservar na literatura, mesmo diante dos ideais mais sedutores, o espaço da dúvida, da consciência individual e da verdadeira busca pela condição humana, livre da contaminação dos interesses partidários do momento.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/douglasalfini/">Douglas Alfini Jr.</a><br>Douglas é autor das obras&nbsp;<a href="https://amzn.to/3iYz0Rw" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Crônicas do Invisível</em></a>&nbsp;(2021) e&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3iYz0Rw" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Âmbar Gris</a></em>&nbsp;(2023):</p>



<section id="section-e986ae19-46fb-4f2d-a3c2-5f81f8787a7f" class="wp-block-gutentor-image-box alignfull gutentor-section gutentor-image-wrapper imagebox-template1 wow animated zoomIn" data-wow-animation="zoomIn" data-wow-delay="0s" data-wow-duration="2s" data-wow-iteration="1"><div class="grid-container"><div class="grid-row gutentor-grid-item-wrap"><div class="gutentor-grid-column grid-lg-6 grid-md-4 grid-12"><div class="gutentor-single-item gutentor-image gutentor-single-item-0 g-single-column-link-enabled"><div class="gutentor-single-item-wrap"><div class="gutentor-single-item-image-box"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Ambar_Gris.png" alt="Capa da obra: &quot;Âmbar Gris&quot;, escrita por Douglas Alfini Jr." height="643" width="453" /></div></div><div class="gutentor-single-item-content"></div></div><a class="gutentor-single-item-box-link gutentor-link" href="https://amzn.to/45uleLS" target="_blank" rel="noopener noreferrer"></a></div></div><div class="gutentor-grid-column grid-lg-6 grid-md-4 grid-12"><div class="gutentor-single-item gutentor-image gutentor-single-item-1 g-single-column-link-enabled"><div class="gutentor-single-item-wrap"><div class="gutentor-single-item-image-box"><div class="gutentor-image-thumb"><img loading="lazy" decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Cronicas_do_Invisivel.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Crônicas do Invisível&quot;, escrita por Douglas Alfini Jr." height="643" width="453" /></div></div><div class="gutentor-single-item-content"></div></div><a class="gutentor-single-item-box-link gutentor-link" href="https://amzn.to/3iYz0Rw" target="_blank" rel="noopener noreferrer"></a></div></div></div></div></section>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: Knut Hamsun, fotografado em 1941 por Anders Beer Wilse (1865 – 1949).</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gmd8f66bf" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gmd8f66bf gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gmc97f3c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc97f3c gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc97f3c" class="section-gmc97f3c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g1d8741" class="wp-block-gutentor-e6 section-g1d8741 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/versos-do-fim/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/APatria_PedroBruno.jpg" alt="Obra &quot;A pátria&quot; (1909), de Pedro Paulo Bruno (1888 - 1949)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/versos-do-fim/">Versos do fim</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-l5wiaih" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-l5wiaih gutentor-carousel-item"><div id="section-g-l5wiaih" class="section-g-l5wiaih gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g-70p7e1p" class="wp-block-gutentor-e6 section-g-70p7e1p gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/enquanto-ele-dorme/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/09/AbbottHandersonThayer_Sleep.jpg" alt="Obra: &quot;Sleep&quot; (1887), de Abbott Handerson Thayer (1849 - 1921)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/enquanto-ele-dorme/"><em>Enquanto ele dorme</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm904eab" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm904eab gutentor-carousel-item"><div id="section-gm904eab" class="section-gm904eab gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5ea083" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5ea083 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-valor-das-coisas/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/RosesOnAntiqueArtBox_JeremiahJWhite.jpg" alt="Obra &quot;Roses on Antique Art Box&quot;, por Jeremiah J. White." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-valor-das-coisas/"><em>O valor das coisas</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc4bcc1" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc4bcc1 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc4bcc1" class="section-gmc4bcc1 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gb5981a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gb5981a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/os-mercadores-da-direita/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/06/OlavoDeCarvalhoPorIsmaelsouza.jpg" alt="Olavo de Carvalho por Ismael Souza" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/os-mercadores-da-direita/"><em>Os mercadores da direita</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm97bc39" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm97bc39 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm97bc39" class="section-gm97bc39 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5d0b9c" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d0b9c gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-voce-viu/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SOLIDARIEDADE_2021_AurelioBentesBravo.jpg" alt="Obra: &quot;Solidariedade&quot; (2021), por Aurelio Bentes Bravo." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-voce-viu/"><em>O que você viu?</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmec7203" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmec7203 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmec7203" class="section-gmec7203 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g3bb474" class="wp-block-gutentor-e6 section-g3bb474 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/olha/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/01/ClosedEyes_1895_OdilonRedon.jpg" alt="Obra: &quot;Closed Eyes&quot; (1895), por Odilon Redon (1840 - 1916)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/olha/"><em>Olha</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmcea821" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmcea821 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmcea821" class="section-gmcea821 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g0e2421" class="wp-block-gutentor-e6 section-g0e2421 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/as-boas-noticias/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/01/BadNewsInTroubledTimes_MargaretAllen.jpg" alt="Obra: &quot;Bad News in Troubled Times&quot;, por Margaret Allen (1830 - 1914)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/as-boas-noticias/"><em>As boas notícias</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm26ed3b" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm26ed3b gutentor-carousel-item"><div id="section-gm26ed3b" class="section-gm26ed3b gutentor-col-wrap">
<div id="section-gad34c6" class="wp-block-gutentor-e6 section-gad34c6 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-alegoria-do-mendigo-gordo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/11/FatGuyPatrickRafferty.jpg" alt="Obra “Fat Guy”, por Patrick Rafferty" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-alegoria-do-mendigo-gordo/"><em>A alegoria do mendigo gordo</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm74d5e7" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm74d5e7 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm74d5e7" class="section-gm74d5e7 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gdbd9ba" class="wp-block-gutentor-e6 section-gdbd9ba gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-silencio-dentro-da-minha-cabeca/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/08/LonelyInParis_MaryTuomi.jpg" alt="Obra &quot;Lonely in Paris&quot; (2010), por Mary Tuomi." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-silencio-dentro-da-minha-cabeca/"><em>O silêncio da minha cabeça</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmde7c23" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmde7c23 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmde7c23" class="section-gmde7c23 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g056053" class="wp-block-gutentor-e6 section-g056053 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-sequestro-do-dr-helio-pinheiro/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/VidaIrlandesa_JohnOBrien.jpg" alt="A obra pertence a coleção &quot;Vida Irlandesa&quot;, de John O'Brien." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-sequestro-do-dr-helio-pinheiro/"><em>O sequestro do Dr. Hélio Pinheiro</em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gmd27218" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmd27218 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmd27218" class="section-gmd27218 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g2ee9c4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2ee9c4 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/teratomaquia-parte-i/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Train_ZdzislawBeksinski.jpg" alt="Obra sem título, do artista polonês Zdzisław Beksiński (1929 - 2005)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/teratomaquia-parte-i/"><em>Teratomaquia</em>, Parte I</a></p>
</div></div>



<div id="col-gmc0c5b5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmc0c5b5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmc0c5b5" class="section-gmc0c5b5 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g147164" class="wp-block-gutentor-e6 section-g147164 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/teratomaquia-parte-ii/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Deserto_ZdzislawBeksinski.jpeg" alt="Obra sem título, do artista polonês Zdzisław Beksiński (1929 - 2005)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/teratomaquia-parte-ii/"><em>Teratomaquia</em>, Parte II</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm7199f4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm7199f4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm7199f4" class="section-gm7199f4 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gd75b84" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd75b84 gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/poemas-douglas-alfini-jr/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dune_MarinaShirjaeva.jpg" alt="Obra: &quot;Dune&quot; de Marina Shirjaeva." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/poemas-douglas-alfini-jr/">Poemas</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm4f6d85" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm4f6d85 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm4f6d85" class="section-gm4f6d85 gutentor-col-wrap">
<div id="section-gdab4fe" class="wp-block-gutentor-e6 section-gdab4fe gutentor-element gutentor-element-image"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/kramer-vs-kramer-no-tribunal-do-cinema-moderno/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/06/KramerVsKramer.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/kramer-vs-kramer-no-tribunal-do-cinema-moderno/"><em>Kramer vs. Kramer: no tribunal do cinema moderno</em></a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/">Knut Hamsun: entre a poesia da terra e o abismo da história</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://culturadefato.com.br/knut-hamsun-entre-a-poesia-da-terra-e-o-abismo-da-historia/feed/</wfw:commentRss>
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			</item>
		<item>
		<title>Nietzsche: raquítico, enfezado, apoucado e mesquinho, que criou o “Super-homem”</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/nietzsche-raquitico-enfezado-apoucado-e-mesquinho-que-criou-o-super-homem/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/nietzsche-raquitico-enfezado-apoucado-e-mesquinho-que-criou-o-super-homem/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Orlando Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 22:23:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Bertrand Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Friederich Nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia Gay]]></category>
		<category><![CDATA[Livre Arbítrio]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[Pedofilia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://culturadefato.com.br/?p=25205</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Nietzsche foi um homem franzino e raquítico que só 'admirava homens militares' (sic, Bertrand Russell). Para Nietzsche, quem não fosse militar e guerreiro não lhe merecia respeito.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/nietzsche-raquitico-enfezado-apoucado-e-mesquinho-que-criou-o-super-homem/">Nietzsche: raquítico, enfezado, apoucado e mesquinho, que criou o “Super-homem”</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Nietzsche arranca o momento estético da razão e o empurra para o irracional transfigurado metafisicamente.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Jürgen Habermas é um filósofo e sociólogo alemão, nascido em 1929, que participa da tradição da teoria crítica e do pragmatismo, sendo membro da Escola de Frankfurt.">Jürgen Habermas</span></p>



<br>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size" id="RefNotas"><em>* <a href="#Notas">Notas da editoria</a></em></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">N<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 - 1900) foi filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, nascido na atual Alemanha.">ietzsche</span> foi um homem franzino e raquítico que só “admirava homens militares” (<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Sic origina-se do latim ''sic erat scriptum'' (“assim estava escrito”). É usado para indicar que a citação foi transcrita exatamente como aparece no original, mesmo que possa parecer estranha, incorreta, incompleta ou mal formulada."><em>sic</em></span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bertrand Arthur William Russell (1872 - 1970), 3.º Conde Russell: um dos mais influentes matemáticos, filósofos, ensaístas, historiadores e lógicos que viveram no século XX.">Bertrand Russell</span>). Para Nietzsche, quem não fosse militar e guerreiro não lhe merecia respeito.</p>



<p>Ora, foi este Nietzsche, que teve um caso incestuoso com a própria irmã, que&nbsp;<a href="http://filosofialogos.blogspot.com/2025/02/o-erro-do-livre-arbitrio.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">critica a defesa da existência do livre-arbítrio no ser humano</a>: naturalmente que, para ele, fornicar com a própria irmã não dependia da sua própria vontade, mas de uma espécie de determinismo que ele não podia controlar. É o mesmo argumento dos “<em>gays</em> já nasceram assim”: há muito de Nietzsche no movimento político <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Lésbica">L</span><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Gay">G</span><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Bissexual">B</span><span data-tooltip-position="top" data-tooltip=" Transgênero ou Transexual">T</span><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Queer ou Questionando">Q</span><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pansexual">P</span>BBQ<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Outras identidades não listadas explicitamente (intersexo, assexual, não-binárie, agênero, etc.)">+</span>.</p>



<p>Nietzsche começa a mixórdia literária com um plural majestático —&nbsp;<em>“Nós somos indulgentes”</em>&nbsp;— e acaba por se contradizer orgulhosamente, quando pretende julgar e castigar os “teólogos” que, segundo ele, julgam e castigam: alegadamente, os teólogos são culpados (segundo Nietzsche) porque querem encontrar culpados na Humanidade.</p>



<p>A ausência de livre-arbítrio dá muito jeito a quem defende, por exemplo, a prática da pedofilia e, no caso de Nietzsche, do incesto. Faz lembrar aquele pedófilo que argumenta perante o juiz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Sr. Dr Juiz! Eu não tenho culpa! A culpa de eu ter “comido” a criancinha é dos meus genes!”</p>
</blockquote>



<p>Com Nietzsche, a situação é semelhante: a culpa de ele ter “comido” a própria irmã é dos seus (dele) genes! O livre-arbítrio (no ser humano) não é para aqui chamado; é mentira de “teólogos”.</p>



<p>Faço minhas as palavras de Bertrand Russell acerca de Nietzsche :</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Detesto Nietzsche … porque os homens a quem admira são conquistadores cuja glória é a perícia de matar homens. (…) Nietzsche despreza o amor universal”.</p>
</blockquote>



<p>E foi este “<em>Untermensch</em>” raquítico, enfezado, apoucado, mesquinho, quase anão, que criou o “Super-homem” que ajudou a formar o nazismo…</p>



<br>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<br>



<p>Se olharmos para o nosso passado e refletirmos sobre ele, parece-nos que existiu um determinismo na nossa ação, na medida em que esse passado não pode ser mudado; mas se olharmos exclusivamente para o nosso presente e para o que queremos fazer a partir de agora, verificamos que de fato somos providos de livre-arbítrio [liberdade].</p>



<p>O ser humano não está totalmente submetido ao determinismo das leis da natureza; e por isso é que as ciências sociais falham invariavelmente.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a>.<br>Originalmente publicado em 1º de julho de 2025, no&nbsp;<a href="https://espectivas.wordpress.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>website</em>&nbsp;do autor</a>.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color" id="Notas"><a href="#RefNotas"><img loading="lazy" decoding="async" width="17" height="14" class="wp-image-16646" style="width: 17px;" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Subir_FundoCinza.jpg" alt="Subir com fundo cinza"></a> <strong>Notas da Editoria:</strong><br><br><strong>1</strong>. Imagem da capa: “<em>The turin horse: Did empathy drive Nietzsche to madness?</em>”, Mathieu Laca.<br><br><strong>2</strong>. Por motivos técnicos, alteramos o título original, que era: <em>Nietzsche, o “Untermensch” raquítico, enfezado, apoucado, mesquinho, que criou o “Super-homem”</em>.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Mais do autor:</h2>



<br>



<section id="gm60fb059" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm60fb059 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/os-intelectuais-pos-modernos-nao-conseguem-compreender-sao-tomas-de-aquino/">Os intelectuais pós-modernos não conseguem compreender São Tomás de Aquino</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-evolucao-degenerativa-do-homem/">A evolução degenerativa do Homem</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/um-liberal-e-pior-do-que-um-comunista/">Um liberal é pior do que um comunista</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-brasil-ja-nao-tem-um-sistema-democratico-liberal-passo-a-redundancia/">O Brasil já não tem um sistema “democrático liberal” (passo a redundância)</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-fbf1mdc" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-fbf1mdc gutentor-carousel-item"><div id="section-g-fbf1mdc" class="section-g-fbf1mdc gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/">Qual </a><a href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/">é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/as-tatuagens-e-a-desfiguracao-do-corpo/">As tatuagens e a desfiguração do corpo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-g-1xseesy" class="wp-block-gutentor-m0-col col-g-1xseesy gutentor-carousel-item"><div id="section-g-1xseesy" class="section-g-1xseesy gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Há limites para a loucura globalista</a></em></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/ha-limites-para-a-loucura-globalista/">Est</a><a href="https://culturadefato.com.br/estamos-caminhando-para-um-planeta-prisao/">amos caminhando para um planeta prisão</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmb5392d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmb5392d gutentor-carousel-item"><div id="section-gmb5392d" class="section-gmb5392d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-esquerda-puritana-progressista-e-igualitarista-e-o-principio-de-pareto/">A Esquerda puritana, progressista e igualitarista, e o Princípio de Pareto</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm0ad177" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm0ad177 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm0ad177" class="section-gm0ad177 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gf5cd6a" class="wp-block-gutentor-e6 section-gf5cd6a gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/joao-caupers-isabel-moreira-e-a-institucionalizacao-da-eutanasia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DeathAndTheMiser_FransFranckenII.jpg" alt="Obra: &quot;Death and the miser&quot;, por Frans Francken II (1581-1642)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/joao-caupers-isabel-moreira-e-a-institucionalizacao-da-eutanasia/">João Caupers, Isabel Moreira, e a institucionalização da eutanásia</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm277ea2" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm277ea2 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm277ea2" class="section-gm277ea2 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g955680" class="wp-block-gutentor-e6 section-g955680 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/hume-tinha-razao-sem-querer/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/01/SunriseInTheHarbor_LeonidAfremov.jpg" alt="Obra: &quot;Sunrise in the Harbor&quot;, por Leonid Afremov." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/hume-tinha-razao-sem-querer/"><em>Hume tinha razão, sem querer<br></em></a></p>
</div></div>



<div id="col-gm895252" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm895252 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm895252" class="section-gm895252 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g4cc9d7" class="wp-block-gutentor-e6 section-g4cc9d7 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/06/TheDeathSeneca_PeterPaulRubens.jpg" alt="Obra: &quot;The Death of Seneca&quot; (1615), de Peter Paul Rubens (1577 - 1640)" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-prazer-e-a-dor-segundo-o-estoicismo-e-o-cristianismo/">O prazer e a dor, segundo o estoicismo e o Cristianismo</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gmbc4768" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmbc4768 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmbc4768" class="section-gmbc4768 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g8678e8" class="wp-block-gutentor-e6 section-g8678e8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/04/SunburstPumpingUnit_GregEvans.jpg" alt="Obra: &quot;Sunburst - Pumping Unit&quot;, de Greg Evans." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/vem-ai-uma-recessao-economica-na-zona-euro/">Vem aí uma recessão econômica na zona Euro</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5015e4" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5015e4 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5015e4" class="section-gm5015e4 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gec39f8" class="wp-block-gutentor-e6 section-gec39f8 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/03/NascerDoSol_VladimirKush.jpg" alt="Recorte da obra: &quot;Nascer do sol&quot; de autoria do pintor russo Vladimir Kush." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-verdade-existe/">A verdade existe?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm47aa84" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm47aa84 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm47aa84" class="section-gm47aa84 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g7bdb86" class="wp-block-gutentor-e6 section-g7bdb86 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CalaABoca.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-que-e-o-politicamente-correto/">O que é o politicamente correto?</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm5b60b9" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm5b60b9 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm5b60b9" class="section-gm5b60b9 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g626fe4" class="wp-block-gutentor-e6 section-g626fe4 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ParafusoSolto.jpg" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-etica-e-a-moral-nao-podem-ser-definidas-ou-determinadas-pela-ciencia/">A ética e a moral não podem ser definidas ou determinadas pela ciência</a></em></p>
</div></div>



<div id="col-gm79574f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm79574f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm79574f" class="section-gm79574f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-geadb75" class="wp-block-gutentor-e6 section-geadb75 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/10/OAbandonoDaMulher.jpg" alt="Mulher sentada em escadaria da rua e homem deixando-a." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-abandono-da-mulher/">O abandono da mulher</a></em></p>
</div></div>
</div></div></section>



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			</item>
		<item>
		<title>As origens socialistas do fascismo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diversos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 19:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Angelica Balabonoff]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Péguy]]></category>
		<category><![CDATA[Constantino Lazzari]]></category>
		<category><![CDATA[Enrico Leone]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Felippo Turati]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Sorel]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Gentile]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni Giolitti]]></category>
		<category><![CDATA[Hubert Lagardelle]]></category>
		<category><![CDATA[Ivanoe Bonomi]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Lênin]]></category>
		<category><![CDATA[Leonida Bissolati]]></category>
		<category><![CDATA[Mussolini]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Lenin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de Benito Mussolini.“</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado.</em>“<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span> (1883 &#8211; 1945)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Uma das falácias mais persistentes é a alegação de que o fascismo é uma doutrina capitalista, ignorando seus atos e influências.</p>



<p>O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945) foi um político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span>.</p>



<p>Desde o início da sua carreira que Mussolini rapidamente se inclinou para as ideologias de massas, filiando-se ao Partido Socialista com apenas 17 anos. Em 1902, tentando fugir do serviço militar, emigrou para a Suíça, onde conheceu alguns políticos russos vivendo no exílio (incluindo os marxistas <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Angelica Balabanoff (1878 - 1965) foi uma ativista comunista e social-democrata judia-italiana.">Angelica Balabonoff</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924) foi um revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Vladimir Lênin</span>).</p>



<p>Mussolini tornou-se um ativo membro do movimento socialista italiano na Suíça, trabalhando para o jornal <em>L’Avvenire del Lavoratore</em>, organizando encontros, discursando para os trabalhadores, além de atuar como secretário da união dos trabalhadores italianos em Lausanne. Mas em 1903, foi preso pela polícia bernense e deportado para a Itália.</p>



<p>Ao retornar a Itália já estava renomado e destacava-se como um dos mais ativos socialistas italianos. Em 1910 retorna a sua cidade natal e passa a editar o jornal semanal <em>Lotta di classe</em> (A Luta de Classe). Neste período, publicou <em><a href="https://amzn.to/43lw9cO">Il Trentino veduto da un Sociali</a><a href="https://amzn.to/43lw9cO" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">s</a><a href="https://amzn.to/43lw9cO">ta</a></em> (O Trentino visto por um Socialista).</p>



<p>Em 1911 Mussolini participou num motim (liderado por ativistas socialistas) contra a guerra italiana na Líbia. Ele denunciou-a como uma guerra imperialista com o propósito de capturar a capital Líbia Tripoli, mas isso custou-lhe 5 meses da vida ne prisão.</p>



<p class="img-direita"><img loading="lazy" decoding="async" width="571" height="432" class="wp-image-24261" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Hitler_e_Mussolini.jpg" alt="Foto de Hitler e Mussolini">Um ano depois Mussolini ajudou a expulsar do partido dois revisionistas socialistas que haviam apoiado a guerra: <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ivanoe Bonomi (1873 - 1951) foi um político italiano. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da Itália.">Ivanoe Bonomi</span> e <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Leonida Bissolati (1857 - 1920) foi um expoente líder do movimento socialista italiano, na virada do século XIX.">Leonida Bissolati</span>. Como resultado ganhou o cargo de editor do jornal do Partido Socialista Italiano o &#8220;Avanti!&#8221;, que sob a sua liderança viu a sua circulação aumentar de 20,000 para 100,000 cópias. Como redator do jornal ficou famoso por seu discurso anticapitalista. Em seus textos Mussolini atacava severamente as economias liberais.</p>



<p>Com o passar dos anos, o Partido Socialista Italiano decidiu não se opor ao governo liderado por cinco vezes pelo Primeiro Ministro <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Giolitti (1842 - 1928) foi um político italiano, Presidente do Conselho de Ministros de seu país, em cinco diferentes mandatos. O período durante o qual guiou a vida política da Itália é geralmente referido como ''era giolittiana''.">Giovanni Giolitti</span>. Coligados com o governo, o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Partido Socialista Italiano">PSI</span> elevara sua influencia eleitoral.</p>



<p>Entretanto, o partido permanecia dividido entre dois grupos: os Reformistas liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Filippo Turati (1857 - 1932) foi um sociólogo, poeta e político socialista italiano.">Felippo Turati</span> e que exerciam forte influencia junto dos sindicatos, e os Maximalistas, liderados por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Costantino Lazzari (1857-1927) figura de destaque do movimento operário italiano, um dos fundadores do Partido Socialista Italiano.">Constantino Lazzari</span>, que eram afiliados ao “London Bureau”, uma associação internacional de partidos socialistas.</p>



<p>Para resolver o impasse interno, Mussolini liderou o grupo dos Maximalistas em uma convecção do PSI, o que levou a uma cisão interna e que forçou os reformistas a fundar o Partido Socialista Reformador Italiano.</p>



<p>Em 1919 Mussolini fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que daria origem ao Partido Fascista. Com base em suas perspectivas políticas de carácter socialista, consegiu milhares de afiliados. Não obstante, Mussolini criou o própria ideologia a partir de suas antigas influencias, e tal como elas, o fascismo exigia um imposto progressivo, a formação de cooperativas e um ambiente onde partidos, associações, sindicatos, classes seriam um só corpo.</p>



<p>Na Enciclopédia Italiana de 1931, escrita por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Giovanni Gentile (1875 - 1944) foi um filósofo, político e educador italiano. Foi uma figura de destaque do fascismo italiano e, juntamente com Benedetto Croce, um dos maiores expoentes do neoidealismo filosófico.">Giovanni Gentile</span> e Benito Mussolini, o fascismo é descrito como uma doutrina cujo “fundamento é a concepção do Estado, da sua essência, das suas competências, da sua finalidade. Para o fascismo o Estado é um absoluto, perante o qual indivíduos e grupos são o relativo. Indivíduos e grupos são “pensáveis” enquanto estejam no Estado”.</p>



<p>A doutrinas fascista era de cunho coletivista e previa controle da economia e a estatização; portanto não eram diferentes de qualquer outra forma de socialismo.</p>



<p>Embora o ditador se tivesse distanciado do socialismo de reformas gradativas para um socialismo violento e revolucionário (aos moldes do comunismo a qual se opunha), não ignorava suas origens.</p>



<p>Em 1932, identifica “no grande rio do fascismo”, as correntes que nele vão desaguar, e que terão as suas fontes em <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Georges Eugène Sorel (1847 - 1922), engenheiro formado pela École Polytechnique, foi um teórico francês do sindicalismo revolucionário, muito popular em seu país, assim como na Itália e nos Estados Unidos.">Georges Sorel</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles Péguy (1873 - 1914), foi um escritor, um notável poeta, ensaísta e editor francês.">Charles Peguy</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Hubert Lagardelle (1874 - 1958) foi um pensador sindicalista francês, influenciado por Proudhon e Georges Sorel. Afinal, tornando-se opositor dos socialistas reformistas, converter-se-á em teórico do sindicalismo revolucionário, assim como Sorel.">Hubert Lagardelle</span> do Movimento Socialista, e nos sindicalistas italianos <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Angelo Oliviero Olivetti (1874 - 1931) foi advogado, jornalista e ativista político italiano.">Angelo Oliviero Olivetti</span> da <a href="https://it.wikipedia.org/wiki/Pagine_Libere" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Pagine Libere</a>, Orano de a Lupa, o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Enrico Leone (1875 – 1940) economista e ativista sindical italiano, membro do sindicalismo revolucionário.">Enrico Leone</span> do Divenire Sociale e que segundo ele, haviam trazido entre 1904 e 1914, o novo tom ao ambiente do socialismo italiano.</p>



<p>Mussolini não tinha meios nem a necessidade de esconder suas origens socialistas, e embora fosse anticomunista, seu sistema é bem parecido como o modelo stalinista através da reengenharia social, controle da produção, consumo, preços, salários, aluguéis, mídia, comunicação, campos de confinamento de prisioneiros, extermínio em massa, coerção militar, imperialismo e liderança absoluta.</p>



<p>Tal como no comunismo de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Josef Stalin (1878 - 1953): Revolucionário comunista e político soviético de origem georgiana.">Stalin</span>, o Fascismo e o Nazismo eram estatólatras (culto ao chefe de Estado) e contrários as liberdades individuais. Eram opositores da democracia e do liberalismo. O fascismo, assim como toda doutrina socialista, visa reformar o homem, controlar seus hábitos através de uma liderança populista e demagoga.</p>



<p>Com um linguajar forte e que supostamente resolveria todos os problemas, Mussolini&nbsp; tornara-se um dos maiores tiranos da história. Para muitos estudiosos da época, Mussolini não era apenas um simples redator que se tornara um soberano, mas o Lênin italiano &#8211; o líder de uma facção revolucionaria que visava destruir o capitalismo de livre mercado.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Publicado no <a href="https://omarxismocultural.blogspot.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>blog</em> Marxismo Cultural</a>,<br>em 23 de abril de 2020.<br><br>O texto original foi escrito por Christiano Di Paulla, e publicado<br>em 23 de julho de 2013 em: <a href="https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/">https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/</a></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Hitler e Mussolini</em>”, de Battista T. Para mais detalhes, <a href="https://war-den.com/product/large-oil-painting-hitler-mussolini/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.<br>A foto interna ao artigo expõe Hitler e Mussolini juntos.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Referências:</h2>



<br>



<section id="gm9507fe2" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm9507fe2 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
<div id="col-gme8a29d" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme8a29d gutentor-carousel-item"><div id="section-gme8a29d" class="section-gme8a29d gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g44fdd0" class="wp-block-gutentor-e6 section-g44fdd0 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/3XOJs1V" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BenitoMussoliniFascistItalianDictator.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Benito Mussolini: Fascist Italian Dictator&quot;, por  por Brenda Haugen" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
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<div id="col-gme3d0b6" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme3d0b6 gutentor-carousel-item"><div id="section-gme3d0b6" class="section-gme3d0b6 gutentor-col-wrap">
<div id="section-g6dab0f" class="wp-block-gutentor-e6 section-g6dab0f gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://www.amazon.com/MEDITERRANEAN-FASCISM-1919-1945-Charles-Delzell/dp/B0017X2JPI" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/MediterraneanFascism.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Mediterranean Fascism, 1919-1945., por Charles F. Delzell." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



<div id="col-gm76462e" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm76462e gutentor-carousel-item"><div id="section-gm76462e" class="section-gm76462e gutentor-col-wrap">
<div id="section-g826bb3" class="wp-block-gutentor-e6 section-g826bb3 gutentor-element gutentor-element-image gutentor-enabled-width text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/4int2oP" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/FascismoDeEsquerda.jpg" alt="Capa da obra: &quot;Fascismo de esquerda: a história secreta do esquerdismo americano: A história secreta do esquerdismo americano&quot;, deJonah Goldberg." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



<div id="col-gmfa71c5" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gmfa71c5 gutentor-carousel-item"><div id="section-gmfa71c5" class="section-gmfa71c5 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g313274" class="wp-block-gutentor-e6 section-g313274 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://www.amazon.com/Pageant-World-History-Gerald-Leinwand/dp/0205073395" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ThePageantOfWorldHistory.jpg" alt="Capa da obra: &quot;The Pageant of World History&quot;, de Gerald Leinwand." /></div></a></div></div>



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<div id="col-gm057615" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm057615 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm057615" class="section-gm057615 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g5d3b15" class="wp-block-gutentor-e6 section-g5d3b15 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://amzn.to/3XrUcmm" target="_blank" rel=" noopener noreferrer nofollow"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2025/03/TheLifeOfBenitoMussolini.jpg" alt="Obra: &quot;The Life of Benito Mussolini&quot;, por Margherita G Sarfatti." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>



<div id="col-gm1f6884" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm1f6884 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm1f6884" class="section-gm1f6884 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/as-origens-socialistas-do-fascismo/">As origens socialistas do fascismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
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		<title>O insuperável reacionarismo da esquerda</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-insuperavel-reacionarismo-da-esquerda/</link>
					<comments>https://culturadefato.com.br/o-insuperavel-reacionarismo-da-esquerda/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 01:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[1964]]></category>
		<category><![CDATA[AI-5]]></category>
		<category><![CDATA[Che Guevara]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Fidel Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia de Esquerda]]></category>
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		<category><![CDATA[Mao Tsé-Tung]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Monicelli]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vittorio Gassman]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Larguei a pergunta no meio da mesa: <em>Quem é mais reacionária, a direita ou a esquerda?</em>. Eu esperava abrir uma discussão acalorada, mas isso não aconteceu. A expressão 'reacionário' era entendida por todos como atributo inquestionável da direita.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Os verdadeiros progressistas são os que partem de um profundo respeito ao passado.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Joseph Ernest Renan (1823 - 1892) foi um escritor, filósofo, teólogo, filólogo e historiador francês.">Ernest Renan</span> (1823 &#8211; 1892)</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Larguei a pergunta no meio da mesa: “Quem é mais reacionária, a direita ou a esquerda?”. Eu esperava abrir uma discussão acalorada, mas isso não aconteceu. A expressão “reacionário” era entendida por todos como atributo inquestionável da direita. Ninguém se atreveu a discordar de um conhecimento tão corrente, tão comum, apesar de tão errado, como se verá a seguir.</p>



<p>A unânime reação expressou o que acontece quando uma ideia é repetida de modo incessante (como a que permitiu, há cem anos, por exemplo, a irracionalidade nazista se expandir na sociedade alemã).</p>



<p>Ora, ora, meus caros! Em Ciência Política, a palavra reacionário designa o apego a fórmulas e situações superadas pela História e pelos fatos. Quando nos atemos a essa condição essencial, já começa a ficar claro que para a extrema esquerda brasileira das últimas décadas, reacionário é “todo aquele que reage às suas ideias e revoluções”. Em outras palavras, para esse esquerdismo, todo conservador é um reacionário. Só que isso é falso e era o ponto que eu pretendia enfrentar.</p>



<p>A adesão a princípios e valores morais, a instituição familiar, a proteção das crianças, a fé religiosa, o amor à pátria e os bens imateriais que herdamos dos antepassados estão em plena vigência e são objeto de proteção da maioria da sociedade brasileira. Portanto, não são velharias pedindo para ser abolidas. Não estão superadas pela história! O conservadorismo, por outro lado, não faz revoluções. Ele quer preservar o que deu certo e reformar o que possa e deva ser melhorado.</p>



<p>A opinião esquerdista sobre o tema já estava por um fio e alguém saiu em sua defesa lembrando episódios recentes: “Mas o golpismo não é reacionarismo? Tipo querer voltar a 1964?”. Expliquei, então, que golpe civil com uns poucos militares da reserva é anedota, narrativa para fazer rir. É coisa tipo <a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-15755/">Brancaleone</a>, como na comédia de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mario Monicelli (1915 - 2010) foi um importante roteirista e diretor de cinema italiano.">Mario Monicelli</span>, estrelada por <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vittorio Gassman (1922 - 2000), conhecido como Il Mattatore, foi um ator e diretor italiano muito popular.">Vittorio Gassman</span> (1966). Aliás, seria uma <em>Armata di Brancaleone</em>, sem Brancaleone algum. Golpes ficam muito mais bem descritos em regimes de exceção, autoritários, sob os quais estejam reintroduzidas a censura, as restrições às opiniões parlamentares, as prisões políticas e a desatenção às garantias constitucionais e ao bom Direito. Ou seja, em situações típicas de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Em 13 de dezembro de 1968, os militares emitiram o Ato Institucional nº 5, uma norma legal que favoreceu a contra-revolução de 1964.">AI-5</span>, de Estado de Sítio sem as aprovações constitucionalmente exigidas para tanto, mas com as continências dos comandos efetivos das Forças Armadas.</p>



<p>O que restava do preconceito desabou ao serem apontadas, por fim, as evidências do reacionarismo das esquerdas. Por exemplo: a) afirmar que o Brasil pertence aos índios; b) apontar a relação indígena com a natureza e seus bens como modelo a ser seguido; c) defender métodos de produção agrícola do séc. XIX; d) obstar os avanços tecnológicos na agricultura e na indústria; e) transformar em ícones dinossauros políticos como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Ilyich Ulyanov (1870 - 1924), revolucionário comunista, político e teórico político russo.">Lênin</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ernesto Guevara (1928 - 1967): revolucionário marxista argentino.">Che Guevara</span>, <span data-tooltip-position="TOP" data-tooltip="Fidel Alejandro Castro Ruz (1926 - 2016): político revolucionário de viés nacionalista e marxista-leninista.">Fidel Castro</span>, <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Mao Tsé-Tung (1893 - 1976), político, teórico, líder comunista e revolucionário chinês.">Mao Tsé-Tung</span>; f) confiar mais no Estado do que na iniciativa privada, etc., etc., etc.</p>



<p>Olhe, então, à sua volta e me diga, leitor: qual lado do leque ideológico é efetivamente reacionário, embora se proclame progressista?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do autor em 5 de janeiro de 2025.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em><a href="https://www.artmajeur.com/andreapisano/pt/obras-de-arte/13194710/vittorio-gassman-brancaleone" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Brancaleone</a></em>” (arte digital &#8211; 2019), por Andrea Pisano.</p>



<br>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Leia também:</h2>



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<section id="gma7ef691" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gma7ef691 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/excertos-da-obra-direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/">Excertos da obra “Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política”</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/norbertobobbio/"></a><a href="https://culturadefato.com.br/author/norbertobobbio/">Norberto Bobbio</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-e-a-diferenca-basica-entre-a-esquerda-e-a-direita/">Qual é a diferença básica entre a Esquerda e a Direita?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/orlandobraga/">Orlando Braga</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/a-liberdade-e-a-esquerda/">Liberais e conservadores</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/gustavocorcao/">Gustavo Corção</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-nao-sou-de-esquerda/">Por que não sou de esquerda</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/robertomotta/">Roberto Motta</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/a-essencia-do-conservadorismo/"><em>A essência do conservadorismo</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/russellkirk/">Russell Kirk</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center"><br><a href="https://culturadefato.com.br/o-profeta-tocqueville/"><em>O profeta Tocqueville</em></a>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/williamhchamberlin/">William Henry Chamberlin</a></p>
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</div></div></section>



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		<title>Nós e os nossos GULAGs</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/nos-e-os-nossos-gulags/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Percival Puggina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2024 03:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Alexsandr Soljenitsyn]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fidel Castro]]></category>
		<category><![CDATA[GULAG]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Wladimir V. Tchernavin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Uma universidade, por exemplo, pode se transformar num GULAG onde se encarcera até a morte autores inconvenientes e se promove a extinção do pensamento divergente. [...] Há inquéritos de gênese política abertos no STF cujos bolos de aniversário já contam diversas velinhas e se desdobram em outros inquéritos que já formam GULAGs.“</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>Devemos condenar publicamente a ideia de que homens possam exercer tal violência sobre outros homens.</em><br><em>Calando o mal, fechando-o dentro do nosso corpo para que não saia para o exterior, afinal semeamo-lo.</em>”<br><span data-tooltip-position="Top" data-tooltip="Alexander Issaiévich Soljenítsin (1918 - 2008) foi escritor, dramaturgo e historiador russo. Preso político do regime comunista soviético, suas obras revelaram ao mundo as atrocidades cometidas nos Gulags. Prêmio Nobel de Literatura em 1970.">Alexandr Solzhenitsyn</span> (1918 &#8211; 2008)</p>



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<br>



<p class="has-drop-cap">Quem diria!? Nós temos nossos <span data-tooltip="Sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração. ''Glavnoe Upravlenie Legarei'', em português: Administração Central dos Campos." data-tooltip-position="top">GULAGs</span>.</p>



<p>A experiência humana mostra que os mais mal tratados criminosos da história sempre foram os acusados de crimes políticos. Desagradar ao monarca ou, a quem encarnasse o Estado, custava caro. Pior ainda se o desagradado cuidasse do réu e da pena. Tal situação cobrava seu preço concentrando sobre o acusado os piores sentimentos do julgador. Não era incomum que orgulho, vaidade, medo, desejo de vingança cobrassem reparação que se cumpria nos padecimentos impostos ao réu e se prolongavam na condenação. Tudo tão medieval quanto perene&#8230;</p>



<p>Os GULAGs (campos de trabalhos forçados surgidos na Rússia tzarista com o nome de kengires) foram reintroduzidos pelo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ideias, políticas e métodos associados ao líder soviético Joseph Stalin (1878 - 1953).">stalinismo</span> e rapidamente se multiplicaram pelo país, povoados por presos políticos. O conhecimento sobre seus horrores chegou ao Ocidente com a obra de <a href="https://culturadefato.com.br/pode-a-beleza-salvar-o-mundo/">Alexsandr Soljenitsyn</a>, ele mesmo um sobrevivente dessas instituições penais. Recentemente a editora Avis Rara entregou aos leitores o livro de outro russo que conseguiu sair vivo dessa sina — <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Vladimir Vyacheslavovich Tchernavin (1887 - 1949), ictiólogo nascido na Rússia que se tornou famoso como um dos primeiros e poucos prisioneiros do sistema GULAG soviético a escapar para o exterior.">Wladimir V. Tchernavin</span>, autor de “<a href="https://amzn.to/4btk9GZ" target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Nos campos de concentração soviéticos</a>”. Em certo momento, quando iniciava sua trajetória em direção ao arquipélago de Soljenitsyn, ele descreve o próprio abandono ao perceber que seu destino e sua vida estavam inteiramente entregues à animosidade e ao total desprezo de um agente do Estado.</p>



<p>Instituições análogas foram ou ainda são habituais nos países comunistas.&nbsp; Em Cuba se chamavam UMAPs (Unidades Militares de Ajuda à Produção), atrás de cujos arames farpados homossexuais, lésbicas, cristãos e opositores ao regime eram recolhidos para trabalho e correição. Esses campos foram pedidos a <span data-tooltip-position="TOP" data-tooltip="Fidel Alejandro Castro Ruz (1926 - 2016): político revolucionário de viés nacionalista e marxista-leninista.">Fidel</span> pela União dos Jovens Comunistas que não toleravam conviver com colegas não revolucionários. Que novidade! Muito piores, claro, eram os campos de concentração e de aplicação da “solução final” durante o <a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">nazismo</a>.</p>



<p>Por que o título deste artigo fala em “nós e os GULAGs”? O que temos nós com isso? Trato, aqui, de uma analogia que me veio à mente ao pensar sobre o que acontece nos registros da história quando a sensação de superioridade moral, revolucionária, intelectual ou política leva ao desprezo da condição humana do divergente ou diferente. A escravidão veio daí e muita prisão política vem daí.</p>



<p>Uma universidade, por exemplo, pode se transformar num GULAG onde se encarcera até a morte autores inconvenientes e se promove a extinção do pensamento divergente. Note bem: há todo um imenso “arquipélago gulag” na educação brasileira pós <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Paulo Reglus Neves Freire (1921 - 1997): educador influenciado por comunistas como Karl Marx e Antonio Gramsci. É autor do livro intitulado ''Pedagogia do Oprimido''.">Paulo Freire</span>. O identitarismo progressista, por seu turno, criou arquipélago próprio, de falsos amores e verídicos rancores.</p>



<p>Há inquéritos de gênese política abertos no <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Supremo Tribunal Federal">STF</span> cujos bolos de aniversário já contam diversas velinhas e se desdobram em outros inquéritos que já formam GULAGs e se assemelham a arquipélagos. Quem entra sofre uma espécie de morte cívica. Ali, no interior da cerca farpada dos sigilos, centenas de brasileiros entendem o sentimento que o russo Tchernavin descreveu.</p>



<p>Um pingo de sensatez não resolve mais o estresse institucional do Brasil. De tutores e mentirosos crônicos estamos fartos. Nada podemos esperar dos profissionais da isenção nem dos que transformam o diploma de seu mandato em alvará de empreendimento comercial para venda de votos, nem dos que, sendo menos lúcidos que <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Pirro conclui que, dado que nada pode ser conhecido, a única atitude adequada é ataraxia, ''despreocupação''.">Pirro</span>, ainda festejam vitória. É com os outros que podemos contar para as lições e a prática da sensatez e da justiça, para as nossas liberdades e para a retificação de um estado de direito que anda bem torto. Sei que não nos faltarão em número e em inspiração. Que Deus os ilumine e guie seus passos.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por&nbsp;<a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a>.<br>Publicado no&nbsp;<em><a href="http://www.puggina.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">website</a></em>&nbsp;do autor em 3 de maio de 2024.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Esperando para ser baleado</em>”, por Nikolai Getman (1917 &#8211; 2004).</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Saiba mais, leia:</h2>



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<section id="gm7c9a881" class="wp-block-gutentor-m0 alignfull section-gm7c9a881 gutentor-module gutentor-module-carousel has-color-bg has-custom-bg gutentor-slick-a-default-desktop gutentor-slick-a-default-tablet gutentor-slick-a-default-mobile"><div class="grid-container"><div class="gutentor-module-carousel-row" data-dots="false" data-dotstablet="false" data-dotsmobile="false" data-arrows="true" data-arrowstablet="true" data-arrowsmobile="true" data-infinite="true" data-autoplay="true" data-draggable="true" data-pauseonfocus="true" data-pauseonhover="true" data-autoplayspeed="4500" data-cmondesktop="false" data-cmontablet="false" data-cmonmobile="false" data-nextarrow="fas fa-angle-right" data-prevarrow="fas fa-angle-left" data-arrowspositiondesktop="gutentor-slick-a-default-desktop" data-arrowspositiontablet="gutentor-slick-a-default-tablet" data-arrowspositionmobile="gutentor-slick-a-default-mobile" data-speed="300" data-slideitemdesktop="2" data-slideitemtablet="3" data-slideitemmobile="2" data-slidescroll-desktop="2" data-slidescroll-tablet="3" data-slidescroll-mobile="2">
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<div id="section-ga2c867" class="wp-block-gutentor-e6 section-ga2c867 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/pode-a-beleza-salvar-o-mundo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/07/AleksandrSolzhenitsyn_HarshakaKumara.jpg" alt="Obra: &quot;Aleksandr Solzhenitsyn&quot;, por Harshaka Kumara" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/pode-a-beleza-salvar-o-mundo/">Pode a beleza salvar o mundo?</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/alexandrsolzhenitsyn/">Alexandr Solzhenitsyn</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm45da5f" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm45da5f gutentor-carousel-item"><div id="section-gm45da5f" class="section-gm45da5f gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-ge68da9" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge68da9 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/loucura-geral-diversidade-para-tudo-exceto-para-opinioes/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2022/05/SomberSpaniards.jpg" alt="Obra: &quot;Somber Spaniards&quot;, autor desconhecido." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/loucura-geral-diversidade-para-tudo-exceto-para-opinioes/">Loucura geral! Diversidade para tudo, exceto para opiniões…</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm2afb4c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm2afb4c gutentor-carousel-item"><div id="section-gm2afb4c" class="section-gm2afb4c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-gd3644d" class="wp-block-gutentor-e6 section-gd3644d gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/09/ComunismoNazismo.jpg" alt="Comunismo e Nazismo" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/">Nazismo e comunismo, irmãos gêmeos</a></em>, por<br><a href="https://culturadefato.com.br/author/percivalpuggina/">Percival Puggina</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm881858" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm881858 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm881858" class="section-gm881858 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g00b8d2" class="wp-block-gutentor-e6 section-g00b8d2 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/MexicanCattleDriveInSouthernCalifornia_WilliamHahn.jpg" alt="Obra: &quot;Mexican cattle drive in Southern California&quot; (1883), de William Hahn (1829 - 1887)." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/qual-o-problema-da-homenagem-do-google-a-paulo-freire/">Qual o problema da homenagem do Google a Paulo Freire?</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ludmilalinsgrilo/">Ludmila Lins Grilo</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm6c9c11" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm6c9c11 gutentor-carousel-item"><div id="section-gm6c9c11" class="section-gm6c9c11 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-g2ed928" class="wp-block-gutentor-e6 section-g2ed928 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/poder-legitimo-e-ilegitimo/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2021/09/RasgandoAConstituicao.jpg" alt="Rasgando a Constituição, por @OIlustra." /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/poder-legitimo-e-ilegitimo/">Poder legítimo e ilegítimo</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ludmilalinsgrilo/">Ludmila Lins Grilo</a></p>
</div></div>



<div id="col-gme7ec1c" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gme7ec1c gutentor-carousel-item"><div id="section-gme7ec1c" class="section-gme7ec1c gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-stf-esta-comprometido-com-as-acoes-da-onu/">O STF está comprometido com as ações da ONU</a></em>, por <a href="https://culturadefato.com.br/author/ludmilalinsgrilo/">Ludmila Lins Grilo</a></p>
</div></div>



<div id="col-gm29c7da" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gm29c7da gutentor-carousel-item"><div id="section-gm29c7da" class="section-gm29c7da gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
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<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/">Por que os alemães apoiaram Hitler</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a></p>
</div></div>



<div id="col-gma0f593" class="wp-block-gutentor-m0-col col-gma0f593 gutentor-carousel-item"><div id="section-gma0f593" class="section-gma0f593 gutentor-col-wrap has-color-bg has-custom-bg">
<div id="section-ge3f888" class="wp-block-gutentor-e6 section-ge3f888 gutentor-element gutentor-element-image text-align-center-desktop"><div class="gutentor-element-image-box"><a class="gutentor-element-image-link" href="https://culturadefato.com.br/o-mal-na-politica/"><div class="gutentor-image-thumb"><img decoding="async" class="normal-image" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2020/12/DitadoresDaHistoria.jpg" alt="&quot;Hitler, Mao, Fidel, Stalin, Pol Pot, Arafat, Pinochet, Videla, Franco, Chavéz e Maduro&quot;" /></div></a></div></div>



<p class="has-text-align-center"><br><em><a href="https://culturadefato.com.br/o-mal-na-politica/">O mal na política</a></em>,<br>por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jeffreynyquist/">Jeffrey R. Nyquist</a></p>
</div></div>
</div></div></section>



<br>
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		<title>O maior naufrágio do mundo</title>
		<link>https://culturadefato.com.br/o-maior-naufragio-do-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Julio Severo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Mar 2024 03:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
		<category><![CDATA[Darwinismo]]></category>
		<category><![CDATA[Estado Laico]]></category>
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		<category><![CDATA[Fiódor Dostoiévski]]></category>
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		<category><![CDATA[Mídia Sem Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Socialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria da Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Titanic]]></category>
		<category><![CDATA[Wilhelm Gustloff]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Para alívio dos socialistas, o silêncio imposto por Hitler e a crença universal de que o Titanic foi o pior naufrágio do mundo mantêm o Wilhelm Gustloff e a covardia comunista nos porões do esquecimento da história mundial.”</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>A mentira é o método de ação dos comunistas, marxistas e socialistas. Eles não conseguem debater com os cristãos, aliás, eles não entram em debates, pois, se o fizerem, perderão. É quase impossível. Dessa forma, procuram desmoralizá-los Como não conseguem debater no campo das ideias, eles atacam a pessoa.</em>”<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, sacerdote católico, escritor e professor universitário brasileiro. Foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Papa João Paulo II.">Padre Paulo Ricardo</span></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Mesmo com a sofisticada, rápida e elevada tecnologia de informação e notícias de hoje, o ser humano moderno tem dificuldade de enxergar ou reconhecer fatos comprovados.</p>



<p>Um desses fatos é que é impossível viver sem Deus e seus valores. Os nazistas tentaram, e colheram amargas e destrutivas consequências. Os comunistas tentaram, e fizeram e fazem a mesma colheita. Ambas as ideologias socialistas eram centralizadas no homem e baseadas na <a href="https://culturadefato.com.br/o-darwinismo-e-a-raiz-da-cultura-da-morte/">teoria da evolução</a>, que destrona Deus e entroniza o homem, ou o macaco.</p>



<p>Sem Deus, a tragédia é certa. Na sua inauguração em 1912, o Titanic, que era o maior navio de sua época, foi saudado com as célebres palavras: “Nem Deus afunda este navio”.</p>



<p>O navio afundou, produzindo o que é hoje apregoado como o maior afundamento da história moderna.</p>



<p>No entanto, essa não é a verdade toda. Houve uma tragédia muito maior.</p>



<p>O maior naufrágio do mundo ocorreu no inverno de 1945, bem no fim da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">2ª Guerra Mundial</span>.</p>



<p>Com o avanço do exército comunista soviético na região leste da Alemanha, milhões de civis alemães procuravam fugir das furiosas tropas vermelhas, que destruíam tudo, matavam e torturam, e estupravam todas as mulheres e meninas no caminho. Quem podia, escapava. Assim, centenas de milhares de mulheres, crianças e feridos alemães tentavam fugir o mais rápido possível para zonas da Alemanha fora da esfera soviética. Os civis alemães estavam conscientes de que era sua única esperança de escapar do destino certo de morte, escravidão e estupros em massa nas mãos dos comunistas soviéticos. Os que não conseguiam fugir se tornavam vítimas totais dos caprichos e crueldades soviéticas, e as mulheres e meninas eram condenadas a torturas sexuais que durariam anos.</p>



<p>É nesse contexto de aniquilação de populações civis que o navio hospital <em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/MV_Wilhelm_Gustloff" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wilhelm Gustloff</a></em> escapava da implacável invasão soviética carregando mais de 9 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças. Na metade do caminho, em sua viagem desesperadora para alcançar a região ocidental da Alemanha, o navio civil se tornará o principal personagem do maior naufrágio silencioso da história.</p>



<p>Na escura e gélida noite de 30 de janeiro de 1945, o navio hospital é avistado por um submarino soviético, que dispara três torpedos, condenando milhares de mulheres e crianças à morte em águas de 10 graus abaixo de zero.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/MV_Wilhelm_Gustloff" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="486" height="311" class="wp-image-20519" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WilhelmGustloff.jpg" alt="Wilhelm Gustloff"></a>No naufrágio do Titanic, morreram 1.517 pessoas — um número considerado elevadíssimo.</p>



<p>Contudo, no afundamento do navio hospital&nbsp;<em>Wilhelm Gustloff</em>,&nbsp;morreram 9.343 pessoas.</p>



<p>A ideologia comunista soviética — que não cria em Deus e cultuava a teoria da evolução — matou a sangue frio uma multidão enorme de mulheres e crianças indefesas. O fato de que os soviéticos estavam em guerra contra o nazismo — que igualmente desprezava a Bíblia e cultuava a teoria da evolução — lhes dava o direito de matar inocentes?</p>



<p>Mas como disse <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821 - 1881), escritor do Império Russo.">Dostoiévski</span>, escritor russo antes da era comunista: “Sem Deus, tudo é possível”.</p>



<p>O desprezo a Deus na cultura da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas tornou possível que seus soldados não tivessem compaixão alguma por civis indefesos. O afundamento do navio hospital <em>Wilhelm Gustloff</em> traz inevitavelmente à lembrança de maneira acentuada o desrespeito aos direitos humanos mais básicos. A lembrança do Titanic poupa os socialistas dessa verdade incômoda.</p>



<p>Por isso, a insistência de se manter o afundamento do Titanic como o maior naufrágio do mundo parece ter o propósito exclusivo de acobertar o fato de que o verdadeiro e único maior naufrágio da história foi provocado pela covardia de homens movidos por uma ideologia sem Deus. A imagem do esquerdismo, comunismo e socialismo é assim protegida da brutalidade de suas ações.</p>



<p>Nada aborrece tanto um esquerdista quanto a verdade.</p>



<p>A fim de suavizar a verdade terrível, historiadores esquerdistas costumam alegar que muitas das mulheres eram militares da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="SS é a abreviação de ''Schutzstaffel'', que significa ''Esquadrões de Proteção''.">SS</span> — e possivelmente, as crianças eram militares SS mirins. (Possivelmente também, algum soviético pode ter testemunhado bebês armados de metralhadoras e granadas!) Outra desculpa era que o comandante do submarino soviético, com a escuridão da noite, não tinha como reconhecer que aquele enorme navio não tinha a aparência de navio de guerra. Supostamente, ele não tinha como saber que era um navio hospital carregando uma multidão de desesperados civis. Entretanto, sabe-se que em pleno dia os aviões soviéticos, ao avistarem multidões de civis alemães fugindo pelas estradas, as metralhavam como se tivessem competindo para ver quem derrubava o maior número de alvos. Aliás, até mesmo soldados ingleses e americanos, que eram prisioneiros de guerra dos nazistas no leste da Alemanha, não eram poupados de crueldades quando capturados pelo exército soviético.</p>



<p>A desumanidade comunista é muito bem conhecida. É por isso que durante o governo militar anticomunista no Brasil, os artistas e políticos que eram exilados não escolhiam viver em Cuba, União Soviética, Coréia do Norte ou outro paraíso socialista. Eles optavam por países capitalistas! Por exemplo, <span data-tooltip="Fernando Henrique Cardoso, nasceu em 1931 na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi o 34º Presidente do Brasil no período entre primeiro de janeiro de 1995 e primeiro de janeiro de 2003." data-tooltip-position="top">Fernando Henrique Cardoso</span> escolheu exílio na França. <span data-tooltip="Gilberto Passos Gil Moreira cantor, compositor e político, nascido em 1942 na cidade de Salvador (Bahia)." data-tooltip-position="top">Gilberto Gil</span>, na Inglaterra.</p>



<p>Para que se exilar numa favela socialista quando eles podiam optar pelo luxo capitalista?</p>



<p>Com a finalidade de não apavorar a população alemã com a divulgação de uma perda tão grande diante do avanço soviético, o próprio ditador nacional socialista <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Adolf Hitler (1889 - 1945) foi a figura central do Holocausto.">Hitler</span> ordenou que a imprensa alemã ficasse em silêncio sobre o afundamento do <em>Wilhelm Gustloff</em>. Os soviéticos nunca tentaram quebrar esse silêncio fazendo uma divulgação mundial em massa de seu grande feito de produzir um desastre pior do que o naufrágio do Titanic, pois as outras nações poderiam não ver como honra ou agradável o fato de que os soviéticos estavam alegres de afundar um navio que, além de não lhes representar perigo militar, estava resgatando refugiados civis desesperados.</p>



<p>Para alívio dos socialistas, o silêncio imposto por Hitler e a crença universal de que o Titanic foi o pior naufrágio do mundo mantêm o <em>Wilhelm Gustloff</em> e a covardia comunista nos porões do esquecimento da história mundial.</p>



<p>O navio hospital <em>Wilhelm Gustloff</em>, com seu carregamento enorme de mulheres e crianças, merecia ser propositadamente afundado? O que merecia esse afundamento era o nazismo e o comunismo. Embora o nazismo (que é a forma abreviada de nacional-socialismo) tenha sido derrotado, o comunismo continuou sua marcha de sangue e destruição, condenando à escravidão, trevas e morte milhões de seres humanos, e muitas mentiras ligadas ao socialismo ainda não afundaram. Pelo contrário, toda forma de desinformação é usada para encobrir as covardias da ideologia comunista.</p>



<p>No Brasil, temos razões para dar preferência ao nome Titanic. É mais fácil de lembrar do que o complicado nome alemão <em>Wilhelm Gustloff</em>. Mas as razões dos simpatizantes da religião de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Revolucionário socialista, nascido em 1818 em Tréveris (Prússia) e falecido em 1883 na cidade de Londres (Reino Unido).">Karl Marx</span> são outras.</p>



<p>Tudo o que foi necessário para o Titanic ir a pique, com seus 1.517 passageiros, foi um enorme bloco de gelo, autor do acidente fatal. Tudo o que foi necessário para que o <em>Wilhelm Gustloff</em>  e seus 9.343 passageiros perecessem no mar foi um comandante soviético implacável de coração gélido, mulherengo, alcoólatra e que anos mais tarde acabaria indo para a prisão por roubo. Sendo educado em escolas ateístas do <a href="https://culturadefato.com.br/decolando-na-liberdade-aterrissando-na-escravidao/">Estado laico</a> soviético, ele é exemplo do que as ideias evolucionistas de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Charles Robert Darwin (1809 - 1882) naturalista, geólogo e biólogo britânico.">Darwin</span> e as ideias socialistas de Karl Marx fazem no coração, mente e alma de um homem. Sem Deus, todo tipo de mal se torna possível.</p>



<p>Pior do que o naufrágio do Titanic é o afundamento do <em>Wilhelm Gustloff</em>. E muito pior do que o afundamento do <em>Wilhelm Gustloff</em> é o naufrágio de sociedades inteiras nos abismos de destruição da camaleônica ideologia socialista.</p>



<p>Quer saber o resultado final de uma sociedade que é educada a desprezar a Bíblia e cultuar a teoria da evolução, destronando Deus e seus valores e entronizando Karl Marx, Hitler, Darwin ou outros homens e seus valores? Olhe para o que aconteceu com a Alemanha nazista e a extinta União Soviética: quando os seres humanos param de respeitar a Deus e passam a crer que vieram do macaco, eles se tornam piores do que os animais selvagens.</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/juliosevero/">Júlio Severo</a> (Desconhecido &#8211; 2021).<br>Publicado originalmente pelo <em>website </em><a href="https://midiasemmascara.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mídia Sem Máscara</a>, em 23 de abril de 2012.</p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Nota da editoria:</strong><br><br>Imagem da capa: “<em>Navio Naufragando</em>” (1854), por Ivan Aivazovsky (1817 &#8211; 1900).</p>



<br>

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		<title>Por que os alemães apoiaram Hitler</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jacob Hornberger]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Aug 2023 09:50:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia e História]]></category>
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		<category><![CDATA[Tratado de Versalhes]]></category>
		<category><![CDATA[Traudl Junge]]></category>
		<category><![CDATA[Wolfgang Schivelbusch]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Uma coisa que sempre me intrigou foi por que o povo alemão apoiou Adolf Hitler e seu regime nazista. Afinal, todo aluno aprende que Hitler e seus companheiros nazistas eram a própria epítome do mal.”</p>
<p>O post <a href="https://culturadefato.com.br/por-que-os-alemaes-apoiaram-hitler/">Por que os alemães apoiaram Hitler</a> apareceu primeiro em <a href="https://culturadefato.com.br">Cultura de Fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">“<em>A Verdade não é determinada por maioria dos votos.</em>”,<br><span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Joseph Aloisius Ratzinger: exerceu o pontificado de 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013. Nasceu em Marktl na Alemanha em 1927.">Papa Bento XVI</span> (1927 &#8211; 2022).</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<br>



<p class="has-drop-cap">Uma coisa que sempre me intrigou foi por que o povo alemão apoiou Adolf Hitler e seu regime nazista. Afinal, todo aluno aprende que Hitler e seus companheiros nazistas eram a própria epítome do mal. Como cidadãos alemães comuns poderiam apoiar pessoas que eram obviamente monstruosas por natureza?</p>



<p>Contra a onda nazista estava um notável grupo de jovens conhecido como a <span data-tooltip="Movimento antinazista da resistência alemã, não-violento, de inspiração católica surgido na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial." data-tooltip-position="top">Rosa Branca</span>. Liderada por <span data-tooltip="Hans Fritz School (1918 - 1943), em 1942 junto com sua irmã Sophie e outros aliados escreveram seis panfletos de resistência política antinazista, mais tarde foi decaptado pelo regime." data-tooltip-position="top">Hans</span> e <span data-tooltip="Sophia Magdalena Scholl (1921 - 1943), irmã de Hans. Foi condenada por traição e executada na guilhotina. É conhecida como uma das poucas alemãs que se opuseram ativamente ao Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial e é também vista como um mártir." data-tooltip-position="top">Sophie Scholl</span>, um irmão e uma irmã alemães que estudavam na Universidade de Munique, a Rosa Branca consistia em estudantes universitários e um professor universitário que arriscaram suas vidas para distribuir panfletos antigovernamentais no meio da <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Segunda Guerra Mundial: conflito militar global ocorrido entre 1939 e 1945.">Segunda Guerra Mundial</span>. Sua prisão e julgamento foram retratados no filme alemão&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/45eoLxN" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Sophie Scholl: The Final Days</a></em>.</p>



<p>De todos os ensaios sobre liberdade que escrevi nos últimos 20 anos, meu favorito é “<a href="https://www.fff.org/freedom/0196a.asp" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A Rosa Branca: Uma Lição de Dissidência</a>”, que tenho o prazer de dizer que foi posteriormente reimpresso em&nbsp;<em>Vozes do Holocausto,&nbsp;</em>uma antologia sobre o Holocausto para alunos do ensino médio. A história da Rosa Branca é o caso mais notável de coragem que já conheci. Até me inspirou a visitar a Universidade de Munique alguns anos atrás, onde partes dos panfletos da Rosa Branca foram permanentemente consagradas em tijolos colocados em uma praça na entrada da escola.</p>



<p>Um contraste com o filme de Scholl é outro filme alemão,&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/45uCO27" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">A Queda</a>,&nbsp;</em>que detalha os últimos dias de Hitler no <em>bunker</em>, onde ele cometeu suicídio perto do fim da guerra. Entre as pessoas ao redor de Hitler estava <span data-tooltip="Traudl Junge (1920 - 2002), nascida Gertraud Humps. Última secretária pessoal de Adolf Hitler entre 1942 e 1945." data-tooltip-position="top">Traudl Junge</span>, de 22 anos, que se tornou sua secretária em 1942 e que o serviu fielmente nessa função até o fim. Para mim, a parte mais impressionante do filme ocorreu no final, quando a verdadeira Traudl Junge (ou seja, não a atriz que a retrata no filme) diz:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Todos esses horrores de que ouvi falar… me agarrei na ideia de não ser pessoalmente culpada. E que eu não sabia nada sobre a enorme escala disso. Mas um dia passei por uma placa memorial de Sophie Scholl na Franz-Joseph-Strasse…. E naquele momento eu realmente percebi… que poderia ter sido possível saber das coisas que ocorriam.</p>
</blockquote>



<p>Portanto, aqui estavam dois caminhos distintos tomados por cidadãos alemães. A maioria dos alemães seguiu o caminho de Traudl Junge – apoiando seu governo em tempos de profunda crise. Alguns alemães seguiram o caminho que Hans e Sophie Scholl seguiram – opondo-se ao seu governo, apesar da profunda crise que sua nação enfrentava.</p>



<p>Por que a diferença? Por que alguns alemães apoiaram o regime de Hitler enquanto outros se opuseram a ele?</p>



<p>Cada pessoa deve primeiro se perguntar o que teria feito se fosse um cidadão alemão durante o regime de Hitler. Você teria apoiado seu governo ou teria se oposto a ele, não apenas durante a década de 1930, mas também após a eclosão da Segunda Guerra Mundial?</p>



<p>Afinal, uma coisa é olhar para a Alemanha nazista retrospectivamente e do ponto de vista de um cidadão de fora que ouviu desde a infância sobre os campos de extermínio e a natureza monstruosa de Hitler. Nós olhamos para aqueles filmes antigos de Hitler fazendo seus discursos bombásticos e nossa reação automática é que nunca teríamos apoiado o homem e seu partido político. Mas outra coisa é se colocar no lugar de um cidadão alemão comum e perguntar: “O que eu teria feito?”</p>



<p>O que muitas vezes esquecemos é que muitos alemães não apoiaram Hitler e os nazistas no início da década de 1930. Tenha em mente que na eleição presidencial de 1932, Hitler recebeu apenas 30,1% dos votos nacionais. No segundo turno subsequente, ele recebeu apenas 36,8% dos votos. Não foi até que o presidente <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Paul Ludwig Hans Anton von Beneckendorff und von Hindenburg (1847 - 1934), militar alemão que comandou o Exército Imperial Alemão durante a Primeira Guerra Mundial e posteriormente serviu como Presidente da República de Weimar de 1925 até sua morte.">Hindenburg</span> o nomeou chanceler em 1933 que Hitler começou a consolidar o poder.</p>



<p>Entre os principais fatores que motivaram os alemães a apoiar Hitler durante a década de 1930 estava a tremenda crise econômica conhecida como <a href="https://amzn.to/45Afm3B" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Grande Depressão</a>, que atingiu a Alemanha com tanta força quanto os Estados Unidos e outras partes do mundo. O que muitos alemães fizeram em resposta à Grande Depressão? Eles fizeram o mesmo que muitos americanos fizeram – procuraram um líder forte para tirá-los da crise econômica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Hitler e Franklin Roosevelt</h2>



<br>



<p>Na verdade, há uma notável semelhança entre as políticas econômicas implementadas por Hitler e as promulgadas por <span data-tooltip="Franklin Delano Roosevelt (1882 - 1945): 32º Presidente dos Estados Unidos (governou de 1933 até sua morte em 1945)." data-tooltip-position="top">Franklin Roosevelt</span>. Tenha em mente, antes de tudo, que os nacional-socialistas alemães acreditavam fortemente na Seguridade Social, que Roosevelt introduziu nos Estados Unidos como parte de seu <span data-tooltip="Série de programas implementados nos Estados Unidos entre 1933 e 1937, sob o governo do presidente Franklin Delano Roosevelt, com o objetivo de recuperar e reformar a economia norte-americana, além de auxiliar os prejudicados pela Grande Depressão." data-tooltip-position="top"><em>New Deal</em></span>. Tenha em mente também que os nazistas acreditavam fortemente em outros esquemas socialistas como educação pública (ou seja, governamental) e sistema nacional de saúde. Na verdade, meu palpite é que muito poucos americanos percebem que a Previdência Social, a educação pública, o <em>Medicare</em> e o <em>Medicaid</em> têm suas raízes ideológicas no socialismo alemão.</p>



<p>Hitler e Roosevelt também compartilhavam um compromisso comum com programas como parcerias entre governo e empresas. Na verdade, até que a Suprema Corte a declarasse inconstitucional, o National Industrial Recovery Act (NIRA) de Roosevelt, que cartelizou a indústria americana, juntamente com sua campanha de propaganda “Blue Eagle”, era o tipo de fascismo econômico que o próprio Hitler estava adotando na Alemanha (como o governante fascista <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Benito Mussolini (1883 - 1945): Político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.">Benito Mussolini</span> também estava fazendo na Itália).</p>



<p>Como John Toland aponta em seu livro&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3DZw2pd" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Adolf Hitler</a>,&nbsp;</em>“Hitler tinha admiração genuína pela maneira decisiva pela qual o presidente assumiu as rédeas do governo. “Tenho simpatia pelo Sr. Roosevelt”, disse ele a um correspondente do&nbsp;<em>New York Times&nbsp;</em>dois meses depois, “porque ele marcha direto para seus objetivos passando por cima do Congresso, lobbies e burocracia.” Hitler passou a observar que ele era o único líder na Europa que expressou ‘compreensão dos métodos e motivos do presidente Roosevelt’”.</p>



<p>Como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Srdja Trifkovic é editor, político e historiador sérvio-americano.">Srdja Trifkovic</span>, editor de assuntos estrangeiros da revista<em>&nbsp;<a href="https://chroniclesmagazine.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Chronicles</a></em>, afirmou em seu artigo “<a href="https://chroniclesmagazine.org/web/fdr-and-mussolini/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">FDR e Mussolini: um conto de dois fascistas</a>”, Roosevelt e seu “<span data-tooltip="Termo que descrevia um grupo de conselheiros próximos de um candidato político ou titular; estes eram muitas vezes acadêmicos que eram valorizados por sua experiência em campos específicos. O termo é mais associado ao grupo de conselheiros de Roosevelt." data-tooltip-position="top"><em>Brain Trust</em></span>”, os arquitetos do <em>New Deal</em>, ficaram fascinados pelo fascismo da Itália – um termo que não era pejorativo na época. Na América, era visto como uma forma de nacionalismo econômico construído em torno do planejamento consensual pelas elites estabelecidas no governo, negócios e trabalho.</p>



<p>Tanto Hitler quanto Roosevelt também acreditavam em injeções maciças de gastos do governo tanto no setor de bem-estar social quanto no setor militar-industrial como forma de trazer prosperidade econômica para suas respectivas nações. Como disse o famoso economista <span data-tooltip="John Kenneth Galbraith (1908 - 2006): consagrado economista, filósofo, cientista político e escritor norte-americano." data-tooltip-position="top">John Kenneth Galbraith</span>,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Hitler também antecipou a política econômica moderna… ao reconhecer que uma abordagem rápida para o pleno emprego só seria possível se fosse combinada com controles de preços e salários. Que uma nação oprimida pelo medo econômico respondesse a Hitler como os americanos reagiram a FDR não é surpresa alguma.</p>
</blockquote>



<p>Uma das realizações de maior orgulho de Hitler foi a construção do <em>sistema nacional de autobahn</em>, um enorme projeto socialista de obras públicas que acabou se tornando o modelo para o sistema de rodovias interestaduais nos Estados Unidos.</p>



<p>No final da década de 1930, muitos alemães tinham a mesma percepção sobre Hitler que muitos americanos tinham sobre Roosevelt. Eles honestamente acreditavam que Hitler estava tirando a Alemanha da Depressão. Pela primeira vez desde o <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="O Tratado de Versalhes foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial. A Alemanha o considerou como uma imposição.">Tratado de Versalhes</span>, o tratado que encerrou a <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Ocorreu entre 28 de julho de 1914 e 11 de novembro de 1918.">Primeira Guerra Mundial</span> com termos humilhantes para a Alemanha, o povo alemão estava recuperando o orgulho de si mesmo e de sua nação, e dava crédito à forte liderança de Hitler em tempos de profunda crise nacional.</p>



<p>Toland aponta em sua biografia de Hitler que os alemães não eram os únicos que admiravam Hitler durante a década de 1930:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Sir Winston Leonard Spencer-Churchill (1874 - 1965):  político conservador e estadista britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.">Churchill</span> certa vez fez um elogio relutante ao <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Führer é um termo alemão que significa '''condutor'', ''chefe'', ''guia'', mas é comumente é utilizada (como aqui) para designar Hitler.">Führer</span> em uma carta ao Times: “Sempre disse que esperava que, se a Grã-Bretanha fosse derrotada em uma guerra, encontraríamos um Hitler que nos levaria de volta ao nosso lugar de direito entre as nações.”</p>
</blockquote>



<p>Hitler acreditava fortemente no serviço nacional, especialmente para os jovens alemães. Era disso que se tratava a Juventude Hitlerista – inculcar nos jovens a noção de que eles tinham o dever de dedicar pelo menos parte de suas vidas à sociedade. Era uma ideia que também ressoava na atmosfera coletivista que permeava os Estados Unidos durante a década de 1930.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Hitler e o antissemitismo</h2>



<br>



<p>Embora as autoridades americanas hoje nunca deixem de nos lembrar que Hitler era o mal encarnado, a questão é: ele foi tão facilmente reconhecido como tal durante a década de 1930, não apenas pelos cidadãos alemães, mas também por outras pessoas ao redor do mundo, especialmente aqueles que acreditavam na ideia de um líder político forte em tempos de crise? Lembre-se de que, enquanto Hitler e seus companheiros perseguiam, abusavam e prendiam periodicamente judeus alemães à medida que a década de 1930 avançava, culminando na&nbsp;<em>Kristallnacht</em>, a “<span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Muitas vezes chamada de ''Noite dos Vidros Quebrados''. O nome refere-se a uma onda de violência anti-semita que ocorreu nos dias 9 e 10 de novembro de 1938.">noite dos cristais</span>”, quando dezenas de milhares de judeus foram espancados e levados para campos de concentração, não era exatamente o tipo de coisa que despertava grande indignação moral entre as autoridades americanas, muitas das quais tinham um forte senso de antissemitismo.</p>



<p>Por exemplo, quando Hitler se ofereceu para deixar os judeus alemães deixarem a Alemanha, o governo dos EUA usou controles de imigração para impedi-los de imigrarem para lá. De fato, como <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Arthur David Morse (1920 - 1971), autor e produtor de televisão do Columbia Broadcasting System e historiador da Segunda Guerra Mundial.">Arthur D. Morse</span> apontou em seu livro&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/3sgdTRs" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Enquanto Seis Milhões Morreram: Uma Crônica da Apatia Americana</a>,&nbsp;</em>cinco dias após a&nbsp;<em>Kristallnacht</em>, que ocorreu em novembro de 1938, em uma entrevista coletiva na Casa Branca, um repórter perguntou a Roosevelt: “Você gostaria de recomendar um relaxamento de nossas restrições de imigração para que os refugiados judeus possam ser recebidos neste país?” O presidente respondeu: “Isso não está em contemplação. Temos o sistema de cotas.”</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/nazismo-e-comunismo-irmaos-gemeos/"><img loading="lazy" decoding="async" width="498" height="285" class="wp-image-17434" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/NazismoComunismo_Peq.jpg" alt="Nazismo e Comunismo (Pequeno)"></a>Também não vamos esquecer a infame “viagem dos condenados” de 1939 (ou seja, após a Kristallnacht), na qual oficiais dos EUA se recusaram a permitir que judeus alemães desembarcassem no porto de Miami do navio alemão&nbsp;<em>SS St. Louis,&nbsp;</em>sabendo que eles seriam devolvidos às garras de Hitler na Alemanha nazista.</p>



<p>(O Museu do Holocausto em Washington, para seu crédito, tem uma excelente exposição sobre a indiferença do governo dos EUA à situação dos judeus sob o controle de Hitler, um período sombrio na história americana ao qual muitos americanos nunca são expostos durante sua doutrinação nas escolas públicas.</p>



<p>Confira este&nbsp;<a href="https://wow.blogs.com/photos/hitler/cover.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><em>site</em>&nbsp;</a>interessante, que detalha uma bela descrição pictórica da casa de verão de Hitler na Baviera publicada por uma importante revista inglesa chamada&nbsp;<em>Home and Gardens&nbsp;</em>em novembro de 1938. Depois, pergunte a si mesmo: Se era tão óbvio que Hitler era o mal encarnado durante a década de 1930, uma proeminente revista inglesa estaria arriscando perder seus leitores ao publicar tal perfil? E não esqueçamos também que foi a Alemanha de Hitler que sediou as Olimpíadas mundiais em 1936, jogos dos quais participaram Estados Unidos, Grã-Bretanha e muitos outros países. Pergunte a si mesmo: Por que eles teriam feito isso?</p>



<p>A Grande Depressão não foi o único fator que levou as pessoas a apoiarem Hitler. Havia também o medo sempre presente do comunismo entre o povo alemão. De fato, ao longo da década de 1930, pode-se dizer que a Alemanha enfrentou o mesmo tipo de <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Período de tensão geopolítica entre a União Soviética e os Estados Unidos e seus respectivos aliados, o Bloco Oriental e o Bloco Ocidental, após a Segunda Guerra Mundial. Considera-se geralmente que o período abrange a Doutrina Truman de 1947 até a dissolução da União Soviética em 1991.">Guerra Fria</span> contra a União Soviética que os Estados Unidos enfrentaram de 1945 a 1989. Desde que o caos da Primeira Guerra Mundial deu origem à <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="A Revolução Russa de 1917 foi um período de conflitos internos na Rússia Imperial, iniciado em 1917, que derrubou a monarquia russa e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin.">Revolução Russa</span>, A Alemanha enfrentou a possibilidade distinta de ser tomada pelos comunistas (uma ameaça que se materializou em realidade para os alemães orientais no final da Segunda Guerra Mundial). Foi uma ameaça que Hitler, como os presidentes americanos posteriores, usou como justificativa para os gastos cada vez maiores no complexo militar-industrial. O perigo sempre presente do comunismo soviético levou muitos alemães a gravitar em torno do apoio de seu governo, assim como mais tarde levou muitos americanos a apoiar um grande governo e um forte complexo militar-industrial em seu país durante a Guerra Fria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A guerra de Hitler contra o terrorismo</h2>



<br>



<p>Um dos eventos mais marcantes da história alemã ocorreu logo após a posse de Hitler. Em 27 de fevereiro de 1933, no que facilmente poderia ser chamado de ataque terrorista de 11 de setembro da época, terroristas alemães bombardearam o prédio do parlamento alemão. Não deveria surpreender ninguém que Adolf Hitler, um dos líderes políticos mais fortes da história, declarasse guerra ao terrorismo e pedisse ao parlamento alemão (o <em>Reichstag</em>) que lhe desse poderes temporários de emergência para combater os terroristas. Alegando enfaticamente que tais poderes eram necessários para proteger a liberdade e o bem-estar do povo alemão, Hitler persuadiu os legisladores alemães a dar-lhe os poderes de emergência necessários para enfrentar a crise terrorista. O que ficou conhecido como&nbsp;<a href="https://rothbardbrasil.com/a-republica-federal-da-nova-normal-alemanha/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Lei de Habilitação</a>&nbsp;permitiu que Hitler suspendesse as liberdades civis “temporariamente”, isto é, até que a crise passasse. Não surpreendentemente, entretanto, a ameaça do terrorismo nunca diminuiu e os poderes de emergência “temporários” de Hitler, que eram periodicamente renovados pelo <em>Reichstag</em>, ainda estavam em vigor quando ele tirou a própria vida, cerca de 12 anos depois.</p>



<p>É tão surpreendente que os cidadãos alemães comuns estivessem dispostos a apoiar a suspensão das liberdades civis de seu governo em resposta à ameaça do terrorismo, especialmente após o ataque terrorista ao <em>Reichstag</em>?</p>



<p>Durante a década de 1930, os Estados Unidos enfrentaram a Grande Depressão, e muitos americanos estavam dispostos a aceitar a assunção de Roosevelt de enormes poderes de emergência, incluindo o poder de controlar a atividade econômica e também de nacionalizar e&nbsp;<a href="https://rothbardbrasil.com/o-maior-roubo-de-ouro-da-historia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">confiscar o ouro do povo</a>.</p>



<p>Durante a Guerra Fria, o medo do comunismo induziu os americanos a permitir que seu governo coletasse enormes quantias de imposto de renda para financiar o complexo militar-industrial e permitir que as autoridades americanas enviassem mais de 100.000 soldados americanos para a morte em guerras não declaradas na Coréia e no Vietnã.</p>



<p>Desde os ataques de 11 de setembro, os americanos estão mais do que dispostos a aceitar que seu governo infrinja liberdades civis vitais, incluindo habeas corpus, envolva a nação em uma guerra não declarada e não provocada no Iraque e gaste quantias cada vez maiores de dinheiro com o complexo industrial-militares, tudo em nome da “guerra ao terrorismo”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Crises versus liberdade</h2>



<br>



<p>Enquanto o povo americano enfrentou essas três crises – a Grande Depressão, a ameaça comunista e a guerra contra o terrorismo em três momentos diferentes, o povo alemão durante o regime de Hitler enfrentou as mesmas três crises em um curto espaço de tempo. Dado isso, por que surpreenderia alguém que muitos alemães gravitassem em torno do apoio de seu governo, assim como muitos americanos gravitavam em torno do apoio de seu governo durante cada uma dessas crises?</p>



<p>Até mesmo Sophie Scholl e seu irmão Hans se juntaram à Juventude Hitlerista quando estavam no ensino médio. No ambiente de crise cada vez maior da década de 1930, milhões de outros alemães comuns também vieram apoiar seu governo, aplaudindo entusiasticamente seus líderes, apoiando suas políticas e enviando seus filhos para o serviço nacional e olhando para o outro lado quando o governo se tornou abusivo. Entre os poucos que resistiram estavam <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Robert Scholl (1891 - 1971), político alemão.">Robert</span> e Magdalena Scholl, os pais de Hans e Sophie, que gradualmente abriram a mente de seus filhos para a verdade.</p>



<p>As três grandes crises enfrentadas pela Alemanha na década de 1930 – depressão econômica, comunismo e terrorismo – são insignificantes em comparação com a crise que a Alemanha enfrentou durante a década de 1940 – a Segunda Guerra Mundial, a crise que ameaçava, pelo menos na mente de Hitler e seus companheiros, a própria existência da Alemanha. O fato de Hans e Sophie Scholl e outros estudantes alemães terem começado a distribuir panfletos conclamando os alemães a se oporem a seu governo no meio de uma grande guerra, quando soldados alemães estavam morrendo em duas frentes de batalha, torna a história da Rosa Branca ainda mais notável e talvez até mesmo uma pouco desconfortável para alguns americanos.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://amzn.to/45eoLxN" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" width="566" height="322" class="wp-image-17440" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/SophieScholl.jpg" alt="Sophie Scholl"></a>A parte mais notável do filme&nbsp;<em>Sophie Scholl: The Final Days&nbsp;</em>é a cena do tribunal, baseada em arquivos alemães descobertos recentemente. Sophie e seu irmão Hans, junto com seu amigo <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Christoph Probst (1919 - 1943), membro da resistência alemã contra o nazismo.">Christoph Probst</span>, estão diante do infame <span data-tooltip-position="top" data-tooltip="Roland Freisler (1893 - 1945) foi jurista alemão, presidiu o ''Tribunal Popular'', a mais alta corte do Estado nazista para crimes políticos.">Roland Freisler</span>, juiz presidente do Tribunal do Povo, que Hitler enviou imediatamente a Munique após a prisão dos Scholls e Probst pela <span data-tooltip-position="right" data-tooltip="Gestapo é o acrônimo em alemão de Geheime Staatspolizei, significando ''polícia secreta do Estado''.">Gestapo</span>.</p>



<p>O Tribunal do Povo foi estabelecido por Hitler como parte da guerra do governo contra o terrorismo após o bombardeio terrorista do prédio do parlamento alemão. Descontente com a independência do judiciário nos julgamentos dos suspeitos de terrorismo do <em>Reichstag</em>, Hitler criou o Tribunal Popular para garantir que terroristas e traidores recebessem o veredicto e a punição “adequados”. Os procedimentos judiciais foram conduzidos em segredo por razões de segurança nacional, razão pela qual Freisler expulsou os pais de Hans e Sophie do tribunal quando eles tentaram entrar.</p>



<p>No julgamento, Freisler criticou os três jovens antes dele, acusando-os de serem traidores ingratos por terem se oposto ao seu governo no meio da guerra. Seu discurso foi ao cerne do motivo pelo qual muitos alemães apoiaram Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.</p>



<p>Desde a primeira série nas escolas públicas (ou seja, do governo), foi arraigado nas crianças alemãs que, em tempos de guerra, era dever de todo alemão apoiar seu país, o que, na mente dos alemães oficiais, era sinônimo de governo alemão. Uma vez que a guerra estava em andamento, o tempo para discussão e debate acabava, pelo menos até que a guerra terminasse. A oposição à guerra desmoralizaria as tropas, dizia-se, e, portanto, prejudicaria o esforço de guerra. Opor-se ao governo (e às tropas) em tempo de guerra, portanto, era considerado traição.</p>



<p>Tenha em mente que na época em que os Scholls foram pegos distribuindo seus panfletos anti-guerra e anti-governo – 1943 – a Alemanha estava travando uma guerra por sua sobrevivência em duas frentes: a frente oriental contra a União Soviética e a frente ocidental contra a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Milhares de soldados alemães morriam no campo de batalha, especialmente na União Soviética. Quer eles concordassem com o esforço de guerra ou não, esperava-se que o povo alemão apoiasse as tropas, o que significava apoiar o esforço de guerra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mentiras e guerras de agressão</h2>



<br>



<p>Alguém poderia objetar que, uma vez que a Alemanha era o agressor no conflito, o povo alemão deveria ter se recusado a apoiar a guerra. Essa objeção, no entanto, ignora um ponto importante: na mente de muitos alemães, a Alemanha não era o agressor na Segunda Guerra Mundial, mas sim a nação defensora. Afinal, foi o que lhes disseram os funcionários do governo.</p>



<p>Uma nação agressora inevitavelmente tentará manipular os eventos para parecer a nação vitimizada – isto é, a nação que está se defendendo contra a agressão. Dessa forma, os funcionários do governo podem dizer aos cidadãos: “Somos inocentes! Estávamos apenas cuidando da nossa vida quando nossa nação foi atacada.” Naturalmente, os cidadãos podem assumir que nada poderia ter sido feito para evitar a guerra e estarão mais dispostos a defender sua nação contra os atacantes.</p>



<p>Isso é exatamente o que aconteceu na invasão da Polônia pela Alemanha, que precipitou a Segunda Guerra Mundial. Depois de várias semanas em que as tensões entre as duas nações aumentaram, soldados alemães na fronteira polonesa-alemã foram atacados por tropas polonesas. Hitler seguiu o roteiro consagrado pelo tempo anunciando dramaticamente que a Alemanha havia sido atacada pela Polônia, exigindo que a Alemanha se defendesse com um contra-ataque e uma invasão da Polônia.</p>



<p>Havia um grande problema, no entanto – um problema que o povo alemão desconhecia: as tropas polonesas que atacaram eram na verdade tropas alemãs vestidas com uniformes poloneses. Em outras palavras, as autoridades alemãs mentiram sobre a causa da guerra.</p>



<p>Agora, alguns podem argumentar que os alemães não deveriam ter acreditado automaticamente em Hitler, especialmente sabendo que ao longo da história os governantes mentiram sobre questões relacionadas à guerra. Mas os alemães assumiram a posição de que tinham o direito e o dever de confiar nos membros de seu governo. Afinal, os alemães achavam que seus funcionários públicos tinham acesso a informações que o povo não tinha. Muitos alemães achavam que seu governo nunca mentiria para eles sobre um assunto tão importante quanto a guerra.</p>



<p>Além disso, tenha em mente que, sob o sistema nazista, Hitler tinha a única prerrogativa de decidir se enviaria a nação à guerra. Embora pudesse consultar o <em>Reichstag </em>ou aconselhá-lo sobre seus planos, ele não precisava de seu consentimento para declarar e travar guerra contra outra nação. Ele – e somente ele – tinha o poder de decidir se iria para a guerra. Portanto, dado que Hitler não era obrigado a obter uma declaração de guerra do <em>Reichstag </em>antes de ir à guerra contra a Polônia, não havia maneira real de testar se suas alegações de um ataque polonês eram de fato verdadeiras.</p>



<p>Após o “contra-ataque” alemão contra a Polônia, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha. (Estranhamente, nenhum dos dois países declarou guerra à União Soviética, que também invadiu a Polônia logo depois que a Alemanha o fez.) Assim, na mente do povo alemão, a Inglaterra e a França estavam vindo em auxílio do agressor – a Polônia – necessitando que a Alemanha se defendesse contra todas as três nações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lealdade e obediência às ordens</h2>



<p>Esperava-se também que os soldados alemães cumprissem seu dever e seguissem as ordens de seu comandante-em-chefe. Sob o sistema da Alemanha, não cabia ao soldado fazer seu próprio julgamento independente sobre se a Alemanha era o agressor no conflito ou se Hitler havia mentido sobre as razões de ir à guerra. Assim, os soldados alemães, tanto protestantes quanto católicos, entenderam que poderiam matar soldados poloneses com a consciência tranquila porque, novamente, não cabia ao soldado decidir sobre a justiça da guerra. Ele poderia confiar essa decisão a seus oficiais superiores e líderes políticos e simplesmente presumir que a ordem de invasão era moral e legalmente justificada.</p>



<p>Uma vez que as tropas estavam empenhadas na batalha, a maioria dos civis alemães entendia seu dever – apoiar as tropas que agora lutavam e morriam no campo de batalha por seu país, pela pátria. O tempo para debater e discutir as causas da guerra teria que esperar até o fim da guerra. O que importava, uma vez iniciada a guerra, era vencer.</p>



<p><span data-tooltip="Hermann Wilhelm Göring (1893 - 1946)foi militar alemão, político e líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães." data-tooltip-position="Right">Hermann Goering</span>, fundador da Gestapo, explicou a estratégia:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Por que, é claro, o povo não quer guerra…. Por que um pobre desleixado em uma fazenda iria querer arriscar sua vida em uma guerra quando o melhor que ele pode conseguir é voltar inteiro para sua fazenda? Naturalmente, as pessoas comuns não querem guerra; nem na Rússia, nem na Inglaterra, nem na América, nem na Alemanha. Isso é sabido. Mas, afinal, são os dirigentes do país que determinam a política e é sempre uma questão simples arrastar o povo, seja uma democracia ou uma ditadura fascista ou um Parlamento ou uma ditadura comunista….<br><br>Com voz ou sem voz, o povo sempre pode ser conduzido ao comando dos líderes. Isso é fácil. Basta dizer que estão sendo atacados e denunciar os pacifistas por falta de patriotismo e por expor o país ao perigo. Funciona da mesma forma em qualquer país.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Reconhecendo e se opondo ao mal</h2>



<br>



<p>Alguns podem argumentar que os alemães, ao contrário das pessoas de outras nações, não deveriam ter confiado nos membros de seu governo e os apoiado durante a guerra porque era óbvio que Hitler e seus capangas eram maus. O problema com esse argumento, entretanto, é que ao longo da década de 1930 muitos alemães e muitos estrangeiros não chegaram automaticamente à conclusão de que Hitler era mau. Pelo contrário, como vimos na primeira parte deste artigo, muitos deles viam Hitler exercendo o mesmo tipo de liderança forte que Franklin Roosevelt estava exercendo para tirar os Estados Unidos da Grande Depressão e, de fato, implementando muitos dos mesmos tipos de programas que Roosevelt estava implementando nos Estados Unidos. (Para saber mais sobre esse ponto, veja o excelente livro,&nbsp;<em><a href="https://amzn.to/47wjUK9" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Três New Deals: reflexões sobre a América de Roosevelt, a Itália de Mussolini e a Alemanha de Hitler, 1933-1939</a>,&nbsp;</em>de <span data-tooltip="Wolfgang Schivelbusch (1941 - 2023), historiador alemão." data-tooltip-position="top">Wolfgang Schivelbusch</span>.)</p>



<p>Além disso, embora seja verdade que durante a década de 1930 Hitler assediava, abusava e maltratava os judeus alemães, muitas pessoas em todo o mundo não se importavam, porque o antissemitismo não se limitava à Alemanha, mas se estendia a muitas partes do globo.</p>



<p>Não se esqueça, por exemplo, de como o governo Roosevelt usou os controles de imigração para impedir que os judeus alemães imigrassem para os Estados Unidos.</p>



<p>Mesmo em 1938, as autoridades americanas se recusaram a permitir que judeus alemães desembarcassem no porto de Miami do SS&nbsp;<em>St. Louis,&nbsp;</em>sabendo que teriam de ser devolvidos à Alemanha de Hitler.</p>



<p class="img-direita"><a href="https://culturadefato.com.br/o-mal-na-politica/"><img loading="lazy" decoding="async" width="498" height="286" class="wp-image-17437" src="https://culturadefato.com.br/wp-content/uploads/2023/08/DitadoresDaHistoria_Peq.jpg" alt="Ditadores da Historia"></a>Mesmo após a eclosão da guerra, quando a severidade da ameaça nazista aos judeus disparou, o labirinto em constante mudança das regras e regulamentos de imigração dos EUA impediu que Anne Frank e sua família, juntamente com muitas outras famílias judias, imigrassem para os Estados Unidos.</p>



<p>Alguns podem dizer que o povo alemão deveria ter parado de apoiar seu governo assim que o Holocausto começou. Há dois grandes problemas com esse argumento, no entanto. Primeiro, o povo alemão não sabia o que estava acontecendo nos campos de extermínio e, segundo, não queria saber. Afinal, os campos de extermínio e o Holocausto só foram estabelecidos depois que a guerra já estava bem avançada e quando o poder de Hitler sobre o povo alemão era absoluto – e brutal.</p>



<p>Como o alemão comum poderia saber o que estava acontecendo dentro dos campos de extermínio? Suponha que um alemão andasse até um campo de concentração, batesse nos portões e dissesse: “Ouvi dizer que você está fazendo coisas ruins com as pessoas dentro deste campo. Eu gostaria de entrar e inspecionar as instalações. Qual você acha que teria sido a resposta? Muito provavelmente, ele teria sido convidado a entrar no complexo, como um hóspede permanente com um tempo de vida muito reduzido.</p>



<p>Afinal, que governo vai permitir que seus cidadãos conheçam suas operações mais secretas, especialmente em tempos de guerra? Nem o governo americano faz isso.</p>



<p>Por exemplo, o que você acha que aconteceria se um cidadão americano descobrisse hoje a localização de uma das instalações de detenção secretas da <span data-tooltip="Central Intelligence Agency" data-tooltip-position="Right">CIA</span> no exterior e então batesse na porta da frente, dizendo: “Ouvi rumores de que você está torturando pessoas aqui. Eu gostaria de entrar e inspecionar as instalações para ver se esses rumores são verdadeiros”.</p>



<p>Alguém honestamente acha que a CIA deixaria a pessoa entrar nessas instalações supersecretas? Agora, imagine uma situação em que os Estados Unidos estão travando uma grande guerra pela sua sobrevivência contra, digamos, a China de um lado e uma aliança de países do Oriente Médio do outro. Suponha também que é quase certo que os Estados Unidos perderão a guerra e que as tropas estrangeiras estão lenta mas seguramente se aproximando do presidente americano e de seu gabinete. Quais são as chances de a CIA permitir que um cidadão americano inspecione o interior de suas instalações de prisioneiros nessas circunstâncias? De fato, quais são as chances de qualquer americano fazer tal exigência nessas circunstâncias?</p>



<p>A maioria dos alemães não queria saber o que estava acontecendo dentro dos campos de concentração. Se eles soubessem que coisas ruins estavam acontecendo, suas consciências poderiam começar a incomodá-los, o que poderia motivá-los a agir para acabar com o mal, o que poderia ser perigoso. Era mais fácil – e mais seguro – olhar para o outro lado e simplesmente confiar assuntos tão importantes aos membros do governo. Dessa forma, acreditava-se, o governo, e não o cidadão individual, arcaria com as consequências legais e morais dos atos ilícitos que o governo estivesse cometendo secretamente.</p>



<p>Claro, os membros do governo encorajaram essa mentalidade de indiferença consciente. Não se preocupem com essas coisas, eles sugeriram; apenas deixe-os conosco – afinal, estamos em guerra e é melhor deixar essas coisas com os funcionários públicos.</p>



<p>Não há dúvida de que, quando a Segunda Guerra Mundial já estava em andamento, alguns alemães pensavam que o momento de protestar havia sido durante a década de 1930, quando os alemães procuravam um “líder forte” para tirá-los de “crises” e “emergências”, e quando os protestos contra o governo eram muito menos perigosos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Patriotismo e coragem</h2>



<br>



<p>Tudo isso, obviamente, coloca Hans e Sophie Scholl e os outros membros da Rosa Branca sob uma luz notável, que até mesmo muitos de nós podem achar desconfortável. Afinal, é fácil para nós olhar para a Alemanha nazista da perspectiva de alguém de fora e de quem tem o benefício do conhecimento histórico, especialmente sobre o Holocausto. A questão interessante, no entanto, é: o que nós teríamos feito se tivéssemos sido cidadãos alemães durante a Segunda Guerra Mundial? Teríamos se oposto ao nosso governo, como fizeram os membros da Rosa Branca, ou teríamos apoiado nosso governo, especialmente sabendo que as tropas estavam lutando e morrendo no campo de batalha?</p>



<p>Em um de seus folhetos, os membros da Rosa Branca escreveram: “Somos sua consciência pesada”. Eles estavam pedindo aos alemães que superassem o velho e degenerado conceito de patriotismo que implicava apoiar cegamente o próprio governo em tempo de guerra. Eles estavam pedindo aos soldados alemães que se elevassem acima do velho e degenerado conceito de obediência cega às ordens. Eles estavam pedindo aos alemães que confrontassem abertamente os rumores sobre o que as autoridades alemãs estavam fazendo com os judeus nos campos de concentração. Eles estavam pedindo aos cidadãos alemães, tanto civis quanto militares, que fizessem um julgamento independente sobre o regime de Hitler e a guerra, julgassem tanto o governo quanto a guerra como imorais e ilegítimos e tomassem as medidas necessárias para acabar com ambos.</p>



<p>Eles estavam pedindo aos alemães que adotassem um conceito diferente e mais elevado de patriotismo – um que envolvesse devoção a um conjunto de princípios e valores morais, em vez de fidelidade cega ao governo em tempos de guerra. Era um tipo de patriotismo que envolvia a oposição ao próprio governo, especialmente em tempos de guerra, quando o governo estava engajado em uma conduta que violava princípios e valores morais.</p>



<p>A história da Rosa Branca é uma das mais notáveis ​​histórias de coragem da história. No julgamento, Christoph Probst pediu a Freisler que poupasse sua vida, um pedido compreensível, visto que sua esposa havia dado à luz recentemente a seu terceiro filho. Nem Sophie nem seu irmão Hans se acanharam. Sophie disse sem rodeios a Friesler que a guerra estava perdida e que os soldados alemães estavam sendo sacrificados por nada, uma declaração que, pela aparência dos militares que compareceram ao julgamento no filme, atingiu momentaneamente o alvo. Ela disse que um dia Freisler e sua turma estariam sentados no banco dos réus sendo julgados por outros por seus crimes. Ela disse a ele sem rodeios: “Alguém, afinal, tinha que começar. O que escrevemos e dissemos também é acreditado por muitos outros. Eles simplesmente não ousam se expressar como nós.”</p>



<p>Freisler rapidamente emitiu o veredicto predeterminado – Culpado – e sentenciou os réus à morte, sentença que foi executada na guilhotina três dias depois de terem sido presos. Afinal, como declarou Freisler, Hans e Sophie Scholl e seu amigo Christoph Probst se opuseram a seu governo em tempos de guerra. Na mente de Freisler – na verdade, na mente de muitos alemães – que melhor evidência de traição do que essa?</p>



<br>



<p class="has-text-align-right">Por <a href="https://culturadefato.com.br/author/jacobhornberger/">Jacob Hornberger</a>.<br><br>Publicado em 22 de maio de 2023 no <em>website</em> do <a href="https://rothbardbrasil.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Rothbard Brasil</a>.<br>Para acessar o artigo original, escrito em inglês, <a href="https://www.fff.org/explore-freedom/article/germans-supported-hitler-part-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.<a href="https://loja.uiclap.com/titulo/ua21381/"></a></p>



<br>



<p class="has-background has-very-light-gray-background-color"><strong>Notas da editoria:</strong><br><br>Imagem de capa “<em>Enterrando um camarada</em>” (1950), por David Friedman (1893 &#8211; 1980).</p>



<br>



<p>Assista ao filme <em><a href="https://amzn.to/45eoLxN" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sophie Scholl: The Final Days</a></em>:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div><figcaption class="wp-element-caption">Para mais detalhes, <a href="https://www.imdb.com/title/tt0426578/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">clique aqui</a>.</figcaption></figure>



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